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quarta-feira, 26 de março de 2014

ESTALEIRO






As ruidosas obras do aterro alastram pelo (antigo) calhau acima. O tapume ao longo da Avenida do Mar já abraçou o 'Verdinho' - interessante café-quiosque que, dizem, sofrerá um deslocamento de 2 centímetros, pouco mais ou menos. Já lhe tiraram a carapuça.
Mestres, acabem com essa fossada rapidamente. Caso contrário, sua excelência vai definitivamente para Bruxelas sem ter inaugurado a bodega da frente-mar. 




Depois do quiproquó da nossa informação anterior, eis que a Loja DN, à Rua da Alfândega, está a funcionar na sua plenitude. E com farta clientela, para consumir a edição diária do centenário jornal acompanhada do cafèzinho e com o bónus-extra do parque de estacionamento.


terça-feira, 25 de março de 2014

SURPRESA


JM PUBLICOU RESPOSTA 
DE MIGUEL DE SOUSA


É caso para se dizer: vai cair um burro da rocha a baixo

Não tem nada de estranho, pelo contrário, a publicação do regime, ou seja, o Jornal da Madeira, limitou-se a cumprir a sua obrigação e respeitar o direito de resposta a quem justificou ter direito a ele. Mas, nos tempos que correm, em que a cegueira jardineirista leva os comissários a persistir numa arrogância que chega a ser hilariante - nestes tempos, pois, é caso para se dizer que "está um burro para cair da rocha em baixo".
Atente-se no ponto a que chegámos: cumprir a lei já é notícia!
Mas é verdade, e faça-se justiça: o JM respeitou a lei desta vez e publicou o direito de resposta pedido por Miguel de Sousa no âmbito da disputa que temos coberto largamente.




GOLFE NO PORTO SANTO
VIVE DIAS DE AGONIA


Pelo menos é o que nos dizem para cá

Manter este cenário verde é trabalhoso e sobretudo caro.

Não sabemos ao certo se se trata de mero alarmismo ou se, realmente, as tacadas estão a perder força nos greens do Porto Santo.
Reproduzamos o que nos dizem frequentadores assíduos do Campo de Golfe em questão, que custou "milhões e milhões":
- Há mais de um mês que os duches só deitam água fria;
- Os relvados passaram de verde para castanho, com o piso a dar mais a ideia de 'cimento armado' - porque o sistema de rega 'deu o berro';
- Não há dinheiro para fazer consertos ou substituir os equipamentos em mau estado;
- Consequentemente, em vez de aumentar, o número de praticantes decresce - e o lugar entre os 100 melhores da Europa agora nem nos 1000 melhores.

Deixamos estas preocupações aqui lavradas na esperança de que o nosso antigo companheiro das lides escritas Mário Silva, hoje director daquele Campo de Golfe supostamente moribundo, faça luz sobre o assunto. Convém deixar descansados os contribuintes que ainda têm por pagar as loucuras da Madeira Nova. 


ELEIÇÕES


VICTOR CANDIDATO À EUROPA
- ESPECULA O 'EXPRESSO'





O líder regional do Partido Socialista, Victor Freitas, será em breve deputado ao Parlamento Europeu, se por acaso derem certas as contas arquitectadas pelo 'Expresso' on line.
Um texto assumidamente especulativo, já que a lista do PS está "fechada a sete chaves no cofre de Seguro", coloca Victor Freitas em 9.º lugar, quando as sondagens apontam para 9 ou 10 eleitos por aquele partido.
A lista que o semanário considera mais badalada nos corredores do Rato é a seguinte: Francisco Assis, Pedro Silva Pereira, Carlos Zorrinho, Maria João Rodrigues, Manuel Caldeira Cabral, Jamila Madeira, José Junqueiro, Manuel dos Santos e Victor Freitas.

A confirmar-se este prognóstico, e depois do desconcerto que foi o avanço do líder do PS-M para a candidatura à presidência do governo regional, vamos retirar as botas de futebol da prateleira e voltar às 'peladas' na Praia Formosa, porque de política, está visto, não pescamos nada.
Ou, se calhar, até estamos a ver a coisa bem demais.

Nota - Chamamos a atenção para a notícia "confirmadíssima" que um Leitor avança num comentário a este artigo. O nome, afinal, segundo ele, já foi muito falado.


AO CUIDADO DE EMANUEL CÂMARA:
QUEM CONSERTA O VARANDIM?

Não sabemos se é resultado das últimas tempestades nortenhas, mas para o caso pouco importa. O facto é que o mau estado das defesas que vemos nas imagens está bem à vista. 
Estamos a falar de um dos locais mais visitados do Norte, aonde afluem, nos seus passeios a pé, miúdos e graúdos, turistas e locais, novos e velhos, homens e mulheres.
A quem compete arranjar aquilo? À Câmara? Se sim, que esperamos, Emanuel? E se compete ao governo, que esperamos... Emanuel? Sem pressionar os sucessores da Junta Geral, nada feito, caro presidente.





DELÍCIAS DA MADEIRA NOVA


RECADO AOS ARTICULISTAS DA OPOSIÇÃO

Durante muito tempo, zurziram a bom zurzir os ouvidos deste vosso amigo por causa dos inúmeros escritos acerca do processo de sucessão no PPD-M e das aventuras e desventuras dos Delfins. 
Atalhando, os azedos autores das zurzidelas acusavam-nos de desviar os holofotes da actualidade para uma causa que só interessa ao PPD, com o manhoso e condenável intuito de eclipsar os pobres combatentes da oposição.
Muito antes disso, alguns destes mesmíssimos críticos bem nos azucrinaram a molécula pelo facto de escrevermos sobre as peripécias das incontáveis sensibilidades que faziam do Partido Socialista uma manta de retalhos, a perder consistência de eleição para eleição.
À época, acusavam-nos de pôr o foco no PS-M, não para promover o simpático partido, mas para o desagregar mais, num descarado frete ao PPD.
Queremos chegar a isto: muitos desses nossos Amigos - porque as divergências destes 35 anos não acabaram com as amizades todas - são hoje uns entusiastas do tema 'sucessão no PPD'. Com espaço na comunicação social para esgrimir argumentos, eles mal falam do seu PS, do seu PP, do seu Bloco, do seu PCP. Eles são fanáticos das histórias protagonizadas por 'Meio Chefe' e pelos Delfins, no processo em curso.
Olá! Será que tais oposicionistas estão a fazer o frete ao PPD, apontando os holofotes à Rua dos Netos, a cada oportunidade, para promover o Laranjal? Resolveram seguir o nosso mau exemplo?
Meus Amigos, mantemos a teoria dos velhos tempos: o maniqueísmo que Jardim sempre disse condenar, apesar de o praticar em toda a sua carreira, foi chão que deu uvas. Somos todos iguais, mesmo com uns mais iguais do que outros, como se costuma dizer. 
O sr. Chefe da Tabanca diz que todo aquele que não pertence à 'facção sim senhor' do PPD constitui um perigoso inimigo da Madeira e um ponta-de-lança da maçonaria. Mas há, do lado da oposição, quem nas cores adversas só veja ladrões, violadores, pedófilos e mafiosos.
A sério: em cada banda podemos encontrar do bom e do mau. Chefe demissionário das Angústias não é flor que se cheire. O sabor do poder ilimitado tolda-lhe os sentidos hoje como outrora. Mas há cavalheiros 'democratas' que, pelas pequenas amostras destes anos, seriam capazes de fazer pior, se por algum motivo se sentassem nas Angústias.
Sim, sim: antes que atirem à queima-roupa, também há maus no jornalismo, sim senhor, como o exemplar que vos ocupou dois minutos do vosso precioso tempo.  



Jardim Botânico José do Canto 
- referências na Imprensa dos Açores - 25.03.14


As edições de hoje dos jornais “Correio dos Açores” e “Diário dos Açores” publicam a notícia elaborada pela LUSA sobre o projeto de requalificação do Jardim Botânico José do Canto.

O “Diário dos Açores” faz uma referência na primeira página e desenvolve o tema na página 4.

No “Correio dos Açores” a notícia surge na página 11.

Os dois jornais destacam a criação do núcleo de Flora dos Açores.

Raimundo Quintal

segunda-feira, 24 de março de 2014

GUERRA SANTA


JM RESPONDE BEM A MIGUEL DE SOUSA 
...MAS COM O PESTE DO 'RABO DE FORA'

Ao alto da página, descarada cobertura de propaganda. Logo abaixo, a jura de que não há cobertura de propaganda.



Os comissários do JM mentem 'a tudo'! Mentem com graça - o que não os livra do Inferno, se o bispo das 4 Fontes não lhes deitar a mão beata.


A Empresa Jornal da Madeira (EJM) vem à rua esta segunda-feira com mais um dos seus esclarecimentos redigidos ao critério jardineirista. E reconheça-se que aquilo, desta vez, não está mal alinhavado.

Trata-se da resposta ao comunicado escrito por Miguel de Sousa em que o Delfim candidato à liderança do PPD-M se insurgia contra a recusa do JM de receber duas páginas de publicidade com o programa eleitoral 'Pela Madeira'.
Miguel atirou forte, acusando o JM de não ser sequer um jornal. Convite para a EJM mostrar serviço ao chefe máximo e deixar o Delfim à distância regulamentar.
No comunicado publicado no JM de hoje, a EJM escalpeliza o tema da "suposta recusa de publicação de publicidade de carácter eleitoral".
Fá-lo num interessante latim, diga-se.
Para começar, lembra o esclarecimento, o JM já divulgou o seu critério sobre a cobertura das eleições internas do PSD-M. Onde ficou claro que só haverá cobertura quando formalmente apresentadas as diferentes candidaturas.
Assim, tudo esclarecido em condições, que é para Miguel de Sousa aprender a não vir com espertezas saloias como por exemplo apresentar camufladamente a sua propaganda intra-partidária sob a forma de publicidade. "Não é o facto de [a propaganda] ser apresentada em formato de publicidade que deixa de estar relacionada com uma candidatura". EJM dixit. 
Nem pago nem meio pago. Ali!
E depois... Então Miguel de Sousa disse mal do JM e recorre aos serviços do dito-cujo? Era o que faltava! "O JM estranha que alguém", arruma a EJM, "fique indignado por ver recusada uma publicidade sua no órgão de comunicação que pretende extinguir."
A gente lê este comunicado e pensa: aquela malta justifica os tachos no jornal que nós pagamos. Está bem arquitectado, aquele esclarecimento.


Passados os primeiros momentos, porém, soam campainhas. Mas é o JM a escrever aquilo? Tanta mentirinha!... Ai se o sr. bispo percebe!...

Então, o comunicado ilude num lado, falando de uma "suposta recusa de publicação de publicidade", e depois é palrar de cima a baixo dizendo que, sim senhor, 'recusa publicar' com todas as letras?! 'Recusa' ou "suposta recusa", marotos?
Já agora: como é? Só divulgam campanha quando estiverem formalmente apresentadas as diferentes candidaturas? E como é que sabem, a não ser que recorram aos santinhos lá em cima, que a dado momento não há mais candidaturas para aparecer? Ou só vão falar da coisa mediante os prazos dos estatutos do partido? Quem manda nessa marmelada?


MacGyver e 'Meio Chefe': aquilo é campanha ou não 'e?

Sobre o truque de fazer campanha via publicidade paga... Então, Dr. Miguel de Sousa! Acha que é por meia dúzia de euros que os homens caíam nessa? Dinheiro? Ah ah! Para quem recebe 11 mil euros nossos por dia, é tudo à tripa forra...
É verdade que Miguel de Sousa apanha. Mas os santinhos do JM rezam esse comunicado como que escondidos com o rabo de fora.
Vá lá a ver.
Reparou o Leitor no que está paginado acima do esclarecimento da EJM, na última página de hoje? Nada menos do que declarações do nosso MacGyver Guilherme a fazer uma campanha descarada contra os Delfins que defendiam o congresso antecipado. O homem fala numa "vitória retumbante de Jardim" - o 'Meio Chefe' que, como se sabe, não pára de fazer campanha no JM contra os candidatos que lhe provocam pruridos. 
A primeira página dedica metade do seu espaço à chamada para essas declarações da última. Chiça!
Maldade, senhores do JM, o homem das 4 Fontes não vai absolver-vos na próxima confissão...
Estamos a caçoar. Com esse jeito ao governo, mestre bispo até vos desobriga de uns domingos de missa.
Mas mais grave, cavalheiros: a página 5 da edição de hoje traz também um artigo de cima a baixo e 'de fora a fora' com mais um artigalho do sua excelência das Angústias - obviamente de campanha contra Miguel de Sousa. Ele, chefe, contesta no artigalho, ponto a ponto, tudo quanto o candidato declarou a respeito do programa que pretende pôr à consideração dos militantes PPD e do resto da população madeirense.
A peça de Jardim na página 5 resulta numa xaropada que começa condenando a "leviandade" no processo de sucessão e acaba na "mal copiada" proposta de 'Singapura do Atlântico". Pelo meio... Não tivemos pachorra.


Delfins provam do veneno servido à Oposição

Não senhor - dirão os capatazes do JM -, sua excelência o Senhor D. Alberto João Jardim não é candidato, portanto aquilo não é considerado propaganda eleitoral.
Cuidado, senhores. Campanha não é só o que se faz a favor de nós, mas também o que se faz contra o adversário. 
Cuidado, muito cuidado, que os Delfins podem arranjar para escrever apoiantes seus que não são candidatos...
Qual cuidado! Vocês fazem mais um comunicado com os absurdos habituais, mas bem urdido, e está tudo explicado. Explicação 'à jardineira'.

Falando a sério: parecendo tarefa impossível, o comissariado que tomou de assalto a desgraçada publicação consegue aumentar de minuto a minuto as dimensões já assustadoras da vergonha chamada Jornal da Madeira.
Não cobrem campanha eleitoral, dizem eles, ora fds! 
Aplicam a mesmíssima receita que aplicaram estes anos todos, nas campanhas eleitorais e fora delas: um panfleto de ponta a ponta em cada edição, com governo e PPD, reservando-se uma só página onde têm de caber 7 e 8 partidos da oposição!
Mentira infame, insistir em posições indefensáveis.

Olhe que eles vão todos para o Inferno, caro bispo

Ainda não dissemos o mais grave. É que não são apenas os Guilhermes a fazer propaganda troglodita no pasquim. Não é apenas 'Meio Chefe'. O Jornal da Madeira é ele próprio uma entidade propagandística, assumida no dia-a-dia! Os bonecos que elogiam o PPD e enxovalham os adversários (e agora até os internos) são propaganda da responsabilidade do Jornal! Da instituição. Aparecem artigos não assinados que, para todos os efeitos, são da responsabilidade do director. Há artigos assinados com pseudónimos cuja autoria só pode ser legalmente atribuível à direcção.
Mas o critério editorial, todo ele, é uma propaganda sistemática em benefício da maioria.


Vocês vão todos para o Inferno, má raio nos parta!

Recomendamos a leitura do artigo de opinião que publicamos a seguir da autoria do Dr. Eduardo Abreu. Actualíssimo e perspicaz.




RICAS AVALIAÇÕES

Segundo a Deco a taxa de juro cobrada pelos bancos no financiamento dos próprios imóveis é de cerca de metade da aplicada no crédito à habitação tradicional.

Com o fecho da torneira do crédito e a escalada dos ‘spreads', os imóveis da banca passaram a ser quase um oásis para quem pretendia comprar casa com recurso a crédito. Face à necessidade de se desfazerem do grande número de imóveis em carteira, os bancos apostaram na oferta de condições mais vantajosas no crédito para essas casas. Nomeadamente, rácios de financiamento mais elevados e ‘spreads' mais baixos. Dados de um estudo que a Deco publica na revista Dinheiro & Direitos, na próxima quarta-feira, permitem aferir que a taxa de juro cobrada pelos bancos é, em média, menos de metade da aplicada no restante crédito à habitação. (in Diário Económico de 24-02-2014)

Fruto, em grande parte, da conjuntura que vivemos, tem surgido inúmeros casos de pessoas e empresas que se vêem confrontados com a impossibilidade de poder cumprir atempadamente com as suas obrigações, nomeadamente com financiamentos contraídos junto da banca.

Trata-se, obviamente, duma situação constrangedora e de extrema preocupação para todos aqueles que estão envolvidos, quer directa quer indirectamente, e que tem levado ao desespero de muitas famílias.
Na sua grande maioria, tais financiamentos estão suportados por garantias reais (casas, terrenos, etc) e a solução que tem sido encontrada tem passado, invariavelmente, pelo aumento da maturidade da divida (como está na moda dizer-se) com revisão das taxas de juro ou pela dação em pagamento de bens para amortização do capital em divida e acabar com o suplício das pessoas.
Ora, é precisamente aqui que encontramos situações com as quais não podemos concordar de forma alguma, uma vez que se nos afigura que, nomeadamente a banca, age conforme quer e lhe apetece e, pasme-se, o valor de avaliação do imóvel em causa vai sempre de encontro às suas aspirações, quase sempre em prejuízo dos depauperados devedores. O critério de escolha dos peritos avaliadores e os métodos e ponderadores de avaliação, bem como um possível recurso, não é claro nem transparente e, sem querer colocar em causa a competência e honestidade dos avaliadores, tenho de contestar vivamente o sistema de avaliação. Ainda por cima, “ inventaram”, mais recentemente, um critério de avaliação que é o da “Venda Imediata”, isto é, já não bastava o mercado imobiliário ter sofrido a quebra que sofreu, (fruto da especulação imobiliária da responsabilidade da banca) ainda lhe adicionam mais esta da venda imediata, o que só penaliza quem é dono do imóvel. E, assim sendo, não é de estranhar que o valor em divida seja, dum modo geral, sempre superior ao valor do bem que a garante, o que beneficia a banca em prejuízo dos já de si descapitalizados devedores. Assim, o devedor fica sem o bem e ainda tem de pagar o diferencial por um tempo indeterminado. Chega-se ao cúmulo de haver avaliações efectuadas pela banca, cujo valor é inferior às avaliações efectuadas pelas Finanças (outros juízes em causa própria) para efeitos de IMI! E, atenção, porque o Banco de Portugal prepara-se para emanar directrizes que só farão piorar as coisas, pedindo que os imóveis, na posse da banca há menos de um ano, sejam reavaliados em baixa! Vai ser o bom e o bonito, e ninguém se mexe, ninguém faz nada. Será que os nossos políticos não percebem o que se está a passar, ou será incompetência e/ou conivência com o sistema.

Dir-me-ão que o negócio dos bancos não é ficar com imóveis. Pois não, mas o que é um facto é que para concederem o financiamento pediram a respectiva garantia real, a qual, inicialmente, cobria integralmente todo o capital financiado e, inclusivamente, com alguma pompa e circunstância, diziam-se parceiros de negócio; mas, agora que a coisa está preta, e depois de terem sido ajudados pelo Estado com o dinheiro de todos nós, já não somos parceiros (onde está o financiamento para as PME´s?) e toca a expropriar (é este o termo) a qualquer preço, este “bando” de incumpridores. Ou seja, não querem os imóveis, mas a primeira acção é partir para a execução dos mesmos, sem fazerem, previamente, uma tentativa de acordo no sentido da viabilização dos devedores. Depois, promovem vendas em leilão, a preços anormalmente baixos e, pasme-se, com taxas de juro substancialmente reduzidas, conforme tem sido público e notório. É caso para perguntar, onde anda a Autoridade da Concorrência? Não temos dúvidas que estamos perante um fenómeno de concorrência desleal a todo o sector, com prejuízo evidente para os promotores  imobiliários. Claro está, como estes não conseguem vender e construíram os seus empreendimentos em parte com financiamentos da Banca, não lhes resta alternativa senão aquela em que consiste na entrega dos empreendimentos (acabados ou não) aos seus credores. Assim, o ciclo torna-se vicioso e não virtuoso, como seria desejável. Com este procedimento, dificilmente sairemos disto.

Tudo isto se passa e não vemos nenhuma autoridade, instituição ou conjunto de deputados (seja de que partido for), tomar a iniciativa de abordar este assunto com a seriedade que ele merece e estipular regras que, no mínimo, garantam isenção e equidistância nestes procedimentos.
Não podemos concordar que cada entidade (banca, fisco, etc.) seja juiz em causa própria; sabemos que podemos reclamar da avaliação, mas quem decide, na generalidade dos casos, é sempre a entidade interessada. Além disso, o recurso custa sempre dinheiro e todos sabemos que a maioria daqueles que pretendem reclamar não tem possibilidades de o fazer.
Em nosso modesto entender, a criação duma entidade independente, avaliadora, credível, equidistante, com regras de funcionamento bem definidas, poderia ser uma solução, mesmo que fosse só de supervisão e de garante dos direitos de todos nós ou, em alternativa, atribua-se essas competências a alguma entidade já existente e que reúna o perfil mais próximo e adequado (evita-se a criação duma nova), mas faça-se qualquer coisa, porque é urgente.

Eduardo Abreu


A propósito do artigo acima, reproduzimos uma graça clássica, enviada também pelo Dr. Eduardo Abreu


A NOSSA CASA VISTA...


Por nós próprios



Pelo comprador



Pelo banco




Pelo avaliador



Pelas Finanças



LARANJAL


GUERRA MIGUEL DE SOUSA-JORNAL DA MADEIRA


Na sequência dos episódios de ontem, aqui relatados, registam-se os seguintes desenvolvimentos:


JM esclarece Miguel de Sousa, na edição desta segunda-feira






Miguel de Sousa envia já hoje um 'direito de resposta' ao JM, que não sabemos se será publicado ou não



EM CIMA DO ACONTECIMENTO



ARQUIVADAS AS QUEIXAS DE JARDIM
CONTRA MIGUEL ALBUQUERQUE



Deram em zero as tentativas desesperadas de Jardim para expulsar o seu arqui-rival



Um com vontade de rir, outro com vontade de chorar.

'Meio Chefe' da Tabanca passeia-se neste momento lá por fora, Europas acima, sem lhe passar pela cabeça que não é desta ainda que se vê livre do mais temível adversário, Albuquerque.
Por portas e travessas, acabámos de saber que deram em nada ambas as queixas formuladas por ele, 'Meio Chefe', a ver se conseguia expulsar do Laranjal o antigo presidente da Câmara.
Como se previa, de resto. Os processos metidos não têm ponta por onde se pegue, como o Leitor recordará. 
Um deles decorreu da denúncia de Albuquerque sobre uma 'caça às bruxas' dentro do PPD-Madeira. Olha a novidade. Resultado: processo arquivado no CL (caixote do lixo).
A outra queixa baseou-se na entrevista do Delfim ao semanário Sol, há dias, na qual afirmava que o presidente demissionário, Jardim, tinha medo dele, Albuquerque.
O partido já recebeu os resultados a que chegou o Conselho de Jurisdição. Tanta maçada de Jardim para nada.
Chatice! Por que não se entregam esses assuntos a decidir por gente de confiança, como os da lista única que compõem o Conselho Regional? Esses não hesitariam em mandar Albuquerque para a fogueira. 
Como diz muito bem o JM desta segunda-feira, "A vitória de Jardim pacifica o PSD/M" - vitória muito clara no Conselho Regional de sábado, junto da tal 'brigada do reumático' feita de beneficiários do regime jardineirista. Esses saberiam que fazer.
Tivesse Jardim actuado com alguma malícia na constituição dos órgãos do partido e aquele Conselho de Jurisdição seria diferente. Casimiro, João Carlos Abreu, Almada Cardoso, por que não?
Assim como está, aproveitam-se da ingenuidade que caracteriza 'Meio Chefe'... 

DELÍCIAS DA MADEIRA NOVA


'FÉNIX' deseja boa viagem a uns, 
parabéns a outros, melhoras a outras


MAIS TURISMO



Chefe da Tabanca, depois de uma curta estada na Parvónia para fazer o destroço da ordem, regressou às suas férias itinerantes.
A esta hora, anda algures por aquelas delícias europeias.
Bem: realização de todos os sucessos ambicionados, eis o que deseja o nosso blogue ao sua excelência tribal. Mas não demore muito a vir à Madeira outra vez. Isto dos Delfins está a ficar incontrolável. Um dia, desembarca em Santa Cruz e já não tem carro com bandeirinha à espera.

BAIXA NAS FINANÇAS: MAIS DUAS SEMANINHAS

É com pesar que informamos sobre a recaída que atingiu uma funcionária da DRAF, por acaso bafejada dias trás por uma decisão superior que lhe garante um futuro de sonho.
O problema é a saúde, raios! São recaídas atrás de recaídas. Por causa delas e de um estranho milagre da multiplicação dos períodos de férias, a Direcção de Finanças teve de se adaptar e já tem esquema para funcionar sem a referida funcionária, a quem...
...desejamos rápidas melhoras, a fim de não ser prejudicada no próximo período de férias, já planeado.
Atenção que, desta vez, a 'gazeta', digamos assim para desdramatizar, vai até ao dia 7 de Abril!


PARABÉNS A VOCÊ

Não queremos transformar este espaço numa coluna social, com retratos de casamentos e baptizados. Mas encontramos pertinência no envio dos nossos parabéns - a que certamente muitos Leitores juntam os seus - ao Vice-Presidente do governo regional, o nosso Amigo João Cunha e Silva.
Feliz aniversário!
Mas... pertinência porquê? - incomodam-se uns quantos madeirenses, sobretudo os apoiantes de outros Delfins.
Pertinência por isto: em tempos, quando dizíamos que os Delfins continuariam nessa qualidade quando fossem avós, porque Jardim continuaria na cadeira mesmo de bengala, o nosso Amigo Cunha e Silva, como outros Delfins, mandava-nos nomes desagradáveis para cima, por causa do 'exagero'.
Pois aí está. Os anos passam. Existem avós entre os Delfins ou não? Ah ah!
Então, votos de feliz aniversário para o Vice.
Nota do 'Fénix': A prenda que João Cunha e Silva mais apreciará é uma assinatura na lista de apoiantes da candidatura. À atenção dos senhores e das senhoras laranjas.

...E, já agora, votos extensivos à secretária do Turismo, Conceição Estudante, que também amadurece hoje mais um pouco. Mas está cada vez mais nova, apesar do malandro do BI.
    

LARANJAL


SANTOS COSTA TRABALHA CEDO


O antigo secretário regional do Equipamento Social madrugou para esta semana. Os funchalenses dirigiam-se ainda para o emprego, com a cara estilo dia do mestre, e Santos Costa tratava já da sua vida num telefonema que durou uma eternidade. Na 'esquina do mundo'.
Blá blá blá... Quem reconhecia aquele ex-quadro do regime ficava uns instantes de olhos presos na cena.
Cá para nós, o homem estava a falar para bem perto, só não ia dialogar em pessoa porque há sempre um K de olho no fogão.

O secretário, machiquense de fama, falava, falava...

...E falava, falava...

Falava, mas também ouvia.

Não era por falar baixo, mas ficámos convencidos de que a troca de ideias era para perto. Não para o Banco de Portugal.

Pensámos na Junta Geral. Pormenores do que a candidatura do Vice fez no fim-de-semana. Quem compareceu e quem faltou ao encontro. Ali não há desculpas para falhas. Ou a pessoa está 'com' ou está 'contra'.

LOJA DO DN FECHADA SURPREENDE


Os clientes habituais da loja na Rua da Alfândega onde o DN vende as suas edições diariamente, com parque de estacionamento e café como bónus, surpreenderam-se esta manhã de segunda-feira ao encontrar as portas encerradas.
O assunto era tema de conversa noutros cafés, porém ainda se desconheciam os motivos do fecho daquele espaço por sinal muito frequentado - a funcionar no local onde aquele jornal foi feito durante cerca de um século, antes de se mudar para a Rua Fernão de Ornelas.

domingo, 23 de março de 2014

LARANJAL


Comunicação da candidatura de Miguel Albuquerque: 
- o pretendente à liderança do PPD-M realça o facto de ter conseguido levar ao Conselho Regional, contra a vontade do chefe, a proposta para antecipar o congresso - mesmo que derrotada na reunião de sábado no Cema, como se esperava de um órgão de lista única constituído por dependentes de Jardim. 






JM RECUSA DUAS PÁGINAS 
DE PUBLICIDADE PAGA
AO CANDIDATO PPD MIGUEL DE SOUSA




O regime laranja continua em derrapagem somando escândalos uns atrás dos outros. A situação banalizou-se, mas as broncas são tão estrondosas que inevitavelmente provocam espanto geral. 
Depois dos insólitos acontecimentos de ontem no conselho regional do PPD envolvendo o JM - JM, um escândalo dentro do escândalo monumental em que se tornou a desgraçada Madeira -, acabamos de conhecer a vergonha de hoje. 
A administração do jornal das Angústias/Diocese, pago com dinheiros extorquidos ao miserável contribuinte, recusou divulgar hoje, como publicidade paga, o programa de candidatura de Miguel de Sousa, o que daria às falidas contas da Fernão de Ornelas uma receita correspondente a duas páginas!
Ao mesmo tempo, os bonecos pseudo-humorísticos desta edição dominical acusam Miguel de Sousa de também querer fechar o JM. 
O vice da Assembleia não perde tempo e vem explicar sem guardanapo o que pensa do JM. 
Obviamente que, sem referir nomes, Jardim é alvejado sem dó nem piedade. 
A história está contada num comunicado da candidatura de Miguel de Sousa 'Pela Madeira' enviado ao 'Fénix' - a que o Leitor pode aceder logo abaixo. 


Candidatura 'Pela Madeira' - Miguel de Sousa

"Apetece fechar o JM 
porque o JM de jornal nada tem"


A apresentação da candidatura de Miguel de Sousa não aconteceu, para o JM. Agora, é o programa eleitoral que não tem autorização para ser publicado. Nem pagando, diz a administração do pasquim. A oposição cá já está habituada, há que anos! 


"A ânsia de ter razão faz mentir descaradamente sobre os outros. É o que acontece com quem manda no Jornal da Madeira, onde o seu mais ilustre escriba mente ao colocar na boca de dois bonecos, dois verdadeiros paus mandados, que eu proponho fechar o Jornal da Madeira.
Apetece fechar porque de jornal nada tem. Segundo o dicionário da Porto Editora, "jornal é a publicação periódica constituída por uma série de folhas grandes de papel, dobradas em caderno, onde foram impressas notícias, reportagens, crónicas, entrevistas, anúncios e outro tipo de informação de interesse público". O Jornal da Madeira são só folhas dobradas sem conteúdo de interesse público. Pago à custa dos impostos de todos nós. Ou seja, cada madeirense fica com menos dinheiro para as suas despesas do mês para o governo pagar o Jornal. Esta é a verdade.
E a sua administração recusou, hoje domingo, duas páginas de publicidade minhas com a publicação do meu programa à liderança do PSD-M. Para eles é fácil: os contribuintes pagam. Não precisam publicidade.
E mentem os bonecos e o seu autor, já que no meu programa digo que "sem dúvida estaremos melhor protegidos se tivermos mais do que um jornal diário". Só que acrescento que é preciso um governo competente para viabilizar um jornal sem dinheiro do povo, mesmo que tenha de ser privado. Também afirmo que uma democracia não tem jornais do governo.
De jornal nada tem porque não publicou qualquer notÍcia sobre a apresentação da minha candidatura. Não publica notícia, não aceita publicidade. Os seus leitores têm de comprar outro 'diário' e pagar com os impostos o jornal. O tal sem conteúdo de interesse público.
Uma palavra para os seus jornalistas, trabalhadores e colaboradores (alguns que respeito e estimo), os quais sofrem em silêncio a amargura de uma gestão política que cada dia torna o jornal mais dispensável e absurdo.
E podia não ser assim. Julgo eu que, em 2015, não será assim. Sem prejuízo para quem lá trabalha e com lucro para quem paga impostos.

Miguel Sousa
Candidato à liderança do PSD-M
23/03/2014"


A situação escandalosa na imprensa madeirense vem de há muito. Mas ninguém, no caso do JM, dá mostras de querer suavizar o surreal daquela existência.
Não podemos deixar de aproveitar para denunciar mais um ridículo: logo quando fez uma coisa boa a direcção do JM aparece publicamente... a pedir desculpa de a ter feito!
Trata-se do caso da divulgação ontem, no 'on line', das conclusões do conselho regional do PSD que ainda estava por acontecer.
Os impressos com essas conclusões apareceram 'à mão de semear' no CEME de Santa Quitéria logo de manhã, à entrada dos conselheiros laranja.
O profissional que encontra o documento não tem outra coisa a fazer senão passá-lo à sua redacção, para que o publique em primeira mão. Foi o que o JM fez.
Ora, esse procedimento veio pôr em evidência uma prática estapafúrdia, embora frequente, nas reuniões no PPD: Jardim escreve de véspera as conclusões de debates que ainda vão ser realizados. Ele sabe que manda ser assim e será votado assim.
É o cúmulo da ditadura num partido democrático, mas quem tem culpa disso não são os jornalistas do JM. 
Enfim, como a situação criou escândalo - mais um - toca o PPD a passar a responsabilidade para o jornal.
E o jornal, que deu tudo em primeira mão, vai através de "A Direcção" pedir desculpa... aos autores da aberração, o PPD!
O JM falhou num ponto: devia ter aberto o jogo, dizendo no 'on line' que teve acesso a um documento contendo as conclusões da reunião que nem sequer começara, e que os leitores o deviam encarar nesse contexto. 
Pedir desculpa ao PPD? Mas quem é que escreve conclusões antes de saber o que o conselho regional vai concluir? Os jornalistas?
Apanhássemos nós essas conclusões na véspera da reunião e escarrapachávamos com ela aqui na íntegra, com as devidas explicações - ora que caso!
Mal esteve o JM ao não publicar uma linha do lançamento da candidatura de Miguel de Sousa. Ao não 'falar' dos outros candidatos que querem ocupar o lugar de Jardim. Ao remeter os partidos da oposição, há quantos anos!, para duas linhas de rodapé. 
Daqui a 20-30 anos, muito vai ser gozada pelos vindouros esta nossa geração!


sábado, 22 de março de 2014

CONSELHO REGIONAL DIFERENTE






MIGUEL DE SOUSA CONTRA JARDIM
NUM FRENTE-A-FRENTE INÉDITO











* Chefe já não se limita a dizer como é... sem ouvir opiniões contrárias

* Disparates atrás de disparates no PPD: 'Não há problemas, arranjam-se."

* Conselheiros jardinistas roubam ao chefe uma oportunidade para se recandidatar, votando contra a proposta de antecipação do congresso



Guardado para Miguel de Sousa estava o maior bocado da intervenção de Jardim no conselho regional deste sábado, no Cema de Santa Quitéria. Tem sido assim desde que, há dias, Miguel criticou a governação regional dos últimos dez anos e apresentou formalmente a sua candidatura à liderança do PPD.
O candidato já esperava o ataque. Daí não se ter sentado, como habitualmente, à esquerda de Jardim, optando por um lugar nas últimas filas dos conselheiros. Era um aviso de Miguel de Sousa, também. Sendo de registar que ninguém ousou ocupar a cadeira na zona da comissão política deixada vaga. Assim, Jardim passou a reunião toda com essa cadeira vazia a seu lado. Sintomático.
Antes de 'tratar' de Miguel de Sousa, Jardim atacou Miguel Albuquerque - no fundo a sua obsessão mais incómoda. Um ataque desta vez à base de 'indirectas', tendo a ver com a teimosia do ex-presidente do Funchal ao insistir na votação (marcada para este sábado) de uma proposta para antecipar o congresso electivo.
Na sua intervenção inicial, Jardim cumpriu o que prometera, sobre as listas para as europeias, contando como o PSD nacional mudou o critério de um candidato elegível, nos 8 primeiros lugares, para uma candidata que satisfizesse as quotas de mulheres.
Confirmou, principalmente, não ter aceite um lugar no Parlamento Europeu que lhe foi oferecido por Passos Coelho, como "saída digna" da política madeirense. Jardim entendeu ser ele próprio a decidir os seus timings, sem dar ouvidos a propostas obscuras com o 'dedo' da maçonaria, do Blandy e até de alguns delfins.

Quando as baterias se voltaram para Miguel de Sousa, a plateia de conselheiros esqueceu-se das broncas que sabia estarem a inquinar os bastidores dos trabalhos. Com dureza, Jardim retomou os ataques dirigidos àquele candidato durante a semana, designadamente na inauguração da nova loja Hyundai, na Cancela. Então, Jardim reagiu com desagrado ao projecto de governo para a Madeira lançado por Miguel nessa mesma manhã de quinta-feira. Desde "aprendiz de feiticeiro" a "cópia de má qualidade", Jardim colou àquele que foi o seu primeiro delfim uns quantos epítetos arrasadores. Para culminar a 'lavagem' ameaçando rebuscar o passado político do "ambicioso" Miguel, sabendo-se, carregou Jardim, que "quanto maior a ambição, maior a asneira".
Já em pleno conselho regional, com Miguel de Sousa presente, Jardim moderou a linguagem, mas não a loquacidade da reprimenda. Numa palavra, chefe não se conforma com o facto de Miguel de Sousa atacar os governos dos últimos tempos, quando foi secretário e vice nos anos anteriores, além de, no parlamento, jamais ter votado contra programas de governo e orçamentos.
Jardim em toada menos bélica do que habitualmente, mas sem conseguir esconder a tensão do seu estado de espírito.


Muitos a falar, uns pró, outros assim-assim

Pelo mesmo diapasão afinaram conselheiros que usaram da palavra durante a manhã. Graça Luís, por exemplo, afirmou respeitar o candidato Miguel de Sousa, mas não os ataques em público da sua autoria contra "quem tanto fez pela Madeira". Nuno Teixeira manteve-se num patamar mais neutro, mas Guilherme Silva não disfarçou o jardinismo a que se converteu há uns anos, já que, de início, emitia opiniões sem primeiro se inteirar do que pensava o chefe.
Armando Abreu, antigo vereador funchalense e veterano da máquina do partido, referiu achar desnecessário apelar para a unidade das bases social-democratas, porque essas estão unidas. O recado para reunificar deve ser dirigido aos barões, observou Armando Abreu.

Fora desta linha manifestou-se Jaime Filipe Ramos. O antigo líder da JSD e mentor da Autonomia XXI sugeriu moderação ao líder, já que discorda dos ataques que ele tem dirigido indiscriminadamente aos candidatos que se perfilam. Assim como não acha bem que as sedes ainda estejam fechadas às candidaturas e que se insista nas queixas ao conselho de jurisdição para expulsar militantes por delito de opinião. 
Jardim respondeu. Sem deixar de notar que, não sabe porquê, Jaime Filipe nunca se deu bem com ele.
Francisco Santos, considerado aríete da candidatura de Cunha e Silva, usou da palavra para marcar espaço. Da sua parte, lembrou que está na pré-reforma e portanto com tempo disponível para dar muito à política e ao PPD.



E agora... Jardim-Miguel de Sousa


O candidato 'na berra', este sábado, começou por desafiar os 'bons costumes', distribuindo material da sua campanha logo de entrada.

No ar pairava o desaguisado latente Miguel de Sousa-Jardim. O pretendente à sucessão estava decidido a defender-se dos ataques do chefe e a explicar os seus pontos de vista enquanto candidato, em matéria de linhas programáticas apresentadas por ele na quinta-feira. As quais foram, como dissemos, contrariadas por Jardim em diversas vertentes. Por exemplo, quanto a tentar arriscar projectos com ou sem revisão constitucional.
Miguel procedeu em termos de não acicatar mais o relacionamento com o chefe. Mostrando não estar contra ele - pois se muitas das suas propostas haviam sido defendidas pelo próprio Jardim, em tempos.
De modo inédito, sucederam-se as intervenções de ambos, com ataques e respostas de parte a parte. Parada e resposta. Um debate 'olhos nos olhos' a que Miguel de Sousa não fugiu. Discutia com a mesma determinação que mostrara ao distribuir propaganda da sua candidatura no início dos trabalhos e ao evitar Jardim, deixando-lhe vaga a cadeira do lado.
Miguel não deixou de manifestar desagrado pelo facto de Jardim o ter vilipendiado numa cerimónia oficial - na Hyundai - encontrando-se ele, Jardim, ainda por cima, no papel de presidente do governo. 
Chefe batia e rebatia, Miguel respondia e argumentava. Até que, para mostrar que o seu propósito não é propriamente combater o líder, disse estar convencido de que Jardim até concordava com as suas ideias. E por que cargas de água estava convencido disso? Pois Miguel puxou de um artigo publicado por Jardim no JM em 14 de Setembro de 2012, pondo-se a ler umas partes aos conselheiros. 
Estas partes do escrito de Jardim: 
"Num importante acto de cidadania e de patriotismo, o Dr. Miguel de Sousa, Vice-Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, ex-Vice-Presidente do Governo Regional e membro da direcção regional do Partido Social Democrata, dirigiu uma carta sobre o Centro Internacional de Negócios da Madeira a mais de mil personalidades nacionais.
O Dr. Miguel de Sousa não ficou à espera de ver como as coisas correm, interveio.
Fê-lo em defesa de todo o Povo Madeirense, ao contrário das habituais mediocridades locais que, subservientes, vão fazer 'queixinhas' a Lisboa sobre os episódios 'de faca e alguidar'.
O Dr. Miguel de Sousa realça o que a também conhecida por Zona Franca da Madeira se revela de oportunidade, ímpar e insubstituível, para o futuro da população do arquipélago."
Depois de um extenso artigo a gabar Miguel, Jardim vai terminar com palavras que o visado também releu ontem ao conselho regional:
"Excelente, este artigo do Dr. Miguel de Sousa.
Fundamental, a proposta do pacto fiscal entre o Estado e a Madeira, que o Governo Regional subscreve.
Exemplar, a atitude de intervenção cívica do Vice-Presidente da Assembleia Legislativa, não só porque trata de coisas essenciais para o Povo Madeirense, mas também porque não fica à espera dos outros. 
Parabéns!"

Percebe-se que Jardim tenha ficado apanhado. Mas também não é novidade que tenha argumentado como sempre, partindo do princípio de que a razão é sempre sua. Disse que não renega ao que pensava na altura em que escreveu aquele artigo, mas que continua crítico relativamente à postura e a princípios programáticos de Miguel. A última intervenção competia a Jardim. Miguel de Sousa ia respondendo do seu lugar, na plateia.
A utilização das sedes na campanha interna também divide os dois políticos. Jardim proíbe a entrada de não militantes. Miguel de Sousa acha que é má decisão, já que quem paga as sedes são os contribuintes todos, através do jackpot. Jardim insiste: não entram.
Sem dúvida que este inédito duelo marcou a sessão do conselho regional.


Conselheiros do sistema boicotam candidatura do chefe


Na sua intervenção inicial, e ao explicar os procedimentos a seguir em Dezembro-Janeiro, quanto a permanecer ou não no governo até Outubro de 2015, Jardim meteu pelo meio uma ameaça: caso os conselheiros resolvessem alterar as datas das eleições internas e do congresso, antecipando tudo, ele sentir-se-ia na obrigação de ir à luta outra vez, recandidatando-se.
Tal ameaça causou troca de olhares entre os conselheiros. Mas a votação da proposta apresentada por Miguel Albuquerque para, na prática, pôr Jardim a marchar mais cedo, acabou por ser chumbada por larguíssima maioria. Apenas 4 dos presentes votaram pela antecipação, entre eles Sara Madruga, Alcino Ferreira e João Francisco Marques (filho de Sérgio Marques).
Poderá dizer-se que Jardim ganhou a batalha? Ou Jardim estará neste momento pesaroso porque os seus amigos conselheiros não perceberam a sua mensagem - votar a favor de Albuquerque para dar-lhe a ele, chefe, motivos para se recandidatar?
Enfim, o homem terá de preparar outra justificação para se meter na corrida.

As broncas continuam naquela casa, a um ritmo diabólico

Quando os conselheiros deram entrada no centro de congressos, por volta das 10 horas, repousavam nas cadeiras papéis contendo as conclusões da reunião... que estava por começar. É uma prática ao estilo da Madeira Nova, que revela uma situação em que os presentes devem debater democraticamente, mas de modo a irem bater às conclusões que o chefe redigiu de véspera.
Tão banalizada está essa incrível prática que o presidente do conselho regional, Cunha e Silva, ao falar aos jornalistas, falou em termos de ser costume as conclusões já chegarem feitas.
Cunha e Silva também falou como se fosse normal a imprensa subordinar-se às ordens dos partidos. Não o fez por mal. É assim mesmo que os políticos pensam.
O caso foi este: com as conclusões ali à balda, por todos os cantos do Cema, algum profissional do Jornal da Madeira não fez mais nada, pegou naquilo e mandou para a redacção. Cumpriu o seu dever. Os leitores precisam de saber as notícias o mais depressa possível, não quando os cabecilhas do poder entendem. 
Deu-se então a bronca: os trabalhos mal tinham começado e as conclusões dos assuntos por debater ainda já estavam disponíveis no 'on line' do JM!
Só aqui.
A peça chegou a ser retirada da página electrónica, mas, perdido por perdido, voltou ao seu lugar.
Claro que deu barraca. O presidente do conselho regional, Cunha e Silva, confrontado pelos jornalistas com tal aberração, pôs-se fora das culpas. O réu era o administrador do JM (Nuno Bazenga Marques) ali presente, tanto assim que já lhe apresentara um protesto.
Vamos a ver:
Primeiro: o administrador está fora de questão, porque não tem que meter o bedelho na área editorial do jornal. 
Segundo: o jornal fez muito bem ao publicar o documento. Se acaso as conclusões fossem mudadas à última hora, era questão de explicar tudo aos leitores, frontalmente.
Que não se dramatize. 'Bronca grelhada' é o prato do dia naquele partido, hoje por hoje.
Não é? Então e o regulamento das eleições internas que foi votado hoje sem que os conselheiros lhe tivessem posto a vista em cima? Jaime Ramos, seu autor, nem se dignou divulgar umas linhas do dito. Aquilo foi votar de cruz. Um par de votos contra, algumas abstenções. De cruz. Não é assim que o secretário-geral faz quando é preciso votar as contas do partido?
Um festival de surrealismo, aquele incrível Laranjal.