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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Madeira ao Vivo

'CUBA LIVRE'





EDIÇÃO A NÃO PERDER, ESTE SÁBADO. REZA A CARTILHA DO LÍDER DOS AJUSTES DIRECTOS

Politicando

GOLPE DE TEATRO NO LARANJAL

ALBUQUERQUE E CUNHA E SILVA JUNTOS E SORRIDENTES NUM ACTO PÚBLICO




Atenção à legenda da RTP-M: o Jardim recuperado é o da Praça de Tenerife. Mais: isto não é truque de montagem.



Populares, funcionários e jornalistas pasmaram com aquilo que viram esta tarde no Campo da Barca: o staff da Câmara do Funchal pediu mais uns instantes antes de começar a visita ao jardim recuperado porque faltava uma personalidade para o acto. De facto, eis que logo de seguida chega uma figura conhecida do governo regional. Nem mais nem menos do que o vice-presidente João Cunha e Silva.
Os presentes entreolharam-se, porque já se perdeu nas brumas do passado a última vez em que ambos os delfins do PSD se encontraram na mesma cerimónia. Estiveram no mesmo lugar, sim, desde que chefe Jardim também estivesse. Sozinhos, há que tempos não!

Nesta tarde de sexta-feira, muita gente esfregou os olhos para ter a certeza de que não sonhava. O presidente da Câmara do Funchal agendou uma visita ao jardim do Campo da Barca, recuperado finalmente depois das enxurradas do 20 de Fevereiro de 2010, dia em que aquela zona foi literalmente varrida, como muitas outras do Funchal e não apenas. No local, Miguel Albuquerque recebeu João Cunha e Silva, já que as obras foram financiadas no âmbito da Lei de Meios, processo liderado pelo vice do governo. Na mesma lógica, o edil recebeu também Ventura Garcês, secretário das Finanças.
Miguel Albuquerque sabia que os governantes o acompanhariam na visita ao jardim recuperado.
Já os circunstantes seguiram pasmados a espontânea e descontraída relação com que os velhos rivais percorreram os jardins: Albuquerque a explicar com toda a naturalidade pormenores dos arranjos ao vice-presidente. E foi com visível amenidade que os dois antigos líderes da JSD se posicionaram lado a lado para prestar declarações à comunicação social. Largos sorrisos em ambos os auto-anunciados candidatos à liderança do PSD-Madeira.
"Tanto Cunha e Silva como Ventura Garcês tinham plenário de governo e mesmo assim compareceram", comentário de um quadro que assistiu ao acto, ainda sem querer acreditar no que via. "Há qualquer coisa de novo na correlação de forças dentro do PSD."
De facto, não se pode analisar de forma simplista o sucedido no Campo da Barca. Não se tratou de uma simples visita, de um banal acto oficial. Tratou-se do reencontro de dois delfins desavindos. Um, Albuquerque, há muito fora das graças de Jardim. Outro que, depois de considerado predilecto do chefe para a sucessão, foi ultrapassado por Manuel António à conta de uma mudança de planos do dito chefe.

Jardim em xeque

O novo dado precisa de análise. Ou João Cunha e Silva comunicou ao presidente do governo o que ia fazer, se é que não foi encorajado por ele a comparecer no Campo da Barca, para fazer 'amolecer' Miguel Albuquerque nos seus propósitos de disputar o partido.Ou então Cunha e Silva decidiu por si próprio participar na agenda e mostrar-se capaz de chegar a entendimento com Albuquerque, o que constitui grave afronta ao chefe Jardim.

A situação afigura-se negra para o líder, num caso ou noutro. Se pretende tréguas com Miguel Albuquerque, o que não seria táctica inédita na carreira de Jardim, com outros protagonistas, obviamente que chega tarde demais. Miguel Albuquerque imprimiu tal velocidade ao seu projecto de liderança que qualquer mudança de direcção lhe seria politicamente fatal. Se Jardim nem sequer teve conhecimento do reencontro entre delfins, institucional mas com muito significado, concluirá que o outro prato da balança começa a ganhar quilos.
Depois do auto-golo do grande chefe, ao substituir-se a Manuel Antnio Correia para combater Miguel, e depois da jornada desta sexta-feira, temos o seguinte resultado:
Jardim, 0 - Albuquerque, 2

E pela prestação de outros delfins, parece que Jardim já terá dificuldades em conseguir um secundário lugar para as provas europeias.



O que vai na Praça

NOTICIÁRIO ALTERNATIVO À INTRIGA

CASA CERCADA PELA GNR? SÓ PODE SER BOATO!



Cá estamos na linha da frente para dizer, indignados, o quanto rejeitamos qualquer veracidade às conversas que ouvimos agora mesmo na zona das esplanadas. Avisamos já que não ficámos quase tempo nenhum na mesa escolhida, tal era o fel a perpassar pelas conversas. Resumidamente:


Tudo começou com um inofensivo exercício no ex-Equipamento Social e veja-se onde já vai a imaginação dos boateiros de serviço!



1. A GNR estava a cercar àquela hora (nesta tarde de sexta) a casa de um conhecido e importantíssimo empresário da zona oeste da Madeira.

2. Foram improvisadas duas salas na sede da GNR para servirem de calabouço... onde ficariam os detidos que tivessem de seguir para Lisboa, no âmbito da operação 'Cuba Livre'.

3. O 'Expresso' prepara uma edição para este sábado com notícias de estrondo sobre a situação convulsa da Madeira, no tocante a dívidas e investigações.

4. Nem os operacionais da GNR sabiam que tipo de operação iam fazer na segunda-feira de manhã. O comandante disse que precisava de 20 homens para as 8h30, chegou ao comando, mandou seguirem-no e o trabalho começou no Equipamento Social. Ou seja, o segredo abrangeu a própria corporação encarregue da operação.

5. O presidente do governo tem-se farto de espalhar as brasas do costume, porém os mais próximos notam-lhe um nervosismo desusado - o que provoca espanto na sua equipa, dado que ele nunca assinou papel nenhum e por isso os problemas, a existirem, não lhe causarão mossa. Recentemente, um dos colaboradores mais antigos tentou dar conselhos ao grande chefe e só não apanhou meio tabefe porque, enfim...

Obviamente, levantámo-me de um salto e fugimos daquele inferno da má-língua!
A casa de um empresário da Madeira nova cercada para quê? Aquilo é um off-shore ou quê, senhores intriguistas?
E depois: salas na GNR para detidos? Mas o DCIAP não é feito de juízes, só pode pedir aos juízes que mandem deter alguém!

Bom, antes de nos virmos esconder em casa, foi preciso a tal passagem pelo aterro, que é onde ainda uma pessoa recupera algumas energias quando fica sem pinga de sangue.
De toda esta série de bojardas, emerge pelo menos uma verdade: os boatos existem, são vivos, saltam de grupo para grupo, estão a correr na baixa.

Madeira ao Vivo

1.º DE MAIO: USAM PUXA PELOS TRABALHADORES




Intervenções de Álvaro Silva e Juan Carvalho


Álvaro Silva, coordenador
da USAM


Juan Carvalho, dirigente
da CGTP.IN
















A União dos Sindicatos da Madeira tenta mais uma vez mobilizar a classe trabalhadora para uma jornada de luta no seu dia, o 1.º de Maio.
O programa começa às 10 horas de terça-feira, dia 1, no Jardim Municipal, ao som do conjunto 'Amigos da Música' e num ambiente festivo com barracas de comes e bebes.
O programa tem o ponto alto no comício que abordará temática político-sindical em duas intervenções, pelo coordenador da USAM, Álvaro Silva, e pelo dirigente da CGTP.IN e presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Juan Carvalho.
Antes, às 17h30, haverá concentração no Largo da Assembleia Legislativa com vista à manifestação que sairá desse local pelas 18.

Os sindicalistas percorrem estes dias as ruas com panfletos e carros de som tentando mobilizar os trabalhadores para uma jornada que paulatinamente perdeu fulgor, dado o açambarcamento da data pelo governo regional.





Madeira ao Vivo

LARANJAL PRATICA CUMPLICIDADES MAS PROCESSA QUEM FALA NISSO


Desfile de inquiridos continua na GNR











Demorou mais do que o habitual, mas aí está o anúncio do processo judicial contra o 'Diário de Notícias'. Cinco dias de 'Cuba Livre' sem parar causaram fatalmente o seu efeito nos ares da Quinta das Angústias, de onde acaba de ser lançada cruel ameaça de acção em tribunal para punir o jornal que falou de "cumplicidades entre governo regional e empreiteiros".


Demorou 5 dias a sair o comunicado a falar do processo, mas o impacto mostra que valeu a pena. Será de regalar a procissão de elementos do DN a sentar-se no banco dos réus, desde o proprietário do jornal, Michael Blandy, ao director Ricardo Oliveira e aos cavalheiros que resolveram escrever títulos referindo "cumplicidades entre governo e empreiteiros" e "membros do governo ouvidos todo o dia".
Aquilo, sr. rei das Angústias, cheira-me a títulos do Miguel Silva, ou então do Agostinho Silva. E não me admiraria nada se houvesse ali palpite, por e-mail ou sms, do vingativo Sócrates ou mesmo, quem sabe, do sabido Vítor Gaspar. O avental pode muito.
Começando pela segunda insinuação, digamos que ela cai pela base, já que nenhum membro do governo está treinado para funcionar mais de duas, no máximo três horas seguidas, e mesmo assim para tratar de banalidades, porque nada têm de sério para governar.
...Quanto mais serem "ouvidos todo o dia"!
Já quanto ao título que fala de "cumplicidades", o caso merece uma observação mais cuidada.
Sua excelência vitupera, com recurso a tribunal, a denúncia dessas práticas de cumplicidade. E não é despiciendo notar que o comunicado saiu das Angústias poucas horas depois da saída do JM de hoje, cujos bonecos, da autoria do mesmo sua excelência, confessam comportamentos afins.
Reproduzamos o número de hoje dos blasfemos bonecos 'boca pequena' para que acreditem no que dizemos - aliás não estamos aqui para enganar ninguém.




O texto da 'charge' surge claro, ao contrário das habituais salsadas próprias da senilidade. Hoje, sua excelência confessa ter sido cúmplice do pessoal da Guarda Fiscal que, quando da extinção da corporação, pretendia permanecer no Funchal. O rei teve de se esforçar, na altura: "Jardim conseguiu...", diz ele de si próprio.
E sua excelência complementa o raciocínio lamentando: "Agora, é bem feito!"
O que é que é bem feito? Óbvio: quem foi cúmplice há tempos esperava cumplicidade agora, como contrapartida. Ou seja: no entender do Único Importante, o pessoal da GF integrado na GNR e que continua cá porque sua excelência moveu as suas influências só tinha de pagar o favor boicotando estas investigações que o agitador DCIAP veio cá desenvolver.
Que podiam fazer os homens da antiga GF para contrariar este processo? Por exemplo, dizer o seguinte aos investigadores do DCIAP: Ei, aqui ninguém investiga nada, nem faz cruzamentos de dados nenhuns, nem interroga ninguém! Então sua excelência evitou-nos a transferência para Freixo de Espada à Cinta ou Ponte de Sôr e a gente agora iria permitir uma coisa destas?
Se os GNRs a soldo da 'Cuba Livre' mostrassem os coletes à prova de bala e as metralhadoras, os antigos GF têm pedras do calhau bem próximo, graças a Deus, para o que desse e viesse.
Mas nada. Assistiram a esta justiça-espectáculo, como diz o divertido bastonário dos advogados, e ficaram de braços cruzados.
Ingratos. O barão das Angústias foi cúmplice com eles e eles recusaram pagar cumplicidade com cumplicidade. Não é justo.


Jardim divide o DN para reinar

Perante um cenário negro destes, e bem escaldado como está, chefe das Angústias decide cortar a direito e começa por espetar mais um processo no DN. Com uma diferença em relação aos processos anteriores. Cínica e propositadamente, porque o adversário é de respeito, chefe Jardim procede com requinte. Deixa fora das acusações o gerente executivo José Câmara, para conseguir dois objectivos de uma só cajadada: aborrecer o próprio Câmara, porque é conhecida a tradicional azia dos excluídos dos processos jardinistas anti-Diário; deixar no ar a dúvida na redacção do jornal: será que o Zé Câmara se passou para o outro lado?
Ninguém acredita nesta última versão, mas a omissão do gerente executivo, bem como do chefe da arte e do director comercial, dá sempre murmúrios e uma ida ao 'Fofinho' para um café-desabafo. Nem que seja nisso, há uma vitoriazinha do rei lá de cima.


Inquirições ocupam esta sexta-feira com gente conhecida


Sede da GNR: esta noite não pregámos olho, a tentar perceber o porquê da escolha contrária aos desejos do eleito do povo madeirense. Vá lá que não fosse a PJ. Mas o parlamento era capaz de investigar as contas, e com isenção insuspeita.


Enquanto a presidência trabalhava com afinco na produção do comunicado com a notícia do processo, figuras conhecidas do regime desfilavam diante dos investigadores do DCIAP e da GNR. Foi Avelino Farinha, da AFA, foi Carlos Estudante, director de Estatística, e Ricardo Reis, antigo chefe de gabinete de Santos Costa. Ontem, haviam passado por lá Paulo Sousa, da SDPO, Rui Gonçalves, director de Finanças, e José Manuel Ferreira, ex-director de Estradas.
Ao que soubemos, as investigações destinavam-se a catar as malucas contas da Madeira e a dívida oculta. Mas os dados recolhidos parece terem sugerido a existência de uns ajustes directos, uns trabalhos e custos a mais, falta de transparência numas relações entre parceiros públicos e privados, enfim, anomalias que merecem aprofundamento de análise. Tudo isso somado às pulgas que se alojaram atrás das orelhas dos investigadores que têm vindo cá outras vezes, sem muito ruído, aqueles que já conhecem a AFA, a Tâmega e a Tecnovia Madeira, tudo isso será esmiuçado pelo DCIAP, no recato dos gabinetes em Lisboa.

Ávidos por detenções e constituição de arguidos

Como é natural, as pessoas estavam ávidas por detenções e nomes constituídos arguidos. Mas o MP não prende ninguém, pode é propor essas decisões aos juízes. E só se as suas diligências reunirem elementos que as justifiquem. No caso em apreço, ainda não se chegou a esse ponto nem se sabe se algum dia se chegará.
Suspeita não é prova. O que não invalida o desejo geral: que alguém ponha termo ao sistema corrupto que se encrustou à Madeira no tempo em que os animais falavam.


Cultura, Culturas

MUSEU VICENTES - VISITAS GUIADAS ESTE SÁBADO



Madeira ao Vivo

A GRANDE TRAMA

Sua excelência o chefe da Madeira continua particularmente inspirado na construção de teorias umas atrás das outras para confundir a opinião pública a respeito das investigações do DCIAP às escabrosas contas económico-financeiras da Madeira.



Primeira Página do Jornal da MadeiraDepois da versão 'manobra para distrair os portugueses da falência nacional', depois de outra sobre o mistério da escolha da GNR para assessorar as diligências, e depois ainda da táctica de desmentir todas as notícias sobre o processo no terreno, para o desacreditar, a estratégia só podia ter um desenlace: o protagonista de toda esta 'encenação' é evidentemente o próprio sua excelência. Se Rui Veloso desconfiava que o mundo inteiro se unira para o tramar, para Jardim não há dúvidas: isto é mesmo Janeiro, está um frio de rachar e o mundo inteiro, irritado com a sua vitória (coxa) em Outubro passado, mandou fazer as buscas ao Equipamento Social só para o fazer arreliar.

O JM, sintetizando em manchete as declarações do seu patrão que ontem já percorreram rádios e TVs, evidencia bem que as notícias sobre dívidas ocultas na Madeira visam atingir o dito chefe, porque foi ele, chefe, quem o esclareceu. E se foi ele quem esclaraceu, nada a fazer, portanto.
Não se percebe se por modéstia ou se por razões de estratégia militar em segredo de estado, o facto é que ainda não se atingiu a etapa certa de bombardear Obama e denunciar o director do Pentágono como verdadeiro cérebro destas tenebrosas intrigas planeadas "para alimentar essa novela contra a minha pessoa" - como desabafou rei das Angústias, muito bem citado pelo seu JM. E para que não fiquem dúvidas, repete e reforça: "Tudo isto é uma tentativa para me atingir."
A escolha do nome da operação investigativa - 'Cuba Livre' - também configura um ataque directo a chefe Jardim, só porque o homem da Madeira Nova, nas suas tardes mais tempestuosas, substituiu o vinho seco por rum com cola e uma rodela de limão.

Brincadeira da 'Cuba Livre' pode levar à independência!

E aqui bem andou Pedro Pereira, o jota da independência da Madeira: se Lisboa fala muito!...
Pois, se Lisboa exagera nas investigações a estas desgraçadas contas regionais, o rapaz faz a declaração de independência da Madeira e acaba-se a prepotência 'cubana'. Finalmente a Madeira, aí sim, estará livre dos invasores indesejáveis. Finanças, facturas e impostos, concursos públicos e adjudicações, investigações do MP e sentenças de juízes, Judite e PSP, aí sim haverá cá na Madeira quem mande nisso tudo, sem delongas nem receios dos empatas 'cubanos' - tribunais de contas, DCIAPs, Constitucionais. Já agora, a GNR poderia pegar nos cavalinhos e regressar rapidamente à capital do reino, como quando da fuga desajeitada e apressada em princípios do século XX.
Ou será que alguém alimenta uma anacrónica esperança de que iremos suportar muitas vezes estas 'investigações abrileiras', na feliz expressão de sua excelência?
A propósito de abriladas, ouvimos ontem, de passagem, falarem na televisão sobre o Abril que já não é, sobre os militares que se julgam donos de Abril, sobre os adeptos de Abril que são todos uns saudosistas... E nós a pensarmos: perante esta mediocridade de pensamento e dor de cotovelo, perante a brejeirice imbecil e trôpega que costuma reduzir a saudosismo tudo quanto não consegue imitar e muito menos suplantar, perante tão baixa qualidade num ecran, uma pessoa não há-de ter saudades de antanho?!

Voltando à teoria mais recente da trama anti-chefe, destaque para as ordens dadas por sua excelência ao ministro da Administração Interna para que faça um inquérito imediatamente - imediatamente! - ao ataque da GNR contra o quartel do Equipamento Social. A justificação é loquaz: "Não se vai com 20 e tal homens com coletes à prova de bala e metralhadoras buscar uns registos de computadores!"

De colete à prova de bala e metralhadora

A operação visava outros objectivos, claramente. De colete e metralhadora para exigir ficheiros a um PC?! Realmente...
Obviamente que o ataque foi planeado para colher Jardim de surpresa. Quem sabe se ele não estaria lá dentro? Não se vai com 20 e tal homens para manietar um adversário qualquer. Não se vai protegidos com coletes à prova de bala se não se for tentar deitar a mão a um perigoso indivíduo que anda sempre seguido por guarda-costas armados até aos dentes. E não se vai de metralhadora em punho se não se tiver a ideia de mandar o acossado desta para melhor, alegando depois que quem disparou agiu em legítima defesa.
Dizer que o assalto ao Campo da Barca constituiu "uma operação a roçar o tipo terrorista" era o mínimo que sua excelência podia dizer ontem, nas declarações "ao JM e à RTP nacional", como sublinha o Jornal do governo/diocese.

Daqui apelamos também a Lisboa: acabem com estas tramas que visam atingir sua excelência. Corroboramos sem hesitações o justo e oportuno brado do chefe, atingido na sua privacidade com a tal do rum 'Cuba Livre': "É preciso saber quem fez a operação e quem é que lhe deu o nome provocatório."
Mobilizem-se todas as forças terrestres e marítimas para ir arrancar a verdade ao cabo do mundo.
Quanto àquelas facturazecas e registos de computadores que vieram vasculhar... Não sejam vulgares, picuinhas, pusilânimes! Ataquem o essencial!


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Bola para o 'sarrame'

O SPORTING DEU O QUE TINHA... MAS FALTA QUALQUER COISA



Momento fatal para o SCP, o 3.º golo.

Os leões de Lisboa perderam a oportunidade para uma final europeia, em Bucareste. O 3-1 em Bilbau ditou um amargo afastamento. Os jogadores deram tudo. Brilharam. Mas continuamos com uma ideia fixa. A equipa do Sporting necessita urgentemente de um ponta-de-lança que incomode a defesa contrária, que massacre na luta física, que segure a bola o tempo suficiente até à chegada dos reforços, que seja rápido no contra-ataque e saiba jogar com os colegas nesses momentos decisivos para 'caçar' os rivais em contrapé, e que saiba fazer uma tabela, que tenha um lampejo de rasgar um passe para o colega bem posicionado, que saiba fazer um drible, que saiba rematar à baliza de várias maneiras... um ponta-de-lança que pelo menos faça 30% destas funções.
... E o holandês Van Wolfswinkel não tem quase nehumas delas.
Ou melhor, adivinha-se-lhe um bom futuro como jogador, mas depois de muito rodar. E o Sporting é um clube para facturar resultados, não para treinar a rapaziada.
Wolfswinkel marcou o golo, mas o melhor era não fazer nenhum, com tantas horas de jogo!
Não é má vontade contra o moço, que não conhecemos de lado nenhum.
Bem, o problema é do Sporting.
Em todo o caso, parabéns pelo excelente desempenho na prova.
Peça de 'O Crime' sobre as desconfianças do MP


O nosso colaborador referido em peça anterior a esta fez-nos chegar a edição do exemplar que fala da dispensa imposta à PJ das investigações às contas da Madeira. Apresentamos as reproduções possíveis dessa edição, com a devida vénia ao jornal da especialidade criminal.






















Madeira ao Vivo

ÚLTIMA HORA

'O CRIME' ARRASA PJ-FUNCHAL

Acabamos de receber a informação por via de uma mensagem de um colaborador da Fénix: a nova edição de 'O Crime' é demolidora para a Judiciária do Funchal. Há um estendal de denúncias sobre ligações da cúpula da Polícia ao sistema laranja regional.

A informação chegou-nos em complemento às duas peças anteriores aqui da Fénix. O nosso colaborador já leu o artigo e cita Cândida Almeida, que dirige as acções do DCIAP a correr presentemente no Funchal. Diz Cândida Almeida estranhar que os investigadores da Madeira tenham ouvido falar no buraco financeiro da Região e continuado de braços cruzados.

Madeira ao Vivo

MARGINALIZAÇÃO DA PJ: GUERRA DO MP OU FALTA DE CONFIANÇA NA POLÍCIA DO FUNCHAL?

Fontes ligadas à Judiciária dizem-se descontentes

O facto de as investigações do DCIAP estarem a decorrer no Funchal com a Judiciária posta de lado é encarado de duas formas em sede da PJ: há quem atribua espontaneamente essa marginalização ao diferendo insanável, ao nível nacional, entre o Ministério Público e as cúpulas e investigadores daquela polícia; e há quem entenda que o problema é a falta de confiança que a PJ-Funchal inspira.


Entre os agentes da Judiciária do Funchal e áreas afins, a situação actual de ostracismo causou natural mal-estar. Isso apesar de alguns justificarem a sua dispensa no processo em curso com a conflitualidade entre a PJ e o MP. Como se sabe, a equipa do DCIAP que tem andado no centro dos noticiários nacionais e regionais por causa das suas investigações às contas da Madeira escolheu a GNR para parceira nas acções realizadas. Foram operacionais da Guarda Nacional Republicana que complementaram os trabalhos na ex-Secretaria do Equipamento Social. E é na sede da mesma Guarda que decorrem o estudo e cruzamento dos documentos apreendidos bem como os interrogatórios feitos pelo DCIAP a elementos daquela antiga Secretaria do governo regional. 

Não é mentira que especialistas da PJ-Lisboa na área do crime económico e financeiro tenham acusado algumas vezes o DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal) e o DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal - Lisboa) de obstruírem o curso das investigações nalguns casos. Por exemplo rejeitando a execução de buscas e prisões preventivas e ainda conservando eternamente em seu poder processos que deviam ser devolvidos à Judiciária. A própria Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da PJ acusou já tais comportamentos. Ao que a Directora do DCIAP, Cândida Almeida, contrapôs: a PJ já foi afastada de vários processos de investigações por "falta de entendimento" entre as partes e "falta de motivação" da própria polícia.
"O que se passa no Funchal actualmente é mais um episódio dessa guerra que só interessa aos bandidos", diz-nos uma fonte da PJ local. "Essa guerra, em vez de ultrapassada, alimentou-se depois da entrada desta ministra da Justiça (Paula Teixeira da Cruz) e nós aqui na Madeira é que fazemos agora esta péssima figura."

Opinião contrária

"Isso é a imagem que querem vender agora", contraria outra fonte da Judiciária-Funchal. "Isto não tem nada que ver com essa lutas com o Ministério Público. O que acontece é a falta de confiança que os investigadores têm na polícia de cá. E na PSP da Madeira, também."
O elemento em causa, profundo conhecedor da organização regional da PJ, condena o hábito criado de os directores e comandantes colocados no Funchal, incluindo PJ e PSP, se deslocarem à presidência do governo regional para se apresentarem como se o presidente do governo fosse algum superior hierárquico.
"As polícias não são organismos políticos e não têm que manter relacionamento absolutamente nenhum com os poderes", mantém a nossa fonte, desiludida com a prestação do organismo que serve profissionalmente. "Os comandantes e directores transferidos para cá sobem a Avenida do Infante para se apresentar à presidência e descem vergados ao peso de uma subserviência e dependência que depois marca toda a comissão de serviço na Madeira. Mas é preciso dar exemplos para se ver que isto tem acontecido nestes anos todos?!"

Claramente incomodado com a secundarização da PJ em todo este processo, o elemento contactado alerta os espíritos: os investigadores do DCIAP só quiseram a GNR perto das operações e recusaram-se a levar a documentação apreendida para as instalações da PJ ou para o tribunal, que fica ao lado da polícia. Foram para a GNR. "Consta-me que eles vieram de Lisboa numa operação de surpresa com receio de que, se alguém soubesse da sua vinda, haveria documentos desviados dos seus lugares na véspera. Pode ser suspeita injusta, mas é um castigo para a promiscuidade que se vê."


Laços familiares no governo


"Há gente na PJ descontente com algumas situações que permitem estas dúvidas desagradáveis", afirma ainda, observando: tanto comandantes como directores e magistrados devem ter um tempo limitadíssimo de missão na Madeira, porque o meio é pequeno e dificilmente alguém consegue evitar as influências do sistema asfixiante montado na Região. "Toda a gente tem direito ao trabalho, independentemente das suas origens familiares", acrescenta. "Mas se os responsáveis pelas áreas policiais e de investigação tiverem familiares com emprego no aparelho de governo - e há casos desses -, evidentemente que isso fragiliza os envolvidos e proporciona quebras de confiança como esta que certamente determinou a dispensa da PJ. Podem ser suspeitas injustas, mas não deixam de ser muito desagradáveis. Que se podiam evitar com uma rigorosa separação de águas. Investigações a correr na Madeira sem a participação da Judiciária? Tantas notícias sobre corrupção e nada de investigações? Assim, a polícia continuará a ser marginalizada."
Mal-estar que se generaliza. Interrogações que correm a Madeira.

Madeira ao Vivo

INVESTIGAÇÕES NO FUNCHAL: MARGINALIZAÇÃO DA PJ NÃO FOI À TOA 








Investigadores da Judiciária à margem de operações que deviam dizer-lhes respeito: o mistério visto lá por dentro.

- artigo sobre dissidências e azias esta tarde, aqui na Fénix

Madeira ao Vivo

INTERROGATÓRIOS NA GNR

Como dissémos, há figuras ligadas aos serviços instalados no ex-Equipamento Social, dos quadros actuais e dos antigos, a ser ouvidas no comando da GNR, Avenida do Mar. Câmaras de TV e fotográficas 'cercam' a entrada do quartel, fronteiriço à Assembleia Legislativa. Os jornalistas não arredam pé.
Quando por lá passámos, havia entrado para ser ouvido José Manuel Ferreira, que liderou as Estradas da Madeira, quando da constituição da empresa.

Estilhaços de Madeira

CENAS QUE SE DISPENSAVAM ONTEM. ERA 25 DE ABRIL


O carro estava parado sobre o passeio, mas naquele passeio largo da Ponte de Pau, sem atrapalhar portas, peões ou trânsito - que não se via quase vivalma. Pior estava uma viatura sem condutor, bloqueando literalmente uma das duas faixas de rodagem, com uma sigla qualquer, género 'PSP'. A lei abrange o 25 de Abril, mas que diacho!





As colgaduras da hipocrisia parlamentar: respeitar o 25 de Abril fora das paredes, espezinhá-lo no interior, com agressões e expulsão de deputados.



Quando é que as aves em cativeiro aprendem a cantar 'e depois do adeus'?

Madeira ao Vivo

CHUVISCOS NO CÉU, TEMPORAL NA TERRA



Céu cinzento depois de mais uma noite de insónia que afectou muitos abastados e benquistos proprietários da Madeira Nova.


Nasceu molhada, embora pouco, a manhã do 26 de Abril, data predilecta para sua excelência o rei das Angústias proceder às suas comemorações políticas, conforme devidamente assumido pelo próprio. Entende-se facilmente porquê: foi o 26 de Abril jardinista que impediu, à força do enxovalho e do estrondo, que o 25 de Abril chegasse à Madeira, conservando-se por cá o espírito e a prática do fascismo implantado em 28 de Maio de 1926 que o dito-cujo tanto defendeu na 'Voz da Madeira'.



Com chuviscos no céu, cá em baixo em terra desenvolve-se a borrasca político-social agravada nos últimos tempos.

- O regime laranja continua sob investigação por suspeitas de corrupção, associação criminosa e fraude fiscal

- O chefe do regime laranja, na sua táctica habitual, ameaça processar a imprensa que noticiou as suspeitas que impendem sobre o baronato compadre do governo

- O chefe do regime, também na sua táctica habitual, trata de distrair o povo da grande embrulhada em que está metido o seu governo dizendo que a investigação se destina a distrair o povo da situação continental

- Entra na dança o chefe dos jotas laranjas, arrogando a propriedade da Madeira para avisar que, se calhar e lhe apetecer, e caso Lisboa insista com as investigações no terreno, o rapaz declara a independência da Madeira e pronto - Lisboa que vá lá investigar o Miguel Relvas, o Vítor Gaspar e demais ministros do Passos Coelho

- Andam na forja várias alterações ao Código de Processo Penal, com a ideia de incutir celeridade à justiça, e então a ministra Paula Teixeira da Cruz quer acabar com prescrições, direitos a recursos para instâncias superiores e por aí fora, enfim, erradicar empecilhos e manobras jurídicas a torto e a direito. E a figura da imunidade parlamentar não será um dos factores de mais peso no atraso do exercício dos tribunais? Sra ministra, convença os seus amigos deputados a determinar o fim da linha na cegada das imunidades, tão usada e abusada na Madeira... quando o processo não tem como arguido José Manuel Coelho, do PTP, evidentemente. Nos casos envolvendo gente da maioria, nunca se levanta a imunidade.
Rapidez, rapidez, reconheçamos em abono da verdade, têm os processos movidos contra o nosso diligente chefe Jardim. Os juízes olham para os quesitos e dizem: Porra, o homem tem o costume de maltratar e perseguir os adversários há muito tempo, logo não existe aqui nada de novo, arquive-se isto com a competente absolvição do arguido. 

- Temos então esta quinta-feira de temporal na tribo insular. É verdade que o sol já tenta brilhar entre as nuvens, mas a borrasca continua instalada nos gabinetes dos inspectores onde se cruzam dados relativos a facturas imperceptíveis, dinheiros evaporados e riquezas súbitas.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Bola para o 'sarrame'



QUANTO MAIS ALTA É A TORRE...




Ronaldo, estoirado de tanto correr e depois de ter marcado 2 golos, foi chamado por Mourinho à responsabilidade do primeiro penálti na hora de desempatar. Mourinho falhou nessa escolha e na de Kaká e na de Sérgio Ramos. Não, não se trata de falar depois de conhecidos os resultados



Cristiano Ronaldo descansa antes do início da prorrogação no estádio Santiago Bernabéu



Francamente, Mourinho. O raciocínio falhou na hora em que o Real precisava do comandante!
Mas... Pois, agora ninguém vai acreditar no que dizíamos ao princípio da noite de terça-feira, ao começar o Barcelona-Chelsea: que a final da Champions estava reservada ao Bayern e ao Chelsea, nem mais. O nosso cérebro a pressagiar precisamente o inverso daquilo que o coração desejava. Mas era o que prevíamos. Fora os amigos presentes, ninguém vai acreditar, repetimos.
E para quem viu o jogo desta quarta, em Madrid: repararam vossas excelências como o nosso Ronaldo acabou o prolongamento? Sem conseguir armar o contra-ataque, por falta de pernas? A cair sozinho, várias vezes? É verdade ou não é que aquilo que o rapaz de Santo António, simpática freguesia aqui do Funchal, correu nas tentativas de ataque e nos apoios preciosos à defesa se reflectiu na ponta final dos 90 minutos e em todo o prolongamento? Então, o rapaz estava em condições físicas e mentais para se chegar à marca do penálti como inaugurador da série do Real? Que podia ele fazer naqueles momentos que decidem uma final decisiva para tantos negócios e tantas carreiras?
Depois... Kaká?! O homem está fora de hipóteses nesta fase, embora continuemos à espera de o ver regressar ao lugar entre os melhores do mundo que perdeu devido a grave lesão. Actualmente, não. Psicologicamente diminuído, fisicamente muito trôpego. Então... encarregue de um penálti, na hora de decidir quem iria disputar a final?!
Finalmente: Sérgio Ramos marcador de penáltis?! Um defesa espalha-brasas - sem ofensa - chamado na hora cerebral?

Alguém alimentou a esperança de um falhanço do valente mas cerebral Schweinsteiger? Claro que não.


Que Mourinho nos desculpe, mas o futebol, como ele sabe melhor do que nós, não se joga com os pés. Muito menos quando os pés, devido ao cansaço, respondem com atraso e deficientemente às ordens da cabeça.

Moral da história: o monumento Barcelona caiu aos pés do Chelsea, terça-feira. E nesta quarta foi o Real a tombar diante dos alemães do Bayern. Depois do 2-1 nos 120 minutos, com bis de Ronaldo, desastre nas penalidades.
Barcelona e Madrid sofreram em 24 horas dois terramotos grau 7 na escala de Richter. O mundo continua a girar, é verdade, com ou sem ópio do povo. Mas a girar aos solavancos, para quem gosta do futebol ibérico.

Legenda desnecessária.

Politicando

Entrevista à RTP Informação

ALBUQUERQUE ENFRENTA JARDIM COM O PAÍS A VER

Apesar da hora coincidente com o Barcelona-Chelsea e com noticiários a falar das investigações às contas da Madeira, os desafios do presidente da Câmara do Funchal ao seu chefe de partido tiveram impacto.



O país com acesso àquele canal da RTP deve ter pasmado com a ligeireza com que Miguel Albuquerque afirmou, sem quebras de voz, deter os mesmíssimos direitos de militante do que Alberto João Jardim, e que não tem receio absolutamente nenhum das intimidações do líder. Cavaco Silva, Jaime Gama e outros indefectíveis do 'democraticismo' de Jardim, se acaso televiram a entrevista, arrepiaram-se ao reflectir sobre a justeza dos seus espantosos elogios ao barão das Angústias, já que agora escutavam um companheiro do seu amigo madeirense a pôr em xeque o sentido ético dele, Jardim.
A conversa com a jornalista da RTP girava em torno da data do próximo congresso do PSD-Madeira, que o chefe Jardim resolveu adiar para depois das autárquicas e o autarca funchalense insiste em que ocorra já para o ano. Miguel Albuquerque mostrou a página dos estatutos onde se diz que o congresso deve ser realizado de dois em dois anos. Ora, se o último congresso foi feito em Abril de 2011 - atacou sem hesitações - qualquer analfabeto percebe que o próximo deve ser em Abril do próximo ano. Qualquer analfabeto!
Claro, claro, Jardim não é analfabeto - respondeu Albuquerque à oportuna pergunta da jornalista. Então quem é que lê aquele ponto e conclui que para fazer um congresso ordinário - o de 2013 - é preciso arranjar assinaturas?! Quem é tal analfabeto?
Percebeu-se.

Jardim não consegue intimidar

"Eu não tenho de apresentar 300, 200 ou 400 assinaturas", disse o candidato à sucessão de Jardim, esclarecendo não se deixar intimidar - nem ele nem os militantes adeptos da sua condidatura - com nada. Está, sim, disposto a exigir o respeito dos seus direitos enquanto militante do PSD-Madeira. "Não me intimido com nada", explicou à jornalista, especificando mesmo: "Não tenho medo nenhum do Dr. Alberto João Jardim!"
Imagine-se! Jardim, que há meis dúzia de meses apostaria o que fosse preciso como ninguém no seu partido seria capaz de o enfrentar, muito menos de uma forma tão directa e provocadora como a utilizada nesta entrevista de terça-feira por Miguel Albuquerque!
"Eu e os apoiantes da minha candidatura reconhecemos o que ele (Jardim) fez pela Madeira, mas eu também tenho feito muito pela minha terra", dispara Miguel Albuquerque. "Por isso, vamos expressar os nossos direitos livremente e, se acaso há intimidações, é bom eu avançar em breve com a minha candidatura, para que isso fique tudo esclarecido."
A candidatura de Albuquerque está para breve, de facto, já que o edil funchalense recusa crer no adiamento do congresso ordinário. E a verdade é que se torna cada vez mais difícil ao chefe carismático insistir num adiamento para depois das autárquicas sem dar a ideia de que receia bater-se com o seu antigo delfim. Para mais, Albuquerque não se referiu nenhuma vez aos potenciais adversários apontados ultimamente como candidatos: Cunha e Silva, que fez lembrar às pessoas que ainda existe, e sobretudo Manuel António Correia, auto-candidatado e logo ultrapassado quando Jardim decidiu anunciar o regresso ao terreno para travar o passo ao homem da Câmara. Obviamente que a Miguel importa elevar-se até ao adversário colocado mais alto, para neutralizar a potencial concorrência do futuro.

Desafio claro para o mano-a-mano

Miguel Albuquerque, com esse intuito, fez desta entrevista uma declaração formal de que deseja enfrentar Jardim na presente luta pela liderança partidária. "Não tenho nenhuma questão pessoal com o Dr. Alberto João, mas é bom que as pessoas comecem a saber distinguir entre questões pessoais e a luta por objectivos políticos." Revelando o seu entendimento de que o ciclo jardinista no PSD chegou ao fim, anunciou possuir um projecto virado para a necessária renovação, de políticas mas também de comportamentos, porque entretanto a sociedade evoluiu, tornou-se mais aberta e urbana. E o PSD-M - disse - deve abrir-se ao exterior.

Ninguém está acima da lei

Quanto às investigações que decorrem no Funchal, por ordem de Lisboa, Albuquerque disse considerá-las normais, porque "ninguém está acima da lei". É preciso "apurar o que houver por apurar". Com a colaboração dos sectores investigados. Foi o que a sua vereação fez quando da realização de um inquérito ao município - lembra o autarca funchalense, que termina o mandato em 2013 e não se pode recandidatar, por força da lei. "As instituições devem ser transparentes", enviou como recado.
O edil da capital afirmou ainda que, a seu ver, o plano de resgate da Madeira deve ser renegociado e preconizou a criação de um projecto de reconversão do turismo, pilar da recuperação da Madeira, a par do Centro de Negócios que "o Estado está a destruir", quando o que deveria era tornar-se accionista da praça.

Mas a noite era de confronto com Jardim. Deliberadamente. O chellenger do poderoso chefe, como declarou repetidamente na entrevista, não abdica dos seus "direitos de militante" e tudo fará para os defender. Primeiro, esperará que o bom senso vingue e o congresso aponte para Abril de 2013, como ordenam os estatutos. Se não, procurará meios para repor a legitimidade.
O aviso ficou: "O Dr. Alberto João foi eleito no congresso anterior para dois anos de mandato à frente do partido, mas, como militante, não tem mais direitos ou deveres do que eu ou qualquer outro!"

Quinta das Angústias não é mais aquela casa dos horrores

Enfim, surpresas que o grande chefe não esperava tão cedo, muito menos diante dos telespectadores nacionais. Ele que sempre impediu companheiros da Madeira do menor brilho ao nível de país. Surpresas que são as primeiras de muitas que certamente já vêm a caminho. Os tempos mudaram. A voz do chefe e os seus ataques verrinosos assustam cada vez menos.

Quem acompanha estes desenvolvimentos com discrição mas muito empenho são, obviamente, os partidos oposicionistas. Depois de 36 anos de poder laranja, é legítimo pugnar pela mudança, seja para que lado for - independentemente das lutas intestinas no seio da maioria actual.
O futuro próximo promete.


Cultura, Culturas

MANHÃ DO 25 DE ABRIL NA QUINTA DO PALHEIRO, REGISTADA PELO DR. RAIMUNDO QUINTAL




"O Funchal amanheceu neste 25 de Abril com nuvens no céu e com notícias negras sobre o buraco financeiro da região, que parece não ter fundo.
Porque já não consigo ouvir falar da fauna predadora, que há quase quatro décadas ocupa o topo da pirâmide alimentar deste ecossistema ilhéu, subi cedo até à Quinta do Palheiro Ferreiro para deliciar-me com as muitas flores que alindam os canteiros do maior jardim da Madeira.
Decifrar as linguagens das flores e sobretudo escutar os seus silêncios é um elixir extraordinário nestes tempos de profunda crise económica e de doentia apatia social.
Durante toda a manhã identifiquei flores, fotografei recantos de enorme riqueza cromática, cruzei-me com imensos turistas embevecidos com este paraíso madeirense onde no 25 de Abril florescem cravos e mais algumas centenas de encantadoras plantas dos quatro cantos do mundo.

Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal"










Delírios da Madeira Nova

Catilinária contra o 'DN'-Lisboa, açambarcamento do 'Público'


O NERVOSISMO POR CAUSA DAS INVESTIGAÇÕES CONTINUA




Os 'apoiados pelo regime' praguejam
e andam aos pontapés pelas
ruas por causa desta notícia.
O comissário do jornal, então!...


Esta manchete foi motivo
de açambarcamento... por gente
muito nervosa. 




O JM faz manchete de
um artigalho contra o
regime assinado pelo chefe. Se tiver o mau
gosto de o ler, substitua
Lisboa por Funchal e
aquilo fica certo.


Não há dúvida: eles enriqueceram
muito e depressa, mas as noites de
insónia estão longe do fim.










Os coronéis do jardinismo continuam muito enervados com as investigações em curso no Funchal. Ainda nesta manhã de 25 de Abril, um fanático apoiante de Jardim (e chorudamente apoiado pelo regime) espumava pelas ruas, invectivando contra os jornais do Continente que falavam da descoberta de mais dívida escondida debaixo dos tapetes da Junta Geral e do ex-Equipamento Social. A manchete do DN-Lisboa rebentara com o homem: "Dívida oculta da Madeira sobe para 3,6 mil milhões". Certamente, ele já ouvira Guilherme Silva em mais uma das suas tentativas para explicar o inexplicável, a dizer em Lisboa que não acreditava nessa gordura da dívida escondida. Então, mais animado, saltou para os passeios da cidade com desabafos anti-jornais lisboetas.
Um dos conhecidos a quem o homem se dirigiu, pelo menos, contrariou-lhe a teoria, alegando não se admirar do crescimento dos números fatais. Tanto que o Tribunal de Contas avisou nestes anos todos para a necessidade de vistos prévios e controlo de facturas, e nada...
O tal fanático jardinista (pudera, com as prebendas que lhe entram no bolso!...) abanou-se todo, voltou as costas ao conhecido a quem pretendia convencer e desapareceu pela rua fora.
Este nervosismo é geral, no mundo laranja.
Ainda ontem, houve quem se dirigisse a quiosques citadinos para limpar os exemplares do 'Público' à venda. Porquê? O jornal trazia na manchete a fuga frustrada de um engenheiro com documentos na mala pertencentes aos serviços instalados na ex-Secretaria do Equipamento Social.
Multiplicam-se entretanto os desmentidos aos dois referidos jornais de Lisboa. O que levanta outra questão: afinal, é o DN-Funchal 'o jornal mais desmentido do País', como costuma dizer chefe Jardim, ou é o governo da Madeira 'o maior desmentidor do mundo', já que desmente tudo o que se mexe? Afinal, é do malhadeiro.
O nervoso miudinho vai ao ponto de o próprio chefe Jardim, para travar a campanha de agitação preparada contra a Madeira, noticiada pelo JM, ter já dito a uma jornalista continental que fosse trabalhar para a sua terra.
Com 38 anos de Abril, o fascismo continua vivo e forte na Região. Mas o rei das Angústias já não pode expulsar e pôr a mexer da ilha jornalistas como fazia nos anos 70 e 80, casos de Fernando Barata, do JM, e de Adalberto Rosa e Hélder Guerra (antecessores na ANOP-Madeira do então jornalista Marinho Pinto, com quem o regedor da Madeira debate hoje nas 'conversas imprevistas' da SIC).
O nervoso continua, os efeitos é que mudaram um pouco.
Ainda aqui vamos.

Madeira ao Vivo

ABRIL A CAVALO

As zonas mais populares do Funchal apresentam-se muito normais neste feriado. De Abril e de cravos, nem sinal. Parte significativa do comércio até está em funcionamento.
De anormal, ou pelo menos diferente, encontrámos um grupo de 4 cavaleiros a passar pela placa da Avenida Manuel Arriaga. Diachos, um traje a fazer lembrar...
"Sim, somos a GNR", adivinhou-nos o primeiro dos cavaleiros, nem mais nem menos do que o Eng. Costa Neves, vereador da rebelde Câmara do Funchal. E outro cavaleiro, o Dr. Costa Neves, antigo deputado centrista, a complementar: "Vamos para o Equipamento Social!"

E seguiram os três cavaleiros mais uma cavaleira pela Rua do Aljube, realmente em direcção ao Campo da Barca, não sabemos se... 
...E com a PSP outra vez de lado, sem ser chamada para as operações!

Vieram da estátua de Zarco...


Com o Eng.º Costa Neves à frente e uma farda de cores sugestivas.


Disseram que seguiam para o Equipamento Social...


E guinaram mesmo para aqueles lados...


Com a PSP a ver...


...Totalmente fora do processo, como se tornou hábito.