Powered By Blogger

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Delírios do Tio Sam



Empate técnico nos USA irrita candidato republicano

"Eu nunca insultei nenhum daqueles traidores de m...", bradou o derrotado.


MITT ROMNEY PROMETE DAR CAÇA AOS ELEITORES DE OBAMA
 
"Eles querem rebentar os Estados Unidos por dentro para fazerem o frete à Al Qaeda", acusou  



"Não era o momento!"
Com este desabafo no encontro com jornalistas a seguir à contagem de votos, o candidato Romney às eleições norte-americanas abriu as hostilidades contra os "ressabiados" que perderam o tacho no tempo em que os republicanos estiveram no poder e por isso andaram ultimamente em campanha por Barack Obama.
"No meio de uma crise sem precedentes como a que vivemos, era impensável os democratas virem disputar estas eleições", afirmou Romney, sentado sozinho na sede de campanha. Respondendo a uma pergunta colocada pelo 'Chicago Cold News', uma espécie de Jornal da Madeira lá do sítio, o candidato republicano confirmou: "Claro que não. Em nome da coesão nacional, o sr. Obama não devia vir a votos para patrioticamente permitir que os republicanos pusessem o seu projecto em marcha sem perigo de sabotagem maçónica."
Esclarecendo outro repórter do mesmo jornal, Mitt Romney acabou com o tema: "Com esta crise, não era o momento. Assim como se o País vivesse em alta não seria o momento, para não virem interromper o progresso."
 
Revelando mau perder, o ex-candidato garantiu ter encontrado, nas suas visitas desta terça-feira pelas assembleias de voto, milhões de eleitores que nunca viu nas convenções republicanas, nem sequer nos jantares de Natal do partido. "Inscreveram-se só para vir ajudar a rebentar o País por dentro", acusou Romney, não escondendo que já na próxima semana estudará eleitor a eleitor, a começar pelos que jantaram com Obama durante a campanha. "Charles Tom (o 'Machadinho' do aparelho republicano) tem as fotografias individuais que os repórteres do 'Cold News' tiraram nos jantares e isto agora vai aquecer. O que eles querem é deixar entrar a Al Qaeda no governo de Washington, mas desenganem-se."
 
Inconformado com os inesperados resultados da votação, Romney acusou Barack Obama de passar o tempo a fazer-se às fotografias para as revistas de cabeleireiro de Hollywood. "O Clinton andava a tocar sax pelas boites, este toca piano pela noite nos pubs elitistas e é assim que os democratas querem levar os Estados Unidos para a frente!", atacou Romney.
O derrotado avisa porém que não desistirá da luta e já mandou emissários aos pastores das diversas igrejas subsidiadas pelos antigos governos republicanos para que lhe propiciem uma ronda pelos adros, aproveitando o espírito de Natal.
"Quer-me parecer que tenho mais apoiantes fora do Partido Republicano do que dentro e vou aproveitar o que puder para quando chegar nova ocasião", disse ainda o candidato derrotado, maldizendo o raio desta democracia onde "por um voto se ganha e por um voto se perde".
As últimas palavras soaram a solene aviso: "No dia em que eu voltar a sentir a situação na mão outra vez, blindarei os estatutos partidários e a Constituição de tal maneira que hei-de sair vencedor das eleições ainda que seja eu o único eleitor a votar em mim!"
À despedida, deixou no ar: "Eu nunca insultei ninguém, nem sequer aqueles ingratos traidores do c.... Esse talvez o meu mal..."
 
 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Mau tempo

 
 
Fotos São Vicente 6 Novembro - enviadas por Dr. Jorge Figueira
 
 
 







Mau tempo



Temporais no Seixal - Fotos recolhidas das redes sociais por João Gomes

Antes





Depois











Delírios da Madeira Nova



REI DA TABANCA MUDA DE CONVERSA
 
 

Sua excelência, para sublimar a sexta-feira negra, desenterra o machado da revisão constitucional. De gargalhada!

Como geralmente acontece quando as coisas lhe fogem ao controlo, ou seja, todos os dias, sua excelência puxa hoje da moção a 'discutir' dentro de semanas no congresso do laranjal madeirense para 'mudar de conversa' depois da lição que apanhou nas eleições internas de sexta-feira.
Para justificar o inimaginável descalabro eleitoral, o 'campeão das unanimidades' arriscou a balela de que 'por um voto se ganha, por um voto se perde'. Porém, o ridículo foi tão demolidor que o remédio está em desatar a falar de... revisão constitucional. Um assunto mais do que recorrente, mas que, na ideia do rei da tabanca, ainda distrai atenções.
 
Caso para dizer: o povo ansiava desesperadamente pelo momento de o ancião das Angústias lançar para a mesa resmas de teorias sobre revisão constitucional. Os 23 mil desempregados têm já com que ocupar o raciocínio. Os pobres podem esquecer um pouco a fome. Os que entregam casa e carro à banca sentem algum alívio, enfim. Os pequenos já podem emigrar tranquilos.
 
Oh homem, faça um favor a si próprio e desapareça de cena. Fuja rapidamente a mais ultrajes. Se tem dúvidas sobre o enxovalho em que a sua imagem caiu na praça pública, encha-se de coragem e apareça por aí sem guarda-costas.
 
Um sujeito que sequestrou a Madeira, mantendo-a hoje a pão e água, a escrever cartas àquelas sumidades do grupo parlamentar de Jaime Ramos com propostas de revisão para "salvar o estado social de Portugal"!
Como se mexer na Constituição de um País valesse o mesmo do que manipular à vontade os estatutos de um partideco como o PPD-Madeira em vésperas de eleições internas!
Ele nem consegue ter mão em 3 mil e tal filiados que ainda o aturam na Rua dos Netos, quanto mais resolver um problema nacional!

Cultura, Culturas


 
A NATUREZA E OS ABUSADORES
 
 

Neste momento em que a Natureza voltou a agir com violência na Madeira é importante refletirmos sobre o que está acontecendo e o que tem acontecido nos últimos dois anos.
Durante mais de três décadas os detentores do poder político e económico violaram o frágil território de forma obsessiva. Não foram sensíveis aos gritos de dor da Ilha e ameaçaram com violência quem ousou denunciar os abusos.
Com o poder do dinheiro moldaram a mentalidade da população, que tratou os abusadores como benfeitores e ostracizou os cidadãos que alertaram para a impossibilidade da Ilha suportar tanta perfuração, tantos cursos de água tapados e estrangulados, tantas vertentes rasgadas, tantos aterros descontrolados.
Cansada de tanta violação e humilhada com tanto vinho seco, espetada e poncha, a Ilha ganhou coragem e começou a gritar.
Portugal, a Europa, o Mundo têm de compreender que as suas feridas foram expostas pela água da chuva, mas que os rasgões foram provocados por um bando de abusadores, que mais uma vez aparecem na comunicação social com um ar inocente.
Portugal e a Europa não podem voltar a entregar dinheiro aos abusadores como após o 20 de Fevereiro.
O Ministério Público duma vez por todas terá de apurar as responsabilidades da natureza e dos abusadores.
Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Politicando



BLINDAGEM NO PPD PARA MATAR 'DIRECTAS'


  

O derrube dos mitos no PPD-Madeira provocado pelo furacão Albuquerque obriga 'Jardim rei do bluff' a tentar blindar a pouca influência que lhe resta no próprio partido. Estando o poder nas mãos dos militantes, como se viu na passada sexta-feira, rei da tabanca manda cada vez menos.
 
 
Mitos caídos
 
Tombaram ruidosamente, nesta corrida a dois, uma série de mitos alimentados pelo chefe e pelos que vivem do regime desde sempre.
 
1.º mito - Jardim é a Madeira e o PPD-M
 
Como se lê dos resultados - empate técnico entre os dois concorrentes, Albuquerque e Jardim -, há meio PPD-M pelo menos que pretende ver-se livre do ditador. Por mais voltas e voltinhas com reuniões por todo o lado, ninguém ligou nenhuma ao chefe. E a opinião geral e pública da Madeira é mais drástica, conforme se verá na próxima ocasião eleitoral.
 
2.º mito - Jaime Ramos tem o partido na mão
 
Não tem partido nenhum na mão, como ficou mais do que demonstrado. Jaime é importante no campo onde pensam que ele é importante na cidade e é importante na cidade onde julgam que ele é importante no campo. Um pouco à Eurico de Melo, nas deambulações do antigo vice-rei entre o Porto e Lisboa.
Jaime pode vender a ideia de que chama os filiados às sedes de Vassouras de Cima e os põe a votar em quem ele quiser, mas ficou agora com as carecas descobertas.
 
3.º mito - Todos no PPD são o que são graças a Jardim.
 
É verdade para muita gente, mas ao menos para Albuquerque não é. Ele é que tem ganho a câmara do Funchal, nas autárquicas em que a 'ajuda' do chefe só atrapalha... conforme documento junto. Ou seja, Miguel Albuquerque não precisa do Ferrari de Jardim para nada. Aliás, grande chefe já não tem frota para distribuir. Se é que alguma vez teve.
 
4.º mito - Quem não for apoiado por Jardim jamais será delfim vencedor.
 
Como Albuquerque sempre entendeu, o contrário é que é verdadeiro.
E o edil da cidade foi ao campo derrotar outros meninos armados em conhecedores da ruralidade. Cunha e Silva, Manuel António, Miguel de Sousa - que final de carreira delfinária mais humilhante!
 
5.º mito - Chefe Jardim fica na cadeira até morrer
 
Houvesse eleições internas amanhã e chefe cairia do poder com espavento de partir costelas - caso tivesse Albuquerque como adversário.
Ainda assim, terá dentro em breve a oposição organizada para lhe dar o tratamento necessário. É já ali nas autárquicas de 2013.
 
 
Aquela cabeça vai inventar... o fim das 'directas'
 
O homem sente-se incapaz de travar a corrida do arqui-rival Miguel Albuquerque. Se voltar a votos contra ele, os militantes borrifam-se para essas histórias de que "não era o momento", que "o homem merece gratidão", que "o homem fez obra" e por aí fora.
Expulsar Albuquerque da Madeira? Impossível, porque primeiro seguia sua excelência.
 
Mas aquela cabeça, embora cansada e já com fraco discernimento, não é de subestimar em momento nenhum.
Apostamos como ele começa a ter saudades dos tempos em que mandava Jaime pelos campos, a combinar listas de congressistas no meio de uma macarronada com jaqué, de modo a ter no congresso "gente de confiança", "militantes agradecidos". Sem espaço para 'traidores'.
Quem não se lembra dos congressos em que grande chefe saía porta fora sob aclamação unânime como líder reeleito praticamente de braço no ar?
Raio de ideia seguir a moda nacional de trocar a reeleição em pleno congresso por 'directas' realizadas antes das sessões da reunião magna, logo sujeitas à 'democraticidade interna' de que rezam os estatutos!
Democraticidade é contarem apenas os votos depositados naquele que tantos tachos distribuiu pelos subservientes!
 
Vai daí!... Vai daí que sua excelência, ou nos enganamos muito, ou prepara um caldinho para tratar da viragem que o partido levou com este furacão de sexta-feira passada.
 
Estatutariamente, o congresso do fim deste mês deve tratar dos assuntos que justificaram a convocação extraordinária.
Mas congresso é congresso! Congresso é soberano! Soberano até para voltar a enterrar as eleições directas e voltar ao braço no ar, quase, dos congressos.
Então, sim, ver-se-á como algum challenger conseguirá bater, na hora da verdade, os congressistas escolhidos a dedo por Jaime Ramos!
Belos tempos em que chefe Jardim conseguia mais votos para ser reeleito do que o número de laranjas lá dentro do congresso.
 
Cuidado com o que vem aí...

Madeira ao Vivo



IATE INCENDIADO NA MARINA

Às oito da manhã, o iate começou a transformar-se em chamas. Os bombeiros chegaram pouco depois, mas sem tempo para evitar o pior.
Menos um barco na marina do Funchal.


(Foto Roberto Ferreira)

Mau tempo



NORTE DA ILHA COM ENXURRADAS

Chuva forte e vento varreram esta madrugada várias freguesias do Norte da Madeira, com incidência no concelho do Porto Moniz. Uma informação não confirmada regista a ocorrência de uma morte, na Ribeira da Janela, bem como de alguns feridos.
As estradas naquele concelho encontram-se instransitáveis. Em diversos sítios, os caudais provocaram enxurradas.
 
O próprio Funchal foi esta madrugada fustigado por uma trovoada fortíssima, seguida de abundantes chuvadas.

NOTA - Não tem fundamento a suspeita de que haveria um morto entre os atingidos. Os feridos continuam no centro da Ribeira da Janela, a aguardar socorro, que o mau estado das estradas retarda. 

domingo, 4 de novembro de 2012

Madeira ao Vivo



Do movimento auto-intitulado 'Voz do Povo' recebemos um pedido de chamada de atenção para um post avançado no blogue 'Pravda Ilhéu', no qual se evidenciam novos elementos sobre o julgamento em curso de José Manuel Coelho, segundo a visão do referido movimento, e em que se incluem vídeos gravados nas audiências.
http://pravdailheu.blogs.sapo.pt/732472.html

sábado, 3 de novembro de 2012

Política das Angústias / SÁBADO



EMPATE TÉCNICO NO PPD-MADEIRA
 
Jardim 51% - Albuquerque 49%

- O resultado ideal para Miguel Albuquerque
 
- O pior para chefe Jardim
 
- Miguel foi à Calheta e a Santa Cruz aniquilar dois delfins; Manuel António também apanhou

Jardim acha-se vencedor quando foi despromovido a 'meio líder'. A próxima 'vitória' será nas autárquicas...

Albuquerque perfilou-se ontem como candidato favorito para o congresso de 2015... e entretanto deixa grande chefe 'arder em lume brando'. 


Os militantes do PPD aplicaram ao corriqueiro líder das unanimidades uma histórica humilhação. De repente, impuseram a Jardim um empate técnico perante o adversário que ele tentara rebaixar através do insultuoso apodo de  'desempregado político'.
Pois o 'desempregado político' comprovou valer eleitoralmente mais do que o campeão em fim de carreira: apesar de combatido meses a fio por uma devoradora máquina partidária, Miguel Albuquerque recebeu uns incríveis 49% dos votos. Em condições de igualdade entre as partes rivais, o que não seria?
 
O resultado não surpreende assim tanto quem lida no meio do povo. Pressente-se até que sua excelência sofreria uma derrota bem dolorosa, aos pés de Miguel, caso a eleição fosse de carácter geral.
O cavalheiro das Angústias terá oportunidade para rebater esta presunção já no próximo ano, quando das autárquicas. Ele não terá pela frente o 'carrasco' Albuquerque, mas uma oposição que evidentemente tratará de se organizar para tirar vantagem do declínio acabrunhante do velho político. Muitas câmaras rolarão.


Votos: nem mais nem menos do que os necessários

Miguel Albuquerque conseguiu, nas eleições internas de sexta-feira, o resultado que melhor serve os seus objectivos: averbou votos indiciadores de que, a partir de agora, pode ganhar o partido a qualquer momento; mas não os suficientes para ter de pegar já na ruinosa herança governativa de Jardim, o que lhe queimaria a carreira ao fim de um ano. 
Acima de tudo, livra-se do compromisso de avançar para uma empresa colossal: as eleições antecipadas de que falou na divulgação das linhas programáticas. Deixar o rival a braços com a situação regional caótica que ele próprio criou afigura-se caminho mais cómodo.
 
Obcecado pela manutenção do poder, o agora 'meio líder' do PPD trocou a tradicional arrogância das unanimidades pela conveniente máxima de que 'por um voto se ganha, por um voto se perde'. Que remédio tinha o homem senão sujeitar-se ao cartão vermelho que meio partido acabava de lhe mostrar!
Ainda tinha na manga o mau perder, ao falar à comunicação social após a contagem. Por alguns momentos, falou como se acabasse de triunfar pelos habituais 98%. Disse que os militantes que votaram nele são os genuínos e que os outros são infiltrados. E nos que votaram nele o homem de facto teve 100%. Os outros não contam.
Triste. Um arrastar de velho a inspirar comiseração. O desespero perante o meio partido que queria correr com ele.


Humilhante sova no Funchal

Com o sorriso sardónico das ocasiões do género, chefe das Angústias declarou durante a campanha eleitoral, referindo-se a Miguel Albuquerque: bom, se ele nem sequer ganhar no Funchal, isso quer dizer que são os eleitores que o puseram na Câmara que lhe retiraram a confiança, e então ele só tem uma posição a tomar, que é demitir-se da presidência da Câmara.
Julgava Jardim que estava a colocar ao rival uma fasquia inacessível. E gozava interiormente.
Mas não é que Miguel Albuquerque ganhou mesmo o Funchal?! Não é que ele na capital dá uma sova memorável no campeão pretensamente imbatível?
Albuquerque ganhou até nas maiores freguesias, Santo António e São Martinho. Mas foi a eito, grandes e pequenas: São Gonçalo, Monte, Santa Maria Maior, Santa Luzia (Miguel quase duplica os votos de grande chefe na própria 'casa' deste), Imaculado, Sé, São Pedro. Bom, o monarca venceu numa freguesia. São Roque. Por um voto de diferença.
Resultado final: 9-1. Será que esta vai para o cartaz das 47 vitórias que ele coloca na Herdade?
 
 
'Menino da cidade' afinal é conhecido no campo
 
A agonia do jardineirismo não se fica por aqui. Aquela reserva que eles apregoam ter sempre disponível, a que chamam 'o voto dos vilões', só faz sentido ainda para quem ainda não percebeu que se esbateram há muito as barreiras campo-cidade. Mas desde sexta-feira os jagunços do laranjal devem ter começado a entender melhor a realidade. Não basta eles dizerem, para tornar-se verdade, que Miguel Albuquerque não é conhecido no campo e que por isso lá não entra.
A onda Miguel Albuquerque veio aliás quebrar muitos tabus nessa matéria.
Chefe Jardim bem tentou seduzir os filiados da Calheta, vincando que naquele concelho nunca fora traído. Como, para ele, não votar no seu nome é uma traição à pátria, pois ali houve solene traição: os calhetenses borrifaram-se para as teorias dele e passaram-lhe um cartão bem vermelho diante dos olhos. Quem diria? Afinal o 'menino da cidade' conseguiu fazer-se entender com o campo e arrumar a prepotência do chefe!


Fim do mito vice-rei da Calheta
 
Tudo na Calheta gira em torno de Cunha e Silva, mesmo os natais dos idosos. Mas não chega...

Mas há mais senhores arrastados na lama da humilhação onde jaz agora o grande chefe.
O vice-rei da Calheta, João Cunha e Silva, afinal nenhum peso eleitoral representa naquele concelho. Nem ele nem Manuel Baeta, nem o grande chefe. Na noite eleitoral, Cunha e Silva nem se lembrou de assumir a derrota. Fugiu à questão dizendo-se satisfeito com a vitória do chefe. Os campeões das maiorias esmagadoras satisfeitos com a vitória de 1%!
Havia um confronto por fazer entre os dois delfins mais consistentes da história do jardinismo. Aí está o resultado: vitória de Miguel no reduto do vice-rei da Calheta. Concludente. Memorável.


O concelho sob a égide política de Miguel de Sousa também foi 'tomado' por Albuquerque.
E há outro eterno delfim, mais por auto-insinuação do que por associação com a realidade, que perdeu em toda a linha diante de Miguel Albuquerque: Miguel de Sousa, líder espiritual dos social-democratas de Santa Cruz, também sentiu a onda invasora do candidato municipal chegar-lhe pelo concelho dentro. E não é que Albuquerque o bateu lá mesmo?
Miguel venceu em 3 das 5 freguesias e no concelho em geral.
Um tira-teimas desfeito. Que os envolvidos derrotados tentarão desvalorizar, mas que usariam sonoramente se o resultado fosse outro.

Tiradas as dúvidas nesses processos, fica no ar o caso de Manuel António Correia. O novo delfim de Jardim é responsável pela derrota em S. Vicente, na qualidade de coordenador partidário desse concelho. Chefe Jardim já prometeu fazer a limpeza nas zonas 'varridas' pelo fenómeno Albuquerque. Imagina-se que abrirá excepção no caso de Manuel António. Se não abrir, então é um terceiro delfim acabado - e este praticamente à nascença.

Manuel António também teve a sua conta: derrotado em S. Vicente pelo furacão funchalense Albuquerque.


A grande verdade é que Miguel Albuquerque, além de ter encostado Jardim às cordas, foi a casa de cada um dos três delfins mais badalados impor-lhes uma derrota decisivamente comprometedora.


Albuquerque já inscrito para 2015

Desde sexta-feira, a realidade no laranjal mudou: metade dos filiados indicaram o nome daquele que pretendem ver a liderar o partido, Miguel Albuquerque. Pelo que Miguel Albuquerque só terá de esperar por quem se achar capaz de o defrontar no congresso de 2015.
E como não irá chegar estropiada a 2015, com mais 3 anos de crise em cima, a linha reumática de jardinistas! Ainda por cima, daqui até lá orientada por um 'meio líder', que estará no comando sabendo que tem meia casa contra si. Um novo mandato que, dadas as circunstâncias, não devia aceitar.
Mas... 'oh glória de mandar, oh vã cobiça'!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012




"Uma das mais belas estradas da Madeira" está encerrada


Barreira-Pico do Areeiro.


Durante e após as chuvas da última terça-feira (30.10.12) o Serviço Regional de Proteção Civil emitiu vários avisos sobre as estradas encerradas em resultado do desabamento de rochas, deslizamentos de lamas e quedas de árvores. A estrada regional Poiso – Pico do Areeiro (que continua muito perigosa junto ao posto meteorológico) integrou a lista, mas nem uma só palavra sobre a nova estrada do Pico do Areeiro até aos sítios da Barreira e da Volta da Malhada (entre a Ribeira da Lapa e a Eira do Serrado), inaugurada pelo presidente do Governo Regional, no domingo, 21 de Outubro, que a classificou e a comunicação difundiu como “uma das mais belas estradas da Madeira”.
Conhecendo o modo como foram traçados os dois ramais e as características geomorfológicas do território, estranhei que, após a precipitação ocorrida no maciço montanhoso do Pico do Areeiro, aquela estrada se mantivesse aberta. Só por obra de milagre não teriam ocorrido desabamentos e deslizamentos. Como tive de me ausentar da Madeira, pedi a uns amigos para percorrer a pé os percursos entre a Volta da Malhada e o Paredão (o de maior risco de desabamentos – como escrevi no Facebook, em 10.08.12) e entre a Barreira e o Pico do Prado, com o objetivo de monitorizar a ação da chuva e do vento associada ao talhamento das vertentes provocado pela construção da estrada que “tem por objetivo defender a Natureza”.
Foi sem espanto que encontraram os dois portões fechados. Não arriscaram transpor a pé o portão da Volta da Malhada, mas porque o risco era muito menor avançaram em direção ao Pico do Prado. Naturalmente, que não foi difícil de encontrar a razão para o encerramento da nova estrada. As fotografias referem-se apenas a um pequeno troço de um dos dois ramais, que somam 16,2 Km, mas são esclarecedoras.
Na véspera da inauguração, o secretário regional do Ambiente organizou uma excursão com operadores turísticos e representantes dos meios de comunicação social para mostrar as potencialidades turísticas da nova via. Dois desses agentes até se predispuseram a participar na campanha de propaganda política, tecendo elogios ao novo circuito Curral das Freiras – Pico do Areeiro.
Menos de duas semanas após a abertura oficial, a estrada que custou 7,5 milhões de euros ( 75% do pagamento da responsabilidade da União Europeia) está encerrada e com as chuvas e os ventos que estão previstos para hoje e amanhã é previsível que as complicações aumentem.
Termino esta nota com duas sugestões:
- ao Serviço Regional de Proteção Civil, para que inclua esta estrada no mapa de estradas da Madeira e que não se esqueça de referir o seu encerramento;
- ao secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, para que organize no próximo domingo uma excursão, com o objetivo de provar que “uma das mais belas estradas da Madeira” está bem e recomenda-se.
Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal
 
Barreira-Pico do Areeiro.


Barreira-Pico do Areeiro.


Barreira-Pico do Areeiro.


Portão do Pico do Prado.
 
 


O jornalista-escritor Ribeiro Cardoso divulga esta sexta-feira no site do Clube de Jornalistas um oportuno artigo sobre a situação política na Madeira, em especial as eleições no PPD a ocorrer ao fim do dia.
É esse texto do autor de "Jardim, a Grande Fraude" que transcrevemos seguidamente, com vénia e a devida autorização.
Imperdível.




Hoje há ‘eleições’ à Jardim no PSD Madeira
 
DOIS CANDIDATOS, TUDO VICIADO À
 
 PARTIDA
 
 
 
Realizam-se hoje eleições internas no PSD Madeira e pela primeira em 38 anos há duas listas na disputa, lideradas por Alberto João Jardim e um seu ex-delfim, Miguel Albuquerque.
Só este facto –ter acabado a lista única – é um acontecimento ultra-relevante, tal o estado miserável, em termos democráticos, em que a Madeira vive há décadas para vergonha de todos nós.
Acontece, porém, que as eleições desta noite, seja qual for o resultado, são um vómito. Por uma razão simples: os dois concorrentes nem de perto, nem de longe, tiveram igualdade de condições na corrida. Como, de resto, se sabia à partida, tal é o despudor do ditador de serviço, e seu séquito, desde 1976.
Para esse vómito, a que alguns chamam escarro, teve papel preponderante um pseudo órgão de informação: o “Jornal da Madeira”, que custa ao erário público (isto é, a todos nós) cerca de 5 milhões de euros por ano e está, de joelhos e sem qualquer pingo de dignidade, única e exclusivamente ao serviço de soba que levou a Região Autónoma da Madeira à miséria e a ser tudo menos autónoma.
O modo aviltante como esse pasquim ‘cobriu’ estas eleições internas do PSD é de bradar aos céus – até porque no seu cabeçalho continua o nome de um padre da igreja católica local. Uma igreja dirigida por um bispo menor, que em troca de uns miseráveis marevedis, se colocou de cócoras, ou de joelhos, perante o seu novo senhor, o barão de Quebra Costas, como também é conhecido o soba Jardim.
Como se tem visto desde há anos, e se viu agora com especial relevo neste pequeno período eleitoral relativo à vida interna do PSD da Madeira (sem que o PSD nacional, como acontece há décadas, dissesse um ai ou um ui), chamar órgão de informação ao ‘JM’ é uma burla: aquela coisa embrulhada em papel de jornal não é mais do que uma rasca central de contra-informação e propaganda ao serviço do Bokassa ilhéu, como um dia lhe chamou o arrependido Jaime Gama.
Mas Lisboa, hoje como há décadas, continua criminosamente a olhar para o lado.
 
Ribeiro Cardoso
 
PS: Em termos de informação local, apesar das condições difíceis e até perigosas existentes, alguma coisa vai mexendo na Madeira. É o caso do “Diário de Notícias”, que apesar de tudo vai mantendo uma linha aceitável de independência face ao ditadorzeco de serviço. E na blogosfera local é igualmente de toda a justiça destacar o papel vigoroso que vem desempenhando o blogue “Fénix do Atlântico”, do veterano jornalista Luís Calisto, que conhece como poucos o mundo dos media locais.
 
A título de exemplo, chamamos a atenção para dois esclarecedores textos ali publicados, ontem e anteontem, sobre as eleições internas no PSD-M.

Eleições no PPD


 
Aflição até ao fim

Chefe do PPD vive com o coração ao pé da boca até à hora das eleições internas, a decorrer logo ao fim do dia.
Nem sequer hoje consegue ficar quieto, deixando espaço aos militantes para uma reflexão de última hora.
Alguém lhe ensinou a mexer no tlm e veja-se o sms que circula entre os filiados com direito a voto - agora mesmo, quase em cima da abertura das urnas.

Outra nota assinada por Rui Abreu anuncia que a candidatura de Albuquerque à comissão política do PPD acompanhará o evoluir das eleições e a contagem de votos a partir da Reitoria da UMa, no Colégio dos Jesuítas.
 
 
 
 
"Caro(a) Companheiro(a)
VOTA, Hoje sexta-Feira, das 18 às 22 horas, na tua Sede de Freguesia, pela Madeira e Porto Santo pelo PPD/PSD. Contamos consigo
O Presidente do PPD/PSD Madeira Alberto João Jardim"
 
Esperemos que lhe façam a vontade, para se evitar um final de regime jardineirista em atmosfera de tragicomédia.

- Entretanto, a candidatura alternativa noticia que Albuquerque votará pelas 19 horas na sede da comissão política de freguesia de São Martinho, no Caminho do Esmeraldo, frente ao restaurante 'O Moinho'.
 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Eleições no PPD



DIREITOS DE BATOTEIRO



A escassas horas das eleições no PPD, o rei confessa publicamente querer continuar alapado seja como for. Mesmo sabendo que, se ganhar, foi a trafulhice que ganhou.


 
Um tempo de antena usado apenas por um candidato, a menos de 48 horas das eleições...  
 
 
 
 
Talvez influenciado pela vizinhança do Casino, onde a casa fica sempre a ganhar, o chefe das Angústias entende serem-lhe lícitos todos os expedientes para vencer as disputas onde se mete.
O homem meteu-se naquela insondável cabeça que, depois de 34 anos a desgovernar, ganhou direito a continuar no alto do poleiro, tal como em 2015, então já com 37 anos de poder, mais reforçado ainda verá esse direito.
 
Esta campanha eleitoral interna do PPD representa uma ténue imagem das estratégias usadas por sua excelência para abafar a Oposição ao longo de três santas décadas.
Um défice democrático que a História há-de julgar, embora o rei da tabanca ingenuamente julgue que o futuro só se debruçará sobre as obras de betão da Madeira Nova.
 
Não conhecêssemos a peça de político sem vergonha e quase teríamos pena de ver como acaba o auto-intitulado 'Único Importante': a fazer da batota mais rasteira e ordinária o seu argumento para conseguir ganhar umas eleições dentro do próprio partido.
 
 
 
Rei da tabanca nunca julgou precisar de fazer jogo tão sujo para evitar ser desalapado do seu próprio ambiente partidário.  
 
Quando se julgava que, ao longo de meses, o alapado já tinha produzido tudo o que se podia imaginar para ilegalmente marginalizar a concorrência, percebemos que, afinal, o cúmulo do comportamento batoteiro estava reservado para a revéspera das eleições.
O partido da Rua dos Netos, matreiramente, marca tempo de antena para poucas horas antes das eleições, mas com espaço apenas para um dos dois candidatos, ou seja, o chefão!
Escândalo!
 
Este atentado à democracia de bradar aos céus afigurava-se de tal forma chocante que o próprio sua excelência, uma vez no ar, sentiu obrigação de arengar umas frases desconexas para tentar dizer que não iria falar de eleições internas, porque o seu adversário não o podia fazer também. E tomava essa posição por uma questão de ética - conceito que, invocado pelo rei da tabanca, produz sempre um efeito de riso.
Ora, se não queria provocar desigualdades, por que inventou um tempo de antena menos de 48 horas antes da eleição? Podia deixar isso para o dia de São Martinho, porque o dicurso até lhe sairia melhor.
 
Tratava-se de mais uma mentira. Sua excelência não falou de outra coisa, do princípio ao fim do Direito de Antena, senão de eleições internas. Para fazer recomendações aos filiados com direito a voto: que vão todos às urnas, que tenham cuidado com os inimigos dentro do partido e que reconheçam o trabalho de 30 anos.
Um batoteiro sem jeito, que se denuncia com truques de trazer por casa.
 
 
A batota - para não rebuscar a que vem dos anos 70 para cá - manifestou-se na pré-campanha. Para começar, a intimidação. 
Assim que percebeu a capacidade do adversário para juntar social-democratas ansiosos pela mudança de liderança, o chefe da tabanca mandou os seus fotógrafos do JM fazerem retratos individuais dos presentes, para lhes 'fazer a folha' na Quinta das Angústias.
 
Seguiu-se o enxovalho público dos elementos que aderiam à vaga Miguel Albuquerque, incluindo ameaças de perda de emprego e expulsão do partido.
 
 
Chefe nega ter ameaçado com expulsões. Quem falou em blindar estatutos?
 
O próprio candidato Albuquerque foi ameaçado de expulsão depois das eleições, o que chefe vem agora negar, atacando os que lhe atribuem tal posição.
Lata para dar e vender.
Isto nem merece comentário. Perguntamos apenas: quem falou em blindar estatutos para pôr a mexer "os que querem rebentar o partido por dentro"?
Entenda-se "rebentar o partido por dentro" como destronar sua excelência do poleiro.
 
Entretanto, a máquina laranja, da tutela de Jaime Ramos, vedava listas de filiados a quem não fosse afecto ao chefe. Objectivo: dificultar ao adversário a constituição de listas e de subscritores.
À moção de Albuquerque foi negada publicação no site do PPD. O que não aconteceu com a de chefe da tabanca. Justificação: Jardim tem direito a esse espaço na qualidade de chefe do partido.
Chefe do partido? A moção é de um candidato, com os mesmos direitos do que o adversário, nem mais nem menos. E ele usou o espaço na qualidade de candidato.
 
De escândalo em escândalo, ancião das Angústias fez do JM, órgão pago com dinheiros públicos, um verdadeiro 'jornal de campanha' onde Miguel Albuquerque não existia e, pelo contrário, chefe se insinuava como presença diária num folhetim a desancar no rival, sem defesa possível.
Incrível!
 
 
Guilherme, Velosa e Correia de Jesus falam de gratidão. Pois se o chefe os meteu no quadro efectivo de S. Bento há 30 anos!
 
 
Além do chefe, apareceram no JM as figuras previsíveis a dar apoio à candidatura situacionista.
Quem vimos passar por ali?
Guilherme Silva, bradando contra a inoportunidade da candidatura de Albuquerque. 
Correia de Jesus, indignado com a falta de gratidão ao chefe.
Hugo Velosa, temeroso da ideia de eleições antecipadas.
O Leitor está em dificuldades para precisar quem são esses cavalheiros? Deixe estar que também precisámos de um esforço de memória, para os identificarmos. Só os vemos de 4 em 4 anos, a não ser o dos debates na TV regional, mas cujo fundamentalismo (calculista) põe os potenciais telespectadores a milhas.
São uns senhores que conseguiram posto de trabalho na Assembleia da República há 30 anos e tremem só de pensar no chuto que os espera em caso de viragem na Rua dos Netos. 
Ora, esses cavalheiros não haveriam de estar gratos ao homem que há 3 décadas os meteu no quadro de efectivos em São Bento?
Claro que têm de lhe mostrar gratidão. Sobretudo porque dependem apenas dele para lá continuarem.
Mas não venham bradar contra os que não estão gratos, porque nem todos tiveram a sorte dos ditos-cujos.
Os 23 mil desempregados, as dezenas de milhares de pobres, os emigrantes forçados, os perseguidos pelo regime da crápula, todos esses são tudo menos devedores de gratidão com o régulo. Pelo contrário, rogam-lhe pragas por ter conduzido a Madeira ao abismo.
Que gratidão merece o carrasco de uma sociedade que em grande percentagem vive actualmente da caridade?
 
Gratidão devem-lhe alguns deputados por ele escolhidos em paga pela subserviência, e que acorrem aflitos às páginas do JM lançar imprecações sobre quem planeia dissolver o parlamento. Ai o lugarzinho...
Esses, os medíocres que pontuam na bancada laranja, sabem que o seu destino depende do resultado desta sexta-feira. Até lá, que noites mal dormidas!
O mesmo acontecendo com uns boys transferidos directamente da cartilha para o tacho dourado, por via partidária, enquanto o grosso da juventude madeirense padece em busca de subsistência.
 
 
Votam sexta-feira os suportes do regime jardineirista. Que esperar dos resultados? 
 
Quem vai a votos? Vão a votos os filiados que têm sustentado o regime do compadrio e da corrupção na Madeira. Será difícil, pois, ver militantes com tal perfil conceberem uma mudança enquanto vivos forem.
Remotamente, pode ser mais significativo do que se calcula o número de descontentes, de defensores de um novo ciclo. Daí uma certa expectativa relativamente às eleições desta sexta-feira.
 
Para já, seja qual for o resultado, rei da tabanca jamais poderá cantar vitória. Ganhando ele, foi a batota que ganhou.
Aliás, eleições mais amplas virão. Se sobreviver até lá como líder, perceberá solenemente como está fora de prazo na política regional.
Ele e o laranjal.