Apresentação na Assembleia Legislativa da Madeira do Projeto de Decreto Legislativo Regional que Cria um Acréscimo Regional de Pensão para idosos no valor de 50 euros
Nota justificativa
1.
Sumário a publicar no Diário da República
Criação de um Acréscimo Regional de Pensão a todos os
beneficiários que aufiram pensões de reforma, por velhice ou invalidez, assim
como nas pensões de sobrevivência em que o rendimento total seja inferior ao
Salário Mínimo a vigorar na RAM.
2. Síntese
do conteúdo da proposta
Todos os beneficiários que aufiram pensões de reforma,
por velhice ou invalidez, assim como nas pensões de sobrevivência em que o
rendimento total seja inferior ao Salário Mínimo em vigor na RAM, têm um
acréscimo regional de pensão no valor de 700 anuais, pagos em catorze
vezes.
3. Necessidade
da forma de Decreto Legislativo Regional
Obrigatoriedade de atribuição de um acréscimo regional
de reforma, por velhice ou invalidez, assim como nas pensões de sobrevivência em
que o rendimento total seja inferior ao Salário Mínimo em vigor na RAM
4. Implicações
financeiros
A aprovação do presente diploma tem impacto financeiro
no Orçamento Regional, sendo assim, produz efeitos após aprovação e publicação
do próximo orçamento ou revisão do atual.
Projeto de Decreto Legislativo Regional
Criação Acréscimo Regional de Pensão
Preâmbulo
Os números de pobreza na Região Autónoma da Madeira
refletem a necessidade de corrigirmos as disparidades de rendimento existentes,
sobretudo na população sénior, que muito embora tenha sido alvo de algumas
melhorias ao longo destes últimos anos, ainda é manifestamente insuficiente
para mitigar as dificuldades sentidas pelos nossos idosos.
É importante salientar que o acesso ao Complemento
Solidário para Idosos instituído pelo Decreto-Lei nº 232/2005, de 29 de
dezembro é tão criterioso que exclui a maior parte dos reformados e
pensionistas em situação de pobreza, quando supostamente deveria garantir que
ninguém auferisse um valor de pensão anual inferior a 5175,82€ euros,
mas na prática não é isso que acontece.
É sobretudo na população sénior que se observa
situações de muita pobreza, exclusão, falta de respostas em matéria de
qualidade de vida, nos cuidados de saúde e na integração social por isso
torna-se imperioso uma intervenção direcionada a esta faixa etária da
população.
Por estas razões, cabe ao Governo Regional garantir
medidas de apoio aos grupos mais desfavorecidos como é caso dos nossos idosos e
pensionistas, com a criação de um acréscimo regional de pensão no valor de 700
anuais, pagos em catorze vezes aos mais carenciados, assim como já se faz na
Região Autónoma dos Açores. Pois só assim, poderemos garantir o envelhecimento com
direitos e dignidade à população regional.
Face ao acima exposto e nos termos do disposto na
alínea a) do nº1 do artigo 227.º, no nº 1 do artigo 232.º da Constituição da
República Portuguesa (CRP) e do artigo 37.º da lei 130/99, de 21 de agosto, a
Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira da Madeira decreta o
seguinte:
Artigo 1º
Acréscimo regional de pensão
Todos os beneficiários que aufiram pensões
de reforma, por velhice ou invalidez, assim como, nas pensões de sobrevivência
em que o rendimento total seja inferior ao Salário Mínimo a vigorar na RAM, têm
um acréscimo regional de pensão no valor de 700 euros, pagos em catorze vezes.
Artigo 2º
Atualização do valor do acréscimo Regional
de pensão
A Secretaria regional das Finanças e a da
Inclusão Social e Assuntos Sociais deve atualizar anualmente, por portaria este
acréscimo nunca sendo inferior a 2%
Artigo 3º
Regulamentação
O presente diploma será regulamentado
pelos secretários regionais das Finanças e da Inclusão e Assuntos Sociais.
Artigo 4º
Período de vigência
O presente diploma tem um período temporal
de vigência igual ao da atual legislatura podendo se prolongar caso não exista
revogação do mesmo.
Artigo 5º
Entrada em vigor
O presente diploma entra em vigor no dia
seguinte à sua publicação e produz efeitos a partir da aprovação e publicação
do próximo orçamento regional ou da revisão do atual.
Funchal, 12 de outubro de 2018
A deputada do Partido Trabalhista
Português, na ALRAM.
2 comentários:
Tu queres é manter o tacho. Tu não queres saber das pessoas.
Nem mais nem menos$$$
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