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domingo, 6 de maio de 2012

Delícias da Madeira Nova

'ESPELHOS SEM AÇO' IMPEDEM-NOS DE VER O FUNCHAL DE FORA PARA DENTRO


O nosso 'espelho sem aço' não é o incrível aterro que sua excelência teimou em deixar ali a conspurcar o calhau do Funchal só para não dar o braço a torcer a uns quantos bordas de água metidos a importantões. O nosso 'espelho sem aço' é uma vedação de arame aos quadradinhos bem feitos que nos aborrece a vista quando queremos ver-nos a nós próprios, isto é, quando precisamos de arejar e ver o Funchal de fora para dentro. Puseram essa vedação na Pontinha e, quando os americanos autorizam que entremos no molhe, sentimo-nos prisioneiros aguardando embarque para um exílio qualquer nas costas de África, como antigamente era costume.

(Imagem Google)

Não sei se os Amigos, pelos menos os da Madeira, se lembram de quando se pegava em 15 tostões para fazer a travessia Cais-Pontinha na 'Santa Lúcia' ou noutra lancha das que, além dessa ligação, transportavam gente dos paquetes para terra e vice-versa. Gastava esse dinheiro quem não queria dar a volta 'a butes' pela Estrada da Pontinha e palmilhar o molhe todo até ao fim. Uma vez à cabeça da muralha, como diziam estivadores e braçais, abria-se o ecran panorâmico para vermos a cidade onde passávamos a vida. Alguns até aproveitavam para deitar o anzol, a ver como estavam de sorte.

As leis internacionais mudaram por causa desses 11 de Setembro. Ir à muralha em dia de 'Aida' ou 'Independence of the Seas' é uma trabalheira. Mas, neste domingo à tarde, com a Pontinha 'limpa'... que tal desfrutar do panorama do Funchal de fora para dentro? E lá fomos nós.



Os tempos mudaram. A Pontinha parece um filme de terror. A tal vedação de arame, como se nota na imagem abaixo, a fazer lembrar um campo de concentração. A gente fica com saudades de casa e apetece fugir, antes que algum agente da CIA nos impeça de regressa à nossa cidade.






Eles explicam procedimentos, mas... quem será o pessoal autorizado a passar-nos 'revista' e a fazer um 'controlo pessoal'? Além da revista, um controlo pessoal?! Ei!...





Será que algum objecto equívoco nos bolsos dá direito a uns meses na penitenciária que percorre a Pontinha de extremo a extremo?






É aquilo a que pode estar sujeito alguém interessado em tirar o retrato à Quinta das Angústias, lá ao fundo, ao lado do Casino. Confundem-nos com um maçónico e lá vamos nós.







Ver a paisagem, nem pensar. Não há fuga possível. Os acessos estão todos tapados, seja para onde for, mesmo aqueles que outrora nos deixavam ver os tetrápodes de trás da muralha e apreciar o Funchal mais do alto, do mar para terra.






Para maior azar, o príncipe Renato arranjou para ali um mare-magnum, no Ilhéu onde está o Forte de São José, território independente, que o interessado em desopilar um pouco só encontra chapas e correntes a vedar as subidas e nem se consegue ir acima ver que diacho de boneco é aquele que puseram no miradouro do alto.





Poucas hipóteses nos restam para uma visão global da capital madeirense, numa perspectiva mar-terra. Viajar no 'Lobo Marinho' para o Porto Santo resolve, embora mal chege para fazer meia dúzia de fotografias. Ir de avião a Barcelona e regressar pela baía dentro a bordo de um recreio ainda deve ser a melhor saída.

Madeira ao Vivo

A VIOLETA





Nova lojinha de flores na Rua João Tavira, logo acima da 'Indiana'. O pequeno comércio não se rende. Boa sorte ao nosso Amigo Trindade.

Politicando



FRANÇA CORRE A DIREITA DO ELISEU E VIRA À ESQUERDA


A esperança contagia... até a Madeira



"A austeridade não pode continuar a ser uma fatalidade!" Exclamação de François Hollande no discurso de vitória, depois de haver evitado um segundo mandato de Nicolas Sarkozy no Eliseu. "A vida é bela" - a mensagem socialista passou.
Hollande dirigiu aos apoiantes que o vitoriavam frases feitas apropriadas para todos os países nestas ocasiões: disse que será o presidente de todos os franceses, apelou à unidade nacional, reconheceu humildemente que nunca pensou vir um dia a ser presidente.
Agora, porém, chegado é o tempo de trabalhar e enfrentar a crise europeia, a começar por um encontro com uma amiga especial do seu rival Sarkozy, Angela Merkel.
Se for coerente com as suas promessas, o que até nós aqui nesta pequena região europeia desejamos ardentemente, o novo presidente da França, depois dos festejos que a esta hora decorrem na tão simbólica Praça da Bastilha, fará tudo para libertar a Europa do liberalismo selvagem que nos mata os sonhos e a vida.





Em França, Nicolas Sarkozy acaba de ser corrido do Eliseu. Triste, cabisbaixo, assumindo a derrota da sua candidatura, como é de bom tom em momentos como este. Prometeu muito, fez pouco, por exemplo no combate ao desemprego, que se cifra actualmente nos 10%. Mas, atenção, taxa de 22% nas camadas jovens activas.
A dívida pública cresceu vertiginosamente até aos 86% do PIB, já nos inícios deste ano, com o défice público em 5,2% do PIB. Que esperava Sarkozy, senão ficar na História como o primeiro presidente francês a não conseguir a reeleição para um segundo mandato?

Eleitorado que sabe votar

O eleitorado gaulês sabe como castigar os políticos que falham os seus compromissos. Assim, eis o ex-inquilino do Eliseu a entrar no 11.º lugar da lista de chefões europeus despedidos durante a presente crise.
Mas Hollande terá de se portar bem.
A situação enegreceu nos últimos quatro anos e agora será o político socialista eleito a tentar inverter as estatísticas particularmente assustadoras. Quanto maior a nau...
Ele precisará de consensos, na difícil fase em que se vive. A esperança é que resista à política gélida que Merkel propaga da Alemanha para o resto da Europa.
Ainda há pouco, o novo presidente francês deixou transparecer que não se esqueceu da sua aposta no crescimento europeu. Bom para o sentimento social. Pois, a França é a França. Detém meios que lhe permitem resistir mais tempo às crises. Mas será bom que Hollande não se esqueça dos parceiros europeus. Por causa do efeito de boomerang.
A vida pode ser bela, como ele diz. O povo volta a crer. Mas, a esta hora, na Bastilha, esse povo canta "Sarkozy acabou", "Sarkozy é o fim".
A esperança em França e no resto da Europa renasceu. Mas há sempre um fim de mandato. Com eleições.

Cultura, Culturas



INFORMAÇÃO




As atividades que a Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, com a colaboração do Vila Porto Mare, irá desenvolver no âmbito do DIA INTERNACIONAL DO FASCÍNIO DAS PLANTAS já estão disponíveis no "site" oficial da European Plant Science Organization (http://www.plantday12.eu/portugal.htm).

Leituras recomendadas

OS REIS SOLITÁRIOS DO NOSSO TEMPO

José Luís Rodrigues, padre






(...) Quando temos chefes que não enxergam um palmo à frente do nariz daquilo que se vai passando, podem enrodilhar-se em armadilhas terríveis. O medo domina-os. Estão convencidos que fora de si é o caos. A desconfiança perante a diferença encegueira-os… E assim se deixam tomar por sombras assustadoras, armadilhas, fantasmas dentro do palácio e gritos que ecoam nos imensos corredores.

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6 Maio 2012

Dia de celebrar afectos eternos



PARA TODAS AS MÃES DESTE MUNDO SUBMERSO NUM PÂNTANO DE CRISES...



...que pelos filhos sofrem o drama do presente e a terrificante incerteza do futuro.

O que vai na Praça

O AMBIENTE ANDA TURVO E O HOMEM NÃO SABE



Quem tem as rédeas da Região desconhece como resfolegam de raiva os bofes do povo. O dinheiro evaporou-se dos bolsos e, quando isso acontece, a populaça deixa de enxergar bem. Qual política de subsídios que beneficiou tantos, qual obra feita, quais empregos dos primos e tios! Falta pão na mesa para os pequenos, o carro foi devolvido ao banco e o apartamento segue o mesmo caminho, pois importa saber quem levou ao descalabro a economia desta terra infeliz. Parece não faltar muito para o interesseiro do povo se esquecer das espetadas e vinho seco das inaugurações e virar as iras para o paternalista rei das Angústias.

Há dias em que nem apetece a uma pessoa dar a voltinha higiénica pelo nosso aterro.

Todos os cidadãos conscientes conhecem a situação. Eis por que toda a gente se admirou com a teimosia de um frequentador da esplanada, baixote com bigode amarelado, que tem um irmão a trabalhar naqueles serviços ligados à presidência. O indivíduo insistiu sem descanso na ideia de que o homem lá de cima continua bem a leste da realidade.
- Ele não sabe que o povo passa fome? - insurgia-se o ex-bancário, boquiaberto.
- O que ele diz é que a situação está sob controlo e que não há nada que recear - transmite o do bigode.
- E as dívidas da Madeira que vamos pagar? Ainda aqui vamos, isto vai piorar!
- Pois o homem insiste em dizer que está tudo normal. Que as dívidas serão todas pagas.
- Mas - intromete-se o contabilista sem trabalho - os próprios homens de mão que ele tem à volta dizem cá fora que a tragédia não demora muito a rebentar...
- Para ele, não há problemas que o aflijam - torna o bigodes - Tanto assim é que ele diz à mesa do café, ao sábado no 'Number Two', que ninguém ficará com dinheiro por receber. Os amigos já perceberam que ele tudo fará para continuar a mandar depois de 2015.
- Já não manda nada...
- Homem, o que ele quer é o gabinete na Quinta Vigia com funcionários às ordens, umas inaugurações de veredas para poder aparecer na televisão e duas ou três viagens a Bruxelas por mês. 
- E fingir que manda - sopra o ex-bancário.
- Mas os amigos não tentam abrir os olhos ao cavalheiro? - abana-se o contabilista sem trabalho.
- Qual! - suspira o bigodes - Ele senta-se no café com o João Dantas, o Luís Dantas... o Carvalhinho das Finanças... o Dr. Sampaio... Acha que eles vão lançar ideias para apanharem um raspanete do grande chefe?! Só quem não conhece aquele feitio mimado, que se melindra com tudo e com nada.
- Mais do que certo, ele não vai largar isto da mão - profetiza o ex-bancário. Em último caso, barrica-se dentro do quarto de banho da presidência para não se deixar arrancar de lá.
- E estamos nós entregues a um inconsciente para quem está tudo bem, como se não houvesse 22 mil desempregados, pobreza envergonhada, sem-abrigo aos pontapés - remata o contabilista, desolado - Muito gosta ele daquilo, de vender o peixe às massas...
- Isso das massas passou à história, como vemos agora nos adros - intervém o empregado de mesa enquanto distribui chávenas de café pelos clientes - O que as pessoas querem saber não é o rosário de tretas que o tipo despeja para cima de cada um, no adro. O que se quer saber é por que é que a gasolina é mais cara na Madeira do que no resto da Europa toda, acho eu. O que se quer saber é por que não souberam negociar, nem puderam por causa das dívidas loucas do governo regional... por que é que temos 22% de IVA e sai tudo ainda mais caro do que no Continente, por causa dos transportes.
- Realmente, nisso...
- O que se quer saber é por que é que uma garrafa de gás custa na Madeira 16 euros e nos Açores 27, isso é que se quer saber. A garrafa é a mesma, o gás é o mesmo... e o transporte para os Açores é mais longo. Isso é que queremos saber, não é a teoria da maçonaria e do Sócrates que ele ainda despeja por aí.

O empregado sai da mesa vermelho como um pero da Ponta do Pargo. E a cavaqueira continuou pela manhã deste sábado fora. Cada circunstante a lançar o seu tema. Registámos algumas ideias.


Pingo Doce: a corrida, os atropelos, as discussões, os confrontos físicos... por preços baratos. Imaginem o que não será um dia, pelo caminho para onde este governo regional nos leva, se faltarem mantimentos!

Traidores: o chefe da Madeira costuma falar em traidores, referindo-se a quem não lhe protege as costas quando das suas delirantes diatribes com Lisboa. Pois um dos convivas da esplanada recordou uma quadra que o povo cantava quando, também por incúria de D. Henrique, Portugal perdeu a independência:

O cardeal D. Henrique / viva no inferno muitos anos / Por ter entregue / Portugal aos castelhanos.

E o mesmo conviva trazia a seguinte adaptação, relativa ao momento presente de subjugação financeira:

O chefe Bokassa / viva no inferno muitos anos / por ter entregue / a Madeira aos cubanos.


Broncas na ALM: não se percebe o motivo de espanto de ser o chefe da bancada do PSD a mandar em Miguel Mendonça. Alguma vez foi diferente?!


Deslize de Coelho e a hipocrisia do sistema: o deputado do PTP mostrou uma foto no Parlamento num acto francamente infeliz de que ele próprio depois se penitenciaria. Mas andam aproveitando isso para lhe denegrir o seu trabalho político. Ora, os familiares da senhora da foto não gostaram do sucedido. Normalíssimo. E os adversários de José Manuel Coelho tentam envenená-los e indispô-los mais do que já estão. 
Evidentemente que o deputado pretendia alcançar o efeito contrário daquele que alcançou. Seguramente, ele não ofenderia de propósito a memória de alguém. A forma infeliz tramou o conteúdo da acção. Mas respondam os puritanos da política tribal: é verdade ou é mentira que se têm sucedido os suicídios em consequência das misérias que este país e esta região vêm causando ao adormecido povo?
Pelos vistos, temos por aí muitos moralistas sem mácula, mestres do dramatismo e do farisaísmo, ideais para lançar a primeira pedra contra quem peca. Há um pormenor a que dar atenção, porém: o lapso no parlamento, grave, saiu mal na forma, porque visava outro efeito: alertar para uma situação desesperada que afecta cruelmente as classes desfavorecidas. O mesmo não se poderá dizer de quantos se aproveitaram de 50 vítimas mortais das enxurradas no 20 de Fevereiro. E outro pormenor: num caso, houve pedidos de desculpas, em público; no segundo caso, houve contas bancárias a engordar e proventos políticos de monta.
O embaraço teria também sido muito menor se as TV's reparassem atempadamente na gravidade daquele lapso.
A hipocrisia do sistema não tem tamanho.


Ao fim desta manhã de sábado, nem sequer nos apeteceu dar a saltada do costume ao aterro.



Cultura, Culturas

IMAGENS DE BOAVENTURA







Boaventura é uma das três freguesias do concelho de São Vicente. Quem se limita a circular de carro nas estradas principais fica com a sensação de que poucos minutos são suficientes para conhecer esta localidade do norte da Madeira, onde vivem pouco mais de 1200 habitantes.
Puro engano. Só percorrendo muitos quilómetros de levadas e veredas se consegue fruir de imagens belíssimas e, infelizmente, visualizar algumas chagas na paisagem limitada pelas ribeiras do Porco e dos Moinhos.

         Saudações ecológicas,
         Raimundo Quintal



















sábado, 5 de maio de 2012

Bola para o sarrame

PARABÉNS, FC PORTO!


Por mais que custe, reiteramos os parabéns ao BICAMPEÃO, que neste sábado à noite aplicou 2-0 ao Sporting. Contra factos... 





Política das Angústias / SÁBADO




ANGÚSTIA PARA O JANTAR




O chefe já tem o cadastro daquela gente toda, com foto individual e tudo.


Qualquer coisa na presente situação política madeirense nos traz à memória Luís de Sttau Monteiro e o seu livro ficcional 'Angústia para o Jantar', que os universitários dos anos 60 e 70 liam à margem das sebentas oficiosas. Um volume de páginas ao longo das quais desfilam personagens portadoras dos vícios que alimentavam a sociedade lusa da época em que o autor produziu a obra. Ou seja, nos inícios da década de 60 - princípio do fim do regime fascista que Salazar, obrigado por uma cadeira desengonçada, deixaria ao delfim Marcello Caetano.


Essa memória ressurge talvez por estarem na moda certos jantares que provocam indigestões a uns e regalo a outros. Há um repasto previsto para 30 de Junho - certamente uma picante 'macarronada com carne' em São Vicente, preparada pelo 'famista' Gabriel Drumond. Um grito de aviso a quem desalinha da facção jardinista dentro do escaqueirado PPD-Madeira, com ameaças a jornalistas de queprovavelmente serão corridos da ilha por ocasião desse janter-festa idealizado para celebrar os 'anos' do 'João'. À boa maneira flamista dos anos 70. Curiosamente, é um presidente de governo quem anuncia um jantar com gente de tendência separatista. Tudo às claras, agora.

O problema é que, entretanto, o 'rei das Angústias' vive angustiado por causa de uma realidade com a qual não contava para tão cedo: um alargado grupo constituído por militantes laranja sentados no mesmo restaurante, na qualidade imprevista de apoiantes de Miguel Albuquerque e da sua candidatura ao lugar na Rua dos Netos ocupado há 36 anos por ele, o rei. O mundo de canelas para o ar!



Meia verdade + meia verdade = 1 mentira


O JM de hoje não poderia chegar às bancas (gratuitas) sem um gordíssimo e vistoso título na 1.ª página de ataque a Miguel Albuquerque - um autarca e challenger de Jardim que açambarca manchetes atrás de manchetes no jornal do chefe do governo e do bispo. Ontem, diziam as garrafais: "Aliança imaginária entre Albuquerque e Cunha e Silva". Era para desvalorizar o reencontro de ambos os 'delfins' na badalada visita ao Campo da Barca. Hoje, trata-se de tirar efeito ao jantar de quinta-feira, mostrando aos militantes do PPD que Albuquerque está praticamente fora do barco laranja. "Albuquerque demite-se da Fundação Social Democrata", anuncia o título com toda a convicção.
Ora, essa meia verdade posta lá pelo chefe Jardim resulta numa inteira mentira. Miguel Albuquerque não se demitiu da Fundação Social Democrata. Pediu sim, em três linhas de uma carta, que o substituíssem na direcção daquele organismo, por lhe faltar o tempo. Ora, essa ideia não está na manchete, só aparece depois nos caracteres pequenos.


Jardim no papel de presidente do CA
da Fundação Social Democrata. O buraco
de 7 milhões explica-se com o jeito
daquela gente para fazer contas.

Na interpretação que lhe convém, chefe Jardim, autor do texto sobre o assunto, que assina com as iniciais 'JM', pretende espalhar a ideia de que, com a 'demissão da Fundação' e os 'jantares de apoio', o edil Albuquerque agudiza cada vez mais a colisão que já provocou com a direcção do PSD. E aqui toda a gente vê outra distorsão da realidade: a colisão da linha municipal laranja é com o líder do PSD e não com a direcção do PSD. Meias verdades somadas não dão verdades.


Ressabiados e desempregados políticos


Antes desse texto delirante e surreal, os assíduos leitores do JM passam evidentemente a vista, sempre a fugir, sobre a vomição diária do chefe, na página 2. Os participantes no jantar são tratados hoje por "ressabiados" e futuros "desempregados políticos".
No artigo de fundo, o cronista J.M., aliás Alberto João Jardim, baseia-se no que tem sido "comentado na cidade", para denunciar que o jantar no Almirante foi organizado pelo chefe de gabinete da presidência da Câmara, Rui Abreu, e pelo vereador Pedro Calado, "com o pretexto do aniversário de Miguel Albuquerque". De facto, Albquerque fazia anos, mas no dia seguinte, sexta-feira, e não na quinta. E o político a quem era demonstrado apoio partidário até saiu do restaurante pelas 22h30, sem esperar pelas zero horas... 'início' do aniversário. Depois, para quem tem a superstição de que festejar de véspera dá muito azar...

Pedro Calado não está nas
boas graças do grande líder
O intimidativo aranzel de jornal, que mais parece uma redacção de segunda classe, o que por si só denuncia o autor, aponta para 70 o número de presentes no jantar do Almirante. 70 filiados e não filiados, diz o arrazoado. Ora, o número verdadeiro é 100. Todos filiados menos um dos convivas, que insistiu em participar nesse desafio ao grande chefe das Angústias.


As queixinhas do grande chefe


O desesperado artigo revela ainda que nos círculos social-democratas (Jardim e duas araras das Angústias) se sente "indignação pelo facto de, num momento tão difícil para a Madeira e a sua população, Miguel Albuquerque e um núcleo de militantes praticamente circunscrito ao concelho do Funchal, quase todos impedidos de reeleição nas próximas autárquicas, e vários funcionários da Câmara do Funchal, abrirem um processo que pretende dividir e derrotar o PSD/M por dentro".
Esta denúncia, destinada provavelmente a virar o povo contra o renegado autarca, tem prolongamento na referência proverbial às alianças anti-PPD do mesmo Miguel Albuquerque - e logo com Michael Blandy e seus meios de comunicação social! E ainda: "As pessoas (isto é, Jardim mais as duas araras) interrogam-se sobre que outras forças ocultas poderão estar por detrás deste processo, já que, dizem as pessoas, não passa pela cabeça de alguém com bom senso (não é o caso do grande chefe) que, um dia, os social-democratas possam entregar o partido aos seus principais adversários."

O articulista J.M. Jardim equaciona também incógnitas e variáveis do complexo sistema que nubla o espaço político regional, na área laranja. Por que raio Albuquerque e seus correligionários avançarão para o suicídio político do PPD? Será que, não podendo ser reeleitos, pretendem cair nos braços de outro partido? E lembra J.M. Jardim a presença do edil funchalense numa iniciativa política do PP o ano passado, durante a campanha eleitoral, "o que já então causou o maior repúdio nos social-democratas" (isto é, Jardim mais as duas avezinhas).


Simplício, Rubina Leal, ingratidões...


No prosseguimento da literatura de cordel deste sábado, pancada nos presidentes de junta de freguesia que jantaram com Miguel. Simplício Pestana, do Imaculado, leva com aquela de ser próximo do governo de Passos Coelho no tocante à extinção de freguesias, quando preside à associação regional das ditas freguesias. Depois, são os presidentes de junta que não podem ser reeleitos e então foram ao Almirante. O do Monte e o de Santo António foram lá embora possam continuar depois das próximas eleições, e isso é que embaraça o tal J.M. Jardim.

Rubina Leal queimou-se
por causa de um jantar. Ou
talvez tenha sido o contrário.
Rubina Leal também foi - denuncia o JM -, embora só chegasse para comer a sobremesa. E aqui os "meios social-democratas" (Jardim mais uma das duas araras, porque a outra não tem pachorra para continuar a ouvi-lo), esses meios "questionam o papel da vereadora Rubina Leal nisto tudo, pois ainda - ainda - é membro da Comissão Política Regional"... escolhida pelo próprio Jardim. Ingratidão!
Quanto a outros vereadores, "descartados" por Jardim da próxima lista concorrente ao Funchal, fervem de revolta, diz o texto do JM. Jardim a descartar nomes de uma lista municipal?!



Virgílio até o adversário Raimundo pôs na lista. E Bruno?


Aqui tem a palavra Bruno Pereira. O actual vice de Albuquerque foi inicialmente "descartado" de cabeça-de-lista para 2013 e repescado à pressa pelo chefe para evitar mais rombos no desaparafusado e ferrugento cargueiro laranja. Jardim escolheu uns e descartou outros? Então quem escolhe a equipa com quem vai trabalhar Bruno, se ganhar as eleições? (e sinceramente não nos parece, a menos que a oposição durma profundamente durante um ano e meio).




Virgílio 1993; Bruno 2013



Cabe aqui recordar que quando, em 1993, chefe Jardim foi ao Parlamento Europeu buscar Virgílio Pereira porque as eleições no Funchal cheiravam a esturro, foi Virgílio quem traçou nomes de candidatos, pelo menos até ao 7.º lugar. Convidou mesmo Raimundo Quintal, figura distante do PPD, e o chefe das Angústias, se acaso tugiu, foi muito baixinho.
Cabe a vez agora ao filho de Virgílio mostrar que tipo de líder municipal pretende ser. Colaborar no regresso ao tempo em que a Câmara era dirigida pelo telefone das Angústias?
Jardim a mandar na equipa é uma boa nova para a oposição, que nesse caso já pode começar a campanha eleitoral.

O escriba J.M. Jardim refere ainda nomes como o de Humberto Vasconcelos, ex-presidente de São Vicente, que esteve no jantar do Almirante e é conhecido como figura próxima do 'perigoso' Diário de Notícias. Eduardo Abreu, ex-IDE, e João Reis, ex-Portos, também foram lá comer, que o chefe tem as fotografias deles tiradas pelo repórter do JM.


Até as araras se cansaram


Falso, falso, é também o remate final da peça de J.M. Jardim: que da JSD actual apenas a derrotada nas últimas eleições dessa Jota, Rubina Berardo, esteve presente. Quem enfiou essa ao sr. rei? Se o chefe, à hora do jantar, em vez de andar desorientado às voltas pelo túnel que dá para os Barreiros e rotunda seguinte, e a descer à louca naquele bólide azul escuro para o lado da Sá Carneiro, e aparecesse na Zona Velha, aí poderia ver a excursão de jovens da sua Jota que do Almirante foram à Venda Velha tomar umas ponchas para digerir o jantar.
Assim como faz, ouvindo informações erradas e recorrendo à sua já cansada imaginação, há-de continuar a deparar-se todas as noites com angústia à mesa de jantar (o chefe sozinho, já sem nenhuma arara, porque as duas se fartaram definitivamente).
Pensando melhor, o ideal é sua excelência ficar quieto nas Angústias, a escrever memórias um bocado da noite. Na rua, começam a fervilhar velhos ódios. Sabemos de alguns saturados ex-apoiantes do ex-UI que só esperam o momento de um ataque pessoal da parte do dito-cujo para reagirem com medidas espectaculosas. Faça como quiser, sr. monarca das Angústias.



HOJE É DIA DE 'POLÍTICA DAS ANGÚSTIAS/SÁBADO'


NOTÍCIA ESCRITA POR JARDIM NO JM DE HOJE É FALSA: MIGUEL ALBUQUERQUE NÃO SE DEMITIU DA FUNDAÇÃO PSD, SÓ PEDIU PARA SER SUBSTITUÍDO NA DIRECÇÃO, POR FALTA DE TEMPO






Guerra no laranjal


Análise à análise pespegada no JM pelo sr. presidente das Angústias (com iniciais falsas) a respeito de um acontecimento muito comentado esta semana - um 'jantar de ressabiados', na designação dos bonecos do jornal PPD/Igreja, cartoon também da autoria se sua ex.ª. É este trabalho que apresentaremos neste dia cheio de sol.
Avançamos já que essa notícia-análise do dr. Jardim começa mal: a manchete do JM, que a resume, é um erro: Miguel Albuquerque não apresentou pedido de demissão na Fundação Social Democrata - mas sim da direcção da dita.
No mesmo artigo, Jardim diz que o jantar de quinta-feira no Almirante não foi de apoio a Miguel Albuquerque, mas de "aniversário de Miguel Albuquerque".

Em breve, cá voltaremos para falar do assunto, porque fazemos questão de partilhar com os interessados as gargalhadas que aquela presidência de governo, tão escaqueirada como o laranjal dos Netos, nos arrancou logo de manhã.

Madeira ao Vivo

TRABALHADORES PARA ANGOLA

Informaram há poucos minutos o Fénix: Avelino Farinha leva trabalhadores para o Palop Angola e, na passada semana, foram nada menos de 100.
Fazemos daqui um pedido a patrão Avelino Farinha: garanta o tratamento adequado e humano aos seres humanos que vão  desempenhar as suas funções em terra estranha por necessidades extremas.
Agradecemos imensamente.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Madeira ao Vivo

'GRUPO SÁ' MUITO DISPUTADO






                                       








Um dia destes, demos conta neste blogue do interesse da cadeia de supermercados LIDL em voltar a tentar entrar na Madeira - e desta vez através da compra de mais de 20 lojas do 'Grupo Sá'. Um volume de negócios entre os 350 e os 400 milhões de euros. O que implicaria o desaparecimento redical da marca 'Sá'.
De facto, as negociações começaram e há desenvolvimentos para breve.
Acontece, porém, que há poucas horas nos alertaram: atenção que a rede Intermarché, de origem francesa, está na corrida. A fonte é boa e já não sabemos que dizer. O 'Grupo Sá' desperta, afinal, muitos interesses lá fora.

Quem ganhará o negócio?

Estilhaços de Madeira



Kafka ainda reina na Madeira


3 de Maio de 2012

[Com a devida vénia, transcrevemos do 'Clube de Jornalistas' o elucidativo artigo do jornalista e escritor Ribeiro Cardoso, sobre um tema que ele conhece muitíssimo bem.]
A liberdade de imprensa, cujo dia Mundial hoje se comemora, continua a ser maltratada todos os dias na chamada Região Autónoma da Madeira – fenómeno a que no Continente continua a dar-se muito pouca ou nenhum atenção, a começar pelo PR, PM e AR. Como se o que ali se passa fosse normal ou sequer suportável em termos democráticos.
A coisa é de tal monta que, mesmo com os duros cortes impostos pela troika e pela dupla Passos Coelho/Vítor Gaspar ao desgoverno liderado por Jardim, este conseguiu manter, no Orçamento Regional 2012, três milhões de euros para publicar diaria e ‘gratuitamente’ o oficioso “Jornal da Madeira”, o único periódico estatizado português, onde os ‘jornalistas’ não passam de marionetas dos desgovernantes, só é publicada opinião laranja e toda a oposição é silenciada e enxovalhada.
Numa altura em que a situação social na Madeira consegue, apesar da desgraça que vai pelo Continente, ser a pior de todas as regiões do País, ali existe um luxo asiático de propaganada travestido de jornal de informação intitulado “Jornal da Madeira”, que custa a todos os contribuintes três milhões de euros (nos anos anteriores esse escândalo subia aos 5 milhões) mas é distribuído gratuitamente pelas ruas e repartições oficiais, embora na capa conste o preço de … 10 cêntimos. O que, evidentemente, para além da imoralidade e ilegitimidade que encerra, faz batota na concorrência com outros órgãos de informação existentes na região, um dos quais, o “Diário de Notícias” do Funchal – um dos mais importantes e bem feitos jornais regionais do Portugal – acaba de anunciar a redução de 10 por cento nos salários dos seus profissionais, durante um ano, para reduzir custos e poder continuar a sair todos os dias contrariando a vonte expressa do desgovernante Jardim.
Ao mesmo tempo, soube-se hoje, a CNE mandou arquivar uma hilariante e despudorada queixa contra o “Diário de Notícias” do Funchal, assinada pelo inefável e inenarrável Jaime Ramos, secretário-geral do PSD da Madeira, durante as eleições legislativas do ano passado.
Para se ter uma ideia do absurdo reinante naquela região de Portugal, nada melhor do que ler essa notícia hoje publicada e o comunicado do jornal Diário do Notícias do Funchal anunciando os cortes salariais e as razões que lhe deram origem.

Ribeiro Cardoso

Madeira ao Vivo

FILME DE 'SUSPENSE' NA RTP-MADEIRA


Novo director de conteúdos 'desaparecido em combate'





Os profissionais do Centro Regional da RTP vivem horas de perplexidade: ainda ninguém conseguiu pôr a vista em cima ao novo patrão dos conteúdos, Miguel Cunha, que se deveria ter estreado no cargo quarta-feira passada. Aquilo que jornalistas e mais pessoal vêem, desde quarta, é Gil Rosa, que se demitiu do cargo, andar dentro e fora dos departamentos, a distribuir ordens por todo o lado - o que não fazia nem quando era o titular efectivo, segundo a farpa enviada aqui ao Fénix. 
Ou seja: Miguel Cunha, por alguma razão, continua por dar entrada na RTP, o que motiva já versões desencontradas transmitidas pela muito imaginosa 'rádio carpete', no ar 24 horas sobre 24 horas no Centro Regional. Uns dizem que é demora de última hora do Conselho de Administração - aquela anedota só comparável ao CA de Almedrindo. Outros dizem que a ERC não reconhece currículo em Miguel Cunha compatível com o cargo. Outros...
Seria muito bom que o homem desse entrada rapidamente na complicada casa da Levada do Cavalo, para dar fim à boataria. Começar com o pé esquerdo...

Sabe-se que não há gente de raiz televisiva na futura direcção da casa, onde permanece o titular Martin, escolhido pelo sogro não sei de que irmão ou primo, aquele jogador Marquitos, não o do Marítimo de há uns anos, mas o 'táki, táli, tálá' da comunicação social nacional - o Marquitos das relações do super-patrão da RTP-M, Luís Miguel de Sousa. Ou seja, saiu Gil Rosa, mas a cabeça do monstrinho continua lá. E aquela televisão, como estava, precisava de limpeza geral. Pois a telenovela promete continuar igual, já que, como dizíamos, não haverá no comando um só elemento da casa. O que não é boa notícia.

Ora, se o nosso bom Amigo Miguel Cunha já começa com esses handicaps e ainda por cima não aparece, dando substância ao rumorejar da casa, teremos o caldo entornado muito antes das previsões mais pessimistas. Pode-se dizer que este é o primeiro filme de 'suspense' da grelha na era Miguel.
Por isso, Amigo e ex-colega no DN, aparece lá em cima quanto antes. Quem vai pelo Caminho de Santo António, passa-se pelos Ferreiras... Homem, pede boleia ao Luís Miguel de Sousa, que às vezes vai lá acima lanchar à cantina. Miguel com Miguel não paga nada.

Politicando



SECRETARIA DAS FINANÇAS CONFIRMA NOTÍCIA DO 'PÚBLICO'




Esclarecimento

 Relativamente ao artigo publicado na página 04 do Jornal Público de hoje, 04 de Maio de 2012, sob o título “Jardim empresta um quarto do resgate a sociedades públicas falidas”, a Secretaria Regional do Plano e Finanças esclarece o seguinte:

1 - O Governo Regional está empenhado em honrar os compromissos assumidos e cumprir com o Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF) estabelecido para a Região.

2 - O PAEF define regras orçamentais muito apertadas que têm de ser cumpridas. A celebração de contratos de empréstimo com as Sociedades de Desenvolvimento da Região, que o jornalista do Público tenta depreciar e pôr em causa, não é mais do que o que está previsto no Programa de Ajustamento.

3 – As medidas aplicadas pelo Governo Regional da Madeira visam o cumprimento dos objetivos do PAEF, nomeadamente no que se refere à amortização da dívida financeira.


Comentário do 'Fénix' ao esclarecimento relativo à notícia do 'Público' de que falámos atrás e que, aliás, nada esclarece pela simples razão de que não há nada por esclarecer:

1 - Pois, Dr. Ventura, lá 'empenhado' pode ser verdade que o governo esteja, como nós todos, à conta de vosselências. Portanto, seja verdade que o governo "está empenhado em honrar os compromissos assumidos". Mas isso é diferente de "honrar os compromissos assumidos". Numa palavra: empenhado é uma coisa, pagar é outra.

2. La Palisse, caro Dr. Ventura. Quanto à 'depreciação' de que acusa o jornalista Tolentino de Nóbrega, repare, sr. secretário: tudo o que sejam dados objectivos sobre esta governação jardineirista é depreciativo para a Região.

3. La Palisse.


Conclusão: só se percebe o 'esclarecimento' como passatempo de quem não tem nada para (des)governar, porque agora é tudo com o Vítor Gaspar.
Sobre o conteúdo, maçada escusa, porque o 'Público' de hoje traz isso tudo.

Politicando

Adivinhou quem ia jantar? Óbvio: Albuquerque e os seus apoiantes


100 MILITANTES DO PSD-M DESAFIAM JARDIM


O JM fotografou todos os presentes, um por um, para o rei apreciar; os telefonemas de intimidação aos inscritos foram chamadas perdidas; elementos da Jota rondaram o restaurante






Os militantes social-democratas apresentaram-se de cara descoberta, mesmo com o piscar de olhos à esquerda que o lenço de Albuquerque pode significar.



Descontracção foi o que mais se viu naquele jantar. Os comensais estavam cientes de que as fotografias seriam publicadas?





A esta hora da manhã de sexta-feira, sua excelência já deve ter dado ordens aos serviços secretos das Angústias para que lhe ponham rapidamente em cima da mesa o cadastro dos 100 militantes laranja presentes no jantar organizado para lançamento da candidatura de Miguel Albuquerque à liderança do PSD-Madeira. Demasiado tarde.
Como avisámos várias vezes por estes dias, a ementa revolucionária foi servida nesta quinta-feira à noite.
Enquanto chefe das Angústias se perdia nos remoques aos inimigos ameaçando ventos e trovões por altura do jantar de anos do 'João', agendado para 30 de Junho, nós alertávamos aqui, como fizemos uma semana inteira, para outro jantar bem mais perigoso do ponto de vista de sua excelência. Nada. O homem preferia prometer exílio aos correspondentes do 'Público' e do 'DN'-Lisboa e festejar com charuto e champanhe as medidas restritivas no DN-Madeira.
Pois bem: o jantar de quinta-feira perpetrou-se mesmo e num restaurante com nome sugestivo - 'Almirante', posto naval que Miguel Albuquerque se propõe disputar ao próprio grande chefe, rei das Angústias. Rei 'sem monarca nem roque', despromovido assim do pedestal de intocável e de quem todos tinham medo. Há 100 pelo menos que se riem das ameaças que ele vocifera do alto da quinta.
O jantar desta quinta-feira à noite, que reuniu miguelistas todos sorridentes, é um marco na política regional. É-o para a oposição, agora com novos dados em cima da mesa quando definir estratégias para derrubar o sistema implantado há mais de 30 anos. É-o para sua excelência o rei, para quem redobram as ameaças à eternização no poder.

Mal andou o Palácio das Angústias no trabalho de prevenção

Sua excelência 'borrifou-se' para os avisos que lhe enviámos deste modesto sítio. Ficou a mandar fumo do charuto para o bico das araras em vez de recuperar o Machadinho e pô-lo a descobrir 'em menos de um fósforo' quem se inscrevera para o jantar de apoio, arrasando-os à sua maneira: aquele foi visto na manif do 1.º de Maio, o outro bebeu uns copos na Herdade, este é filho de um suspeito maçónico, aquele é assinante do Diário,  aquele teve um caso com a secretária, e o mais que só ele sabe inventar.
Mas não. Sua excelência ficou-se no ambiente calmo e tépido que a presidência lhe proporciona. Parece um instalado, como certos comodistas que conhecemos. É verdade que mandou fazer uns telefonemas a possíveis comensais amigos de Albuquerque, mas de forma desgarrada, sem as ameaças de outrora, já que todos foram na mesma ao 'Almirante'. Chefe mandou que o fotógrafo do seu JM/'lição de imprensa livre' registasse na digital todos os convidados, um por um. Agora, naturalmente, vasculhará o cadastro de cada um, para descobrir defeitos familiares, pessoais e profissionais. Mas entretanto aquele repasto subversivo já se deu! Vamos que o resto dos cidadãos descobre que vossa excelência afinal não passa do bluff que é, na realidade? Lindo serviço! Qualquer dia, vossa excelência chama 'maricas' ou 'vendido' a um maluco e ouve uma resposta desagradável. Ou, pior, apanha algum lembrete para ficar marcado acima da papada e inscrito na História deste desgraçado período a que fomos condenados. Raio de falta de respeito, por negligência de vossa excelência! Uma pessoa perde qualidade pela vida fora, mas, quando isso acontece no campo disciplinar, percebe-se que o futuro acabou.


Ementa sem medos nem receios... e os heterónimos do chefe Jardim no JM

O jantar de apoio à candidatura de Miguel Albuquerque ainda por cima correu bem aos rebeldes municipais. Uma enchente. Sem sombra de medos. Já se viu a gravidade? Todos bem dispostos, alguns a rir. Numa mesa ou noutra correram mesmo piadas atingindo o venerando sua excelência da quinta. Ao que isto chegou! Há que passar 'a pente fino' os bonecos registados pelo fotógrafo do 'lição de imprensa livre' e tratar de recuperar o que for possível dos estilhaços resultantes do péssimo trabalho de prevenção.
Na nossa modesta opinião, sua excelência deve escrever um artigo dedicado a cada um deles, numa secção que poderia ser chamada 'os 100 perdão'. Assim mesmo, para recordarem sem delongas o peso da mão real. O chefe das Angústias até deveria evitar voltar às iniciais A.B. nos seus artigos, porque toda a gente percebeu que se trata do autor Alberto Bokassa. Que infantilidade. Mais conveniente nos parece a mais recente solução, que consiste em assinar com heterónimos. Há dias o rei utilizou o nome 'Miguel Ângelo'. E hoje também nos parece muito bem o sonante heterónimo 'Miguel Fernandes', embora se possa confundir com um nome da casa - 'José Miguel Fernandes'. Se calhar a ideia é mesmo essa, que sabemos nós!
Deu boa manchete, isso deu. Mas, a propósito, mal andou vosselência na tentativa de limpar das memórias aquela inconveniente aproximação de Cunha e Silva ao rebelde Miguel Albuquerque. 'Tentativa', sim, desculpe vosselência que lhe digamos. Raios, se não houve aproximação, por que mostrar tanto receio dela, por que remexer mais na...
Caramba, sr. rei!
Bem sabemos que o Dr. Cunha e Silva meteu os pés pelas mãos ao cumprir a ordem régia para desmentir a cena do Campo da Barca. Arrazoado muito mal parido, como se diz nas redacções de jornal. Quando acabámos de ler o diacho da composição que deve ter levado dois dias de trabalho e 20 reuniões na vice-presidência, ficámos na dúvida se Amigo João e Amigo Miguel não se teriam encontrado no Arco ou no Estreiro da Calheta; e ficámos convictos em absoluto de que o jardim do Campo da Barca é que não existia, que só foi inventado pela oposição e pela imprensa para fazer azedar mais o caldo laranja.
Tudo especulação! - gritava o nosso Amigo vice, disparando caracteres pelo computador fora! Tudo especulação o que se escreveu sobre o assunto!
Ou seja: foi especulação dizer que vice João Cunha e Silva estava em Canárias quando Manuel António se candidatou por ordem do chefe máximo. Foi especulação que ninguém lhe disse nada. Foi especulação que ficou aborrecido e daí ter-se candidatado também. Outra especulação: que, desde o tempo em que os animais falavam, ele, vice, não aparecia lado a lado com Miguel Albuquerque. Outra: especulou-se ao dizer que o nosso Amigo foi ao Campo da Barca quando pura e simplesmente podia ficar a contar a dívida oculta do governo ou então argumentar que havia plenário do governo, apesar de ninguém lhe pedir satisfações, porque o normal era não aparecer. Finalmente não passaram de especulação aquelas fotografias todas com João e Miguel lado a lado, sorridentes como se estivessem a ouvir o chefe máximo a contar anedotas.

Enquanto o João não faz anos...

"Homem, tenha calma, deixe estar que no dia 30 de Junho esses laranjas municipais terão a resposta, porque o jantar de anos do 'João' será para rebentar", dirá chefe-rei neste momento.
Pois dirá.
Por um lado, achamos que não haverá muita gente nesse jantar. O rei terá a seu lado, quem?, talvez o nosso Amigo Bragança, o Gabriel Drumond, o Almeida, o Machadinho (apesar de exilado na Fundação, com vencimento pago pelo erário), quem mais? Nem Jaime é assim tão seguro que lhe faça claque.
As coisas estão a mudar.
Nesta quinta-feira, às oito da tarde já havia gente de cara descoberta no Almirante, para o jantar de apoio a Miguel Albuquerque. Foram vistos elementos da Jota laranja a rondar o restaurante, e mesmo assim os inscritos entraram todos. Mesmo os que durante as últimas horas haviam recebido intimidações pelo telemóvel. E mesmo com o repórter fotográfico do JM, a tal 'lição de imprensa livre', a tirar as medidas ao rosto de cada um (dizia-se no jantar que aquela sessão fotográfica tipo casamento era o Afonso Almeida prestando um serviço ao patrão das Angústias, que já deve ter recebido a pen com a gravação), apesar dessas fotografias, os convivas ficaram no seu lugar com um certo ar desafiante, alheios a represálias.

E o sr. presidente recomenda-nos calma! Mas o homem já sabe que os vereadores estiveram lá, os que são militantes do PSD? Bruno Pereira encontra-se ausente no estrangeiro, não sabemos se compareceria caso cá estivesse. Mas Rubina Leal jantou no Almirante. Assim como Costa Neves e Pedro Calado. Sim senhor. João Rodrigues, não, até porque não é militante do PSD.
Calma, sr. presidente? Sabe que Rubina Berardo esteve no malfadado jantar com outros jovens da sua Jota? Então aqueles 4 mil e tal votos jovens para o congresso?
Não somos denunciantes, mas julgamos prestar um serviço à Região informando 'sua excelência o rei' sobre este aparatoso incidente de 3 de Maio - que ficará na História como o último do chefe enquanto UI. Agora há mais. Bem feita!

Alguns convidados... Olá!

A Dra Sara Madruga, que já pertenceu ao Conselho Jurisdicional do PSD, esteve lá. Também compareceu Humberto Vasconcelos, que teve problemas perante uma advogada funcionária da Câmara de São Vicente com ligações privilegiadas aos serviços da Presidência das Angústias. Mas se, nesse caso de Humberto, o sr. rei pode alegar ressabiamento, quando escrever na 'lição de imprensa livre' o artigo para o enxovalhar, já não sabemos o que fazer perante outros convivas. Rui Marote, ex-vereador, presidente da AFM e cunhado do seu secretário-geral Jaime Ramos! João Carlos Gomes, nome importante na ASSICOM presidida por... Jaime Ramos!
Olá!... Pois, olá, dizemos nós, sr. presidente!
E já sabe da presença de Eduardo Abreu, que João Cunha e Silva diatanciou do IDE? Esteve lá, sim senhor. E Duarte Gomes, ex-vereador, também (mas aqui o sr. presidente relaciona-o com o DN, mete a maçonaria, o porto de Sines, enfim, o sr. sabe melhor do que nós como aniquilar essa presença).
Élvio de Encarnação não foi o único a vir de Machico. Nem foram poucos os que vieram de São Vicente, Boaventura... Diachos, como dizer agora que o Miguel é só Funchal? Sua excelência parece condenado a mais duas luas na quinta e rua! Desculpe a franqueza. E o que fará Miguel, se for ele a ganhar? Bom, a oposição não deve estar a dormir como vossa excelência parece estar.

Presidentes de junta à mesa

E presidentes de juntas de freguesia, esses ingratos, sr. presidente? Até Simplício Pestana, do Imaculado. Mas também João Pimenta, de São Martinho, e o nosso Amigo Alcino, distinto'regedor da Sé'. E o João Machado, de São Gonçalo. E o Rui Santos, de Santo António (não foi tirar o Dr. Marcelino?).
Até um pastor presbiteriano, Aires Gameiro, resolveu aparecer para jantar. O sr. rei não andou a subsidiar apenas as igrejas de Teodoro e António?
Aí tem a resposta. Quem semeia ventos...

O que queremos com este arrazoado? - pergunta o sr. presidente. Queremos dizer que estas pessoas estiveram no primeiro jantar de laranjas organizado em 36 anos para derrubar vosselência. Não entra nessa cabeça? Para o derrubar e meter lá Miguel Albuquerque!
Ao que isto chegou, pois, também achamos. O sr. presidente está em vésperas de ir para a rua. Essa é que é essa. E, aqui para nós que não há espiões, já é mais do que tempo de vosselência ir passear pela baixa e comprar o 'Diário' de cá e o de lá, mais o 'Público'... Cruzes, perdão! Comprar o 'Diabo' para ler na esplanada e escrevinhar artigos a massacrar os governantes que o sucederem no mando, sobretudo se forem PSD's.

Discurso de Albuquerque apontado a Jardim

E sua excelência vai para a rua porque o próprio Miguel Albuquerque lhe perdeu o medo, em definitivo. Já sabe do que ele se atreveu a dizer no discurso do Almirante (sr. presidente, mande a inspecção a esse restaurante pecaminoso)? Miguel disse que não há política sem princípios! Descarada piada para o sr. presidente, que nem sequer sabe se isso de princípios, em política, é de comer. E afirmou, aplaudido por aqueles traidores da Madeira Nova, que uma pessoa precisa de ter respeito por si própria e respeitar a liberdade dos outros.
Como vê, um discurso direitinho à sua mania déspota, sr. monarca, de tratar os outros.
E esta? "É preciso cumprir as normas democráticas num partido democrático como é o PSD-Madeira." Isto é com quem? Com o Zé dos Anzóis? É o Zé dos Anzóis que altera os estatutos do PSD para mudar datas de congressos como quem muda de assistente? Ora!
Aliás, Miguel Albuquerque especificou melhor: "Não há militantes de 1.ª, 2.ª ou 3.ª, são todos militantes." Mais: o congresso deve ser em Abril de 2013 e não há mais discussão, vincou o presidente da Câmara, muito aplaudido pelos 100 apoiantes (afinal, sr. presidente, já não pode falar de 'sem' apoiantes; foram 100).

O candidato à sua cadeira na Rua dos Netos, saiba vosselência, esclareceu que não quer dividir o partido, quer é uni-lo. E aqui prende-lhe o rabo, salvo seja. Porque Miguel foi o primeiro a se assumir. Daí para a frente, quem se apresenta candidato pode ser acusado de querer fracturar o partido (como se já não estivesse em cacos).
"Não vamos ficar calados!", afirmou Miguel Albuquerque, para mostrar que nada será como dantes nesse laranjal que já foi só seu, sr. presidente.
E a parte mais dolorosa para vosselência: a confirmação feita por Miguel Albuquerque de que avançará mesmo, quando do próximo congresso, com uma "alternativa de esperança para a Autonomia da Madeira". E com um plano económico estrategicamente elaborado "para tirar a Madeira da crise em que está mergulhada, demasiado grave".

Senhor, estou farto!

Posto isto, e prestado este serviço a vosselência, espero que já tenha os jagunços em marcha para chamar nomes aos proscritos convivas daquele jantar de quinta-feira e vasculhar todos os pormenores para lhes tramar o emprego. Não há ninguém ali, sr. presidente, com casa do governo? Que trabalhe na Função? Que tenha um familiar de fama duvidosa?
Embora à estrada, sr. presidente. Mas convoque mais tropas para o trabalho sujo, porque, e não lhe dizemos isto para o desmotivar, já é a população inteira que não suporta este jardinismo. Não cabem é todos num só jantar. Nem são todos do PSD.
Ou nos enganamos ou este longo período de hibernação e cobardia parece estar a terminar. As gerações passadas e as futuras agradecem.   















Tolentino de Nóbrega

O presidente do governo regional concedeu 259 milhões de euros a empresas que o Tribunal de Contas declarou tecnicamente falidas e cuja extinção é proposta pela Inspecção-Geral de Finanças.

(Ler artigo na edição impressa do 'Público', que faz a manchete desta sexta-feira)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Politicando

JANTAR ESTA QUINTA-FEIRA À NOITE: ABALO NO LARANJAL

Há jantar marcado para esta noite. Largas dezenas de convivas para mostrar quem apoiam politicamente. Vai ficando para trás a presunção de que há um 'Único Importante' no PSD-Madeira.