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sábado, 27 de abril de 2013

POLÍTICA


TODOS AO 1.º DE MAIO COMBATER 
A OFENSIVA DO GOVERNO

O Bloco acusa Passos Coelho de mentir quando prevê faltar o dinheiro para salários


Participar nas comemorações do 1.º de Maio será uma forma de manifestar oposição à ofensiva do governo contra os direitos dos trabalhadores. Mas como sensibilizar o cidadão para  o interesse de sair da letargia marcando presença nessa diligência?
O Bloco de Esquerda decidiu fazê-lo este sábado, voltando ao contacto com a população para transmitir a mensagem.
"É preciso que todos saiam à rua no Dia do Trabalhador para dar uma resposta firme ao ataque do governo", explicaria Roberto Almada perante os jornalistas, referindo-se à manifestação que os sindicatos estão a preparar.
O BE apela para uma participação em força no 1.º de Maio, quarta-feira próxima, de modo a que a manifestação, a sair da praça diante da Assembleia pelas 6 da tarde, consiga fazer-se ouvir no "protesto contra essas políticas".
Na embalagem, o líder do Bloco acusou Passos Coelho de mentir quando avisa o povo de que pode faltar dinheiro para salários. 
"Em 2011, as receitas do Estado, com impostos, ultrapassaram os 40 mil milhões de euros. E as receitas do Estado, com os descontos dos trabalhadores para a Segurança Social e para a Caixa Geral de Aposentações, foram superiores a 21 mil milhões de euros. Considerando que destes 61 mil milhões, que são receitas do Estado, apenas 58 mil milhões são para pagar salários e pensões, vemos que esta afirmação do governo da República é um embuste."
Destas suas contas, Almada conclui que existe perfeitamente dinheiro para salários e pensões, pelo que tal ameaça do governo - e do FMI - assenta numa grande mentira. 
"Não há dinheiro é para pagar os juros da agiotagem do FMI e da troika internacional", insiste o líder do BE. "Essa agiotagem traduz-se  nos juros altíssimos que teremos de pagar de uma forma muito sofrida, por causa do empréstimo que nos impuseram para aumentar os lucros do FMI e da troika internacional."


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Madeira ao Vivo


Carneirinhos no céu do Funchal


Logo agora que entramos em fim-de-semana, com a sexta-feira pronta para ceder lugar ao sábado, vede o que nos havia de cair em cima!
Os antigos, supersticiosos em tudo, incluindo nas previsões do tempo, diziam que ovelhinhas lá em cima traziam...
Bom, cada qual que se inspire nas imagens para reflectir um pouco sobre rebanhos, carneirada, bom tempo, borrasca... com uma esperança: há figurões que foram à lã, todos seguros do seu nariz, mas hão-de voltar tosquiados.













AMBIENTE



PLANTAS COM HISTÓRIAS - HIBISCOS



Hibiscus elatus


Quando no século XV chegaram os primeiros povoadores, a Madeira possuía uma flora desconhecida e com extraordinária diversidade de árvores, arbustos e plantas herbáceas. Especialmente a partir do século XVIII a ilha maior do arquipélago tem funcionado como um grande jardim de aclimatação de plantas oriundas de todos os impérios fitogeográficos.
PLANTAS COM HISTÓRIAS são duas séries de pequenos documentários sobre as mais belas plantas indígenas e exóticas que povoam a paisagem natural, as quintas, parques e jardins das ilhas da Madeira e Porto Santo.
A primeira série de 24 documentários, produzida pela EDICARTE, foi exibida na RTP Madeira em 2006, na RTP Internacional, na RTP- N e na RTP- África em 2006 e 2007.
A segunda série com 12 documentários, também produzida pela EDICARTE, foi exibida na RTP- Madeira em 2007.
         Ficha Técnica:
         - Autoria e Realização: RAIMUNDO QUINTAL
         - Música: LUÍS CÍLIA
         - Imagem: CARLOS MELIM, FÁBIO ANDRADE e RENATO ABREU
         - Edição e Grafismo: FÁBIO ANDRADE
         - Secretariado: ALÍCIA LIRA
         - Produção: FRANCISCO FARIA PAULINO
Atendendo a que por variadíssimas vezes tenho sido contactado por pessoas que pretendem ver esses programas, tomei a liberdade, como autor e realizador, de os colocar on line, com o objetivo de contribuir para a divulgação do património florístico da Madeira.
         O primeiro episódio da primeira série, intitulado HIBISCOS, já está disponível em:

Aproveito a oportunidade para a agradecer publicamente o empenho e a qualidade técnica da pequena equipa com quem tive o prazer de trabalhar, e a preciosa ajuda do meu amigo Virgilio Silva, que, com saber e paciência, está a fazer a edição na Internet.

Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal

Hibiscus hastatus

Hibiscus mutabilis

Hibiscus rosa-sinensis

Hibiscus schizopetalus



POLÍTICA DAS ANGÚSTIAS / SÁBADO



O PRESIDENTE DO CONTINENTE E AÇORES
PEDIU UM CONSENSO E ALCANÇOU DOIS

Desde que 'Meio Chefe' meteu o 'Sr. Silva' na ordem, temos o privilégio de ser portugueses sem ter de aturar o pobre reformado de Boliqueime. Liberdade de Abril é isto.

O Presidente continental e açoriano é o de gravata vermelha (para os daltónicos: ele está entre os dois contínuos da Assembleia).


Foi com sonora e descarada mentira que o Presidente do Continente e Açores, Cavaco Silva, arrancou a discursata do 25 de Abril em São Bento. 
"Assinalamos hoje o aniversário daquela madrugada que, ao fim de 48 anos de ditadura, nos trouxe a liberdade e a democracia por que tanto ansiávamos" - assim começou a disparar o homem do leme.
Trata-se de um lugar-comum ao alcance de qualquer aluno do 1.º ano, mas que, veiculado pelo Presidente de 3/4 de Portugal, soa claramente a falso.
O 'homem do leme' era contra a ditadura? Ansiava pela liberdade e pela democracia? Então como é que permite a existência de uma ditadura que impede liberdade e democracia numa parte do território nacional?
O político que não lê jornais, que nunca tem dúvidas e raramente se engana sabe muito bem do estado da 'democracia' na terra do seu colega de partido que um dia o chamou 'Sr. Silva' e sugeriu a sua - dele, Cavaco - expulsão do PPD.
O especialista em rodagem de carros tanto sabe das agressões à liberdade na Madeira, incluindo no campo da comunicação social, que na última visita que fez ao Funchal deixou esta mensagem aos partidos da oposição (a quem recebeu num vão de escada para não acicatar o 'Meio Chefe' local): deixem lá, tenham calma, que isto está quase no fim.
Abdicou, pois, do seu dever de aplicar a Constituição numa parte do território nacional onde os abusos por parte do mandatário de Passos Coelho se perdem no infinito, com o seu conhecimento.
E foi assim que o 'Sr. Silva' se assumiu como Presidente do Continente e dos Açores, resignando no tocante aos seus poderes na Madeira para não ouvir nomes feios... que na boca do artista do Chão da Lagoa podem chegar, como se sabe, a comuna, bêbedo, bastardo e maricas.

E ainda vamos no 'lead' que Cavaco escolheu para o arranque do discurso.


Nos 40 anos do 25 de Abril haverá festa no País... com a excepção da ordem, Sr. Silva 

Mas a segunda frase constituiu nova mentira, esta de carácter premonitório: em 2014, o 25 de Abril faz 40 anos e, sendo património de todos, por todos os Portugueses será festejado. 
Ele sabe que não será assim. 'Meio Chefe', ou seja, o mandatário ilhéu de Passos Coelho, não aceita comemorações de Abril na Madeira. Se quiserem no 25 de Novembro, muito bem, o rei da tabanca faz até questão de ajudar à festa.

Mas não apresentaremos aqui todas as mentiras que o inquilino de Belém proferiu ontem no parlamento, porque, mesmo na internet, convém fazer contenção de espaço.

Refiramos apenas algumas ideias expelidas sobre o País pelo orador acidental.

Se um dia, enquanto primeiro-ministro, deu palpites para que se jogasse na Bolsa, o 'Sr. Silva' exortou ontem os Portugueses a terem fé no sistema bancário português.
Vendo bem, realmente um banco nunca falha: se dá lucro, ganham os accionistas e enriquecem os administradores; se dá prejuízo, pagam os desgraçados dos contribuintes que mal têm com que alimentar a família.


Manifes populares de apoio aos sacrifícios, diz ele

Sobre "estes dois anos muito difíceis", sua excelência realça "o sentido de responsabilidade revelado pelos portugueses". Apesar de "confrontados com grandes sacrifícios e duras exigências", os Portugueses "deram mostras da sua maturidade cívica". 
Para ser justo, Cavaquinho poderia ter ido mais longe, tipo: o sentido de responsabilidade foi tal que o povo saiu várias vezes à rua para ruidosa e violentamente apoiar os sacrifícios que o governo lhe determinou.

A sério: Cavaco apelou às capacidades de todos para "gerar consensos", a fim de se evitar que uma crise política se junte à crise económica e social.
Ou seja, o homem quer tudo menos o embaraço de ter de intervir num cenário de queda do governo e consequentes eleições antecipadas.
Ora, com o que lhe levam de impostos, que o obrigam a recorrer às suas poupanças para comer uma sopa com Maria, acham que o Presidente do Continente e dos Açores é suficientemente pago para se meter em sarilhos desse jaez?
Consenso, pois.
Vejamos as coisas pela positiva: com a sua teoria, Cavaco aliás não conseguiu um, mas dois consensos. Primeiro consenso, aquele que o liga na perfeição ao governo do seu antigo líder da Jota, Passos Coelho. Agora é mesmo "um presidente, um governo, uma maioria" - para mais contando com aquele aliado estoira-vergas do PPD-Madeira independente.
Segundo consenso, a unidade contra ele mesmo que o discursadeiro conseguiu criar na oposição, de extremo a extremo. 
Há um terceiro consenso, mas a esse Cavaco já está habituado em todas as suas acções públicas de que a polícia não consegue afastar a populaça.


Com este Presidente e este governo...

"Há quase 40 anos", Portugal mostrou ao mundo como é possível mudar de regime sem violência", disse ontem o Presidente do Rectângulo e dos Açores.
Pois hoje devíamos mostrar como se torna a mudar um regime, mesmo que seja preciso algum barulho - acrescentamos nós.
É que assim não se pode continuar, insinuou Cavaco.
Evidentemente, Portugal não pode continuar com este Presidente e este governo, dizemos nós.
Quanto ao governo da Madeira já não há problemas, porque não existe como tal. Foi transformado em 'centro de dia' para idosos. Se bem que o mais velhote ainda faça barulho.

Dada a situação excepcional que é uma parte do território de Portugal, a Madeira, não ter Presidente da República, ficámos ontem a pensar diante da TV, enquanto Cavaco era ovacionado de pé pela maioria e literalmente ignorado pelas bancadas sentadas da oposição: é verdade que 'gramamos' com engulhos nas goelas o 'Meio Chefe' das Angústias, que não deixa o 'Sr. Silva' riscar na Madeira. Mas pelo menos estamos livres daquela criatura do Boliqueime.



MADEIRA AO VIVO


'CONCHA' REABRIU'



Ao arrepio da onda que arrasta consigo centenas de lojas num interminável fecha-fecha comercial, eis que regressa ao convívio dos clientes a 'Concha', verdadeiro ícone da Rua dos Murças.
Vem diferente dos sessentas e setentas, em que o Castro e o Rui tinham de prolongar a noite para além do fecho, arriscando a multa, porque os fiéis frequentadores exigiam 'mais uma para a estrada' que nunca era a última.
Adequada aos novos tempos - a crise manda -, a 'Concha' regressa pela mão de um cidadão oriental, que se propõe trabalhar com a família na tentativa de fazer preços baixos.
No fundo, trata-se de um complemento importante para o 'Mesão' e o 'Vera Cruz', porque os consumidores procurarão mais aquela zona.
Sai a primeira imperial!

SERVIÇO PÚBLICO



PERFUME DE CRAVO NA RTP/RDP-MADEIRA



Avançámos aqui, dias atrás: a RDP-Madeira não exalará perfume de cravo este ano. 
E não previmos grandes comemorações de Abril na pantalha da RTP-Madeira.
Afinal, os meios públicos de rádio e tv portaram-se à altura da efeméride, que não foi apenas mais um aniversário da implantação da democracia, mas sim uma lembrança de transcendente importância tratando-se do momento que o martirizado povo atravessa.
Logo quando a população desespera e enche os pulmões para gritar nas ruas versos de Grândola e palavras de ordem, logo agora o grupo RTP, de serviço público, passaria o dia 25 a falar do tempo?

Não importam os porquês das nossas suspeitas nem os porquês das decisões finais. Se houve recuo na RTP-RDP ou não.
Importa que a empresa pública teve na Madeira e neste 25 de Abril um comportamento  compaginável com o espírito da população para a qual trabalha.
Debates, entrevistas, noticiários, reportagem nos locais das comemorações... 
Como dizia o slogan de outrora, "assim, sim".

O capitão de Abril Faria Paulino avisou na RTP: se os políticos continuarem a tratar o povo como até aqui... 

Victor Freitas, líder do PS-M, tem muitas responsabilidades no seio da coligação concorrente ao Funchal. O lançamento foi hoje.

Leonel Nunes, carismático dirigente sindical e ex-parlamentar não se abstém de criticar os oportunistas de Abril.  

Comemorar a Revolução: tarefa embaraçosa para o PPD-Madeira...

...E mais ainda para o partido mais à direita (se é que é possível estar à direita do PPD).

O padre Tavares, ex-deputado, não faltou à manif-anti troika nem à festa revolucionária do PCP.

Na Carreira é que é a festa de Abril, sublinhou o líder do PC, Edgar Silva.

José Manuel Rodrigues, líder PP fadado para decisivos  desafios, comparou com originalidade os 3 Ds de 1974 - Descolonizar, Democratizar, Desenvolver - com os 3 Ds da actualidade - Dívida, Desemprego, Défice.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Opinião



PONTOS NOS IS






Emanuel Bento


Depois de trinta e tal anos de quase absoluto unanimismo jardinista, em que quase toda a gente, incluindo a nossa intelectual e moralmente depauperada “intelligentsia” esteve muito mais concentrada em receber/fazer salamaleques e, em engordar, quais porcos para a matança do Natal, mais do que em se preocupar com todas as diárias manifestações de imbecilidade, abuso, corrupção, fortunas muito mal explicadas, dos cães de fila e satélites do castrador regime em que vivemos, com os péssimos resultados que se conhecem e que todos sentimos na pele, quem ainda tiver - porque já sabemos como tudo isto é! – que, ao menos uma vez na vida, nesta gente, haja alguma honestidade, nem que seja apenas a que mais lhes for possível, tal e qual o que procuro escrever, que tudo não posso, por óbvias razões profissionais e políticas, ainda que tenha a franqueza de o admitir.
Muitos foram e muitos ainda são os que contribuíram para a triste realidade que acima descrevo. Ainda hoje persistem nesse caminho quase como se houvesse, na Madeira e Porto Santo, uma qualquer e supersticiosa maldição, que, para todo-o-sempre, nos obrigasse a ter que votar PSD. Para essa gente – e repito, foram coniventes, bem lhes serviu o “usucapião”, conforme ainda se vê e conforme todos sabemos, que nisto, sejamos, honestos, o mais que nos for possível -, era Deus no céu e Alberto João Jardim (como se o PSD só a ele se resumisse), na terra, para citar um padre, que creio já morto e muito provavelmente no Inferno.
A oposição não prestava, sempre se disse e sempre se foi repetindo. A oposição não tinha soluções, por mais acertadas críticas e propostas que fizesse, por mais disparates que o poder fizesse e dissesse, como se fosse particularmente difícil governar 250 mil pessoa (uma pequeno-média cidade europeia), como se fosse particularmente complicado governar e fazer obra, ao desbarato e tantas vezes apenas eleitoralista e sem qualquer visão integrada de pensamento e desenvolvimento, com os cerca, “grosso modo”, de 20 mil milhões de euros gastos na década de 2000/10.
A oposição não prestava sempre se disse e sempre se foi repetindo. Deus quando veio ao mundo olhou a Região (Madeira e Porto Santo) e disse: ali só o PSD é quem vai nascer dotado de inteligência, moral e bons costumes, todos os outros serão desabonados de qualidades.
A oposição não prestava sempre se disse e sempre se foi repetindo. A oposição está dívida e só quer as suas capelinhas. Cada um quer o seu lugar, cada um quer o seu umbigo, cada um quer a sua barriguinha à volkswagen. Assim foi e assim tem sido dito. E ainda este registo continua a ser alimentado por muitos – sobretudo a tal “intelligentsia” – mesmo que já não confiem no “regime”, só que não conheceram nem querem conhecer outra realidade que este “regime” e este “discurso”., que isto de pensar e ser responsável dá trabalho. Obviamente que em todos estes anos também houve muitas culpas por parte da oposição, obviamente que ainda as há, obviamente que sempre alguns – da oposição – continuarão mais preocupados consigo próprios do que com o bem-comum, obviamente que tudo isto – a “Mudança” – não é fácil de articular e que muita coisa pode correr mal e até descambar, mas, pela primeira vez, na História da Madeira pós-autonomia, como agora se teve a prova, mesmo com o desconto que tem que ser dado  ao factodo PS-M estar muito mais fraco, conseguiu-se unir seis partidos para umas eleições e não são umas eleições quaisquer, são do Funchal, onde vivem, à vontade, 120.000 pessoas, e esta união tem uma visão e um nome, por mais que digam haver outras razõesde conveniência pessoal/partidária: Victor Freitas, Presidente do PS-Madeira, que muito trabalhou para que a "Mudança" aconteça. Convém não esquecer isto e convém estar atentos aos sinais dos tempos, mas, acima de tudo, convém perceber o tempo histórico em que vivemos, a história responsabilidade que todos temos, mas mesmo todos, tanto os que estão na “Mudança” como os que estão fora dela, mesmo os que se dizem ser da oposição mas que preferem que tudo continue como está – nas mãos do PSD…








IMAGENS DESTE FERIADO - JÁ LÁ VÃO 39 ANOS SOBRE A REVOLUÇÃO 





"Vi nas ruas da cidade
O coração do meu povo
Gaivota da liberdade
Voando num Tejo novo"


- Lá longe, na terra do estuário, talvez...



DEPOIS DE UM 
24 NEGRO
HÁ SEMPRE UM 
25 DE ABRIL



AMBIENTE



PICO DO AREEIRO - CRESCE O ATENTADO AMBIENTAL



Pico do Areeiro - 24 de Abril de 2013

Estas fotografias, feitas na tarde de hoje (quarta-feira), comprovam a abertura de mais uma estrada no Pico do Areeiro, ampliando o atentado ambiental contra o qual ontem me manifestei.
O Secretário do Ambiente manteve-se mudo e inoperacional, sintoma de que a intervenção que tanto tem chocado os turistas e os madeirenses que subiram ao Pico do Areeiro nos últimos dias, tem a bênção do desgoverno regional, que teima em destruir a Madeira do mar à serra.
Mas como aquele frágil e martirizado ecossistema está classificado como Zona Especial de Conservação (ZEC) na Rede Ecológica Europeia denominada NATURA 2000, apelo a todos os cidadãos chocados com esta sanha destruidora da natureza, para protestarem junto das instituições europeias com o objetivo de impedir o  IFAP de pagar este atentado ambiental, mascarado de projeto de reflorestação.

Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal





quarta-feira, 24 de abril de 2013

DELÍRIOS DA MADEIRA NOVA


JUNTA GERAL SEM WC PARA UMA ENRASCADA!



Quem for ao edifício do governo regional, Junta Geral versão 2, que tome as suas precauções: antes de entrar por esse mar de incerteza, avie-se em terra.
Nos serviços do rés-do-chão do dito edifício, nem uma casa de banho está disponível. Mesmo o cidadão que demanda a secção das águas, onde já houve WC disponível, precisa de tomar as suas precauções. Não há sanita nem autoclismo à mão. Se é das pessoas que subitamente sente vontade de aliviar os órgãos baixos, então aponte à casa de banho do Golden ou do Apolo ou, com mais lógica, aos sanitários da Praça da Restauração - o celebrado 'metropolitano'.
Funcionários do GR lamentam a situação. Um deles conta-nos ter surpreendido um 'cliente' a fazer chichi num contentor de lixo nas instalações oficiais.
- Então o que é isso? - bradou.
- Porra, deu-me uma vontade de repente e procurei, mas não há nada por aqui...
Realmente, até o tal WC nas águas está encerrado ao público. Sempre é menos despesa de manutenção para o cofre embeiçado de Garcês.
Sem dúvida que esta é uma conversa de urinol. Mas o sr. governo regional não nos pode dispensar disto?


MADEIRA AO VIVO


AUTARCAS NÃO LARGAM SECRETARIA DO DINHEIRO... EMPRESTADO

Ventura Garcês deve admirar-se: ainda se acredita que há um tostão furado no GR!

Ventura Garcês não tem um cêntimo do governo regional em cofre, mas o seu gabinete é alvo de visitantes com dinheiros para receber.
Hoje, deu a louca nos autarcas. De manhã e de tarde, entraram e saíram da Secretaria das Finanças. Autarcas e pró-autarcas.
Esteve lá Roberto Silva, mentor do município porto-santense. K7 viu Roberto entrar no Palácio da Junta Geral e daí a pouco espantou-se ao vê-lo sair já na companhia de José Alberto Gonçalves, o nosso simpático Quim Barreiros da Camacha que preside à Câmara de Santa Cruz.
Mas outros foram lá. Como Rui Marques, presidente da Ponta do Sol, acompanhado pelo patrono Paulo Fontes. 
'Meio Chefe' Jardim já dispensou os comissários da comissão política para os concelhos, mas Paulo, antigo financeiro do GR e actual vice do Parlamento, além de patrão dos ralis, tem interesses naquele município de Leste.
Do Norte, veio às Finanças o presidente de Santana, Rui Moisés.
Uma carrada de chefões concelhios.
Uma coisa é certa: podem gastar gasolina e gasóleo neste vaivém, que não há dinheiro para nada. E, se houvesse, seria emprestado por algum banco suicida.

MADEIRA AO VIVO


COMO VAI O ATERRO

Assim vão as obras na 'baixa da banheira', particularmente a empreitada para despachar dali o 'Vagrant'.

As máquinas cavam à volta do casco.

Cavam a bom cavar, porque o processo é irreversível.

Os trabalhos não se resumem ao Iate dos Beatles.

O espectáculo é mais geral...

...E funciona como cartaz turístico.

Do lado da marginal é que já nada se vê.

Ângulos disponíveis à vista durante muitos anos desaparecem.

Na cidade, a vida corre com aparente normalidade.

Se há ícones da Madeira em queda, sempre há uma novidade ou outra para motivar, como este restaurante com obras muito adiantadas. 

MADEIRA AO VIVO



Obras enfim começaram na Ponta do Sol

Segurar o rochedo é palavra de ordem.

Finalmente, depois de um ano e meio de seca, num jogo do empurra da câmara para o governo e do governo para a câmara, lá resolveram arrancar com as obras para dar segurança à escarpa sobre o cais.
Muito penaram munícipes, visitantes e o proprietário do bar situado por baixo do respeitável penhasco. Trata-se de segurar bem presa, ao alto, a zona da antiga serragem e da vigia. Os perigos são de considerar.
A ver se chegam ao fim da empreitada, até porque o Verão vem depois da Primavera, também naquele concelho onde...

...Onde a autarquia local não compra flores ao centro de reprodução que há nas Terças, perto do centro psicopedagógico.
Isso não tem nada de especial? Talvez não, mas tem o seu quê de curioso. É que quase todos os municípios vão ali comprar flores e a câmara local, cujos vasos estão cheios de mato seco, não o faz.
(Atenção que não temos comissão no negócio...)

Já agora, a fábrica de secagem e conserva de frutos, agora mesmo inaugurada no concelho da Ponta do Sol, está de portas fechadas. Que será?

Delícias da Madeira Nova




TÃO BARATO VIAJAR ENTRE AS ILHAS... CANARIANAS!


Enviaram-nos cópia de um anúncio recente da Naviera Armas que dispensa comentários. No entanto, mostramos a legenda que o nosso colaborador aditou à imagem... e deixamos a pergunta: são mesmo 7 euros por pessoa ou viatura ou estamos a precisar de óculos?




Eis o comentário pertinente do nosso colaborador:


'Parecem as promoções de Inverno da Porto Santo Line, quer para passageiros quer para viaturas.
É de revoltar.
Temos é que os convidar a operar na Madeira e para o exterior.'

Nota - Com desportivismo, Luís Miguel de Sousa admirava-se um dia destes: o 'Fénix' havia algum tempo que não 'pegava' com ele, homem dos ventos e marés. Pois como vê, não é má vontade nossa. Os Leitores é que nos vêm atentar com estas verdades!

terça-feira, 23 de abril de 2013

AMBIENTE



PICO DO AREEIRO - reflorestação ou destruição do ecossistema?




O Maciço Montanhoso Central da Ilha da Madeira é parte integrante do Parque Natural da Madeira com a classificação de Reserva Geológica e de Vegetação de Altitude.
O Maciço Montanhoso Central da Ilha da Madeira está classificado como Zona Especial de Conservação (ZEC) na Rede Ecológica Europeia denominada NATURA 2000.
O Maciço Montanhoso Central da Ilha da Madeira possui um Plano de Ordenamento e Gestão com o objetivo de assegurar um bom estado de conservação.
         O Pico do Areeiro integra o Maciço Montanhoso Central.
Em Agosto de 2010 o fogo destruiu um dos núcleos melhor conservados da formação arbustiva de altitude, que cobria a vertente atravessada pela estrada de acesso ao cume do Pico do Areeiro, na zona onde se localiza o posto meteorológico.
Poucas semanas após o fogo, trabalhadores ao serviço da Direção Regional de Florestas cortaram as plantas queimadas, minimizando o impacto negativo da paisagem calcinada.
Passados quase três anos e com a autorregeneração já bem visível, o proprietário da área localizada abaixo da estrada regional começou a implementar no terreno um projeto de reflorestação, aprovado pela Secretaria do Ambiente e com financiamento europeu.
Com o avanço dos trabalhos, e ao contrário do recomendado pelas boas técnicas de recuperação da biodiversidade num biótopo muito fragilizado e com fortes declives, as máquinas pesadas mobilizaram o solo e abriram uma estrada, que para além dum rasgo na paisagem, é um novo caminho para a erosão.
O que ali está a ser feito é caro e perigoso. O dinheiro gasto daria para repovoar uma área muito maior. As uveiras e os loureiros estão a rebentar de touça, as sementes das urzes estão a germinar muito bem. Como tal, naquela vertente, a intervenção humana deveria limitar-se à introdução nos espaços intersticiais, com a ajuda de enxadas e não de escavadoras, de loureiros, perados, sorveiras, fustetes, cedros-da-madeira, massarocos, estreleiras, goivos-da-serra…  
Infelizmente nesta Região muita gente insulta à boca pequena, barafusta sob a capa do anonimato, mas não é capaz de levantar a voz ou assinar textos manifestando a sua opinião, questionando os poderes instituídos. Por isso, não estranho o facto duma intervenção tão desastrosa numa área protegida por diversas leis, continuar sob a capa do silêncio consentidor.
No exercício dos meus direitos de cidadania, solicito publicamente ao Secretário Regional do Ambiente e Recursos Naturais respostas para as seguintes questões:
- Quem foi o técnico que assinou aquele projeto?
- Quais foram os pareceres do Parque Natural  e da Direção Regional de Florestas?
- Com que fundamentação técnica o IFAP aprovou o projeto em causa?
- Qual a área intervencionada e qual o valor do financiamento?

Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal

Pico do Areeiro – reflorestação ou aumento da fragilidade do ecossistema?