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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Esta segunda-feira na 'Fénix'
 
 


JARDINISMO: SEGUEM-SE DOIS ANOS DE VELÓRIO



Foto Gregório Cunha


Jardim acaba de cometer um erro político, o mais grave da sua carreira. Imperdoável para quem anda nos  40 anos de exercício público diário, sem férias. O jardinismo cai de morte assistida. As consequências, até porque não ficam sapatos de defunto, serão drásticas para os órfãos do sistema lançado em 1978, condenados a velar a saudade durante os dois penosos anos que se seguem, antes da retirada ou do 'golpe de rins'.

- Artigo completo hoje

domingo, 25 de novembro de 2012

Madeira ao Vivo



Máquinas atentas
 

O negócio não pára. É verdade que a fraca intensidade registada nas chuvas, comparativamente ao que os avisos 'vermelhos' ameaçavam, acabou por não render, por enquanto (e em definitivo, esperamos), aquilo que os empresários das retroescavadoras previam. Mas, esta manhã, lá estavam camiões e mais camiões, retroescavadoras e mais retroescavadoras, em cima da marina do Funchal, para limpar o que a Ribeira de São João trouxera da montanha para baixo.
Pouco substancial, mas em tempo de crise é aproveitar o que há. E lá os carros da Tecnovia entravam para carregar e saíam com umas poucas de pedras.






Democracia



25 de Novembro em festa 'reacça'



Lino Abreu, Miguel de Sousa, Paulo Fontes e Coito Pita sentiram o patriotismo democrático em 25 de Novembro, mas não chegaram a apanhar o 25 de Abril.


Quando a reacção, aproveitando uma bem orquestrada onda de boatos, fez deter a Revolução dos Cravos, na golpada de 25 de Novembro de 1975, os saudosistas do antigamente trataram de 'passar uma esponja' sobre o 25 de Abril. Para erradicar da História essa 'nefasta' data.
Compreende-se, embora não se aceite, o papel dos reacças que haviam perdido os privilégios oferecidos pelo salazar-marcellismo, muitos deles mesmo valendo-se hipocritamente da Primavera Marcellista para ganhar balanço na ala liberal rumo a uma nova situação então na forja.
 
Agora o que não se compreende é que aqui na Região, onde explodiu uma fase autonómica na sequência do 25 de Abril, os compadres laranja por agora maioritários e com vida política a prazo (até 10 de Janeiro de 2015) se recusem a comemorar no parlamento a Revolta do MFA e dêem espectáculo no dia de hoje, 25 de Novembro.
 
É o caso destes 4 cavalheiros que aparecem na imagem aqui acima. Depois do seu cafèzinho nas esplanadas centrais, eles vão entrar na ALM no seu fato de sempre, muito senhores de si, a fim de cantarem juntos os méritos da contra-revolução. Trata-se da coligação PPD-PP, constituída pelos partidos que compareceram hoje diante de Miguel Mendonça, uma vez que a oposição se negou a participar na fantochada - e muito bem.
Os senhores Lino Abreu (PP), Miguel de Sousa, Paulo Fontes e Coito Pita entram no edifício da democracia e da autonomia irradiando fervor novembrista. Apostamos como, em 2015, rondarão os meandros do futuro político da região a tentar saber como participar nas comemorações do 25 de Abril.
O que mais em moda está é 'passar a esponja' no que não interessa.
 

Tempo




Bom Domingo, mas o mau tempo ainda não acabou




O sol brilha na Madeira nesta manhã de domingo. À primeira vista, depois dum temporal menos grave do que o aviso vermelho indiciava, veio a bonança.
Neste momento há muito justiceiro a chamar nomes ao Instituto de Meteorologia, desconhecendo que esta complexa depressão ainda não abandonou a Madeira.
Quem teve o cuidado de analisar as imagens de satélite (http://www.sat24.com/en/ce) já percebeu que neste momento o arquipélago está durante algum tempo sob uma atmosfera sem nuvens perigosas, mas que um novo sector com cúmulo-nimbos está a aproximar-se. Daí o aviso vermelho do IM ter sido prolongado para a tarde de hoje.
Mais vale um aviso, mesmo que pareça exagerado, e não haver perdas de vidas, do que a ignorância e a negligência indutoras de catástrofes.
A notícia importante é ainda não ter havido notícias de mortes ou perdas significativas de bens.
Desejo-vos um bom domingo, mas com muita atenção porque o mau tempo ainda não acabou.
 
Raimundo Quintal
 
 

sábado, 24 de novembro de 2012

Mau tempo



NOITE DOS VENDAVAIS


Desde que Jardim Ramos esteja atento, ficamos descansados



As últimas previsões confirmam vento e muita chuva para esta noite de sábado para domingo.
As autoridades da protecção civil dizem-se atentas, mas só ficámos mais sossegados quando ouvimos o secretário dos Assuntos Sociais a dizer-se em campo a fim de enfrentar o que aí vem.
Só não entendemos uma coisa nas instruções de Jardim Ramos para estes dias: "Devem todos ficar em casa e fazer a sua vida normal."
Como é que se pode ficar em casa e fazer a vida normal? Os políticos é que se podem dar a esse luxo. Os outros precisam de sair para trabalhar.

História


À passagem de mais um aniversário do 25 de Novembro, para muitos a data da libertação de Portugal, para outros o fim do genuíno espírito abrilista, publicamos um artigo da autoria de um interveniente nos acontecimentos. Um militar conhecido antes e depois da Revolução dos Cravos que apresenta o seu ponto de vista sobre os decisivos acontecimentos que viveu bem por dentro. Uma visão de direita que colide com outras, necessariamente, como por exemplo a nossa. Mas na 'Fénix do Atlântico' há lugar para todas as vozes. Todos os contributos são válidos, porque ajudam a reflexão e atiçam o debate.
Agradecemos a disponibilidade ao autor, ex-candidato à presidência da República e conhecido como vice-rei do Norte. E ao Coronel Ramiro Morna do Nascimento a sua intervenção para que tivéssemos acesso ao documento.




O NORTE DO PAÍS NO 25 DE NOVEMBRO
 
 


 Por PIRES VELOSO
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 







Até hoje, passados que foram 36 anos sobre o 25 de Novembro de 1975,
por que razão os responsáveis políticos, e mesmo alguns militares mais
graduados, tudo têm feito para que a História esqueça o Norte do País
quanto ao seu desempenho por parte dos militares em serviço na Região e
do próprio povo nortenho?

De notar que Vasco Lourenço, que por vezes cometeu os seus "pecados",
foi um Capitão de Abril notável, muito ouvido e conceituado de entre os

revolucionários, corajoso e destemido, disse, aquando Governador Militar

de Lisboa, em Novembro de 1975, que a Região Militar do Norte era a

Região em Portugal que tinha mais Poder, um Poder que se procurou nos

últimos meses daquele ano, meses designados por Verão Quente, com

muita determinação, paciência, firmeza, sempre tendo em atenção a

vontade da maioria do Povo Português.

Não para o utilizar para benefícios pessoais, mas sim na defesa da

Democracia.

 

Em meados de 2011, concedi uma entrevista ao brilhante

jornalista Carlos Pinto Coelho, infelizmente já falecido, para a RTP

Memória, que me procurou a solicitá-la, dizendo-me que já tinham em

Lisboa à disposição para o efeito o Palácio de Galveias.

Disse-lhe que eu a Lisboa não iria, mas que, no Porto, estava ao seu dispor,

pois nesta cidade também havia palácios. . .

 

A entrevista teve então lugar no Salão Nobre do meu ex-Quartel General,

na Praça da República, onde havia sido o Comandante desde Setembro de

1975 a Novembro de 1977.
 


Delícias do laranjal



 
'MEIO CHEFE' E DEMAIS VELHADA LARANJA 
NA RÉCITA DE FIM DE CURSO



Miguel Albuquerque divertiu-se com o discurso do ancião chefe. Mas, quanto a utilidade, um discurso divisionista que valeu zero, considera o challenger municipal, que foi ao congresso ouvir... 'olhos nos olhos'.
 
Jardim inovou: ele próprio fez de claquista no seu discurso, para arrancar palmas.

 

Os filiados apanharam com esta estopada logo em dia de temporal, quando deviam estar a preparar as barricadas contra as ribeiras. Mesmo assim, alguém aventou o contrário, que o temporal, por acção maçónica, foi aprazado para tirar brilho à rábula social-democrata.

 

 















...E o capitalismo selvagem... e a direita que ameaça a justiça social... e o marxismo... Zzzz... e o liberalismo... Zzzzz... e o espelho embaciado que reflecte os grandes poderes... Zzzzzzzzzzzz e a Zona Franca Zzzz em Bruxelas... Zzzz... e o PSD é o partido grande... Zzz... é grande por ser grande... Zzzz... na Madeira... Zzz... e é grande Zzz... E não se tira o ganha-pão a cada um!... ZZZZZZZZZ





Os clientes do supermercado 'De Borla' e os congressistas de Jardim atulharam de carros as vielas sinuosas e perfuradas que ligam São Martinho a Santa Quitéria, ao princípio da tarde deste sábado.
Uns iam comprar apetrechos domésticos e garrafas de água para o fim-de-semana de mau tempo que se avizinha. Outros cumpriam o frete de fazer número e dar palmas na récita dos barões laranjas que se despedem de muitos anos de chumbos mas bem passados e divertidos.

Mais do que nunca, o centro de congressos da Fundação laranja parecia hoje um templo do Reino de Deus.

Cheiro a naftalina, lá em cima em Santa Quitéria.

A récita em cena mostra como protagonista 'Meio Chefe' do PPD, que começou há minutos o período que os estatutos da Rua dos Netos lhe proporcionam para se despedir, com botadura de palavra, da tal vida boa. Mais um pequeno mandato... para mandar e mandar.


Presidência do governo oferece almoço a líder partidário

O denominado congresso dá-lhe mais um tempinho para divulgar as suas loucuras e contradições. Calcule-se que até Passos Coelho foi convidado - à última hora.
No anterior congresso regional, Passos Coelho esteve cá. Ouviu Jardim fazer votos para que ele, Coelho, chegasse a primeiro-ministro, por lhe descortinar qualidades para o cargo.
Meses depois, porém, dizia o das Angústias que tudo faria para evitar que Passos Coelho fosse primeiro-ministro de Portugal. Sucedendo-se os números tragicómicos inclusive em congresso nacional de que todos se recordam.
...Para hoje se ouvir dizer que Passos Coelho afinal vem cá ao congresso de 'consagração' de Jardim - assim permita o tempo as operações aéreas.
Ambos podem ser uns mentecaptos a gerir governos. Mas em hipocrisia ninguém lhes leva a palma.
 
E há esta particularidade: Pedro Passos Coelho vem ao Funchal na qualidade de líder nacional do PPD, mas a visita de médico não dispensa um almoço na Quinta Vigia.
Ou seja: 'Meio Chefe' do PPD (o outro 'Meio Chefe' é Albuquerque) verga-se perante o patrão nacional e convida-o para o congresso partidário, mas, à hora de almoço, quem paga a conta somos nós.


Tantos elogios a Bruno... e queria o homem candidatar Sérgio!

Estas contradições podem ser confusão do velho líder regional, porque a idade pesa. O homem, depois de tantas décadas de lutas, anda um bocado esquecido, aceita-se. E até achamos bem que deixe as coisas de responsabilidade antes que arme problemas mais graves do que os muitos que já nos criou.
Depois dos elogios, veja-se, que fez pelo menos de quatro em quatro anos ao autarca Miguel Albuquerque, alturas eleitorais em que o apontava até como seu sucessor, agora insiste em que o rapaz é o pior presidente de câmara da História da Madeira.
Os neurónios não são de ferro, pois não.
 
E a respeito de Bruno Pereira? 'Meio Chefe' diz que o filho de Virgílio sempre exerceu brilhantemente as funções de vice da Câmara, sobretudo nas longas ausências - diz Jardim - do presidente Albuquerque. Bruno Pereira, um exemplo de competência e de lealdade - apregoa quem manda.
Vai-se a ver e é o próprio 'Meio Líder', ao ensaiar nova lista para a Câmara do Funchal, a deixar Bruno de fora para fazer avançar Sérgio Marques! O sarilho que o sujeito inventou, sem necessidade!
Ai aquela cabecinha.
 
É o caso dos chineses. Que não, que não, chineses e indianos a entrar por aí dentro, não! - bradou rei do Bantustão durante muito tempo.
Pois agora ele passa de Mercedes na Rua do Bettencourt, olha para o Bazar do Povo e diz para os botões: havia qualquer coisa com estes chineses...
 
 
Afilhados salvaram padrinho de ver o Prof. Virgílio entrar pelo Bar do Henrique dentro
 
Ainda sobre a família Pereira, 'Meio Chefe' tem elogiado nos últimos tempos o compadre Virgílio. Se não é táctica, é por esquecimento do mal que dele disse naquele Verão Quente de 1994, quando, através da provocação arruaceira, condizente com a vida desbragada que fazia no areal, obrigou Virgílio a demitir-se da Câmara do Funchal. O chefe da tabanca ficou a dever um grande favor, na altura, aos afilhados daquela família. Isso ficou. Foram os rapazes que seguraram o pai quando este se dispôs a caminhar até ao Bar do Henrique para pedir satisfações ao compadre depois de nova ofensa publicada pela imprensa matinal.
Outro pormenor: chefe também não se lembrará, com a cabeça naquele estado, de quando convocou a trabalhosa empreitada de um congresso apenas para sanear Virgílio da Comissão Política do PPD-Madeira.


'Meio Chefe' confessa: política é tacho

Ele, o da tabanca, não se rcorda também do que fez nestes anos todos, quando acusa Miguel Albuquerque de retirar a fonte de rendimento a Bruno Pereira. Tal como confessa, inadvertidamente, o que a política significa para ele: tacho. Quem, no PPD, perde o cargo público, tem direito a outro imediatamente - em lugar de voltar à sua profissão ou de ir procurar encosto em casa do sogro, ou até procurar um trabalho, como qualquer cidadão faz necessariamente.

Mais: o homem diz que 'primeiro a Madeira', 'tudo pela Madeira'. Mas de quando em vez esquece o 'patriotismo' e faz como há dias: desafiar os continentais a  colocarem-no à frente de um movimento nacional para derrotar os partidos.
É de gargalhada, mas lá querer outros voos ele quer. Sempre quis sair do muceque, aliás.


Façanha do ex-JM

O chefe às vezes ainda surpreende. Por exemplo, quando se julgava que ele já inventara o jornal mais faccioso do mundo, ao fazer do JM aquele pasquim ao serviço de um partido, com dinheiro público, eis que 'Meio Chefe' consegue ir mais além e fazer do dito JM um pasquim ao serviço de... meio partido!
 
O pseudo-mandão das Angústias acaba de anunciar, na récita do centro de congressos, que sai em Janeiro de 2015, 'paleio' a que nos habituámos desde 1980 - quando ele disse que em 1984 não se recandidataria.
Foi o que se viu, de 4 em 4 anos.
 
Acaba também de sanear os coordenadores do PPD para os concelhos. Castigo para as derrotas locais na sua luta com Albuquerque. Lá se vão Miguel de Sousa, Manuel António, Coito Pita, Cunha e Silva e demais tubarões do regime. Manuel António, por acaso, até já elogiou a intervenção do chefe...


Os apoios ao rei da tabanca extravasam as paredes do congresso

Atenção que o homem ainda quer dar ordens. E tem as costas das bases. Ao contrário do que os ressabiados possam pensar, não são apenas os delegados e convidados escolhidos a dedo que apoiam sua excelência, dentro do congresso. Há muitos apoios cá fora ao rei da tabanca. Quem não acredita que observe as fotos a seguir, registadas pelas ruas do Funchal nesta manhã de récita jardineirista. 

















Senhores, estivemos a escrever estas linhas enquanto 'Meio Chefe' debitava no congresso lugares comuns e repetia pueris ameaças, provocando evidente boa disposição em Miguel Albuquerque e Emanuel Rodrigues. E em nós, os que víamos pela TV.
 
 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Madeira ao Vivo



Trabalhadores do Sá fazem bicha no tribunal

O grupo fez dinheiro com o Bazar do Povo, mas os trabalhadores continuam sem receber.


É a imagem acabada da tão propalada 'Madeira Nova': no caso, cidadãos com vários meses sem receber vencimento comparecem aos magotes no tribunal onde corre um processo de revitalização do Grupo Sá - sua entidade patronal - a ver se conseguem garantir alguns dos seus direitos praticamente perdidos.
 
Toda a semana foi isso. Homens e mulheres, nalgumas situações o casal mesmo, a dar conhecimento à Justiça daquilo que têm que receber do grupo económico actualmente centro de um processo de viabilização.
Os queixosos trabalhadores, mais do que descontentes, estão desesperados. Comentam abertamente nos corredores do tribunal que os empresários do grupo madeierense facturam dinheiro quando fazem as vendas - nos supermercados e nas outras lojas - mas que o dinheiro desaparece do circuito, jamais chegando a quem tem direito a pagamento pelo labor realizado.
"Há muitos trabalhadores com 3, 4 e 5 meses de atraso, não sei como é que poderemos alimentar a família daqui para a frente", ouvimos no local. "Dizem que a semana passada os donos do Sá estiveram reunidos com o 'Continente', mas não acredito que eles tenham vontade de resolver o grave problema. Pois se até a Lidl esteve interessada e eles não fizeram nada para fechar o negócio!..."
 

Futebol


 
RELAÇÃO DIZ QUE UNIÃO TEM DINHEIRO A RECEBER

Nacional terá de pagar 2,2 milhões aos azul-amarelos por Rúben Micael


 
O futebolista de Câmara de Lobos já deu muita volta, vestindo várias camisolas. Mas deixou bicudo problema por resolver na Madeira



A situação enegrece para o Nacional. O Eng.º Rui Alves recorreu a Lisboa para evitar pagar dinheiro ao CF União pelos negócios envolvendo Rúben Micael, hoje futebolista do Sporting de Braga. Mas, afinal, o tribunal de 1.ª instância, no Funchal, estivera bem ao condenar o Nacional a mandar 2,2 milhões para os cofres do azul-amarelos. Foi a postura da Relação, na sequência do recurso alvi-negro. 
O acórdão foi proferido esta sexta-feira, segundo informação que chegou à 'Fénix'.
 
O Eng.º Rui Alves certamente embravecerá com mais este obstáculo no processo Rúben. Não nos admiramos mesmo que o presidente contrariado recorra ainda - porque pode fazê-lo - a uma instância mais acima, o Supremo.
São 2,2 milhões em jogo e a vida tornou-se difícil para todos.
Entretanto, respiram os unionistas, acalentados pela esperança de um substancial reforço para as suas contas - uma prenda natalícia bem sonante.  
 

Madeira ao Vivo



ALERTA VERMELHO

Ribeira de Santa Luzia entre as rotundas da Fundoa e dos Viveiros



O Instituto de Meteorologia colocou a Madeira sob alerta vermelho, a partir das 18 horas de amanhã (24 de Novembro) até às 12 horas de domingo (25 de Novembro), devido à previsão de períodos de chuva ou aguaceiros fortes e vento excecionalmente forte de norte com rajadas da ordem dos 140 Km / hora.
Se as condições atmosféricas evoluírem de acordo com as previsões será impossível evitar, de todo, quedas de árvores, desabamentos e escorregamentos em vertentes, o extravasamento dos caudais torrenciais ou a destruição de coberturas de casas.
O alerta vermelho significa “situação meteorológica de risco extremo” e por isso no pouco tempo que falta para estarmos expostos à força bruta da natureza temos todos de agir de forma a minimizar os efeitos. Não podemos ficar à espera dos serviços das câmaras para limpar as sarjetas, para desobstruir pequenas linhas de água, para colocar proteções nas portas de forma a evitar a entrada de água nas casas ou nos estabelecimentos comerciais, e reforçar ou retirar para lugar seguro folhas de zinco.
As consequências da tempestade serão bem menores se todos os cidadãos seguirem à risca as recomendações da Proteção Civil emitidas através do serviço público de radiodifusão.
No entanto, num momento em que a Madeira poderá voltar a ser fustigada por chuvas e ventos fortes, é importante referir que as vulnerabilidades poderiam ser bem menores se o governo regional tivesse humildemente aprendido com o temporal de 20 de Fevereiro de 2010 e os incêndios de Agosto de 2010 e Julho de 2012. O estado em que se encontra o canal de escoamento da Ribeira de Santa Luzia entre as rotundas da Fundoa e dos Viveiros (fotos 1 a 4) e a degradação da mata entre o Monte e a Ribeira das Cales (fotos 5 a 7) são apenas dois exemplos da negligência humana, que potencializa as catástrofes naturais.
Termino esta nota com um profundo desejo de que o mau tempo passe depressa e que os seus efeitos sejam insignificantes.
Raimundo Quintal
 


Ribeira de Santa Luzia entre as rotundas da Fundoa e dos Viveiros

Ribeira de Santa Luzia entre as rotundas da Fundoa e dos Viveiros

Ribeira de Santa Luzia entre as rotundas da Fundoa e dos Viveiros

Floresta degradada na zona do Terreiro da Luta

Floresta degradada na zona do Terreiro da Luta

Floresta degradada na zona do Terreiro da Luta
 

Cultura, Culturas


VENDA DE PLANTAS ENDÉMICAS DA MADEIRA NO MERCADO DOS LAVRADORES

 

Gerânio da Madeira (Geranium maderense)

 

Dragoeiro (Dracaena draco)

 

Til (Ocotea foetens)

 

Vinhático (Persea indica)

 

Plantas de quatro espécies endémicas da Madeira - gerânios, dragoeiros, tis e vinháticos - poderão ser adquiridas hoje e amanhã – sexta-feira, 23 e sábado, 24 - na banca da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal no 1º piso do Mercado dos Lavradores, no Funchal.
Provêm do Viveiro de Plantas Endémicas da Associação e custam €2 por exemplar.

 

 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Delírios da Lusitânia



...POIS CÁ NO BANTUSTÃO LARANJA NINGUÉM É DEMITIDO, NINGUÉM VAI PRESO

Só pelas suspeitas, Nuno Santos sai.
Na Madeira, perante certezas...


A observação do Eng.º Henrique Costa Neves perante os atentados criminosos contra o Ambiente aplica-se a certo jornalismo





A demissão de Nuno Santos, esta quarta-feira, de director de Informação da RTP afigurava-se inevitável: se a PSP teve acesso a imagens 'não editadas' e 'não publicadas' dos incidentes violentos frente ao parlamento na greve geral de 14, há que rolar cabeças.
- Mas a PSP foi à RTP visionar as peças que saíram para o ar - argumentarão alguns.
Pois a PSP que ponha os seus serviços competenetes a gravar os noticiários que lhe interessam, porque a mulher de César não se pode dar a certos luxos.
 
Há dois aspectos que importa relevar neste processo ainda embrionário:
 
1. Nuno Santos revelou total desprendimento do importante cargo que ocupava e, perante o clima de suspeição, apresentou demissão com carácter de irrevogável. Não pôs o 'cargo à disposição' a ver se ainda lá continuava. Há desconfiança sobre ele, vai embora mesmo com o inquérito por abrir.
 
2. Neste caso que promete muitos debates em todos os canais de TV, o Conselho de Administração da RTP condenou, ele próprio, a cedência de imagens para o exterior, por se tratar de uma prática "abusiva" sem respeito pela cadeia hierárquica interna da casa (o CA não teve conhecimento de nada) e que poderá, inclusive, ferir gravemente a credibilidade conquistada durante décadas pela estação pública.
Geralmente, são os administradores das empresas de comunicação a dar o jeitinho lá para fora. Ali, não.
 
Colocamos em evidência estes dois pontos para fazer uma comparação com situações registadas na Madeira 'de bradar aos céus' em qualquer parte do mundo - menos cá.
Que aconteceria numa região civilizada se uma estação pública enviasse cassetes para o presidente do governo local tomar conhecimento dos conteúdos antes da sua emissão?
Que demissões e processos não correriam noutra parte qualquer se responsáveis de um jornal, às ordens do governo, destacasse fotógrafos para registar, um a um, os presentes em jantares de apoio a candidaturas hostis ao ditador da tabanca?
 
Como diz o Eng.º Costa Neves, por aqui ninguém se demite, ninguém vai preso.
Pois se o próprio Chefge do Estado, que conhece perfeitamente o ambiente de caverna onde sobrevive a comunicação social da Madeira, passa a vida no facebook a brincar com os netos! 

Delícias da Madeira Nova



 



 
- Por EDUARDO ABREU

Convenhamos que utilizar aquela Avenida para montar umas quantas barracas (tipo acampamento árabe) e chamar àquilo um mercado de oportunidades é perder a oportunidade de fazer algo válido pelo comércio tradicional da nossa praça. Acreditem que ainda pensei que tinham feito um franchising com a feira do Santo da Serra, (e esta é só ao Domingo) mas enganei-me e ainda bem. Bem sei que no prolongamento desta Avenida podemos agora encontrar a nossa Chinatown, o que “contribui”, inequivocamente, para a tão ambicionada “internacionalização” da nossa economia.

Mas, expliquem-me lá, porque andámos a incentivar, com fundos comunitários, a modernização do nosso comércio, fizeram-se não sei quantos projectos, definiram-se zonas de intervenção, mobilizaram-se empresas, empresários, associações empresariais e entidades oficiais e, agora, conclui-se que bastavam umas quantas barracas dispostas na antiga "placa" para resolver o problema! Para quê as lojas, as montras, os equipamentos, a necessidade de tê-los adequadamente licenciados para exercer a actividade, o encerramento das ruas, a formação? E o respeito pela legislação em vigor no que respeita aos saldos e promoções e ao exercício da própria actividade? Nada disso é preciso, está visto! E, pasme-se, até há concorrência entre as Associações Empresariais! Parece que o que está a dar é a venda ambulante. Deve ter sido por isso que acabaram com a “concorrência desleal” na Zona do Almirante Reis.

Noutras paragens utilizam-se espaços desta natureza para alguns eventos, tais como filatelia, troca de livros, exposições de colecções das mais variadas e, normalmente, ao Domingo ou dias feriados (que bem sei são cada vez menos). Veja-se a Plaza Mayor de Madrid, a Grand Place em Bruxelas, etc...Ai se eles se lembram de seguir este nosso exemplo!!

Leituras



João Sem Terra

Avaliando carácteres, o senhorio esquece as recusas que recebeu dos que não se deixaram amedrontar

 
Opinião DN esta quinta-feira
 
 
 
 
Por GAUDÊNCIO FIGUEIRA
 
 
 
 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Cultura, Culturas



Do Cabo Girão à Eira do Serrado
 
Eira do Serrado

Eira do Serrado

Eira do Serrado

Eira do Serrado

Eira do Serrado

Eira do Serrado