quarta-feira, 24 de agosto de 2016

SEM PALAVRAS


PROGRAMA SOBRE A CALHETA
...GRAVADO ANTES DOS INCÊNDIOS



O incrível volta a atacar na Levada do Cavalo.


A RTP-Madeira tem no ar, agora mesmo, um programa daqueles que vem anunciando para dedicar a todos os concelhos. Mas... nem sei como abordar o assunto sem passar a ideia errada de perseguição. Não é que...
...Não é que o programa de hoje começa mostrando uma legenda com um ponto de ordem abstruso, avisando que o mesmo programa, sobre o concelho dos mais fustigados pelos recentes incêndios, foi gravado... antes da ocorrência dos recentes incêndios?!
Mas pode-se ficar a ouvir falar da martirizada Calheta sem que a tónica do programa seja precisamente o ponto da situação e as formas diversas de os participantes apontarem as soluções - e os tipos de prevenção - no domínio do doloroso caso dos incêndios?
Imagine-se a audiência à frente de um televisor quando se lê semelhante aviso: foi gravado antes dos incêndios! 
Como é que se pode relevar os méritos - justíssimos - desta série de programas descentralizados quando eles enfermam da ausência de uma das pedras basilares da informação, a ACTUALIDADE? 
Era só. 
Satura insistir nos mesmos temas, é verdade. Mas ficar calado num flagrante deste jaez soaria mal. 
Sério! Por que diabo não se limpa simplesmente a gravação e se convida outra vez as pessoas, de preferência num directo em estúdio, para vermos um debate actual, urgente? A RTP iria à falência? A Calheta tem os problemas do seu quotidiano, extra-incêndios, que é preciso debater. Sem discussão. Mas fazer um debate nesta altura do campeonato sem colocar os incêndios à frente de tudo o resto, faz favor, não, obrigado. Fiquem com o desperdício, que a gente paga. E quando puderam deixem-se de brincar com coisas sérias.
Finalmente, se o programa teve o cuidado de plasmar a legenda sobre a "gravação antes dos incêndios", a gente aqui diz apenas: "sem palavras". Ou, quando muito: "o incrível volta a atacar na RTP-M".
PS - Quanto a temas sobre a RTP-M, vou de férias uns tempos largos. A não ser que apareça algum flagrante muito, muito ACTUAL.

Pós-incêndios



CARLOS PEREIRA REUNIU-SE

COM SECRETÁRIO DE ESTADO



Linha de crédito de 12 milhões euros para apoiar economia regional após os incêndios




O presidente do PS-M esteve, esta tarde, reunido com o secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, onde ficou estabelecida uma linha de crédito de 12 milhões de euros para apoiar a economia regional, que foi afetada pelos incêndios, nomeadamente hotéis, restaurantes e  outros espaços comerciais.
Carlos Pereira reiterou que esta  "é uma ferramenta importante, uma vez que 70% da linha de crédito é sem juros, ou seja, só 30% é que representa risco para o banco, o que facilita o acesso por parte de quem precisa".
O líder do PS-M afirmou que é necessário apresentar, urgentemente, uma candidatura para o fundo solidário da União Europeia, mas para isso é necessário que os dados dos prejuízos sejam consistentes, lembrando ainda que a Câmara Municipal do Funchal já revelou que os custos irão rondar os 65 milhões de euros.
Por outro lado, lamentou o facto do Governo Regional ainda não ter apresentado o levantamento dos prejuízos, uma vez que urge entregar os respetivos dados ao Governo da República, para que a Região possa receber, rapidamente, os apoios de Bruxelas.
Refira-se também que o presidente do PS-M esteve reunido, esta tarde, com o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.
Texto PS

PTP: exigências absurdas na pecuária e na agricultura destroem economia rural

                       



José Manuel Coelho foi defender os agricultores às portas da Secretaria que tutela o sector. 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

PETIÇÃO


Normalmente, há um certo preconceito ao analisar acontecimentos envolvendo as forças da ordem. Mas, nos casos de litígio, a razão não está sempre do lado dos civis. É importante que a Justiça seja imparcial, porque todos, agentes e civis, somos cidadãos deste País. E um erro perigoso seria retirar o moral e a dignidade dessas forças organizadas para nos defender. É de todo o interesse ler o texto constante deste link e depois cada qual agir conforme entender.


http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT81548

São barões socialistas a garantir



CAFÔFO PREPARA
ENTRADA TRIUNFAL NO PS




Notáveis do PS garantem saber que o Mayor do Funchal se prepara para seduzir influentes internos do partido com cargos municipais. A ideia seria ter do seu lado, na hora certa da disputa, os colaboradores mais próximos de Carlos Pereira



Entre socialistas experientes na vida política regional corre a notícia de que o actual presidente da Câmara do Funchal decidiu acelerar a criação de condições para entrar como militante no PS-Madeira e a partir daí lutar pela liderança do partido. Segundo nos confidenciam, Paulo Cafôfo arrancou já com o plano para ganhar a presidência do partido que o indicou para candidato à CMF. Objectivo: disputar em 2019 as eleições regionais no papel de challenger de Miguel Albuquerque.
Esta investida de Cafôfo consiste - dizem as nossas fontes - em seduzir elementos da máquina partidária de Carlos Pereira para o lado autárquico. Foi-nos dada como certa a indicação do nome de Bruno Pereira, que é presidente socialista da Junta de Freguesia de São Gonçalo e responsável pelo Gabinete Autárquico do partido, para integrar os quadros da Frente Mar do Funchal. Mas há ainda uma outra figura muito bem relacionada com as bases do partido na calha para o mesmo lugar: Amândio Silva, conhecido socialista de Câmara de Lobos e há vários anos funcionário na Praça Amarela, pelo PS.
Bruno Pereira e Amândio Silva são dados como certos na Frente Mar, pois. Mas há outro socialista que a equipa Cafôfo-Iglésias também pretenderia colocar sob a sua alçada e na mesma estrutura: Olavo Câmara, líder actual da Juventude Socialista. É um rumor que corre entre os mesmos barões, sem certezas.
Não conseguimos confirmar as informações. Mas temos a certeza de que existe entre alguns notáveis do PS esta convicção sobre o 'assalto' de Cafôfo, em curso. Segundo esses notáveis, a estratégia visa atrair figuras influentes na máquina do partido - incluindo a JS, pois - para fundamentar melhor o movimento de apoio a Cafôfo. O isco é a Frente Mar. 
Depois, com a actual direcção de Carlos Pereira fragilizada pela fuga de colaboradores directos, estaria na hora de o actual edil funchalense filiar-se a tempo de entrar num congresso com a missão de 'salvar o partido'.
A ser tudo isto verdade, Paulo Cafôfo e os seus mais directos colaboradores estão a ver melhor a 'cena' do que julgávamos.
Uma coisa é certa: o actual líder Carlos Pereira nunca pareceu dar importância aos avisos sobre o 'perigo' Cafôfo. E certamente não será agora que o fará.

Mundo às avessas



ZARAGATA DIPLOMÁTICA

Em Ponte de Sôr houve pé-de-vento de criar bicho com a terrível consequência de deixar um rapaz de 15 anos, com uma vida inteira pela frente, entre a vida e a morte. Já lá vai uma semana de coma induzido.
Então, toca a interpretar o caso como assunto diplomático, já que os agressores do Ruben são filhos do embaixador do Iraque em Lisboa. Os jovens não invocaram imunidade diplomática? Pois a Polícia diz que os libertou nessa base, por disporem desse estatuto.
Os dois rapazes deveriam estar detidos à espera do andamento do processo, como a justiça faz com toda a gente que caia em semelhante pecado. Há países onde fazem pior: acusam o malandro estrangeiro de, além do mau comportamento, terem uns gramas de pó no bolso e toca a andar para o cadafalso, de nada valendo os apelos do país de origem do arguido, dos outros países e ONGs ocidentais e até do Papa: é mandá-lo desta para melhor e não há mais conversa.
Claro que esta conduta não é exemplo e não devemos sequer pensar nela. Agora não podemos deixar passar em claro uma agressão do tamanho da que se registou em Ponte de Sôr. O pai dos rapazes e o próprio Iraque dizem que os jovens actuaram em legítima defesa. Com toda a certeza os dois passaram um mau bocado no bar onde todos se encontraram, já que o grupo onde supostamente se encontrava o Ruben entendeu 'pegar' com os filhos do embaixador. Deve ter sido bastante dessgradável e se calhar perigoso. Agora dizer que atropelar um jovem de 15 anos que está sozinho na rua, de propósito, e depois agredi-lo com pontapés na cabeça claramente para o matar, dizer que isso é legítima defesa, faz favor. Estão a defender-se de um corpo inerte batendo mais no corpo inerte? Isso não é diplomacia nem legítima defesa. É a brutalidade de uma zaragata pós-arraial, infelizmente banalizada.
Oficialmente, diz-se que o princípio da imunidade diplomática foi determinado pela Convenção de Viena (1961) para proteger os diplomatas de "abusos, coacção ou pressões nos países onde estão a trabalhar". Ora, onde é que, neste caso, o embaixador, que é o diplomata - mas mesmo os filhos - sofreu abuso, coacção ou pressão?
Sem ser entendido em Direito ou em Diplomacia, é isto que o cidadão pensa. Os rapazes devem ser julgados como quaisquer outros e ser condenados ou absolvidos. Mais nada.
Isto de imunidades!... Já a parlamentar sempre me fez espécie. A imunidade devia servir para proteger os políticos vítimas de perseguição ou repressão no âmbito do seu desempenho parlamentar ou outro. Mas é aproveitada para imunizar os ditos-cujos que fazem as leis nas suas safadezas contra os outros. Enquanto o comum dos mortais vai para os bancos dos réus, os gajos fazem-nos patifarias e ficam a rir.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Hospital novo



GRUPO DE TRABALHO A MEXER
MAS ALBUQUERQUE ATRAPALHA




Correia de Campos, Faria Nunes e Dírio Ramos andam pr'aí em reuniões no Funchal relacionadas com a construção do futuro hospital. O antigo ministro da Saúde (em dois governos nacionais) foi visto com os dois madeirenses e outros quadros do sector, tendo um deles confirmado ao Fénix que o motivo das andanças é mesmo o hospital, que "está a andar, está a andar".
O que o nosso homem de serviço não pôde deixar de ouvir foi um desabafo lá do meio do grupo de trabalho sobre Miguel Albuquerque estar a empatar o processo. O presidente do governo "está com umas coisas que só servem para dificultar as coisas", ouviu o nosso repórter.
E mais não apurou a reportagem de rua - e já não foi pouco.

Participação feita na Polícia


Mais uma vez o Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha foi assaltado

Sábado, quando os voluntários da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal chegaram ao Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha para mais uma jornada de rega das pequenas plantas endémicas, encontraram a área da nascente vandalizada.
Os terroristas, porque desta vez não conseguiram arder este Campo, roubaram a motobomba de elevar a água e assim ficámos impedidos de refrescar as plantas.
À semelhança dos anteriores assaltos, participámos à polícia na esperança que sejam encontrados os terroristas, que tudo têm feito para impedir a recuperação da biodiversidade no maciço montanhoso do Pico do Areeiro, com trabalho voluntário e sem subsídios da Europa (
https://youtu.be/8Zy7UtWBiAA).

Funchal, 22-08-2016

Raimundo Quintal

Opinião



EM DEFESA DE SÃO PEDRO





Sempre a abrir


Haja Gabinetes de Ordenamento do Território


É desta vez que a Câmara Municipal do Funchal vai mudar de vez a cidade, impossível não o fazer, isto porque numa breve consulta da sua orgânica em vigor, criada pelo projecto politico "Mudança", há cerca de dois anos, reparamos que já existe nos serviços da autarquia um grande "Departamento de Ordenamento do Território", que supostamente ja esta a ordenar o Concelho,  ressalve-se ainda, que dentro do mesmo Departamento, ja existe uma denominada "Divisão de Planeamento e Regeneração urbana", que supostamente ja esta a planear a cidade e a operar na reabilitação urbana, da mesma forma, e ao que apuramos, também existe uma outra divisão muito importante nesta área técnica,  já ha muito criada por Cafofo, que se chama " Divisão de Estudos e Estratégia" , mas que não está sobre a alçada do tal Departamento de Ordenamento do Território, mas sim directamente afeta ao presidente da Câmara, esta divisão supostamente está a elaborar o "PDM da Mudança", pois o que parece, o PSD, em 2013, ano das autárquicas, deixou para Cafofo um Plano Diretor Municipal (PDM) revisto e pronto a sair do forno, que o mesmo recusou e deitou no lixo, acusando de ter sido um documento elaborado em gabinete fechado, não envolvendo a população na sua génese, e resolveu assim começar um PDM de novo, mas elaborado de forma participativa envolvendo toda a sociedade,  facto esse que alias estamos todos à espera, isto enquanto membros da sociedade, de participarmos na elaboração do PDM da Câmara Municipal do Funchal, para quando?!
Por fim, e agora, após o grande incêndio que deflagrou a cidade do Funchal, Cafofo anuncia a criação de mais um Gabinete, neste caso de reconstrução da cidade, que será liderado pelo conceituado arquiteto Paulo David. Ou seja, a autarquia, passa assim, a dispor de quatro serviços internos, especificamente direccionados para o ordenamento do território, caso único no pais, o que torna impossível que a cidade não renasça das cinzas e fique assim uma das cidades mais bem planeada de sempre. 

Cordialmente, 
O Empena Cega

Nota - Não me perguntem quem é este Empena. Nunca o vi mais empenado.

domingo, 21 de agosto de 2016

Erro de paralaxe: o incrível acontece na RTP-Madeira







JORNALISTAS VIRAM NOTÍCIA...
E HERÓIS DOS INCÊNDIOS!







Há sobremesas que só servem para estragar o jantar. E não há exemplo mais flagrante do que a pratada servida minutos atrás na pantalha da RTP-Madeira. Acabava eu de mandar abaixo um peixinho grelhado. Em vez de uma digestão santificada, a indigestão. A náusea a escorrer ecran abaixo.
De uma pessoa beliscar-se a ver se está bem acordada.
A que ponto chega o umbiguismo de uma estação de televisão doentiamente inconsciente, desfasada da realidade. Inconsciente porque não se dá conta do quanto é desprezada pelos cidadãos para quem devia trabalhar - e muito bem paga para isso.
Atalhando caminho, decidiram lá em cima parir um programa que, como se percebeu, visava gerar uma apoteose ao vivo: os profissionais da casa aplaudidos por aqueles que supostamente deviam ser os homenageados. Sim, o público do programa era constituído por forças que andaram no terreno a combater os fogos. E o tema do programa era 'tributo à coragem', se não estou em erro.
Tributo à televisão do cavalo, isso sim, está bom de ver.
Uma vergonha que um telespectador, de ver o bonito espectáculo e sem culpas naquela m... se sente tentado a meter-se num buraco.
Nunca vi momentos tão vergonhosos na RTP-Madeira - e vejo a estação, por onde passei duas vezes, desde o primeiro dia de emissão, já lá vão 4 décadas!
Tão ridículo, nem sequer os 'alertas CM' a gabar os comentadores que acompanham os atentados em Paris...
Vejamos. Chama-se à Levada do Cavalo a artista Vânia Fernandes para trocar de lugar com os entrevistadores e fazer de jornalista, entrevistando... jornalistas lá da casa! E convidam-se operacionais do combate aos fogos para aplaudirem os mesmos profissionais da Levada do Cavalo!
Ou seja, um aplauso aos crânios da RTP que montaram o esquema, do mais incompetente que já se viu, de cobertura aos fogos.
Pois bem: aquilo em que todos os jornalistas temem cair aconteceu descaradamente há bocado. Mas pior: os jornalistas, mais do que se tornarem notícia, foram catapultados à condição de jornalistas-heróis e campeões da coragem! 
Não sonhei isto. Televi claramente.
...E com os jornalistas sentados, a ser entrevistados pela cantora, lá no meio da bancada, para dar estilo à coisa.
Resta-me uma esperança: os jornalistas da RTP devem ter acedido a tal papel depois de ameaçados de despedimento. Não acredito que aprovassem aquela ideia estapafúrdia e profissionalmente aberrante da direcção desequilibrada instalada pelos Sousas lá em cima.
Além da agressão aos princípios elementares do jornalismo, cuidado: aquilo acolá não é comportamento normal. O caso exige muitos cuidados. 
Por outras palavras: está tudo louco!

Moral da história: quem me manda consumir as loucuras da Levada do Cavalo à sobremesa?

sábado, 20 de agosto de 2016

Extremista ataca chefe LUÍS NERO



Neri, Nero e o fogachal








Com as anomalias tornadas normais que vemos no dia-a-dia da Broquilhândia, agora dá para tudo. Até para o humor negro, mais propriamente humor rubro-lume, de alguns leitores. Impublicáveis, na maior parte dos casos. Este a seguir é um dos que escaparam ao lápis da decência. Eis a prosa de um Leitor historiador extremista.


Na verdade, Nero, no momento do incêndio, estava noutra cidade e, ao saber do incêndio, retornou a Roma, esforçando-se para socorrer os desabrigados, inclusive mandando abrir os jardins do seu palácio para acolhê-los. Todavia, o facto de, posteriormente, ter usado agentes seus para adquirir terrenos, a preço vil, nas imediações do palácio, com a provável intenção de ampliá-lo, tornou-o suspeito, aos olhos do povo, de ter responsabilidades no sinistro.

Será que a história de 64 dC se repete em 2016? Desta vez com Neri no lugar de Nero, em termos de maldizer popular? É que depois de tudo chamuscado, “cheira a esturro” o incêndio na rua das Pretas… Tal como no tempo de Nero, parece que a DRAC estava a dificultar os empresários das imobiliárias com interesses nesta rua.

Temos de meter um pouco de descontracção nisto, para... descomprimir.

Pós-incêndios



Grupo Parlamentar do BE requereu a convocação da Comissão permanente da Assembleia Legislativa para obter explicações do Governo Regional



Os incêndios que deflagraram nas serras do Funchal e estenderam-se ao centro da cidade, bem como os que assolaram os Concelhos da Ponta do Sol e da Calheta, deixaram um rasto de destruição, ceifaram vidas humanas e destruíram habitações e património natural de valor incalculável. Esta tragédia trouxe novamente à discussão vários assuntos de vital importância, entre eles as questões da prevenção a desastres deste tipo, a necessária articulação entre entidades regionais e municipais no combate aos fogos e o socorro necessário em situação de catástrofe como a que se verificou. A par destas questões verifica-se a necessidade de apurar o que correu mal no combate a estes incêndios para actuar numa perspectiva de, em futuras situações semelhantes, melhor proteger vidas, bens e recursos florestais.

Neste momento, importa, em primeiro lugar, prestar toda a ajuda, com apoios específicos à recuperação das habitações e à 'reconstrução de vidas' devastadas pelas chamas. A par disto, é necessário desenvolver todos os esforços, em conjunto com as autarquias e outras entidades, para prevenir acidentes decorrentes do escorregamento de terras e outros materiais inertes, pelas encostas abaixo, aquando das primeiras chuvas.

Entrevista com Neri revela



OS INCENDIÁRIO 'DE FATO'
ANDAM À SOLTA
E SÃO CADA VEZ MAIS PERIGOSOS



O homem da Protecção Civil bota entrevista hoje. Surpreendentemente, não é para dar em primeira mão ao DN a notícia da sua demissão. Pelo contrário, denota uma descarada falta de arrependimento pelo que ele e os mandantes ajudaram a destruir a Madeira durante os recentes incêndios. E deixa uma preocupante ameaça: sente-se capaz de repetir numa próxima oportunidade a mesmíssima estratégia suicida.  



Como se previa, deixaram-se assentar mais as cinzas, a populaça habituar-se aos escombros, esquecer as vítimas mortais e aí está o 'Consórcio Establishment' em força com a inevitável 'operação branqueamento'.
Luís Neri, presidente da Protecção Civil, passou vários dias e noites bem caladinho, a recato do calor infernal, enquanto as populações corriam desordenadamente atrás e à frente do lume e do fumo, no meio de ambulâncias, sirenes e assustadores estrondos de botijas de gás, o desespero nos engarrafamentos, e as buzinadelas de ruas aflitas, e o povo de olhos vermelhos e máscaras de respirar, labaredas a consumir casas, memórias, automóveis e vidas. Aquele que devia dar instruções ao povo desorientado andou feito surdo-mudo, aparecendo apenas, com expressão... inexpressiva e deslocada, perfeitamente ausente, sentado à conferência de imprensa, limitado a ouvir o que o presidente do governo dizia nos 'pontos de situação' à comunicação social, e de que se ficava a saber menos. 
Pois hoje o sujeito aparece a debitar palpites e suposições surreais ao longo de 4 páginas de um jornal regional. De cara a descoberto e sem pinga da sensatez de que o delicado cargo obviamente carece. 
Num processo isento, credível e sério, uma entrevista com o referido titular surgiria com natural oportunidade. Só que a vida regional decorre, como antigamente mas de forma mais sofisticada, inquinada por um jogo de conveniências sectárias onde o interesse público é o menos importante. Mas muito menos. O estado de coisas criado em tão pouco tempo, acreditem ou não, chega a pôr em risco o quotidiano e a própria vida do cidadão. 
Exemplo da secundarização do interesse social por parte dos eleitos está na caricata situação em que, para debater o mesmo assunto, o governo central reúne com o governo regional e a câmara do Funchal simultaneamente, em salas separadas. 
E porquê? 
Só porque os festeiros municipais e os broquilheses do Blue Establishment não abdicam de aparecer no arraial de aldeia a rebentar o fogo mais rijo.
Na própria entrevista de hoje, podemos ver - pelas gordas, porque não há pachorra de ler o estendal de asneiras - o chefe da Protecção Civil, que devia inspirar confiança pelo seu distanciamento das politiquices, tomar partido por uma das facções políticas a quem a Madeira está entregue: a de Miguel Albuquerque, em constante despique com a de Paulo Cafôfo, e vice-versa.
Quando a Protecção Civil, que devia pensar apenas em proteger pessoas, território, património e bens particulares, anda envolvida na reles intriga de campanário que nos aborrece diariamente, estamos conversados.
Mas pior do que isso é o perigo que espreita por cima das nossas cabeças: eles não estão arrependidos das suas suicidas opções durante a crise dos incêndios. Não acusam o toque no campo dos equívocos fatais daquela terça-feira à tarde. Ou para não dar o braço a torcer, já que primeiro estão os interesses de facção, ou por manifesta inconsciência, o que é pior.
Eles insistem - como se vê pelas palavras gordas de Neri - no acerto da sua actuação ao pedirem reforços ao Continente já depois de as chamas lavrarem terça-feira pelo anfiteatro abaixo, direitas à cidade. Mantêm que a culpa foi do vento, que mudou repentinamente para sul, como se o vento não tivesse passado o dia em sucessivas mudanças de direcção, e as previsões não explicassem o que viria depois. Isso quando os reforços deviam estar já no terreno, a tentar impedir que os primeiros fogos alastrassem. Não. Para eles, estava tudo "controlado". 
E nós a vermos nuvens de fogo e fumo em grande velocidade pelo céu da capital, a largar faúlhas! 
De tal envergadura foi a irresponsabilidade que só o desaparecimento do vento evitou a tragédia final, quando, ao início da noite de terça-feira, as labaredas faziam pontaria de São Pedro para a Rua da Carreira, João Tavira e por aí abaixo. Se o vento não parasse milagrosamente, os bombeiros que estavam então a chegar do Continente só conseguiriam ajudar a deitar água nas cinzas fumegantes.  
Mas para o Leitor não julgar que estou gratuitamente a levantar ondas, veja com os seus próprios olhos a alucinação do homem:




Estamos entregues a estes inconscientes, que, em lugar de se retractarem, elogiam uma coordenação que não existiu - e se existiu foi para nos pôr a vida e os haveres em risco. Vamos ler este destaque:



Coordenação? Está a chamar imbecis a tantas vítimas? Como é que os cidadãos podem dormir descansados sabendo-se entregues a profissionais deste calibre, e a desgovernantes que além de incompetentes se preocupam mais com a sua imagem pública, como é o caso dos patrões de Neri? Ninguém tem um quotidiano tranquilo quando a segurança da Ilha continua entregue aos mesmos que criminosamente deixaram propagar os incêndios, e que só não são agora chamados a contas porque a democracia degenerou nisto. 
A realidade é que continuamos à mercê das fragilidades estratégicas, operacionais e políticas deles, de um estado de espírito que nem sequer lhes permite um rebate de consciência para corrigir os erros. Erros? Quais erros? Perguntar isso a Nery é ouvir a seguinte resposta tremendamente preocupante:



O Leitor já acredita na inconsciência daqueles senhores? Inconsciência e materialismo vilão. Tão incendiário é o vagabundo de 24 anos que está na Cancela, como incendiários são os que deixaram a Madeira arder, deprimindo o Funchal e os funchalenses, deprimindo calhetenses e deixando as labaredas devorar metade do maior concelho da Região. Aparentemente, não há muita disparidade entre os incendiários 'de facto' e os incendiários 'de fato'. Mas, bem lá no fundo, há uma diferença decisiva: o incendiário de São Roque está 'dentro', vigiado; os incendiários de gravata continuam perigosamente à solta. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Voo directo a Faro



BISPO DAS 4 FONTES NAS ALTURAS






O avião descolou agora mesmo à uma e dez da tarde e voa directamente de Santa Cruz para Faro. Desconhecemos o objectivo da deslocação do nosso reverendíssimo àquelas terras turísticas, de onde aliás é natural. Esperemos que seja coisa boa - férias, por exemplo, que serão bem merecidas, a ver se finalmente aparece alguma coisa para fazer. Fomos ao site das 4 Fontes, cibertrabalhado ali no Largo Visconde Ribeiro Real, mas a agenda de Carrilho está em branco.
Não seja por isso. Mesmo daqui do meio dos escombros, enquanto os responsáveis da ilhota tratam da recuperação de pessoas e bens, depois dos incêndios, desejamos boa viagem e, se o caso é férias, bons banhos e ares. Cumprimentos ao Marcelo.

PTP visita zonas afectadas pelos incêndios

             
                     



O PTP esteve nas zonas afectadas pelos incêndios e contactou com as populações que vivenciaram a tragédia do dia 8 e 9 de Agosto. 
O líder do PTP, fez uma análise à situação e diz que perante as forças da natureza (fogo, água e vento) que põe em causa a segurança das populações a única forma que teremos para nos defender no futuro, por exemplo, das chamas, é através da própria natureza. Ordenar o território 100 anos após a explosão urbana é praticamente impossível. A aposta deve ser na prevenção. É com a construção de tanques de armazenamento de água e bocas de incêndio pelas zonas altas, que podemos minimizar os riscos. Essa foi a grande queixa das populações que ao quererem defender as suas habitações, ficaram impossibilitadas pela falta de água. A aposta na agricultura também é fundamental,  muitos terrenos agrícolas foram poupados pelo fogo nas zonas altas do Funchal - e é esse o caminho que temos de copiar, referiu o deputado do PTP.


Representação Parlamentar do Partido Trabalhista Português

na Assembleia Legislativa Regional da Madeira

Press release



Núcleo Regional da Madeira da Liga Contra o Cancro promove ações de sensibilização para prevenção do cancro da pele


Ontem na Praia Formosa.

Funchal, 19 de agosto de 2016 - O Núcleo Regional da Madeira da Liga Contra o Cancro está a desenvolver uma campanha de sensibilização para a prevenção do Cancro da Pele com o objetivo de alertar para os riscos da exposição solar, sobretudo nas horas de maior intensidade solar, e de informar sobre os meios de proteção.
A primeira ação decorreu no dia 18 de agosto, na Praia Formosa, entre as 10 e as 13 horas, com a entrega de panfletos informativos e de óculos de sol, estando já programada, igualmente no Funchal, uma iniciativa idêntica para a próxima segunda-feira, desta vez na Ponta Gorda e dentro do mesmo horário.
O mesmo irá acontecer em Machico, amanhã, dia 20 de agosto, e também no Porto Santo, em data ainda a definir.
O Núcleo Regional da Madeira lembra que a melhor forma de prevenir o cancro de pele é proteger-se do sol, evitando a exposição do meio do dia (do meio da manhã até ao fim da tarde) e utilizando os meios de proteção adequados, como chapéu de aba larga e óculos de sol que absorvam as radiações e loções com protetor solar. É também recomendado nas horas de maior intensidade solar o uso de roupa com mangas e pernas compridas de tecido forte.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Cafôfo achincalha profissionais madeirenses








TÉCNICOS DA INVICTA NO FUNCHAL:
NÃO HÁ TÉCNICOS MADEIRENSES?






Em primeiro lugar, e para evitar equívocos, uma palavra para o espírito solidário da Câmara do Porto e dos seus técnicos que aceitaram vir cá trabalhar. A observação que vou fazer nada tem a ver com essa parte.

Sem perceber patavina de recuperação de prédios queimados e muros desengonçados pelas chamas, arrisco apostar que na Madeira há quadros técnicos capazes de pegar no cenário negro do Funchal e zonas atingidas nas cercanias, estudar a situação e traçar um plano para restauração ou para deitar abaixo o que for preciso, avançando finalmente para um plano de reconstrução.
Recuso-me aceitar a ideia de que não temos no Funchal e na Madeira profissionais capazes de assumir o pós-incêndios com a sua competência e os seus conhecimentos.
Espero não estar a ofender os que vieram ajudar. Pelo contrário. Calculo que esses nossos amigos não gostariam mesmo nada de ver Rui Moreira de braço dado com técnicos de Valência ou Madrid a estudar, em plena Invicta, problemas das suas competências - deles, técnicos do Porto.
Nos meus tempos de abnegado trabalhador, eu não admitiria que me encostassem à parede com um barrete de burro e um garrafal atestado de incompetência debaixo do braço, como Cafôfo está a fazer aos nossos técnicos - engenheiros, arquitectos e afins. 
Às tantas, estou a dizer uma grande asneira; se calhar, só mesmo os do Porto sabem dar a volta a estas ruínas. Mas... como é que se fez na Madeira tantas e tantas vezes, em situações idênticas a esta?


Se é lícito enxovalhar os técnicos insulares, subalternizando-os ou pura e simplesmente ignorando-os, como estamos a ver (não ouço a Câmara falar nos técnicos de cá), então por que não fazer tudo pela 'medida grande' e, concedendo umas férias no Campanário a Cafôfo, trazer também Rui Moreira para orientar os técnicos que enviou para cá, até por conhecê-los melhor? 
Pois, o importante para o Mayor funchalense é o mediatismo da coisa. Se a ideia é ganhar antena de TV, resultou: acabo de ver diversas peças com ele num mesmo TJ que, somadas essas peças, ascendem a mais de 5 minutos!
Imagino o festival impresso, amanhã!...
O sucesso é o retrato.

Cafôfo e o pós-incêndios: estranha nomeação


O GABINETE DE URGÊNCIA 
DE REABILITAÇÃO URBANA



O Presidente da Câmara, Dr. Paulo Cafofo, anunciou, e muito bem, que uma das medidas urgentes a tomar pelo seu executivo, isto após o grande fogo que deflagrou a nossa cidade, era formar um gabinete de urgência, com vista à reabilitação urbana da cidade do Funchal. 
medida é boa, considerando que, ao longo da Historia, foram diversos os casos idênticos de criação de gabinetes desta ordem, para reconstrução urgente de cidades,  isto após uma catástrofe em meio urbano. Lembremos o caso do Marques do Pombal e a reconstrução de Lisboa, cuja destruição quase total, causada pelo terramoto de 1755, permitiu que fosse planeada e construída uma Lisboa nova e “esclarecida”, tendo o Marquês de Pombal encarregado um grupo de engenheiros portugueses e estrangeiros de traçar o novo perfil da cidade de Lisboa. Mesmo aqui na Madeira, e após a aluvião de 1803, a chegada do Brigadeiro Oudinot e da sua equipa de engenheiros para a reconstrução da cidade, foi precisamente um 
caso idêntico de intervenção urgente na cidade. 
Até aqui, tudo bem, Cafofo parecia estar na direcção 
correcta, contudo e segundo recente publicação na comunicação social, Cafofo nomeia para coordenadora ou presidente do referido Gabinete de Urgência de reabilitação urbana, a sua atual diretora do departamento de cultura da câmara, uma tal Dra Luísa Raquel Brazao!! A diretora do departamento de cultura da câmara vai ficar à frente da reconstrução da cidade Funchal?...
Sendo que o mais estranho ainda é que, pelos vistos, a dita senhora, a atual diretora da cultura, afinal é geógrafa e até já exerceu um cargo de direcção na área do ordenamento do territário, na própria câmara, no período PSD?! 
Que confusão é esta? Então cafofo anunciou que ia corrigir os erros do passado, isto em termos de 
ordenamento do território, e escolhe para esta nobre missao de reconstruçao do Funchal das cinzas, 
uma antiga dirigente que já teve responsabilidades no planeamento da cidade, e que pelos vistos atá já tinha desistido da mesma profissão e enveredado pela cultura, ocupando atualmente o cargo de diretora do departamento da cultura? 
Mas que credibilidade terá este gabinete então?!
Qual o verdadeiro currículo dessa senhora na área da reabilitação urbana? Que projectos de 
reabilitação e planos urbanísticos foram assinados por esta senhora e constam do currículo? 
Devíamos saber a quem estamos entregues, devia ser tornado público esse currículo, trata-se da reconstrução do nosso Funchal, não é brincadeira nenhuma. 
E já agora, onde param o Arquitecto Vilhena, Eng.º Danilo Matos, o atual Presidente da ordem dos Arquitectos, entre outras tantas figuras ilustres e interventivas do urbanismo mais à esquerda ou socialista?Não seria este o momento ideal para todos agora participarem, nesta reconstrução da Cidade do 
Funchal e fazerem História?

Maria Silva

Opinião


SERÁ CISMA?


O Poder Transcendental inerente às Religiões coabita, desde sempre, com o Poder Político. A separação foi (é) extremamente conflitual pelas perdas de privilégios que daí advêm.

O Cristianismo é uma Religião Universal, com hierarquia centralizada em Roma, tendo à frente um Chefe Supremo, O PAPA. O Islamismo, pelo contrário, não dispõe de uma estrutura semelhante. Nos Países Islâmicos de hoje, ao contrário da Europa, Religião e Política ainda não se separaram.

O Cristianismo é o primeiro caso de globalização. Vicissitudes várias, ocorridas na Europa, tiveram reflexos por esse Mundo fora. A transição dos Estados Aristocratas Europeus para os Estados dos nossos dias, fez-se com muito sofrimento. A História da Igreja de Roma confunde-se com a história da Europa. O Bispo de Roma, impedindo a fragmentação da Igreja, impôs a sua doutrina. Fê-lo no séc XVI, em Trento. Voltou a conciliar irmãos desavindos no séc. XVII, na guerra dos Trinta anos. A Igreja, sob o comando do Bispo Roma, acumula sécs. de saberes sobre a evolução das estruturas políticas, quer no interior do próprio Estado do Vaticano, quer internacionais. Foi Ela que, no rescaldo da guerra fria, alertou para a realidade de HOMENS – não cristãos - em sofrimento no Kosovo. Na actual desordem Mundial, o Chefe da Igreja Católica apresenta-se como o Chefe de Todos os Seres Humanos.

Encontramos, no dicionário, duas definições para a palavra cisma: separação de crenças; meditar, andar apreensivo. Qualquer das duas interpretações pode atribuir-se aos silêncios e palavras de S. Exª Rev. o Sr. Bispo do Funchal. Tudo parecia indiciar que a violência que desabara sobre nós, incapacitando a acção, o impelira para a meditação e recolhimento. Infelizmente, a outra interpretação merece maior acolhimento. O PAPA FRANCISO quer uma Igreja que dispense burocratas, e empenhe missionários. Quer combater uma Igreja fria, cheia de cristãos frios, quer oferecer esperança aos que dela necessitam. Ao Sr. Bispo, no Monte, ouvimos a negação do PAPA. Ouviu-se: “Não podemos deixar de lembrar os que morreram…manifestar a mais profunda solidariedade a quantos sofreram…e também os gestos de solidariedade e generosidade de tantos…jamais esqueceremos a capacidade de reagir…olhar em frente e projectar o futuro”. Ofuscou-se a mensagem do PAPA dia 15, no Monte!

A Fé, por muito grande que seja, vacila. As pessoas sabem que os seus antepassados contribuíram para a construção e aquisição dos seminários da Encarnação e Jasmineiro. A palavra do PAPA FRANCISCO, leva-os a intuir que aqueles espaços, desde que há seres humanos a dormir pelas ruas, poderiam ter contribuído para dignificar a PESSOA HUMANA. A inépcia ganhou contornos de escândalo com os incêndios e seus desalojados.

Gaudêncio Figueira

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Observação de um Leitor



ALGUÉM PAGOU A VINDA 
DE JORNALISTAS CONTINENTAIS?








É caso para perguntar: como é que funciona a geringonça do "jornalismo" neste País?



Cruzei-me nas redes sociais com um registo que julgo ser merecedor de alguma atenção. Não está em questão a notícia do SOL, que confesso nem a ter lido. O que me reteve foram as seguintes linhas numa página nas redes sociais:
- "O SOL viajou a convite da Câmara do Funchal" - O contribuinte paga a deslocação de jornalistas do Sol à Madeira para Cafôfo se autopromover - Que este Sr. não saiba fazer nada mais para além de cultivar a sua imagem, já o sabemos, mas que pague do seu bolso a sua promoção. Não há vergonha!
Vamos por partes:
A primeira é que não há nada a apontar ao SOL. É claro como água que decidiram realizar a reportagem com custos suportados pela CMF.
A segunda, também clara como água, é que o presidente da CMF não se importa de pagar viagens a equipas de reportagem, utilizando o dinheiro dos contribuintes para fazer sair matéria jornalística do seu interesse pessoal, associado ao seu projeto e ambição política.
Não sei quanto aos leitores do Fénix, mas tendo a concordar com o texto original. Isto é uma tremenda pouca vergonha.
Para finalizar, confidenciaram-me que os jornalistas das TV´s do continente fizeram referência à grande disponibilidade e colaboração do Sr. Cafôfo por altura dos incêndios.
Como disse, estou a fazer fé no que me foi relatado. A verdade é que o relato não causa nem admiração, nem espanto.
Basta considerar o número de vezes que o Sr. Cafôfo apareceu na TV e considerar que as equipas de TV não caem do céu no lugar A, B, C ou D. Isto é, requer contactos. Requer indicações e horas precisas para local de encontro, tendo sempre em conta os horários dos noticiários.
Em conclusão, é tudo muito coincidente para que alguém me convença que o interesse e agenda do Sr. Cafôfo vá além da esfera pessoal e política.

Ricardo Vares

terça-feira, 16 de agosto de 2016

'TRUQUES' DA MOBILIDADE DOS PROFESSORES



Como são demasiadas as frentes de ataque do Blue Establishment ao bolo público, deixamos estas ideias do 'Visconde da Avenida Zarco' a ver se alguém manda umas achegas esclarecedoras da matéria educativa e suas manobras de gestão. Como é que é mesmo isso da mobilidades dos professores? O Visconde entende que é uma "patifaria" do governo com vários objectivos duvidosos em um. 


Calisto, como estes jornais são uma cambada de vendidos ao poder, recomendo-lhe que investigue a fundo este tema:
A mobilidade dos professores na RAM é uma patifaria usada pelo Governo Regional para arranjar lugares a professores e "reduzir" o desemprego no sector. Os contribuintes pagam estes truques Funciona o compadrio, as amizades e as cunhas e mais nada. Há professores em mobilidade de uma freguesia do Funchal para outra! Onde já se viu isto. Há professores em mobilidade entre um conselho e outro conselho vizinho. Vergonhoso.
Recomendo-lhe, Calisto, caso queira, que faça o seguinte "castigo": exija da Secretaria da Educação que diga quantos dos cerca de 500 professores em mobilidade estão relacionados com a educação física? Quantos licenciados em educação física ocupam tachos políticos de confiança pessoal e lugares de de destaque na SRE a começar pelo sr. secretário? Quantos licenciados em educação física estão na direcção das escolas? No quadro da mobilidade - que não passa de uma palhaçada política dos renovadinhos - estão colocados em clubes e agremiações desportivas da RAM?
Um senhor qualquer da SRE anunciou hoje na RTP uma medida "inovadora": esses professores em mobilidade - basicamente não ocupam o seu lugar nas escolas onde estão legalmente colocados, permitindo que outros o façam ao longo dos anos - vão ter que elaborar relatórios. Calisto, desafie a SRE a divulgar na net todos esses relatórios para que se possa saber o que cada um deles faz. Ao Tribunal de Contas recomendo que passe a pente fino, use lupas das mais grossas que houver para perceber o que se passa com este "negócios" da mobilidade e do papel que a educação física desempenha nesta vigarice, em vez de andar a perder tempo com tontices (o TC) e a perseguir funcionários públicos que ganham uns míseros 600 a 1200 euros. Não se esqueça, Calisto, que este truque da mobilidade faz com que o Governo Regional pague dois salários por apenas um lugar. Paga ao professor em mobilidade, por exemplo destacado num clube - todos eles falidos e sem prática desportiva digna desse nome - e paga ao professor que vai ocupar o lugar daquele deslocado na sua escola de origem.


AnónimoVisconde da Avenida Zarco

Luta retomada


MANIFESTAÇÃO LESADOS BANIF A 25 DE AGOSTO

Divulgamos um texto enviado pelos Lesados do Banif

Após termos suspendido a manifestação que estava prevista para o dia 18 de Agosto na Madeira devido a catástrofe que abalou a Região Autónoma e em que os lesados lamentam profundamente o sucedido e transmitem a preocupação por quem também perdeu tudo da noite para o dia. A ALBOA, associação de lesados do banif, informa que foi encontrada nova data para a realização da mesma. Quinta-feira, dia 25 de agosto pelas 11h30. A concentração está marcada para as 11h30 da manhã, em frente a Quinta Vigia (residência oficial do presidente do governo regional da madeira). Depois, em marcha lenta, os lesados irão passar pelo palácio de são lourenço (residência oficial do representante da república), parlamento regional, sede do ex-banif no tavira e acabando na sede do Santander na Madeira, por trás da igreja da Sé. A manifestação promete ser ruidosa contra aqueles que roubaram as poupanças das vidas das pessoas. 3500 famílias em Portugal estão em risco, a maioria da Madeira e dos Açores. quiser, ainda no dia 25 de Agosto", garantem. Aproveitamos também para ainda para comentar a atitude de marketing do Santander Totta em querer ajudar as pessoas que sofreram com a catástrofe na Madeira, quando este ainda nem com um cêntimo ajudou a vida de milhares de famílias que perderam também de um domingo de noite para uma segunda-feira, quando também entre os lesados houve o falecimento de duas pessoas.


ALBOA - Lesados do Banif/Santander Totta