sexta-feira, 24 de março de 2017


Governo Regional não respeita 

poderes dos deputados



A atitude do Governo, presidido por Miguel Albuquerque, perante o trabalho do Grupo Parlamentar do Juntos pelo Povo (JPP) foi o tema da conferência de imprensa, desta manhã, na Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM), convocada pelos deputados desta bancada.
“O Governo Regional não respeita o direito e o poder dos deputados obterem informação que considerem importante solicitar ao Executivo. Não têm cumprido com os prazos legais e, em alguns casos, nem respondem. Em 2016, ficaram sem resposta 12 pedidos do JPP ao Governo. E em 2017, já se contabilizam seis pedidos sem resposta”, denunciou o deputado do JPP, Paulo Alves.
Refira-se que um dos poderes dos deputados, plasmado no Regimento, é requerer e obter do Governo Regional ou dos órgãos de qualquer entidade pública regional, num prazo não superior a 30 dias, os elementos, informações e publicações oficiais, que considerarem úteis para o exercício do seu mandato.
Mais recentemente, por entendimento da Assembleia, estes pedidos dos deputados passaram a sair diretamente da Assembleia Legislativa da Madeira, passando depois pela Secretaria dos Assuntos Parlamentares e Europeus, sendo então distribuídos ao seu devido destinatário.
“Queremos saber porque é que o Governo Regional obstaculiza o trabalho do Grupo Parlamentar e os poderes dos deputados, faltando também ao respeito à própria Assembleia, enquanto órgão fiscalizador do Governo”, questionou o deputado do JPP, lamentando a “falta de colaboração do Executivo madeirense”.
Texto e foto: JPP

A Easyjet vai abandonar a rota dos Açores




Viva a Charles Pereira Airlines 
e a Air Fonseca!





A Easyjet, a companhia aérea ‘low cost’ que liberalizou do espaço aéreo açoriano em 2015, anunciou que vai abandonar a rota dos Açores dois anos depois. (Uma má notícia para os Açores e para os açorianos.)
 A justificação para a decisão da Easyjet é o aumento de concorrência, nomeadamente da Ryanair, e a falta de disponibilidade de aviões para garantir uma oferta de qualidade. Uma tese que não convence os açorianos que são mais umas vítimas do ‘efeito eucalipto’ da Ryanair
 A TAP, por seu turno, também já fez saber que vai diminuir 16 frequências na mesma rota.
 Coincidência ou não, esta situação acontece com a entrada da Ryanair num mercado, cujo modelo continua a ser elogiado por Carlos Pereira do PS, e defendido pelo CDS de Lopes da Fonseca (ou de Rui Barreto, ou do novo secretário-geral, ou sabe-se lá quem manda alí), como sendo o paradigma ideal a adotar na Madeira.
 É este o modelo que Carlos Pereira e Lopes da Fonseca defendem para o destino Madeira? Um aeroporto da Madeira às moscas, hotéis fechados, empresas de turismo falidas, gente no desemprego?
Por causa de uma companhia, a Madeira iria pôr em risco as 45 companhias que operam desde mais de 70 destinos para a RAM? Afastar as 45 companhias que existem e que estão consolidadas neste destino para dar lugar a uma única, que a ANA já disse querer tratamento diferenciado ilegal?
A Madeira, mesmo não tendo um modelo perfeito, tem regras claras, iguais para todos, o que faz com que passageiros, companhias aéreas e operadores turísticos saibam com aquilo que contam, tornando o destino atrativo, ao contrário dos Açores.

Os Açores, aquela espécie de Albânia aeroportuária para o PS-Madeira, corre o risco de recuar 20 anos em matéria de ligações aéreas.

E é este o modelo desastroso que a Charles Pereira Airlines  e a Air Fonseca querem trazer para a Madeira.

Aviador


Debate 'para lamentar'



É a primeira vez que uso este velho trocadilho. Rendo-me a ele por não encontrar melhor imagem para o que se passou ontem no parlamento regional. Como analisar ou simplesmente narrar mais umas horas de conversas gagas que não esclareceram nada nem deixaram a esperança de que estão a ser tentadas melhorias para o massacrado povo, no caso os duplamente massacrados porto-santenses?
Para ser breve, resumo aquilo numa expressão: gritante falta de qualidade.
Esta 'leva' parlamentar eleita em 2015, ressalvando as raríssimas excepções de deputados que estão conscientes do deserto onde foram largados, é constituída por elementos, desculpem a franqueza, desprovidos da primeira condição do tribuno, que é fazer-se entender. Como dizia Alexandre do Marítimo, eles exprimem-se em árabe, mas árabe do interior.
Arriscando mais umas imprecações gritadas em certos gabinetes do Blue Establishment contra este desarmado escriba, tenho de apontar: os participantes no debate - digamos assim - nem ler sabem... a começar pelo presidente do governo. Miguel Albuquerque ou dormiu mal ou já perdeu a pachorra para tanta banalidade junta ou acha que se tornou líder eterno e não precisa de mostrar serviço. O facto é que logo de manhã abriu as 'hostilidades' com uma intervenção escrita que quase me devolvia aos braços das tágides da Ribeira de Santa Luzia. Chefe da Broquilhândia desatou a debitar umas estatísticas e percentagens, trinta e dois ponto sete mais não sei o quê, ainda por cima referindo-se à obra que o governo diz ter materializado no Porto Santo e que ninguém vê. Andou, em suma, falando daquilo que terá sido feito...
Depois, foi o deputado laranja porto-santense Bernardo Caldeira que também se estreou na sessão dedicada à sua terra a ler - aliás a soletrar - um rol de ninharias que nem aos porto-santenses deve ter despertado interesse.
Atalhando caminho para não ser eu a adormecer os Leitores, diga-se que, na verdade, o mesmo Bernardo Caldeira sempre acordou, já na derradeira intervenção, e aí conseguiu ser mais concreto e entendido ao contra-atacar os partidos opositores um por um. 
O grupo Sousa foi muito falado, mas agora quase nem pronunciam o seu nome direito na Assembleia, é tudo por cognomes e alcunhas. Ouvimos atacar várias vezes o governo por permitir que em Janeiro, tempo de doca seca para o 'Lobo Marinho', o Porto Santo fique sem carga descarregada. Mas não ouvimos salvaguardar que nesse mesmo período há transporte eventual de carga, sim senhor, levada por cargueiros que não são nem o tal avião que aguarda bote salva-vidas nem o ferry. Esta é uma defesa para o governo, mas assim nos observaram desde o Porto Santo, após a penosa via sacra para lamentar.
Falaram igualmente sobre as passagens de avião ao preço do 'Lobo' que são postas ao dispor dos porto-santenses no mesmo mês de Janeiro. Eis outra observação que nos fazem desde a pequena 'ilha maravilha': por que não baixam também o preço do avião para os potenciais visitantes do Porto Santo, para se evitar o deserto na vida local nessa altura do ano, com bares, restaurantes, transportes internos e hotéis às moscas?
O paleio 'para lamentar' arrastou-se pela manhã fora. Miguel Albuquerque ainda se enfadou várias vezes com aquela maçada, brigando à direita e à esquerda. Coelho e Canha discursaram umas rábulas para estremecer o marasmo. Rui Barreto refugiou-se na zona do sério, como habitualmente. Outros arengaram presumidas intelectualidades sem o menor sumo. Tudo com o candidato municipal Castro na galeria a ver os 'bitaites'  que corriam sobre a 'sua' terra, interesse que nunca lhe vimos nos tempos em que ameaçava processar jornalistas para agradar ao que lhe dava avales. Eduardo Jesus tirou partido da estopada para, deixando Albuquerque uns furos abaixo, demarcar terreno e ridicularizar autenticamente elementos da oposição que, por só trabalharem em cima das regionais, confundiram números com letras e rabos com fundilhos. Enfim, o vazio foi tal que uma hora antes do encerramento normal dos trabalhos estava tudo dito e redito. Pelo que o presidente Tranquada, com evidente alívio, mandou a maralha ver se o ordenado já caiu na conta. Era dia 23.

quinta-feira, 23 de março de 2017



A transparência 
dos concursos de dirigentes 
da Câmara do Funchal
(parte I)


Sem cair na tentação de generalizar tudo e todos, damos este primeiro exemplo, a que outros se sucederão em próximas ocasiões, à medida que o ramalhete se vá compondo a preceito, e bem "embonicado". 

Eis um pãozinho quente há pouco saído do forno, pois outros ainda estão em plena amassadura:


Nesta primeira figura constam os elementos admitidos a concurso, cujo conhecimento é público estando publicado, no mais imaculado e estrito cumprimento administrativo.





Não vamos avançar com indicações nominativas, isso ficará a cargo aquele Plano Municipal que previne a corrupção, ou mesmo do Ministério Público, para aquilatar a correcção e rigor destes concursos e dos seus júris, só confirmados à segunda votação, dada as suas "especificidades".

No lote dos candidatos que se apresentaram à entrevista do dia 20 de Março, consta o candidato que exerce as funções em regime de substituição, para as quais se candidata. Até aqui tudo correcto. Mas, eis que surge algo surreal, que ocorreu. A direcção do departamento que tutela esta divisão, sob a vereação de Madalena Nunes, fez uma apresentação prévia do candidato  (que exerce as funções em regime de substituição) à Presidente do júri, assim como quem diz: é neste cavalo que queremos apostar, o resto é uma mera formalidade para cumprir calendário.
Como o procedimento ainda não terminou (na 2ª FEIRA o último lote de candidatos vai ser entrevistado), vamos esperar pelo seu final,mas os sinais conhecidos são algo perturbadores. Fica o aviso, só para fazer prova de que a malta está atenta.


A TRANSPARÊNCIA ÀS VEZES É TÃO GRANDE, QUE NÃO CABE NA REALIDADE.

K-KONKURSO PARDO

NOTA DE IMPRENSA


PSD-Machico rebate Ricardo Franco


Na edição de hoje (23/03/2017) do DN, é publicada uma notícia, sob o título ‘Hotel rural no Caniçal com 101 ‘bungalows’, na qual o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Machico vem, uma vez mais, aproveitar esta oportunidade jornalística que lhe foi oferecida para lançar farpas ao Governo Regional e mentir sobre a gestão autárquica social-democrata. Sobre esta questão, o PSD/Machico tem a afirmar o seguinte:
1.       Uma vez mais, o Presidente da Câmara, numa atitude no mínimo deselegante e indelicada, desrespeita a confidencialidade das intenções do investidor e direitos de autor do respetivo projetista, aconselháveis no arranque de qualquer projeto empresarial, chamando a si os louros por mais esta iniciativa privada. Mas sobre esta matéria, caberá aos investidores e projetista adotarem as diligências necessárias por mais esta politização de uma iniciativa empresarial privada:
2.       Mais descabidas são as farpas ao Governo Regional, já que os procedimentos administrativos, nomeadamente pareceres e exigências do Plano de Ordenamento Turístico, estão claramente definidos em Decreto Legislativo Regional, havendo o mesmo tratamento para todos os municípios da Região;
3.       Nas declarações ao Diário de Notícias, o Presidente da Câmara vem também tecer considerações à gestão social-democrata, afirmando ‘foi feito mais nestes três anos do que nos 12 anteriores” e que “o PSD nunca conseguiu captar um único investimento desta dimensão”, o que é facilmente desmontado através do quadro da Direção Regional de Estatística, que anexamos;
4.       É caso para dizer que a mentira tem perna curta, não esquecendo o PSD/Machico a posição assumida pelo Partido Socialista aquando da construção do empreendimento Quinta do Lorde, numa tentativa de travar o investimento.

A população é inteligente e saberá fazer a sua própria avaliação!

Machico, 23 de março de 2017

O Presidente da Concelhia


Élvio Encarnação

Inquérito do DN



Paulo Cafôfo, como é oficialmente candidato à autarquia funchalense, deve deixar já a CMF?


O Diário de Notícias lançou um inquérito a propósito da candidatura de Rubina Leal.
A pergunta colocada é a seguinte: “Uma vez que Rubina Leal é oficialmente candidata do PSD à Câmara do Funchal, deve ou não deixar já o Governo?”
A pergunta também poderia ser outra: “Uma vez que Paulo Cafôfo é oficialmente candidato à autarquia funchalense, deve ou não deixar já a CMF?”
Paulo Cafôfo vai suspender o mandato? Este autarca vai deixar a presidência da CMF mesmo estando em pré-campanha? Existe maior vantagem do que estar a exercer funções no órgão ao qual é candidato?
A lei diz que os titulares de cargos públicos têm o dever de neutralidade, mas a verdade é que a legislação é difícil de pôr em prática.
Paulo Cafôfo, por exemplo, quando está numa inauguração ou em outro ato público, as pessoas estão a vê-lo simultaneamente como o presidente e o candidato. É difícil dissociar o candidato do presidente.
O mesmo se aplica a todos os presidentes de câmara que se recandidatam nos vários concelhos da Região, o que traz uma clara vantagem para os mesmos: têm palco, têm visibilidade.
Aquilo que se impõe é pensar com alguma seriedade nesta questão. É pensar se Rubina Leal deverá renunciar a um cargo público, quando essa questão não se coloca noutras figuras que também exercem cargos públicos.

Não pode haver dois pesos e duas medidas para casos iguais. Se Rubina leal deve sair já do Governo, então Paulo Cafôfo deverá sair já da Câmara Municipal do Funchal.

Miguel Costa

Festão no Café Relógio para comemorar "nova era"




Filipe dá jantar a todos
- transporte e tudo


Os autarcas que mandam em Santa Cruz, satisfeitos com o que dizem ser uma recuperação "financeira, comercial e municipal" nos 3 primeiros anos de mandato, não estão para meias medidas e já marcaram jantar-convívio para premiar a produtividade de todos os trabalhadores. Efectivos, de ocupação temporária e estagiários. 
Prevê-se que no dia 7 de Abril o Café Relógio será pequeno para dar abrigo a tantos comensais. Gente não faltará, garante K-Santa Cruz, explicando: os interessados farão a inscrição junto das respectivas chefias da Câmara.
Nesta altura do campeonato, com eleições à vista - repara o mesmo agente -, "Filipe Sousa quer mostrar o poder de mobilização do JPP".
A ser assim, os laranjas que fizeram tanto ruído na apresentação do Roquelino devem dar um salto até à Camacha dia 7, para verem como é.
Vamos então ler com atenção o convite da Câmara (que não traz a ementa).



A quem devo reportar?






A quem devo reportar esta inaudita, inovadora e bela decoração nas árvores da Avenida Arriaga?
Ao Presidente da CMF que a 4 de fevereiro dizia ao DN, e passo a citar, “em caso de incumprimento, serão levantados processos de contra-ordenação, à semelhança do que a Fiscalização Municipal já faz todos os dias.”
Ou reporto ao Presidente da CMF que a 18 de janeiro afirmava ao mesmo DN que a Polícia Municipal “visa resolver as lacunas em diversas áreas de atuação da autarquia, nomeadamente no âmbito da fiscalização municipal. A CMF está convicta que a criação da Polícia Municipal ajudará a colmatar as necessidades de fiscalização”.
Filipa Manuel

quarta-feira, 22 de março de 2017

Comunicado sobre o encerramento do balcão da CGD


PSD local diz que o governo socialista 
de Lisboa avalia o Porto Moniz como 'lixo'



A ordem de encerramento do único balcão da Caixa Geral de Depósitos no Porto Moniz, suscita da parte da Comissão Política Concelhia do PSD, os seguintes comentários:
  1. Lixo! É esta a avaliação que o Governo Socialista da República atribui ao concelho do Porto Moniz, curiosamente liderado também pelo socialista Emanuel Câmara;
  2. Neste caso, não é o PSD nem o Governo da Região, mas sim António Costa que dá nota negativa à gestão socialista neste concelho, após a notícia de que a Caixa Geral de Depósitos, banco do estado, vai fechar o seu único balcão, situação única na Madeira;
  3. Esta decisão apenas vem dar razão às nossas posições políticas ao longo do mandato de Emanuel Câmara, quando denunciávamos o esbanjamento desmedido em festas, convívios, passeios e publicidade e o desinvestimento e pouca importância atribuída aos sectores económicos mais importantes no concelho, nomeadamente agricultura e turismo;
  4. Em três anos, a fraca gestão autárquica empobreceu o concelho com a subsídio dependência, não houve criação de emprego, não nenhum licenciamento com vista a investimento privado, os jovens e adultos continuam a emigrar e nascem cada vez menos crianças. Situação que terá certamente contribuído para esta decisão da CGD;
  5. Mesmo com 4 Milhões de euros no banco, o executivo Camarário não foi capaz de dinamizar a economia local;
  6. Não foi também capaz, sendo da mesma cor política, de negociar, no sentido de evitar este encerramento, faltando-lhe as faculdades, dentro do próprio partido socialista, para defender os interesses da população do Porto Moniz;
  7. Esta é sem dúvida a prova de que este Concelho foi o único da Região que desceu economicamente, encontrando-se numa regressão social e económica nunca antes vista, com uma Câmara moribunda e de cofres cheios, que gasta 400 mil euros em festas, deixando o povo cada vez mais pobre e dependente do subsídio.

Porto Moniz, 22 de março de 2017
O Presidente da Concelhia do PSD/Porto Moniz
Nélio Rodrigues

FESTA DA ÁRVORE NO JARDIM BOTÂNICO JOSÉ DO CANTO
22 DE MARÇO 2017
Hoje vamos festejar a ÁRVORE neste jardim romântico no coração de Ponta Delgada.
Das 09.30 às 17.00, alunos de sete escolas de São Miguel vão aprender a plantar árvores, vão medir a altura e o PAP (perímetro à altura do peito) de árvores monumentais, vão dar uma volta ao mundo na companhia das árvores.


Raimundo Quintal

Carlos Pereira a sondar o seu partido




Chefe dos socialistas tenta travar 
os avanços de Cafôfo


O PS-Madeira encomendou um estudo de opinião entre os eleitores madeirenses que a Eurosondagem levou ao terreno de 14 a 16 do corrente e que, como se vê hoje no DN-M, resultou no seguinte, caso as regionais de 2019 fossem agora:

PSD - 38% - 20/21 deputados
PS - 27,2% - 14/15 deputados
PP - 8,6% - 4 deputados
BE - 6,9% - 3 deputados
CDU 5% - 2/3 deputados
JPP 4,1% - 2 deputados
PTP - 1,3% - 0 deputados

A primeira reacção a isto é perguntar: então em ano de autárquicas faz-se uma sondagem a falar de 'regionais', em vez de se falar de 'europeias' ou, quando muito, nas eleições para a casa do povo das Achadas?

A segunda reacção é de espanto: porquê só agora dedicar a Direcção do PS uma sondagem a Paulo Cafôfo? Será que chefe Carlos Pereira consegue mostrar assim quem é que ganha eleições, ele que por acaso nunca ganhou nada, ao contrário do actual Mayor funchalense, que desalojou o PPD da capital depois de 30 e tal anos de laranjal? Não estão a chegar um pouco atrasados?

A terceira reacção é perguntar se, apesar de a prenunciada queda do PSD nada espantar, a subida galopante do PS-M nesta sondagem, de 5 para 14/15 deputados, é para a gente rir ou chorar.

Mais: que resultados teríamos se aparecessem nas perguntas da sondagem os nomes dos cabeças-de-lista dos vários partidos? Teríamos na mesma resultados favoráveis ao PS, que pagou tal estudo.

A consequência primeira destes números será uma série de suplementos da CMF na imprensa e diligências protocolares para o telejornal. É a estopada que Carlos Pereira vem provocar com a brincadeira. Devia era pensar numa forma discreta de ajudar Rubina Leal a ajudá-lo a ele na luta pela manutenção da liderança do partido. 

terça-feira, 21 de março de 2017

Como na selva


Matilhas voltam a atacar 
agora na Boa Nova


Temos umas pessoas muito modernas e cosmopolitas na Câmara Municipal do Funchal que se dizem defensores da causa animal. Depois é esta pouca vergonha. Em cada esquina encontram-se cães abandonados. É nas zonas altas, médias, intermédias, nas zonas baixas... 
As matilhas atacam e estão cada vez mais agressivas. Segundo uma notícia do JM, desta vez atacaram e mataram, no último fim de semana, mais de doze animais de uma exploração agrícola, na Boa Nova. O empresário já avisou que vai tomar medidas para que isto não volte a acontecer.
A CMF não está a fazer o seu trabalho. Não está a recolher estes animais. Deve estar à espera que aconteça alguma desgraça. Por enquanto as matilhas têm atacado outros animais. Qualquer dia começam a atacar as pessoas.
Arranjem uma solução para esta pouca vergonha!!!!

Mariana Martim Velosa

Denúncia do PCP




Trabalhadores pressionados para rescindir




Na iniciativa que hoje teve lugar em São Martinho, junto ao supermercado Continente, foram apresentadas as seguintes declarações políticas pelo dirigente do PCP, Ricardo Lume.
O PCP tomou conhecimento de uma situação grave, na Região Autónoma da Madeira, de inaceitáveis pressões, sobre trabalhadores da rede de supermercados Continente.
Relatos concretos que nos foram transmitidos dão conta de situações verdadeiramente inaceitáveis, como por exemplo, exigir acordos para rescisão de contrato, e assim extinguir vínculos de trabalho permanentes para posteriormente substituir por vínculos de trabalho precários.

Estes Kapas têm cada uma!


Agora mandam um itinerário para o presidente da Câmara do Funchal percorrer de lambreta! Mas por que cargas de água...? Bem, aí fica a mensagem. Uma coisa é certa: seguindo os conselhos do K-Roda, não terá nada que enganar.


Ao recandidato do Dr. António Costa 
à Câmara do Funchal


Para o caso de ser necessário: fixar bem o trajecto entre os Paços do Concelho do Funchal e a Escola do Campanário. 
Aqui vai....

K- Roda






É, não tem mesmo nada que enganar...

Aeroporto Ronaldo



Os que mandam na Madeira
não mandam na cerimónia

Sabendo nós que os profissionais da imagem têm corrido Ceca e Meca em busca da credencial que lhes permita fazer a cobertura da cerimónia do dia 29 no Aeroporto - inclusão do nome de Ronaldo na designação do Intercontinental -, tratámos de dar uma ajuda. É que os referidos profissionais não conseguem descobrir quem organiza o quê. Na Quinta das Angústias, onde Miguel Albuquerque apregoa que na Madeira mandam os madeirenses, não sabem de nada. No turismo, de nada sabem. Então, explicamos aos que mandam na Madeira: quem manda na cerimónia é Lisboa. É questão de contactarem a ANA e em minutos eles lá resolvem o problema.
Se precisarem de uma cunha, Miguel e Rui, não se acanhem, digam qualquer coisa que o Fénix resolve o caso num abrir e fechar de olhos.

Comunicado da Cosmos




Grande atentado ambiental 
na Madalena do Mar



A Cosmos - Associação de Defesa do Ambiente e Qualidade de Vida, vem por este meio chamar a atenção da opinião pública madeirense para um grave atentado ambiental que está a decorrer na foz da ribeira da Madalena do Mar, Concelho da Ponta do Sol.  
Desde finais do ano passado, que máquinas pesadas e camiões da empresa AFA, com o conluio do Governo Regional, estão a retirar diariamente toneladas de inertes da foz desta ribeira, nomeadamente calhaus e areias. 
Esses materiais, que estão a ser retirados criminosamente da foz, são essenciais para alimentar toda a frente-mar da Madalena do Mar, e assim defender essa linha de costa dos avanços crescentes do mar. Como já está comprovado cientificamente, o oceano tem subido o seu nível médio, e está a se tornar cada vez mais transgressivo, pondo em risco infraestruturas viárias, moradias e terrenos à beira-mar. 
A melhor forma de nos defendermos deste avanço, é ter uma praia “bem alimentada” de inertes, o que não está acontecendo, pois esses materiais estão a ser “saqueados” sem quaisquer contrapartidas para a região, embora esta associação tenha conhecimento que a autarquia da Ponta do Sol tem defendido que esses materiais devem ser espalhados ao longo da praia, precisamente para não deixar que o mar descalce o muro da estrada marginal e não ponha em causa a segurança e os bens da população local. Infelizmente, esses apelos não têm sido considerados pelo Governo Regional, que continua apostado em favorecer vergonhosamente esta grande empresa de Construção Civil.
E o mais escandaloso, é que foi esta empresa que destabilizou e “descalçou” as vertentes a montante desta perigosa ribeira, criando em alguns locais, aterros clandestinos e pedreiras, que após chuvas intensas, essa mesma empresa recolhe com grandes lucros, o material lavado na foz.

Funchal, 21 Março de 2017

A Direção

Dionísio Andrade

segunda-feira, 20 de março de 2017




Testa de Ferro na parreira

A propósito da negociata da venda de Champanhe à Câmara Municipal do Funchal, sei que o sr. Duarte Caldeira andou pelas redes sociais a carpir mágoas, acusando-me de ter desferido um sórdido ataque à sua família. Esta técnica de se defender por detrás dos sagrados valores de família é uma técnica de vitimização lamecha, pela qual não me deixo enredar, e explico:
Quando fomos defenestrados da Câmara Municipal do Funchal, em 2014, as pessoas que defenderam a tomada de assalto dos Nationalsozialistische de Vitor Freitas e de Paulo Cafofo, foram precisamente o sr. Duarte Caldeira, militante do PS, o sr. Duarte Caldeira, filho, Presidente de Junta de Freguesia de São Martinho, e Andreia Caetano, esposa deste último, e candidata a vereadora pela coligação Mudança, e actualmente adjunta da presidência da C.M.F. 
Deste modo, os meus alvos são políticos, andam metidos na política, e pior ainda, assaltaram o poder para usufruir das suas benesses, já que anteriormente, toda esta gente andava economicamente nas ruas da amargura. Por isso, o sr. Duarte Caldeira não venha carpir mágoas nem lamber feridas para o meu lado, que não pega, aliás, como dizia Harry Truman, “Quem não gosta de calor não trabalha na cozinha!”
Mas, o que mais me preocupa, é que além desta aquisição vergonhosa de garrafas de champanhe, há outras “coisas estranhas” que envolvem a sua nora, Andreia Caetano, que me deixam perplexo e apreensivo, como também não sei (nem me interessa saber) qual será a justificação que irão apresentar ao Tribunal de Contas. (Já sei… o Tribunal Constitucional é que fechou o PND porque o Gil não apresentou contas, blá, blá… o Gil ressabiado e vingativo… blá, blá, o herdeiro rico… blá, blá… nunca fez nada na vida…blá, blá - só a pensar, já me estou a divertir com os comentários que a bicharada cafofiana vai aqui  lavrar furibunda! Hi,hi, hi…)
E os factos são estes: um desconhecido advogado da nossa praça, funcionário do governo, e amigo-de-peito do irmão de Andreia Caetano, chamado Rui Miguel Candelária Bettencourt, tem “papado miraculosamente” nestes últimos anos e por ajuste directo, quase todos os processos jurídicos da Câmara, do sr. Cafofo.
 Em 2015, foram quase 30 mil euros em honorários judiciais, em 2016, a parada subiu para quase 50 mil euros, e este ano, só nestes três meses, já saíram dos cofres camarários, uma “batatada milionária” que já ultrapassou os 15 mil euros (nem o Guilherme Silva, nos seus tempos áureos, conseguiu tamanha façanha).
Basta consultar as atas da autarquia, para se constatar que muitos vereadores já manifestaram o seu repúdio e desconfiança por este favorecimento extravagante e continuado a um advogado estranho às barras dos nossos tribunais e sendo desconhecidos os seus “assombrosos” dotes jurídicos, designadamente em matérias de manifesta complexidade, como é o caso do Direito Administrativo. 
Mas quem sabe, se na nossa ilha temos um prodígio oculto da ciência jurídica de Marcelo Caetano e de Freitas do Amaral, que por obra do Espírito Santo aterrou candidamente no fertilíssimo terreno dos Caldeiras, batendo fofamente com a sua testa-de-ferro numa parreira de vinha do avô, que segundo alguns entendidos, dá os melhores néctares da região, apesar de alguns maledicentes defenderem que é bom para polir metais e desincrustar canalizações.
Gil Canha

Já se previa




Rubina candidata ao Funchal



O anúncio oficial da candidatura foi perante os TSD. Vai ser preciso muito trabalho, certamente.


Nada de surpreendente: Miguel Albuquerque, líder do PSD-M, acaba de confirmar a sua antiga vereadora e actual secretária da Inclusão Rubina Leal como cabeça-de-lista funchalense na disputa autárquica deste ano.
A única dúvida estava na posição da própria Rubina sobre o assunto. Muitos duvidavam de que aceitasse um desafio de resultado a esta hora imprevisível, já que uma derrota em Outubro significaria um considerável e perigoso revés na sua carreira política.
A verdade é que Rubina Leal mais uma vez se deixa conduzir pela coragem que marcou as suas decisões noutras alturas igualmente muito sensíveis, como quando se pôs inequivocamente ao lado de Miguel Albuquerque, e logo contra o chefe laranja dessa época, Alberto João Jardim, sem hesitar em enfrentar dentro da própria comissão política do PSD o aparelho então vigente. A sua simples presença nessas sessões revelou uma determinação raríssima no partido dos Netos.
A escolha de Rubina Leal revela falta de soluções dentro do PSD para este grau de responsabilidades, podendo resultar num vazio dentro do próprio governo - devido exactamente a essa falta de quadros conhecidos para os cargos complicados. Um recurso que não é o ideal para o próprio Miguel Albuquerque, presume-se.
Mas a verdade é que a simpatia que o destemor mais uma vez revelado pela agora candidata desperta no eleitorado será um problema que dará trabalho a Paulo Cafôfo, actual presidente do Funchal e até à data favorito na corrida já em andamento. 
E atenção aos outsiders...


ESMERALDA LOURENÇO E DIOGO GOES 
SÃO ORADORES CONVIDADOS 
EM CONFERÊNCIA INTEGRADA NA APELarte


A Associação dos Antigos Alunos da Escola da APEL (AAAEA) irá dar continuidade à APELarte, uma iniciativa teve início em Janeiro, com a realização da Exposição ‘Déjà-Vu (1)’, no Museu Henrique e Francisco Franco, que juntou trabalhos de Henrique Franco às interpretações de alunos do 10º ano do Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais da Escola da APEL (Ângela Caires, Gabriela Sousa e Pedro António Almada) e a obras dos artistas plásticos Luís Paixão e Diogo Goes.

Nesta segunda fase da APELarte, que terá lugar de 2 a 5 de Maio, a AAAEA assume um programa ambicioso que inclui, entre outras atividades, que serão posteriormente divulgadas, um Ciclo de Conferências que abordará uma diversidade de temas culturais, como as Artes Visuais, a Dança, o Teatro e a Escrita.

A conferência de abertura, que é dedicada às Artes Visuais, terá lugar no dia 2 de Maio, a partir das 10h30, no Auditório ‘Padre Mário Casagrande’, e contará com a presença de vários palestrantes que são caras bem conhecidas do meio artístico madeirense, nomeadamente Esmeralda Lourenço e Diogo Goes. Outros palestrantes serão revelados brevemente. Esta conferência será precedida pela Sessão de Abertura da APELarte, a qual contará com as intervenções de várias entidades oficiais e com uma atuação musical protagonizada por alunas da Escola da APEL.

Esmeralda Lourenço, é Mestre em Gestão Cultural pela Universidade da Madeira e responsável pelo Museu Henrique e Francisco Franco. Foi oradora e moderadora de várias conferências nos domínios da museologia e gestão cultural, assim como júri de concursos de artes plásticas. Na conferência prevista no âmbito da APELarte, Esmeralda Lourenço irá abordar a importância do lugar que o(s) museu(s) ocupa(m) na sociedade contemporânea e a sua relação com a(s) escola(s), relacionando este tema com a vida e obra dos irmãos Franco.


Já Diogo Goes, antigo aluno da Escola da APEL, é Licenciado em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Realizou cerca de cinquenta exposições individuais e participou em mais de cento e vinte exposições coletivas em todo o país e também no estrangeiro. Presentemente, é também Vice-Presidente para as Atividades e Eventos da AAAEA, assim como curador do Ciclo de Conferências da APELarte, uma iniciativa que pretende potenciar a educação de excelência que a Escola da APEL já promove ao longo de quase quarenta anos de existência e integrar os Antigos Alunos na edificação do futuro da instituição.
Texto: AAA da Apel

Reflexão



A geração mais qualificada: 
nem tudo o que luz é ouro


Vitorino Seixas


“O ministro da Economia disse que o "esforço agora" é o de conseguir que "a geração mais qualificada de sempre" possa ter oportunidades em Portugal”¹. Na mesma linha, o secretário de Estado da Educação disse que “hoje muitos dizem que olham para os jovens como a geração mais qualificada de sempre”². Estas duas frases, proferidas por políticos com grandes responsabilidades governativas na economia e na educação, transmitem a ideia de que os jovens são a geração mais bem preparada para o mercado de trabalho.

Contudo, basta ler o estudo “Education to Employment: Getting Europe’s Youth into Work”³, publicado pela Mckinsey & Company, para descobrirmos que a ideia que nos transmitem não corresponde à realidade do mercado de trabalho em Portugal.

Senão vejamos. Apesar do elevado crescimento da população jovem com nível de qualificação 6 e 7 (licenciatura e mestrado) do Quadro Nacional de Qualificações, “33% dos empregadores afirmam que a falta de competências é o principal motivo para não preencherem as suas vagas ao nível de entrada”³, ou seja, mais de 3 em cada 10 vagas não são ocupadas porque não há suficientes candidatos com as competências adequadas para as preencher. Além deste grave problema, que afeta especialmente as pequenas empresas, há mais dois problemas: “apenas 35% dos empregadores afirmam que os alunos/recém-contratados estavam adequadamente preparados”³ e “apenas 46% acreditam que haja graduados suficientes nos programas de educação/formação pertinentes”³. Em síntese, os jovens estão a adquirir competências que as empresas não precisam e os programas de educação/formação pertinentes são insuficientes para responder às necessidades das empresas. Como tal, não surpreende que “a insatisfação dos empregadores com o nível de experiência prática dos jovens portugueses seja a segunda mais elevada, depois da Itália”³.

Curiosamente, a insatisfação dos empregadores é compartilhada pelos alunos, pois apenas “47% concorda que está devidamente preparado para as vagas ao nível de entrada”³. Mais, somente “47% dos jovens acredita que a sua educação pós-secundária aumentou as oportunidades de conseguir um emprego”³, o que contraria a verdade universal “investir na educação compensa”. Mas, a insatisfação também é compartilhada pelos jovens que conseguiram emprego, pois “40 por cento dos jovens que estão trabalhando, estão num emprego temporário que vêm como um intervalo de paragem até encontrar um emprego mais adequado”³. Outro fator de grande insatisfação dos jovens é o problema da hiperqualificação: 42% dos jovens que frequentaram um curso superior de 4 anos estão em trabalhos que não exigem essa qualificação.

No entanto, paradoxalmente, “74% das instituições de ensino acredita que está a preparar adequadamente os seus alunos para as ofertas ao nível de entrada³, o que contrasta fortemente com a insatisfação de empregadores e alunos. Por outro lado, o estudo evidencia uma ensurdecedora falta de diálogo e cooperação entre as instituições de ensino, os empregadores e os jovens, classificando a situação como “mundos paralelos” que não comunicam entre si. Esta falta de comunicação é evidente quando sabemos que “poucos empregadores portugueses comunicam várias vezes ao ano com as entidades de educação (33%), muito menos do que os países líderes do estudo, o Reino Unido (78%) e a Alemanha (74 %)”³.

No caso dos jovens a falta de comunicação também é evidente, pois “apenas 24% dos jovens entrevistados relatam ter recebido informações sobre perspetivas e salários pós-secundários”³, o pior resultado entre os países do estudo. Por fim, qual cereja em cima do bolo: “mais de 50% dos jovens disseram que escolheriam uma instituição de ensino diferente, uma especialidade ou ambos”³.

Neste contexto disfuncional, enquanto as instituições de ensino, os empregadores e os jovens e suas famílias não trabalharem em conjunto para encontrar soluções que proporcionem melhores oportunidades aos jovens, provavelmente, a maioria das instituições de ensino vai continuar a acreditar que está a preparar adequadamente os seus alunos, mas os empregadores vão continuar a expressar a sua insatisfação com a preparação dos alunos que se candidatam às vagas de trabalho. Do mesmo modo, os alunos vão continuar a expressar a sua insatisfação com a preparação recebida e as famílias vão continuar a suportar os elevados custos de um sistema autista.

E, iludidos com a ideia de que temos a geração mais qualificada de sempre, continuaremos com a taxa de desemprego jovem entre as mais altas da União Europeia (28% em Portugal em 2016 e 37,4% na Madeira).

PS: “Não contrate qualificação, contrate paixão. O que faz a diferença é a paixão, não é a hiperqualificação”. Guy Kawasaki

¹ “Ministro da Economia: Governo empenhado em reter talento no país”
² “Os jovens de hoje são “a geração mais qualificada de sempre””
³ “Education to Employment: Getting Europe’s Youth into Work”