Powered By Blogger

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Estilhaços da Madeira Nova

Intimidação a jornalistas em tempo de comemorações da liberdade de imprensa

PRESIDENTE DO GOVERNO DA MADEIRA AMEAÇA COM ONDA DE VIOLÊNCIA EM 30 DE JUNHO




Nem no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa o chefe do governo regional interrompe a constante ameaça de uma onda de violência na Madeira para atingir adversários políticos e jornalistas fora da sua órbita de influência. Pelo contrário, a vomição matinal do 'rei das Angústias', na página 2 do Jornal da Madeira, indica na edição desta quinta-feira uma data para os "anos do João": 30 de Junho.

De há uns tempos a esta parte, com subida de tom nas investigações do DCIAP às escabrosas contas da Madeira que andavam ocultas, o líder do PPD, também chefe do governo insular, vem tentando estimular o já falido sentimento bombista que abalou, então sim, os anos 70 da Madeira em chamas.
'Sexta-feira o João faz anos' foi uma espécie de senha repetida pelas ruas e pelos cafés madeirenses no auge da escalada flamista que atentou contra vidas e bens patrimoniais de quantos escolhiam caminho político em direcção à democracia. Ou seja, à margem da política do antigo simpatizante ANP,  Jardim, que entretanto se infiltrara no PPD sá-carneirista.
Nessa semana de Agosto de 1975 gerou-se expectativa sobre os 'anos do João' com 'festa' marcada para sexta-feira, pelo que as Forças Armadas e a Polícia montaram a 'Operação Parabéns', passando a noite de sexta para sábado a revistar cidadãos e automóveis. Missão que não impediu o rebentamento de um estrondoso petardo nas instalações da Emissora Nacional (futura RDP), à Rua dos Netos.

À época, os 'cubanos' (continentais) que pretendiam ficar na Madeira, sobretudo os suspeitos de actividade política, precisavam de um 'salvo-conduto' passado pelos flamistas que para o efeito os abordavam. Podemos ver na imagem seguinte o 'documento' passado pela 'República da Madeira'.

Esta cédula autoriza o identificado a residir e a trabalhar no Arquipélago da Madeira... (in 'Achas na Autonomia')



Os activistas da Flama (ala política) várias vezes foram levar ao aeroporto 'indesejáveis' continentais para que partissem no avião seguinte. Ao mesmo tempo, sucediam-se os atentados que destruíam automóveis e punham vidas em perigo.



Neste caso do Jipe destruído no Porto Santo (era já presidente do governo sua excelência o rei Jardim) o alvo não era aquele. 



Em alguns casos, a Flama tentava intimidar por meio de ameaça, como no caso do nosso antigo colega do DN Manuel Nicolau.


Ameaça num cartão postal despachado pelos separatistas. (in 'Achas na Autonomia')
  
Presentemente, o clima de terror é alimentado com identificação, já que toda a gente sabe que o presiente do governo é autor das ameaças produzidas na secção pseudo-humorística do JM 'boca pequena'. Não existe humor ns vida corrente da Madeira. É muito séria e cruel a violência incentivada pelo rei das Angústias e traduzida em agressões a oposicionistas que decidem responder, com campanha, à campanha ilegal dos actos públicos. Não são nada humorísticas as cenas violentas no parlamento quando deputados da oposição, como o quebra-cabeças do jardinismo José Manuel Coelho, respondem adequadamente às grosserias dos chefes laranja Alberto João Jardim e Jaime Ramos.
E não dão vontade de rir as agressões a políticos anti-PSD dentro e fora das discotecas, assim como o terror noctívago que destrói carros em residências particulares, como ainda recentemente aconteceu a familiares de Gil Canha, do PND.

Neste clima turístico-terrorista, é o próprio presidente do governo a tentar agitar diariamente a sociedade, reacendendo no seu jornal - pago por todos nós - uma fogueira havia décadas extinta. Por um lado, faz tudo para desenterrar as rivalidades Madeira-Continente que ele próprio criou nos anos 70 e 80, pela necessidade do 'inimigo externo'. Por outro, trata de intimidar a imprensa, ameaçando expulsar da Região os jornalistas que desafiam os seus propósitos ditatoriais.
Vejamos o terrorismo em crescendo que o moribundo tirano aplica para mostrar uma importância que não tem. Protejamos o estômago para rever a tal vomição diária.



Na Quinta-feira da passada semana, ele ameaçava os homens da GNR recordando uma situação dos inícios do século XX.







Sexta-feira, assumia a permuta de favores que entende natural na governação.









Domingo, quem perdeu a guerra em África foram 'eles'...








Segunda-feira, o regresso às ameaças a 'concretizar' quando do 'jantar de anos' do 'João'.







Terça-feira, a fatal arruaça contra os donos do DN e da TSF.




Quarta-feira, o aviso descaradamente assumido a que nem a Flama se atrevia senão em cartões anónimos: "O João faz anos" - escreve um chefe de governo - vai obrigar os jornalistas Tolentino de Nóbrega ('tolo entino', para o troglotita tribal) e Lília Bernardes ('a outra', para o dito-cujo) a "fugir para o Rectângulo"!



Nesta quinta-feira, o tom de ameaça prossegue. E o rei faz toda esta campanha num jornal pago por todos nós. Um jornal actualmente sequestrado para lhe servir de veículo propagandístico e que no 1.º de Maio, aniversário do JM, ele considerou de "lição de imprensa livre".
O rei, mesmo em fase agonizante, manifesta os mesmos conceitos que lhe animavam aquele folclore político dos primórdios da tão afectada quão burlesca e batoteira carreira política: jornalismo elevado à eminência da isenção era o que ele fazia durante os anos de PREC, enquanto director do JM e líder do PPD-Madeira.
Em simultâneo - repetimos para quem não acreditar.
Esta quinta-feira é Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Fiquemos com a mensagem do chefe das ilhas, dono do jornal pago por nós e que é um "lição de imprensa livre".

Cultura, Culturas

"FASCÍNIO DAS PLANTAS" A 18 DE MAIO


Acções dos Amigos do Parque Ecológico e do Vila Porto Mare






O primeiro Dia Internacional do Fascínio das Plantas "Fascination of Plants Day” será organizado a 18 de maio sob a égide da “European Plant Science Organisation” (EPSO), que pretende com esta iniciativa “fazer com que o maior número possível de pessoas em todo o mundo desperte para o fascínio das plantas e para a importância do seu estudo na melhoria da agricultura e produção sustentável de alimentos, bem como para a horticultura, silvicultura e produção de bens não-alimentares, como papel, madeira, químicos, fármacos e energia. O papel determinante das plantas na conservação do meio ambiente será igualmente objeto de destaque”.

A Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal associou-se à organização deste evento e irá dinamizar ações nos dias 18 e 19 de maio, sendo as do primeiro dia em colaboração com o Vila Porto Mare.



JARDIM DOS SENTIDOS – 18 de Maio – Jardim do Resort Vila Porto Mare, localizado na zona oeste da cidade do Funchal – duas visitas guiadas, prioritariamente para turistas, visando os seguintes objetivos: identificar espécies originárias das diferentes regiões do globo; explorar o jardim dos sentidos.

FLORES ENDÉMICAS DA MADEIRA – 19 de Maio – Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha, localizado no maciço montanhoso do Pico do Areeiro, a 1500 metros de altitude – entre as 10 e as 16 horas decorrerá uma atividade aberta ao público com os seguintes objetivos: observar, fotografar e identificar as flores das espécies endémicas da Madeira criadas no viveiro da Quinta Jardins do Lago e introduzidas na natureza após o incêndio catastrófico de Agosto de 2010.

As inscrições para as visitas guiadas no Jardim do Resort Vila Porto Mare, que terão início às 11 e às 18 horas, deverão ser feitas através do e-mail vpmgardens@gmail.com até às 18 horas do dia 17 de maio.

Quem estiver interessado em participar na atividade no Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha, terá de fazer a inscrição através do e-mail da Associação (amigosdoparque@gmail.com) até às 12 horas do dia 18 de maio.

(Informações do Dr. Raimundo Quintal)

Cultura, Culturas

ESTE 3 DE MAIO É DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA




Continuaremos a lutar para que a Madeira um dia faça parte do Mundo

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Estilhaços de Madeira



DIÁRIO REDUZ HORÁRIO DE TRABALHO E BAIXA VENCIMENTOS


Hoje há explosões de champanhe na Quinta das Angústias



O Conselho de Gerência da Empresa Diário de Notícias acaba de publicar um comunicado na edição on line para anunciar medidas drásticas destinadas a "salvaguardar a manutenção de todos os postos de trabalho da EDN e a edição diária do Diário". O horário de trabalho será reduzido em 10% e também em 10% serão baixados os vencimentos. A proposta da empresa aos trabalhadores aponta para o período de um ano a cumprir as referidas restrições, "na expectativa de que, superada ou minimizada a actual crise, seja retomada a normalidade laboral".
Como origem dos novos procedimentos nas relações laborais e gestão do periódico regional mais importante do país, a EDN aponta "a crise económica mundial, nacional e regional que atinge fortemente as empresas e as famílias", mas também a "conhecida concorrência desleal que lhe continua a ser movida pela Empresa Jornal da Madeira, Lda., sendo que o jornal por ela editado é financiado por recursos públicos que, naturalmente, constituem, conjuntamente com aquelas medidas de austeridade, uma grave perturbação à actividade da EDN para e na edição do seu jornal “Diário de Notícias – Madeira”.

Hoje é dia de festa na Quinta das Angústias.

Politicando

ADIVINHA QUEM VEM JANTAR II

O grande chefe, na vomição diária sobre a página 2 do seu jornal, volta à carga com a história do "João faz anos". Agora para prevenir que os correspondentes dos jornais do Continente, por publicarem notícias desagradáveis para a Madeira (o Jardim é a Madeira...), hão-de fugir em corrida desenfreada rumo ao "Reactângulo"... precisamente quando o "João" fizer anos.
Já outro dia, grande rei amedrontava terrivelmente os desgraçados que tem debaixo de olho, ameaçando com aquilo que há-de sair do "jantar de anos" do "João". Como nas bombas do tempo flamista em que se dizia que "sexta-feira o João faz anos".

O homem não nos leva a sério. Não ouve o nosso alerta a dizer que, como no filme, convém adivinhar quem vem jantar. Não a esses 'jantares de anos' do "João", que não passam de pólvora seca, mas ao jantar desta quinta-feira. Já avisámos aqui: mesmo sem lá ir, o jantar de quinta-feira causará muita azia em sua excelência. Não sabemos mesmo se o homem conseguirá digeri-lo todo nos poucos anos que lhe restam de desgoverno.
Quem me avisa...

Cultura, Culturas

TERTÚLIA DO MILHO: SOCIALISTA APANHADO COM UM CASACO DE DIREITA 


Emanuel Jardim Fernandes vestiu inadvertidamente o casaco do convidado José Manuel Rodrigues, embaraçando sobremaneira o protocolo. Tudo se complicou quando o próprio presidente da tertúlia também tentou sair vestido com o endiabrado casaco

Nunca uma troca de casacos
atrapalhou tanto.

Fotos: Rui A. Silva

A pretérita edição do almoço mensal organizado pela Tertúlia do Milho, sob a presidência do Dr. Filipe Silva, ficou marcada por incidentes protocolares que deixaram perplexos os selectos participantes no repasto. O embaraço foi enorme quando José Manuel Rodrigues, convidado especial do dia, deu pela falta do casaco ao procurá-lo no bengaleiro. Precisava dele para o retrato de família do grupo. Não estava lá. Mais desconcertado ficou o deputado nacional e líder do PP-M ao reparar que o antigo líder dos socialistas madeirenses e ex-eurodeputado Emanuel Jardim Fernandes ajeitava ao corpo a peça de vestuário que tanta falta lhe fazia.
- Eu não estava a conhecer esta carteira - justificou-se o Dr. Emanuel, quando abordado pelo adversário político, sem jeito para qualquer explicação lógica - Estranhava este casaco, realmente, não me assentava bem.
Ambos os dirigentes partidários estavam de casaco cinzento claro, o que não evitou aquele embaraço dos momentos do género. Para descomprimir o ambiente, ouvimos uma voz verrinosa:
- Razão tinha o sr. presidente do governo quando ia ao parlamento e, ao ver passar o Dr. Emanuel mais os seus camaradas socialistas, dizia aos deputados do PSD: cuidado com as carteiras!
O presidente da Tertúlia, Filipe Silva, deixou escapar o sorriso natural do momento, deputado social-democrata que foi. Limitou-se a garantir a Rodrigues que não era hábito da tertúlia mexer em carteiras e casacos alheios...

Mas havia golpe de teatro reservado. Poucos minutos depois, eis de novo José Manuel Rodrigues a reclamar a falta do casaco, já que não o vestira durante a refrega anterior. O retrato foi em mangas de camisa. Quem tinha o diacho do casaco? Pois era nem mais nem menos do que o laranja Filipe Silva quem começava a meter o braço na manga... do casaco de José Manuel Rodrigues!
Imaginem o vermelhão no rosto do presidente, Dr. Filipe.

Não foi das jornadas mais gloriosas da Tertúlia do Milho. O apresentador do convidado foi Gonçalo Nuno, o conhecido deputado da emigração - e também laranja de nascença, arre que estão em todas! Gonçalo evidenciou principalmente o prazer do grupo no convite feito ao político para um restaurante, 'Le Jardin', que lhe ofereceria certamente a novidade de um ambiente super-agradável perto da casa onde o chefe dos populares nasceu.
Na hora de discursar, o convidado esvaziou tal empenho dos anfitriões: ele mesmo andou a picar e a pintar as paredes do restaurante onde se almoçava, já que os primeiros proprietários da casa foram nada menos do que o pai e os irmãos do líder popular.
Perante tantos azares, obviamente que o próprio provocador oficial do grupo, Dr. João Pedro Mendonça, não conseguiu atrapalhar tão difícil convidado, mau grado a pergunta impertinente que lhe colocou: como é que explica esse papel dúbio de apoiar o governo em Lisboa e fazer oposição na Madeira?
José Manuel Rodrigues tinha preso o rabo de todo o grupo. Graças ao casaco. Explanou a sua tese de forma suficientemente ambígua para evitar mais dúvidas e o grupo seguiu para os digestivos.
Consta que alguns tertuliantes pretendem proibir tanto o presidente Dr. Filipe como os tertuliantes de base de usarem fato cinza que se possa confundir com o trajo habitual dos políticos que beneficiam do jackpot.

José Manuel Rodrigues, afinal,
estava a 'jogar em casa'.

A provocação do Dr. João Pedro
Mendonça foi bem preparada,
mas o convidado ainda estava melhor.

Dados os incidentes com os casacos, a foto
de família foi em mangas de camisa.


Madeira ao Vivo

A HISTÓRIA VERDADEIRA DAS CONTAS E DA DÍVIDA OCULTA

Esclarecendo de uma vez por todas o tipo de derrapagem financeira regional e a origem dos 'buracos', através de nova leitura da reportagem de Tolentino de Nóbrega em Setembro de 2011, no 'Público'



Ler e perceber tudo no endereço abaixo:

https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=gmail&attid=0.1&thid=1370e046ae6d6235&mt=application/pdf&url=https://mail.google.com/mail/?ui%3D2%26ik%3D2c7ab587db%26view%3Datt%26th%3D1370e046ae6d6235%26attid%3D0.1%26disp%3Dsafe%26realattid%3Df_h1qi12n20%26zw&sig=AHIEtbQYEGnM5cK1dnrrfnlHziiKRpPmCw&pli=1




Madeira ao Vivo

'LIDL' A UM PASSO DE ENTRAR NA MADEIRA POR VIA DO 'GRUPO SA'





A empresa germânica Lidl, portento comercial no ramo da distribuição alimentar, está vivamente interessada em penetrar no mercado madeirense e dentro em pouco irá intensificar as suas diligências nesse sentido. Com perto de 10 mil lojas espalhadas no Continente Europeu, incluindo Portugal, a Lidl tenciona entrar na Madeira por intermédio da compra do 'Grupo Sá', ultimamente apontado como vítima de graves problemas de ordem financeira e credibilidade no meio insular - a que não seria estranha uma encarniçada campanha lançada pela concorrência principalmente depois do 20 de Feveriro, origem de uma enxurrada de boatos lesivos dos interesses do grupo liderado por Jorge Sá.
Os mais altos responsáveis da cadeia alemã na Lidl-Portugal estudam nesta fase, em Lisboa, que tipo de abordagem utilizar nas negociações, se acaso elas avançarem mesmo. Esse negócio engloba as mais de 20 lojas que o grupo madeirense possui na Região Autónoma e no Campo Pequeno, o que permite calcular um volume contratual a rondar os 350 milhões de euros.
Na capital portuguesa, corre a informação de que a concretização da venda das maiores lojas do grupo ilhéu à Lidl levaria ao desaparecimento da marca 'Sá', substituída pelo nome da compradora.
Desconhece-se o impacto que o negócio, a concretizar-se, poderá causar no mercado laboral madeirense. No entanto, tem sido prática da Lidl evitar contribuir para o clima de agitação social já de si problemático em todos os países onde exerce a sua actividade, como Portugal.
Há cerca de 10 anos, a rede germânica tentou entrar na Madeira, gorando-se a tentativa por acção do governo regional, alegadamente em defesa do grupo madeirense que agora poderá ser vendido à mesma Lidl. Nessa altura, os alemães pretendiam, segundo constou, abrir hipermercados em Machico, Câmara de Lobos, São Martinho, Caniço, Pico de São João e Rua 5 de Outubro.


Madeira ao Vivo

MAIO ESTÁ NA RUA







Longe das enchentes da era pós-Revolução, as comemorações deste ano deram porém uma ideia de que Maio, se não está na rua, começa a vir à rua. Os sindicatos mostraram-se activos, pontuando os históricos Diamantino Alturas, Guida Vieira e Leonel Nunes, entre os seus sucessores em funções actualmente. E não faltaram à chamada os dirigentes partidários por hábito entregues à luta. Não abdicam da sua militância.
Como há muito não se via, desfilaram pelo Funchal e assistiram ao comício no Jardim Municipal trabalhadores a um número muito próximo do milhar.
Um pequeno sinal de que os tempos mudam, embora o receio de represálias continue nos rostos.

Outro sinal: depois de o chefe do PPD andar a falar as mesmos acompanhantes na via sacra pelos adros, porque o povo perdeu a paciência, ontem quem apanhou por arrastamento foi o secretário da Educação, encarregue de discursar no monumento ao trabalhador... para colaboradores da sua Secretaria ouvirem. Cabendo-lhe ainda o tradicional passeio à serra, onde teve de 'gemer' um tempinho de frio sem contrapartidas políticas. Acabaram-se os 'banhos de multidão' no laranjal.

'Maio começa a vir à rua, a luta continua', conforme a palavra de ordem da manif, ontem.



Estilhaços de Madeira

80 ANOS DE JM


         Neste 1.º de Maio, passaram oito décadas exactas sobre a fundação de um jornal que, no caminho pró-católico a que se propôs, ganhou pelos anos fora posição destacada entre os principais periódicos regionais.
Por desgraça, desabou tragicamente sobre a História da Madeira um momento aziago em que o bispo D. Francisco entregou as chaves daquele jornal da Igreja para que ele se pusesse ao serviço da política reaccionária contra os ventos da liberdade soprados em Abril de 1974. Fiel depositário do JM, para o efeito, aquele professor que já se lançara na política pelas páginas de um jornal afecto ao regime deposto, a 'Voz da Madeira'. Ordens do bispo: deixar os textos sobre 'santinhos' a cargo dos boletins paroquiais; rasgar no JM política de cima a baixo contra o esquerdismo então em moda.
Como diz o povo, "juntou-se a fome com a vontade de comer".

O resto da história já todos conhecem, bem como a escalada governamentalizadora da Madeira Nova, que levou à usurpação, pelo o rei das ilhas, de todas as instituições importantes para o projecto de perpetuação do poder.

Uns 36 anos depois da profanação despótica ordenada por D. Francisco, eis o JM fortemente amordaçado às mãos da maioria laranja, perante a passividade pecaminosa de uma proprietária perversa e fantoche, precisamente a Diocese das Quatro Fontes, onde D. Teodoro e o actual D. António decidiram sancionar o prelado que em má hora veio aterrar na Madeira logo ao dealbar do PREC. É a partir dali que se legitima o falso carácter católico do jornal, mediante uma ínfima percentagem da sua propriedade. 
Espanta e causa náusea o gritante imobilismo de uma Igreja para onde os nossos antepassados nos canalizaram a simpatia. A Igreja deveria rejeitar a mentira recorrente, perante a divergência entre o estatuto editorial do 'seu' jornal e o posicionamento que lhe vemos no mercado, no embuste da distribuição gratuita, no factor de divisão entre madeirenses que é desde há muito, no veículo presidencial que constitui para os enxovalhos hediondos e asquerosos dirigidos a madeirenses e não madeirenses, a católicos e não católicos, a políticos e não poíticos, a oposicionistas e não oposicionistas.

À passagem deste 80.º aniversário do JM, que deveria ser de grande júbilo naquela casa e entre os madeirenses, manifestamos aqui o respeito pelo doloroso luto em que vivem mergulhados e deprimidos há tantos anos os verdadeiros profissionais do Jornal, manietados por uma política ditatorial que não olha a meios para conservar o regime da crápula instalado há mais de três décadas na Madeira, com reflexos graves naquela instituição.
Já não deverá estar longe o tempo em que esses nossos colegas poderão voltar a escrever livremente, a dar as suas notícias que como os outros conseguem obter e registar na sua carteira de temas. Já esteve mais longe o dia em que o JM sairá à rua com a dignidade que já teve, sem mentiras, sem calúnias - pelo contrário orgulhoso do seu trabalho, feito por jornalistas e demais profissionais libertos do crivo dos comissários políticos, repleto de notícias não truncadas e opiniões livres. E sem que os profissionais de verdade, que lá existem, sejam obrigados a subscrever abaixo-assinados de repúdio por quem os defende.
O sol da libertação começa a despontar.
Até lá, a nossa solidariedade.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Estilhaços de Madeira

Tristezas do 1.º de Maio

SALVE-SE QUEM PUDER!




Os discursos do 1.º de Maio não foram alarmistas, mas realistas. A Madeira Nova mostra-se em vias de fechar. O desemprego fatalmente crescerá mais ainda.
Os negócios não se aguentam. Para venderem os artigos em stock, só em saldos, e muito por baixo, como simboliza o registo acima, obtido na Rua das Pretas. Vender, alugar, despachar! É o salve-se quem puder. Obra de 34 anos da Madeira Nova.

Ainda na Rua das Pretas.


Idem na mesma rua.


É só descer à Zarco e o panorama continua.




A Juventude do Bloco de Esquerda não teve dificuldades para encontrar as consequências da grave situação do mercado, assinalando por todo o Funchal casos onde "já houve gente a trabalhar".
Por exemplo...

"Aqui já trabalhou gente", lê-se na Av. António José de Almeida - um bazar turístico!



Dois casos lado a lado, no Chafariz.


Rua 31 de Janeiro.


A Rua dos Ferreiros é um festival
de lojas onde já trabalhou gente. Aqui...


...E aqui logo em frente.


Um pouco abaixo, aqui...


E também aqui.


Outra vez a Rua das Pretas, nesta casa com montras forradas de tristeza e deprimência.


E na tradicional Casa Martins.


Ao lado do Correio, na Zarco.



Além destes espaços onde "já trabalhou gente", há centenas de outros, muitos deles em nosso arquivo fotográfico. Por exemplo...


...Na Rua dos Netos, como neste espaço...


E neste.


E ainda aqui.


Mais ainda nos estabelecimentos abaixo, desactivados:







Curiosamente, também...


..."Já trabalhou gente" nesta casa, quando se governava cá na Madeira. Hoje sobrevive gente ali, porque o governo é lá, em Lisboa, por conta de Vítor Gaspar e funcionários das Finanças. O desastre é total!

Madeira ao Vivo

MATANDO SAUDADES DO VELHO FUTEBOL




Pelo campo que se manteve aqui na Zona Velha durante quase um século, passaram os melhores clubes nacionais, internacionais e regionais. Tardes épicas registadas a ouro nos anais do desporto madeirense. Agora que vieram abaixo os jardins à ondas, e enquanto não aplicam a futura solução, com mais ou menos inconvenientes para o cidadão, dispomos de algum tempo para reviver a ilusão do velho futebol, interpretado sobretudo pelos intrépidos marítimos que davam vida à beira-mar funchalense.

Delícias da Madeira Nova

TEMPO DE CRISE

Além dos que se remetem a uma pobreza envergonhada...

...Uns andam de porta em porta...


...Outros de adro em adro.

Cultura, Culturas

1.º DE MAIO SEM SENTIDO





Que motivos têm para festejar o seu dia os trabalhadores madeirenses?











A data foi governamentalizada duas ou três décadas atrás. Deixou de inspirar a reunião espontânea de quem trabalha e precisa de um dia para festejar e reflectir.

Na Região, 23 mil cidadãos não têm trabalho para comemorar.
Os que ainda têm trabalho, vivem o temor do desemprego, das penhoras, da insolvência individual, de não terem com alimentar e vestir os filhos.
Na Região, persiste o medo de uma simples celebração. A desmobilização sindical institucionalizou-se.
O dia de hoje traz outra esperança de um grito de revolta. Mais uma esperança perdida, certamente.
Em 1886, Chicago vestiu-se de luta.

Hoje, na Madeira, a situação dos trabalhadores sugere um 1.º de Maio de luto. 

MENINAS DO CS MADEIRA DISPUTAM 'NACIONAL' EM GUIMARÃES

Pais e encarregados de educação angariaram suporte financeiro





A briosa equipa de andebol do CS Madeira, Campeã Regional no escalão de juvenis femininos nesta temporada 2011/2012, parte nesta quinta-feira para Guimarães. A formação azul-branca será digna representante da Madeira no campeonato nacional daquele escalão.
Há um pormenor paralelo a este acontecimento desportivo: a deslocação das nossas atletas faz-se a partir de verbas angariadas no decurso de várias actividades promovidas pelo clube, mas todas elas com a participação activa e inusitado afinco dos pais e encarregados de educação, conforme a informação que nos chega e sensibiliza.
Já depois de terem brilhantemente conquistado o campeonato regional, no passado fim-de-semana, as mocinhas do CS Madeira (todas madeirenses) fizeram a dobradinha e venceram a Taça da Associação de Andebol da Madeira (AAM) no citado escalão.
A 'Fénix' endereça parabéns à jovem atleta Matilde, filha dos nossos Amigos António Jorge Pinto e Cristina, e também nossa Amiguinha, e através dela a todas as excelentes atletas campeãs, equipa técnica, dirigentes e aos pais e encarregados de educação que, com esforço e muito sacrifício pessoal, conseguiram concretizar o sonho de pôr em campo a verdadeira essência do fenómeo desportivo que queremos para a nossa terra.
Que os resultados desportivos sejam os melhores, mas sobretudo que desfrutem a aventura dos novos conhecimentos. Boa viagem, boa estada no Continente, bom regresso.









Politicando

ADIVINHA QUEM VEM JANTAR

Andam no ar notícias sobre dois jantares que sabem a mistério. Cá na Região. Por um lado, é o chefe das Angústias, na sua vomição diária pespegada na segunda página do JM, pago pelo tonto do povo - isso, o 'boca pequena' - que ameaça todos os jornais e televisões continentais em campanha descarada contra a Madeira. Diz a tal ameaça no vomitado 'boca pequena': os madeirenses darão "resposta" aos órgãos cubanos no jantar "o João faz anos".
"O João faz anos", o tal slogan usado pela Flama na acção psicológica separatista dos tempos revolucionários.
Será que os parabéns ao "João" serão um ataque à RTP, RDP e Lusa?
Já estamos a tremer.

Bom. Mas o rei das Angústias desconhecerá o raio de um menu que lhe andam a cozinhar pela calada - e, desculpe que lhe digamos, mas é muito bem feita, não afastasse o abalizado espião Machadinho. Aos nossos serviços de tratamento de informação  chegaram elementos dando como agendado discretamente um jantar para esta quinta-feira, um repasto que saberá muito mal a sua excelência, mesmo sem lá ir. Há um núcleo muito activo preparando esse encontro que, para além do requintado cardápio, servirá para manifestar, sem medos, total apoio a quem poderá suceder ao decadente líder.
Damos a notícia reservadamente. Mas com uma certeza: os contactos andam no ar e a panela de iguarias seleccionadas com gosto já cheira.

A confirmar-se tal novidade, é caso para dizer-se: ao que isto chegou! Um jantar servido sem que a ementa seja previamente aprovada pelo regedor do musseque! A propósito, quem disse que é preciso sucessor para um líder eterno?!
Francamente, senhores funchalenses!