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domingo, 27 de julho de 2014

PÉ-DE-VENTO NO LARANJAL


CÂNDIDO E ELMANO GARANTEM
TRADIÇÃO DO ARRAIAL MADEIRENSE


Depois de o Chefe debitar o seu último discurso lá em cima como líder PPD, dois militantes que fazem parte da mobília do partido envolveram-se ao palavreado e à tapona. Faz parte dos arraiais.


Fazendo jus à velha mensagem que Chefe Jardim sempre transmitiu aos seus operacionais do Laranjal, dois militantes já muito antigos, um apoiante de Manuel António e outro de Albuquerque, fomentaram esta tarde na Herdade o 'cheirinho a pólvora' que é a seiva do partido. Isso de se pôr 'de cócoras diante dos maricas de Lisboa' não é ali com os laranjas, honra lhes seja feita. Por outro lado, um arraial na Madeira sem ninguém molhar a sopa é mais chato do que um velório.



A festa do PPD não é melhor nem pior do que as outras: mais copo menos copo, mais despique menos despique, há sempre histórias para se contar no dia seguinte. Seja no carismático Monte, seja no Loreto, seja na Ponta Delgada, por essas freguesias dentro, incluindo a nossa aldeia do Funchal, como se sabe - também aparece fatalmente um ou outro focinho a sangrar, salvo seja. É muito nosso. Como se sabe. 
Bom.
Lá do alto das barracas social-democratas, descem sempre essas histórias, todos os anos por esta altura. Se não é o Johnnie Walker a rasteirar o sr. presidente, é uma troca de palavras para contar apenas nos corredores, ou mesmo coisa mais grave, como já aconteceu entre a malta do nosso Amigo Zé Pedro e o grupo de Rómulo, seu sucessor na Jota. Pois hoje, na Herdade, cheirou bem a arraial. 
Lá mais para o fim da tarde barulhenta e poeirenta, o sarilho instalou-se entre os stands da Ribeira Brava e do Campanário. Cândido Pereira, o nosso Amigo porto-santense que já foi deputado e candidato à Câmara do seu concelho, e outro Amigo, Elmano Gonçalves, figura do mobiliário da Rua dos Netos, elemento do secretariado embora pouco activo nos últimos tempos - ambos começaram por uma ligeira picardia.
Cândido envergando uma t-shirt de Manuel António. Igual a outras que levou e ofereceu pela Herdade. Elmano, apoiante de Miguel Albuquerque, a dar por garantida a derrota do secretário do Ambiente. A 'picar' o adversário. Houve quem estivesse por ali e julgasse que estavam a reinar pacificamente um com o outro. Mas, palavra puxa palavra, Cândido sente-se ofendido e puxa de uma cerveja, precioso elixir que despejou pelo ar como o nosso herói fez no Porto da Cruz, numa festa da uva. Só que Elmano também puxou, e puxou logo o quê se não uma tapona!... E então, tapona puxa tapona, até que, sem grande demora, os presentes separaram os dois companheiros de partido, que, com a zaragata, tanto colorido estavam a dar à festa que se pretende tipicamente regional.
E a coisa ficou por ali. Amanhã ainda se comentará o caso, mas depois incha, desincha e passa. Amigos como sempre. Coisas próprias de uma festa ao calor, com uma cervejinha em copo de plástico para refrescar.

FESTA DO PPD - em permanente actualização



REI MORTO, DELFINS PRONTOS

Os pretendentes à liderança do PPD-Madeira estão em peso desde manhã na Herdade das Carreiras. Miguel Albuquerque e João Cunha e Silva não abrem mão da estratégia de cavalgar a vaga mobilizadora dinamizada pelos respectivos apoiantes. Miguel de Sousa resolveu inovar.


JARDIM ORIGINA VAIA AO ATACAR ALBUQUERQUE


Miguel Albuquerque entrou na Herdade com uma tropa laranja calculada entre 300 e 400 apoiantes. Chegada impactante. Depois, andou pelas barraquinhas sempre acompanhado por esse exército de adeptos. As imagens mostram.






O Leitor vê? Uma multidão à volta do ex-presidente da Câmara, no caso à espera que as barraquinhas matem a sede ao pessoal. Atenção que também há gente assumida como apoiante de outros candidatos e que, apesar disso, convive com Albuquerque. Coito Pita, nesta última imagem, é exemplo disso. Ele declarou apoio a Manuel António Correia.
Quando, entretanto, chegou a vez de Jardim subir ao palco para discursar, reparou-se que, dos Delfins, só Manuel António e João Cunha e Silva resolveram acompanhar o chefe - mas com o vice muito discreto, na segunda das filas que se costumam formar atrás dos oradores.
Curioso que, quando Jardim se abalançou a um dos habituais ataques a Miguel Albuquerque, o auditório reagiu com uma vaia comedida. Geralmente, as plateias vaiam os ausentes citados pelos oradores. Mas, no caso, há também a interpretação de que o vaiado foi Meio Chefe. De um modo ou de outro, o incidente não foi significativo.
Na ocasião, o Rei da Tabanca chamava Albuquerque de "candidato da Madeira Velha"... e da maçonaria. Denunciando que a candidatura de Miguel anda a brincar às confrarias. Mal sucedido, Meio Chefe.


CUNHA E SILVA: A MOBILIZAÇÃO DO COSTUME

O vice do governo também contou com muitos apoiantes na Herdade. A visita pelas barracas foi animadíssima e João Cunha e Silva não teve mãos a medir nos contactos com os foliões do Laranjal.










MIGUEL DE SOUSA COM SEDE ABERTA NO ARRAIAL



A surpresa chegou de Miguel de Sousa: o antigo vice do governo e Delfim mais antigo do PPD-Madeira tinha conseguido arrematar uma das barracas da Herdade e lá montou uma espécie de sede campal. Com um imitador da voz de Jardim e tudo. 
Conclusão: Miguel de Sousa apanhou reunidas condições favoráveis, pegou no microfone e desatou a fazer a sua própria intervenção na festa. Prometendo aos adeptos trabalhar para que à sua volta se mobilize, a partir de hoje, uma onda que ajude o seu projecto a construir uma nova Madeira. E o povo ficou ali a ouvir a mensagem.












Além de dar um jeito a Miguel Albuquerque, fazendo deste Delfim a figura central dos seus ódios em plena festa, Jardim passou o seu discurso a perorar a respeito do julgamento que a História prepara sobre estes malucos tempos. Quanto ao futuro da Madeira, acha que depende do que acontecer brevemente ao PPD, à sorte da autonomia (não sabemos de que autonomia fala) e do tipo de relações com Lisboa. Coisas que já ouvimos na festa laranja do Paul da Serra, há uns 35 anos.
Como se confirmou hoje, o homem está mesmo de partida. Qual vaga de fundo! Delfins para lhe ocuparem o lugar na Rua dos Netos não faltam. Todos prontos.

MANUEL ANTÓNIO BRILHOU SEM CONVOCAR AS TROPAS

O Delfim do Ambiente decidiu testar a sua popularidade sem fanfarra nem tropa na peugada. Sem preocupações de massificação, foi porém registando pequenos 'banhos de povo' por onde passava.
Operacionais de outras candidaturas garantiram-nos não ter visto sombra de Manuel António Correia no ambiente festivo da Herdade, a não ser em cima do palco, na hora das habituais intervenções políticas. Pois estamos em condições de mostrar algumas imagens que podem ajudar aqueles que, na Herdade, não deram pelo candidato. Manuel António esteve lá... e bem rodeado. A própria 'Laranjinha', incondicional de Jardim, não sabia para que lado se virava.














sábado, 26 de julho de 2014

DELFINS


MIGUEL DE SOUSA ENCHE
CLUBE NAVAL DE S. VICENTE




Os números são da organização: 210 apoiantes de Miguel de Sousa jantaram juntos para ouvir falar o primeiro Delfim da história do PPD-Madeira.
O encontro deu-se esta sexta-feira em São Vicente no Clube Naval e, pelo que revelam as imagens, não faltou quorum à iniciativa de Miguel de Sousa. 
O slogan "4 anos para uma nova Madeira" esteve em evidência na ornamentação do local de convívio e serviu de mote à intervenção do candidato.
Refira-se ainda que no encontro nortenho participaram o antigo chefe de gabinete de Jardim, Luís Dantas, e Alexandra Dantas, bem como o Arq.º Fernando Machado (tio de Miguel Albuquerque), Rui Marote, antigo vereador de Albuquerque no Funchal, e Maurílio Caires, presidente do Canicense, entre muitas outras caras conhecidas, como, 'last but not least', José Prada, presidente do conselho de jurisdição do PPD-Madeira.






sexta-feira, 25 de julho de 2014

DELFINS


CUNHA E SILVA É CANDIDATO
E JÁ JANTA NO CANIÇAL





O vice-presidente do governo juntou-se esta tarde a Miguel Albuquerque no plano dos candidatos oficializados à liderança do PPD-Madeira. A esta hora (10 da noite), já está entre apoiantes do leste da ilha num jantar-convívio no restaurante 'O Jardim', Caniçal.
João Cunha e Silva embalou na estratégia delineada para criar onda mobilizadora rumo às eleições internas de 19 de Dezembro e pelo que se vê teremos 5 meses de muita dinâmica e determinação.
Como em todas as acções públicas, apoiantes conhecidos da política partidária e até governativa integraram a real 'arruada' que 'levou' esta tarde o pretendente à Rua dos Netos. São elementos ao lado de João Cunha e Silva desde a primeira hora: vestiram a camisola do movimento e mostram-se empenhados no trabalho de propagar a candidatura pela Região inteira.
Só eram precisas 100, mas o vice entregou no partido nada menos de 1000 assinaturas de filiados laranja que o apoiam como candidato a presidente da comissão política regional (CPR) dos social-democratas. Os nomes dos militantes escolhidos para candidatos à mesma CPR e ao secretariado serão entregues, à semelhança do procedimento de Albuquerque, até ao limite do prazo, 14 de Novembro.
Falando aos jornalistas esta tarde na Rua dos Netos, o candidato reiterou a sua ideia de que primeiro haverá disputa pela liderança entre os "companheiros candidatos" e só depois o toque a unir. Esclareceu também que está com o chefe do partido e do governo regional, enquanto vice do executivo e presidente do congresso, mas que, na corrida eleitoral, e até porque Jardim não concorre, tudo é diferente, a estratégia sai da sua cabeça e de mais ninguém.
Como dissemos, João Cunha e Silva janta neste momento com o núcleo duro do leste num restaurante do Caniçal. Um núcleo por sinal não muito restrito, já que estão à mesa cerca de 60 social-democratas.
Bom proveito a todos.












RUI ALVES TEVE ALTA



Já saiu do hospital o Eng.º Rui Alves, que esteve internado para tratamento de uma preocupante fractura do crânio sofrida há uns dias, devido a queda numa desordem à saída de uma discoteca.
O ex-presidente do Nacional, clube a que continua estreitamente ligado, encontra-se em casa para recuperação total, que desejamos seja rápida.


LARANJAL


DELFINS PELA MANHÃ...

Conforme documento junto, Manuel António Correia estava a jogar em casa.

Isto foi o quê, umas 9 e tal, talvez 9 e meia. Esta manhã. Vamos na maior das descontracções a desfrutar da placa central quando damos de caras com este pratinho de bifes: não um, mas dois delfins, à conversa com o povo. Um povo especial, mas povo.
Evidentemente que, para evitar confusões desagradáveis, tratámos logo de nos juntar ao grupo. 
Vamos talvez decepcionar o Leitor que gosta de saber tudo, mas, embora ninguém nos pedisse sigilo, achamos não dever reproduzir o que ali foi dito.
Só podemos informar que os delfins ausentes do grupo apanharam pela medida grande, salvo uma excepção. Mas atenção que não estamos a dizer que foram Manuel António e Sérgio Marques a malhar. Sabe-se como ambos costumam ser muito prudentes e de tento na língua. Mas também não defenderam ninguém. Rui Cunha, que não costuma ser muito assustado, foi outro a se fechar em copas. A Secretaria da Educação fica mesmo em frente... 
Sim, da nossa parte ajudámos a incendiar o ambiente. Assim como outros que se foram juntando ao comício, como o nosso companheiro Marinho da TVI, embora escapando às fotos.
Albuquerque e Cunha e Silva levaram porque... Cala-te, boca. Vamos mesmo ficar por aqui.
Uma informação: ambos os delfins desta manhã estão bem dispostos, riem à gargalhada e dizem que daqui até 19 de Dezembro muita água descerá pela ribeira abaixo. Piadinha para Cunha e Silva, claro.
PS - Por falar em Cunha e Silva, há um aspecto que não pudemos expor naquela tertúlia matinal de hoje, mas que não devemos esconder aos Leitores do 'Fénix'. É o seguinte: o emocionante 'Exclusivo' desta sexta-feira diz que as assinaturas de apoio à candidatura do vice foram rubricadas de forma "voluntária". Resposta à teoria posta a rodar segundo a qual tem havido coacção em cima de dependentes da Vice-Presidência e de duas Secretarias conhecidas. Ora, em boa verdade têm-nos mandado para cá dezenas de denúncias a referir pressões desse género. Mas que não passam de rumores, não nos dão factos concretos. Isto é verdadinha. Já outra coisa são assinaturas de apoiantes que o são forçados por jeitos recebidos ontem e anteontem. Gratidão. Disto temos a certeza, porque ouvimos dos próprios - com o contrapeso de que eles, mau grado assinarem a lista, nem sequer têm a certeza da opção a tomar na hora do voto. Temos essa certeza porque o ouvimos pela voz dos próprios, repetimos. Deixem-nos ficar por aqui.

A imagem não mostra, mas o povo que ia passando reparava no magote e cumprimentava os Delfins, de boa cara.


Cultura


CAFÔFO MANTÉM FEIRA DO LIVRO 


A tradição não morre e a organização será da própria Câmara

Havia ansiedade entre os livreiros que ontem animavam o pátio principal do Mercado dos Lavradores: há feira este ano ou não há?
Segundo nos comentaram, esse assunto continua um segredo que ninguém quer desvendar. 
Normalmente, a feira realiza-se anualmente em Abril-Maio. Já vamos em Julho e ninguém diz nada. Uma livreira já veterana entre os entusiastas do livro afirmava ter ouvido falar em Setembro.
E acertou. Em meados de Setembro, talvez a 20, a Feira do Livro estará de pé. Deram-nos essa garantia esta manhã. Paulo Cafôfo não deixará mutilar um acontecimento que é dos poucos num sector de capital importância para o meio cultural popular. Este ano com uma novidade: a organização será da responsabilidade da própria Câmara, ou seja, não será entregue a nenhuma entidade externa.
O local em princípio será o mesmo - Avenida Arriaga. Como se impõe. Ou ali ou noutro local central da capital, é o que pedimos.
Custava a crer que a Câmara deixasse morrer um certame que, não valendo muito do ponto de vista comercial, por razões mais do que conhecidas, serve para os livreiros mostrarem os seus menus e para o cidadão reanimar o gosto pelo livro e pela leitura. 
Na reunião municipal da passada semana, a vereadora social-democrata Vanda de Jesus perguntou à presidente em exercício Idalina Perestrelo, que conduzia os trabalhos na ausência justificada de Paulo Cafôfo, em que pé estava o caso da Feira do Livro. Idalina prometeu inteirar-se do assunto para que as dúvidas fossem desfeitas na reunião seguinte. Mas ontem, enquanto os vendedores de livros na feira mensal do Mercado passavam o dia na incerteza, os vereadores trataram de todos os temas excepto da Feira - ao que nos garantiu um deles. 
A incerteza cresceu.
Esta manhã, porém, soubemos de quem sabe: há Feira, sim senhor. Em Setembro.

A Feira do Livro é um acontecimento imprescindível. Mas, se puder ser em stands de madeira no lugar das tendas à marroquina...

quinta-feira, 24 de julho de 2014


O JARDIM (SECO) DO CAMPO DA BARCA

O quase bicentenário Jardim do Campo da Barca (abriu ao público em 1818) está com um aspecto lastimável.
Depois de mais de dois anos transformado em calhau de ribeira, em consequência do transbordo da Ribeira de João Gomes na manhã de 20 de fevereiro de 2010, reabriu a 27 de abril de 2012, numa pomposa cerimónia em que estiveram presentes o então Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Dr. Miguel Albuquerque, e o Vice-Presidente do Governo Regional, Dr. João Cunha e Silva.
Para além dum novo desenho e de novas plantas, o jardim foi equipado com uma rede de rega, abastecida por água duma nascente localizada a montante, na vertente oriental da Ribeira de João Gomes.
A nascente continua com água, mas há meses que o jardim apresenta evidentes sinais de secura. As plantas morrem à sede. Novas são plantadas e o destino repete-se.
Dói-me a alma com tanta negligência e, por isso, aqui estou a gritar na defesa de seres que definham sem poder manifestar o seu sofrimento e clamando pela melhoria da paisagem dum jardim, que atravesso todos os dias.

Jardim do Campo da Barca - 24.07.14







P.S. – Lutei, luto e lutarei para que o Funchal seja uma cidade jardim. Tal só será possível com plantas verdes e flores vivas. E que fique bem claro. Sou imune a recados, amuos e vingancinhas.

Texto e fotos: Raimundo Quintal