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segunda-feira, 23 de maio de 2016

ROSA VERDE
Entre as muitas roseiras plantadas no passado mês de janeiro no roseiral do Jardim Botânico José do Canto há uma particularmente interessante pelo facto de produzir flores verdes.
A roseira das rosas verdes é cultivada em Inglaterra desde 1743 e surgiu nos catálogos dos viveiristas por volta de 1830.
Ainda hoje não se conhece a verdadeira origem desta roseira, que nos compêndios de Botânica surge com três diferentes classificações:
        - Rosa chinensis ‘Viridiflora’
        - Rosa x odorata ‘Viridiflora’
        - Rosa ‘Viridiflora’

Alheia às querelas dos botânicos, a roseira oferecida pelo amigo Pedro Leite proprietário da Quinta da Torre nas Capelas, já começou a florir no jardim romântico localizado no coração de ponta Delgada.
Melhor, muito melhor, do que visualizar estas fotografias, é fazer uma visita ao roseiral do Jardim Botânico José do Canto e observar a ROSA VERDE ao vivo.


        Texto e fotografias: Raimundo Quintal

FICOU O SUSTO


ESPIONAGEM

Assim que ouvimos dizer que um espião português foi agora apanhado em flagrante a vender documentos portugueses a um russo, ficámos sem pingo de sangue. Mas depois comprovámos que não é... Não, não é.

O Santo



Acção política no Porto Santo




PCP defende participação



A Madeira nas relações 
entre Portugal e a Venezuela


Na salvaguarda dos superiores interesses da Região Autónoma da Madeira, importa que se tomem medidas para que Portugal, no âmbito das relações bilaterais de amizade e cooperação estabelecidas e cultivadas com a Venezuela, integre uma representação oficial desta Região.
Existem relações institucionais regulares, de cooperação entre ambas as nações, que foram oficialmente reforçadas a partir do ano de 2007, onde diversos acordos e medidas de interacção estão a ser concretizados nos âmbitos comercial, económico, infraestrutural, financeiro e cultural. Foi constituída uma Comissão Mista de Acompanhamento, com representantes de ambos os estados, a qual visa operacionalizar toda a cooperação bilateral, e que reúne regularmente com uma periodicidade semestral. A próxima reunião desta Comissão está anunciada para o próximo mês de Junho do corrente ano, e terá lugar em Portugal, tendo por objectivo relançar as bases da cooperação nas áreas económica, cultural e linguística.
É neste contexto, e mais ainda tendo em conta o actual quadro político vivido na Venezuela, onde a comunidade madeirense é particularmente relevante, que se justifica que, já na próxima reunião, mesmo que ainda agora apenas enquanto membro observador, e num outro momento já de pleno direito, que a Região Autónoma da Madeira possa integrar a Comissão Mista de Acompanhamento com um seu representante na delegação portuguesa.
É neste sentido que, em nome do PCP/Madeira, lançamos esta proposta, que deverá ser considerada com urgência, desde logo pelos órgãos de governo próprio da Região, e pelo Governo da República.

Funchal, 23 de Maio de 2016

                                                                                              O PCP/M

Sara Madruga atenta à RTP-RDP-M



Região com condições para crescer 
em termos de comunicações e de Mercado Único Digital


A deputada do PSD na Assembleia da República Sara Madruga da Costa reuniu hoje com o diretor regional da ANACOM, Eng. Nelson Melim para abordar as questões relativas às comunicações na Região Autónoma da Madeira e algumas questões técnicas relativas ao mercado único digital.
Sara Madruga da Costa é a representante do Grupo Parlamentar do PSD no grupo de trabalho constituído na Assembleia da República e que visa discutir e fazer aprovar legislação sobre o Mercado Único Digital.
Há precisamente um ano, a União Europeia adoptou uma Estratégia para o Mercado Único Digital, uma das grandes agendas europeias, tendo sido definidas metas a atingir até ao final de 2016, nomeadamente a remodelação das telecomunicações em cada um dos países e a necessidade de melhorar a eficiência e a produtividade do espectro radioeléctrico.
De acordo com a deputada ”as comunicações são fundamentais para uma ilha como a Madeira e a Região tem um enorme potencial para crescer com o mercado único digital”.

Recordar é exigir respeitinho


Grisaleña, Dúlio, Emanuel, Eugénio, Nunes e Andrade, Vasco, Ângelo, Ilídio 'Petita', Isaque e Noémio: eles fizeram História num célebre jogo particular (no tempo em que o Hospital da Cruz de Carvalho ainda estava em construção).


O Sporting de Braga que ganhou a Taça de Portugal em 1966, com Adão Craveiro, ex-Sporting da Madeira, junto do troféu.


MARÍTIMO (regional) DEU 3 NO BRAGA
QUE GANHOU A PRIMEIRA TAÇA



Parabéns ao Sporting de Braga, digno vencedor da Taça de Portugal 2015-16, na disputa épica de ontem contra os bravos craques do FC Porto. O troféu está muito bem entregue. E fez-nos recordar a visita ao Funchal de um Braga que acabara de ganhar a primeira Taça da sua História, numa final curiosamente disputada no mesmo 22 de Maio - 1966.
Nessa época, o popular clube bracarense eliminou o Atlético. Depois o Lusitânia dos Açores. Os especialistas disseram que o sorteio estava a privilegiar os minhotos. Que a festa estava prestes a desarmar as tendas. Com efeito, atravessa-se logo depois no caminho dos nortenhos nada menos do que o Benfica. Mas o conjunto dos resultados nas duas mãos, 1-3 e 4-1, favorável aos arsenalistas, iria surpreender o País. Atenção, com 2 golos assinados por Adão Craveiro no jogo dos 4-1. Ah, pois, o Braga contratara um par de anos antes dois avançados do Sporting da Madeira, de origem africana - Adão, irmão do nosso Amigo Craveiro, também antigo jogador do SCM, e Sabino, interior com um par de pés tão enérgicos que a imprensa, nas suas crónicas de jogo, costumava chamar 'Canhões de Navarone'. 
Havia também um madeirense que ingressara no Braga, o lateral esquerdo do Nacional José Manuel (mais tarde, Fernando Luís e Arlindo brilhariam naquele Clube e Eduardinho não ficou lá por um triz).
Deixando o Benfica pelo caminho, o Braga teve outro 'privilégio' logo a seguir, nas meias finais: o Sporting de Portugal! 
Os Leões de Alvalade não tiveram melhor sorte do que o Benfica e foram para férias mais cedo. À final - 22 de Maio de 1966 - chegavam o Braga e o Setúbal, este um Clube então com peso e fama na Europa. Perrichon, companheiro de Adão no ataque bracarense, fez o único golo da final. Taça entregue por Américo Thomaz ao capitão da equipa. Festa em Braga. Bem rija, como a das últimas horas, depois da vitória sobre o FC Porto.

Meses depois do badalado acontecimento, veio à Madeira a justamente conceituada formação bracarense, orgulho do Minho e de todo o Norte do Continente. Veio enfrentar o Marítimo, na altura limitado a jogar todo o ano num regional a 4 clubes. Vi o jogo desde o 'Peão' dos Barreiros e já foi bem bom, porque quem jogava nas camadas jovens não tinha acesso ao outro lado do Estádio, o das bancadas de cantaria, quando havia jogo grande. Vi pela rama da relva os golos de Ângelo, Petita e Isaque - uma rajada que deixou os detentores da Taça de Portugal mais do que surpreendidos, atordoados. Com uma única coisa para fazer em reacção ao vendaval verde-rubro soprado por uma assistência eufórica e incansável no apoio aos seus. Os visitantes só tinham que defender a todo o custo o 0-3 para o adversário porque o feitio do jogo ameaçava maior desastre. Isaque teve o 4-0, isolado perante o monstro Armando. Inexplicavelmente, deixou o guarda-redes roubar-lhe a bola. Mas já chegava.
Com o ex-nacionalista José Manuel a defesa esquerdo, Adão formou a dupla de pontas-de-lança com o argentino Perrichon. Havia ali um problemazinho: quando actuava pelo Sporting da Rua Ivens, nos regionais da Madeira, Adão fazia o 'catatau' às defesas do União (na altura crónico campeão da Madeira) e do Nacional. Mas, decididamente, não se entendia nem atinava quando pela frente se deparava com o central do Marítimo, Emanuel de Freitas. E aqui está uma parte do fenómeno que se registou nos Barreiros, naquela tarde. Com Emanuel outra vez cara a cara, Adão não funcionou. Mesmo estando a defesa verde-rubra desfalcada, utilizando o reservista Dúlio a defesa direito - e até jogou bem, no seu estilo.
Obviamente que o prestígio do Sp. Braga não saiu beliscado desse jogo... para quem esteve presente. O Braga perdera, e bem, perante uma grande equipa! 
...Nem o Braga perderá nada por recordarmos aquele dia que valeu muito para os dirigentes maritimistas começarem a sonhar que o Glorioso da Madeira, agora que estava a recuperar a hegemonia do futebol regional, se trabalhasse com esforço e coragem talvez um dia...


O argentino Perrichon, marcador do golo que deu a vitória ao Braga na final de 1966, esteve ontem no Estádio Nacional, a convite do seu antigo clube.




O Braga com o genial extremo Fernando Luís e com José Manuel, defesa esquerdo ex-nacionalista.


Nota - A propósito de Taças, recordo a da Liga, com final disputada sexta-feira. Muitos órgãos de comunicação nacionais referiram que se o Marítimo vencesse traria o primeiro troféu de âmbito nacional para a Madeira. Ou aquela gente não tem memória jornalística ou então faz que se esqueceu. Então e 1926, aquele Campeonato de Portugal com 7-1 ao Porto e 2-0 ao Belenenses (tendo este fugido muito antes do fim para evitar a cabazada)? Embora em patamar inferior, não é nacional, como o nome indica, o título de Campeão Nacional da II Divisão, como o de 1976-77?

OBRAS & OBRAS








PONTO DA SITUAÇÃO

Para já, parece que a Ribeira de Santa Luzia se transformou em estrada...











Perguntas ao Ministério da Cultura




BLOCO TRATA DA RTP/RDP-M EM LISBOA





Opinião




Gaudêncio Figueira

Então, sr. Mayor de Walvis Bay?



Tudo bem sinalizado, mas quem em demanda da serventia das mais básicas necessidades da "Pirâmide de Maslow", aqui se dirige, borrar-se-á todo. E o pior, é que a fiscalização ambiental do município deve estar por perto, para que ninguém conspurque o espaço. Sr. Mayor, como é que se faz?!


K-Sabe-Tudo

sábado, 21 de maio de 2016

Crítica do JPP





PARQUES E JARDINS DE SÃO MIGUEL
21 – 29 MAIO
Começa hoje a viagem à ilha de São Miguel, organizada pela Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, no âmbito das comemorações do seu 20º aniversário.
Durante uma semana os 28 participantes na visita de estudo terão oportunidade de conhecer a história, a paisagem e a riqueza florística dos mais emblemáticos parques e jardins da maior ilha do arquipélago dos Açores.

Raimundo Quintal

O Santo



Greve no porto de Lisboa



NOTA DE IMPRENSA

Grupo Parlamentar do PSD na Assembleia da República lembra constrangimentos das sucessivas greves no porto de Lisboa para as Regiões Autónomas

Lisboa 20 de maio de 2016 - O Grupo Parlamentar do PSD na Assembleia da República apresentou hoje um requerimento para uma audição à Ministra do Mar com o objetivo de prestar esclarecimentos sobre a fuga de armadores do porto de Lisboa, no qual são referidos os constrangimentos das sucessivas greves para as Regiões Autónomas.
Os deputados social-democratas lembram declarações proferidas pela Ministra do Mar e veiculadas por toda a comunicação social em janeiro de 2016, garantindo que “acabaram as greves no porto de Lisboa”.
Afirmava também que “este acordo de paz social põe fim a um período de três anos de conflito laboral no porto de Lisboa”.
Torna-se agora claro que tais afirmações eram manifestamente exageradas, como se depreende da entrega pelo Sindicato dos Estivadores de um novo pré-aviso de greve a 7 de abril, abrangendo todos os trabalhadores que exercem a sua atividade profissional não só na área do porto de Lisboa, mas também nos portos de Setúbal e da Figueira da Foz.
Do mesmo modo, a 28 de abril o Sindicato dos Estivadores emitiu mais um pré-aviso de greve, a prolongar a paralisação no porto de Lisboa até ao dia 27 de maio, deixando praticamente parado um porto que representa 70% da circulação de matérias-primas para a indústria alimentar.
Os deputados do PSD sublinham que as Regiões Autónomas "têm sido vítimas particulares destas sucessivas greves e ameaças de greves", sendo esta "uma situação inaceitável quando falamos de regiões tão dependentes do transporte marítimo de bens de primeira necessidade, nomeadamente alimentares".
O Grupo Parlamentar do PSD recorda que, só no início do ano e “em dois meses, o porto de Lisboa já perdeu 62 navios, o que corresponde a uma média de 31 navios que em cada mês deixaram de operar nos terminais do estuário do Tejo” referia o Expresso a 5 de maio, citando o responsável máximo da Associação dos Agentes de Navegação de Portugal (AGEPOR), o qual acrescentava ainda que “é impossível desenvolver um negócio de navegação debaixo desta pressão constante dos pré-avisos de greve dos estivadores”. Concluía o referido semanário que, “numa primeira fase, estes estivadores previam paralisações ‘condicionais’ às horas extraordinárias, feriados e fins-de-semana de estiva nos portos de Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz até 12 de maio. Mas os problemas agravaram-se e agora estas paralisações foram prolongadas até 27 de maio.”
Neste pedido de audição, os deputados referem ainda que foi anunciado pelo presidente do referido Sindicato que a greve no Porto de Lisboa se prolongará até 16 de julho.
Assim, e "atendendo a que se mantêm todos os pressupostos, - embora agora substancialmente agravados – que conduziram à audição da senhora Ministra do Mar em 22 de dezembro nesta Comissão, afigura-se conveniente a realização de nova audição desta governante", acrescentam os social-democratas.
Grupo Parlamentar PSD em S. Bento

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Polémica


Bloco de Esquerda responde à Junta de Santo António


Em virtude do Presidente da Junta de Freguesia de Santo António ter vindo a público contestar a acusação de BE de falta de apoio a um jovem casal, que está em vias de ser despejado, e que (sobre)vive em condições de habitabilidade muito precárias - sem água, nem luz -, vimos por este meio reafirmar essa nossa acusação. O próprio Presidente da Junta confirma que tudo o que fez foi esperar que lhe chegasse à Junta de Freguesia o pedido de ajuda e, apesar de alertado para esta situação desumana, não se colocou no terreno e não foi ao encontro destas pessoas como fez o Bloco. Lamentamos que alguns autarcas não se levantem da cadeira e, tudo o que fazem, é esperar que os problemas lhes cheguem ao gabinete. De qualquer forma, ficamos satisfeitos que a Junta tenha 'acusado o toque' e esperamos que, em conjunto com a Câmara do Funchal, façam alguma coisa, como é a sua obrigação, para ajudarem a resolver esta situação inaceitável. Obrigação extensiva à Investimentos Habitacionais da Madeira que já está a par desta situação e que, há cerca de seis meses, prometeu resolver a situação sem que nada tenha feito. Aguardamos que a resolução seja célere por parte de quem detém o poder de resolver. Da nossa parte, depois do alerta, continuaremos a fazer acompanhamento da situação e nunca nos calaremos independentemente do sr. Presidente da Junta gostar ou não gostar da nossa forma de agir. Em boa verdade, os gostos dos sr. Presidente não nos interessam para nada. Agora, se não cumprir as funções para as quais foi eleito continuará a estar sujeito à nossa crítica e denúncia.

O Coordenador Regional do BE Madeira

Rui Barreto sob fogo



LARANJAL DO NORTE REPUDIA
POSIÇÃO DO PP SOBRE VIA EXPRESSO





São Vicente, 20 de maio de 2016 - O PSD/Santana e o PSD/São Vicente repudiam a posição tomada pelo CDS/PP, através do seu líder parlamentar, em relação ao avanço nas obras da Via Expresso entre a Boaventura e São Vicente, recentemente comunicadas pelo Governo Regional.
Em causa está uma obra de grande relevância para o Norte da Madeira, a sua economia e as suas populações, prometida pelo Governo no seu programa apresentado e sufragado pela população madeirense.
Esta obra permitirá uma rápida ligação entre a freguesia de São Vicente e a freguesia do Arco de São Jorge ( aqui com a melhoria do túnel Engº. Duarte Pacheco ), potencializando, nomeadamente a nível turístico, esta zona do Norte da Madeira, com as consequências que daí  naturalmente advirão para a economia destas localidades. .
Por outro lado, assegurará que essa ligação seja feita de forma segura, protegendo principalmente todas as pessoas que ali residem e que diariamente têm que se deslocar nas estradas e nas condições atualmente existentes.
A segurança das pessoas tem que estar acima de questões político/partidárias. Esta posição assumida pelo CDS manifesta uma total indiferença e um total abandono às populações destas freguesias da Madeira.
Ainda mais grave se torna esta posição quando é assumida por uma pessoa perfeitamente conhecedora da realidade desta zona do Norte da Madeira, com responsabilidades no Concelho de Santana, onde  não só é o presidente da Assembleia Municipal de Santana, como  tem fortes ligações à freguesia do Arco de São Jorge.
Os presidentes das Comissões Políticas Concelhias do PSD/ São Vicente e PSD/Santana
Guido Gonçalves/ Paulo Freitas

Cidade limpa





Esta caixa de papelão cheia de lixo está na Rua dos Murças há cerca de uma semana. Depois de alguns alertas para a Câmara, ali continua a caixa de papelão. Frequentadores do local dizem ter visto fiscais a passar por ali, parecendo dar atenção ao diabo da caixa. E o diabo da caixa continua ali. Fosse à porta de um comerciante ou de um particular, eles apareciam lá cheios de zelo pela limpeza da cidade, passando a respectiva multa. Como já aconteceu, queixam-se os lesados e os descontentes... com o diabo da caixa.

Estúdio 5 da RDP-M


Segunda-feira, vai disto! Toca a desmontar o Estúdio 5, auto-operado, que funcionava até agora na RDP-Madeira, estação em má hora transferida há tempos para a Levada do Cavalo.
Já dissemos qual é o destino do estúdio: RDP-Açores.
Pois é: tanta falta de meios na Madeira, a servir para os chefões justificarem a sua inoperância e a baixa qualidade a que reduziram centros outrora valiosos, eis senão quando está tudo rico em material, a ponto de mandar estúdios para os vizinhos!
Já agora: além do governo, a Oposição, fora os poucos que reagiram, também anda na caça?

Opinião



IMAGEM DO FUNCHAL 
MERECE SER CUIDADA






O Fénix publicou recentemente fotografias do Dr. Raimundo Quintal acompanhadas de breve texto alusivo à descoberta, pelo público, de árvores fascinantes no Jardim Botânico José do Canto.
Parece-me bem o convite para uma visita a um espaço especificamente criado para esse propósito, mas não só.
Esta minha alusão prende-se com os cuidados a ter com os espaços públicos e, sobretudo, com a imagem que a autarquia do Funchal insiste em transmitir a quem nos visita.
Passou demasiado tempo entre o abate de árvores e o que deveria ser uma preocupação de recriar, do ponto de vista paisagístico, o espaço que podemos ver nas fotografias.
Confesso estar cansado do 'deixa andar' do Sr. Cafôfo.
Os madeirenses e os visitantes merecem autarcas com maior zelo pela imagem da cidade.


Ricardo Vares

Brincando com a nossa inteligência



QUESTÃO SINTÁCTICO-SEMÂNTICA
NOS ESTACIONAMENTOS DO MAYOR


Os tipos da Câmara estão a dar mais lugares aos automobilistas para estacionar ou simplesmente devolvem parte do roubo que fizeram há tempos?





Segundo a imprensa oficialmente informada de hoje, no caso o DN, a Câmara de Cafôfo/Domingos tomou uma medida que, citamos da dita, "alarga o leque de opções de estacionamento aos automobilistas no centro da cidade aos fins-de-semana e durante a semana num horário em que os motociclistas já não utilizam aqueles espaços com a frequência com que o fazem ao longo do dia". A saber: das 8 da noite às 8 da manhã.
O que se há-de ler! A Câmara não alarga leque de opções nenhumas aos automobilista! A Câmara recua um pouco na m... que fez com os estacionamentos, atenuando envergonhadamente o corte radical de lugares que impôs aos carros em benefício dos condutores de motos. 
Eles querem que pareça uma dádiva celeste a migalha que se põe ao dispor dos automobilistas "num horário em que os motociclistas já não utilizam..."
Não, não é dádiva nenhuma da Câmara. É a reposição de uma pequeníssima parte dos lugares roubados aos automobilistas. 
A 'oferta' dá vontade de rir, para não mandarmos à fava, ou pior, os gajos que nos estão a chamar de estúpidos. Ao sábado à tarde e ao domingo, aquilo dá jeito. E não é dar nada, é devolver o que foi tirado. Agora 'oferecer' os estacionamentos que os das motas já não querem, entre as 8 da noite e as 8 da manhã, não querem ir p'rao diacho com esse atentado à nossa inteligência, pois não?! 
Esses lugares a essas horas só serviriam a alguém que se sentisse atraído a ficar na cidade pela noite dentro. Mas se nem o próprio Mayor fica de dia!...
Nesses horários, não tenham maçadas com os automobilistas, deixem lá aquilo como lugares cativos para os motociclistas que descerem à baixa para apanhar o relento da noite.
Uma notazinha merecida, no meio desta rábula tabanqueira: vá lá que os homens reconheceram o erro crasso cometido. Podiam era tê-lo reconhecido com a humildade de o corrigir, em vez de virem chamar-nos imbecis, ainda por cima.

Notícias e 'notícias'



PLANO ESTRATÉGICO
PARA A 'OPUNTIA TUNA'


O que vai ser debatido esta tarde neste histórico edifício é tema digno de um Conselho de Estado.

Caros Leitores, não costumo arranjar desculpas para a perda de credibilidade que a chamada Informação vai perdendo com o passar do tempo. Os grandes culpados de isso acontecer são os jornalistas, e por razões que não vale a pena escalpelizar agora. Assumo essas culpas, na quota parte que me cabe.
Muitas vezes, porém, são factores exógenos a enterrar ainda mais o jornalismo na lama da descredibilização. Objectivando, para não se perder mais tempo, veja-se o caso do governo regional e o exemplo mais actual, já que vai acontecer estar tarde no Golden.
Se eu escrever aqui que a Secretaria de Humberto Vasconcelos vai levar em frente o projecto de um plano estratégico para o tabaibo, o que é que o Leitor diz?
- Lá está o escriba a brincar outra vez com coisas sérias, e depois quer que a gente acredite naquelas porcarias que ele escreve.
Não é assim? 
Damos razão aos Leitores que nos vilipendiassem desta forma. Quem é que, no seu perfeito juízo, acredita que um governo em funções, devidamente eleito pelo povo, se presta a gastar dinheiro num plano dedicado a uma planta que dá frutos interessantes, sim, mas que se cultiva espontaneamente nas rochas escabrosas voltadas ao mar e em bermas de caminhos de cabras do Porto Novo, Caniço de Baixo, e afins - sim, quem é que acredita que um governo reunisse tanta gente numa Secretaria para discutir esse tema?
Não estamos a falar de uma comissão de internados num manicómio a preparar as festas dos santos populares, falamos do governo da Tabanca.
Perante a informação em apreço, sem dúvida que, aos olhos do Leitor, quem está a inventar planos para o tabaibo é o profissional que tem a obrigação de dar a notícia. 
Alguns irão ao ponto de nos acusar de fazer ficção só para queimarmos o secretário Humberto! 
Obviamente que, neste caso, usei algumas defesas. Deixei primeiro que o assunto fosse plasmado nos jornais oficiais, porque aí vem tudo certo, consoante a vontade do Blue Establishment. E ninguém pia. É verdade porque sim. Mas, mesmo em segunda mão, publico isto com pinças, usando na manchete o nome científico da tabaibeira, na esperança de que o Leitor, não percebendo o 'latim', resmungue um palavrão para os seus botões e passe à frente sem ler esta peça, salvando-nos de outra saraivada de vocábulos irreproduzíveis. 

Não foi uma vez nem duas que, em rapaz, comi meia dúzia de tabaibos por um escudo quando os homens os vendiam à volta do mercado, montando até barraquinhas para o efeito. Na força do calor estival, a doçura e aquela frescura do tabaibo, que maravilha! Havia um fenómeno subjacente ao serviço: os vendedores abriam o tabaibo com sabedoria, alguns deles sem luvas, apesar dos terríveis espinhos, a gente tirava o fruto direitinho, mas, chegados a casa, havia sempre um desses espinhos ariscos enfiado num dedo, para se desalojar uma semana depois. 

Muito, muito a sério, talvez tenhamos contribuído para esta ridicularia do governo que é fazer um plano para o tabaibo. À força de fazermos humor com planos estratégicos de outros frutos, bastas vezes dissemos que só faltava um plano assim para o tabaibo. Será que eles não entenderam o humor e tomaram o texto irónico como proposta séria? Estarão a fazer de revindicta - "ai queres brincar com o tabaibo, julgas que temos medo?" 
Bem, estamos p'ràqui a dizer estas coisas e às tantas o Humberto junta-se ao Jorge Carvalho e ao Eduardo, montam um plano executivo conjunto cheio de empreendedorismo e, num futuro próximo, temos aí escolas a funcionar para turistas e alunos madeirenses, proporcionando alpinismo na encosta do Pináculo com o pretexto da apanha do tabaibo mais umas sessões de asa delta com voos rasantes de foice e sacola nos Reis Magos, a ver quem apanha mais frutos.
Com esta gente, nunca se sabe o que há-de sair dali. E tanto assim é que já nem vamos brincar a pedir planos para a nêspera ou o tremoço.

Terminamos com um pedido aos Leitores. Dois. Primeiro: acreditem que hoje não estamos a gozar com o serviço, o governo arranca esta tarde no Golden com um plano para o tabaibo. Mesmo. Segundo: para a próxima, sejam mais condescendente com os jornalistas, porque às vezes a descredibilização vem de gente responsável, eleita e religiosa.
E que viva a 'Opunia Tuna'!


À última hora, conseguimos esta prova de que, desta vez, não somos nós a 'inventar', é o governo com mais uma das suas ridicularias próprias da filmografia de Woody Allen.

Assembleia Legislativa






Madeira, terra do mel


ATÉ O SUA EXCELÊNCIA REVERENDÍSSIMA
ALAPOU ÀS DELÍCIAS DA TABANCA


O homem vai desovando estas frases profundas e lá se aguenta.



O patrão das 4 Fontes foi ontem para a paróquia de Santa Cecília lançar o repto a ver se pega: que santo padre Francisco o deixe permanecer cá na Tabanca, mandando nas igrejas, capelas e nas beatas, depois do termo do mandato, que é para o ano. Bolas, também este se acostumou ao bom e melhor e não quer largar as benesses da sorte grande que lhe saiu ao ser colocado nesta terra de cegos!
Eram e são políticos, sindicalistas, quadros intermédios - tudo agarrado ao carguinho, ocupando-o sem admitir sequer sair de cima num curto intervalo para os outros se despacharem num instantinho. O tachismo chegou às 4 Fontes.
Há 9 anos, o homem chegou aí todo falinhas mansas, discurso 'sopinhas de leite' a prometer colocar-se ao lado dos que se queixavam de exploração e perseguição no regime então vigente. Meia dúzia de semanas depois, vimos que afinal ele se juntava aos supostos mais fortes para ajudar a calcar a cabeça de quem andava na mó de baixo. Nunca ajudou um pobre. Apenas o ouvimos passar essa responsabilidade à sociedade.
Ora, a recompensa foi choruda. Subsídios para as igrejas que iam bater aos cofres prósperos da diocese. Estava descoberto o lugar certo para um final de carreira faustoso, a comer do bom e do melhor, sem as chatices do terrorismo e falta de fé de outras zonas estranhas.
E pronto, ali está ele a estender a mão ao papa Francisco - um atrevimento invocar o actual chefe da Igreja. A dizer que o seu futuro (de nababo) está nas mãos de Deus, que espera reconhecimento pela entrega no serviço pastoral, ou seja, ficar cá, que não pode fazer nada porque a capacidade da Igreja para resolver os dramas sociais é limitada, enfim, tudo para que não o chateiem com pedidos.
Terra de cegos sem cura à vista, esta Tabanca!
Terra de mel, para ricos como o das 4 Fontes.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Chumbo na Ribeira Brava


REFERENDO REJEITADO 
NA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA

Já dizia o Rei Herodes...

Como se percebeu à última hora que iria acontecer, o CDS juntou-se ao PSD para garantir o chumbo sobre a proposta de referendo à localização da futura escola da Ribeira Brava. Na prática, o futuro estabelecimento de ensino será erguido no local onde se encontra o actual, e não no velho campo de futebol conforme desejo das oposições.
A reunião correu esta tarde, nos paços do concelho ribeirabravense.
Depois de uma reunião da AM em Abril de 2014 ter aprovado por unanimidade uma proposta para que a construção fosse transferida para o campo, chega-se a este resultado. Apesar também de um director regional de infraestruturas ter assumido que a sua ideia pró-campo foi metida na gaveta por acção dos fortes interesses imobiliários que aguardavam, a aguardam, o desfecho do processo.
A votação de hoje contou com os votos do CDS para chumbar um referendo que poderia levar a construção da escola para o campo, já que tal decisão merece a simpatia popular. Mas não se estranha que os centristas tivessem mudado de opinião e votassem como votaram. Os pareceres encomendados pela autarquia têm assinatura de dois advogados com peso no Partido Popular. 
Quando campeiam fortes interesses na imobiliária, não há referendo para ninguém - já dizia o Rei Herodes.

Luxo aristocrático


Chega-nos a curiosidade que foi o secretário regional aristocrata da imobilidade - que o 'Fénix' desconhece quem possa ser - haver reunido terça-feira 17 as chefias do seu gabinete, num interessante número de 63 presenças. Lá estiveram as 6 dezenas de quadros da Secretaria em causa sentados na sala de conferências do Hotel de 5 estrelas 'The Vine'. A nossa fonte elogia o espírito de diálogo na equipa, embora com tanta gente - ena que tantos! - aquilo se aproxime de uma torre de Babel. E a nossa fonte deixa também um reparo: mesmo tratando-se de um batalhão de mangas de alpaca, há 'n' instalações oficiais onde o encontro poderia ter-se realizado... sem custos. É que, assim, lá teremos outra vez de puxar da falida carteira para cobrir aqueles aristocráticos luxos... - estupora o nosso informador, com o astral em fanicos.

O primeiro português a dar a volta ao mundo


O 'Constança' na Marina.





FAMOSO NAVEGADOR SOLITÁRIO
DESFRUTA NA MARINA DO FUNCHAL



Manuel Gomes Martins foi o primeiro português a dar a volta ao mundo em solitário, com início em 1989, a bordo do seu 'Casvic', com 10.40 m de comprimento. O famoso navegador repetiu também em 1996-1998, com o mesmo veleiro, o trajecto Lisboa-Índia, 500 anos depois das façanhas dos descobridores. 
É este homem do mar que se encontra no iate 'Constança' atracado na Marina do Funchal, há cerca de uma semana. Está prestes a zarpar, daí desejarmos ao 'solitário' um agradável resto de estada na Madeira e uma viagem com vento de feição.






Reproduzimos um texto alusivo ao livro do navegador solitário:




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Todos os Ventos do Mundo de Manuel Martins.
Manuel Gomes Martins nasceu em Lisboa a 10 de Março de 1949. Desde tenra infância que o mar está presente na sua vida. Ainda com um ano de idade vai viver para a beira em Moçambique, onde tinha o Oceano Indico a dois passos de casa. O seu interesse pelo mar e o seu desejo de aventura leva a que em 1989 e 1991 realize o seu sonho de dar a volta ao mundo em solitário e seria o primeiro português a fazê-lo, para isso utilizou o seu veleiro Casvic com 10.40m de comprimento, o mesmo veleiro que viria a utilizar quando da sua viagem à índia em 1996 e 1998 quinhentos anos depois dos descobrimentos e dessa forma evocar os navegadores portugueses que deram novos mundos ao mundo.
Manuel Martins seria acompanhado algumas vezes na sua viagem à Índia pelo repórter e jornalista Jorge Almeida, que dessa forma pôde fazer uma reportagem para a RTP e viria mais tarde a colaborar no livro que Manuel Martins escreveu, sobre a sua viagem, um livro que aconselho vivamente a todos os amantes do mar, a todos quantos gostam de navegar, de soltar amarras e partir. Todos os Ventos do Mundo é um livro que nos leva a viajar com Manuel Martins, a enfrentar todos os ventos, mares de todas as cores e vagas de todos os tamanhos. Tal como o próprio navegador escreveu, acreditar no sonho de um homem é sonhar também.
António Lemos