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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Postal de Canárias




Buenas, Señor Calisto.

Não esperei pelo Armas do Sr. Albuquerque e pisguei-me para Gran Canária pela SATA, onde não deixo de receber uns updates da maior Câmara da Madeira.
Gostei da carecada que o Sr. Calisto pregou naquele K da intriga, que tanto bate no Fofinho da Câmara e na Mudança. Um K que se preze tem que ter actualidade irrepreensível, à prova de qualquer deslize.
Dizem as más línguas daí do burgo, que o Fofinho do PS anda a meter os restantes autarcas no bolso. Ou seja, o apoio que lhe falta em número, ele contorna na distribuição do vulgo tacho. Uma técnica sobejamente conhecida, mas que a gente pensava ser exclusiva da tradição do laranjal.

Como o Sr. Calisto sabe, aquela Mudança tem quatro partidos: PS+MPT+PTP e BE, visto que o PND saltou borda fora daquele carrocel onde jamais deveria ter entrado.

O Fofinho infestou PS naquela Câmara desde os gabinetes de assessoria e apoio, secretariado e na Frente-Mar. Depois seduziu militantes do BE na recondução de tachos e criação de outros, para além da transformar um mandato de suplente numa reedição dos piores momentos da Rainha de Inglaterra parlamentar e na exploração da memória dum histórico da UDP, que nunca se venderia como os seus sucessores.O PTP está refém dos seus próprios deputados e nem o Coelho tem mão neles. Mesmo depois de perderem a sua vereação, e verem o seu líder a escarnar do desbulho municipal que está à vista de todos, os seus deputados permanecem anestesiados e subjugados ao porreirismo socialista de inspiração Freitista.
O PND camarário depois da traiçãozinha do Welsh na viabilização do Orçamento autárquico, foi substituído pelo Baltasar, sinal de que nem o PND está imune aos encantamentos, pois já sabe que para aqueles queques endinheirados, o tacho é um degrau muito baixo para as suas grandiosas aspirações imobiliárias. O Fofinho seduziu um operacional do PND, que habituado a não fazer nada além de pregar o falso catolicismo entre vapores etílicos, foi para fotógrafo da Junta de São Gonçalo e viu a sua irmã que também trabalha na CMF, ascender a chefe.
Já aqui li que o líder do MPT, deputado municipal na Coligação Mudança, foi absorvido pela CMF para trabalhar na área social.
Agora foi a vez duma outra deputada municipal do CDS com ligações de proximidade ao líder regional do CDS, que foi igualmente absorvida pelo sector empresarial da autarquia, neste caso pela Empresa Municipal Frente-Mar.

Estamos a meio do mandato e isto já está assim.
Deixo desde as cálidas areias de Maspalomas, a seguinte reflexão:
Qual foi a escola política do Sr. Fofinho?
O Sindicato dos Professores?
O desaparecido Vitinho?
Ou o PSD-Madeira no seu mais abjecto caciquismo?

K-Kanárias

Oxigénio para 3 meses



A MINISTRA FINALMENTE FALOU CLARO


As preocupações com os novos cortes nas pensões
ainda não chegaram à Madeira



Como dissemos, o caso dos novos cortes nas pensões não se ficaram pelas declarações de Maria Luís Albuquerque e pelos desmentidos aflitos que se seguiram, vindos do governo, do PSD e do PP. Porque Passos Coelho saiu de si com a sinceridade da ministra das Finanças, a 3 meses das eleições nacionais. Todos correram pelos canais de TV com pregões gagos a dizer que talvez a senhora não tivesse sido muito clara, que os adversários descontextualizaram a declaração com fins eleitoralistas.
Porque vários parceiros sociais como a CGTP não quiseram acreditar nos desmentidos - quem acreditaria? -, a sucessora de Victor Gaspar saltou a terreiro para falar mais claro, jurando a pés juntos que não estava nada decidido. E com cara séria: nada será feito antes das eleições!
Finalmente. Mais clara não podia ser a senhora ministra.
Portanto, sr. Passos, os velhinhos têm pela frente 3 meses. Muito obrigado. Dá tempo a pensar como votar certo.

Tem-nos feito espécie o não se notar preocupação nenhuma, nem por parte do governo regional nem da banda dos partidos políticos nem sequer na ala sindical, perante a decisão mais do que certa de que, depois das eleições nacionais, ganhando a direita outra vez, mais cortes atingirão os pensionistas. Alguém anda distraído: ou essas instituições ou nós, se por acaso eles têm falado coisas que não chegam aqui. Se são os cavalheiros a ignorar medidas nacionais com grande impacto também nas ilhas, é caso para perguntarmos: só se preocupam com os empregos dos amigos e com os dinheiros que o povo paga aos partidos via parlamento? 

O deputado do PND, Dionísio Andrade, apoia o PS na tentativa para baixar os juros da dívida e realça o despesismo do PSD. Assim, pede o agendamento urgente na Assembleia da República do projecto de resolução socialista sobre o serviço da dívida. Eis o ofício enviado pelo deputado da Nova Democracia a Carlos Pereira, líder parlamentar do PS:



Fora-de-jogo





UNIÃO GASTOU MAL OS APOIOS
E AGORA ALGUÉM QUE PAGUE A FACTURA!


Não sabemos o que é que Filipe Silva dirá ao presidente do governo daqui a pouco, ao meio-dia. Mas o melhor é não repetir a ideia de que os outros devem pagar as despesas do União, porque o União fez uns impraticáveis descampados com o dinheiro do governo, enquanto os outros ergueram estádios. De resto, o encontro de hoje nas Angústias é uma recepção comemorativa da subida, uma pequena festa onde não cai bem tocar a finados.




Se os ouvidos não nos atraiçoaram, o presidente do União afirmou à frente da televisão qualquer coisa do género: agora que estamos na I Liga, vamos jogar nos Barreiros e alguém que pague o aluguer.
Debalde nos pusemos a tentar perceber a ideia do Dr. Filipe Silva. Ao que nos parece, a sua teoria manda que, tendo o Marítimo o seu estádio e o Nacional o seu, alguém resolva o problema que é o União ter subido à primeira e não dispor de rectângulo próprio à altura para receber Benficas e Marítimos.
Disse mais o patrão unionista, por acaso também presidente da nossa mui digna tertúlia do 'Milho': o clube agora promovido é o único dos 3 grandes da Madeira que tem pago para jogar, como aconteceu no complexo desportivo da Ribeira Brava.
Perguntamos: se o União recebeu apoio como os outros quando esteve na I Divisão e veio de lá abaixo enquanto os outros se aguentaram (o Nacional tropeçou, caiu, mas levantou-se); e se o União recebeu dinheiro para infra-estruturas como os outros e gastou a massa toda fazendo apenas aquilo que está lá em cima na Camacha, enquanto os outros ergueram estádios como deve ser; então como é que o União agora diz que os outros é que alguém terá de entrar com as despesas que lhe competem? Claro que pagou na Ribeira Brava e agora tem de pagar na I Liga, ou então que vá buscar o que gastou para concluir as obras na Camacha.
Imaginemos um pai que distribui a herança pelos filhos, um destes espatifa o que recebeu e depois volta para casa, dizendo: sou o único filho sem dinheiro, alguém vai ter de me alimentar.
Se estamos a ver mal, se caímos na posição de fora-de-jogo, o Dr. Filipe que nos explique o seu ponto de vista baseado no mau costume 'venha uma rodada que alguém há-de pagar'. 
Explique para cá ou faça-o na próxima tertúlia.
Pagarmos mais impostos para cobrir asneiras dos tubarões do passado é que não.

terça-feira, 26 de maio de 2015

CRÍTICA DESCABIDA À CÂMARA


CONSERTO NA PRAIA FORMOSA
AFINAL JÁ ESTAVA FEITO




A crítica da nossa peça atribuía à Câmara do Funchal um 'desleixo' afinal inexistente. A passagem na Praia Formosa encontra-se desde sexta-feira no estado normal que esta imagem mostra. Agora há que tratar da expiação, com uma penitência justa.   

Têm razão os comentadores que denunciaram a desactualização das fotografias sobre estragos na Praia Formosa que publicámos em peça anterior. A imagem que nos chega é categórica: o conserto está pronto. Aliás, também nos informam que já sexta-feira estava tudo pronto.
Moral da história: o nosso K da espampanante reportagem tinha o trabalhinho congelado havia algum tempo. 
Sem o menor prurido, apresentamos as nossas desculpas à Câmara do Funchal, principalmente ao seu presidente Paulo Cafôfo, que 'apanhou' à conta de um 'crime' que não existia.
A título de reparação, haverá da nossa parte 'viola no saco' da próxima vez que a Câmara meter uma aguazinha. Assim, ficaremos quites.
Esperemos é que haja 'pé na argola' pelo menos uma vez até final do mandato desta vereação, de contrário não nos redimimos e vamos um dia para o além vergados sob o peso de uma calinada desnecessária.

PS - Obviamente, já chamámos à pedra o sr. K da trapalhada. Sob tortura, ele confessou que as fotos da Praia Formosa são velhas de duas semanas. Só não o castigámos com uma rapa de cabelo, como na tropa, porque isso hoje em dia constitui um prémio.
  

Vida Municipal


FICAR NA CIDADE




O Sr. Presidente da Câmara do Mudança (PTP,BE,MPT e PS), apela em todos os candeeiros sujos de fuligem, e sujidade, para que «FIQUEMOS NA CIDADE», para aquele folguedo das Festas Populares, a que ele quer ficar associado para a sua breve história. Uma autarquia paralisada, tem de apostar em festejos, para mostrar alguma vida.
Ele pretende que as anteriormente designadas Festas da Sé morram na praia do esquecimento, tal como um novo senhor que nega  e extermina a prole antiga, que não tenha os seus genes.
Os funchalenses estão atentos a essas manobras de diversão, completamente dessintonizadas dos comerciantes e da população em geral afogada em crescentes dificuldades e sem respostas concretas para os seus problemas.
Nós dizemos, "FICA NA CIDADE", mas olha onde colocas os pés!
Na Praia Formosa, o perigo espreita sob a impávida e serena despreocupação dos poderes municipais.

K




Hotelaria e restauração


PP apresenta projecto em defesa dos produtos regionais

O presidente do CDS/PP Madeira apresenta publicamente esta quarta-feira, 27 de maio, a iniciativa legislativa sobre apoios aos setores da hotelaria e restauração que optem pela utilização dos produtos regionais.
Trata-se de uma proposta abrangente, capaz de animar vários setores da economia e gerar novos postos de trabalho, além de contribuir para requalificar a paisagem agrícola da Região, com reflexos positivos na imagem turística.
O projeto será apresentado pelas 10h30 horas, junto ao Convento da Caldeira.
Texto PP

REVOLTANTE


PRODUTORES DE BANANA 
ESCANDALOSAMENTE EXPLORADOS
PELO MALABARISMO DA GESBA 




A banana paga ao agricultor madeirense a 46 cêntimos e vendida a 2,89 euros no Jumbo? A quanto é que a GESBA vende a banana ao kg à cadeia de supermercados Jumbo? Atenção que a GESBA na realidade paga 6 cêntimos, porque o restante (40 cêntimos) é subsídio da IFAP.
Ou seja, a GESBA PAGA 6 CÊNTIMOS AO AGRICULTOR e vende a quanto às grandes cadeias de Agricultura e do Governo Regional? Até quando?! 
Uma imagem vale mil palavras.

Nota do Fénix - Este texto que nos enviaram a explicar o oportuno documento fotográfico obtido por um jovem madeirense num 'Jumbo' de Coimbra fala por si. Nem sequer conseguimos tecer longos comentários, com o estômago embrulhado desta maneira perante a exploração que uns quantos engravatados fazem a quem anda em cima da terra a rebentar a saúde a troco de uns míseros cêntimos. Será que os cavalheiros da GESBA também recebem uma ninharia quando vendem o produto? Nesse caso, seria mais um Robin dos Bosques ao contrário. Mas cheira-nos mais ao eterno malabarismo comercial, com prejuízo dos mesmos. E o sr. secretário da Agricultura, quando se digna aparecer pelos lados da banana? Está com vergonha da enxada? Ninguém o vai pôr a tirar regos ou mantas. Até porque não sabe.

Câmara de Santa Cruz



ANTIGO POSTO METEOROLÓGICO 
DO PICO DO AREEIRO
ABANDONADO E VANDALIZADO



O edifício onde esteve instalado o Posto Meteorológico do Pico do Areeiro até 1996, localizado a 1610 metros de altitude no Parque Ecológico do Funchal, está abandonado e degradado devido ao vandalismo.
O atual Posto Meteorológico é automático e funciona perto do edifício sobranceiro à estrada Poiso - Pico do Areeiro.
O prédio foi recuperado em 1996 pela Câmara Municipal do Funchal e cedido à Secretaria Regional do Ambiente, que aí instalou um Posto Florestal.
Passados quase vinte anos, o edifício está no estado que as fotografias documentam.
A Câmara do Funchal e a Secretaria Regional do Ambiente têm o dever de se entenderem ...






Texto e fotografias: Raimundo Quintal

A NADAR SE VAI AO LONGE (actualizado)




A Secretária do Ambiente, dra. Susana Prada, presidirá amanhã, pelas 10h, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Santa Cruz, à conferência de apresentação do evento SANTA CRUZ - DESERTAS NATURAL SWIM. Esta é a primeira edição de uma Prova de Natação de Águas Abertas, prevista para a janela temporal entre os dias 4 e 7 de Junho e que pretende ser um desafio, uma aventura e a descoberta da natureza na travessia a nado entre Santa Cruz e a Reserva Natural das Ilhas Desertas, sendo esta edição de 2015 integrada nas comemorações dos 500 anos do Concelho de Santa Cruz.
Após a apresentação do evento, terá lugar a apresentação do protocolo de cooperação entre o Município de Santa Cruz, a Direção Regional de Educação e o Iate Clube de Santa Cruz, relativo ao projecto VELA SEM LIMITES, destinado à implementação da Vela Adaptada no Concelho de Santa Cruz. 
Estará também presente o Sr. Presidente da Federação Portuguesa de Natação.

Nota do Fénix - Não participaremos na travessia a nado até às Desertas só por causa de uma intempestiva lesão de ordem psicológica, mas desejamos boa viagem a quem vai no passeio.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Tudo Louco!


MARIA LUÍS FOI MAL INTERPRETADA...


Ouvimos com estes ouvidos a ministra das Finanças dizer que era honesto preparar os portugueses para um novo corte de pensões, não apenas nos futuros pensionistas, mas também nos actuais. Agora vem o secretário-geral do PSD afirmar alto e bom som que, não senhores, a gente é que percebeu mal o que Maria Luís Albuquerque disse. Que não contextualizámos como era preciso. E o mesmo PSD foi a correr dizer à UGT que é tudo confusão, mas quais aumentos!
Bem: se aquilo não está tudo louco, então estamos nós. Porque isto... é de loucos.
E ainda bem. Que esteja tudo louco desde que não batam mais na velhada com impostos.
Ou será que amanhã os laranjas dirão que da primeira vez ouvimos bem e que o desmentido deles hoje é que não foi devidamente contextualizado, pelo que haverá cortes, pois claro?
Será que depois de amanhã eles dirão que, ao contrário do inverso das declarações mal percebidas, pode ser que, em havendo uma ligeira contextualização da...
Raios, a que horas é a consulta?

Carta aos deputados


CARLOS PEREIRA APRESSA PARTIDOS
PARA REDUÇÃO DO SERVIÇO DA DÍVIDA




O  líder do PS-Madeira na ALM enviou uma carta aos restantes grupos parlamentares e deputados únicos propondo uma voz única junto da Assembleia da República para solicitar o agendamento urgente do projecto de resolução dos socialistas que visa a redução dos juros da dívida da Região ao Estado no âmbito do PAEF-RAM.
Como se sabe, Carlos Pereira tem alertado para um facto que merece atenção: se a situação actual se mantiver, a Madeira perderá 144 milhões de euros. 
Eis o texto da carta de Carlos Pereira, na íntegra.





Política


JPP e reforma do sistema político


"Amanhã, dia 26 maio realizar-se-á a reunião da Comissão Eventual para a “Reforma do Sistema Político” cujo tema central foca-se na alteração ao Regimento da Assembleia Legislativa da Madeira.
O grupo parlamentar do JPP defende que, uma verdadeira “reforma” do sistema político passará, sempre, pela revisão do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma da Madeira. As alterações ao Regimento estarão sempre confinadas ao que resulta do Estatuto Político-Administrativo. Neste sentido as alterações que possam resultar deste processo apenas ajudarão a mitigar algumas entropias e incorreções do atual Regimento e não promover a aludida reforma.
O Grupo Parlamentar do JPP enfatiza 3 aspetos do seu projeto de resolução “Proposta de alteração ao Regimento da Assembleia Legislativa da RAM”:
1)      As reuniões plenárias deverão funcionar com um mínimo de 75% dos deputados, quando, atualmente, este valor é de 50%;
2)      As faltas dos deputados deverão ser comunicadas e divulgadas, publicamente, no portal da Assembleia Legislativa na internet, com a respetiva natureza da justificação, se houver;
3)      Todo o funcionamento da Assembleia deverá ser norteado pela maior transparência possível:
a.      Todos os documentos em análise, ou já analisados, pelas comissões, que não contenham matéria reservada, devem ser disponibilizados no portal da Assembleia Legislativa na internet;
b.      As reuniões das comissões serão públicas, salvo deliberação em contrário por maioria de 2/3 (dois terços) dos membros da respetiva comissão.
4)      Simplificação da possibilidade de debate de questões de interesse público, atual e urgente"

Texto JPP

CULTURA



Mais Cortes na Velhada


MARIA LUÍS, A MERCEEIRA



Não acontece nada de novo, porque a receita é sempre a mesma. Agora é a sra ministra merceeira que, nas suas contas, entende precisar de 600 milhões. Chateou Pires de Lima para que o homem da Economia trate de dinamizar o país? Avisou os outros ministros para...?
Qual! Corta-se nas pensões.
Qualquer dona de casa à moda antiga sabe que, se é preciso comprar mais leite, impõe-se reduzir na carne de porco ou na fruta. Portanto, em matéria de princípios, uma dona de casa da velha guarda, mesmo do tempo em que as mulheres não tiravam Económicas e Financeiras, podia fazer o papel desta ministra. Com uma diferença para melhor: a dona de casa resolvia o problema, ao passo que Maria Luís, com as suas contas de mercearia, só remedeia temporariamente a situação, já que vai deixando a velhada cada vez mais nas lonas. 
Na visão da ministra, os actuais pensionistas, que trabalharam para a sua reforma, devem agora pagar as pensões dos vindouros. Sui generis.
Ah, mas a ministra agarra-se ao conceito de 'honestidade' para conter a raiva dos espoliados. Diz ser 'honesto' avisar o povo de que o vai sugar até ao tutano em nome da sustentabilidade da segurança social. Pelo que, 'mutatis mutandis', também é 'honesto' chamar 'incompetente' e 'marioneta de Merkel' à doce ministra. E também é 'honesto' dizer à criatura que só um louco tornaria a votar naquela gente. Sim, não há alternativa que nos deixe descansados. Mas... Esse 'Podemos' espanhol não pode concorrer em Outubro na faixa castelhana ocidental? Podemos contratar o grego Tsipras por 4 anos, para ensinar a Europa que os portugueses também já não aguentam mais 'cortes irracionais'?

Jardinagem


TRANQUADA AO ATAQUE
NA FRENTE LESTE



O presidente da Assembleia Legislativa apontava para um lado, abanava a cabeça, apontava para o outro lado. O homem dos jardins e o outro do staff abanavam a cabeça que sim senhor. Estavam frente à muralha leste, junto do parlamento, e as buganvílias (eram buganvílias, não eram?) viam a vida andar para trás.
Tudo tratado com discrição, num dos últimos dias da semana passada.
No sábado, pimba! Carro estacionado ali mesmo e especialistas na matéria a mandar abaixo as flores.
Com os afazeres de um presidente de Assembleia, talvez fosse mais conveniente criar uma comissão parlamentar especializada que tratasse das zonas ajardinadas do carismático prédio da Alfândega velha. Ou contratar um outsourcing em conta. Ou pedir a colaboração da Secretaria do Ambiente ou da Câmara. O melhor mesmo seria deixar o jardineiro tratar sozinho do problema, que era mais fácil e o presidente não perdia o seu precioso tempo andando ali na rua a trocar palpites sobre as buganvílias.
Depois, talvez fosse conveniente emitir um comunicado qualquer para dar conhecimento ao eleitorado do andamento das flores lá em baixo. Se a próxima época será de buganvílias grená, amarelas... Há sempre vozes ressabiadas.
Entre os muitos comentários que ouvimos na zona em questão, Tranquada Gomes estaria a dar andamento ao seu plano de limpar a rataria que, camuflada nas buganvílias, infesta a muralha que dá para a fachada nascente do parlamento e que limita o anexo onde estão instalados vários grupos parlamentares. Mas, a ser assim, o presidente nunca mais se verá livre de ratos no espaço de que falamos. No lado parlamentar, edifício poente, houve uma desratização recentemente e já se ouve dizer que, entre os novos ratinhos da nova vaga, há uns que vão dar grandes.


domingo, 24 de maio de 2015

Jornadas Parlamentares


ALBUQUERQUE E GOVERNO REGIONAL
QUEREM PERPETUAR AUSTERIDADE


“Sem fiscalização e sem diversidade 
não há democracia e não há transparência"

No encerramento das Jornadas Parlamentares do BE, que reuniu no Funchal este fim-de-semana os deputados nas Assembleias Legislativa da Madeira e da República, referindo-se à revisão do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma da Madeira, Catarina Martins frisou que “a democratização na autonomia, a transparência na política, o combate à corrupção são, desde sempre, bandeiras intransigentes, coerentes, do Bloco de Esquerda”.
“E sabemos que, muitas vezes, estivemos sozinhos neste caminho”, acrescentou.
A porta voz do Bloco destacou, contudo, que não aceita que, ao mesmo tempo que se promove a revisão do Estatuto, “queiram tirar do parlamento as forças políticas".
"Não há nenhum sistema, por mais bem escrito que esteja, que garanta transparência, que combata a corrupção se não existir uma fiscalização efetiva. E quando ouvimos Miguel Albuquerque a associar a revisão do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma da Madeira a uma alteração à lei eleitoral para que o parlamento se transforme num clube fechado só para alguns, sabemos que não está a falar a sério quando diz que quer regras de transparência na Madeira”, afirmou a dirigente bloquista, salientando que “quem quer regras de transparência no Estatuto, tem de querer depois também um parlamento com diversidade de forças políticas”.
“Porque se só lá estiverem os mesmos, não há regra que nos valha, não está ninguém para dizer que as regras não estão a ser cumpridas, não estará lá ninguém para pôr o dedo na ferida”, para fazer “a denúncia, a fiscalização a higiene da vida democrática do nosso país”, disse Catarina Martins.
“Sem fiscalização e sem diversidade não há democracia e não há transparência", reforçou.
Sobre para que serve a autonomia, a porta-voz do Bloco defendeu que “não vale a pena pôr na lei a autonomia, para depois dizer que não há dinheiro para a autonomia. Não vale pôr na lei mais autonomia e depois dizer que as decisões que são tomadas aqui não podem ser tomadas ou não podem ir para a frente porque se assinaram contratos financeiros ruinosos com a República ou com as mais variadas negociatas”.
“Exigimos que a Madeira tenha os recursos para servir quem cá vive. Porque é isso a política, é para isso que servem os governos. É para isso que servem os parlamentos. Para dar resposta à necessidade das pessoas. Não é para escrever autonomia numa lei, é para essa autonomia ter conteúdo”, rematou.
“Autonomia é a garantia de que não há cidadãos de segunda”
Já o líder do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, reclamou para a Madeira uma autonomia como está na constituição, “não uma autonomia de segunda com aquela deixada por Alberto João Jardim, ou uma anti-autonomia, como parece querer agora Miguel Albuquerque”.
“Autonomia é a garantia de que não há cidadãos de segunda face ao todo nacional, é a garantia de que não há serviços públicos de segunda, face ao todo nacional e é a garantia também que não é pelo facto de se viver numa ilha que se tem menos direitos, que se tem menos aspirações, e que se tem menos garantia de qualidade de serviços públicos”, avançou, sublinhando que “autonomia não pode ser de segunda, porque senão os direitos também são de segunda”.
Bloco critica “política de duas caras” dos partidos do arco da governação
Referindo-se ao corte de salários proposto pelo PS para 2016 e 2017 e o de pensões, no valor de 600 milhões de euros, do PSD/CDS, Pedro Filipe Soares criticou a “política de duas caras” dos partidos do arco da governação.
Sobre as declarações da ministra das Finanças, que afirmou que a garantia da sustentabilidade da Segurança Social pode passar por reduções nas atuais pensões, o líder parlamentar destacou que “é, de facto, a política de quem diz uma coisa batendo com a mão no peito, dizendo-se condoídos e preocupados com o problema da Segurança Social, ao mesmo tempo que prometem tirar às pensões 600 milhões de euros".
Madeirenses não se devem deixar enganar pelo “canto de sereia”
O dirigente do Bloco de Esquerda/Madeira, Roberto Almada, disse que os bloquistas “não se deixam enganar" pelos "cantos de sereia desta espécie de jardinismo de substituição".
"Vamos combatê-lo com toda a energia, com toda a acutilância", garantiu.
Roberto Almada alertou ainda que “na Madeira, o que o Miguel Albuquerque e o seu novo Governo Regional querem fazer é perpetuar a austeridade durante muito mais tempo".
Texto BE

Parabéns


UNIÃO VOLTOU


Os jogadores cantaram na cabina: União voltou!
E está de volta, à I Liga, duas décadas depois. Vitória por 3-0 em casa do Oriental e um golo do Tondela no terreno do Freamunde já nos minutos de desespero, e pronto: 3 clubes da Madeira na alta roda do futebol nacional.
Será difícil para todos. O dinheiro não abunda. Mas será muito gratificante ver as 'cacholas' de muitos elitistas do rectângulo e tanta azia por terem de vir cada qual, não duas, mas três vezes às ilhotas.
Paulo Cafôfo abre a Câmara pela noite dentro, para receber a caravana azul-amarela em festa, que regressa da capital. Merecido.
Que segunda volta dos rapazes do 'União da Bola'!
Parabéns, União. 



Media


O MILAGRE DA TELEVISÃO 
DE LUÍS MIGUEL DE SOUSA



Luís Miguel de Sousa não nos deu a transmissão televisiva da sessão do 25 de Abril na Assembleia Regional. Os seus homens na TV pública justificaram a omissão: falta de meios.
Menos de um mês depois, vê-se que a televisão da Porto Santo Line, não se sabe por que artes, conseguiu o incrível milagre de fazer a transmissão de dois dias intensos de trabalhos no parlamento: aquilo foi um directo quase ininterrupto, de sol a sol, nesses dois dias. Com o contrapeso do terceiro e último dia da discussão do programa de governo. Mais 4 horas de transmissão em directo.
Convenhamos: para quem não tinha meios 3 semanas atrás!...
Foi um excelente serviço público, o que televimos em directo sobre o programa de governo. Pena foi o milagre não se ter dado um pouco mais cedo. Se acontecesse antes do que aconteceu, o povo que paga o centro regional de Luís Miguel teria visto a primeira comemoração nesta terra digna do 25 de Abril, sem cinismo nem hipocrisia - julgamos. Diferente do caso daqueles que durante 4 décadas andaram a chular as oportunidades oferecidas pelo 25 de Abril sem por um momento deixarem de denegrir a Revolução. Esses que, quando marcavam celebração da Revolução de 1974 era para elogiarem o 'democratismo' do 25 de Novembro.

Estes milagres continuarão a acontecer, tal como se verificará a "falta de meios", conforme interessar ao Grupo dos navios e seus representantes na Levada do Cavalo. A situação vai manter-se porque já ouvimos da boca de Sérgio Marques a posição do novo governo regional a respeito da televisão e da rádio públicas: isso é lá com Lisboa e com a administração central - dizem os novos executivos das Angústias e arredores.
Tudo em condições, portanto, para os madeirenses continuarem sem um serviço público prestado à luz da Autonomia. 
O esquema vigente só permite uma televisão açambarcada pelo poder económico (mesmo com este a não investir um cêntimo). Ou teleguiada pelo poder político da Tabanca pintada de fresco. No caso, o governo entende que a coisa está bem assim. Deixá-la a televisão continuar com a falta de meios quando convém e capaz de vistosos milagres quando é preciso. Sempre, claro, com espaço de antena para Luís Miguel e alguns caviar-socialistas continuarem como farol do pensamento global. À custa de 'debates' regulares... sem a 'porra' de um contraditório. Economicismo sobre o social? Ora então! Se Luís diz mata, David diz esfola. 
Expulsar o poder económico da RTP-M para lá meter o governo é fugir do lume e cair nas brasas. E andaremos de canto a canto neste dilema enquanto o Parlamento não puser a cabeça a funcionar para pressionar uma solução que acabe com aquele trapiche da Levada do Cavalo, substituindo-o por uma televisão.
Não achamos impossível: basta o Parlamento gizar um estatuto com pés e cabeça, à luz do serviço público de que a população necessita, para o submeter à aprovação por um mínimo de dois terços dos deputados. E, para dirigir essa televisão nova de estatutos consensuais, mandatar uma Direcção que receba luz verde também de dois terços do Parlamento. Que possa trabalhar sem pressões, sejam de onde for.
Será que, perante uma estrutura montada dessa forma democrática, os senhores de Lisboa se negariam a suportar financeiramente o serviço público regional de televisão, como é dever do Estado?
Não nos admiraríamos nada.

Muito a sério, não devemos perder mais tempo com este caso perdido. Para os mandadores de Lisboa e da televisão do Estado, a receita continua na mesma: quanto pior, melhor.
E, pelos vistos, a nova nomenclatura regional 'afina pelo mesmo diapasão', como diz o outro.
Mas, já que vem a calhar, quem tiver tempo e curiosidade que passe os olhos por um artigo do CM sobre as loucas despesas do anexo do 'Júlio de Matos' instalado na Marechal Gomes da Costa, cujos doentes, no seu delírio, julgam trabalhar numa televisão. Eis o artigo, com a devida vénia. 


Contas da RTP de 2014 arrasadas 

Inspeção-Geral de Finanças vai verificar decisões 



Por Hugo Real 

O parecer do Conselho de Opinião (CO) da RTP relativo às contas de 2014 da empresa é arrasador. O organismo, presidido por Manuel Coelho da Silva, diz mesmo que vai "solicitar à Inspeção-Geral de Finanças e ao Tribunal de Contas a verificação do fundamento e legitimidade (...) da ‘requalificação de pessoal’ e aquisição de conteúdos plurianuais de significativos custos", o que configura um "possível condicionamento futuro da estratégia de programação da empresa". O CO frisa que 2014 foi "particularmente negativo" para a RTP, considerando que "protelou-se a organização da empresa, denegriu-se a sua imagem pública e hipotecou-se, por ventura, o seu futuro". São ainda apontados aspetos negativos, como a "persistência de desequilíbrio na diversidade da programação" da RTP 1. Sobre a Televisão Digital Terrestre, a critica é clara: "A ausência de estratégia foi gritante e preocupante." A análise às contas também é negativa: Os custos de grelha subiram 15,6 milhões (para 84,1 milhões), "sem que se tenham sentido melhorias muito significativas na qualidade do serviço público prestado, numa estratégia tipicamente comercial e de concorrência". Apesar disso, os gastos de grelha aumentaram quase o dobro das receitas comerciais (mais 8,2 milhões). 


Notas do Fénix - 1. Se quer saber, caro Leitor, dos gastos que a RTP-M faz para prestar o servicinho que anda a fazer, esqueça, para não apanhar um desgosto. Há sempre o risco de uma pessoa ir também bater lá acima.
2. Miguel Cunha proibiu os jornalistas de entrevistarem secretários regionais, mas, assim que apanharam o homem dos conteúdos de costas, parece que em breves férias, aquilo foi um fartar de entrevistas, não apenas aos secretários, mas até a 'cão e gato'. Aliás, 'cadela e gata'.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Política


MPT EM CONGRESSO



O Movimento do Partido da Terra leva a efeito o seu congresso amanhã, no Caniço.
Os trabalhos decorrem no Restaurante 'Central', com início às 11 e sessão de encerramento à uma da tarde.
O MPT concorreu às últimas regionais integrando a coligação 'Mudança', não conseguindo eleger o seu candidato, Roberto Vieira.

Em Memória


O deputado José Manuel Coelho leva duas propostas ao Parlamento






Programa de governo aprovado




MADEIRA NA ROTA DO CHÁ


Fotos: GREGÓRIO CUNHA 

Um chá de qualidade servido naquelas porcelanas companhia das índias que Francisco Clode sabe seleccionar com mestria pode muito bem operar o milagre de acalmar a efervescência política. Mas os problemas regionais de fundo que Albuquerque terá de solucionar a partir de agora, esses não vão lá com chazinhos. 


A renovação na Madeira está concluída. Há um novo parlamento em funções, há um governo com um programa aprovado e há uma oposição devidamente instalada na Assembleia. Há também um novo estilo cheio de rendas e chá que substituiu o regime truculento dos 38 anos anteriores.
Líderes de oposição saudaram esta manhã no encerramento do debate do programa de governo a nova onda do chá, a que chamam 'regresso à normalidade democrática'. Ornamento de linguagem que, já agora, não atingimos. A nosso ver, a Madeira vive sem democracia desde 1926, quando da queda da I República, essa também uma democracia com muito que se lhe diga. Até 1974, foi o que se viu. Nos 3 anos que se seguiram, não se viveu uma 'normalidade democrática' na Região, mas uma 'legalidade revolucionária'. De 1978 até agora, também foi o que se viu: uma democracia das cavernas. Regresso à normalidade democrática só se for um regresso a 1925.
O que porém tem validade é que, segundo os democratas eleitos, eis então que as nossas ilhas finalmente podem surfar a democracia na rota do chá.
Uma política do charme que, deixem-nos reparar, é diferente da política dos chazinhos.
Na fase em que se encontra a Madeira, a mais difícil da sua História recente, como acentuou José Manuel Rodrigues esta manhã, a panóplia de berbicachos por resolver não se desmanchará com mezinhas e chá preto.
Sejamos objectivos: os problemas angulares do quadro regional pairam na área financeira. Sectores onde o Estado está metido até ao pescoço. Passos Coelho e Paulo Portas fingem-se autistas quando vem à baila a responsabilidade do seu governo na caótica situação financeira a que chegou a Madeira. E aquela gente não descerá do pedestal se Miguel Albuquerque não afinar a voz. Eles continuarão autistas se o presidente da Madeira permitir que o governo regional seja um departamento dos ministérios lá das lisboas, receio aliás manifestado hoje pelo socialista Carlos Pereira.
Mas qual é a dúvida de que deve ser o Estado a pagar o ferry que vier resgatar os madeirenses do sequestro na sua própria terra, de não poderem sair das ilhas por via marítima?! Mesmo que deputados como Carlos Rodrigues, do PSD, não se tivessem batido ao longo dos debates por essa obrigação dos governantes alfacinhas, trata-se de um imperativo que devia dispensar discussão. 
Os ilhéus, ao contrário dos transmontanos, beirões ou algarvios, não conseguem sair da terreola de carro, comboio, triciclo, skate, patins...
Albuquerque lembrou hoje que não é grande apreciador de consensos. Que prefere o parlamentarismo e a dialéctica política do debate de ideias. Pois é com esse espírito que deverá, em nosso modesto entender, tratar com o seu amigo Passos Coelho dos assuntos que interessam à Região. O chá fica para o pôr-do-sol, hora de actualizar as conversas mundanas entre ambos.
Depois de 20 anos à frente de um executivo municipal como o do Funchal, Miguel Albuquerque tem obrigação de saber liderar uma equipa. Um governo a uma só voz. Debater internamente os assuntos, mas, uma vez encontrada a linha de actuação, a posição oficial é uma. Temos já uma prova de que o novo chefe não abdica desse procedimento. Pimenta de França, que parecia 'de pedra e cal' na IGA, continuando assim na nova orgânica, foi mandado 'despedir' pelo presidente. França terá entendido mostrar força e carisma, mandando para fora, via jornais, decisões suas mesmo antes de o governo ter o seu programa aprovado. Albuquerque tratou pessoalmente do caso: substituição imediata na IGA.
Será esta determinação aplicada nas discussões com Lisboa? E mesmo com situações delicadíssimas que há para resolver aqui ao nível doméstico? Os partidos da Oposição, fora PP e JPP, não dão a Miguel Albuquerque o benefício da dúvida. Dionísio Andrade, Roberto Almada, Edgar Silva e José Manuel Coelho mostraram-se indisponíveis, ao longo do debate, e repetiram-no hoje, para entrar no bote. 
Votaram contra o programa de governo, pois. Como o PS. Já o PP absteve-se. Amizade com Portas obriga. O JPP também se absteve, mas por decisão própria, assumida. Os emergentes políticos da camisola verde estão a jogar longe. Élvio Sousa, Carlos Costa e até Filipe Sousa, chefe autarca de Santa Cruz, sabem muito bem o que querem. Não têm pressa nenhuma para onde vão. Há 5 elementos que, apesar de caloiros no parlamento, não estão nada ansiosos pelo tempo das amoras maduras. E quem não entender esta linguagem que peça tradução a um gaulês.  
Os deputados do PND, BE, CDU e PTP abordaram hoje situações que os secretários garantiram várias vezes nestes 3 dias que não irão acontecer, casos do fecho de escolas, extinção de postos de saúde, despedimentos na Função e por aí fora. Repetitivo. Juízos de valor. Estiveram melhor ao denunciar que o novo governo regional prometeu grandes feitos sem dizer como os conseguirá concretizar. O Jornal da Madeira, a baixa do IRS, o abate da dívida, a baixa de tarifas aéreas, a baixa de preços nas viagens para o Porto Santo, a linha marítima de passageiros e de carga com o Continente. Carregar nesta ferida dói mais.
Foi por isso, julgamos, que Miguel Albuquerque saiu um pouco do seu registo sereno quando, na intervenção de encerramento, abordou a questão dos transportes marítimos. Os olhos brilharam mais, as faces coraram e a voz saiu inflamada ao fazer questão de deixar muito claro que o projecto deste governo de estabelecer a linha com um ferry "vai mesmo para a frente dê por onde der". É que, explicou, a sua equipa executiva nada tem a ver com os 'lobbies do sector'. E quanto às viagens para e do Porto Santo, os preços também vão baixar, afiançou. Não descansará enquanto não conseguir esbater a sazonalidade que mantém a ilha numa crise dolorosa.
Albuquerque não terá vida fácil.
Numa indirecta ao antecessor, prometeu acabar com o mito de que a agricultura e as pescas "não dão nada". Dão, sim, é questão de aplicar a política correcta, afirmou por outras palavras. O que passa, desafiou novamente, por medidas já anunciadas com saliência para a formação profissional, apontada à empregabilidade e não aos interesses dos lobbies dessa área, das empresas e dos formadores.




O presidente reiterou metas referentes às várias pastas do seu governo, abordadas nos 3 dias de debates. A baixa do IRS para famílias de baixos rendimentos, já em 2016, é uma delas. Insistiu em algumas questões que avançarão rapidamente, mas sujeitas a consensos no quadro parlamentar, casos do novo hospital, regime fiscal da Região, revisão dos juros da dívida junto dos partidos do arco governamental nacional e as demais matérias que, para Miguel Albuquerque, estão acima dos interesses dos partidos.
A maratona idílica do miguelismo está concluída. O extasiante empate técnico nas internas de 2012, perante o campeão da Madeira Nova, está no baú, para contar nas memórias. O romance da corrida de delfins também se vai esfumando nos arquivos, embora sem a certeza de que não haverá uma sequela qualquer do apaixonante enredo, porque os deuses da política são insondáveis. A vitória hitchcockiana de 29 de Março também ficou para trás. E agora? Agora é preciso governar. E não serão duas demãos nas paredes das Angústias ou a doçura da 'sissi' a proporcionar 4 anos de vida tranquila ao novo chefe. Não se resolvem problemas de pobreza extrema, desemprego incontrolável, emigração forçada e uma arrepiante dívida com paninhos quentes. Ou com chazinhos.