Powered By Blogger

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

PCP faz denúncias na Lota do Funchal


"Política fraudulenta marca
mandato de Albuquerque"






Nesta iniciativa que hoje teve lugar no Concelho do Funchal , na lota do Funchal, foram apresentadas as seguintes declarações políticas pelo deputado do PCP, Edgar Silva:
O Governo que promete mas não faz!
«O Governo Regional prometeu, e inseriu verba no Orçamento Regional para 2016, uma intervenção de fundo na lota do Funchal, que está com condições muito degradadas. Também prometeu o Governo Regional a construção de uma alternativa ao prometido “Porto de Pesca de Câmara de Lobos”, a implantar no Porto do Funchal, na área portuária junto à lota do Funchal. Apesar das verbas previstas no Orçamento Regional para este ano, nada foi construido.
Assim, não só a Região continua a não ter um único porto especificamente pensado de raiz para a actividade profissional da pesca, como os remendos que o Governo Regional prometera fazer no Porto do Funchal, numa adaptação anunciada e não concretizada corresponderam a mais uma das mentiras do Governo Regional.
Nem a lota do Funchal tem obras, nem o porto para a pesca construído.
São estes mais alguns exemplos da política fraudulenta, feitos de falsas promessas, que marcam o mandato de Miguel Albuquerque no Governo Regional da Madeira.»
Texto e foto: PCP

A verdadeira democracia e a meritocracia



A Barragem da Lagoa da Portela


De acordo com o ponto 2 do artigo 48º da Constituição da República Portuguesa[i]: “Todos os cidadãos têm o direito de ser esclarecidos objectivamente sobre actos do Estado e demais entidades públicas e de ser informados pelo Governo e outras autoridades acerca da gestão dos assuntos públicos.”

A 18 de maio de 2016 Miguel Silva solicitou uma série de informações à Direção Regional do Equipamento Social e Conservação (DRESC), entidade pública que exerce as competências de Autoridade das Barragens na RAM, sobre a atividade da DRESC relativa à Barragem da Lagoa da Portela[ii].

Esta barragem é de classe I, o que significa que se houver uma rutura catastrófica dessa obra, os Estudos preveem a morte de mais de 25 pessoas a jusante dessa estrutura (i.e., nas zonas adjacentes à Ribeira de Machico).
Miguel Silva, até agora ainda não recebeu qualquer resposta… embora fosse quase certo que uma não resposta acabasse por ser tema de uma publicação…

O dono da barragem da barragem é a ARM. Esta entidade tem colaborado com as solicitações de informação de Miguel Silva. 
Pelo que percebi dos documentos[iii], a Autoridade depois da entrada “em exploração”[iv] desta barragem nunca mais a inspecionou ou visitou.
Conclusão
Estará instituída uma verdadeira democracia na RAM se o Governo Regional não responder às solicitações de informação dos cidadãos relativamente à atividade desse mesmo Governo?
Haverá meritocracia se os dirigentes que não cumprem seus deveres mantêm os seus muito bem pagos cargos?

A politica não deveria ser a arte de dominar, mas sim a arte de fazer justiça.” 
Aristoteles

As próximas decisões de Albuquerque mostrarão o seu conceito de atividade politica e seus deveres.

Eu, O Santo
           



[iii] Com base no artigo 24 do Regulamento de Segurança de Barragens, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 344/2007 de 25 de outubro, do MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES.
[iv] Uma das questões era se essa Barragem tinha autorização para entrar em funcionamento. 

Tratamento no Trapiche resultou mal



Albuquerque 'puxa as orelhas' a si próprio



O tratamento de choque a que se submeteu o Blue Establishment há dias no Trapiche, durante um bom par de horas de catarse delirante, produziu efeitos nefastos.
Sábado passado, chefe do Laranjal parece ter ameaçado secretários por si nomeados: ou avançam com o cumprimento das promessas eleitorais ou vão para a rua. Espantoso. Se há secretários no desgoverno que não cumprem o programa, de quem é a culpa? Um presidente só tem duas opções: defender os seus companheiros de governo 'com unhas e dentes' ou demiti-los. Como é que Albuquerque vai para um conselho regional, órgão alargado a várias castas de militantes e dirigentes, e puxa as orelhas perante toda a gente aos secretários regionais, fragilizando-os da pior forma, que é admoestá-los em público? Parecendo um favor que o homem faz mantê-los no lugar, como o dono da bola que escolhe os jogadores, de contrário não há jogo! E as promessas que o próprio Miguel fez para ficarem todas atravessadas na garganta?
Que há secretários a meter água por todos os lados, sabemos nós. E que o presidente mete água por todos os lados, ao deixar correr o marfim, também sabemos. O que é péssimo. Mas - podemos dizer assim? - pior do que este péssimo foi a cena das ameaças na Ponta do Sol.
Abordado pelo jornalista do DN, o homem negou que estivesse a referir-se aos secretários. Mas a nega não ficou clara, tanto assim que deu uma manchete do tamanho do consórcio. O jornalista até escreveu claramente escrito que foi procurado por uns quantos 'correligionários' que se "apressaram" a confidenciar ao DN a ocorrência interna. E aqui está outro aspecto interessante do problema. Nalgum tempo, eram os jornalistas de todos os órgãos a procurar saber, geralmente com êxito, o que se passava nos conselhos regionais e encontros afins, para tratar o assunto cada qual com as suas novidades.
Apesar dos tratamentos de choque e dos discursos a fazer de mau, já ninguém liga àquela política - Blue por fora e Pata Rapada por dentro. Falta de qualidade gritante! 

domingo, 6 de novembro de 2016

Opinião



QUATRO ANOS PASSARAM

As pessoas gostam de propaganda e abominam pensar sobre coisas sérias que são escritas. Sou um Cidadão Português, cumpri a minha parte naquilo que respeita a Servir o Bem Comum, estive três anos no Serviço Militar Obrigatório e, quatro como militante activo do PPD/PSD. Nunca me pronunciei, publicamente, sobre a RAM de 1980 a 96. A partir daí, atrevi-me a desafinar a orquestra da propaganda que em uníssono nos enchia os ouvidos com: “DEUS no Céu, EU aqui”. Não escapei aos insultos de gente, “corajosa”, mas sem nome, nos comentários on line naquilo que eu escrevia no DN. Num órgão de propaganda, propriedade de uma Sociedade por Quotas, aí com nome, os insultos choveram. Há muito que eu “adivinhava” a tragédia que desabou sobre a Madeira em 2012. Dizê-lo desafinava da orquestra da propaganda. 
O Alemão – KLAUSS FRIEDRICH – na coluna do cidadão, na edição de 13/02/2012 teceu rasgados elogios à gestão financeira, ao tempo, seguida na Madeira. Tentei, a 13/03/2012, recorrendo ao sarcasmo, alertar os meus concidadãos para aquela publicidade enganosa. Leia aqui: http://edicao.dnoticias.pt/hemeroteca?page=80. A 19/05/2012 a revista do Expresso, escrevia: Uma ilha à beira do naufrágio. Em 18/09/2012, com o sarcasmo inicial, dei por encerrado o episódio Klauss Friedrich. Leiam: http://edicao.dnoticias.pt/hemeroteca?page=71. Entre 2012 e 2015 houve muita turbulência no partido e na RAM. Este link http://www.fenixdoatlantico.blogspot.pt/2015/11/opiniao.html, contém “O Fascismo e o Cais Novo”, da autoria do ex-Presidente do Governo falando, da velocidade da moeda e do emprego que criou. Nele lastima que não se reconheçam os méritos para o aumento da capacidade de acostagem, resultante das obras no aterro. Tem algo de Calimero, é lamuriento o texto. 
As duas últimas participações públicas do Dr. Alberto João – Jornada intergeracional social-democrata, no Trapiche e, a sessão na CM do Porto Santo – carecem de contraditório. Esquecido o tom lamuriento de 2015, comparecendo num acto público ao lado do seu sucessor, o Dr. Alberto João transmitiu, aos filiados e à população em geral, uma sensação de Paz. Há, por não ter sido exaustivo, alguns sinais de alerta. Para ele que significa mais Autonomia? Avaliando pelo que, no passado, lhe vimos e ouvimos seria, neste momento em que aprovaram um hospital para Sintra, recusando o do Funchal, a hora exacta de recorrer aos tempos dos insultos na Central de Propaganda, sediada na tal sociedade por quotas? Quanto à dívida histórica estamos conversados. Só ele, o mestre da demagogia, e o seu homónimo Vieira acreditam naquilo. 
A sessão no Porto Santo foi um hino, à irresponsabilidade. Mesmo antes do Newton ter feito as contas dele, no séc XVIII, já o Homem sabia que os objectos “caem p‘ra baixo”. Não caberá nas funções dos eleitos a preocupação com a segurança das populações? Onde reside então a injustiça de chamarem a contas o Pres. da Câmara? O melhor veio depois, quando narrou o episódio de 1978 assim: “Está a ver estes 10 cm que reservou para a agricultura? Aqui ficam os hotéis. A agricultura? Fica para o interior da ilha”. A “borla marítima” ganhava estatuto e prometia muito dinheiro aos contemplados. Privatizou-se os resultados, tornaram-se públicos os prejuízos. Do pouco que produzia a ilha, os pobres agricultores, retiravam parte do seu sustento. Hoje têm trabalho nos hotéis no Verão e assistem à propaganda de aviões que vão garantir 100% no Inverno. Ir à praia, esqueçam, ela pertence aos privados contemplados com a ”BORLA MARÍTIMA”. 
Sou do tempo em que o partido era comparado a um exército, um por todos e todos por um. Comprovados os erros da propaganda e das decisões erradas, tomadas nos seus 37 anos de governo, que geraram, como eu previ, o Tsunami de 2012. Hoje, só um cego não vê gente a dormir pelas ruas e ninguém também ignora o desemprego e a emigração como fuga ao desastre. Foi bonito de ver o ex- Pres e o actual - herdeiro do descalabro - juntos no Trapiche. Os factos provam que as premissas e mitos em que se fundamentou o Dr. Alberto João deram errado. Contrariando a prática de anos está na hora de abandonar o papel de menino que tendo dado um pontapé na bola, partiu o vidro, mas garante que não foi ele. Tudo aquilo foi obra de um extraterrestre para o comprometer. 
Juntem os trapinhos, para o bem do partido e da Madeira, mas não contem comigo para estar calado, quando a propaganda demagógica aparecer seja onde for e que eu me aperceba. Não vale a pena insultarem-me, pois está provado que não deu nada no período de 1996 a 2012.

GAUDÊNCIO FIGUEIRA

sábado, 5 de novembro de 2016

PCP analisa situação política e define estratégia



"Sobre as erradas e desastrosas 
opções da governação"

A Direcção Regional do PCP reuniu neste sábado, 5 de Novembro de 2016, para analisar a situação política e definir linhas prioritárias de intervenção.
No quadro político foram destacadas como profundamente negativas as seguintes situações que expressam erradas e desastrosas opções da governação:

1)      As funções sociais do Estado e o conjunto dos serviços públicos continuam afectados por limitações orçamentais e opções que são incapazes de inverter a estratégia de degradação e de desqualificação. Na Região Autónoma da Madeira tais impactos estão a ser especialmente sentidos nas áreas da educação e na escola pública, nas áreas da saúde e na contestação ao Serviço Regional de Saúde;
2)      A ofensiva contra os direitos sociais e laborais intensifica-se na Região, através do congelamento de salários e das carreiras da administração pública, através dos valores limitados de investimento público, através do agravamento da exploração e empobrecimento, bem evidentes nos obstáculos à reposição dos salários, nos chumbo às propostas de reposição de direitos aos acréscimos e complementos regionais de compensação pelos custos de insularidade;
3)      O modelo em vigor quanto às ligações aéreas de passageiros entre a Região e o Continente, bem como as tarifas praticadas criam situações incomportáveis para a maioria dos orçamentos familiares. O actual modelo em nada está conforme com direitos fundamentais de quem reside nas ilhas da Madeira e do Porto Santo. O PCP considera prioritário intensificar o protesto público contra os chamados “apoios e subsídios à mobilidade” nas viagens aéreas e, em alternativa, defender um novo modelo capaz de aprofundar tudo quanto decorre do “Principio da Continuidade Territorial”;
4)      Os orçamentos que estão em fase de debate desconsideram áreas fundamentais para o interesse público. Depois da catástrofe provocada pelos incêndios de Agosto de 2016 não existem as prometidas verbas necessárias para dar resposta aos problemas registados;
      Não está garantido o apoio público à construção do novo hospital na Madeira;
5)      Não estão estabelecidas medidas indispensáveis de apoio ao sector produtivo tão fragilizado e marcado por as significativas quebras da produção ao longo deste ano.
Face a tais situações, o PCP/Madeira reafirma o seu empenhamento em apresentar propostas e em desenvolver formas de luta que conduzam a uma viragem na vida politica regional, onde se justificam transformações sociais e económicas condizentes com o projecto de Autonomia com desenvolvimento e justiça social.
Texto e foto: PCP

Laranjas reuniram-se na Ponta do Sol



Conselho Regional do PSD-M
estranha Orçamento do Estado
e elogia o da Região








BANANICULTORES EM PÉ-DE-GUERRA



Os associados da ABAMA vêm com esta carta reclamar dos contínuos maus tratos que sofrem da GESBA


Um mês e meio atrás, a GESBA mandava enterrar a banana ou os donos da fruta comê-la, quando os agricultores telefonavam a pedir o corte da banana, os diretores da GESBA ou não atendiam o telefone ou quando atendiam atrasavam sempre o corte uma ou duas semanas para depois.
Durante o verão na zona do pai do Sr. Fernando Lourenço e do Sr. Alberto os cortes eram feitos até 15 dias, quando os restantes bananicultores esperavam até 56 dias; atualmente o prazo é de 28 a 35 dias na zona privilegiada, pois interessa a esses senhores que a banana engrandeça, sacrificando os restantes bananicultores que vêm a sua banana ser cortada sem a sua autorização até, quando esta ainda poderia crescer mais, recebendo assim menos do que poderiam.
Hoje em dia, a GESBA entra pelos terrenos das pessoas, sem autorização de alguns dos donos, estes donos só sabem que a GESBA já levou a banana quando vão aos terrenos verificar. Nesta altura do ano em que a procura pela banana é maior os diretores da GESBA já não respondem aos bananicultores para enterrar a banana, pois agora o preço dela é mais apetecível. Alguns donos da banana têm medo de se queixar à GESBA porque são ameaçados por um Sr. Alberto da GESBA, de retaliações no verão, em que serão postos no fim da fila para o corte da banana.
O atual Secretário da Agricultura, um homem cheio de promessas, prometeu na festa da banana da Madalena do Mar o aumento de 10 cêntimos (1 cêntimo extra) para o preço de inverno, acabou por se esquecer do cêntimo extra, pois o aumento de inverno foi de 9 e não de 10 cêntimos como prometido.
Os associados da ABAMA perguntam ao Sr. Secretária da Agricultura e ao atual presidente do Governo Regional, se concordam com o aumento do preço por quilo da banana de apenas 9 cêntimos, uma vez que concordaram com o aumento dos ordenados milionários dos diretores da GESBA (nomeado por este governo).
Outra questão que os bananicultores queixam-se prende-se com os prazos de pagamento, que divergem entre os vários bananicultores, não havendo igualdade entre os bananicultores.
Os bananicultores continuam sempre a ser maltratados pelos mafiosos da banana, e estão fartos de promessas do atual governo, nem se esquecem da promessa do aumento do preço por quilo de banana, derivado da divisão dos lucros da GESBA, pois é esse o objeto da GESBA e não transitar os lucros pelo Governo Regional, como aconteceu em 2014.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016




Educar não é separar 
os bons dos maus alunos








Em vésperas do início do ano lectivo 2015/2016, a Secretaria Regional de Educação anunciou o lançamento do Projecto Mais, em 7 escolas da Madeira. Em reação à polémica que o projeto suscitou junto dos professores, dos pais, e dos partidos da oposição, Jorge Carvalho reagiu esclarecendo que “A ideia de que todos os alunos podem aprender todas as matérias, ao mesmo tempo e nas mesmas condições, pode ser politicamente correcta, mas na prática revela-se penalizador para aqueles cujo ritmo de aprendizagem difere do da maioria”.¹

Para tranquilizar os críticos sobre a qualidade pedagógica do projecto, Jorge Carvalho garantiu que “A intervenção que está a ser preparada tem bases técnicas, científicas e pedagógicas robustas, e representará, sem qualquer dúvida uma melhoria muito significativa da oferta educativa para alunos cujos horizontes se apresentavam até agora muito comprometedores”.¹

No final do ano lectivo, em Julho de 2016, as escolas envolvidas apresentaram os resultados alcançados pelo Projecto Mais, destacando que o número de retenções tinha caído a pique e que tinha havido uma subida generalizada das notas. Numa das apresentações de resultados, Jorge Carvalho desvalorizou as críticas iniciais ao projecto e concluiu “É verdade que não começamos bem, mas acabamos excepcionalmente bem”.

Perante os resultados excepcionais conseguidos pelas 7 escolas, lembrei-me do alerta “A unanimidade é burra”, de Solomon Asch, e decidi aprofundar a reflexão sobre o Projecto Mais, nomeadamente as suas bases técnicas, cientificas e pedagógicas robustas à luz da investigação de Carol Dweck sobre o poder e influência da atitude mental, cujos resultados são apresentados no seu livro “Mindset: A Atitude Mental para o Sucesso”.³

Ao reunir os alunos com melhor desempenho na “Turma de Desenvolvimento”, nivelando-a por cima, e reunir os que revelam mais dificuldades na “Turma de Recuperação”, nivelando-a por baixo, o Projecto Mais faz um julgamento sumário sobre as capacidades dos alunos e coloca a uns o rótulo “Bons Alunos” e a outros o rótulo “Maus Alunos”. A este propósito, lembro-me de Marva Collins que se recusou a aceitar o rótulo “dificuldades de aprendizagem” que ostentavam os seus alunos dos bairros degradados de Chicago, dizendo-lhes “Nenhum de vocês falhou. A escola é que pode ter falhado convosco”.³ 

Ao contrário do Projecto Mais, Marva Collins decidiu esquecer os rótulos e tratar os seus alunos como pequenos génios, definindo padrões elevados para todos os alunos e não apenas para os que já tinham bons resultados. Dessa forma, Collins conseguiu levar os seus alunos a atingir elevados níveis de aprendizagem, superando os resultados conseguidos pelos alunos ricos das escolas de elite de Chicago. 

Na mesma linha, Benjamin Bloom, um eminente investigador em pedagogia que estudou 120 personalidades de alto desempenho, em que a maior parte não tinha sido uma criança brilhante, nem demonstrado nenhum talento obvio, concluiu “Depois de 40 anos de investigação intensiva sobre aprender na escola, a minha maior conclusão é que aquilo que qualquer pessoa no mundo pode aprender, quase todos as pessoas podem aprender se lhes forem proporcionadas condições de aprendizagem prévias e presentes apropriadas”. 

Se isto é verdade, então qual é a robustez pedagógica do Projecto Mais? Será que as crianças não conseguem fazer muito mais do que aparentam? Que estão condenadas a ter “dificuldades de aprendizagem”? Que não podem ser bem-sucedidas numa “Turma de Desenvolvimento”?

Como Carol Dweck, creio que uma pedagogia robusta deve ter como lema “Não julguem, ensinem. É um processo de aprendizagem”³. E, nesse processo, em que os professores ensinam os alunos a adorar aprender e a conseguir pensar por si próprios, não há atalhos. Para Dweck, a missão da educação é desenvolver o potencial dos alunos, no pressuposto de que “as escolas são para aprendizagem dos alunos e dos professores”.³

Em síntese, as escolas não podem continuar a ser, como acontece no Projecto Mais, um espaço onde os alunos são julgados e rotulados pelos professores que “olham para o desempenho inicial dos alunos e decidem quem é inteligente e quem é burro. É assim que os estereótipos funcionam. Indicam aos professores os grupos inteligentes e os grupos que não o são”.³ Desta forma, o Projecto Mais está a promover nos alunos aquilo a que Carol Dweck chama de “atitude mental fixa”, que assenta na crença de que a inteligência é estática, o que leva os alunos a quererem parecer espertos a todo o custo e a não parecerem burros. 

Pelo contrário, Carol Dweck defende que a escola deve ser um espaço onde se desenvolve a “atitude mental desenvolvimento”, que assenta na crença de que a inteligência dos alunos pode ser desenvolvida através do esforço e da prática. Nesta escola, o enfoque não é no julgamento e nos rótulos, mas sim no desenvolvimento do potencial dos alunos. Neste sentido, cabe aos professores ensinar os alunos a gostar de desafios, a aprender com os erros, a esforçar-se e a estar sempre a aprender, num ambiente de desenvolvimento que Paulo Freire tão bem descreveu “O professor aprende ao ensinar. O aluno ensina ao aprender”.

¹ “‘Bons e maus’ alunos é conceito ultrapassado”, Diário de Notícias da Madeira, 23 de Agosto de 2015.


³ “Mindset: A Atitude Mental para o Sucesso”, Carol Dweck, 2014, 20|20 Editora


Social-democratas em acção


O Conselho Regional do PSD-M tem encontro este sábado pelas 10 horas no Centro Cultural John dos Passos, Ponta do Sol. 
As conclusões serão conhecidas às 12h30.
Adolfo Brazão preside a este órgão.

PCP foi hoje a S. Jorge



Explorações agrícolas continuam 
a desaparecer





Nesta iniciativa que hoje teve lugar no Concelho de Santana, na Ribeira Funda, Freguesia de São Jorge, foram apresentadas as seguintes declarações políticas pelo deputado do PCP, Edgar Silva:
Sobre a agricultura familiar e a defesa do produzir local/consumir local
Vive-se uma crise da agricultura caracterizada por enormes dificuldades dos agricultores.
Na Madeira continuamos a assistir ao desaparecimento de explorações agrícolas.

Mayor com chão escorregadio...








K-Barraqueira

Agenda socialista



Comissão Política do PS-M reúne-se segunda-feira

Analisar a situação política regional e nacional é um dos pontos em agenda para os trabalhos de segunda-feira da Comissão Política dos socialistas madeirenses. Na ocasião, será também abordada a proposta de Estatuto Político-Administrativo.
O início está marcado para as 7, na sede. As declarações de Carlos Pereira serão às 8 da noite.

Agitação entre socialistas



S. Gonçalo em força no PS-Madeira, com o Mayor à espreita


A culminar uma fase - mais uma - de convulsão interna, o aparelho do PS-Madeira pegou numa aquisição relativamente recente, que vinha perdendo influência no seio do staff dos socialistas, e desterrou do centro operacional lá para o último piso da sede, à Praça Amarela.
Ora, quem é que a promissora funcionária vai encontrar no meio das nuvens? Ninguém menos do que Bruno Ferreira, presidente da concelhia do Funchal e peça conhecida da linha para-partidária encabeçada pelo Mayor funchalense, por essa via colocado (Bruno) em posição de destaque entre os boys da Frente Mar. 
Sim, porque, como se sabe, a Frente Mar equivale ao Turismo do antigamente: quando era preciso resolver a vida aos boys e girls do Laranjal, pois metam pr'aí esse pessoal num gabinete da Avenida Arriaga ou sucursal afim.
Interessante também a coincidência de o inquilino do último piso, que além do mais é presidente da junta de freguesia de S. Gonçalo, receber agora uma vizinha que é presidente da assembleia de freguesia... de S. Gonçalo - isto ao que nos conta um K pouco certo na lua.
Assim, não apenas a autarquia san-gonçalense pode funcionar às mil maravilhas ao alto da Praça Amarela como o Mayor Cafôfo tem uma via directa de entrada para a sede do partido que espera por ele. 
Quanto a Carlos Pereira, continua deslumbrado com os 'pás' que falam pelos cotovelos na capital parlamentar e cada vez tem menos gente nas reuniões que ele, Carlos, marca para sábados e domingos na Madeira, que é quando pode cá vir. Logo quando as pessoas que têm vida própria, familiar, não estão com disposição de aturar a esdrúxula agenda do líder... de fim-de-semana.

O Santo



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Hospital


Paulino Ascensão confronta ministro

O Deputado do BE Madeira na Assembleia da República, Paulino Ascenção, confrontou o Ministro das Finanças com as promessas do primeiro-ministro de apoiar o financiamento do Hospital da Madeira, apesar de não constar nenhuma verba para esta importante infra-estrutura. O parlamentar madeirense disse que apesar dos sucessivos governos regionais terem esbanjado fundos que dava para construir vários Hospitais "mas acima da incompetência e da incúria dos governos do PSD Madeira, está uma população desamparada" à qual é necessário acudir!

https://youtu.be/CLHFuHHe-0c

Texto: BE

PSD-M em Jornadas Locais

"Área do Turismo ignorada 

pelo executivo de Santana"

O Grupo Parlamentar do PSD/Madeira considera que o Turismo tem sido ignorado pelo executivo camarário do CDS em Santana.
Nas Jornadas Locais que decorrem naquele concelho, o deputado Paulo Freitas afirmou que a Câmara se limitou, nesta área, a fazer um panfleto para a divulgação do teleférico da Rocha do Navio, em parceria com um outro de outro município, sem se saber sequer como será feita a sua distribuição, qual a mensagem a passar e qual o público a atingir.
“É uma área que está completamente ignorada por este executivo camarário e que o Governo irá tentar dinamizar”, salientou, dando o exemplo das obras de requalificação do centro da freguesia de Santana e também do novo dinamismo que se pretende implementar no Parque Temático da Madeira, reforçando a componente etnográfica e integrando-o melhor na realidade do concelho.
Nestes dois dias de Jornadas, o debate centra-se em três áreas muito importantes para Santana, a agricultura, o turismo e a área social, não só com a auscultação de pessoas que trabalham nestas áreas, mas também com a visita a infraestruturas, como o CAO de São Jorge, o Lar da Associação Cidade Solidária, o Parque Temático e explorações agrícolas.
Texto e foto: PSD-M

Acção política do PCP na Quinta do Imperador - Monte



Projecto 'Museu do Romantismo'
foi propaganda de Albuquerque





Nesta iniciativa que hoje teve lugar no Funchal, junto à “Quinta do Imperador” na Freguesia do Monte, foram apresentadas as seguintes declarações políticas pelo deputado do PCP, Edgar Silva:
«O “Museu do Romantismo” foi uma das promessas do Governo Regional para 2016. Deveria estar em fase de implantação na “Quinta do Monte” ou “Quinta do Imperador”. Apesar do PSD de Miguel de Albuquerque ter propagandeado aquele projecto, e apesar da verba colocada no Orçamento Regional/2016, nada foi feito. Aliás, tal como o “Museu do Romantismo”, também o “Museu da Fotografia”, como o “Centro Interpretativo da Diáspora”, nada passou da propaganda. Cada um daqueles projectos tinha verba garantida no Orçamento Regional/2016, nada foi executado.
Já enquanto Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Albuquerque prometeu edificar o “Monte Romântico” era um dos seus anúncios mais fantásticos para a cidade do Funchal: prometeu recuperar o “Comboio para o Monte”; prometeu recuperar as antigas bilheteiras, um património histórico classificado e abandonado; prometeu retomar a instalação de um “novo comboio” entre o centro da Freguesia do Monte e o Terreiro da Luta; prometeu recuperar e edificar na “Quinta do Imperador” uma nova centralidade turística; prometeu o “Roteiro das Quintas” no “Monte romântico”. Tudo mentira!
Agora, enquanto Presidente do Governo Regional da RAM, prometeu o “Museu do Romantismo”. Tudo mentira! Até hoje, zero!
A “Quinta do Imperador” foi vandalizada ao longo dos últimos anos, o recheio da casa e o seu valioso património foi desviado e roubado, a casa da Quinta já não tinha cobertura e o seu desabamento e destruição culminaram nos últimos incêndios do mês de Agosto.
É caso para dizer, já basta de tanta mentira e de tanta incúria!»

Texto e foto: PCP

A opinião e o contrato




O que têm em comum a AMRAM, 
o Diário de Notícias e o TRAIL?





Um Cidadão Informado



Nota - A pedido deste mesmo 'Cidadão Informado', publicamos o contrato referido no artigo de opinião.






DESAPARECEU O RESERVATÓRIO DE ÁGUA
JUNTO À LEVADA DA NEGRA

Aquando das plantações de árvores nas serras de São Roque, após a retirada do gado em 2003, foram construídos reservatórios para  armazenamento de água, que deveria ser usada na rega das jovens plantas e no combate a incêndios florestais.
Um desses tanques localizava-se à beira da Levada da Negra, logo no início da descida para o Terreiro Fecho (fotografia 1 - 13.05.2010).

Fotografia 1 – 13.05.2010

Depois do incêndio de agosto de 2010 foi construída uma estrada entre o Pico do Areeiro e a Ribeira da Lapa, com uma variante para o sítio da Barreira em Santo António. 
A construção da estrada incluiu a instalação duma cara rede de alta pressão, com o objetivo de combater incêndios e irrigar as novas plantações.
Acontece que a dita rede nunca teve água e os hidrantes (vulgo bocas de incêndio) não passam de objetos decorativos.
E o mais curioso é que o reservatório metálico deixou de receber água da levada (fotografia 2  - 03.10.2013).

Fotografia 2 – 03.10.2013

Mas mais misterioso, ainda, é o facto de alguém ter desmantelado o tanque localizado junto à Levada da Negra, que transporta água todo o ano e que facilmente o podia abastecer (fotografia 3 - 29.10.2016).

Fotografia 3 – 29.10.2016

Numa altura em que nos gabinetes e nos auditórios da cidade tanto se fala em reflorestação das serras, em prevenção e combate de fogos florestais é, no mínimo, estranho que tenha desaparecido um reservatório localizado numa área crítica e que até tenham ficado 
resíduos a poluir a paisagem.
A Secretaria Regional do Ambiente tem obrigação de desvendar este mistério!

Texto e fotografias: Raimundo Quintal

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Iniciativa do PCP em Machico



As falsas promessas do Governo e do PSD




Nesta iniciativa que hoje teve lugar em Machico, junto ao Forte de São João Batista, foram apresentadas as seguintes declarações políticas pelo deputado do PCP, Edgar Silva:
«O Forte de São João Batista é mais um dos exemplos de património que está abandonado, e é outro dos exemplos das falsas promessas do Governo Regional e do PSD de Miguel Albuquerque. Há muito está anunciada a requalificação e reconstrução daquele espaço do património histórico classificado.
Antes de Miguel Albuquerque, desde 2004, que o Governo Regional e PSD prometem obras naquela infraestrutura e a criação de uma nova referência na atracção turística para Machico e para a Região. Com a governação de Miguel Albuquerque , foram apresentadas (novas) promessas quanto a obras de recuperação do Forte de São João Batista. Foram inscritas verbas no Orçamento Regional para que em 2016 se concretizassem os ditos projectos. Até agora, nada! Tudo mentira. Mais outra falsa promessa. Depois dos “Berbicachos do Jardinismo”, temos as mentiras de Miguel Albuquerque.»
Texto e foto: PCP

             UM JASMINEIRO MADEIRENSE

 Nome científico: Jasminum odoratissimum
Nome vulgar: Jasmineiro-amarelo
Família: Oleaceae
Porte: Arbusto trepador
Origem: Madeira e Canárias
Morada: Jardim do Tojal, Faial, Nordeste da Ilha da Madeira
Observações: A Internet ainda não permite partilhar o agradabilíssimo aroma das flores deste jasmineiro, que tem enormes potencialidades como planta ornamental.
      Texto e fotografias: Raimundo Quintal