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sábado, 6 de julho de 2013

Política das Angústias




CARNAVAL DE VERÃO EM PORTUGAL



PAULO PORTAS REVOGÁVEL; CONSTITUÍDA COLIGAÇÃO DE DIREITA PARA 'EUROPEIAS' de 2014; ZÉ MANEL E 'MEIO CHEFE': DOIS LÍDERES, UM DESTINO



O chefe do PP disse que a sua saída era irrevogável. O que, em linguagem política, significa revogável, como se sabe.

Alguns pensaram bem: ele diz que sai porque vai ficar. E o partido do Caldas veio dar-lhes razão, repetindo que a coisa era irrevogável, ou seja, que saía para ficar.

Havia que fundamentar a ideia de sair sem sair. Daí o comunicado a falar de 'dissimulação', que como se sabe quer dizer disfarce, fingimento, impostura, hipocrisia, ou, mais popularmente, sonsice. Aqui, Portas respeitou os dicionários.

Foi então que saltaram a terreiro as cabeças pensantes cá da tabanca. Triunfalmente, o 'Já Disse' das Angústias aproveitou para mais uma vez mostrar que é um 'nabo' em política.


Declarações em todo o lado. O único filósofo político com a cabeça no  lugar era ele. O que é sinal de insegurança mental, como se aprende em Psicologia.


Vai daí, a luminária das Angústias senta-se na cátedra e expele comunicado com a lição para o Presidente da República: Caro Sr. Silva, toca a fazer um governo de iniciativa presidencial! 


Mas... que pensaria também o nosso MacGyver da situação criada? Inteligente como é, Guilherme Silva pronunciou-se com a ambiguidade suficiente para não dizer nada.  



Zé Manel Rodrigues, homólogo de 'Meio Chefe' Jardim enquanto representante cá na tabanca do calamitoso governo nacional, não se podia espalhar mais ao comprido do que se espalhou. Parece impossível, mas quanto mais lida com Portas menos conhece o maquiavélico patrão.


Então, foi ver Zé imitar Jardim, a mostrar capacidade de leitura política para tirar partido da crise, dizendo ingenuidades assim: que a demissão de Portas era um acto de coragem e de dignidade; que o CDS não podia aceitar a nomeação de Maria Luís Albuquerque para ministra das Finanças, por ser a Gaspar B; e que tanto o primeiro-ministro como o governo e a coligação haviam perdido as condições para continuar a governar o País. Mas, para quem não ouviu Zé e julga que inventamos, fica o link: http://www.tvi24.iol.pt/videos/video/13909116/1
Para nós, a surpresa viria de Cavaco. Aborrecido por não ter mão nos dois putos do governo, o do PPD e o do PP, deixou finalmente escapar que em 2014 não se sabe quem estará no poleiro... e foi remédio santo. 



Num instante, os dois rapazes deram sinais de que estavam a brincar aos governos e que não havia decisões irrevogáveis nem ministras das Finanças iguais a Gaspar. Da sua parte, Portas recebia prémio pela sua táctica do comprador que desdenha. 


E lá está o antigo director do 'Independente' com o governo de Portugal na mão. Mais do que isso, com Cavaco e o País na mão.


Sem querermos cair no papel que certos profissionais da política fizeram nestes dias, apostamos em que está perto do fim as carreiras políticas de Passos e de Portas. Sairão do governo recauchutado sob assobios e apupos. E Cavaco, no final do seu desmiolado segundo mandato, deixará Belém por aquela pequena porta da fachada norte do Palácio.
Por aqui na parvónia, Zé do PP tem trabalho acrescido. A caminho das autárquicas, em que ele mesmo é candidato à Câmara do Funchal, não se poderá demarcar do PPD como costumava fazer, já que populares e social-democratas são agora parceiros assumidos tendo em vista as 'europeias' de 2014. 
É tudo direita, tudo Madeira de antanho, ponto final. 
E é bom que não finjam brigar muito nestas autárquicas, porque às vezes é a brincar e começa a sério. Julgamos que, na hora certa, um e outro - Zé e Jardim - entrarão lado a lado na lista única PPD-PP para o Parlamento Europeu. 
Ambos precisarão muito em breve de prateleira dourada.  


Sábado na cidade-estaleiro

Crise


CHEFE DO ESTADO, A VERGONHA DE PORTUGAL



"Está na hora de o governo ir embora!", gritaram mais uma vez os trabalhadores madeirenses que acorreram à convocação da USAM para esta manhã de sábado. 
O protesto contra os governos nacional e regional fez-se, conforme combinado, diante do Palácio de São Lourenço, onde habita o representante da soberania.
"O Presidente da República é a vergonha dos portugueses", bradou um orador, nas barbas de Ireneu Barreto, se é que o representante estava lá dentro e não a conviver com as altas patentes do regime tribal instalado na Região há 40 cansados anos.
Ora, se o mais alto dignitário nacional é a vergonha dos portugueses - e não apenas na voz da USAM -, está tudo dito: o que não será daí para baixo, tanto na faixa ocidental espanhola com aqui no musseque insular!





sexta-feira, 5 de julho de 2013

Ambiente


Raimundo Quintal escreve sobre levadas
na revista da Universidade de Coimbra


Assim começa o importante artigo do Prof. Raimundo Quintal na última revista da Universidade de Coimbra 'Rua Larga'. Trata-se de uma dissertação a propósito de um tema muito querido da população madeirense e que deverá agradar aos leitores da selecta revista, editada em suporte de excelente qualidade.
A participação de Raimundo Quintal na publicação daquela Universidade é bem revelador do prestígio nacional e internacional do estudioso madeirense, que é investigador do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa.





Porto do Funchal

DIFERENDO


MIGUEL VS JAIME: 
EPÍLOGO ANTES DAS FÉRIAS POLÍTICAS













José Prada tem a 
granada nas mãos.



O Conselho de Jurisdição (CJ) do PPD está empenhado em resolver antes das férias políticas o diferendo que tem oposto Miguel de Sousa, deputado social-democrata e vice-presidente da Assembleia Legislativa, a Jaime Ramos, secretário-geral e líder parlamentar do partido.

Neste momento, encontra-se bem perto do fim a missão de relatora distribuída pelo presidente do CJ à vogal Carla Alves. O relatório está em vias de conclusão para em breve se submeter à esperada análise do Conselho, a quem também terá de chegar o parecer da relatora sobre a posição a tomar pelo órgão: arquivar o processo ou agir disciplinarmente. Mas será o órgão presidido por José Prada, em reunião convocada para o efeito, a impor a palavra final sobre quem tem razão no tão mediatizado caso.
O problema decorre das ofensas de Jaime Ramos ao seu companheiro de partido em plena reunião do grupo parlamentar, consubstanciadas nos epítetos "vadio, bufo e chulo".


O Conselho de Jurisdição quer tomar a sua decisão final antes das férias. Para já, confirma-se que muito poucos deputados compareceram a testemunhar. Situação idêntica à do processo metido em tribunal por Miguel de Sousa, sobre o mesmo assunto. Esse processo, sim, levará muito mais tempo até ser dado por encerrado.


FILANTROPIA POLÍTICA


O MODELO E O DISCÍPULO

'Meio Chefe' não apanhou muito bem foi a virtude que é marca de Mandela, a tolerância




Nelson Mandela encontra-se na fase final da sua vida. O mundo chora já o inevitável desenlace imposto pela Natureza.
Pois cá na Madeira logo saltou a terreiro chefe Jardim, na obsessão de se exibir com as suas 'reacções' a tudo o que acontece na Terra e em Marte.
No caso, e porque esteve duas vezes perto daquela que é uma das mais amadas personalidades da nossa era, sua excelência resolveu dizer que Nelson Mandela o marcou muito e lhe transmitiu muitos ensinamentos.
Ora, pelo menos no capítulo da tolerância, suprema virtude do homem que esteve meia vida num cárcere e chegou a Presidente da África do Sul sem usar o chicote da vingança, pelo menos em tolerância o rei da tabanca não aprendeu rigorosamente nada. 
Cabeça dura, a deste filantropo das Angústias.

Crise


Diocese deixa trabalhadores
sem o seu vencimento 

No que diz respeito ao Museu de Arte Sacra, a diocese faz como frei Tomás





O bispo das 4 Fontes, ou quem tem a responsabilidade delegada por ele, não pagou ainda aos trabalhadores do Museu de Arte Sacra.
Ou seja, D. António, depois de dizer ao povo que ande 'com os olhos abertos' a ver onde é que há gente necessitada em busca de auxílio, começa lá dentro da sacristia por negar, nem sequer qualquer esmola, mas o vencimento de quem trabalha.
Ora, cada cidadão tem as suas prestações para pagar e a família para alimentar... mesmo os do Museu de Arte Sacra. E note-se que, em tempos, aconteceu a mesma coisa, como relatámos aqui.
A classe eclesiástica da parvónia tem andado em retiro, orientado pelo bispo de Coimbra, D. Virgílio, mas... então nessas reflexões não pensam no próximo?
'Abram os olhos' também, em vez de mandarem os outros fazê-lo.
O nosso K9 está no encalço do assunto.


Autárquicas



PSD-SANTA CRUZ QUERIA RUBINA LEAL












Jorge Baptista surgiu para
acabar com as indecisões, 
mas o histórico da lista PPD
não o favorece por aí além




A comissão política de Santa Cruz queria ver Rubina Leal à cabeça da lista social-democrata que vai disputar a Câmara.
Jorge Baptista é n.º 1 da equipa do PPD apresentada publicamente esta quinta-feira, mas a sua escolha só apareceu, como se sabe, depois de peripécias várias envolvendo rejeições de convites da parte de figuras conhecidas no concelho.
Um nome que surgiu como da preferência do partido laranja, incluindo chefe Jardim, foi o de Martinho Gouveia, presidente da junta de freguesia do Santo da Serra. Mas o empresário esquivou-se ao desafio com veemência, não apenas pelas dificuldades que o PSD encontrará na batalha diante da fortíssima candidatura do JPP, encabeçada por Filipe Sousa, mas pela pouca disponibilidade que a sua actividade empresarial lhe deixa para o labor político.
O PPD lembrou-se de tornar a candidatar o antigo presidente da Câmara Savino Correia. Todavia, o actual deputado também fez tudo para fugir a tal empresa, porque se sente magoado face ao abandono a que as cúpulas do partido costumam votar, em horas delicadas, quem fez o trabalho pedido.
Segundo as informações recolhidas pelo nosso agente no concelho de Santa Cruz, andou pelas freguesias todas uma embaixada enviada por Jardim, de que fazia parte Martinho Gouveia, para tentar perceber quem gostariam as diversas comissões políticas de ver à frente da lista que disputará as eleições de 29 de Setembro.
Os elementos da embaixada desceram a Santa Cruz detentores dos nomes sugeridos localmente. Mas os dirigentes da sede concelhia também tinham favorito para candidatar. No caso, favorita. Na circunstância, indicaram Rubina Leal, residente no concelho.
Escusado será dizer que o nome da vereadora funchalense foi chumbado superiormente. Por quem? Adivinhe o Leitor. 
Rubina foi clara apoiante de Miguel Albuquerque nas eleições internas do partido, o que lhe valeu ser afastada da comissão política regional.
Estas aventuras foram recordadas há pouco numa conversa de social-democratas santacruzenses. Ora, o nosso K-Santa Cruz estava perto e, abelhudo como é...

A solução mais lógica, depois de tantas negas e chumbos, foi avançar com uma figura que não suscitasse contestação de maior. E assim apareceu o nome de Jorge Baptista, que vem da equipa anterior chefiada pelo presidente cessante José Alberto Gonçalves. 
Baptista divulgou ontem o manifesto ao munícipe, durante a tradicional apresentação oficial de candidatos. Surpreendentemente, deixou transparecer que não se vai colar à liderança do partido na tremenda batalha eleitoral que se intensificará dentro de momentos. Sem dúvida uma tomada de posição inteligente. Há caquécticas mais-valias que se tornaram brutalmente inconvenientes, essa é que é essa.

Ambiente


MATAGAL PERIGOSO NO CENTRO HISTÓRICO DO FUNCHAL 

- NOVO ALERTA


01 - Terreno entre o convento de Santa Clara e a escola Maria Eugénia Canavial - 04.07.13

A 7 de Agosto de 2012 escrevi uma  mensagem, que começava assim:

“No centro histórico do Funchal, bem juntinho do Convento de Santa Clara, do Museu Frederico de Freitas, do Museu de História Natural e do Infantário Maria Eugénia de Canavial há um matagal que terá de ser limpo urgentemente de forma a evitar um incêndio de consequências muito graves.”
Passados onze meses, mantém-se o risco de incêndio e a enorme vulnerabilidade duma escola frequentada por centenas de crianças. Acresce a imagem miserável dum espaço localizado no coração do núcleo histórico de São Pedro,  como se pode comprovar pela observação das fotografias.
Este é mais um exemplo de negligência dum proprietário, que não é um pobrezinho, e da incapacidade das instituições públicas para fazer cumprir a lei (decreto-lei nº 124/206 e decreto-lei nº 17/2009).
               
Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal

02 - Terreno entre o convento de Santa Clara e a escola Maria Eugénia Canavial - 04.07.13


03 - Terreno entre o convento de Santa Clara e a escola Maria Eugénia Canavial - 04.07.13


04 - Terreno entre o convento de Santa Clara e a escola Maria Eugénia Canavial - 04.07.13



Silly Season

quinta-feira, 4 de julho de 2013

PORTO SANTO


Última hora

POSTO FECHA PARA SEMPRE

Porto Santo - O principal posto de venda de combustível na pequena ilha fechou definitivamente. 
São mais 3 para o desemprego.
 O CAOS continua. Até quando, não sabemos.
 
Coitadinho do outro posto... ou mini-posto. Não dá para as encomendas mais pequenas.
 
Quanto ao futuro posto a construir pela Galp... Bem, aguardemos como S. Tomé: ver para crer.
- Do agente K-Porto Santo
 

Autárquicas na Ponta do Sol


Maria Ganança, mulher do dedal e da agulha, mas também de armas.

'FÉNIX' PENITENCIA-SE - Num escrito que aqui publicámos recentemente sobre a situação político-partidária na Ponta do Sol, citámos as candidaturas que na pré-campanha das autárquicas trabalham no terreno para desalojar a maioria laranja da Câmara. Porém, deixámos de parte a brava candidatura de uma mulher que, por sinal, muito admiramos pela coragem da sua luta, pelo desprezo que sempre votou a interesses pessoais e pela defesa do seu concelho, sempre presente na incansável actividade que desenvolve. Trata-se de Maria Ganança, candidata do Bloco de Esquerda, a quem pedimos desculpas pela involuntária injustiça, extensivas ao seu partido e aos Leitores em geral.
Com todo o gosto publicamos o justo e oportuno reparo de um Leitor ao nosso lapso. E, quanto à relevância de cada candidatura, esclarecemos que, para nós, à partida merecem-nos todas igual apreço. Passemos então ao reparo.


Maria Ganança, figura carismática da Ponta do Sol



"Caro Calisto: Faltou uma referência à candidata do BE. Porventura não tão relevante eleitoralmente mas, em minha opinião, muito mais relevante em termos políticos que os outros candidatos.
Maria Ganança, activista sindical e política e uma das mais importantes e carismáticas figuras do Concelho da Ponta do Sol e da Esquerda madeirense. Maria Ganança tem 66 anos, muitos eles de militância política e sindical, e participou nas principais lutas pela conquista de direitos das trabalhadoras domiciliárias, sobretudo bordadeiras, profissão que diz "ter muito orgulho" de também exercer.
Maria Ganança é uma das poucas pessoas vivas que participou na denominada Revolta das Águas, ou Luta das Águas, na Lombada da Ponta do Sol. Uma revolucionária, como gosta de se descrever, não hesitou em desafiar a ditadura e a PIDE quando, com apenas 16 anos, fez parte daquelas pessoas que lutaram para que a água de rega roubada aos agricultores da Lombada lhes fosse devolvida. Esteve também na Luta pelo pagamento justo da cana-de-açucar e fez parte do grupo de pessoas que "tomou conta do engenho do Hinton" tendo conseguido que a cana fosse paga a "5 tostões ao quilo".
Fez parte da Direcção do Sindicato dos Bordados, do Conselho Regional da União dos Sindicatos da Madeira e do seu departamento feminino. Fez parte de diversas parcerias internacionais tendo dado formação a bordadeiras na Madeira e em Cabo Verde. Esteve, em representação da sua estrutura sindical, na India na Turquia e noutros países aos quais ajudou a levar o nome do Bordado Madeira.
Maria Ganança é uma Mulher de muitas Lutas e que não vira a cara aos desafios. Candidata-se a um lugar na vereação da Câmara Municipal da Ponta do Sol por entender que o Povo deste Concelho não está representado dignamente nos órgãos de poder autárquico. O Bloco será a voz dos pontassolenses na Câmara e nos restantes órgãos de poder autárquico: "é a voz dos que, mesmo na adversidade e em tempos de dificuldade, não viram a cara à Luta!", diz Maria Ganança."

Crise



JARDIM CANCELA CONSELHO DE GOVERNO


Mais uma medida inteligente para não agravar ainda mais o 'estado de emergência'



Depois de ter avisado que o País deve ser considerado em 'estado de emergência', chefe das Angústias continua empenhado em ajudar a ultrapassar o delicadíssimo problema no que for preciso.
Primeiramente, marcou passagem para mais uma viagem pela Europa. Isso revela o mais elevado sentido de Estado, porque sua excelência percebe que a sua presença em território nacional só complica o que de si já é complexo e perigoso para 10 milhões.
O segundo gesto de boa vontade foi anular o conselho de governo que estava previsto para esta quinta-feira. 
Conforme o oficialíssimo ex-JM anunciara na página 2 do panfleto laranja de hoje, a reunião de executivos deveria começar às 3 da tarde, com divulgação das deliberações (esta das deliberações é piada para sorrir) às 4 e um quarto.

O nosso correspondente nas Angústias foi surpreendido, ele próprio, com a falta de fumo e risadas na sala dos plenários, quando voltou ao palácio presidencial depois do almoço. Estranhamente, o fundo sonoro era todo ele das araras. Inteirou-se das razões da situação e foi então que percebeu haver motivo de reportagem. Lançou-se à cata de pormenores, pois.

Por ter avisado que a situação nacional - e regional - se tornou ainda mais complexa, 'Meio Chefe' decidiu anular o conselho. Se o estado é de emergência, quanto menos zaragatear, melhor. 
...Até porque seria um conselho com pouca gente. João Cunha e Silva está em Lisboa, para tratar do dossier RTP-Madeira. O secretário Manel anda na Venezuela a 'conquistar emigrantes' (ex-JM dixit). Jaime Freitas estrebucha pela África do Sul como peixe fora de água. Conceição Estudante, há uns dias que ninguém lhe põe a vista em cima.
De modo que na Madeira se encontram apenas: 'Meio Chefe', atarefado a fazer as malas para mais uns dias a tentar seduzir a Europa em favor das ultraperiferias, périplo a começar já no sábado; Ventura Garcês que, sem ordem de Lisboa para tocar num só cêntimo dos poucos esmolados à Região, é como se não existisse; e Jardim Ramos, que depois de tantos anos a desgovernar hospitais e centros de saúde ainda não percebeu que papel lhe compete nesta comédia madeira-novense. 
A única perda que sai da anulação do conselho de governo é a das conclusões. Lá se vai o louvor a algum bombeiro e a autorização para mondar uma vereda.
O nosso correspondente pediu férias, como acontece na Draf sempre que o líder dos líderes embarca para longe.

CRISE



SESARAM FOI PEDIR DINHEIRO
A UM SECRETÁRIO FALIDO




















Jardim Ramos, responsável pela debilitada Saúde regional, esteve ontem no Parlamento a dizer que as dificuldades financeiras do sector são pontuais. Portanto, senhores doentes, desenrasquem-se como puderem ante a falta de papel higiénico nos hospitais, além de pensos, ligaduras e o diabo a quatro, porque as carências são pontuais, segundo o 'ponto' do secretário. Está tudo resolvido dentro de momentos.
Então, que foi fazer Miguel Ferreira, com o seu Sesaram a tiracolo, à Secretaria de Garcês, anteontem? Jogar uma 'milhada' com o seu amigo? O nosso K54 deparou-se com a brigada hospitalar a vaguear, cabisbaixa, pelos corredores da Junta Geral, a caminho do gabinete de Ventura Garcês. E, pelo que o agente soube depois, não se tratava de outra coisa: o Serviço de Saúde precisa urgentemente de resolver a questão dos dinheiros a ver se minimiza o estado de pobreza franciscana que grassa desde o ínfimo andar do hospital ao oitavo. 
Qual pontual, qual resolvido!
Miguel deve ter suplicado:
- Caro Ventura, meteram-nos aquela espécie de providência cautelar, já nem sei direito quanto devemos em milhões, bloquearam-nos a conta que nem nos deixam ver o saldo... Como é que vai ser esta m...?
Mas quê! Dinheiro é do que Ventura Garcês também anda à procura. Se com Vítor Gaspar foi o que foi, agora neste impasse governamental então é que em Lisboa ninguém se atreve a desbloquear um cêntimo cá para a parvónia.
É por isso que Miguel Ferreira, nosso prezado companheiro no velho Liceu, anda a correr ceca e meca, de Garcês para Jardim Ramos e de Jardim Ramos para Garcês, a ver se se aguenta no lugar onde o meteram. Mas não lhe auguramos futuro risonho. Se Ventura, que é quem tem a chave do cofre, anda 'teso como um carapau', agora sem ninguém em Lisboa a quem pedinchar, imagine-se o resto. 
  

TURISMO POLÍTICO



JARDIM 'DECLARA' ESTADO DE EMERGÊNCIA
E RASPA-SE PARA LONGE


Lá vai ele outra vez a caminho da Europa 5 estrelas 








A constatação alarmante foi divulgada ontem. Para 'Meio Chefe', "a gravíssima situação a que se chegou justifica o estado de emergência em Portugal". Disse-o em comunicado, ao mesmo tempo que ultimava papeladas e arrumava malas para se meter no avião e distanciar-se do clima regional e nacional de 'emergência'.
As novidades chegaram ao 'Fénix' numa operação de espionagem conjunta envolvendo especialmente o nosso correspondente nas Angústias e o endiabrado K7, que neste momento se encontra em Lisboa para trabalhar com K-Kapital nesta fase crítica do País, prenhe de acontecimentos surreais e a roçar as fronteiras da psiquiatria.
Numa palavra, os nossos agentes entregam-se nesta hora dramática ao trabalho de campo, em chão lusitano, ao contrário do rei da tabanca, que sábado de manhã parte desta atordoada ilhota para fazer fugaz escala em Lisboa e escapulir-se do inferno alfacinha rumo ao fascínio da Europa moderna. 
O nosso correspondente nas Angústias revela que naquele centro de dia já se nota o nervosismo habitual nas vésperas das viagens de sua excelência.

Como se sabe, o presidente do governo regional tem-se assumido como Zandinga pós-acontecimento, isto é, o sabão que sabe tudo depois de acontecer. Ele diz sempre que 'já disse' e dessa forma nunca falha o que diz, a não ser quando se refere a políticos mais maquiavélicos do que ele. Neste caso, 'Meio Chefe' falou alto fazendo crer que sempre disse que Paulo Portas havia de 'roer a corda' à coligação, esquecendo-se de que Portas podia fazer o PP voltar atrás, como voltou - deixando rei das Angústias de 'cara à banda'.
Mas ainda está a tempo de corrigir, tipo: "Eu sempre disse que Portas ia roer a corda, mas a comunicação social censurou o resto das minhas palavras." Para explicar: "Obedecendo a ordens da maçonaria, do Blandy e dos comunas, os jornalistas cortaram a parte em que eu dizia... mas eu também sempre disse que o Portas, depois de roer a corda, era menino para voltar atrás e segurar a coligação."

Presume-se que a esta enésima deslocação de 'Meio Chefe' ao estrangeiro corresponda nova baixa, por férias, nos quadros das Finanças do Funchal. 
Por outro lado, as chorudas ajudas de custo de Jardim, em notas de 500, 200 e 100, a esta hora já estão num envelope para serem aferrolhadas no 'escuro'.

É assim mesmo, 'Meio Chefe'! Divirta-se naqueles lados, ainda por cima recebendo sonoras maquias para se divertir, comer e beber do melhor e dormir no quentinho do Sheraton. Afinal, por mais escabrosa que esteja a situação nacional, por mais incompetentes que sejam os protagonistas desta tragicomédia lusitana, vossa excelência não faz parte do elenco nem do enredo. Apesar de falar alto 'a posteriori' e propalar montes de 'Já Disse', vossa excelência não conta para o totobola, como diz o povo. 


Cunha e Silva trata da saúde à RTP-M


Depois de aturadas diligências, K-Kapital e K7 confirmaram 'preto no branco' em Lisboa a presença de João Cunha e Silva, esta quinta-feira, na sede da RTP. Adiantamos que, da nossa parte, à mesma hora conseguíamos também saber no Funchal que o Vice do GR estaria ausente do Palácio da Junta Geral, Av. Zarco, por causa de uma viagem a Lisboa.
Confirma-se, pois, a reunião de que falámos ontem, de Cunha e Silva com Alberto da Ponte, a iniciar pelas 4 e meia. Na Marechal Gomes da Costa, será preparado o futuro da RTP-Madeira. 
No momento, o projecto que está em cima da mesa é a criação de uma nova empresa para tomar conta da TV insular, com responsabilidades financeiras a dividir pelo grupo RTP (51%) e pelo governo regional (49%).
Como costuma dizer o Coronel Morna, este governo regional só não está metido nos negócios das agências funerárias e de casamentos. 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

NATUREZA


Matando saudades da estrada do Seixal e da marina do Lugar de Baixo, aliás centro de lazer




http://www.youtube.com/embed/4T4vc1QqiPM?feature=player_embedded

FALTA DE COMBUSTÍVEL NO PORTO SANTO



A candidatura do PSD-Porto Santo à Câmara respondeu ao nosso repto de ontem sobre a falta de combustível (outra vez) na ilha:
'Onde andam os candidatos à Câmara do Porto Santo, que não lhes ouvimos um protesto contra esta situação prejudicial para a ilha onde querem mandar?" - perguntou o 'Fénix'. A resposta está aí.




NUNO BATISTA E SUA EQUIPA EXIGEM RESPOSTA 
E RESPEITO PELOS PORTO-SANTENSES




1 – Mais do que dizer, temos de demonstrar que estamos com os Porto-Santenses e queremos ser a solução dos seus problemas. 
2 – Lamentamos a situação pois a gasolina é um bem essencial.
3 – Com a equipa do PSD isto não se passava, pois teríamos assumido um papel de mediador entre as partes envolvidas. 
4 – Iremos enviar já cartas a exigir tomada de posição, à Câmara Municipal e Vice-presidência do Governo Regional a fim de que 
tomem todas as diligências que a legislação atribui para resolver de imediato esta situação. 
5 – Lembrar que a CMPS tem que ter um papel fundamental na resolução destas situações, tem de se evitar que os problemas 
aconteçam e não resolvê-los em cima do joelho, pois esta situação já se arrasta há algum tempo. 
6 – Queremos dizer aos Porto-Santenses que estamos e sempre estaremos na linha da frente na resolução das situações e na organização do seu dia-a-dia, assumindo um papel preventivo e 
não atuar após os problemas estarem no terreno. 
7 – Se não confiarem em nós, temos a certeza que esta imagem será a mesma que veremos no futuro. Pois já deu para perceber que é a equipa do PSD, que marca a agenda política do Porto Santo. Nós até à data apresentámos soluções concretas para os problemas, ao contrário de outros que só repetem o que 
dissemos ou fizemos há meses atrás. 
8 – A PRESIDENTE DE CÂMARA ATÉ PODE IGNORAR O PSD, MAS JAMAIS VAMOS PERMITIR QUE IGNORE OS PORTO-SANTENSES.

POLÍTICA DELIRANTE


REVIRAVOLTA

Jardim já reagiu ao golpe de rins em Lisboa

Parece que o PP afinal vai viabilizar o governo de coligação. A palhaçada continua em cena, com crescente agrado do público.
'Meio Chefe' Jardim já comentou: 'Eu sempre disse que Paulo Portas ia roer a corda à coligação, para depois voltar a dar apoio à coligação."
E a terminar: "Isto só com uma revisão constitucional, uma inauguração de um ribeiro  e uma viagem a Bruxelas."

TELEVISÃO


CUNHA E SILVA EM LISBOA
COM ALBERTO DA PONTE


















O vice-presidente do governo regional reúne-se amanhã em Lisboa com o presidente do conselho de administração da RTP. O encontro está previsto para as 16h30, na Marechal Gomes da Costa.
Este é um despacho enviado para a Madeira pelo nosso agente K-Kapital.
Não apurámos pormenores específicos sobre o teor das conversações, mas é mais do que provável que a ideia seja dar mais um passo no projecto de constituição de uma empresa para gerir a RTP-Madeira.
Conforme divulgado já, quanto à partilha de responsabilidades financeiras, o governo regional ficaria com 49% e o grupo RTP-RDP com 51%.
Jardim já disse que pode haver despedimentos tanto na RTP-M como na RDP-M... desde que esse 'trabalho sujo' seja imputado a Lisboa.
O nosso agente na capital sabe que o ambiente na Marechal Gomes da Costa favorece a entrega da RTP-M "o mais completa possível".
Tentaremos confirmar a veracidade ou não desta notícia do agente referido.

Autárquicas



AONDE QUERIA CHEGAR RUI MARQUES


Ficámos em dívida com os Leitores: o presidente da Câmara da Ponta do Sol atirou-se ao governo regional, ao discursar no Dia da Região, e apresentámos uma peça sobre o assunto sem explicar que pretendeu afinal desabafar o eng.º Rui Marques. Sobretudo porque desabafou na presença de Alberto João Jardim, que é o responsável pela entidade criticada.
Para reenquadrar o tema, lembremos que o autarca, em plena sessão comemorativa do Dia da Região, segunda-feira no Centro Cultural John dos Passos, falou de descoordenação no relacionamento, que é pouco, segundo percebemos, entre a administração regional e a administração local. Vagamente, Rui Marques referiu-se a obras de repavimentação em troços de vias concessionadas, em prejuízo das estradas regionais, com mais utilização, incluindo na vertente do turismo.
Teria o presidente falado por falar? Isso de estradas a precisar de tratamento há muitas. Qualquer autarca pode falar disso sem receio de ser desmentido.
Mas não se tratava de 'pegar por pegar'. Não era simplesmente usar a pimenta para captar atenções. Pelo contrário, Rui Marques retransmitia num discurso oficial aquilo que sabe ser um sério descontentamento na população. Pusemos os nossos agentes a trabalhar e conseguimos localizar um exemplo flagrante do que dissera o edil social-democrata. 
Sem consultar a autarquia - eis a tal descoordenação -, a concessionária, que afinal é governo, desatou a 'esgadanhar' o alcatrão da estrada Tabua-Lugar de Baixo, considerada em bom estado, metendo-lhe um novo tapete por cima. Isso quando, perto do cemitério de Santo Amaro, há um troço de caminho decisivo que tem mais buracos do que um queijo suíço. E a estrada que vai dos Canhas até ao Paul da Serra, de grande uso turístico, é um queijo suíço já atacado pelos ratos - é como um só buraco.
Além das estradas, Rui Marques também queria aludir, no seu discurso, ao polémico encerramento do caminho para o cais, problema só agora resolvido... e até ver. A falésia sobranceira continua perigosa. 
Acontece que Rui Marques descartou responsabilidades na matéria para a Direcção de Portos, que é do governo. Mas, além de o cais ser municipal, dos Portos disseram que ninguém da Ponta do Sol apresentou o problema no local certo. 
Assim: os Portos dizem que não foram ouvidos sobre o assunto; o autarca adianta, ao que nos garantem, que foi aquela Direcção a mandar fechar a zona.

De tudo isto se tira que Rui Marques arriscou a simpatia de que desfruta junto de Jardim, ao denunciar descoordenação, ou seja, incompetência, em órgãos de que o chefe é responsável. Para complicar mais, o presidente da Câmara teceu elogios no seu discurso a 3 personalidades, a saber: Paulo Fontes, antigo comissário político do PPD para a Ponta do Sol; o presidente da assembleia municipal; e o representante da República. Que tem isto de especial? Claro que tem: faltou ali, à testa dos elogios, o nome do Único Importante, o narciso 'Meio Chefe' do governo. Que tem isso de especial? - insistem alguns. Veremos, veremos.

Em nossa opinião, Rui Marques endureceu a sua posição na máquina regional porque a população que vota em Outubro deixou de ser tão dócil como já foi. Depois, é um cerco preocupante que a concorrência lhe está a montar: uma lista de independentes com ex-companheiros de partido; o PTP; o PS-M com Célia Pessegueiro, figura destacada entre os socialistas da Região, ex-líder da JS e natural do concelho, mais propriamente dos Canhas; e, para já, o CDS-PP, com tradição no município.

Para cá de se antecipar aos ataques da oposição que lhe disputará o lugar, Rui Marques não pode perder de vista os críticos internos. "Ele queixa-se da descoordenação do governo, mas a culpa de eles não lhe ligarem nenhuma é dele próprio", disse um desses adversários internos ao nosso agente. "Ele é colega deles no governo, portanto, se quer ser ouvido, não se deixe ser pau mandado deles, como tem sido."

Edifício na Recta dos Canhas


Não terá vida fácil, Rui Marques, até 29 de Setembro. Segundo o nosso agente K-Ar da Peste, há um certo burburinho nos Canhas por causa do edifício em construção na Recta, pela SociCorreia. 
Que se passa? Passa-se que não se passa. Isto é, que não se vê o necessário quadro com a licença da obra. Se a licença está lá, é há bem pouco tempo, ou então não se encontra muito à vista, como devia estar.
É que aquilo já está tudo 'galgado' e vem aí a última laje. Se é preciso, clarifique-se o processo, para evitar especulações que as campanhas eleitorais costumam potenciar ainda mais.

Delírios da Madeira Nova


O 'JÁ DISSE' DAS ANGÚSTIAS
TAMBÉM ACERTOU ESTA


Sua excelência o 'Já Disse', rei da tabanca, sempre disse, diz ele agora, que Paulo Portas haveria de 'roer a corda' à coligação. 
O 'Já Disse' das Angústias já disse tudo. É chover e ele chega-se à frente para dizer que já tinha dito que haveria de chover. É fazer sol e o 'Já Disse' lembra o que disse, isto é, que vinha tempo de sol a caminho.
Na meteorologia, manda o manda-chuva, o 'Já Disse'.
Mas na política, então, nem Zandinga se podia comparar ao 'Já Disse' da Madeira Nova. Porque o ingénuo do Zandinga, nosso saudoso Amigo Emanuel Gimes, tentava dizer o que ia acontecer, sim, mas dizia-o antes do acontecimento, e daí tanto acertar como falhar. Zandinga jogava era com esta: se dissesse que o Porto seria campeão e o Porto fosse mesmo campeão, ele recordava: "Eu bem disse!" Caso o Porto perdesse, ninguém se lembraria de Zandinga e das suas 'profecias' badaladas muito antes, no início da temporada.
Já o matreiro do 'Já Disse' das Angústias mete-se em todos os assuntos, para ser tido e achado em todas as matérias, porém com muitos cuidados. São duas as técnicas dele:
1 - Diz que vai acontecer tudo: que vai chover e que não vai chover; que o futebol madeirense é o melhor e que não é o melhor; que o governo de Lisboa vai cair e que não vai cair; no fim, ele repesca o que acertou e faz o brilharete aos ouvidos da parvónia.
2 - Ele aparece diante das câmaras assim que se dá o acontecimento, para se exibir, inventando, simplesmente: como os senhores sabem, eu sempre disse que vinha aí uma crise; como toda a gente sabe, eu sempre disse que o Portas...

Pena é o bruxo do 'Já Disse' não saber à quinta-feira que números sairão no euromilhões da sexta. Não queremos enriquecer na lotaria, era só para ele ganhar jackpots e jokers e tapar um pouco os buracos financeiros que ele já fez nesta esburacada Região.
O pior é que, azar da Madeira, o 'Já Disse' nem acerta no que ele próprio já disse. Caso acertasse no que já disse, há que tempos o 'Já Disse' tinha ido embora!