As mentiras do Gil
Antes de começar com o meu rol de mentiras, vou contar
um episódio burlesco que se passou com a famosa realizadora de cinema da época
hitleriana Leni Riefenstahl, que depois da queda da Alemanha Nazi passou os últimos anos da sua longa vida a lutar contra todos aqueles que a
acusavam de ter sido cúmplice das atrocidades nazis.
E conta que, anos depois da guerra, “um jornal
italiano, sério, foi um dia entrevistar-me a minha casa na Baviera. Os
jornalistas simpáticos perguntaram à despedida se eu havia comprado a
propriedade por causa duma grande árvore, um carvalho majestoso, eu levantei o
braço em direção à árvore e apontei. 'É maravilhoso não é?!' Na semana seguinte
surgiu uma fotografia minha nesse jornal com a seguinte legenda: 'Riefenstahl
despede-se com a saudação hitleriana'".
Esta falsidade de um jornal “sério” italiano faz-me
lembrar o nosso Diário de Notícias, que é useiro e vezeiro em adulterar a
verdade dos factos, no sentido de proteger os seus interesses economicistas.
Como toda a gente pode comprovar num vídeo que coloquei na minha página
do facebook, eu nunca disse que a Câmara tinha desviado o dinheiro
dos donativos dos incêndios. O que eu disse, e está lá clarinho como água, é
que a “Câmara desvia fundos para pagar propaganda no Diário”, que eu
considero um escândalo, já que esses milhares de euros dos munícipes são
desviados para encobrir e branquear a gestão ruinosa de Paulo Cafofo.
Mas, já que o Diário de Mr. Blandy diz
que eu sou mentiroso, eu aproveito esta oportunidade para lançar mais algumas
mentiras. Só espero que o Diário que me chamou mentiroso não venha cramar nem
lamber feridas, porque, repito, tudo o que eu vou dizer SÃO MENTIRAS!
1.ª Mentira
O sr. Presidente Paulo Cafofo ficou preocupadíssimo
porque o seu Vereador Gil Canha um dia devolveu à cidade um arruamento de que os
Sousas se tinham apropriado, junto ao Largo dos Varadouros. Também achou
exagerada a presença da polícia no desmonte da abusiva esplanada do restaurante
a Muralha, na Zona Velha (ele agora quer uma Polícia Municipal?!).
2.ª Mentira
O sr. Prof. Paulo Cafofo avisou o sr. Gil Canha para
não meter uma acção de despejo contra o Clube Sport Marítimo, porque era uma
instituição poderosíssima e com muitos eleitores. O referido clube tinha feito
uma obra clandestina (num fim-de-semana) num edifício camarário do séc. XVIII,
sito, Rua D. Carlos, n.º 17, e que a autarquia tinha cedido gratuitamente a
troco de determinadas condições, sendo uma delas, que o clube teria de
organizar, e cito: “anualmente, um encontro de futebol, com uma equipa de
escalão nunca inferior, cuja receita líquida reverterá em favor da Câmara, para
ser doada a uma instituição Social de Beneficência”. Ora, até hoje, o clube
nunca cumpriu esta cláusula benemérita, e não contente, ainda destruiu o
património do seu senhorio.
3.ª Mentira
Nas obras dos Barreiros, o Clube do sr. Carlos Pereira
ocupou, durante anos e anos, uma área da via pública, e nunca pagou à autarquia
essa utilização. Pior ainda, mandou pregar ao tecto os valores da respectiva
licença, que, segundo cálculos mentirosos, ultrapassa um milhão e meio de euros,
mais juros.
4.ª Mentira
No início do ano de 2014, o Diário de Notícias começa
a fazer primeiras páginas, atacando subtilmente a gestão de Cafofo. Entretanto,
começam as visitas “domiciliárias à moda da Sicília” de José Câmara e
Agostinho Silva à Presidência da autarquia, o que culminou com um contrato
milionário de cerca de 20 mil euros mensais, para o Diário publicar todos os
meses um suplemento autárquico no interior do jornal, o chamado “chouriço”.
Essa negociata vergonhosa dos mandaretes de Mr. Blandy originou
forte resistência da Vice-Presidente, Filipa Fernandes, e de Gil Canha, já que
o dinheiro era escasso e havia muitos munícipes desesperados a precisar de
ajuda. (Depois do DN receber os primeiros dinheirinhos, nunca mais saiu uma
página no dito Independente contra o sr. Cafofo, mais uma mentira a somar ao
rol!)
5.ª Mentira
Em finais de Fevereiro de 2014, o Grupo Sousa organiza
duas manifestações de “trabalhadores” da Quinta do Lord contra o vereador Gil
Canha, e cercam a Câmara, recorrendo a apitos e insultos, gerando cenas de
alguma violência. O Prof. Paulo Cafofo, em vez de prestar solidariedade a Gil
Canha, pede arrogantemente que o vereador se demita. Mais tarde, veio-se a
descobrir que a organização dos autocarros que transportaram os ditos
“trabalhadores” foi arranjada por gente ligada ao submundo da autarquia rosa de
Machico.
6.ª Mentira
Como o Vereador Gil Canha andava a importunar os
grandes interesses ligados ao ramo imobiliário, à hotelaria, à ACIF da Pedra/Sousas e aos tubarões das grandes empresas de construção civil, o sr. Prof. Paulo
Cafofo começou, a partir de Abril de 2014, a estabelecer conversações secretas
com o CDS, do sr. José Manuel Rodrigues (basta ver as fotos de casamento deste
cavalheiro no Forte de S. Tiago, para se ver as ligações promíscuas deste
político semi-morto), no sentido de substituir o incómodo vereador, e que só não
foram para a frente, porque, felizmente, ainda há gente séria no CDS. Estas
movimentações clandestinas de Paulo Cafofo foram noticiadas na altura por uma
reportagem mentirosa do Diário de Notícias.
7.ª Mentira
Desde a tomada de posse da coligação Mudança, em
finais de 2013, que Miguel Iglésias, Chefe de Gabinete de Cafofo, anda a semear
a discórdia e a se imiscuir nos pelouros dos vereadores e nos trabalhos da
Assembleia Municipal (a presidente, Dr. Luísa Clode, na altura da crise, também
se demitiu, porque não estava para aturar as má-criações dos cafofianos e do
Galaró cantante). Em certas reuniões, chega a ser insultuoso contra os
vereadores eleitos, tomando posições de grande sobranceria. Toda a gente começa
a se fartar da arrogância doentia de Iglésias. A gota de água vai transbordar
em finais de Março de 2014, quando, na campanha para as europeias, Miguel
Iglésias exige que o responsável pelo Mercado dos Lavradores ceda gratuitamente
o espaço ao Partido Socialista, onde vai decorrer o jantar de apoio ao actual
eurodeputado Francisco Assis. O responsável do Mercado liga a Gil Canha e diz
que está a sofrer pressões de Iglésias para dar uma “borla” ao PS. Gil Canha
diz que toda a gente paga, até se o Presidente da República fizesse lá
um jantar, também pagava! No dia seguinte, Miguel Iglésias entra no
Gabinete de Gil Canha e exclama:
- Então os nossos também pagam!
- Pois pagam, como toda a gente! - respondeu o Vereador - A Câmara precisa de dinheiro e 3 mil
euros é dinheiro!
Furibundo, Iglésias ameaça:
- Esse encarregado do Mercado é
do PSD, tens de tomar cuidado! Passem então uma factura que depois
pagamos!
E Canha responde:
- O regulamento diz que é a pronto pagamento!
Na segunda-feira, dia 5 de Maio de 2014, na
reunião do executivo, o Prof. Paulo Cafofo começa a arengar e depois informa
que vai proceder a uma remodelação, e que o Vereador Gil Canha vai deixar os
pelouros dos Mercados e da fiscalização municipal e vai passar a ser o
responsável pelas oficinas (!). Isto é, tenta afastar o vereador como castigo
por não ter dado a tal borla ao Partido Socialista (uma coisa de canalha de
escola!). Obviamente que Gil Canha percebe a jogada da
raposa pelada, e diz frontalmente que não alinha em corrupções, porque a
Mudança era para acabar com a ladroagem e com os vícios. Então, Cafofo decide
unilateralmente retirar todos os pelouros a Canha, o que provoca a revolta
dos vereadores da coligação Mudança. (Estes episódios mentireiros estão todos
descritos nas actas da Câmara)
O braço-de-ferro dura um dia. Na manhã de quarta-feira,
dia 7 de Maio, Cafofo retira definitivamente os pelouros a Gil Canha, e nessa
tarde, mesmo antes de Cafofo avisar os partidos da Coligação - na ACIF, Cristina Pedra,
sócia dos Sousas, dá pulos de alegria, pois tem a confirmação do correctivo de
Cafofo e diz aos seus subordinados:
- Não mandem mais nada para o Gil
Canha, vejam o telejornal da RTP/Madeira desta noite!
Nos dias seguintes, a Vice-Presidente Filipa Fernandes
e os restantes vereadores exigem que o Prof. Paulo Cafofo faça marcha-atrás e
ameaçam demitir-se em bloco. Cafofo é apanhado de surpresa, pensava que
defenestrava isoladamente o vereador, mas afinal tinha uma revolta nas mãos.
Então, tenta dividir os vereadores para poder reinar… Marca uma reunião secreta
num local fora do Funchal com o Vereador Edgar Silva e promete-lhe a
Vice-presidência, se este abandonar o grupo refractário.
Edgar, uma pessoa honrada
e digna, não aceita e diz que Cafofo tem de meter no olho-da-rua o Iglésias e
reintegrar o Gil Canha. Aflito, Paulo Cafofo vai a correr até à vereadora
Idalina Perestrelo, e faz-lhe a mesma proposta. Idalina não resiste “à vã
glória de mandar” e vende a sua alma ao diabo. E aceita a Vice-presidência,
mesmo sabendo que vai ter que aturar o Iglésias e o Paulo Cafofo até o fim do
mandato.
Contudo, como o objectivo era isolar o Gil Canha,
tentam uma manobra de desespero: enviam um falso email para o Diário, em nome
do Vereador Edgar Silva, dizendo que ele se demarcara de Gil Canha. A notícia
está quase a ir para o prelo, quando um jornalista se lembra de telefonar a
Edgar Silva, que desmente tudo. Foi aqui que Edgar Silva percebeu que estava a
lidar com gente sem escrúpulos, e juntamente com a Vice-presidente decide renunciar ao mandato, para não criar mais confusões, pois a cidade já andava há
15 dias num desgoverno total, que mais parecia uma interminável telenovela
mexicana.
8.ª Mentira
Paulo Cafofo diz aos meios de comunicação social que
afastou Gil Canha porque ele andava a empatar a vida aos comerciantes e que a
Câmara teria de ser uma Câmara “facilitista”. Passados dois anos, Cafofo
defende a criação de uma Polícia Municipal para pôr na ordem a bandalheira que
ele próprio criou e alimentou com o seu “facilitismo irresponsável”.
E até hoje, alucinado e ressabiado com as manigâncias
de Paulo Cafofo, não parei de mentir; menti quando acusei Paulo Cafofo de
revalidar a licença do monstro do Savoy, um dia antes de esta caducar, somente
para dar um jeito à negociata de Avelino Farinha Agrela com a Isabel
dos Santos, filha do Presidente de Angola. Menti quando acusei o
Presidente da Câmara de atrasar deliberadamente as obras de reabilitação do
nosso Palácio da Justiça. Menti quando disse que a cidade estava entregue à
selvajaria das esplanadas e das roulottes; menti quando acusei Paulo Cafofo de
plágio, quando fez um artigo de opinião no DN copiando autores brasileiros;
menti quando acusei Paulo Cafofo de andar atrás das câmaras de televisão em
vez de combater os fogos que assolaram o Funchal o ano passado, e a dar ordens
directas aos bombeiros no combate aos fogos no quarteirão de S. Pedro; menti,
quando insinuei que Paulo Cafofo mentira na denominada “Comissão dos
Incêndios”, na Assembleia Legislativa, ao dizer que o seu vereador da Proteção
Civil não viera para a Madeira na altura dos incêndios, porque o pai estava
gravemente doente! (Podem falar com o Vereador Domingos Rodrigues, que ele
prova que é mais uma mentira do Gil).
Aquando da inauguração do Complexo do
Lido, voltei a reincidir na mentira, e acusei o Cafofo de ser narcisista e vaidoso,
por colocar uma placa intrujona no local, dizendo que tinha sido ele o
construtor do Lido. Também é uma grande mentira afirmar que Paulo Cafofo
transformou a empresa municipal Frente Mar num verdadeiro viteleiro de tachos
milionários para a sua corte de parasitas. E confesso que estou sempre a
mentir quando digo que a Câmara está num desgoverno total; que os funcionários
andam desmotivados; que a cidade está cada vez mais suja e asselvajada e que o
sr. Cafofo paga uma nota preta aos tipos do Diário para encobrirem e
branquearem esta sua tragédia cafofiana. E a mentira suprema:
durante a longa ditadura jardinista, o Prof. Paulo Cafofo andou calado como um
rato, aguardando matreiramente o dia de saltar para a ribalta, às costas dos
que combateram o regime com enorme sacrifício!
E peço desculpa aos senhores leitores, mas não consigo
deixar de mentir… Aliás, até Outubro deste ano, vou mentir todas os dias, todas
as semanas, todos os meses. Sou um mentiroso compulsivo! E se existem jogadores
viciados que fazem declarações para não entrarem nos casinos, eu gostaria
também de escrever uma declaração no Diário de Mr. Blandy,
atestando que tudo aquilo que digo e escrevo são mentiras descaradas.
Gil Canha, o Mentiroso