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terça-feira, 5 de agosto de 2014


PARQUE DE SANTA CATARINA 
- JARDIM OU DEPÓSITO DE LIXO?


Em Janeiro de 1994, a gestão da Câmara do Funchal instituiu um princípio, que passou, de imediato, a ser escrupulosamente cumprido: os espaços públicos têm de ficar limpos logo após os eventos.
Durante anos o Funchal foi uma cidade exemplar, no país e até para além das fronteiras nacionais.             
Os prémios referentes à limpeza urbana e aos jardins foram surgindo.
Hoje, logo pela manhã, fui ao Parque de Santa Catarina, com o objetivo de fotografar uma preciosidade botânica com mais de quatro décadas de vida e que este ano floriu pela primeira vez.
Deparei-me com um parque maltratado onde se destacam os despojos do festival, que terminou no sábado 26 de julho.
Senti a obrigação cívica de os fotografar e expressar a minha indignação pelo estado em que se encontra o maior jardim público do Funchal.

Parque de Santa Catarina – 05.08.2014










Texto e fotos
Raimundo Quintal

Madeira Nova


Porto da Cruz, atenção!

K-Errante andou a errar por aí há um par de dias e acertou no registo de uns postais nada abonatórios para os encantos do nosso Porto da Cruz. Vamos lá, quem manda por esse visual na ordem?








segunda-feira, 4 de agosto de 2014


JARDIM DO CAMPO DA BARCA:
PLANTAS MORREM À SEDE

No dia 24 de Julho escrevi, na minha página no Facebook, a nota intitulada “Jardim (seco) do Campo da Barca", alertando para o facto de haver plantas a definhar por falta de água.
Passados 10 dias nada se alterou naquele jardim da zona leste do Funchal. As plantas continuam a morrer de sede, como se pode comprovar pelas fotografias captadas ao início desta tarde.






Jardim do Campo da Barca - 04.08.2014

Texto e Fotos
Raimundo Quintal

Delfins


Perguntas para Miguel de Sousa

Na peça abaixo, Miguel de Sousa deixava umas perguntas.
Nesta, compete ao Delfim do Laranjal responder. As perguntas foram-nos enviadas a propósito do diferendo entre o próprio Miguel de Sousa e Cunha Vaz, ideólogo da propaganda da candidatura do vice Cunha e Silva.
Vamos a isso:


"Como pode ser constatado o Sr. Cunha Vaz responde ao Sr. Miguel de Sousa na página de candidatura deste último.


O Sr. Sousa levanta muitas questões para causar ruído e alarido mas não responde ao que o Sr. Vaz pergunta:

1 - Grande cobertura no Diario de Notícias da Madeira e na página ao lado uma página cheia com publicidade paga pela Coral;

2 - Mais importante e que é merecedor de resposta: a solução para a Madeira, que é o CINM, tem uma concessão de 75% a um privado - Quem será? - e a RAM ficou apenas com 25%. Qual o interesse do Sr. Sousa no CINM?

3 - Para quem é que o Sr. Sousa trabalha e recebe ordenado?

4 - A resposta da questão número dois será que não tem nada que ver com a entidade privada do Pestana. Mas pode ser assim no papel mas e dinheirinho por fora?

5 - Atenção que este negócio do CINM, tal como está, é do mais RUINOSO para a RAM.

6 - Já que estamos em Agosto e com um espírito leve e de praia, o Ilustre Calisto já reparou que o Sr. Miguel de Sousa coloca publicações pagas no Facebook para chegar desta forma a mais pessoas, e a única coisa que consegue 'atrair' são comentários negativos a seu respeito? E o melhor é que o Sr. Miguel de Sousa responde a alguns desses comentários com um nível!

Continuação de bom trabalho e bom Verão!"

Madeira Nova




O melhor destino insular da Europa


De Miguel de Sousa, candidato à liderança do PPD-M, chegam-nos duas perguntas relacionadas com a atribuição à Madeira da qualidade de melhor destino insular europeu:

1. Isto quer dizer que quando acabarem as obras e vier quem arranje dinheiro para manutenção, nunca mais outro destino ganha o prémio?

2. Se é o melhor destino da Europa, por que é o que menos cobra por uma noite?

As respostas ficam para quem de direito.

Madeira Nova


PARABÉNS, SRA SECRETÁRIA 
DAS VIAGENS TURÍSTICAS


E pensar que o título novamente atribuído à Região ainda poderia ser melhor! 





Conceição Estudante em palestra nos USA, sem os assessores de viagem, mas a dar conta do recado. (Foto JM)


Começamos por desejar as boas-vindas à sra secretária do Turismo, depois de mais uma importante missão àquele arraial do Santíssimo em New Bedford. Esperamos que se tenha divertido com a sua afectuosa comitiva privada e que não tenha faltado a água quente e o bom prato no hotel de 5 estrelas da estada oficial/particular em terras do tio. Claro que seremos nós a levar com a medonha 'dolorosa' quando cá chegar a cobrança do cartão dourado, mas já estamos habituados. Nesta fase do campeonato, já nem damos por isso. 
Que melhor regresso do que este! Receber um título europeu e receber também o carinho da sua terra - num terno matar de saudades da governanta. 




Para não perderem um instante do programa de boas-vindas, até o Golden fechou as portas e os taxistas encostam os carros amanhã, terça-feira, entre as 10 da manhã e as duas da tarde. Apareça na Secretaria um bocado, que os 450 profissionais do volante com carro de praça no Funchal hão-de passar por lá a saudá-la. Agradecerão, sabemo-lo nós, a taxa que eles pagam para entrar na Pontinha em dia de S. Vapor, quando são obrigados a ficar à distância vendo tuk-tukes, camionetas sightseeing, táxis paralelos e agora side-cars chegarem-se à escada do portaló para recolher a freguesia dos turistas 'bifes' e equiparados.








Isto agora desconhecemos ao certo, mas parece que eles também esperam agradecer-lhe as instalações, já em obras junto do Parlamento, destinadas aos comboios do tal empresário típico do desenvolvimentismo jardineirista que levarão càmones e quejandos ao Caniço, Câmara de Lobos e parece que ao Monte.

Que bom reconhecerem lá fora as potencialidades do nosso turismo! Com justiça, de resto, já que não há pormenores descurados. Logo depois do desembarque dos navios, o visitante depara-se com uma panóplia de artigos típicos, para não dizermos indevidamente endémicos, da ilha que vêm visitar. As nossas autoridade não dormem.






Motivos para registar nas suas digitais não faltam naquela baixa. Tudo muito castiço, cada tiro cada melro em matéria de ângulos que dão postais de sonho para mostrar lá fora. É aproveitar, porque as obras só levam neste momento 4 anos e meio, porém, mais ano menos ano, podem chegar ao fim, se o mar e as ribeiras deixarem. E lá se vai o cartaz.





















Só para concluir, sra Secretária, parabéns por vossa excelência ter nascido numa terra destas, que, apesar de estraçalhada pela cambada de pseudo-governantes que tomaram conta disto, ainda recebe galardões como o de melhor destino insular. Muito bonita é a ilha, bolas! Mas isso quer dizer que se tivéssemos um governo, um governo mesmo daqueles que governam, A MADEIRA SERIA O MELHOR DESTINO DO MUNDO. Como já fomos. Como já fomos antes de esta carga de loucos receber carta branca do povo superior para rebentar com o que estava bem feito. 

domingo, 3 de agosto de 2014

TRADIÇÃO




MANUEL ANTÓNIO COM O POVO
NA MÍTICA FESTA DA ESPERANÇA

Brigada oficial e participantes no torneio de futebol prontos para a 3.ª parte do jogo.

Barraquinhas não faltavam...

...Nem animação de todas as qualidades.


O secretário do Ambiente passou algumas horas deste domingo no ambiente festivo proporcionado pela tradicional Festa de Nossa Senhora da Alegria, em São Roque. 
População da freguesia em festa e muitos visitantes concentram-se anualmente no idílico Montado da Esperança, uma das áreas florestais nas zonas altas que, conforme Manuel António Correia explicava em conversa informal, foram recuperadas para usufruto do povo, uma vez resgatadas a proprietários privados que durante alguns anos mantiveram acessos proibidos naquela serrania.
O secretário regional e candidato à liderança do PPD-Madeira, acompanhado por Bruno Pereira e Pedro Gomes, presidente da junta de freguesia organizadora da Festa deste fim-de-semana, conversou demoradamente com os populares que enchiam o largo recinto da Esperança - com um palco onde foi celebrada missa campal e onde, ao longo do sábado e do domingo, artistas pequenos e grandes mostraram as suas qualidades musicais.
Antes de subirem à serra, os visitantes oficiais compareceram no rinque de São Roque, onde se realizava renhido torneio entre 4 equipas formadas por rapazes aí de uns 30 ou 60 anos: São Roque, Santo António, Câmara de Lobos e Maravilhas. Quanto ao destino da taça, não custa adivinhar.


No ambiente descomprimido à volta do torneio de futebol de 5, Manuel António Correia, que tinha nas cabinas equipamento reservado para o caso de querer alinhar, obviamente de verde-encarnado porque foi atleta do Marítimo - Manuel António foi aconselhado, conselho de amigo, a ficar quieto no banco, por uma razão muito simples: na edição do torneio do ano passado, portanto por esta altura, Bruno Pereira foi guarda-redes dos Maravilhas. Antes das eleições autárquicas.

José António conduz o derradeiro ataque do São Roque que daria o empate a 2-2 com os campeões Maravilhas, quando o período de descontos passava dos 20 minutos.
Jogo equilibrado entre Câmara de Lobos e Santo António. Aníbal, de posse do esférico, lesionou-se num lance contra o árbitro (não é humor) e só voltou a jogar na terceira parte, em pleno Montado da Esperança.
As quatro equipas, muito bem acompanhadas.

Hilário Gomes, em mais um dia de pontaria afinada, recebeu das mãos de Manuel António Correia o troféu correspondente ao 1.º lugar dos Maravilhas, verde-encarnados. O eng.º Rui Nunes não parece muito convencido com a sorte da taça, ao contrário do resto dos dignitários presentes.


DELFINS


MIGUEL DE SOUSA RESPONDE AOS 'CUNHAS'




A candidatura 'Pela Madeira' acaba de nos enviar o texto de uma resposta dirigida tanto a Cunha e Silva como a Cunha Vaz, depois do artigo ontem no DN em que o consultor em comunicação atacava Miguel de Sousa.
Oreferido jornal, com base em numa informação que "há uns dias começou a circular", deu a palavra a Cunha Vaz para explicar denúncias de que a assessoria que ele, Cunha Vaz, executa junto da candidatura de Cunha e Silva seria paga pela EEM, que depende da vice-presidência. Na circunstância, o especialista em campanhas argumentos que o problema de Miguel de Sousa era depeito pelo facto de ter recebido uma nega quando quis que Cunha Vaz trabalhasse para a sua candidatura. "Miguel de Sousa está a confundir-me com ele mesmo", atacou Vaz nas páginas do DN.
A resposta enviada ao DN Miguel fê-la também chegar ao 'Fénix', a qual reproduzimos abaixo.


Resposta de Miguel de Sousa 

" Cunha Vaz não é polémico mas mentiroso. Mente descaradamente com interesse próprio ditado pelo seu envolvimento na campanha eleitoral do PSD. Trabalha para a candidatura de Cunha e Silva,que tutela a Empresa de Electricidade. Juntam-se os Cunhas.
Estranho o Diário não me ter dado oportunidade de dar resposta em tempo. 
Não denunciei nada de anormal entre a Empresa de Electricidade e Cunha Vaz. No entanto, agora, depois desta intervenção do Cunha da comunicação, que ficámos a saber trabalha para o Cunha da política, ficam dúvidas e suspeitas que devem ser esclarecidas. O presidente da EEM fala em renovação do contrato em 2014 enquanto Cunha Vaz diz o ter suspenso desde Abril. Estranha contradição ? Renovam um contrato para o suspender ! Pergunta-se ainda :
A) Foi o primeiro contrato sujeito a concurso público ?
B) E a renovação ?
C) Será a renovação por iguais termos correcta, quando se sabe que entre 2008 e 2014 todos os preços de contratos foram reduzidos de preço ?
D) Não era assim de esperar um corte na renovação do contrato em 2014 ?
E) Será por isso que se dá ao luxo de não realizar o trabalho e a cobrança durante oito meses ?
F) A EEM já não precisa do trabalho de Cunha Vaz ?
G) Vai contratar outra empresa para substituir o 'grande' guru da comunicação ?
H) Renovou contrato sem precisar dos serviços ?
 I)  Agora vai haver concurso ?
J) E porque Cunha Vaz oferece os seus serviços de modo gratuito ?
L) Não é um evidente exemplo de promiscuidade entre o político e o empresário ?
M) Não seria tudo mais claro se realizado dentro de parâmetros normais ?
Sobre a polémica, em meu entender mentira, devo dizer que me sugeriram essa consultoria, marcaram almoço e o Dr. Alberto da Ponte sabe que sempre lhe disse que não desejava nem ia aceitar. Tanto que não apareci a qualquer almoço. Nem sei se o almoço se realizou entre os dois. Aliás, com o Dr. Alberto da Ponte existe recíproca amizade, sem interesse, enquanto entre ele e o Dr. Cunha Vaz é a habitual amizade de negócios. Sabe-se como é.
Não aceito a acusação de empresários de comunicação especialistas em publicar notícias tendenciosas que lhe dão jeito. É o seu trabalho. Provocar a confusão tentando favorecer o seu cliente, neste caso Cunha e Silva.
Felizmente o Dr Cunha e Silva não tem hipóteses de ganhar as eleições. Para vermos depois como seria a relação dos dois !
Quanto a sondagens, com a 'ajuda' de tão fantástico comunicador e com tanta pressão sobre os militantes, funcionários e simples transeuntes, admira-me o resultado de Cunha e Silva ? Não era para esperar mais ? Lembra-se que Mário Soares começou com quatro por cento e chegou a Presidente ? Terá sido ideia de Cunha Vaz aquele aperto na Marinha Grande que provocou a arrancada vitoriosa de Soares ?
Eu respondo a tudo o que se justificar. Não sou como outros candidatos que mandam empresas responder. Por cansaço do trabalho até ás 18 horas. Ou preguiça à noite. Ou porque simplesmente não sabem responder. A rainha de Inglaterra faz igual. Só que não é eleita." 
Miguel de Sousa

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

CRISE


MARÍTIMO ADIANTA DINHEIRO 
À ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL
PARA SALÁRIOS E SEGUROS

















O clube do Almirante Reis, num invulgar gesto solidário, consegue aliviar para já uma situação que ameaça levar ao colapso do futebol na Região 

Em época de crise generalizada, o incrível acontece no futebol regional: em lugar de ser o organismo supervisor da modalidade - Associação de Futebol da Madeira - a socorrer os clubes filiados, que vivem uma fase particularmente dramática do ponto de vista financeiro, é um clube insular, de forte implantação nacional, a ter de evitar o colapso da referida AFM. 
É um facto: o Marítimo acedeu ao adiantamento de 15 mil euros para que a Associação possa pagar os salários aos seus funcionários e acorrer às suas obrigações em matéria de seguros.
Numa palavra, o Leão verde-rubro acaba de aliviar o órgão associativo de um sufoco financeiro sem remédio à vista, evitando com a relevante atitude mais uma passada para o colapso do próprio futebol na Região.
O problema financeiro da AFM foi agravado quando a Tecnovia levou aquele órgão dirigente a tribunal à conta dos compromissos por satisfazer relacionados com a construção do complexo desportivo da Associação, em Gaula.
A autoridade deliberou então que os apoios públicos destinados à AFM sofressem um efeito no trajecto, desviando-os para os cofres do credor.
Isso mesmo quando se sabe que... dinheiro do governo para a Associação, há ano e meio que, ou se perde pelo caminho, quem sabe, ou não chega a sair de uma gaveta de Ventura Garcês por sua vez lisa. 
Berbicacho intrincadíssimo para o presidente Rui Marote, que para levar as últimas temporadas até ao fim se viu na obrigação de recorrer a entidades amigas mas, ainda assim, agravando as dívidas do órgão máximo do futebol madeirense.
Naquela Associação, não há dinheiro para satisfazer compromissos. Não há um cêntimo para nada.
Ao nível do seguro dos atletas, as coisas complicam-se seriamente, porque segurar os jogadores é obrigatório para que se realizem as jornadas, mas também é obrigatório a seguradora receber o que lhe é devido - e, quando não há pagamento, há penalizações. Para começar.
É neste enquadramento de uma AFM sem dinheiro para seguros nem para pagar os próprios salários dos colaboradores que o Marítimo se chega à frente com uma solução visando almofadar o primeiro embate. O que significa evitar males maiores para a nossa juventude que, felizmente, não passa sem dar o seu chuto na bola.
O gesto dos responsáveis maritimistas é tanto mais digno de realce quando é certo que também a grande nau do Almirante Reis não navega num mar de calmaria, pelo contrário, são conhecidos os aturados esforços centrados precisamente num rigor financeiro sem o qual estaria em perigo a estabilidade do clube.
A AFM põe a cabeça fora de água para uma lufada de oxigénio, mas... ou há uma solução de fundo para o problema actual ou, passe o humor, nem com braçadeiras o organismo liderado por Rui Marote escapa ao afogamento.