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sexta-feira, 28 de junho de 2013


ESPANHA JUNTA-SE AO BRASIL 
NA FINAL DAS CONFEDERAÇÕES




O tradicional cinismo italiano tramou-se hoje no Brasil: a Espanha decidiu adoptar o mesmo jeito de estar em campo e, na hora do desempate pelos penaltis, o cinismo espanhol bateu o cinismo transalpino.
Pronto: domingo, veremos a final esperada, um Brasil-Espanha para tirar teimas sobre quem é mesmo a melhor selecção do mundo.
Para nós, será difícil tomar partido entre os 'nossos irmãos brasileiros' e 'nuestros hermanos espanhóis'.


PATRIMÓNIO CULTURAL DA "MADEIRA NOVA"

01 - Ribeira de João Gomes junto ao Mercado dos Lavradores - 25.06.13

Três anos e quatro meses após as cheias de 20 de Fevereiro de 2010, o desgoverno regional da Madeira teima em transformar o Funchal numa espécie de Beirute do Atlântico. No mar os milhões de euros continuam a ser gastos na  “Baía Tetrapolégica”, desfigurando a face da cidade com uma eficácia que faz inveja à aviação israelita.
No centro histórico as margens das ribeiras, que já ostentaram notabilíssimas coberturas de buganvílias, continuam sem varandins. Mantêm-se provisoriamente uns inestéticos blocos de betão, talvez alugados a uma empresa de construção, que nalguns locais apresentam intervalos perigosíssimos para as crianças que circulam nos passeios.
Tetrápodes na baía e blocos de betão nas margens da ribeira de João Gomes são as peças do património cultural da “Madeira Nova”, que mais motivam os turistas a viajar no teleférico do Funchal.  

Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal

02 - Ribeira de João Gomes junto ao Mercado dos Lavradores - 25.06.13

03 - Ribeira de João Gomes entre o Instituto do Bordado e o Jardim do Campo da Barca - 25.06.13


04 - Ribeira de João Gomes a montante do Campo da Barca - 25.06.13


quinta-feira, 27 de junho de 2013


IMAGENS DA APRESENTAÇÃO 
DO LIVRO DO PADRE JOSÉ LUÍS

Quinta-feira, 26, átrio do Teatro Municipal, com a presença do bispo emérito D. Teodoro, presidente da Câmara do Funchal Miguel Albuquerque e Dr. Cabral Fernandes, advogado e antigo líder do CDS. Muita gente ouviu falar da nova obra do padre José Luís Rodrigues, pároco de São Roque e São José - 'Para que serve acreditar - o que a fé não deve ser'.









Última hora

'IATE DOS BEATLES' PARTE
ÀS 7H30 DESTA SEXTA-FEIRA

Conforme noticiámos, o 'Vagrant' deixa o cais da cidade nesta manhã de sexta-feira (28). No entanto, a Capitania mandou atrasar a operação - das 6 horas, que anunciámos inicialmente, para as 7h30.
Dois rebocadores já chegaram do Caniçal ao porto da capital. Pelas 7 da manhã, estarão junto do iate, para os últimos preparativos da viagem.
Segundo apurámos, o 'Vagrant' será rebocado pelo 'Boqueirão', que portanto se posicionará pela proa. O rebocador mais pequeno, 'Ilhéu de Cima', seguirá pela popa, com a missão de funcionar como leme da embarcação a transportar.
O 'Iate dos Beatles' seguirá para o Caniçal, onde aguardará o destino a seguir: afundamento ou exploração comercial.


FEIO E PERIGOSO


01 - Jardim de amores-de-burro a menos de 100 metros do Mercado dos Lavradores - 25.06.13


A menos de cem metros do Mercado dos Lavradores, um dos locais de maior afluência turística da cidade do Funchal, e entre os centros comerciais Anadia e Oudinot, há um horrível e repulsivo jardim povoado de amores-de-burro (Bidens pilosa). Escondido entre o mato seco mantém-se, provisoriamente há quase vinte anos, o reservatório de gás do edifício Anadia.  
Entretanto, está pronto a funcionar o reservatório alternativo, implantado há mais de um ano no Jardim do Campo da Barca, mas o governo regional e a câmara municipal tardam em se entenderem na resolução do problema.
Aquilo está feio e perigoso!

Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal


02 - Jardim de amores-de-burro a menos de 100 metros do Mercado dos Lavradores - 25.06.13

03 - Reservatório de gás do Edifício Anadia no jardim de amores-de-burro sobre a Ribeira de João Gomes - 25.06.13

04 - Reservatório de gás do Edifício Anadia sobre a Ribeira de João Gomes - 25.06.13


05 - Reservatório de gás no Jardim do Campo da Barca - 25.06.13


INFORMAÇÃO DO EX-JM

Ontem foi lançado um herbário comunitário, da autoria do padre Manuel de Nóbrega. Presentes na cerimónia, que decorreu nos Prazeres, presidente Jardim mais bispo D. António.


INFORMAÇÃO AO EX-JM

Ontem, por acaso, também houve um lançamento de livro no Funchal, igualmente da autoria de um padre - José Luís Rodrigues.
Na edição do ex-JM de hoje, nem uma linha sobre o assunto.
Se para o ex-JM noticiar alguma coisa é preciso estar no acontecimento um bispo, pois havia no Teatro um bispo, o emérito D. Teodoro.
Se é preciso um presidente, pois estava lá o da capital madeirense, Miguel Albuquerque.
E, já agora, estavam lá concentradas centenas de pessoas. Que se apresentaram espontaneamente, não foram arrancadas aos lares e metidas na camioneta para gramarem os fretes do desgoverno.


AGÊNCIA DO BANCO DE PORTUGAL INACTIVA



O Banco de Portugal na Madeira está fechado, esta manhã. O principal responsável aderiu à greve geral e a operacionalidade da agência torna-se impossível. Assim, os outros funcionários também estão de braços cruzados.


Trabalhadores da EEM em protesto



A esta hora da manhã (10h30 de quinta, 27), os trabalhadores da Empresa de Electricidade da Madeira estão concentrados nas instalações da casa. Trata-se de tentar resolver a questão dos pagamentos relativos ao subsídio de férias. 
As câmaras já pagaram, em muitos casos. Pois na EEM, nada. E o problema é que o conselho de administração nada promete. Pelo contrário, vai dizendo que só quem pode autorizar os pagamentos é Ventura Garcês. Ora, como se sabe, o secretário das Finanças, por seu lado, nada risca em matéria de dinheiros - isso é lá com Gaspar.
Os trabalhadores da EEM desesperam: já não chegavam as anuidades que não chegam e o aumento de salários congelado há uns 3 anos...
Sim, claro, foi muito tempo a cobrir as loucuras financeiras do desgoverno regional!


CASO MIGUEL-JAIME AO CAFÉ

Esta quarta-feira, pouco depois das 12, renhida conferência corria à mesa da esplanada do 'Leque'. Entre outros engravatados, Miguel de Sousa e Savino Correia animavam a tertúlia.
O agente K7, colocando a sua missão acima da etiqueta, captou a temática em cima da mesa dos executivos, cheia de bicas e garotos. Falava-se, o que aliás não espanta, do contencioso insolúvel que separa Miguel de Sousa de Jaime Ramos, à conta do conhecido desaguisado em plena reunião do grupo parlamentar.
"Chulo, vadio e bufo" - chamou Jaime a Miguel, lembram-se?
Os convivas à esplanada - como o nosso agente pôde perceber - desancavam nos deputados que se recusam a ir a tribunal testemunhar no escaldante processo, rejeitando a solicitação feita pelo antigo vice-presidente do governo. Muitos deles, onde quer que estivessem, deverão ter sentido as orelhas em chamas. Vicente Pestana foi nome bastante badalado na conversa, e não pelos melhores motivos.
Vicente não aceitou testemunhar?
Não.
Sem nada termos com isso, quer-nos parecer que esse eterno deputado tem um dever de gratidão para com Miguel de Sousa. Ou será impressão cá da casa?
O nosso K7 enviou-nos a lista de adjectivos com que os tertuliantes brindaram certas figuras do laranjal que tremem das pernas quando é preciso assumir-se. Sobretudo quando o assunto mete Jaime Ramos.
A lista de epítetos está no caixote do lixo desta Redacção. A veicularmos aqueles nomes, também poderíamos ir a tribunal. E isto está difícil até para se arranjar testemunhas.



'OBRAS SEM FISCALIZAÇÃO'
- VICE-PRESIDÊNCIA ESCLARECE

(Foto DN)
Para evitar especulação, a Vice-Presidência já nos esclareceu cabalmente a respeito da 'falta de fiscalização' que apontámos a obras do governo regional. No caso, falávamos dos túneis da variante Madalena-Arco da Calheta.
Segundo nos haviam informado, essas obras estariam a decorrer sem os necessários fiscais. O que, como se compreende, provocaria dúvidas acerca dos cuidados e dos materiais ali aplicados.
A Vice-Presidência tranquiliza: a fiscalização já não está a ser feita por contratação com empresas externas, de facto; mas continua no terreno por conta dos engenheiros do próprio governo regional.
Esta mudança de actuação opera-se em obediência aos compromissos assumidos pela Região no âmbito do PAEF (Plano de Ajustamento Económico e Financeiro), no sentido de conter despesas. Recurso ao outsourcing, sim, mas apenas nos casos em que na máquina governamental não haja técnicos abalizados para executar a fiscalização. 
Isso tem acontecido, por exemplo, ao nível dos trabalhos em curso nas ribeiras de São João e João Gomes.
O governo faz notar, porém, que, quando há carência de técnicos no GR para fiscalizar determinada obra, a situação precisa de ser comprovada perante a Secretaria das Finanças, que tem a responsabilidade de fazer cumprir o PAEF.
Quanto à variante Madalena-Calheta, essa fiscalização está perfeitamente assegurada - garante a Vice-Presidência.
'Fénix' agradece as clarificadoras explicações. 


OBRAS SEM FISCALIZAÇÃO

Senhor governo!
Sabe que as obras nos túneis da variante Madalena-Calheta estão a fazer-se sem fiscalização oficial, não sabe?
Sabe que isso é ilegal e perigoso, não sabe?
Não queremos levantar suspeitas contra a dignidade da Tecnovia, mas, se a lei exige fiscalização, para alguma coisa é.
Senhor governo! Quem me avisa...


MAL EMPREGADO... UMA CONSCIÊNCIA








Capela de São Paulo



Se é bom observador...





'Vagrant' sai de madrugada



Mantém-se a última informação que deixámos no 'Fénix': o famigerado Iate dos Beatles parte esta sexta-feira (28) de manhã cedo - às 6 horas.
Os dois rebocadores mais pequenos da praça - Ilhéu de Cima e Boqueirão - navegam hoje do Caniçal para o Funchal, a fim de tomarem conta da operação.
Outro rebocador está em Lisboa para manutenção e o outro (Passos Gouveia) fica no Caniçal.
Se tudo correr como previsto, amanhã zarpa finalmente do cais do Funchal o iate que serviu de restaurante cerca de 30 anos.

Rebocadores atracados na Pontinha.



EMCHENTE NO TEATRO PARA O LANÇAMENTO
DO LIVRO DO PADRE JOSÉ LUÍS

Brilhantes intervenções do Dr. Cabral Fernandes e do bispo emérito D. Teodoro marcaram esta quarta-feira (26) o lançamento do livro "O que a fé não deve ser", da autoria do pároco de São Roque, padre José Luís Rodrigues. 
Apesar das suas reservas no campo da matéria tratada na obra, Cabral Fernandes, advogado e antigo líder do CDS-Madeira, captou durante a sua exposição as atenções da assistência, que superlotou o átrio do Teatro Municipal.
O emérito D. Teodoro justificou a sua presença na cerimónia lembrando que conhece de há muito o padre José Luís, com quem manteve uma relação nem sempre fácil. Mas tudo correu bem porque em Roma aprendeu que um útil princípio a observar por um bispo é a paciência, pelo que os espinhos não prejudicaram esse relacionamento.
Miguel Albuquerque também falou para relevar acima de tudo a coragem revelada no dia-a-dia pelo polémico sacerdote autor da obra.
Notou-se a ausência do bispo actual, D. António, mas murmurava-se entre a assistência que outro acontecimento envolvendo também um padre desviou o prelado para os Prazeres... onde, por coincidência, estaria o presidente do governo PPD.
Ouvimos comentar também a saída de Jardim da igreja de São Roque durante a cerimónia de casamento de Cláudia Monteiro de Aguiar, sábado... saída essa na altura em que o padre José Luís se preparava para fazer a homilia.
Será que, por causa desse abandono, aquele casamento será invalidado? - ouvimos ironizar, no Teatro Municipal.

quarta-feira, 26 de junho de 2013





HISTÓRIA COZINHADA 'À JARDINEIRA'

Aproveitando-se de uma fatalidade alheia, sua excelência desfere outra machadada na História para se auto-elogiar 



A Frente Centrista foi um 'flop'
- desculpem-nos  os
drs. 
Aragão e Pontes Leça.
Quem tiver a paciência de ler o mal amanhado artigo do chefe PPD no ex-JM desta quarta-feira (26) concluirá connosco: cada vez que fala do passado político da Madeira, o cavalheiro em questão vai acrescentando um ponto aqui e tirando outro acolá. Mais meia dúzia de crónicas do género e havemos de ler ainda que ele não é apenas o Único Importante mas também o Único Madeirense dos últimos 40 anos.

Uma pessoa esmiúça tal arrazoado e, sem querer, assusta-se. Nas suas periclitantes palavras, que diz escritas "Em memória do Dr. Luciano Castanheiro", recentemente falecido, sua excelência pinta o quadro de 1974 de uma maneira!... Ele não se refere à turbulência própria de uma revolução que derrubava um regime de meio século. Ele apavora os leitores dando a entender que, para esta terra, o 25 de Abril foi o abrir da Caixa de Pandora. Tantos males que estavam nesta ilha encavernados, à espera de soltura!
Ele começa por contar o que era Maio de 74. Tremam, homens ingratos!
"O Funchal estava ocupado por comunistas do PCP e da FEC (m-l)". E por um PS "tão ou mais radical do que os próprios comunas". Segundo seria mais tarde descoberto pelo senhor que escreve este artigalho, "nem o PS/Lisboa queria ter a haver (sic) alguma coisa com tais 'camaradas'" da Madeira.
A tropa que vegetava por aí era de uma "absoluta incultura política, só dizia ou consentia asneiras". O chefe da tropa era um homem com "princípios", escreve 'Meio Chefe', mas que, "sem norte, não conseguia exercer o poder". Pobre Azeredo!
Depois, mas é óbvio, havia os Blandy, que, "numa rotação de 180 graus, tinham cedido aos comunistas, ao estilo bandalhoco (sic) do salve-se quem puder".
"Um movimento democrático nascido da burguesia esfumara-se em cagaço, contradições e discussões pessoais tontas", continua o negro panorama pós-Abril visto pelos óculos de 'Meio Chefe'. 
Com mais isto:
"Padres, hoje ex-padres, muito mal formados, auto-promoviam-se ridiculamente a 'líderes' revolucionários."

Exclamará neste momento o Leitor: mas de uma situação assim, cheia de minas e armadilhas, a Madeira não conseguiria escapar!
Pois, a Madeira não conseguiria escapar de um inferno daqueles... se, por bênção celeste, não descesse à Terra um ente puro, ariano, predestinado para resgatar as Ilhas Encantadas das labaredas que a Revolução dos Cravos ateara.
É que, ao ver os perigos mil sobre as nossas cabeças, o professor da Escola Industrial sotor Jardim, num dia em que ia a sair do Golden Gate, por acaso a seguir ao almoço, dirigiu-se ao Dr. Henrique Pontes Leça e, por outras palavras, desafiou: vamos acabar com esta bagunça!
Palavras da salvação.

Pois. Olha lá se não aparecia este salvador da pátria, que seria de nós? Não fulgurasse tal criatura valente na hora certa e o mundo mandaria celebrar, já no próximo ano, a missa do 40.º aniversário do enterro da Madeira - que a esta hora jazeria no fundo do mar, aos cacos, misturada com a Atlântida.

Mas não. Havia quem se interessasse em libertar a Madeira de todos os males soltos pela Caixa de Pandora. 
O homem falou, pois,  com o Dr. Pontes Leça. Então, chegaram-se o Dr. António Aragão e o Dr. Luciano Castanheira. Dentro em pouco, surgia a Frente Centrista, a tal "estrutura politicamente moderada" de que fala sua excelência hoje no seu panfleto.
Seria esta Frente Centrista quem traria para cá o PPD fundado por Sá Carneiro - no escrever de 'Meio Chefe', está bom de perceber.

Que ponto acrescenta à História o homem hoje, nesse artigo?, perguntarão os nossos ansiosos Leitores. O acrescento é este: que António Gil Inácio da Silva se "juntou posteriormente à Frente Centrista". Ou seja, que António Gil se juntou posteriormente àqueles que defendiam uma política moderada e que, em Agosto de 1974, já "com mais de meia centena de militantes", decidiram "integrar-se no então PPD". Palavras do chefe.

Bolas, onde está esse cozinhado 'à jardineira'? Que tem de errado essa narrativa histórica?
Tem que aquela Frente Centrista não passou de um 'flop', em que poucos acreditavam. Figuras de prestígio na altura declinaram convite para integrar tal formação - como o Dr. Baltazar Gonçalves e o Eng.º Klut de Andrade. 
Aquela facção nada fazia com impacto popular e, definitivamente, não inspirava confiança nenhuma enquanto projecto político.
Depois de muita insistência, lá conseguiu o prof. Jardim convencer alguns madeirenses a pôr o nome por baixo do programa da Frente, necessário para que esta pudesse existir. Assinaram Emanuel Rodrigues, Nicolau Freitas, José Alberto Vasconcelos, António Cristiano Loja e outras 40 pessoas. Mas às poucas sessões públicas da organização compareceram escassas dezenas de curiosos. 
Aquilo eram uns comunicados a foguetear na imprensa e nada mais.
A Frente Centrista que 'Meio Chefe' pretende mistificar cada vez mais nenhuma força teve durante a sua cinzenta existência, ou seja, até que António Gil aproximasse da Madeira o PPD de Sá Carneiro/Balsemão.
António Gil? 
Claro. Não foi a Frente Centrista que se lembrou do PPD, foi António Gil. 'Meio Chefe' conhece a verdade e por isso é que agora mete António Gil na Frente Centrista... "posteriormente" 

Aconteceu isto: ao saber que no Continente estava em gestação um Partido Popular Democrático, António Gil Silva escreveu a Sá Carneiro para saber das suas linhas programáticas. Essa carta seguiu a 3 de Maio de 1974. Dois dias depois, era Pinto Balsemão a escrever a resposta fornecendo os pormenores pedidos.
Semanas passadas, de visita a Lisboa, António Gil falou pessoalmente (não chegou a 2 minutos) com Sá Carneiro, dizendo-lhe que a melhor opção era estender o PPD à Madeira por via dos simpatizantes que já se reuniam no Funchal para esse fim, mas sem esquecer os componentes da Frente Centrista.
É que, aí por Maio, Junho e Julho, figuras como o Dr. Matias, Daniel Catanho, Jorge Sardinha, António Varela e o próprio António Gil dinamizavam acaloradas reuniões pró-PPD dentro de uma sede montada na Rua da Carreira, 67 - 2.º.
O professor Jardim passou a tomar parte nestas reuniões do PPD original, que também ocorreram na Caixa de Previdência, mas sem conseguir impor a sua vontade como conseguiria impor no futuro. Ali todos falavam, quando ele, como se sabe, gosta de falar sozinho. Até que um dia não teve remédio senão abandonar o comício e afastar-se dessa facção do PPD. 
Seria António Gil a ir buscá-lo outra vez, mais tarde, a fim de o integrar no movimento sá-carneirista.
Esta é uma história diferente daquela que Jardim vai alterando com o passar do tempo. Ele até já diz que os primeiros PPD's eram comunistas lá infiltrados! Consideremos esse mau perder como piada.
Temos cópias da carta escrita por António Gil para Sá Carneiro e da que Balsemão escreveu para António Gil. Em caso de dúvidas sobre aquilo que relatamos...
É curioso o desespero de 'Meio Chefe' para incutir grandiosidade à famigerada Frente Centrista, na ideia de, por essa via, atribuir a si próprio uma importância que não teve nos primórdios do PREC e na fundação do PPD-Madeira. 
Até à assinatura do acordo com o PPD nacional, abrangendo os dirigentes da Frente Centrista e os activistas do PPD na Madeira, a dita Frente foi um bluff. A UPM, a FPDM e outras organizações mobilizavam 100 vezes mais gente do que os doutores da FC. 
Com que então, "um movimento democrático nascido da burguesia esfumara-se em cagaço"!? 
Cagaço? Essa agora!
O MDM - Movimento Democrático da Madeira, a que se refere sua excelência - encheu várias vezes o espaçoso Ateneu com os primeiros comícios na ilha depois do 25 de Abril. Ali debateram intensa e democraticamente anti-fascistas do perigoso tempo da ditadura, como Fernando Rebelo, António Loja, Manuel Gouveia e o próprio António Gil! Cagaço? Muitos elementos deste grupo haviam dado a cara pela oposição democrática contra Marcello Caetano e a sua Pide, em 1969, enquanto o prof. Jardim escrevia loas ao caduco regime na 'Voz da Madeira' e aplaudia as intervenções dos tachistas da ANP/UN em comícios eleitorais no Grémio da Fruta.
O 'cagaço' desse grupo foi tal, no pós-25 de Abril, que daí é que saíram as escolhas de nomes para presidir à Junta Geral e às câmaras. E daí saiu o primeiro governador civil do regime democrático, o Dr. Fernando Rebelo, porque Azeredo não conseguiu impor outra solução.
Depois, já líder do PPD, nos méritos e nas  loucuras de sua excelência, a conversa é outra, evidentemente.

Ficamos por aqui. Afinal, se Chefe Jardim quer insistir em se auto-proclamar fundador do PPD-Madeira, deixá-lo. Com os resultados trágicos que a Madeira sofre hoje depois de 30 anos de governação social-democrata, carregar essa coroa não só não é glória nenhuma, como se torna perigoso.
Gabe-se as vezes que quiser, e sem esperar pelo passamento de antigos companheiros para ter pretexto.






Neste cartoon do saudoso 'O Jornal', anos 80, o  então primeiro-ministro Cavaco interiorizava uma  frase para mais tarde recuperar.




NOTÁVEIS DO PPD: COMO PREPARAR UM FUTURO 

QUE ESTÁ BLINDADO POR JARDIM?


Jardim fala sozinho, não sabe o que os outros pensam - nem isso lhe interessa, aliás.



Três semanas depois, os barões dizem que a reflexão sobre o 'futuro do partido' teve um resultado igual a zero. Não adianta dar ideias porque é impossível mudar os dogmas de Jardim, afirmam. Além do mais, o líder vai recandidatar-se em Dezembro de 2014 e julga que vencerá Miguel Albuquerque.  



Os notáveis social-democratas continuam convictos de que participar em reuniões para tratar do futuro do PPD-Madeira é tempo deitado fora. Em causa, o pomposamente anunciado conclave de 3 do Junho corrente, na sede da Fundação Social Democrata, para o qual foram desafiadas as figuras mais conhecidas do partido.

Passadas 3 semanas, alguns dos participantes ainda comentam com um sorriso de sarcasmo a diligência organizada por Jaime Filipe Ramos. 
O resultado da jornada redundou num silencioso zero. Sem a menor dúvida.
Do que extraímos das conversas nos últimos dias com alguns daqueles notáveis, podemos concluir sem receio de errar que, se eles entraram para o encontro sem qualquer esperança de contribuir para um projecto de futuro no PSD, saíram de lá tão desesperançados como entraram.


Tem nome o intransponível obstáculo no caminho dos barões social-democratas chamados a estudar o futuro: Alberto João Jardim. É uma opinião unânime no grupo de participantes nesse painel de reflexão, onde figuraram João Cunha e Silva, Miguel Albuquerque, Miguel de Sousa, Paulo Fontes, Coito Pita, Sérgio Marques, Manuel António Correia, Tranquada Gomes, Bruno Pereira, Rafaela Fernandes, Medeiros Gaspar, Jorge Pereira, além de Jaime Filipe.

Afinal, propor o quê se, para os principais segmentos da vida do partido e da Madeira, existem orientações rígidas e inamovíveis do grande chefe? - interrogam-se os pensadores. 
O desencanto começa pelo estilo de estar em público do chefe. Eles, que sustentaram durante muitos anos a truculenta política 'à Jardim', da qual beneficiaram em termos de carreira política e em muitos casos profissionalmente, confessam-se agora cansados, quase arrependidos do seu passado no partido. 
Aceder ao desafio para apresentar ideias a que propósito, se o chefe sempre atirou para a sarjeta quem ousasse mostrar imaginação ou falar mais de 5 minutos?
São interrogações do 'baronato'. Há mais.
Propor mudanças com vista ao futuro como, se Jardim tem avisado que, enquanto for líder, não haverá reformas administrativas, não haverá eleições para o partido nos congressos em vez das directas, e que a comunicação social continuará a ser o que sempre foi?
Como sugerir um caminho diferente se o chefe costuma acusar de 'traição' os que não obedecem à linha partidária, isto é, à linha dele, chefe?
Uma farpa cravada no pescoço de quase todos os convocados para a reflexão é a impossibilidade de formularem as críticas que entendem dever formular ao governo regional. Um governo - dizem - onde uns não se falam com os outros. Que não apresenta uma só ideia para redinamizar a economia. Que deixou a vertente social derrapar até ao que se vê na actualidade. Que cedeu a Lisboa de forma tão vergonhosa que hoje não existe autonomia nenhuma, nem para mandar fazer um pagamento. 


Em última análise, para quê perder tempo em reflexões com vista ao futuro se o chefe já não consegue disfarçar a obsessão pela continuidade no poder? Sim. Alguns dos mais sonantes nomes do PPD-M já perceberam essa realidade: apesar de dizer aqui e ali que se vai embora, ele com toda a certeza vai candidatar-se de novo nas eleições internas de Dezembro-2014. 

Alguns dos participantes, fartos de saber que nada ganhariam em avisar o líder actual, dizem-se convictos de que será um grande erro essa recandidatura no plano interno. Se se mantiverem as condições actuais, Jardim perderá com Miguel Albuquerque, prevêem. Havendo mais um cenário a considerar: Manuel António, depois de usado pelo chefe contra Miguel, está disposto a candidatar-se em 2014, dê por onde der, mesmo contra... Jardim!
Cenário esse com 3 candidatos, pois.


A escolha de Jaime Filipe Ramos para preparar um documento sobre o futuro do PPD-M constitui prova de que Jardim pretende 'continuar até morrer'. Depois de tudo fazer durante décadas para dividir o seu partido, alimentando, para baixo da sua cadeira, um insolúvel clima de conspiração; e quando finalmente Miguel Albuquerque se mostrou capaz de fazer esquecer o mito Jardim; este 'puxou' de Manuel António como escudo para as inesperadas arremetidas do presidente funchalense.

Arrefecida a situação, após as internas, viveu-se o normal andamento do calendário político-partidário. Mas, hoje, o decisivo Dezembro de 2014 começa a despontar nas divagações de cada um. E eis o maioral Jardim a tratar de atropelar mais uma geração, a do secretário do Ambiente, utilizando agora um elemento mais novo, Jaime Filipe Ramos. Dá-lhe destaque e muitas esperanças, a Jaime Filipe, através da responsabilidade de estudar o 'futuro do partido' e, entretanto, vai-se perpetuando nas Angústias.


Os barões que fazem esta leitura resolveram cruzar os braços: enquanto 'ele' estiver lá em cima, na presidência, nada feito. Lá vão comparecendo a estes 'retiros espirituais', para não darem azo a ficar debaixo de olho do chefe, mas não acreditam em nada do que lá possa ser dito ou escrito.

Enquanto houver Jardim, não há mais nada. É o espírito reinante no outrora glorioso e prepotente PPD 'à Jardim'.


FARDADOS E MAL PAGOS


Antes




Agora












Finalmente, os manda-chuva da Junta Geral tomaram a grande decisão: se os utentes madeirenses e estrangeiros dos serviços governamentais entram porta dentro sem perceberem se há funcionário no portão, por falta de traje que o identifique e destaque de quem esteja por ali, então que os funcionários com essa tarefa vistam farda adequada.
Muito bem, até aqui. E o K54 já conseguiu fotos a mostrar a diferença. 
O pior é que o nosso agente não conseguiu arrancar a ninguém daquela cadeia de serviços a verdade segura sobre um aspecto do problema: quem é que paga a farda?
E o agente ficou com uma suspeita bem desagradável. 
Pois: resolver problemas, senhores governantes, é do mais fácil que há. Desde que os outros assumam a despesa, claro. Mesmo que sejam os infelizes de uns funcionários que não ganham para o passe.
Se, por acaso, K54 descobrir que a verdade é outra, pediremos desculpa, penhoradamente. Mas, azar dos funcionários, não nos parece.



Ela vem aí. Mas muito meiga, se a tradição laboral na Madeira continua a ser o que era...



INGRATOS!


Ingratos... e fartos!


COMO VAI A 'PRAIA'






MAL EMPREGADO... UMA CONSCIÊNCIA!











Calçada do Socorro

terça-feira, 25 de junho de 2013



ASSIM-SIM       'Galinheiro' dá lugar a árvore



Depois de tanto tempo, sim senhor. Parabéns, D. Edilidade.



Dia da Região: autonomia mumificada 




Os festejos do Dia da Autonomia (Autonomia é piada) acontecerão na Ponta do Sol. Mas... e o acender da chama da dita? Onde costumava acontecer, na Praça da Autonomia que Deus haja, decorrem obras em cima de ruínas para juntar fozes de ribeiras.
De resto, a estátua representativa desse Valor regional tão maltratado jaz no parque de viaturas deste desgoverno, na Cancela. Veja-se na imagem como a estátua está coberta e branca que nem uma múmia, como a autonomia institucional está - mumificada.
Pergunta-se: que fará então da sua vida o dr. João Carlos Gomes, colocado na Secretaria da Educação  para tratar dessa cerimónia que já não há? Terá muito que fazer na Assicom, ao serviço de Jaime, mas quem paga é o governo, atenção.
Alargar quadros no parque de viaturas não é solução. O eng.º Chico já toma conta do espaço de forma a manter os portões fechados e invioláveis, porque os seus superiores estuporaram ao ver que uma equipa de reportagem da RTP havia lá entrado, para mostrar aquela beleza.
Bom, há o racionamento do combustível destinado aos carros do GR, quem sabe... 
Organizem-se. E tratem bem da múmia.