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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Opinião



O DESASTRE POPULISTA


GAUDÊNCIO FIGUEIRA

A meses das eleições autárquicas assistimos a uma grande desorientação nas várias forças partidárias que procuram, na propaganda, o remédio para todos os males. Isso foi chão que deu uvas. As pessoas, cansadas de 40 anos de algazarra política, têm dificuldade em distinguir o Poder Autárquico do Super-Poder Local, também conhecido por Poder Regional, exactamente pelo recurso desenfreado e continuado à propaganda e ao populismo.

O populismo levou a que, em momento de zanga de compadres, se tenha dito, para achincalhar, que às Câmaras cabe tratar de galinheiros e apaziguar brigas de vizinhos. Avocando um duvidoso poder de tutela, o Super-Poder impôs a sua vontade, sacrificando a racionalidade económico-financeira à procura de votos. Ficou com a chave do cofre, abria-o, discricionariamente, em função dos seus objectivos políticos que, durante anos, coincidiram com os das Câmaras. Os populistas adoram o Povo, mas depois fazem-lhe a cama pela calada. Morrem pessoas à fome, suicidam-se ou ficam a dormir pelos cantos das ruas? Isso não é problema deles.

Confundindo competências, Super-Poder e Autarquias autorizaram e fomentaram a construção de “casas para o povo” encosta acima, sendo, luz, água, arruamentos e viaturas especiais – os declives impunham – investimento público. A “Madeira Velha” era inimiga do Povo não queria dar-lhe habitação “estilo lapinha”, afirmou a propaganda populista. O 20 de Fevereiro mostrou a irresponsabilidade, e realçou o bom senso anterior ao limitar a construção nas zonas altas. Um populista de há 25 anos escreveu recentemente: “Um verdadeiro autarca, não deve ter problemas em estar perto dos seus, deve lutar pelo bom saneamento básico na sua terra, por uma boa distribuição de água, e luz eléctrica nos lugares públicos e nas casas dos seus conterrâneos, por transportes públicos eficazes, vias de circulação em bom estado e com a sua manutenção regular, incentivar a construção de caminhos e ruas pedonais cuidados e seguros ter na sua terra bons equipamentos na aérea da saúde, da educação, cultura e desporto”. Já não trata só de galinheiros e brigas de vizinhos.
Usando as suas competências, o Poder Regional brindou-nos com o prolongamento do aeroporto. Daí em diante foi um susto. Felizmente a “Sociedade de Endividamento” da Zona Oeste – de tão má memória – não levou por diante aquele hotel na foz da Ribª da Madalena, seria mais um menir a pesar nos nossos depauperados bolsos. Porém, falta-me falar no verdadeiro hino à demagogia de que o “oculto” não fala, ou se fala é pela rama, para zurzir A ou B.

Em 2001, é idealizado para Stª Rita um hospital. Tem projecto em 2003. Seguem-se as expropriações que se concluem em 2005. A 23 de Abril de 2007, o então candidato a novo mandato comprometeu-se a que teríamos os Barreiros e o novo hospital até 2011. A 22 de Maio, porque a situação “das finanças públicas não é desafogada” avançou com mais uma das suas muitas “engenhocas financeiras” para que se concretizassem aqueles dois investimentos. A 6/11/2011 Jardim Ramos anunciou, na ALM, que o GR desistia do Novo Hospital por falta de financiamento. A 01/01/2012 as vítimas da “urgência populista”, mostram-se desagradadas pelo modo tresloucado como haviam corrido as expropriações. Em Dezº de 2012, o TdC diz que teriam sido gastos 5 milhões em projectos que iam direitinhos para a Meia Serra.  

A Resolução n.º 43/2012, publicada no Jornal Oficial da Região, a 1 de Fevereiro, contém a reacção política ao empréstimo de 1.500 milhões que, nessa data o GR fora obrigado a contrair, para nós pagarmos. Não perderam tempo, o GR e o PPD/PSD-M, e de repente surgiu uma “dívida política” de 9 mil milhões do Governo Central ao GR. Era o contraponto aos 6,3 mil milhões de “dívida escondida”. A dívida da RAM levou o Estado a instaurar um processo de averiguações – o “Cuba Livre” – do qual duvidamos que surja acusação.

Porém, politicamente, temos o dever de exigir aos partidos que, credibilizando-se, assumam as suas responsabilidades. Os eleitores assistem a esta novela do Hospital desde 2001, já não acreditam nas palavras bonitas da propaganda caça votos. Não vale a pena o PSD insurgir-se contra os anónimos, nem o PS apresentar-se como interlocutor do Governo Central. Porque, 1.500 milhões não se pagam em quatro anos e, pensem no futuro desta terra, que é bem negro. A responsabilidade, não podendo ser a criminal, seja pelo menos a política. Assim como estão, PSD e PS, trarão de volta, em breve, o “populista oculto”. 

Comissão Política laranja trata do Estatuto da Madeira



PSD/Madeira procura consenso





A proposta de alteração ao Estatuto Político-Administrativo da RAM, “documento vital para o futuro da Madeira e do Porto Santo, cuja revisão é urgente”, não é um documento fechado ou estanque, disse hoje José Tranquada Gomes, à saída reunião da Comissão Política do PSD/Madeira, salientando que o Partido procura um consenso.
“Procuramos o consenso que reforce a legitimidade inultrapassável da Assembleia Legislativa da Madeira e dos madeirenses aí representados pelos diferentes partidos políticos” referiu Tranquada Gomes, que foi o porta-voz da reunião da Comissão Política.
O dirigente social-democrata reforçou que esta proposta, assente na “Autonomia Progressiva”, pretende, ainda, consagrar os compromissos assumidos pelo PSD/Madeira, nomeadamente a limitação de mandatos do Presidente do Governo, a diminuição do número de deputados, o reforço das incompatibilidades, o registo de interesses, o sistema fiscal próprio, o círculo eleitoral próprio para a emigração e o Parlamento Europeu e a clarificação das competências legislativas.
No que diz respeito às autárquicas, “o PSD/Madeira reafirma que vai continuar a apresentar os seus candidatos às eleições autárquicas de acordo com a sua própria estratégia, e depois de ouvidas as comissões políticas concelhias”, disse, frisando que a Comissão Política aprovou já os nomes de Carlos Teles (Calheta), de Pedro Coelho (Câmara de Lobos), de Ricardo Sousa (Machico) e o apoio a José António Garcês (São Vicente), como candidatos às respectivas Câmaras Municipais.
Da reunião da Comissão Política Regional saíram, ainda, duas resoluções: a nomeação do deputado Carlos Rodrigues para o cargo de presidente do Gabinete de Estudos e Relações Externas do PSD/Madeira e a marcação da data da Festa Popular do Chão da Lagoa de 2017, agendada para o dia 23 de Julho, na herdade do Chão da Lagoa.

Texto e foto: PSD-M

OPINIÃO




As mentiras do Gil


Antes de começar com o meu rol de mentiras, vou contar um episódio burlesco que se passou com a famosa realizadora de cinema da época hitleriana Leni Riefenstahl, que depois da queda da Alemanha Nazi passou os últimos anos da sua longa vida a lutar contra todos aqueles que a acusavam de ter sido cúmplice das atrocidades nazis.
E conta que, anos depois da guerra, “um jornal italiano, sério, foi um dia entrevistar-me a minha casa na Baviera. Os jornalistas simpáticos perguntaram à despedida se eu havia comprado a propriedade por causa duma grande árvore, um carvalho majestoso, eu levantei o braço em direção à árvore e apontei. 'É maravilhoso não é?!' Na semana seguinte surgiu uma fotografia minha nesse jornal com a seguinte legenda: 'Riefenstahl despede-se com a saudação hitleriana'".
Esta falsidade de um jornal “sério” italiano faz-me lembrar o nosso Diário de Notícias, que é useiro e vezeiro em adulterar a verdade dos factos, no sentido de proteger os seus interesses economicistas. Como toda a gente pode comprovar num vídeo que coloquei na minha página do facebook, eu nunca disse que a Câmara tinha desviado o dinheiro dos donativos dos incêndios. O que eu disse, e está lá clarinho como água, é que a “Câmara desvia fundos para pagar propaganda no Diário”, que eu considero um escândalo, já que esses milhares de euros dos munícipes são desviados para encobrir e branquear a gestão ruinosa de Paulo Cafofo.
Mas, já que o Diário de Mr. Blandy diz que eu sou mentiroso, eu aproveito esta oportunidade para lançar mais algumas mentiras. Só espero que o Diário que me chamou mentiroso não venha cramar nem lamber feridas, porque, repito, tudo o que eu vou dizer SÃO MENTIRAS!

1.ª Mentira
O sr. Presidente Paulo Cafofo ficou preocupadíssimo porque o seu Vereador Gil Canha um dia devolveu à cidade um arruamento de que os Sousas se tinham apropriado, junto ao Largo dos Varadouros. Também achou exagerada a presença da polícia no desmonte da abusiva esplanada do restaurante a Muralha, na Zona Velha (ele agora quer uma Polícia Municipal?!).

2.ª Mentira
O sr. Prof. Paulo Cafofo avisou o sr. Gil Canha para não meter uma acção de despejo contra o Clube Sport Marítimo, porque era uma instituição poderosíssima e com muitos eleitores. O referido clube tinha feito uma obra clandestina (num fim-de-semana) num edifício camarário do séc. XVIII, sito, Rua D. Carlos, n.º 17, e que a autarquia tinha cedido gratuitamente a troco de determinadas condições, sendo uma delas, que o clube teria de organizar, e cito: “anualmente, um encontro de futebol, com uma equipa de escalão nunca inferior, cuja receita líquida reverterá em favor da Câmara, para ser doada a uma instituição Social de Beneficência”. Ora, até hoje, o clube nunca cumpriu esta cláusula benemérita, e não contente, ainda destruiu o património do seu senhorio. 

3.ª Mentira
Nas obras dos Barreiros, o Clube do sr. Carlos Pereira ocupou, durante anos e anos, uma área da via pública, e nunca pagou à autarquia essa utilização. Pior ainda, mandou pregar ao tecto os valores da respectiva licença, que, segundo cálculos mentirosos, ultrapassa um milhão e meio de euros, mais juros.

4.ª Mentira
No início do ano de 2014, o Diário de Notícias começa a fazer primeiras páginas, atacando subtilmente a gestão de Cafofo. Entretanto, começam as visitas “domiciliárias à moda da Sicília” de José Câmara e Agostinho Silva à Presidência da autarquia, o que culminou com um contrato milionário de cerca de 20 mil euros mensais, para o Diário publicar todos os meses um suplemento autárquico no interior do jornal, o chamado “chouriço”. Essa negociata vergonhosa dos mandaretes de Mr. Blandy originou forte resistência da Vice-Presidente, Filipa Fernandes, e de Gil Canha, já que o dinheiro era escasso e havia muitos munícipes desesperados a precisar de ajuda. (Depois do DN receber os primeiros dinheirinhos, nunca mais saiu uma página no dito Independente contra o sr. Cafofo, mais uma mentira a somar ao rol!)

5.ª Mentira
Em finais de Fevereiro de 2014, o Grupo Sousa organiza duas manifestações de “trabalhadores” da Quinta do Lord contra o vereador Gil Canha, e cercam a Câmara, recorrendo a apitos e insultos, gerando cenas de alguma violência. O Prof. Paulo Cafofo, em vez de prestar solidariedade a Gil Canha, pede arrogantemente que o vereador se demita. Mais tarde, veio-se a descobrir que a organização dos autocarros que transportaram os ditos “trabalhadores” foi arranjada por gente ligada ao submundo da autarquia rosa de Machico. 

6.ª Mentira
 Como o Vereador Gil Canha andava a importunar os grandes interesses ligados ao ramo imobiliário, à hotelaria, à ACIF da Pedra/Sousas e aos tubarões das grandes empresas de construção civil, o sr. Prof. Paulo Cafofo começou, a partir de Abril de 2014, a estabelecer conversações secretas com o CDS, do sr. José Manuel Rodrigues (basta ver as fotos de casamento deste cavalheiro no Forte de S. Tiago, para se ver as ligações promíscuas deste político semi-morto), no sentido de substituir o incómodo vereador, e que só não foram para a frente, porque, felizmente, ainda há gente séria no CDS. Estas movimentações clandestinas de Paulo Cafofo foram noticiadas na altura por uma reportagem mentirosa do Diário de Notícias.

7.ª Mentira
Desde a tomada de posse da coligação Mudança, em finais de 2013, que Miguel Iglésias, Chefe de Gabinete de Cafofo, anda a semear a discórdia e a se imiscuir nos pelouros dos vereadores e nos trabalhos da Assembleia Municipal (a presidente, Dr. Luísa Clode, na altura da crise, também se demitiu, porque não estava para aturar as má-criações dos cafofianos e do Galaró cantante). Em certas reuniões, chega a ser insultuoso contra os vereadores eleitos, tomando posições de grande sobranceria. Toda a gente começa a se fartar da arrogância doentia de Iglésias. A gota de água vai transbordar em finais de Março de 2014, quando, na campanha para as europeias, Miguel Iglésias exige que o responsável pelo Mercado dos Lavradores ceda gratuitamente o espaço ao Partido Socialista, onde vai decorrer o jantar de apoio ao actual eurodeputado Francisco Assis. O responsável do Mercado liga a Gil Canha e diz que está a sofrer pressões de Iglésias para dar uma “borla” ao PS. Gil Canha diz que toda a gente paga, até se o Presidente da República fizesse lá um jantar, também pagava! No dia seguinte, Miguel Iglésias entra no Gabinete de Gil Canha e exclama: 
- Então os nossos também pagam! 
- Pois pagam, como toda a gente! - respondeu o Vereador - A Câmara precisa de dinheiro e 3 mil euros é dinheiro! 
Furibundo, Iglésias ameaça: 
- Esse encarregado do Mercado é do PSD, tens de tomar cuidado! Passem então uma factura que depois pagamos! 
E Canha responde: 
- O regulamento diz que é a pronto pagamento!
 Na segunda-feira, dia 5 de Maio de 2014, na reunião do executivo, o Prof. Paulo Cafofo começa a arengar e depois informa que vai proceder a uma remodelação, e que o Vereador Gil Canha vai deixar os pelouros dos Mercados e da fiscalização municipal e vai passar a ser o responsável pelas oficinas (!). Isto é, tenta afastar o vereador como castigo por não ter dado a tal borla ao Partido Socialista (uma coisa de canalha de escola!). Obviamente que Gil Canha percebe a jogada da raposa pelada, e diz frontalmente que não alinha em corrupções, porque a Mudança era para acabar com a ladroagem e com os vícios. Então, Cafofo decide unilateralmente retirar todos os pelouros a Canha, o que provoca a revolta dos vereadores da coligação Mudança. (Estes episódios mentireiros estão todos descritos nas actas da Câmara)
O braço-de-ferro dura um dia. Na manhã de quarta-feira, dia 7 de Maio, Cafofo retira definitivamente os pelouros a Gil Canha, e nessa tarde, mesmo antes de Cafofo avisar os partidos da Coligação - na ACIF, Cristina Pedra, sócia dos Sousas, dá pulos de alegria, pois tem a confirmação do correctivo de Cafofo e diz aos seus subordinados: 
- Não mandem mais nada para o Gil Canha, vejam o telejornal da RTP/Madeira desta noite!
Nos dias seguintes, a Vice-Presidente Filipa Fernandes e os restantes vereadores exigem que o Prof. Paulo Cafofo faça marcha-atrás e ameaçam demitir-se em bloco. Cafofo é apanhado de surpresa, pensava que defenestrava isoladamente o vereador, mas afinal tinha uma revolta nas mãos. Então, tenta dividir os vereadores para poder reinar… Marca uma reunião secreta num local fora do Funchal com o Vereador Edgar Silva e promete-lhe a Vice-presidência, se este abandonar o grupo refractário. 
Edgar, uma pessoa honrada e digna, não aceita e diz que Cafofo tem de meter no olho-da-rua o Iglésias e reintegrar o Gil Canha. Aflito, Paulo Cafofo vai a correr até à vereadora Idalina Perestrelo, e faz-lhe a mesma proposta. Idalina não resiste “à vã glória de mandar” e vende a sua alma ao diabo. E aceita a Vice-presidência, mesmo sabendo que vai ter que aturar o Iglésias e o Paulo Cafofo até o fim do mandato.
Contudo, como o objectivo era isolar o Gil Canha, tentam uma manobra de desespero: enviam um falso email para o Diário, em nome do Vereador Edgar Silva, dizendo que ele se demarcara de Gil Canha. A notícia está quase a ir para o prelo, quando um jornalista se lembra de telefonar a Edgar Silva, que desmente tudo. Foi aqui que Edgar Silva percebeu que estava a lidar com gente sem escrúpulos, e juntamente com a Vice-presidente decide renunciar ao mandato, para não criar mais confusões, pois a cidade já andava há 15 dias num desgoverno total, que mais parecia uma interminável telenovela mexicana. 

8.ª Mentira
Paulo Cafofo diz aos meios de comunicação social que afastou Gil Canha porque ele andava a empatar a vida aos comerciantes e que a Câmara teria de ser uma Câmara “facilitista”. Passados dois anos, Cafofo defende a criação de uma Polícia Municipal para pôr na ordem a bandalheira que ele próprio criou e alimentou com o seu “facilitismo irresponsável”.

E até hoje, alucinado e ressabiado com as manigâncias de Paulo Cafofo, não parei de mentir; menti quando acusei Paulo Cafofo de revalidar a licença do monstro do Savoy, um dia antes de esta caducar, somente para dar um jeito à negociata de Avelino Farinha Agrela com a Isabel dos Santos, filha do Presidente de Angola. Menti quando acusei o Presidente da Câmara de atrasar deliberadamente as obras de reabilitação do nosso Palácio da Justiça. Menti quando disse que a cidade estava entregue à selvajaria das esplanadas e das roulottes; menti quando acusei Paulo Cafofo de plágio, quando fez um artigo de opinião no DN copiando autores brasileiros; menti quando acusei Paulo Cafofo de andar atrás das câmaras de televisão em vez de combater os fogos que assolaram o Funchal o ano passado, e a dar ordens directas aos bombeiros no combate aos fogos no quarteirão de S. Pedro; menti, quando insinuei que Paulo Cafofo mentira na denominada “Comissão dos Incêndios”, na Assembleia Legislativa, ao dizer que o seu vereador da Proteção Civil não viera para a Madeira na altura dos incêndios, porque o pai estava gravemente doente! (Podem falar com o Vereador Domingos Rodrigues, que ele prova que é mais uma mentira do Gil). 
Aquando da inauguração do Complexo do Lido, voltei a reincidir na mentira, e acusei o Cafofo de ser narcisista e vaidoso, por colocar uma placa intrujona no local, dizendo que tinha sido ele o construtor do Lido. Também é uma grande mentira afirmar que Paulo Cafofo transformou a empresa municipal Frente Mar num verdadeiro viteleiro de tachos milionários para a sua corte de parasitas. E confesso que estou sempre a mentir quando digo que a Câmara está num desgoverno total; que os funcionários andam desmotivados; que a cidade está cada vez mais suja e asselvajada e que o sr. Cafofo paga uma nota preta aos tipos do Diário para encobrirem e branquearem esta sua tragédia cafofiana. E a mentira suprema: durante a longa ditadura jardinista, o Prof. Paulo Cafofo andou calado como um rato, aguardando matreiramente o dia de saltar para a ribalta, às costas dos que combateram o regime com enorme sacrifício!
E peço desculpa aos senhores leitores, mas não consigo deixar de mentir… Aliás, até Outubro deste ano, vou mentir todas os dias, todas as semanas, todos os meses. Sou um mentiroso compulsivo! E se existem jogadores viciados que fazem declarações para não entrarem nos casinos, eu gostaria também de escrever uma declaração no Diário de Mr. Blandy, atestando que tudo aquilo que digo e escrevo são mentiras descaradas.

Gil Canha, o Mentiroso

Saúde na Madeira




Marcha atrás, à frente, zigzag ou... estagnada?


O governo chegou à brilhante conclusão de que a Saúde na Madeira está degradada. 
Ficou preocupado com a não acreditação e com os Blogs (uiiii que medo!!!).
Resolve prometer obras nos Marmeleiros.
Estacionamento,telhado, terraços, varandas, coberturas, janelas, impermeabilização, paredes, tetos, pintura, esgotos, casas de banho, tubagens, escadas de incêndios, ETAR, muros de suporte, desmatação, desratação, desbaratização.
Vão fazer primeiro o quê? O estudo do laboratório de engenharia ou as obras?
Vão aproveitar a comissão do "Hospital Novo"?
Há mais tachinhos para oferecer?
O projecto já foi posto a concurso?
O projecto já está concluído?
O projecto já foi adjudicado?
Qual é o custo do projecto?
Como vai ser financiado?
Alguém dá 50%, 40%, 30%?
Está contemplado no orçamento de 2017?
Vai para o orçamento de 2018, 2019, 2020...?
Como é o entendimento com a Misericórdia?
Quais as contrapartidas para a Misericórdia?
Quando começam as obras?
No dia de São Nunca?
E como fica o projecto do "novo hospital"?
Desistiram?
Vão continuar no: "a culpa é tua" .. "não a culpa é tua".."não, não, a culpa é tua"
E o que dizer das mini-obras de cosmética prometidas para o H. Nélio Mendonça?
Aquilo com uma pinturazinha vai lá, não vai?
Vão melhorar alguma coisa?

Quem é que ainda acredita nesta política de saúde?
Sai mais uma reunião com 20 pessoas para discutir... a comunicação e o diálogo.

K-Saúde

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Cidade



Obras nos Armazéns Oliveira 
sem acompanhamento da CMF

Caro Luís Calisto,
Estou certa de que não se incomodará com a referência à fonte. É, neste caso, essencial para dar conta dos bons préstimos da CMF ao património da cidade do Funchal.
Filipa Manuel


Escreve o Funchal Notícias:
"O FN questionou o vereador da CMF com o pelouro das obras particulares sobre o tipo de intervenção que estava a ser realizada, mas Domingos Rodrigues ainda não deu resposta ao nosso pedido.
O FN apurou que um empresário russo comprou os antigos Armazéns Oliveiras, no início da rua 31 de janeiro, junto ao Largo do Pelourinho, para investir no ramo imobiliário.
No rés-do-chão do imóvel, existe uma cave para o Largo do Pelourinho, ao lado do altar de parede, e têm aí sido feitas escavações no solo para a colocação de canos de esgoto, sem qualquer acompanhamento arqueológico. Recorde-se que, estamos a falar de uma área onde funcionou a primeira Alfândega da Madeira".

Vida partidária


JSD-CÂMARA DE LOBOS 
PROMOVE FORMAÇÃO POLÍTICA

A JSD Câmara de Lobos promoveu, no passado dia 31 de Janeiro, uma actividade intitulada “Conhece a tua estrutura política”. A palestra, que decorreu na sede do PPD/PSD Câmara de Lobos, teve como oradora Vera Duarte que explicou aos militantes a orgânica da JSD Madeira, JSD Nacional e PSD Madeira, abordando, ainda, alguns fundamentos básicos, bem como, noções de estatutos e regulamentos destas estruturas políticas.

Nesta sessão estiveram presentes cerca de 3 dezenas de militantes da JSD Madeira, sobretudo pertencentes à concelhia de Câmara de Lobos, e ainda os deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Higino Teles e Rómulo Soares Coelho.

A presidente da concelhia de Câmara de Lobos, Sofia Araújo Figueira, afirma que esta iniciativa surgiu a partir do facto de a Comissão Política da JSD Câmara de Lobos ter detectado que havia necessidade de facultar mais formação política aos seus militantes, principalmente aos jovens que integram a JSD há menos tempo. Salienta, ainda, que “é importante que os militantes da JSD percebam como funciona a JSD e qual a sua composição e hierarquia, de modo a poderem participar mais activamente na vida política, com uma participação que tenha cada vez mais qualidade”.
Texto e fotos: JSD-C. Lobos

PCP em acção na Fernão de Ornelas



Pobreza e salário mínimo



Nesta iniciativa que hoje teve lugar no Concelho do Funchal, na Rua Fernão de Ornelas, foram apresentadas as seguintes declarações políticas pelo dirigente regional do PCP, Leonel Nunes.
"Na nossa Região, quase um terço das pessoas em situação de pobreza são trabalhadores, que todos os dias levantam-se para ir trabalhar, mas aquilo que levam para casa ao fim do mês não chega para as despesas básicas.
Não é novidade para ninguém, que os baixos salários e em particular o valor do salário mínimo nacional é inegável causa de pobreza.
O salário mínimo nacional é uma conquista da Revolução de Abril e à data representou uma melhoria muito expressiva nas condições vida dos trabalhadores.
Mas ao longo das décadas tem sido profundamente desvalorizado com actualizações abaixo do aumento dos rendimentos médios e do índice de preços ao consumidor. Entre 2011 e 2014 esteve congelado.
 Convém recordar que se tivesse sido actualizado, considerando a inflação e o aumento da produtividade, rondaria hoje os 900 euros por mês.
Para o PCP o Salário Mínimo Nacional já deveria estar fixado nos 600€.
O aumento do SMN deve ser encarado como um instrumento, de aumento generalizado dos salários.
Na Região Autónoma da Madeira, tendo em conta a actual situação social, económica e financeira, o PCP defende a fixação de um acréscimo regional de 5% à Retribuição Mínima Mensal Garantida nacional sendo possível, a curto prazo, evoluir para um valor que atinja os 7,5%, correspondendo assim a uma solução para a compensação dos actuais custos da insularidade e a objectivos de solidariedade e de justiça social.

 Actualmente já existe um acréscimo de 2%, mas que é insuficiente para fazer face aos custos de insularidade.
Nos Açores, por proposta do PCP, o acréscimo é de 5% já a vários anos.
Tendo em conta esta realidade, e a necessidade de fazer face aos elevados custos de insularidade e a objectivos de solidariedade e de justiça social, o Grupo Parlamentar do PCP exerceu o "Direito à Fixação da Ordem do Dia", em conformidade com a alínea e), do artigo 14.º e nos termos do artigo 71.º do Regimento da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira para fixar o diploma, da nossa autoria, sobre "Acréscimo do Salário Mínimo Nacional" para a ordem do dia da reunião plenária do próximo dia 7 de Fevereiro."


Texto e foto: PCP

Cidade capital


Castanhas assadas na Praça do Povo


Onde pára a Fiscalização da C.M. do Funchal? 
Além da grande poluição do fumo do carvão, numa cidade dita limpa, bandeira desta Vereação, permite-se que esta pouca vergonha se mantenha, apesar da licença de venda de castanha assada já ter terminado ontem 31-01-2017.
A foto foi tirada na tarde de hoje 01-02-2017.


P.S.- Espero que na próxima época das castanhas esta situação da poluição seja tida em conta pelos responsáveis pelo Ambiente na C.M.F.
Cumprimentos verdes.

K-Kastanha

Lelé da Cuca



ISTO ESTARÁ MESMO A ACONTECER?




Estes episódios que nos chegam diariamente dos Estados Unidos são reais ou fazem parte de uma série televisiva muito mais avançada do que o Dallas? Se temos novela, será possível meter no último episódio um impeachment qualquer para despachar o vilão da palha de milho à cabeça?







O nosso prezado amigo Lemos Baptista tem andado nos últimos tempos pelo Montijo? Está a pensar no calhau do Paul do Mar ou no Planalto do Paul da Serra? Este já foi hipótese para aeroporto, tal como o Santo da Serra. Mas se é para fazermos na Madeira mais aeroportos do que campos de futebol, que tal uma pista (não tão grande como as outras) no topo da Penha de Águia? Seria excelente para o Porto da Cruz, Lemos. Mais preocupante é que esta ideia qualquer dia dá um livro...






Depois de tantos processos de conteúdo gravíssimo serem estranhamente protelados até à prescrição, cá na Tabanca; depois de tanta gestão ruinosa em tantos sectores com custos de milhões; depois de tantos vexames e assassinatos de carácter na praça pública, com a complacência dos tribunais - depois de tudo isso e muito mais, a prisão efectiva aplica-se quando se faz ao MRPP uma acusação, velha e relha de 1975, a respeito de dinheiros da CIA? A prisão vai para a denúncia de que Garcia Pereira foi advogado em processos vários em defesa de Jardim e Cunha e Silva, o que é verdade? Lá vai o tempo em que valia aquela máxima: ou há democracia ou comem todos!   


Caro Leitor: isto é mesmo verdade ou estamos todos a ficar desaparafusados?

Transportes aéreos preocupam


Açores perde Ligação da Air Berlin

Afinal nem tudo são rosas nos céus açorianos… 
Conforme noticiado pelo Correio dos Açores, a ligação da companhia aérea de baixo custo Air Berlin à Ilha Terceira, que arrancou em Maio do ano passado, já terminou e não deverá ser retomada este ano. Isto porque, segundo explica a notícia, a operação não teve o sucesso esperado, sendo que os voos chegavam à Terceira, na maior parte das vezes, com menos de metade da lotação, uma vez que os turistas, na sua maioria, optavam por ficar em São Miguel, onde os aviões faziam escala intermedia.
Será de lembrar que o primeiro voo da Air Berlin, vindo de Düsseldorf, aterrou na Terceira a 5 de Maio, com 64 passageiros a bordo. Na altura, o responsável pelo departamento de desenvolvimento turístico na Air Berlin disse estar convicto de que a Terceira tinha potencial para o mercado alemão, o que acabou por não se verificar.
A justificação prende-se com a promoção que era feita do destino, promoção que em vez de ser direcionada para a Terceira era genérica e valorizava apenas a especificidades de São Miguel. Paralelamente, os preços dos voos interilhas e a informação disponibilizada não convidavam à deslocação de São Miguel para a Terceira.
Sabe-se, também, que a Air Berlin deixará de voar para São Miguel, mas Ponta Delgada manterá cinco ligações semanais à Alemanha, sendo operadas pela SATA (3), pela Ryanair (1) e pela companhia aérea de baixo custo Niki (1).
Curioso é também o facto de que, passado mais de um mês de o arranque da operação da Ryanair para a ilha Terceira, o site da companhia aérea continuar a apresentar o destino sem qualquer fotografia. A ilha Terceira até surge na página principal como um dos destinos mais baratos a partir de Lisboa, mas é o único destino sem referência fotográfica, ao contrário dos restantes.

RICARDO VARES

Bola meio cheia meio vazia


A coisa anda “empenada”
- Futebol Regional em ruptura





A coisa já teve melhores dias e ar, o Futebol Regional vive novamente uma fase menos boa e onde a “acalmia aparente” é mesmo e só apenas de aparência.
Depois dos problemas com comportamentos de adeptos e árbitros que provocam adeptos e dirigentes, o verniz, ao que parece, estalou, e os clubes dos regionais preparam-se para uma decisão conjunta contra a AFM. Segundo se sabe, está já em marcha a organização de um encontro entre os Presidentes dos diversos clubes regionais, por forma a que todos juntos tomem uma posição única.
Para além dos problemas gravíssimos no regional de futebol, há quem já queira igualmente lançar sucessor a Rui Marote, o eterno Presidente da Associação de Futebol da Madeira.
Dias quentes no futebol estão para breve!


K – kinta - koluna

Questão ambiental



Populares de São Gonçalo recorrem 
ao Presidente do Governo



Considerando-se prejudicado há muito tempo pelos impactos de uma empresa de criação de frangos, um dos vizinhos moradores ao sítio dos Salões redigiu uma carta que explica a situação e pede saída para o problema.








Parangonas dos independentes



Os Srs. da Câmara são maravilhosos em títulos nos 'independentes' desta terra.
Tivemos:
- o ano recebido com menos lixo;
- o Funchal que recolheu em 2016 mais lixo do que no ano anterior;
- as mega-operações de limpeza na Nazaré;
- e outros.
Só lamento que tenhamos de conviver diariamente com o lixo nas praças, avenidas, nas ruas, nos bairros e nos jardins desta cidade.

Entretanto, entretenhamo-nos e contemos os dias até à próxima parangona.
MÓNICA FREITAS

Dissidência universitária


A UMa acordou hoje com a cara lavada, 
a cara da democracia

Este é a nossa maneira de nos fazer ouvir e contrariar o que a associação que diz representar-nos reivindica. Nós queremos ensino gratuito democrático e público! Não queremos propinas! Não concordamos com os valores da AAUMa e não aceitamos que nos representem sem que nos deixem elege-los. Queremos mais financiamento dos governos regional e da república, queremos uma Universidade competitiva e queremos o que a constituição nos dá como direito. Como tal procedemos a afixação de cartazes em todo o campus da penteada da UMa. Juntamo-nos assim às estruturas nacionais que representam mais de 100 000 alunos e que exigiram o fim das propinas (http://www.rtp.pt/madeira/sociedade/estudantes-da-madeira-recusam-o-fim-das-propinas-_6740).

Os Alunos da Universidade da Madeira

O Santo


A Impunidade


Cada qual tem a sua própria teoria sobre como se deve combater o crime. Em seguida apresentarei, uma opinião[i]: a teoria da oportunidade do crime.
A teoria simplesmente alega que os criminosos fazem escolhas racionais pelo que escolhem alvos que permitem embolsar elevada recompensa com pouco esforço e risco.
A ocorrência do crime depende de duas coisas: a presença de alguém motivado ou preparado para cometer o crime e a oportunidade.
Isto significa que para limitar o crime, como por exemplo a corrupção, o Estado pode interferir através:
·         da educação da população,
·         pela punição dos criminosos,
·         pela rotatividade dos cargos públicos,
·         pela criação de rotinas (i.e., burocracia) que evitem a concentração das decisões num só individuo[ii],  
·         rotinas que impeçam que o crime seja escondido (i.e., transparência das decisões e publicação das mesmas)….

Nesta publicação só falarei da impunidade, e do efeito que esta cria.
Na Alemanha, durante os anos 80, um estudo de roubos de motociclos identificou a oportunidade como sendo o elemento crucial. Os roubos de motas diminuíram drasticamente de cerca de 150 000 em 1980 para cerca de 50 000 em 1986. Esta grande diminuição deveu-se à introdução de uma lei que tornou obrigatória a utilização de capacete. Ao que parece, os ladrões de mota ficaram com medo de serem fiscalizados pela polícia devido à ausência de capacete. Esta ausência aumentava o risco de ser punido pelo roubo. Isto significa que a diminuição da impunidade diminui a criminalidade.
O criminologista Van Dijk notou que a vítima de um roubo de uma bicicleta tem tendência a roubar a de outro para a substituir. Isto significa que, a impunidade, provoca um aumento de criminalidade[iii].
Estas constatações podem ser facilmente verificadas pelo leitor. Basta pensar no limite de velocidade ao conduzir veículos: se não houver multas, muitos o ultrapassarão, e em seguida, outros os imitarão.

Conclusão

Caro leitor, quantas denúncias públicas assistiu? Quantas já leu hoje? Acredita que alguém será punido?
Estimado leitor, seja lá qual for a denúncia com a qual simpatiza, se o perpetrador da injustiça e seus associados não forem penalizados, ela continuará a ocorrer, a propagar-se e a tornar-se cada vez mais grave… até os cidadãos deixarem de ter quaisquer direitos efetivos.
Também é verdade que nesta coisa que chamamos de Democracia, o cidadão, na altura certa, pode punir os iníquos.


Eu, O Santo



[ii] como por exemplo, concursos públicos.
[iii] Se calhar o leitor já viu esta tendência… talvez em chinelos de praia.