CRÓNICA
JUVENAL XAVIER
O poder não passa da imagem de um troféu bordado a ouro que se ostenta, com desprezo e desdém, ao coro de vozes consumidas e humilhadas. O poder do mundo não passa de um chão áspero por lavrar e de conversas mais do que loucas para orelhas mais do que moucas. Conversas, indiretamente, surdas para fugir às escondidas à política e às doces ilusões. Às agressões que não são crime. À moderna tecnologia da poesia do belo sofridamente rimada de dois em dois versos.




