Powered By Blogger

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Ao Sr. Humberto Vasconcelos


(Foto JM)


Duas perguntinhas

1. Será que voltámos ao tempo da discriminação aparelhística em que os membros considerados de outras facções eram emprateleirados a uma secretária vazia na frieza de 4 paredes? Se não é assim na Secretaria da Agricultura, o que fazem aqueles 5 veterinários, antigos directores de serviços, congelados nas instalações ao pé do Baião, que eram ou são da Pecuária, sem que lhes seja distribuído uma tarefa por menor que seja? Quando se nomeia gente da confiança do secretário, os que saem devem forçosamente ser recambiados para a Sibéria?

2. Terá ponta por onde se pegue a história a correr por aí que o atraso dos pagamentos aos agricultores, que deviam ter sido efectuados em Novembro, se deve, não à falta do dinheiro enviado à Madeira para o efeito, mas por falta de carros que levem os funcionários aos locais onde fazer a distribuição? O Parque Auto do GR continua sem peças e sem combustível, como no tempo da velha senhora? Se é verdade, situação caricata, avisem aqui para o Fénix, que disponibilizamos automaticamente a nossa carripana para que façam os pagamentos a quem precisa. 

Caro Amigo Humberto, governar não é apenas andar por São Vicente a 'morfar' sem dó nem piedade quando cheira a macarronada - como dizem os nossos comentadores.

PARQUES E JARDINS DE SÃO MIGUEL
Visita de Estudo
21 a 29 de Maio de 2016

Jardim Botânico José do Canto – Ponta Delgada




Integrada nas comemorações do seu 20º aniversário, a Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal vai realizar, de 21 a 29 de Maio de 2016, uma visita de estudo na Ilha de São Miguel focada na descoberta e conhecimento da flora dos seus parques e jardins.
  O programa da visita, aberta a sócios e não sócios, pode ser consultado no anexo desta mensagem.

Crueldade político-bancária



ALGUÉM QUER UMA PRESIDÊNCIA BICÉFALA?



É isso, as redes sociais quando querem são màzinhas... e incisivas

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016


PRIMEIRA ACTIVIDADE DE PLANTAÇÃO EM 2016
Sábado, 9 de Janeiro
Continuando a época de plantação  Outono / Inverno, a Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, realiza mais uma actividade de plantação de espécies indígenas no Pico do Areeiro e no Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha.
Se deseja participar nesta actividade pode inscrever-se por e-mail —
amigosdoparque@gmail.com — ou através do formulário de inscrição no blogue da associação — http://goo.gl/wGk4rJ — até às 18:00 desta 6ª feira.
Também o poderá fazer pelo telefone 
291 783 999, quarta e sexta-feira, entre as 16:00 e as 18:00.

Campanha eleitoral




Opinião


A NOSSA BANDEIRA - E O QUE LHE SIGNIFICAM LUZES, BANIF E SAVOY

“Um povo que não mantém vivas
as suas preocupações, um povo
que vive na inércia de uma
aceitação passiva, é um povo
morto.”
(Papa Francisco, no Paraguai)



“Festas são festas”, diz o Povo. Razão porque estive silencioso nesta Quadra, até hoje, Dia de Reis.
Comecemos por traduzir as “iluminações”. Obviamente que como expressão estética que são, cada um é livre de achá-las “bonitas”, “feias” ou lhes ser indiferente.
Apesar das idiotices de certas filosofias, felizmente não há dois seres humanos iguais a papel químico, logo felizmente não há quaisquer sensibilidades rigorosamente idênticas.
Portanto, falar de algo estético - e as “iluminações” também são Arte - é sempre e apenas subjectivo. Mera opinião fruto de sensibilidade individual e sem pretensões ridículas de objectividade sentenciante.
Mas não sejamos ingénuos. Não é por acaso que as “iluminações” neste fim de ano tanto podiam ser para o Carnaval, como para o Ramadão, como para o aniversário do glorioso Clube Sport Marítimo, ou até para celebrar qualquer propaganda do “senhor governo”, coisa que o actual faz melhor do que os meus.
Só que se roubou temática às “iluminações”. Pareceram propósito de, no melhor estilo maçónico, apagar qualquer referência religiosa da Tradição cultural natalícia do Povo Madeirense.
Foram autêntica contra-cultura, “politicamente correctas” como o exigem as modas laicas e queques.
Uma das mágoas que me ficaram da longa governação - felizmente muito poucas - foi a tristeza das “iluminações” no último fim de ano dos meus mandatos, após decénios sempre bem sucedidos.
Levou o Governo Regional a um repudio público feroz, mas que , por estar de saída, não foi suficiente para impedir o que não se devia ter repetido.
Mesmo assim, este ano estava melhor do que o ano passado. Linda a Praça do Município, bem conseguidas as encostas que envolvem a baixa do Funchal, bonita a parte norte da Avenida do Mar.
Mas medonhos aqueles aranhiços nas ribeiras.
Medonho aquele vermelhão sobre o caís, talvez ensaio para um congresso do PCP, ou para o aniversário do Benfica, ou apenas para expressar o “consenso” agora em moda, que faz o adversário se rir de nós e os “velhos interesses”, de novo, dominarem a Madeira.
Como medonha era aquela uniformidade empastada de uma só côr nalguns locais, ainda por cima recorrendo a tons cromáticos que pareciam as “montras” das “meninas” de Amesterdão!
A mesma atracção pela falta de luz viva, na parte sul da Avenida do Mar, a leste do cais, possivelmente sugestão para os criadores de roupa íntima “sexy”.
Não sei se esta liberdade de expressão também é proibida pela “esquerdoide” Assembleia da República que, numa aproximação ao fundamentalismo islâmico, interditou legalmente os pirôpos civilizados - os ofensivos já estavam criminalizados, não era preciso nova lei.
Também errada a redução das áreas iluminadas, deprimentes o Aljube e a Fernão de Ornelas, tal qual o País triste e massificado que até acha piada no Ricardo Araújo Pereira!…
Neste tempos em que a burguesia, inculta e enganada, se sente “poder”, a snobeira acha “ourrríííível” a mistura de cores vivas em cada árvore, TRADIÇÃO POPULAR.
Mas são gostos. E, para enganar o Zé Pagode, lá se pagará mais uma vez a uma entidade estrangeira qualquer para dar um “prémio”.
Agora, três outras questões são já objectivas. Permitem a Liberdade de formar um posição política que nada tem a ver com a subjectividade da apreciação estética das “iluminações”, pese embora a censura em vigor.
Primeira questão, o SANEAMENTO luminoso da Bandeira da Região Autónoma, A NOSSA BANDEIRA.
Segunda, a estocada na Autonomia que é o desaparecimento do BANIF.
Terceira, o ruído “curioso” à volta do SAVOY, com ar pouco inocente.
Ora sabe-se que o “jardinismo” é considerado o “inimigo comum” de toda a mediocridade partidária cá da “paróquia”. Partidos que servem de camuflado aos verdadeiros novos-velhos poderes domésticos. Partidos alinhados “bem comportadinhos” na actual e iletrada “união nacional” deste sítio, tontamente julgando-se protegidos pelo “pensamento único” que caracteriza a comunicação social madeirense de feitura tradicional, já com menos audiência do que a da NET.
“Jardinismo”, inimigo comum. Da minha parte agradeço e divirto-me. E inimigo comum porque ao contrário dos partidos tradicionais, incolores, inodoros e insípidos, o “jardinismo” tem Ideologia e Objectivos Concretos no tempo, não assenta em conluios de “interesses” cobertos pelo secretismo.
Mas, se o “jardinismo” fazia assim, há que fazer assado.
Se o “jardinismo” comia de garfo e faca, há que comer com as mãos.
Se o “jardinismo” andava depressa, há que ir devagar.
Se o “jardinismo” era lutador e afirmativo, a propaganda oficiosa agora diz que de “falta de educação” se tratava.
No “jardinismo” havia contraditório duro na comunicação social madeirense, liberdade até ao extremo. E agora?…
And so on…
Vejam este novo paradigma da Madeira! (É fino dizer “paradigma”)…
O “jardinismo” exigia a NOSSA BANDEIRA nas “iluminações” de fim do ano. Porque, após tantos séculos de colonialismo e de extorsão, é sempre pouco o que se faça para nos afirmarmos e à nossa Identidade madeirense.
Mas era “jardinismo”!…
Logo, os novos e afectados serviçais, bem pagos seja nas “decorações” ou nos “estudos” inócuos, tinham de “apagar” a NOSSA BANDEIRA. De “apagar” um Símbolo da nossas liberdades conquistadas há poucas décadas e, com aquelas fezes de lâmpadas mortiças, beijar o traseiro da “tripla aliança” que domina o território - o poder colonial, a retornada “Madeira Velha” e a “esquerda caviar” doméstica.
“Tiveram a oportunidade de escolher a desonra e a guerra. Escolheram a desonra. Terão a guerra”, como disse Churchill ante cedências inglesas a Hitler, nos acordos de Munique.
Escuridão.
Tal como no BANIF, utilizado agora para continuar o desarme autonomista da Madeira, igual à Europa varrida pelo centralismo capitalista.
Vejam se eu tinha razão, ou não. Não sofram da habitual desconfiança mortal que, na História, nos impede de ousar ver a realidade das coisas e de assumir a RESISTÊNCIA!
A imensidão de créditos mal-parados, coincide, ou não, com enriquecimentos inexplicáveis?
Porque é que se gastou tanto dinheiro em campanhas hostis na comunicação social, pagando mercenários da escrita e da palavra, pagando livros e políticos, contra os Autonomistas?
Porquê a impunidade dos que em Lisboa tentaram destruir o Centro Internacional de Negócios da Madeira, quando a República sabe que as potências mais fortes procuram atrair fluxos de capitais através de vários instrumentos, entre estes o controlo de pelo menos um “paraíso fiscal”, que a Madeira nem o é?…
Porquê um combate drástico, mesmo anterior às eleições regionais de 2011, aos que, na Madeira, nos opomos ao neoliberalismo que, através da “dívida”, mantém sob controlo quem trabalha e quem pensa?
Desde a extrema-direita à extrema-esquerda, porquê, na Assembleia da República, todos unânimes contra a proposta autonomista e regeneradora do regime político português, vinda do Parlamento da Madeira, porquê a CENSURA que não permitiu os Portugueses conhecê-la?
Porquê o investimento na neutralização da FAMA e do PSD/Madeira por dentro, e a passada gestão da instrumental Fundação Social Democrata?
Por acaso, sabem quem é quem, politicamente, no Banco que tem posição privilegiada na Empresa por sua vez com posição privilegiada na TV que precipitou o acontecido?
Não sabem que, com a “extinção” do BANIF, a Madeira perde o maior contribuinte líquido do seu Orçamento?
Será que as Empresas e outras Instituições no arquipélago, já perceberam que podem deixar de contar com as facilidades de disposição imediata e a curto prazo de liquidez, quando estiverem com problemas?
O Leitor percebe que, a vigorarem novos critérios de execução de dividas, já a partir de meados do ano o património dos Madeirenses poderá valer muito menos dado o excesso de oferta no mercado, a par de eventual descida na remuneração dos depósitos?
Já viram o efeito devastador na CONFIANÇA dos que ainda investiam ou depositavam na Madeira, após os antecedentes com outros Bancos e “promoções” erradamente confundidas com o poder político?
Vêem o efeito catastrófico na CONFIANÇA, que decorre das declarações da última Administração do Banco “extinto”, a pedir investigação judicial à decisão tomada pelo Governo da República, apesar da opção positiva Deste, de salvar os depósitos?
Politicamente, como consentir nisto tudo?!…
Afinal…
Tenho, ou não, razão, quando defendo uma Autonomia muito mais ampla que, por exemplo como nas Ilhas do Canal, inclua uma soberania financeira?
Tenho, ou não, razão de criticar a debilidade estratégica do Estado português ante os poderosos, quando é obrigatório perceber que o mundo vive uma GUERRA ECONÓMICA à escala global, de que esta machadada espanhola é um episódio?
E da articulação com tudo isto, não se pode separar as intencionais consequências do que, num tempo difícil com este, seria impedir Emprego e Economia no Savoy.
Detesto estes exibicionismos corporativos, hábitos snobes da burguesia funchalense. Que estiveram ensurdecedoramente calados enquanto decorreu a trama do buracão na Avenida do Infante.
E a nos tomar por tontos, como se existisse qualquer grande destino turístico do mundo que o tivesse deixado de ser por causa da volumetria legal de um determinado edifício!…
Ou estarão a contar com uma debilidade política que se renda à opinião publicada?…
A burguesia funchalense odeia-me - graças a Deus! - porque nunca lhe cedi. O “jardinismo” foi estrategicamente definido como “inimigo principal”, porque AUTONOMISTA, contra empecilhos da nossa terra.
Para os que, nos tempos actuais, estão empenhados em destruir ou congelar a Autonomia Política conquistada pelo Povo Madeirense, retorno a Churchill: “Escolheram a desonra, terão a guerra”.
Apesar de CENSURA vigente.


Funchal, Dia de Reis de 2016

Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim


Posição do JPP 


Ciência política é isto


GOVERNO EMPATA FERRY 8 MESES
...E PASSA A BOLA AOS 'SÚCIAS' DE LISBOA



Como toda a gente já percebeu, a táctica deste governo regional Blue Stablishment é, nas horas de aperto, despachar a bola da grande área pontapeando-a lá para a frente. Enquanto o adversário prepara novo ataque, a defesa repousa comodamente.
Desta vez, o truque foi meter o carro à frente dos bois e ganhar 8 meses sem aborrecimentos de maior por causa do famigerado ferry de ligação Madeira-Continente. O resultado obtido pela equipa de Albuquerque é brilhante, reconheçamos: passado tanto tempo com a bola bem longe da área de perigo, a jogada foi - agora que a redondinha ameaçava de novo - um senhor pontapé ao estilo 'passe de morte' para o governo da República. 
Sim, a partir de agora os malandros que empatam o ferry estão em Lisboa. Os tipos centralistas que ignoram a legitimidade da coesão nacional e negam à massacrada Madeira uma promessa... de Miguel Albuquerque!
Ora bolas! Eduardo Jesus botou conferência de imprensa esta manhã para dar conta de que os 7 armadores que se chegaram ao projecto de linha Madeira-Continente só aceitariam concretizar uma proposta com mais condições do que a mera redução de tarifas oferecida pelo governo regional. Mas qual era a dúvida de que eles responderiam isso? Algum armador seria suficientemente maluco para assumir um negócio que só pode dar prejuízo?
E qual é a dúvida de que deve ser o governo central a cobrir uma premente necessidade de ligação que garanta a continuidade territorial a que todas as parcelas de Portugal têm direito?
Obviamente, o governo regional teria de começar, permitam a imagem, pelos bois que puxam a carroça. Ou seja, depois de tanto alarido nas campanhas eleitorais, a interna do PSD e a regional, com promessas sonoras de ferry, o governo devia impor logo o objectivo ferry ao governo central. Acontece que estavam lá no poder os amigos Passos e Portas... com eleições à vista. Como 'chateá-los' com um capricho de ilhéus?
Passou-se. Engonhou-se a porra do ferry com estudos, reuniões, discursos gagos, consultas a especialistas, desculpas esfarrapadas no parlamento, conversações com armadores potenciais interessados na linha ferry. Mas... espera aí! O PPD foi jogado do governo em Lisboa? Pois é hora de mandar a bola para canto, entalando a nova situação socialista nacional. António Costa vai apanhar com o projecto e que seja ele a dizer que não cobre os custos. E o governo regional, com ou sem linha, continua no seu doce establishment, indecentemente coberto por uma blindagem espantosa.
Depois da conferência de imprensa de hoje, a posição oficial - tal como a oficiosa - é que o problema do ferry é de António Costa. Deixou de ser de Miguel Albuquerque ou de Sérgio Marques - que também prometia mundos e fundos a esse respeito nos seus tempos de delfim candidato a líder do Laranjal.
Raio de histórias que ouvimos esta manhã! Que a linha é deficitária. Olha que novidade! Quem é que desde início não percebia que a linha é deficitária? Obviamente que a linha é deficitária, de contrário os Sousas não teriam conseguido correr com o Armas, como fizeram. Mas também é de interesse nacional, pois que até permitirá aos continentais virem até nós, com automóvel e tudo!
E há mais poeira atirada para os olhos da nossa simpática viloada. Alguém, no seu perfeito juízo, pensa em exigir uma ligação diária com o Continente - e Canárias - por mar? Já se ouviu exigir duas ou três viagens semanais? Obviamente, todos aceitamos que o realismo económico-financeiro deve ser observado. Falemos de programas de viagens que priorizem determinados períodos do ano. Sempre no plano do razoável. Não queremos o Vapor do Cabo à terça e à sexta. O que queremos saber é que, se precisarmos de ir à Península de barco, há viagens nesta altura do ano e naquela. Para programar a vida. Sendo assim, o ferry vai cheio e não há viagens sublotadas. Ainda assim, não dá lucro, dá prejuízo. É capaz de dar. Mas controlado. E aí é que entra o conceito de Estado. Ou, melhor, de Nação. O governo deve privilegiar a coesão territorial e social.
Enfim, o nosso simpático eleitorado levou mais esta enra... 
Deixa p'ra lá.   
O governo regional aguentou o diacho do ferry em 'banho maria', matreiro, sem ser muito azucrinado. E agora passa a bola para o governo socialista lisboeta.
Os nossos parabéns ao Establishment Azul e seus comparsas, os prováveis e os improváveis.
Ciência política é isto.

'Bilhardices' (2)


MUITA ATENÇÃO!
GRANDE GUERRA NA CULTURA
AINDA ESTÁ PARA REBENTAR


Deve estar por dias uma zaragata de criar bicho no bunker dos letrados e das vacas sagradas


Não será mal pensado quem trabalha e/ou vive dentro do Funchal começar a pensar em antecipar parte das férias para poder dar uma volta lá por fora quando desabar o escarcéu que a 'meteorologia' prevê para breve no endiabrado sector da Cultura. Uma borrasca de costa a costa.
Quem vagueia lá por dentro sussurra que haverá, mais dia menos dia, bulha de criar bicho entre conhecidas e menos conhecidas personagens, algumas citadas em peças anteriores aqui no Fénix - razão que devia convencer o cidadão amigo da paz, salvo seja, a procurar refúgio seguro durante as confusões à vista. 
Que raio de quadro dantesco se preparam para descerrar na galeria da Cultura madeirense? - perguntará o Leitor, intrigado.
Pois o caso é que são nervosa e avidamente esperados à luz do dia dois documentos necessários à orgânica do sector: uma Portaria que cria as direcções de serviços; e o subsequente Despacho da responsabilidade do secretário regional Eduardo de Jesus que, por sua vez, cria as convencionalmente chamadas divisões, com os cargos de chefia de 1.º e 2.º graus, que são providos por concurso.
Ora, os candidatos aos lugares aguardam com ansiedade inaudita a publicação dos documentos em causa, sendo certo que não poderá ser evitado grande estardalhaço por obra dos quadros não escolhidos. 
Não somos de intrigas e queremos tudo menos deitar gasolina na fogueira, porém devemos retransmitir o ambiente que se vive por dentro do bunker cultural: a divulgação dos 'diplomas' trará consigo espantosas novidades, necessárias à re-arrumação de uma casa que continua de pantanas longos 8 meses depois da queda da antiga DRAC, devido à mudança do Establishment Madeira Nova para o Blue Establishment.
Quem trabalha verdadeiramente em prol da Cultura deixa escapar pelos corredores do bunker, paralelamente, que a medida mais eficaz para inutilizar a famigerada comissão dos 600 anos da Descoberta é meter lá dentro o capitão-donatários dos museus. Sabe quem é, Leitor? Trata-se de um barão cultural que muitos gostariam de meter ao serviço ao alto do Pilar de Bânger, para anunciar quais os navios que se aproximam do ex-calhau com características para encostar ao Cais 8. Ou ao 7 1/2. 
Última nota para os nossos Comentadores para quem os amigos do presidente Albuquerque estão a salvo de qualquer medida mais drástica. Hum... Não partilhamos dessa maneira de ver as coisas. Há muita gente enganada com o nosso Sua Majestade quando se trata de serviço e não de conhaque. Há muitos enganados com Miguel, sim, a começar por esses amigos que se julgam 'intocáveis'.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

'Bilhardices'


GUERRA NA CULTURA










Não é só Clode quem terá de tomar juízo no reino das 'vacas sagradas'. Eduardo Jesus e Albuquerque não estão para brincadeiras nos tempos que correm

Um Leitor desafiou-nos, ao correr de um comentário-bilhardice enviado para a última peça do 'Santo', a investigar um suposto mal-estar entre o secretário da Economia e Cultura, Eduardo Jesus, e o barão da área cultural Francisco Clode.
Já investigámos, em poucos minutos.
Para começar, esclarecemos que o mal-estar não é suposto, como dizemos acima, mas muito real. E tem a ver com o famigerado uso abusivo de uma fotografia utilizada no marketing da Casa das Mudas, sem mais nem ontem, sem cavaco ao autor da mesma. Ora, as coisas não são assim. O autor exige uma indemnização e alguém terá de pagar a factura. 
Acha o Leitor que Clode vai assumir a despesa? 
Obviamente que o secretário da tutela reagiu mal a tal incompetência. Daí os ares turvos que se respiram para aqueles lados. Quando a louça começar a ser partida, quem estiver perto que fuja - aí o Leitor tem razão.
Agora quanto ao presidente do governo dar a mão a quem meteu o pé na argola, o Leitor não deve estar bem por dentro do ambiente azul. De maneira nenhuma Miguel Albuquerque se iria desgastar com essas guerrinhas de Campanário. Os implicados terão de sair do problema de modo a não complicar a vida ao chefe, a quem não faltarão adversários externos nas eleições que já estiveram mais longe.
Segundo o que acabamos de reconfirmar, Albuquerque anda muito atento ao complicado sector da cultura. Podemos informar o Leitor, inclusivamente, que o K encarregado desta investigação percebeu que até umas divas da Cultura, intocáveis até à data, precisarão de se portar como deve ser nos tempos que aí vêm. Ou se aplicam no trabalho, sem fazer ondas, ou vão dar uma curva.
Ouçam o que estamos aqui a dizer.


Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal 
- Programa de Actividades para 2016

Caros Amigos / Caríssimas Amigas,

Envio, em anexo, o programa de actividades da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal para este ano, em que se comemora o 20º aniversário.

       Amanhã será divulgado o programa da Visita de Estudo a São Miguel, que será aberta a sócios e não sócios.

       Saudações ecológicas,
       Raimundo Quintal


O Santo



TV 2016 em movimento travelling



ARTIFÍCIO NOS CÉUS DO FUNCHAL
E FOGUETÓRIO NA LEVADA DO CAVALO


Com a troca de cor no governo nacional, há na RTP-Madeira muito nervosismo e um conveniente desvio político na agulha editorial. O documento de jornalistas a denunciar as 'ameaças' dos chefes do Centro não servirá de muito  


Quem não sabe vender fecha a loja.


Os jornalistas da RTP-Madeira estão apreensivos com a expectativa de mais um ano de péssimo ambiente nos corredores do Centro Regional. Já tem cerca de meio ano um documento assinado por alguns componentes da Redacção da casa com queixas de marginalização e ameaças por parte do director de conteúdos, Miguel Cunha, documento esse enviado à vogal do Conselho da Administração com o pelouro das ilhas, Cristina Vaz Tomé, e ao presidente do Conselho Geral Independente da RTP, António Feijó. Passado este tempo, os profissionais da informação televisiva têm para si que o mau ambiente é para continuar, como ficou visto na 'chouriçada' em que, diz-se internamente, se tornou a cobertura da noite de São Silvestre. Com a agravante do comando da transmissão à base dos habituais 'gritos', dentro do Centro, que deixaram alguns operacionais em pânico.

Unilateralmente, o director de conteúdos determinou que, desta vez, fossem quadros da Informação a materializar internamente a emissão de fim-de-ano, incluindo o realizador, quando o know how para estas ocasiões reside obviamente na Produção. O comando 'histérico' da emissão desagradou a toda a gente. A contrastar com a monotonia, lá fora, do programa de directos, centrado, ninguém percebeu porquê, no 'atelier' de Nini Andrade. Com passagens aos hotéis onde os repórteres 'chamados' não faziam reportagem nenhuma, limitando-se todos a apresentar o director da unidade hoteleira para fazer a propaganda da casa.

Apesar da qualidade desta transmissão, "confrangedora e indigna de uma televisão profissional", na opinião de profissionais da casa que corroboramos plenamente, os quadros que há 6 meses se queixaram a Lisboa apoiavam a dinâmica do centro feita com programas do género, aceitando na altura que "muita da programação" podia ser considerada "mais apelativa, menos monótona e agradável para quem assiste".
O que movia os jornalistas descontentes era, então como hoje, a circunstância de a área de Informação estar a ser secundarizada e deixada cair num "declínio" cada vez mais evidente. Um flagrante contra-senso numa RTP regional quando, como assumiam os mesmos profissionais, as notícias desempenham "um papel fundamental na vida da empresa e no dia-a-dia dos cidadãos que residem na Madeira e, talvez ainda mais, nas comunidades de emigrantes".
Os jornalistas apontavam o "retrocesso impensável" que detectavam havia 3 anos, "em áreas tão sensíveis [da Redacção] como o agendamento, a edição, a coordenação e os alinhamentos dos diferentes espaços informativos".
Em matéria de agendamento, o documento referia a não existência de qualquer apoio em papel aos jornalistas, que muitas vezes chegavam ao local onde lhes diziam estar o entrevistado à espera, a determinada hora, sem que encontrassem entrevistado nenhum, porque afinal não houvera contacto prévio. 
Mais grave é a situação, descrita no documento, em que o jornalista vai encontrar um entrevistado que, com perguntas previamente combinadas com a coordenação, "sabe melhor ao que vai" do que o próprio jornalista, que não recebe pistas que lhe permitam preparar o trabalho. Um caso para ser o convidado a propor os temas e as questões, deduz-se.
O Leitor não precisa de trabalhar em Jornalismo para constatar o caricato desta situação. E desta: o jornalista, quando informado devidamente, prepara uma entrevista e estabelece os contactos e o encontro com o entrevistado, sendo porém obrigado a desmarcar tudo porque entretanto houve... uma mudança de agendamento! Situação que evidentemente "descredibiliza a empresa e dá uma má imagem da casa", como se lamenta no documento a que nos referimos.
Interromper um serviço a meio para começar outro que por sua vez não chega ao fim "por falta de tempo no próprio dia" também não é situação rara, por mais ridícula que pareça. Espantando também que os jornalistas sejam obrigados a fazer várias reportagens por dia... "algumas em horários coincidentes e sem tempo para a recolha de imagens". Neste bizarro pormenor, faz-se o trivial: recurso às imagens de arquivo, com o trabalho suplementar de verificar se os locais mostrados não foram alterados ou se nas imagens aparecem pessoas entretanto falecidas, além do uso de imagens iguais em matérias diferentes. 
A justificação que davam aos jornalistas na altura é que as muitas reportagens feitas se destinavam a "garantir 40 minutos de telejornal diário". Mas o que acabava por acontecer era "ficarem imensas reportagens penduradas vários dias, para não dizer semanas". As que não eram intemporais claro que seguiam para o lixo.

O critério editorial também preocupa os jornalistas. Abrir os noticiários com peças próprias, sim, como é óbvio. O que não é razoável, lastimam os profissionais, é "as aberturas de telejornais regionais serem feitas com estudos internacionais (sem enquadramento regional) e estatísticas em dias de acontecimentos mais importantes que marcam o dia".
Por cima de tudo isto, paira ainda uma discrepância enorme de noticiário para noticiário, conforme o coordenador que trata da linha orientadora. A ponto de se descobrir quem foi o coordenador a partir da forma apresentada - e do conteúdo, óbvio.
Os jornalistas também criticavam que ao domingo só houvesse notícias do dia no TJ das 9 da noite, já que às 7 entrava o 'Jornal Local', uma camada de enchidos recolhidos nos dias anteriores.
'Vox pop' - outro caso de descontentamento na casa. Ou seja, a ilação sobre um pensamento popular 'geral' a partir da recolha de escassas opiniões da rua. Conforme as conveniências, dizemos nós. 
"Não se pode dizer que a maioria dos madeirenses concorda ou discorda ouvindo apenas 3 ou 4 opiniões", lê-se no documento. "Uma reportagem deste género deve ser sempre sustentada com sondagens ou dados que possam justificar os depoimentos da população e justificar a importância da notícia, caso contrário estamos a especular e não a fazer jornalismo."
Outras queixas falam da ausência de reuniões de planeamento, ou de reuniões unicamente para "transmitir decisões já tomadas". 
Quanto à marginalização dos jornalistas e ao desprezo por eles, destaque para o facto de que eles partem para entrevistas sem dar qualquer parecer sobre os temas ou sobre quem entrevistar. Isto apesar de, na altura, a RTP-M ter um coordenador de desporto, uma coordenadora, um responsável pela área de Informação e um assessor de Direcção. Ninguém trocava cavaco com os operacionais.
Os autores do documento reconhecem, todavia, que os coordenadores exercem a sua missão... "esvaziados de funções". Porque Miguel Cunha, à época subdirector de conteúdos (hoje não se conhece bem a designação do seu cargo), "chama a si todas as tarefas e não dá qualquer margem para que a equipa que chefia e coordena a redacção possa trabalhar sem constrangimentos". 
Resultado: perante uma dúvida qualquer, o jornalista passa por cima dos coordenadores e vai directamente com o director (?) de conteúdos, para não perder tempo a ouvir dos supostos coordenadores respostas do género: "Não fui eu que fiz a agenda", "pergunta ao Miguel".
Estes problemas chegaram a ser levantados em reunião de Redacção, porém as pessoas que tiveram "coragem de falar" perderem a vontade de os repetir, depois de "chamadas pelo subdirector para uma conversa a dois, em tom de ameaça".
Aliás, como se lê no documento, todos os dias há trabalhadores da casa maltratados, "ou porque não conseguiram terminar o trabalho a tempo ou porque não avisaram disto e daquilo..."

Os subscritores condenam a forma "pouco elegante" como quase todos os funcionários da RTP-M são tratados, nas atitudes de Miguel Cunha e "mais um ou outro membro da equipa". Comportamento grosseiro que abrange, imagine-se, os contactos com instituições externas e fontes jornalísticas - o que revela uma arrogância de quem se acha importante ignorando que a importância é só e apenas do medium aonde foram 'bater', complementamos nós.
Os autores do documento sublinham que a ameaça é o "clima predominante na Redacção", mas também nos outros sectores da empresa. "É também o medo de represálias que nos tem feito aguentar o dia-a-dia, mas estamos a chegar ao limite das nossas forças", avisa-se na queixa.
O ambiente na passagem de ano foi de molde a desfazer as esperanças num futuro mais consentâneo com uma empresa que faz televisão e onde há necessidade de bom ambiente. Notam-se algumas alterações comportamentais, é verdade, depois da mudança de governo em Lisboa. Os próprios coordenadores de Informação, ao que se diz, abandonaram a solidariedade com o homem dos conteúdos. 
É tempo de se agarrar cada um ao seu lugar. 
Sim, pode ter sido casual o ano de 2016 começar na RTP-M com uma entrevista de fundo a Carlos Pereira do PS. No 1.º de Janeiro, sim. Mas lá que o líder socialista tem sido presença asfixiante na pantalha da Levada do Cavalo nos últimos tempos, isso é indesmentível. Por acaso, no 1.º do ano, ao correr da entrevista no écran dos sabidos controleiros do centro regional, Carlos Pereira até chamou sábio a António Costa.
Todos uns sabichões. 
Bem, é ir gravando em doce travelling, ao correr das conveniências de cada qual.

Nota - Tal como a comunicação que o então deputado do PND Dionísio Andrade fez há tempos ao Conselho Geral Independente da RTP, denunciando a promiscuidade entre o centro da Levada do Cavalo e a Porto Santo Line, o documento dos jornalistas também não resultou em nada. E agora muito menos resultará. 
É que, a ver se seguram nos tachos, com os socialistas na mó de cima, vagueiam nos corredores do poder alfacinha os administradores da RTP central, liderados pelo incrível Gonçalo Reis. 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

2016 a sorrir


ISTO ESTÁ BOM
E VAI PIORAR AINDA MAIS


Agora que saímos das festas, é hora de encarar a dura realidade que nos espera e de começar a fazer pela vida. Mas, ao nível nacional e internacional, convém reflectir um pouco antes de pôr o comboio em marcha.
Há cidadãos optimistas porque o sr. Cavaco sai de vez. Sim, é um alívio que o País há muito espera. Mas cuidado, porque de Belém sai um 'cabeça de vento'  para entrar um 'catavento'. Como se sabe, o inteligente eleitorado nacional ameaça o futuro de todos nós privilegiando Marcelo Rebelo de Sousa já nas sondagens. Ora, com a jeiteira que o mergulhador do Tejo tem para criar factos políticos e desmontá-los no dia seguinte, Portugal pode contar com um oceano de instabilidade para atravessar.
Só para recapitular, o novo emplastro de Belém, se os votantes não mudarem de opinião daqui até dia 24, será o tal da vichyssoise que desceu à Terra com Jesus. Por aí.
Entretanto, com o flirt à esquerda pregado com saliva e uma vez desfeito o namorico à direita, a convulsão será tanta que é legítimo temer: se na banca falida os detentores de acções e obrigações rezam entre o banco bom e o banco mau, os Portugueses serão distribuídos pelo País mau e pelo País péssimo - ambos afogados em activos tóxicos. 
A este propósito, muitos animam-se porque em 2016 não haverá BES nem Banif, nos velhos moldes. Mas esquecem-se de que continua a haver bancos. E quase todos já falidos. O próprio banco estatal anda a contar os cêntimos! 

Já aqui na Tabanca, a não ser na opinião doente, complexada e traumatizada de alguns ressabiados, não há dificuldades de maior em perspectiva para 2016. Só se ouve falar dos milhões que hão-de vir, daqui e dali. As campanhas contra o desemprego dissiparam-se. Quanto a pobreza, que é isso? Desgraçados sem-abrigo só os viciados boémios que preferem vegetar de noite por aí. Emigração forçada, claro, são meia-dúzia de aventureiros com bicho-de-pêssego. A imagem do Blue Establishment está blindada, o que também nos leva muito papel (não comercial) dos bolsos. Mas ao menos não há instabilidade na Parvónia. 
O ano de 2015 deixou registado um obituário digno de nota:
- Jardinismo
- Banif
- PP
-Esperança
- Outros itens a cargo do Leitor
Curvemo-nos também perante as vítimas de interrupção voluntária da gravidez, os abortos seguintes:
- Avião cargueiro
- Ferry
- Renovação miguelista
- Rui Barreto
- Mais itens para o Leitor

No caso particular da Parvónia, tomara a Europa dita desenvolvida poder descortinar no horizonte a paz de espírito que nos espera a nós. Infelizmente para os tubarões da UE e arredores, vai ser um ano de crise das migrações, guerra terrorista do Daesh e jihadismo global, mais escândalos ao jeito da VW e no futebol fifeiro, um Inferno de Dante.

Bendigamos, pois, a terra onde vivemos. Sim, apanharemos com a vaga dos escroques que, depois de anos à espera da sua vez, fizeram os ensaios nos últimos 8 meses de 2015 para actuarem desavergonhadamente este ano. Mas não é isso que nos tira da ideia este feeling: isto está péssimo e vai melhorar mais. Ou a vice-versa. Para o caso tanto faz, porra.


Expo




Política




AS ÁRVORES... OS HOMENS

AS ÁRVORES MORREM DE PÉ,
OS HOMENS SOBREVIVEM VERGADOS.
EM 2016 VAMOS SEMEAR A INDIGNAÇÃO,
FAZER CRESCER A DIGNIDADE,
PODAR A DESIGUALDADE.


Raimundo Quintal
Funchal, 02.01.2015



Já passou, mas...






Passados os dias de anestesia, devemos fazer uma pergunta que ficou no ar e a que as fotografias cor-de-rosa publicadas nesta quadra não responderam: em que Secretaria houve uma vaia na festa de Natal quando a sra. directora foi nomeada como vencedora do sorteio de uma das prendas?
A popularidade da sra. profissional não anda lá muito por cima e o secretário regional do pelouro mostrou-se intrigado com a manifestação de desagrado a que assistiu.
É que desconfiar dos subordinados mesmo em casos de doença gravíssima, fatal, pedindo juntas médicas e atestados médicos é postura que cai mal. Depois, acolher mal os quadros que chegam de outras áreas por força das orgânicas do novo governo polui o ambiente de trabalho, como aconteceu com os elementos da Direcção de Comércio e Indústria que...
Diachos, já nos descaímos.
Lá a ver se as coisas melhoram para evitar mais vaias no Natal de 2016.

sábado, 2 de janeiro de 2016


DOMBEIA ou AURORA


Nome científico: Dombeya x cayeuxiiNome vulgar: Dombeia; Aurora
Família: Malvaceae (Sterculiaceae)
Porte: Árvore pequena ou arbusto grande
Origem: Hortícola
Morada: Jardim do Hotel Cliff Bay, Funchal, Ilha da Madeira
Observações: Quem visita a Madeira na passagem de ano tem oportunidade de se deliciar com a observação de muitas árvores carregadas de belíssimas flores, como por exemplo, das Dombeias ou Auroras, que estão floridas nos jardins desde a beira mar até aos 500 metros de altitude.
Dombeya x cayeuxii é uma árvore híbrida criada por Henri Cayeux, nos finais do século XIX no Jardim Botânico de Lisboa, através do cruzamento da Dombeya burgessiae, da África do Sul, com a Dombeya wallichii, indígena da África Tropical Oriental e da grande ilha de Madagáscar.
As flores cor-de-rosa  agrupam-se em cachos globosos na extremidade de pedúnculos longos. Essas belíssimas inflorescências podem ser apreciadas através das fotografias. O que não consigo partilhar convosco é o seu aroma a baunilha.
As flores da Dombeya x cayeuxii e da Dombeya wallichii são muito parecidas e só com uma observação atenta podemos distingui-las. Nas plantas híbridas o centro das flores é branco, enquanto nas da progenitora o cor-de-rosa torna-se mais carregado na parte inferior interna das corolas.

Na Madeira, em pleno inverno, florescem Dombeias e muitas outras árvores oriundas de regiões tropicais e subtropicais, perfeitamente adaptadas ao doce clima e aos férteis solos vulcânicos da Ilha. Um paraíso para os aficionados da botânica!


Dombeia ou Aurora (Dombeya x cayeuxii) – Jardim do Hotel Cliff Bay - 22.12.15



Raimundo Quintal
Funchal, 02.01.2016