D. Nuno desagrava Padre Martins
...e aí temos dois nomes para a História da Madeira
Nunca se percebeu por que achou D. Francisco Santana político-partidariamente conveniente para as suas cores, que eram só uma, o laranja, condenar o padre José Martins Júnior à queima na fogueira da Inquisição por suspensão 'a divinis'. Falta de visão de um bispo que se tinha por estratego de alto coturno.
O antigo capelão de bacalhoeiros cometeu um erro: não quis perceber a fibra revolucionária da peça com quem se estava a meter. Nem mandando ocupar a Igreja da Ribeira Seca por pelotões da PSP durante uma eternidade nem proibindo o pároco local de exercer nem mantendo a suspensão 'a divinis'... 'per omnia saecula saeculorum' a diocese conseguiu vergar o padre machiquense. Que continuou na paróquia, foi deputado e foi presidente da câmara de Machico.
Nunca se percebeu também a inacção dos bispos posteriores, que se esqueciam do assunto depois de aqui arribarem com promessas de abertura. Foi assim com Teodoro e com Carrilho.
D. Nuno Brás está cá há meia dúzia de semanas. E já tem o nome garantido na História da diocese e da Madeira. Bastou colocar a consciência e a justiça acima de anacrónicas questiúnculas de campanário.
A verdade vem sempre ao de cima. Do que precisamos é de mais Padres Martins e de bispos Nunos Brás.