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sexta-feira, 22 de março de 2013

MADEIRA AO VIVO



Construção civil no parlamento



Sobre o tema da reunião entre Jaime Ramos e o engenheiro da Tecnovia, na manhã desta sexta-feira no escritório de trabalho do líder parlamentar do PPD, em plena ALM, confessámos na peça respectiva não conseguir associar o trabalho legislativo à construção. Logo, não podíamos agitar alvitres.
Mas um Leitor versado na matéria enviou-nos uns elementos para ajudar a desvendar o mistério. Segundo esses dados, os parceiros do consórcio que trata do aterro precisam de inertes para o betão, asfalto, etc. 
Ora, se repararmos bem - diz o Leitor -, o AFA já está a carregar na foz da Ribeira Brava... a fim de se abastecer para encher os 'caixotes' (pré-fabricados para assentar nos fundos e depois encher com material pétreo) a empregar na obra de São João.

Esclarecemos já que tudo isto é chinês, aqui para os quadros da 'Fénix'. Ou papel de música. Mas o Leitor continua:

A Zagope, por sua vez, está a carregar na Ribeira da Tabua a toda a força para o Caniçal-britadeira.
Faltava, pois, a Tecnovia, que - diz o Leitor - deve recorrer à Ribeira do Porto Novo para obter a matéria-prima de que tanto precisa.

Continuamos a leste destas deambulações empreiteiras, mesmo quando a nossa fonte explica o seguinte:
Quando da Hidráulica anunciam limpezas ou desassoreamentos grátis, o que se deve interpretar é que nada é grátis - estão é a ceder matéria-prima necessária ao fabrico... para posterior venda ao próprio dono da obra.
E não é qualquer um que consegue beneficiar destes processos. Os pequenos empresários não conseguem lá chegar.
Porquê?
Porque, explica o nosso Leitor, o famoso trio da construção entende-se às mil maravilhas e asfixia o mercado exterior à sua acção.

Complicado? Para nós, sim. Mas há quem navegue perfeitamente à vontade nestas perigosas águas. 
Não admira. Depois de 36 anos de tarimba...


FUTEBOL



PORTUGAL 'ARRANCA' EMPATE EM ISRAEL

Danny ficou os 94 minutos no banco quando era preciso lá dentro

Que pode mais fazer Ronaldo, numa equipa onde não se vislumbra qualquer sistema táctico?

Nos tempos que correm, e depois das últimas decepções em jogos oficiais e particulares, podemos festejar o empate alcançado esta sexta-feira em Telavive. Sobretudo porque o milagroso ponto só foi possível graças a um golo de Fábio Coentrão, esquisita carambola, quando meia selecção israelita se fardava para o recontro desta noite com radicais palestinianos na Faixa de Gaza.
Depois de estarmos a perder por 3-1, admitamos que o empate sabe a ouro.
O ponto a que o nosso futebol chegou. Parece influenciado pelas pressões contraccionistas da troika!
Uma só pergunta: olhemos para os 14 que jogaram hoje. Danny não devia, para concretização dos nossos objectivos, estar em cima do relvado?
Ora se devia!


MADEIRA AO VIVO



JAIME RECEBE ENGENHEIRO DA TECNOVIA NO PARLAMENTO

Reuniões de alto nível na casa de trabalho.

Decorre há mais de uma hora (e já é meio-dia desta sexta-feira) uma reunião entre o líder do grupo parlamentar PPD e o engenheiro da Tecnovia encarregado pelas obras no aterro.
Ambas as personagens encontram-se no escritório profissional de Jaime Ramos, em plena Assembleia Legislativa Regional. 
Quanto aos assuntos que se encontrarão em cima da mesa, nada podemos adiantar. Não conseguimos ver que relação pode haver entre afazeres parlamentares e a produção de tetrápodes à beira-mar. Se não estão a falar de futebol ou de corridas em mota de água, o agendamento da reunião, pelo tempo que impõe, deve ser assaz complexo.

MADEIRA AO VIVO


MENDONÇA MEDE A TENSÃO

O correspondente da 'Fénix' nas Angústias, colocado há pouco tempo no cargo, acaba de nos enviar um suplemento ao despacho de há pouco, no qual anunciava a presença de Miguel Mendonça lá na tabanca.
Por portas e travessas, o nosso profissional apurou que, afinal, a presença do presidente do parlamento nas Angústias é diária, desde que 'Meio Chefe' esteja na Madeira, o que é raro, diga-se.
A missão é ir lá acima medir a tensão ao seu amigo Jardim. E, por mais que 'Meio Chefe' entenda ser desnecessário tão apertado controlo, não há maneira de dissuadir o político santanense de entrar nas Angústias com o seu popó negro e bandeira discretamente em guarda baixa.
Estamos entendidos. Agradecemos ao nosso correspondente nas Angústias o cuidado de repor a verdade.

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS



ALERTA LARANJA EM SANTA CRUZ


Savino Correia com tarefa crescentemente complicada.


Tudo o que nasce torto...
Começou mal o processo da constituição de listas social-democratas às eleições de Outubro, em Santa Cruz. 'Meio Chefe' chamou a si a responsabilidade no concelho, como fez nos outros, dispensando os antigos comissários. Em conformidade, obrigou Savino a deixar o parlamento para voltar ao terreno do poder local em tempos nada favoráveis. Depois, teimou, teimou, até convencer Martinho Gouveia, do Santo da Serra, a figurar no segundo lugar da lista municipal. Entretanto, aparece o nome de Vânia de Jesus, que logo dá origem a sinais de descontentamento - não sabemos porquê, mas a verdade é essa.

Entre os descontentes com o nome de Vânia figura, segundo as nossas fontes santacruzenses, o referido Martinho Gouveia, que preferiu passar uns tempos de férias nas Caraíbas, ou destino parecido, a viver estes dias de confusão. Mas, ao que nos garantem daquele concelho oriental, Martinho teimará na sua posição nada favorável a Vânia. Mais: conta com o apoio incondicional de Jorge Baptista e Guilherme, figuras gradas do PPD-Santa Cruz. Acima disso tudo: o próprio Jardim não prescinde da inclusão do homem do Santo na lista. Assim sendo...

Resta seguir o evoluir destas escaramuças entre os barões laranja do leste. As previsões falam de borrasca. Há processos mal iniciados que nunca mais endireitam. Há figuras competentes que foram ignoradas no processo e isso não ajuda.
Filipe Sousa, candidato JPP favorito à vitória, só tem de controlar o andamento.

MADEIRA AO VIVO



PRESIDENTE/MÉDICO EMPATA QUINTA DAS ANGÚSTIAS 

A saúde presidencial é uma dor de cabeça para Miguel Mendonça.

Do nosso correspondente nas Angústias - Quadros da tabanca tribal vivem uma manhã de impasse, impossibilitados de despachar com sua excelência, o monarca, dossiers que se encontram na bicha de espera por causa da viagem a França do dito, que só ontem terminou. 
O caso é que o rei se encontra cá dentro da tabanca reunido com outro presidente, o da 'casa de loucos', na expressão do sr. dr. Jardim. Miguel Mendonça entrou por aí dentro, com a bandeira do bólide parlamentar em guarda baixa, e apeou-se exibindo aquele garbo que lhe é peculiar, a ponto de as araras julgarem que chegava um pavão para seduzi-las.
À espera que Miguel Mendonça saia da Quinta, andam funcionários de um lado para outro, desejosos de receber assinatura do 'Meio Chefe' em documentos de alta responsabilidade, incluindo os programas das próximas visitas de sua excelência pelas veredas da Região e dos jantares oficiais.
- Grandes decisões hão-de sair dali de dentro - ouvi dizer há momentos uma secretária do monarca, impaciente com a demora do encontro.
Cá para nós, a presença do dr. Miguel Mendonça nas Angústias deve-se, não à constituição do elenco governamental de Lisboa que substituirá o de Passos Coelho, este já praticamente demitido por ordem de Jardim, mas a um exame de rotina ao 'relógio' do presidente. Não esqueçamos que o homem chegou ontem de novo roteiro turístico e nada como ver se os esforços do programa não deixaram mossa.
Quanto a ter utilizado carro oficial para esta consulta ao domicílio, ficaria feio o presidente da Assembleia viajar de ambulância ou num carro da Emir.

quinta-feira, 21 de março de 2013

POLÍTICA



CHEFE DAS ANGÚSTIAS DESEMBARCOU A DAR ORDENS

Um pouco mais cedo do que se esperava, rei das Angústias chegou hoje à Madeira proveniente de França. Mal assentou pés em terra, desatou a distribuir ordens, como por exemplo mandar demitir o governo Passos-Gaspar e criar outro executivo dentro do actual quadro parlamentar.
Em sua opinião, tanto pode ser um novo governo PSD-PP como um PSD-PS. O importante é aproveitar a embalagem para pôr a mexer o actual primeiro-ministro, perigoso amigo de Miguel Albuquerque.
O recém-chegado esclareceu, antes que os jornalistas o interpelassem a propósito: tenham paciência, mas vão ter de fazer a mudança no governo nacional sem mim. 
Como ninguém perguntasse mais nada, ele acrescentou: sabem, é que eu sou presidente de um governo, tenho araras para tratar e uns artigalhos para escrever, portanto não posso ir para esse novo governo.
Como ninguém aparecesse a pedir pormenores, acabou-se a conferência de imprensa.

MADEIRA AO VIVO



 ESTALEIRO ILEGAL... MAS A FUNCIONAR

Uma nota acabada de chegar à 'Fénix' pela mão de um Leitor dá conta da existência de um estaleiro ilegal na Boaventura, pertença de determinado empresário, a configurar um caso de atentado ambiental. O dito estaleiro já foi embargado pela Câmara de S. Vicente, mas continua bem activo, em desobediência à directiva municipal. 
E porquê? 
Segundo a referida nota, serão efeitos já das influências de uma potencial futura vereadora, indicada para a lista do Dr. Romeira, familiar do empresário.
A ser verdade, começam cedo...






No dia 21 de Março de 1988 publiquei no “Bichinho de Conta”, jornal mensal da Pré-Primária, editado pelo Gabinete de Apoio à Expressão Musical e Dramática – Secretaria Regional da Educação, um texto sobre o DIA DA ÁRVORE.
Escrevi-o como pai e educador do Nuno e do Manel, que tinham então 5 e 2 anos. Hoje, passados 25 anos, reencontrei esse jornalinho e senti uma enorme vontade de publicar sem qualquer alteração (ver anexo).
Dedico-o à LEONOR, a minha neta, que ainda não tem 3 aninhos, com quem partilho momentos de enorme felicidade brincando nos jardins.

Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal



NO DIA DA ÁRVORE






Que hei-de escrever, a propósito do Dia da Árvore, num jornal para 
crianças que ainda não sabem ler e cuja informação lhes chega através 
dos pais e das educadoras?
Nada melhor que uma mensagem para os adultos, na esperança que do 
seu relacionamento exemplar com a Natureza nasça no espírito dos 
seus filhos e educandos o amor pelas plantas e animais que povoam a 
floresta ou que habitam nos jardins.
Aos pais e professores, heróis que os pequeninos tanto admiram, 
compete a tarefa importantíssima de lutar pela criação de ambientes 
atractivos. O comportamento futuro dos nossos filhos em muito 
dependerá do actual ambiente social e ecológico.
Uma criança que vive num apartamento, num bloco de cimento, vidro 
e alumínio, localizado numa rua sem árvores, num bairro sem jardins, 
habituar-se-á a este deserto biológico onde vive e muito dificilmente 
poderá amar as plantas.
Se no Jardim de Infância não existem árvores que possibilitem um 
contacto sensorial e afectivo, não será através da televisão que os 
miúdos tomarão consciência de que uma árvore é um ser vivo que ao 
longo do ano modifica o seu aspecto, que lhe dá sombra quando faz sol, 
que funciona como guarda chuva e que fornece oxigénio para a 
respiração.
É a partir destas idades que na escola se deve começar a ensinar coisas 
simples como pôr a semente na terra, observar mês após mês o 
crescimento das plantas, o aparecimento das flores e a formação das novas sementes. As perguntas nascerão naturalmente e crescerão ao 
ritmo que as plantas forem crescendo.
Porque só se pode amar o que se conhece, é fundamental que nas áreas 
de residência e nas escolas existam espaços verdes, que as crianças se 
habituarão a respeitar e a defender.
Há imagens que as crianças guardarão por toda a vida. Com essas 
imagens será feito o quadro mental do futuro adulto.
Em casa e na escola temos o dever de lhes fornecer as tintas para 
pintarem um quadro rico em vida. Estaremos a cometer um grande 
crime, mesmo que inconscientemente, se lhes dermos as cores da 
agressividade e da morte.
A prática pedagógica deve ser pautada por uma linha de coerência 
bem definida para que as crianças não nos olhem com desconfiança.
Não podemos neste mês de Março fazer um discurso em defesa da 
árvore e da floresta e em Abril falar em esperança usando como 
símbolo as flores cortadas.
Março é o mês em que começa a Primavera. Primavera é nascer, 
renascer, vontade de viver, de cantar. Os dias crescem, as flores 
desabrocham, os pássaros constroem os ninhos. Tudo está em 
equilíbrio. Quem o destruir, está a destruir-se. Pior, está a destruir o 
futuro daqueles que hoje ainda não podem fazer valer os seus direitos.
De uma prática pedagógica marcada por contradições resultará uma 
educação ambiental frágil. E as crianças de hoje deverão ser homens 
fortes no século XXI. 
(Raimundo Quintal – Março, 1988)

ACTUALIDADES



PAPA FRANCISCO E A ORTODOXA IGREJA CIPRIOTA 
FAZEM LEMBRAR QUALQUER COISA...



A propósito do artigo que publicámos com o título acima, recebemos um comentário que achamos imperativo divulgar:


"Há 29 anos passados, faleceu nesta Cidade a Senhora Dª. Eugénia Bettencourt que desde sempre desejou pôr a sua enorme fortuna ao serviço dos doentes cancerosos da nossa Região. Para o efeito, dada a inexistência, ao tempo, no Arquipélago, de entidade representante da luta contra a temível doença, a Senhora teria que dirigir o seu testamento a uma qualquer entidade para que esta executasse o seu incessante desejo. Por minha própria sugestão, lembrei-lhe a piedosa vocação da Igreja Católica, através da nossa Diocese. 
Após consultas e o acolhimento do escrupuloso Bispo do Funchal, Dom Francisco Santana (que chegou a perguntar qual o rumo a dar ao legado, pela Diocese, caso o cancro, tal como outras doenças fosse também, um dia, eliminado), foi então escrito o testamento, no qual consta: "… Instituo a Diocese do Funchal herdeira de todos os meus bens direitos e acções incluindo o recheio da aludida casa onde habito, à Rua das Pretas, n.º 70, com a condição de esses mesmos bens direitos e acções serem aplicados no distrito do Funchal em obras de assistência a doentes cancerosos…".
Este é o extracto de uma carta subscrita pelo Sr. Rufino Teixeira sobre bens sob administração da igreja.
Comparem o exemplo desta igreja com a do Chipre."





Nota da 'Fénix' - Pois, o exemplo da igreja cipriota faz lembrar qualquer coisa...

MADEIRA AO VIVO


NOVO RESTAURANTE ARRANCOU





Arrancaram as primeiras obras para o restaurante a erguer onde ficava um grande bazar de artefactos, na esquina das ruas Alfândega/António José de Almeida.
Consta que será um empreendimento com qualidade. A ponto de a concorrência na zona comentar: o madeirense que está habituado ao Apolo, Café Funchal e Centro da Sé não vai mudar, mas os estrangeiros...

POLÍTICA DAS ANGÚSTIAS



REI DA TABANCA TOCA A UNIR
E DÁ O EXEMPLO ÀS TROPAS


Mais unidade e lealdade é impossível!

Mania de não dar palmas ao patrão pode sair caro aos catraios da Jota.

Unidade é ficar calado em vez de alertar para as perigosíssimas loucuras de 'Meio Chefe'.

O homem obriga o actual presidente de S. Vicente a recandidatar-se... garantindo-lhe derrota pela certa.


O apelo provavelmente saiu-lhe. Foi lançado em conselho regional ao correr da discursata, sem malícia. Mas os conselheiros recolheram a mensagem de que é preciso reunificar o PPD, trabalhar em unidade, mesmo que alguns tenham de pedir desculpa aos outros. Os conselheiros receberam a mensagem e andam por aí a clamar por unidade partidária, a propósito e a despropósito, porque alguns entendem dever mostrar gratidão ao 'Meio Chefe' até que a morte os separe.

Quem se sente prisioneiro da estratégia é o próprio Jardim, agora obrigado a improvisar unidade a toda a hora. Mas a sua criatividade não tem limites. E o seu antigo conceito de coesão partidária voltou a brilhar: só é unido quem não discorda do chefe.
Ainda hoje, em nome da lealdade e da unidade, os braços armados do 'Meio Chefe' disparam em manchete no ex-JM contra o governo de Lisboa, de que o principal parceiro é exactamente o PPD. O rei da tabanca sempre disse que, uma vez eleito, o presidente nacional do partido, fosse ele qual fosse, contaria sempre com a sua solidariedade, enquanto líder e enquanto primeiro-ministro, se fosse o caso. Mas o homem das Angústias tem sempre saídas para se 'pirar' do bunker onde cozinha as suas atordas. Nesta situação, trata-se de recordar que a Região está acima do partido... e está justificada aquela manchete que acusa Passos Coelho de querer "matar a Madeira".

Nos últimos dias, enquanto as figurinhas ainda ligadas ao laranjal balbuciavam palavras de incentivo à unidade, 'Meio Chefe' mostrava, ele próprio, como é que se procede para unir. 
De enfiada, enxovalhava o líder da JSD em plena Comissão Política e exigia demissão ao governo central de Passos e Gaspar, que a seu ver devem ser substituídos por outros social-democratas... que ainda tenham as costas em condições de apanhar com o canelo regional da unidade e da lealdade.
Depois do rótulo de traidores aos miguelistas do Funchal, com ataques desesperados ao edil das 'revistas de cabeleireiro' e saneamento de Henrique Costa Neves e Rubina Leal, o homem, com as autárquicas no horizonte, continua empenhado na união do partido em cada concelho. 
Depois da união conseguida ao pôr na rua os seus comissários em cada município, para os culpar do fenómeno eleitoral Albuquerque, ei-lo a criar unidade quezilenta em todos os locais, da Madeira e arredores, onde é preciso constituir listas eleitorais.
É o que se vê em Santa Cruz, onde ele tem derrota certa; no Funchal, que a oposição não conquistará se não quiser, porque Bruno Pereira tem a desvantagem que é o 'Meio Chefe' a seu lado; em São Vicente, onde a sua teimosia lhe valerá surpresa inesquecível; na Ribeira Brava e quem sabe se em Câmara de Lobos.
Não vamos mais longe: o homem nomeou João Cunha e Silva vice do governo. Depois, avançou com Manuel António como seu sucessor, à frente de Cunha e Silva. Agora, afinal quem vai tratar do futuro do partido (e da Região!) é Jaime Filipe Ramos; ao mesmo tempo, alimenta a guerra Miguel de Sousa-Jaime Ramos. 
Se isto não é coesão partidária!...
É caso para se dizer: onde o homem põe mão, aquilo é unidade a potes, que até aborrece.


quarta-feira, 20 de março de 2013

Política



VICE E VENTURA GARCÊS TAMBÉM A VIAJAR











Lidar com Vítor Gaspar é mais ingrato do que ver montras na Europa



João Cunha e Silva encontra-se na capital do reino, supõe-se que a trabalhar junto do governo central, porque há muita coisa por tratar. Não se sabe se o vice anda nas mesmas reuniões do que o secretário das Finanças, este igualmente em Lisboa, acompanhado pelo seu braço direito das tesourarias, Rui Gonçalves.
Os governantes correram à capital assim que Vítor Gaspar prometeu despachar dinheiro da Região retido nos cofres centrais, postura em harmonia com os elogios ao cumprimento do PAEF. Quando cá chegarem, terão credores à espera, calcula-se.
Em todo o caso, eles estão lá para trabalhar um pouco mais do que os colegas de desgoverno que a estas horas respiram ares europeus - em França, como Jardim, ou em Jersey, como Manuel António. 
Discutir dinheiros com Gaspar ou com os mangas-de-alpaca do Ministério das Finanças é uma coisa; ver montras nas ruas da União ou comer espetada em hotéis das Ilhas do Canal, outra.

AMBIENTE



CHAMAS DA FLORESTA NO FUNCHAL


Chamas-da-floresta (Spathodea campanulata) junto ao Mercado dos Lavradores, no Funchal, no dia em que começa a primavera.


Há quem lhes chame árvores-do-fogo, mas na verdade são chamas-da-floresta.
As árvores-do-fogo (Brachychiton acerifolius) são australianas e florescem no verão nos jardins, parques e até em algumas ruas do Funchal (Bom Jesus, Fernão de Ornelas).
Mas, são as chamas-da-floresta (Spathodea campanulata) da África tropical as árvores com maior impacto da paisagem urbana do Funchal. São muitas e, de janeiro a dezembro, há sempre uma com as suas tulipas vermelho-alaranjadas a ornamentar um recanto da cidade.
No dia do equinócio da primavera estão lindas junto ao Mercado dos Lavradores!

Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal





Política


Bloco lança campanha contra roubo à Madeira


Cartaz que acompanhará a campanha.

Roberto Almada, líder do Bloco de Esquerda, tornou a dirigir-se hoje aos jornalistas para noticiar uma campanha do seu partido contra os malefícios da revisão da Lei de Finanças Regionais preparada ser feita em São Bento.
A campanha do BE pretende avisar que os madeirenses serão "uma vez mais roubados". Quem os vai roubar? O governo da República, que - justifica Roberto Almada - apresentou ao parlamento uma revisão da Lei de Finanças Regionais para esta ficar tão má ou pior do que a de Teixeira dos Santos e de Sócrates, a qual provocou em 2007 a demissão de Alberto João Jardim.
O roubo praticado com essa revisão da lei será entre os 60 e os 75 milhões de euros, prevê o Bloco de Esquerda.

ACTUALIDADES



PAPA FRANCISCO E A ORTODOXA IGREJA CIPRIOTA 
FAZEM LEMBRAR QUALQUER COISA...




O novo sumo pontífice não se esqueceu dos pobres ao ser eleito, a ponto de escolher para o seu mandato o nome do símbolo da pobreza, Francisco de Assis. Mensagens para o povo da sua Argentina e convívio com as classes baixas mudaram já o estilo católico.
Agora, a igreja ortodoxa cipriota salta do conforto beato para o terreiro disponibilizando desinteressadamente o seu património para ajudar o seu povo do país a não ficar nas mãos de estrangeiros - ou seja, de troikas, FMI's e quejandos.
...O que nos faz lembrar uma certa diocese que vai para 40 anos viver à sombra do escasso dinheiro das populações, a troco de vender adros e púlpitos ao poder político-partidário... para, no meio da crise de hoje, limitar-se a mandar os desempregados rezar, os pobres comer fé e os perseguidos alimentar a esperança.
Caso o Leitor não identifique esta diocese, damos uma pista: tem sede nas 4 Fontes, cidade do Funchal.

AMBIENTE



A PRIMAVERA COMEÇA HOJE


Em tempos trazia aromas de esperança.

Em tempos.

terça-feira, 19 de março de 2013

AMBIENTE



ELES DESTROEM TUDO...


As obras para unir as fozes das ribeiras de João Gomes e Santa Luzia continuam a bom ritmo. Já só faltam seis meses para as eleições autárquicas e a exibição das primeiras ribeiras siamesas do Funchal será um enorme trunfo da candidatura representativa da alucinação regional.
É óbvio que, perante tão grandes desígnios, não houve tempo para transplantar as árvores que ornamentavam aquela área da cidade. As poderosas máquinas escavadoras mutilam-nas, sem dó nem piedade, como se fossem mais uns bocados de betão.
No passado domingo (17.03.013) apenas sobreviviam dois martinetes (Callistemon viminalis) com vistosas espigas de flores escarlates. Esta manhã (19.03.13) já só restava um, que, indefeso, não sabia quantas horas mais iria sobreviver às garras mutiladoras das bestas mecânicas e à arrogante insensibilidade dum poder, que depois de amanhã voltará a usar o Dia da Árvore para fazer propaganda política.
A matança das árvores da Praça da Autonomia, fez-me recordar um episódio ocorrido quase há um século na primeira festa da árvore realizada no Funchal, a 29 de Março de 1914, relatado no Elucidário Madeirense (vol. II, pg. 26):
- No Campo da Barca “teve lugar a cerimónia de plantação de algumas essências exóticas, havendo por essa ocasião alguns discursos em que os oradores aconselharam os circunstantes e em especial as crianças, a olharem as árvores como objetos sagrados, por causa dos grandes benefícios que nos proporcionam.
As árvores solenemente plantadas no dia 29 de Março de 1914, estavam secas alguns meses depois, pois que ninguém mais pensou nelas depois de retirarem do Campo da Barca os promotores da festa e as pessoas que a abrilhantaram com a sua presença!”
Passado um século continua a existir o mesmo fosso entre os discursos dos políticos e o respeito verdadeiro pelas árvores.

Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal

1 – No domingo (17.03.13) ainda sobreviviam dois martinetes (Callistemon viminalis)
nas ruínas da Praça da Autonomia.



2 – Dois martinetes (Callistemon viminalis) nas ruínas da Praça da Autonomia (17.03.13)

3 – Domingo (17.03.13), último dia de vida deste
martinete (Callistemon viminalis).

4 – Terça-feira (19.03.13) – as máquinas já mataram o último dos martinetes, que durante 25 anos
viveram nos canteiros junto à Rua 31 de Janeiro.


5 – Terça-feira (19.03.13) – as máquinas preparam-se para mutilar o derradeiro resistente.


CULTURA


Iniciativa de Photographia Museu-Vicentes a não perder






O Bloco e a "boa execução" do PAEF

"Dizer que as coisas estão a correr bem
é uma ofensa aos madeirenses que passam fome"


O Bloco de Esquerda passou parte da manhã desta terça-feira em contacto com os desempregados junto do Centro de Emprego do Funchal, para, segundo Roberto Almada, recolher opiniões e aferir das suas dificuldades. Numa altura em que o governo regional  propagandeia com alegria a "boa execução" na Madeira do programa de ajustamento económico e financeiro, "perguntámos a estes desempregados se acham de facto que o programa está a ter uma boa execução", explicou Almada.
O líder do Bloco apresentou o resultado da diligência: "Essa não é a opinião dos desempregados. Pessoas que perderam o desemprego e têm dificuldades para pôr todos os dias alimentação para os filhos na mesa."
Na óptica do BE, um governo regional que se enche de contentamento ao ouvir a troika e o ministro das Finanças dizerem que o PAEF está a ser bem executado "é um governo de elevada insensibilidade social", que "não tem a noção dos dramas por que passam inúmeros madeirenses".
Roberto Almada acusa o executivo de ignorar os problemas, numa situação em que "todos os dias há pessoas a entregar casas ao banco e a enfrentar graves dificuldades para ir ao supermercado comprar com que matar a fome."
"Este programa de ajustamento, a que chamamos programa de asfixia dos madeirenses, pode estar a ter uma boa execução dos pontos de vista administrativo e formal, mas está também a ser uma bomba-relógio, uma cruz que a maioria dos madeirenses carregam todos os dias e que lhes impõe uma vida desgraçada."
Em síntese, "dizer que as coisas estão a correr bem é uma ofensa aos madeirenses que todos os dias passam fome" - arremata Roberto Almada.

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS




BRUNO APRESENTA CANDIDATURA



Hostes do laranjal desconfiam de que o lançamento da candidatura de Bruno Pereira à Câmara do Funchal acontecerá na próxima semana. Mas... das duas uma: ou o candidato social-democrata já entendeu que o melhor trunfo da candidatura é trabalhar a candidatura sem a sombra de Jardim; ou então Jardim interromperá o período de trabalho pascal nas areias do Porto Santo para vir à cerimónia. 
Os candidatos dos outros partidos anseiam pela hora de poder colar a lista de Bruno à depressão Jardim. Mas só veremos a postura laranja nessa altura. Já na próxima semana?

Madeira ao Vivo


SECRETÁRIOS TAMBÉM TRABALHAM


O secretário dos Assuntos Sociais amanheceu no hospital.


Não é apenas o sua excelência das Angústias a 'dar o litro' numa fase em que todos os esforços são poucos para sairmos da crise. 'Meio Chefe' arranca hoje com nova digressão turística por aí fora (em serviço, como sempre). Mas os secretários também justificam a mesada.
Manuel António, como anunciámos há duas semanas, também se despede dos amigos e da família, deixando a Região rumo a Jersey, com festas de trabalho a monte na agenda - sobretudo no Hotel Embaixador daquela ilha.
Ventura Garcês estuda formas de fugir aos credores, agora que Vítor Gaspar anunciou a vinda de dinheiro fresco. 
Para abreviarmos, digamos que Jardim Ramos não deixa os seus pelouros ao deus-dará. Ainda esta manhã, lá estava ele 'em carne e osso' no 2.º andar do Hospital. Por acaso, encontrou-se com o presidente do Porto Moniz, concelho reduto do secretário dos Assuntos Sociais. O autarca estava ali para consulta, com uma pessoa de família, para o mesmo fim.
Segundo nos contam, Jardim Ramos entrou no serviço competente e, pouco depois, o edil entrava por lá dentro, sem o desconforto de esperar pelas pessoas que já lá se encontravam na fila.

Produção, produção - eis a palavra de ordem que orienta os desgovernantes.
E veja-se que hoje é Dia Mundial do Serviço Social. O secretário até podia ficar em casa, para comemorar.