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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Colunista de serviço



CONTROLO INCEN'DIÁRIO
À MIGUEL ALBUQUERQUE






Induziu-me em erro o título "Madeira - visibilidade e notoriedade" que o colunista de serviço hoje no DN, Miguel Albuquerque, escolheu para mais um artigalho da colecção a publicar dentro de alguns anos num eventual livro de crónicas de suspense humorístico.
Pensei que a "visibilidade" se tratasse do espectáculo em que se constituiu este massacrado anfiteatro funchalense e também a Calheta, aos olhos dos navios que passavam a sul da Ilha, com as labaredas escarlate a lavrar 'de alto a baixo' depois de o mesmo Miguel, acolitado pelo Neri, ter tranquilizado a população graças ao "controlo" a que ambos teriam submetido as espertalhonas das chamas. O monarca do Establishment falava precisamente numa ocasião em que os ventos transportavam as faúlhas para o centro urbano-histórico de São Pedro (também foi a maneira de arrumar de vez com as lamúrias sobre a Confeitaria Felisberta). 
Não. A peça literária de hoje não se refere à semana de "notoriedade" à custa de incêndios pessimamente combatidos pela situação. Refere-se à distinção de "melhor destino insular da Europa 2016". Um dos 20 prémios que vêm todos os anos para Portugal, repetitivos. Por acaso conheço os critérios, ou negociatas, de distinções internacionais atribuídas noutros campos de actividade. É isso, sr. Alfredo!
Lendo meia dúzia de linhas daquilo de hoje, apetece dançar ao som da maviosa música que num lirismo 'de fazer chorar as pedras da calçada' canta a "motivadora conquista depois de um ano de 2015 em que foram superados todos os indicadores do sector [turístico] e em que todos os meses do ano registaram crescimento, quando comparados com os do mesmo mês do ano anterior (o português é do autor da peça, sic)". 
De facto, só em revpars, entre outros 'crescimentos', é um assombro, de comer e chorar por mais.
Esta proclamada "visibilidade e notoriedade" que é o galardão 'melhor destino insular' por si só chega para que venham pular e cantar para as ruas os 23 mil desempregados madeirenses, os pobres que estão a extinguir a classe média, os jovens sem estudos nem emprego obrigados a emigrar, os sem-abrigo, os lesados da banca. Todos os enrascados do sistema que existem mesmo, apesar de tacticamente escondidos dos escaparates. Finalmente, um prémio que, ao contrário de tantos recebidos anteriormente, poderá minimizar-lhes os problemas.
E também é hora de os trabalhadores da hotelaria se regozijarem, porque até agora têm caído numa precariedade laboral que não joga com estas celebrações do Blue King.
Estamos perante mais uma situação de controlo incenDiário, no estilo característico 'à Miguel Albuquerque'.

Enfim, mais uma crónica... de humor negro. Fico ansioso pela próxima, para começar o dia a rir. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2016


JARDIM BOTÂNICO JOSÉ DO CANTO
JARDIM ROMÂNTICO NO CORAÇÃO DE PONTA DELGADA,
AGUARDANDO A SUA VISITA

Engraxadores e petulantes




ALBUQUERQUE, PEREIRA E CAPANGAS
PÕEM SAPATOS DE LISBOA A BRILHAR


  
Na contemplação fascinante dos arquivos, a que tentei dedicar-me para esquecer um bocado as misérias de uma actualidade que me provoca náuseas, bati de frente com notícias que me devolveram à realidade de que tentava fugir.
O presente é uma chatice. O futuro não se pode viver, porque ainda não existe nem existiu. Já o passado podemos muito bem reviver.
Era presidente da Junta Geral do Distrito do Funchal o Dr. João Figueira de Freitas. E o homem, porque a tal autonomia administrativa não permitia melhor, lá se meteu no vapor a fim de justificar aos senhores de Lisboa as propostas de obras a comparticipar pelo Estado, como determinavam as leis. Só para ilustrar, um dos 'pedidos' dessa diligência era um auxílio estatal para que a Junta pudesse pegar no escabroso e pedregoso campo dos Barreiros, então sem condições dignas para se praticar futebol, e construir ali um estádio em condições. Também só para ilustrar, o processo de construção arrancou mesmo, ainda com Figueira de Freitas na Junta. Sendo concluído meia dúzia de anos depois. 
Aqui estávamos em 1948.
Atenção que os assuntos eram discutidos na capital do Império e depois quem mandava no andamento das obras eram as autoridades da Junta Geral. No final, sim, os srs. ministros vinham todos aí, dizer 5 vezes 'pá' em cada frase de 3 palavras, cabendo-lhes a subida honra de inaugurar as 'dádivas' do Estado Novo à ilhota. No entretanto, não vinham dizer que o açougue da Calheta ficava para outra vez ou que o apalavrado acrescento no caminho municipal do Cortado ficava suspenso até nova ordem.  
Pouco depois, o Dr. João Abel de Freitas, nomeado governador havia pouco tempo, fez também a tradicional deslocação à capital, para tratar dos assuntos da sua jurisdição. João Abel de Freitas conhecia como ninguém o sistema em vigor naquelas bandas. Não se esquecia das ameaças que Salazar lhe mandou, preto no branco, para aplicar nas ilhotas, caso a Madeira se atrevesse a uma brincadeira como a de 31. A Revolta de 1931, quando o povo andou na rua com os militares democratas portugueses a desafiar os canhões dos navios e as metralhadoras das avionetas de Salazar.
Haviam de ser uns chamborgas pedantes que se insinuam hoje por aí, uns meninos confortavelmente de palanque a ver os touros!...

É. Já não se pode ir nem aos arquivos do passado, por nos fazerem evocar a miséria do presente. Muito bem, mas e se formos mais atrás, ao século XIX, para fugir desta bodega? Nem pensar! Ir à monarquia é reviver tempos eleitorais em que, quando os progressistas estavam no poder, os candidatos regeneradores do Funchal, oposicionistas, prometiam na campanha eleitoral conseguir mundos e fundos para a Madeira se fossem eleitos para deputados em S. Bento. Ganhavam. E depois só se sabia deles porque mandavam de lá para cá discursos inócuos para transcrever na imprensa regional dirigida pelos amigos... a fim de os madeirenses se lembrarem deles nas eleições seguintes. Entretanto, os deputados progressistas que tinham sido postos fora esperavam pela sua vez, acusando a quadrilha rival de não estar a cumprir promessa nenhuma. Era já a chamada rotatividade.
Onde é que estamos a rever isto? 
Estamos a rever isto todos os dias. A pleîade de políticos nova vaga não pressente um espirro que não meta Lisboa pelo meio. Se o Albuquerque aparecer numa fotografia na lota, o Carlos do PS anuncia imediatamente que vai marcar reunião com o secretário de Estado das Pescas. Depois, mete na imprensa uma cacha com a data precisa da fotografia com o secretário de Estado em Lisboa (as reuniões são 2 minutos, para entregar um papelucho e bater a foto para o jornal). Depois, outra cacha a dizer que, "depois da reunião com o contínuo em Lisboa, o líder do PS-M está em condições de 'anunciar' que o governo central vai dar um subsídio aos pescadores que deixarem de fumar durante a pesca do gaiado".
Lisboa pr'aqui, governo central pr'acolá, Costa, pr'além. Albuquerque também não se distrai quando está com fulanos de Lisboa. Mesmo que seja a papar umas lagostas na Doca do Cavacas com o Rui e o Costa, manda chamar o fotógrafo e sopra no fecho de edição que se calhar eles, os dignitários, estão no meio dos búzios, lapas e imperiais a tratar do novo Hospital (a propósito, quando é que o nosso Amigo João põe o bloco operatório do hospital existente a operar; e quando é que manda dar ocupação aos profissionais que andam lá dentro sem saber como matar o tempo?).
Só podia ser, a conversa acabou por descambar para a mesma m... - perdão, Leitoras. Mas é que se o regime anterior, o da caturrice tabanqueira, nos envergonhava perante os nomes que o sua excelência chamava aos cubanos e com a insistência diária de provocar para lá para esconder os problemas de cá, pois o regime actual, o do Blue Establishment, oposição incluída, deixa-me enojado com tanta lambuzadela e tanto salamaleque aos senhores do 'pá'. Que estes pseudo-políticos impenitentes, oportunistas rapinantes do sistema 'democrático', se estendam no chão para que lhes passem por cima, é lá com eles. Mas não digam a ninguém que estão a representar os madeirenses. Ninguém se revê nesse comportamento subserviente e pseudo-queque dos contactos importantes, sejam em Lisboa, sejam onde Judas perdeu as botas.
É certo que eles estão a tentar acomodar os madeirenses. Querem dominar-nos pelo cansaço, deixar-nos outra vez adormecer aos flashes das falsas amizades com Lisboa. Muita cautela, conterrâneos. Um olho no fogão, outro no ladrão. Os antigos diziam: quem dorme dorme-lhe a fazenda. 

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Jerónimo no Funchal



Secretário-Geral do PCP 

visita a Madeira


Na próxima sexta-feira, dia 09 de Setembro de 2016, o Secretário-Geral do PCP, JERÓNIMO DE SOUSA, estará de visita à Região Autónoma da Madeira para participar numa jornada de trabalho que incidirá sobre o que é necessário fazer com vista à reconstrução e recuperação dos prejuízos provocados pelos incêndios registados em meados do passado mês de Agosto.
Assim, ao longo do dia de sexta-feira, o Secretário-Geral do PCP participa em diversas iniciativas de visita às localidades e de contacto directo com as populações mais afectadas pelos incêndios, com o objectivo de não apenas expressar solidariedade para com as populações e para com a Região e de constatar, em concreto, a dimensão e a extensão dos prejuízos e das consequências dos incêndios, mas também de assumir compromissos de intervenção política para a efectiva resolução dos problemas em causa.
Depois das iniciativas já realizadas pelo PCP, com deputados e autarcas da Região, e depois das iniciativas que visam uma intervenção no quadro do Parlamento Europeu, agora, na preparação do Orçamento do Estado para 2017, colocar-se-ão exigências de apoio à reconstrulção das zonas atingidas pela catástrofe dos incêndios do passado mês de Agosto. Com esta visita de trabalho à Madeira, o Secretário-Geral do PCP sublinhará que podem o Povo e os Trabalhadores da Região contar com a pronta e consequente intervenção política em defesa daquelas pessoas e instituições que necessitarão de apoios extraordinários por parte do Estado Português.
Posteriormente será dado a conhecer, pelas vias habituais, o programa de trabalho para esta visita do Secretário-Geral do PCP à Região.

Para qualquer contacto ou recolha de informações sobre este assunto, poderá ser estabelecida a ligação telefónica directa com Edgar Silva, através dos n.ºs 910352952 e/ou 965010251.


Funchal, 06 de Setembro de 2016

P’lo Gabinete de Imprensa do PCP/M

Antro de cinismo



Mordomias e abusos na Junta Geral



Após uma breve e apetecida pausa para café matinal não pude deixar de ouvir na mesa ao lado uma funcionária pública gabar-se tanto do seu trabalho, do que fazia pelos seus meninos na junta que resolvi investigar a veracidade de tamanha alegria.
Raro ver nos dias de hoje um funcionário público tão feliz. Aquela conversa trazia água no bico fui informada que a tal senhora não era funcionária pública mas sim trabalhadora contratada ao abrigo do programa de desemprego com o objetivo de fazer os pequenos-almoços e lanches aos seus meninos dos gabinetes da Junta Geral.
Ai, está explicado o motivo das suas idas diárias á padaria e á frutaria tal como dizia á outra senhora no café. Tem ainda por missão segundo os funcionários da Junta Geral nos intervalos das mordomias andar pelos cantos a tentar ouvir para informar em especial á madre superiora, secretária do chefe da junta. Está também explicado o porquê de tanta intriga, e de inúmeras confusões e de tanto processo disciplinar que vai naquela Junta.
Os funcionários são obrigados a falar entre dentes pelos cantos evitando a presença dessa senhora para não sofrerem represálias. É um antro de cinismo. Até as ditas chefias mais baixas da Junta Geral comentam pela rua, mesmo estando contra determinados comportamentos e procedimentos são obrigados a venerar a tal senhora do desemprego com receio de até eles próprios caiam em descrédito e na lista negra da madre superiora.
Mordomias, perseguições, abuso de poder, usam mão-de-obra barata para o seu bem-estar, usam as pessoas do desemprego como autênticas sopeiras.
Felizmente esta senhora orgulha-se do que faz caso contrário nunca saberíamos estas coisas.

É este tipo de governantes que queremos?

Viva ao Blue Establishment!

Agente Praça do Povo

segunda-feira, 5 de setembro de 2016


Televisão ARTE - documentário sobre a Quinta do Palheiro Ferreiro
A televisão franco-alemã ARTE está a produzir uma série intitulada "Jardins d'ici et d'ailleurs" sobre 40 jardins históricos em todo o mundo.
Em abril passado foram exibidos os primeiros 20 documentários. Os restantes serão difundidos em abril de 2017.
Um documentário, com a duração de 30 minutos, será dedicado à Quinta do Palheiro Ferreiro.
Durante toda a semana passada uma equipa de produção do ARTE esteve a gravar o programa no mais emblemático jardim da Madeira.
Com o apresentador Jean-Philippe Teyssier (arquitecto paisagista francês) tive oportunidade de conversar sobre a origem e a morfologia do sítio onde o Primeiro Conde de Carvalhal começou a edificar a Quinta do Palheiro Ferreiro em 1804, as condições edafoclimáticas, as influências paisagísticas, a riqueza florística e a identidade do jardim, que desde 1885 está na posse da família Blandy.

       Funchal, 05.09.2016
Raimundo Quintal

Flores do Jardim do Tojal - vídeos 



Porque a Madeira continua a ser a ILHA DOS JARDINS FLORIDOS, tomei a liberdade de partilhar convosco dois pequenos vídeos com flores de plantas que prosperam no Jardim do Tojal, localizado na freguesia do Faial, concelho de Santana.

FLORES NO JARDIM DO TOJAL  - 04.09.2016

FLOR PÁRA-QUEDAS (Ceropegia sandersonii) - trepadeira indígena de Moçambique e África do Sul, florindo no Jardim do Tojal

Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal

Livro de Agostinho Soares





"Leandro vivia com extrema leveza a sua juventude. A única preocupação era manter-se saudável e livre para os variados encontros de natureza sexual, numa procura sempre insatisfeita. A revolução de 74, tal como sacudiu o país e a sua ilha, libertando corpos e mentes, obrigou-o a comprometer-se nas disputas políticas e a encetar uma insana viagem de auto-conhecimento num mundo em transformação acelerada."
É assim que a contra-capa da obra de Agostinho Soares vinda agora a público sintetiza o ambiente em que decorre a acção de uma história baseada em acontecimentos da vida real na Madeira, na época evocada. Descrito na linguagem desamarrada do autor, o leitor é levado na torrente bem ritmada da narrativa que página a página surpreende, como surpreendente é a personagem principal de 'Diana é um verbo transitivo'.
Agostinho Soares é escritor madeirense com 60 anos, autor de 'O destino das vogais' (colectânea de crónicas e artigos de opinião) e 'Não poderei morrer tranquilamente' (contos).

Opinião



OS PONTOS NOS “IS”


A Liberdade de expressão, podemo-la classificar como a primeira das Liberdades Cívicas, e é inerente ao quotidiano dos Países Ocidentais. Nós, Portugueses, só tivemos este “luxo” no pós-25 de Abril. Até aí, o lápis azul da censura, jornais – o Diário da Manhã é exemplo – porta-vozes do poder e alguns “jornalistas amigos” permitiam ao regime pintar de rosa a negra realidade.

Cidadãos e agentes judiciais careceram de tempo para se adaptarem às novas regras. Portugal foi condenado, pela primeira vez, no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em 2000 e, infelizmente, persiste nessas condenações. Juízes e Figuras Públicas - no domínio da política em particular – pelos vistos, mantêm dificuldades em saber onde se discutem ideias ou se insultam pessoas pelas suas opiniões, por mais estapafúrdias que elas sejam.

As coisas entre nós, madeirenses, foram bem piores. Os Tribunais enferma(ra)m dos erros descritos, e o Poder Eleito criou o seu controlo apertado sobre a comunicação social. Surgiu, o Jornal da Madeira, versão insular do Diário da Manhã. Jornalistas que não “negociassem” eram queimados vivos – é hora de recordar Lilia e Tolentino, entre outros – a lembrar o 19 de Outubro de 1739, com António José da Silva. O Diário da Manhã permitia que os outros - Dário Popular, Diário de Notícias e Diário de Lisboa – vivessem. O JM empurrava o DN para a falência. Oferecia, não vendia a edição de cada dia. Amedrontaram-se as pessoas. Refugiando-se na imunidade do cargo para fugir ao banco dos réus, insultava, e recorria-se à punição em Tribunal, quando algum adjectivo lhe beliscava a jactância. 

Tudo mudou. As empresas de comunicação social são hoje confrontadas com a necessidade de se adaptarem às novas tecnologias, não esquecendo a necessária rentabilidade. Os jornalistas, seres humanos dotados dos mesmos defeitos e qualidades de todos nós, exercem a profissão neste Mundo bem conturbado. Jornais e jornalistas nadam, em tempo de levadia, pensando na estratégia para saírem da aflição. Flutuam à espera que abrande!

A nova realidade das redes sociais dá oportunidade a uns quantos “bilhardeiros”, como eu, que não se ensaiam nada para dizer que o rei vai nu, ridicularizando-o, ao retirar-lhe a fatiota com que se engalanara. Qual Diário da Manhã, qual JM. Esqueçam-nos! Os tempos não estão de feição para gente sem rosto que não quer – não pode? – dar a cara e apenas foge...Não me macem, deixem-me em Paz! Há 20 anos que me insultam, limitem-se a ler e engolir as verdades que escrevo. É a única coisa que vos resta.  

Gaudêncio Figueira


domingo, 4 de setembro de 2016

K-KINTA-KOLUNA ENTRA EM CENA



Estávamos pr'aqui descansados, que é para descontrair que inventaram os fins-de-semana, quando resolve entrar em cena um novo agente K com uma carteira bem recheada de conhecimentos adquiridos no interior de lugares pouco recomendáveis. Para começar, ele apresenta as últimas do Laranjal, e não é do Laranjal, sítio de Santo António, mas do Laranjal partido político de Santo António, e não apenas. Aguentem-se.



 Laranjal com Funchal à vista

  
Ainda que longe as Autárquicas de 2017, já começam a aparecer pseudo-candidatos laranjinhas à apetecível Câmara do Funchal.
Carlos Rodrigues (antigo deputado jotinha de Jardim à Assembleia da República e actual Vice-presidente da Bancada Parlamentar do PSD na Assembleia da Madeira), Rui Santos (desde sempre ligado ao Andorinha e à Junta de Santo António, onde actualmente é Presidente) e Rubina Leal (ex-Vereadora da Câmara Municipal do Funchal e actual Secretária Regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais) encontram-se no top 3 dos mais apreciados e bem posicionados para encabeçarem a luta pela maior Autarquia do Funchal. Contudo, existem outros laranjinhas que tentam a sua sorte nesta corrida, uns por iniciativa própria e outros “atirados” pelos seus caciques, sendo de destacar o caso de João Pimenta de Sousa (ex Presidente da JF de São Martinho e próximo a Albuquerque). Certo é que estes laranjinhas apontados como putativos candidatos a candidatos ao Município, ainda não se pronunciaram. Nem o quartel-general dos laranjinhas deixa escapar qualquer indicação sobre quem será. Por outro lado, certo é o cartão vermelho já dado a Bruno Pereira, pelo que este deve manter-se à parte de todo o processo Autárquico no Funchal.


K-Kinta-Koluna  

A volta do Santo





Eu, o Santo

sexta-feira, 2 de setembro de 2016



O ESTADO MISERÁVEL 
DA RIBEIRA DE SANTA LUZIA

Enquanto no centro histórico do Funchal o governo regional gasta muitos milhões de euros a destruir pontes e a forrar com betão as muralhas sabiamente construídas há dois séculos com a orientação do brigadeiro / engenheiro Reinaldo Oudinot, o segmento da ribeira de Santa Luzia, entre os 03 e os 06 Km a montante da foz, está num estado miserável e constitui uma gravíssima ameaça para as pessoas e o património. Porque não quero ser cúmplice de mais uma catástrofe e porque não tenho medo de insinuações e ameaças anónimas, volto a manifestar a minha indignação, partilhando convosco este pequeno vídeo:

Funchal, 02.09.2016

Raimundo Quintal

Imaginação popular



De vez em quando vale a pena morrer!




Guerrilha na Mata da Nazaré




Para deixar campo livre, até o monumento ao combatente saiu da Mata e recolheu a quartéis!










Juntas e capelinhas



ZUMBA NA CANECA, ZUMBA NA BOLA

Sr. Agostinho, Eurico, Adolfo, Rogério 'Barrilhinho', Jardim! O que é que andam a fazer ao velhinho Barreirense, agora que o mudaram daqui dos Barreiros para mais perto da junta? O aguerrido Bairro da Nazaré tem a palavra.


A junta de freguesia de São Martinho desafiou o Clube Desportivo Barreirense para organizar um torneio de futebol a integrar o programa de actividades 'São Martinho Activo. Com a responsabilidades dos seus pergaminhos, os responsáveis da popular agremiação acederam espontaneamente ao convite. Afinal, era uma oportunidade para trabalhar pelas crianças do Bairro da Nazaré, onde o Barreirense tem actualmente a sua sede, o que permitiria também privilegiar um intercâmbio socialmente importante, com a participação de equipas de fora do Bairro.
"Desta maneira, o Clube iria facilitar o acesso de muitos cidadãos à Nazaré, com as suas ciranças interagindo com as residentes no local", diz-nos um simpatizante do Clube.
Agarrando a jornada desportiva com entusiasmo, os elementos destacados para trabalhar no programa conseguiram mobilizar quatro clubes e 40 crianças, com os pais e amigos no apoio.
Mas a junta de São Martinho havia de deixar os dirigentes do Barreirense perplexos ao informar que a data prevista para o torneio, 10 deste mês, teria de ser alterada. Isto quando já estava tudo combinado e acertado ao nível da logística do torneio. Mais: se os organizadores insistissem em manter a data, então que fossem, não pregar para outra freguesia, mas jogar para outro recinto.
Razões para esta marcha a trás? Um evento de zumba que se tinha mudado para o local do torneio. Porém, como a desculpa não era aceitável, a justificação mudou: afinal, era o vogal da junta a fazer confusão de datas naquela cabeça.
Nos bastidores, dizia-se que era a organização Olho-te com o programa zumba por realizar naquela data e naquele lugar. E como o Mayor do Funchal Paulo Cafôfo deita sempre a mão à dita...
Nada havia a fazer. O zumba no caneco expulsava o zumba na bola. E então o Barreirense desamparou a loja, deixando o terreno livre, para evitar atritos. E agora só tem uma solução: seguir o seu caminho e organizar as provas que entender. Agora estar a curvar-se perante associações privilegiadas ou donos do Bairro é que não.
Barreirense, Barreirense! Tantas décadas de prestígio no desporto regional para isto! Se o saudoso treinador sr. Agostinho Rodrigues encontrava uma situação destas!...

Mais coboiada



UM ARRANHA-CÉUS NAS SELVAGENS

A nossa K-Kagarra parece ter ficado contagiada pela bandalheira da visita presidencial às Selvagens. Ficou-se nas encolhas e agora começa a mandar informações a conta-gotas. 
Ai ai ai ai ai! 
A nossa agente conta agora que o governo regional, depois de ter lançado o respectivo concurso, avançou com um projecto para mais instalações nas Selvagens, enquadradas nas já existentes ao serviço da conservação da Natureza. Isso ficou resolvido (passe o eufemismo) num dos primeiros meses do ano. Pois ainda agora lá foi uma arquitecta às Selvagens para mostrar in loco o projecto a Marcelo Rebelo de Sousa, a ver se o velho comentador político percebe do assunto e tem alguma coisa a dizer sobre a futura instalação.
Pronto, o projecto foi pr'a lá, depois voltou pr'a cá, não se sabe o que se segue. Pelo andar da carruagem, vai amolar mais uns tempos.
Sem exercer influência nenhuma no diâmetro da Terra, temos no entretanto o pormenor de a Polícia Marítima pensar na mesma coisa e preparar uma construção, também integrada na já existente, para que as suas equipas destacadas nas ilhotas Selvagens contem com condições eficientes. Disseram mesmo à K-Kagarra que a Marinha não brinca em serviço e vai pôr já o patrulha a fazer uma série de viagens seguidas levando o material necessário para pôr no terreno o seu próprio projecto. Enquanto decorrerem essas obras, o projecto do GR vai adormecer na gaveta ou correr Ceca e Meca, salvo seja, à procura de terreno para aterrar.
O mais provável é que, quando começar a levar material para as Selvagens, o governo se depare já com a nova construção da PM junto à antiga. Pelo que só poderá enveredar por um terceiro piso.
O assunto ficará resolvido. Mas então estará a nascer um arranha-céus nas Selvagens, para as cagarras poisarem. 

DIÁRIO DOS MILHÕES




A tentação 
do aproveitamento político





O Mercado Regional de Milhões começou a sexta-feira numa tónica de transparência: tudo a zeros, tudo branco, tudo claro. As empresas que monitorizam os movimentos 'milhionários' (de milhões) anteciparam a folga de fim-de-semana aos técnicos encarregados da monitorização, avaliação e discriminação de riscos. Um zero é um risco, mesmo à esquerda, mas vários zeros anulam-se uns aos outros.
Investindo contra o teimoso arrefecimento financeiro municipal, o Mayor funchalense relança hoje no mercado velhos activos entregues a instituições de carácter associativo, que, além de já gastos, não chegam a atingir o meio milhão. 
C'um milhão de diabos!
O grande destaque do dia vai para o papel moderador de Carlos Pereira, líder súcia na Madeira e para-secretário de Estado em Lisboa. Com 157 milhões de euros dos incêndios a arder enquanto Lisboa e Bruxelas não se despacharem, Carlos chamou a comunicação social para pedir encarecidamente a Miguel Albuquerque, Rei do Blue, que não caia na tentação de tirar aproveitamento político da reacção à desgraça do povo. Pereira entende que, quando há calamidades na Região, é o seu PS a estender a mão à caridade de Lisboa e são os governos socialistas a responder e a estender a mão da solidariedade à Madeira.
Empolgado com a câmara de tv à sua frente, Carlos Pereira desatou na ladainha dos milhões. Para atingir a despesa final dos 157 milhões, o homem foi inventar e arrancar parcelas ao arco da velha, somando fundos de coesão com ajudas solidárias e com linhas de crédito, tudo no mesmo saco, só lhe passando por alto as prováveis dádivas do jogo do bicho e a oferta de 5 chaves do euromilhões ao Gasparzinho a ver se sai alguma coisa à Madeira para a reconstrução. 
Aqueles dinheiros loucos e virtuais só são possíveis porque o Carlos Pereira tirou uma série de fotografias na capital alfacinha com ministros e secretários de Estado. Não fora a acção do Carlos Pereira e o António Costa diria: Não se manda nada enquanto o Carlos Pereira não vier tirar umas fotografias com a gente a Lisboa.
Daí a iniciativa do chefe socialista insular diante de câmaras, fotógrafos e jornalistas, ontem, para dizer: esta boa relação entre o governo da República e o governo regional é obra minha; este clima de reconciliação entre os governos de lá e de cá prova que eu tenho uma influência muito especial junto dos secretários de Estado e do contínuo do Costa.
Prosseguiu o homem: Nós pedimos ao governo da República mecanismos e instrumentos; nós facilitámos; nós reunimos com o governo da República; nós fizemos; nós acontecemos; nós isto; nós aquilo; nós um ror de coisas!
E o bom samaritano e desinteressado político remata com a preocupação: Albuquerque que não caia na tentação do aproveitamento político.
E tem razão sim senhor, o Carlos. Uma pessoa faz o bem mas não é para depois dar recados a dizer que fez isto e aquilo.
Bem avisado, pois. Porque o presidente do establishment é menino para convocar uma conferência de imprensa a dizer: Nós reunimos com o governo da República, nós pedimos ferramentas e mecanismos, nós facilitámos - e portanto o presidente do PS-Madeira que não caia na tentação do aproveitamento político.
Quanto aos reflexos desta cegada no Mercado Regional de Milhões, teremos mais um fim-de-semana marcado pelo zero. Mas, cá para nós, não há Milhões que paguem o gozo que estes políticos proporcionam ao povo esfomeado e moribundo. Morrer, sim, mas à gargalhada.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Prevenção e reconstrução


PCP faz aprovar proposta no Funchal



PTP avança com audição parlamentar




APURAR RESPONSABILIDADES 
DA INEFICÁCIA
DO COMBATE AOS INCÊNDIOS





Ver documento em 'Ler mais'

JPP no Curral dos Romeiros



Análise ao trabalho de intervenção junto das famílias vítimas dos incêndios






Coboiada nas Selvagens




NOVA HISTÓRIA TRÁGICO-MARÍTIMA




A 'Operação Selvagens' teve poucos momentos de lucidez e normalidade como este.



Nem oito nem oitenta e oito! Compreendemos a estratégia do homem da Vichysoise, a tal sopinha envenenada servida a Paulo Portas, e bem servida, porque cada um tem o que merece. Compreendemos que este primeiro mandato presidencial é para afectos, com beijos e abraços a tudo o que se mexa e não se mexa. Mas, que diabo, Marcelo Rebelo de Sousa está investido nas funções de Presidente da República! É dever de todos não abusar da confiança que o homem esteja a dar a cão e a gato, ainda que numa proximidade tacticista.

Quando dos fogos na Madeira, vimos Cafôfo caminhar de braço por cima dos ombros do PR, como se o Mayor estivesse a acamaradar com o adjunto da regedoria. Vimos Albuquerque e mais outros fotogénicos de cabeleireiro em pleno combate, não pela extinção dos incêndios, mas pela fotografia com o inquilino de Belém. Agora, durante a visita mais recente de Marcelo, o jantar da Magnólia, supostamente de homenagem a mortos e desalojados dos incêndios, merecendo recolhimento em memória de concidadãos nossos vítimas do sinistro, transformou-se num arraial de copos e despiques, com o povo, secretários e secretárias a cantar e a bailar como na festa do Loreto às 4 da manhã, enquanto Marcelo se submetia a mais uma sessão de beijos e abraços.
Daí a pouco, ainda no hipotético jantar, Marcelo discorria no discurso e... mesmo atrás dele, à vista da plateia e dos estupefactos madeirenses que seguiam a rábula em directo, o presidente do Governo e a secretária da Inclusão trocavam piadas e risos como se o orador fosse o chefe da banda contratada e não o Chefe de Estado em funções oficiais.

Mas o ramalhete não estava definitivamente composto. Faltava o passeio do estilo às Selvagens. Sem novidade nenhuma, porque esta passeata nada tem a ver com afirmações de soberania, mas com a necessidade de encher agendas e ecrans. 
Será que pelo menos no isolamento silencioso do Atlântico aquela malta de folgazões manteve alguma distância com o Presidente da República? Ou mais uma vez todos se esqueceram de que aquilo era serviço - desnecessário, mas serviço - e não um piquenique para enfiar uma bucha e emborcar um quarto de litro?

A coisa não começou da melhor maneira, segundo nos confidencia a nossa K-Kagarra que veio das Selvagens ao Funchal para acompanhar e cobrir para o Fénix o que se tornaria uma história trágico-marítima em matéria de etiqueta, diplomacia e cortesia. 
Marcelo seguiria de hélio, mas entretanto, no Funchal, a companha do 'D. Francisco de Almeida' aparelhava-se para a largada. A primeira anomalia registada, que passou mais ou menos despercebida, foi o embarque de uma passageira clandestina na fragata de guerra. Sem registo na lista de viajantes, poderia ser um quebra-cabeças para a ponte de comando. Lá se compôs o espalhanço. Pelo mar pr'a lá, houve ainda uma disputa de colchões, porque ninguém estava interessado em dormir no convés. Passageiros clandestinos dão nisto.
O pior seria mais adiante.


Marcelo apeou-se do Merlin no planalto da Selvagem Grande e desatou a distribuir afectos a quem primeiro encontrou, julgando estar a ser recebido por representantes da colónia de cagarras. Não sabia onde se estava a meter. Vejam quem está ali à direita na fotografia. Só que a desgraça não estava bem aí. Pergunta-se: onde está o presidente do governo a receber o Chefe de Estado? Bem, era só o começo.  


O Representante Ireneu, por dever do ofício, teve de andar a trepar e a descer escarpas, com as dificuldades que se imaginam. O que leva a dar alguma razão a Jaime Ramos quando nos loucos tempos do desenvolvimentismo acusava os ocupantes de São Lourenço de serem estorvos e atrapalhos à Autonomia Total. A penosa descida foi o que a imagem mostra: o Representante apoiado a uma marinheira. Para cima, levou 5 minutos de avanço e foi o último a chegar, já fora do controlo.


Era preciso fazer qualquer coisa para os Portugueses não repararem na medonha despesa da brincadeira. Lá se tratou da entrega de um diploma da Polícia Marinha, que agora tem guarita de sentinela na Selvagem Grande. Dado que o agente encarregado da cerimónia é um sósia de Marcelo, será que o PR pode pensar em descarregar as sessões diárias de beijos, por exemplo quando se tratar de velhas e de crianças?


Para encher mais um pouco o dia, seguiu-se uma apresentação debaixo do alpendre da casa dos vigias, quase à beira-água. O Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Macieira Fragoso, pôs-se a explicar o êxito da instalação em apenas 5 semanas do posto onde operará uma equipa da Polícia Marítima. Ora, com o andamento da explicação, Albuquerque dava sinais de enfado. Sentado na plateia, quis chamar a 'Selvagem' para o colo, a fim de se distrair um pouco e fingir diante dos jornalistas que adora cães. Mas o bicho teve mais juízo do que a Sissi. Recusou. Então, o presidente do governo regional resolveu perguntar pelo Roberto. Onde está o Roberto? E Marcelo com dificuldade para ouvir a explicação do Almirante. Albuquerque insistia: já disse, chamem o Roberto! Apresentação estragada. O Almirante a tentar disfarçar a bronca e Marcelo idem, mas estava difícil. E o Roberto que não aparecia. Foram dois assessores dentro da casa e voltaram sem o Roberto. E o Roberto? - insistia Miguel. Quem diabo era o Roberto? K-Kagarra conhece: um técnico daqueles fios e bytes que não esteve para aturar baboseiras e deixou-se ficar onde estava.

Para deitar água na fervura, um polícia marítimo fez umas festinhas à 'Selvagem'. Mas aí, devido ao Miguel perturbador da aula, já ninguém seguia com atenção a apresentação do Almirante. E as coisas só recuperaram quando tocou a rancho e Miguel Albuquerque meteu dentes à obra, sem dar tréguas às saladas de polvo e atum, à espetada, à fruta e ao bolo. Note-se porém que não foi apenas Miguel a correr ao tacho. No capítulo dos tachos, o chefe do governo tinha ali concorrência forte.
Inebriado pelos comes-e-bebes, Miguel pensou: não é tarde nem é cedo, vou é livrar-me mais um bocado do cinzentão. Virando-se para o secretário de Estado da Defesa: Oh Marcos, 'bora dar um mergulho que não estou para aturar essa velhada toda. Marcos Perestrelo, que já anda ressabiado porque o ministro não o deixa brilhar, só o deixa fazer de corpo presente no protocolo, limitou-se a pegar no fato-de-banho e descer até às límpidas águas, lado a lado com o chefe da Madeira.
Seguiu-se o ritual do costume.

Ver se a água está muito fria, porque mergulhar com uma barrigada daquelas!...

Marcos despacha-se.

Lá vai também o patrão do Blue Establishment, de pernas juntas, como na largada para o Cais-Barreirinha na corrida José da Silva 'Saca'. Certamente a resmungar no meio dos peixes, inspirado pelo copo do almoço: o Cafôfo que aproveite para fazer selfies com o cubano.

...Como por encanto, houve uns momentos de sossego nas Selvagens.

Da zona sobranceira, Marcelo e mais alguns membros da comitiva seguiam perplexos os movimentos dos banhistas, que deixaram o Presidente da República ali desamparado, aos papéis, para tomar uma banhoca. Quando Mário Soares esteve nas ilhotas, muita gente foi à água. Mas porque o velhote do socialismo foi o primeiro a mergulhar e ninguém o quis deixar sozinho. Agora foi o contrário. O Presidente Marcelo em terra, queimando tempo com paleio de chacha e circunstância para encher chouriço, enquanto sua ex.ª o Presidente da Madeira nadava. Havia de ser com Sampaio ou Cavaco! Está tudo apanhado pelos ultravioleta!  

Foi com uma descontracção cheirando a indiferença e irresponsabilidade que Miguel saiu do azul selvagem para o duche. Talvez num rebate de alarme, tentou a todo o custo convencer Cafôfo a ir também meter água, oferecendo-se para emprestar o fato-de-banho ao Mayor funchalense. Ou por não saber nadar ou por ter a cabeça no lugar certo, Cafôfo dispensou o presente envenenado.

Com o regresso da equipa de banhistas a terra firme, estava dado o mote para a bandalheira geral. Ali já não havia Presidente da República nem Almirante nem regedores do establishment, mas um grupo amigo e coeso, imbuído do mesmo espírito de luso-porreirismo, que a vida são dois dias. E os castelhanos que também entrassem ali com os seus voos rasantes e a pesca sorrateira, porque é tudo pessoal da mesma península. Daí em diante, eram as anedotas e os dichotes de soldados rasos para figuras de Estado, rapaziada de calção e pé descalço a tirar fotografias ao inquilino de Belém. Já antes, o assessor de Marcelo pegara na secretária do Ambiente ao colo para sentá-la em cima do muro, já que não havia lugar no alpendre. Susana Prada que não se esquecera de levar na bagagem duas caixas de queijadas para os excursionistas matarem uma roeza.   


 Moral da história: de certeza que Marcelo não volta a meter-se noutra. Só se for mesmo em cima das eleições para o segundo mandato, se as sondagens estiverem tremidas.

40.ª edição!




FESTA DO AVANTE COMEÇA AMANHÃ






É já amanhã, sexta-feira, dia 2 de Setembro de 2016, que arranca na Quinta da Atalaia, na freguesia da Amora, concelho do Seixal, no distrito de Setúbal, a 40.ª edição da Festa do Avante!, a maior iniciativa político-cultural de massas no nosso País, com a abertura oficial prevista para as 19h00 (e que este ano terá lugar junto à nova entrada da Festa, no coração da Quinta do Cabo), com a declaração de boas-vindas proferida pelo Secretário-Geral do PCP, JERÓNIMO DE SOUSA.
Ao longo destes três dias do primeiro fim-de-semana de Setembro, a Festa do Avante! será visitada por milhares e milhares de participantes, e contará com a realização de múltiplas iniciativas de cariz político, cultural, lúdico e desportivo, de âmbito regional, nacional e internacional, culminando no domingo, dia 04 de Setembro, com o grande comício agendado para as 18h00, no “Palco 25 de Abril”, e que contará com as intervenções políticas de VASCO MARQUES, membro da Comissão Política da Direcção Nacional da JCP, MANUEL RODRIGUES, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP e Director do jornalAvante! e JERÓNIMO DE SOUSA, Secretário-Geral do PCP.
 Horários, programas, participações e outros destaques poderão ser consultados no site oficial da Festa doAvante! na Internet, em http://wwwfestadoavante.pcp.pt/2016/ .
Texto PCP