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quinta-feira, 17 de julho de 2014

DELFINS


MIGUEL DE SOUSA NÃO APROVOU
"DESMANDOS FINANCEIROS" DE CUNHA E SILVA






Recebemos um mordaz comunicado enviado pela candidatura "Pela Madeira" em que Miguel de Sousa, um dos pretendentes à liderança do PPD, insiste nos seus pontos de vista entretanto contestados publicamente por um "atabalhoado comunicado das Sociedades de Desenvolvimento". Contestação essa que, porém, confirma o que vem dizendo Miguel de Sousa, na interpretação deste candidato à sucessão, ou seja: ele não podia conhecer "a enormidade dos custos das obras das SD" porque as despesas foram desorçamentadas, não passando pela ALM. A seguir, o comunicado de Miguel de Sousa, mais uma acha para a fogueira que lavra no Laranjal.





"Não aprovei e continuo a não aprovar"


Reafirmo que não aprovei as obras das Sociedades de Desenvolvimento realizadas pelo Vice-presidente Cunha e Silva. 
Para efeitos de fugir ao orçamento regional e à apreciação e votação da Assembleia Legislativa da Madeira, a Vice-presidência do governo regional desorçamentou as despesas relativas às obras que entendeu realizar através das Sociedades de Desenvolvimento e que são a causa do actual sufoco das finanças regionais.

O atabalhoado comunicado das Sociedades de Desenvolvimento confirma exactamente o que estou reafirmando.

Aliás, a Vice-presidência ainda tem uma Sociedade - Madeira Parques Empresariais - que foge ao orçamento regional e à Assembleia Legislativa da Madeira. Nessa Sociedade da Vice-presidência tudo está a ser feito à única responsabilidade do Vice-presidente Cunha e Silva. O que não é financeiramente saudável. Quem aprovou o orçamento da Madeira Parques ?
O Vice-presidente Cunha e Silva armou uma tentativa do Jornal da Madeira me denegrir, o que se verifica não ser possível.
Enquanto Cunha e Silva tem de corrigir quase tudo o que fez, eu nada tenho a mudar, nem sequer o que escrevi.
Mas Cunha e Silva já tem a rectificar a afirmação que proferiu "não preciso do orçamento regional para as Sociedades ". Lá que precisa, precisa, porque é o orçamento regional quem vai aplicar o dinheiro dos impostos dos madeirenses no pagamento do descalabro financeiro da responsabilidade de Cunha e Silva.
Quanto à afirmação ridícula de que tinha conhecimento por, as obras, estarem no programa do governo, é óbvio que o mesmo tinha acabado de ser aprovado em eleições populares e, porque mesmo tendo obras sem indicação dos seus custos, não faz dos madeirenses que votaram no PSD-M cúmplices destes desmandos financeiros.
Nem os restantes seus colegas de governo porventura conheciam a enormidade dos custos das obras.

Miguel Sousa
Candidato à liderança do PSD-M

quarta-feira, 16 de julho de 2014

ATENÇÃO DELFINS



MIGUEL ALBUQUERQUE FORMALIZA
CANDIDATURA ESTA QUINTA-FEIRA


Albuquerque na tertúlia sobre Saúde, terça-feira.

O Delfim que já experimentou renhido mano-a-mano com o próprio líder Jardim é o primeiro a deixar o rótulo de "candidato a candidato". Dentro de poucas horas, Albuquerque estará em corrida oficial e com os olhos na liderança do seu partido.


O ex-presidente da Câmara do Funchal comparece esta quinta-feira na sede do PPD-Madeira para formalizar 'preto no branco' a candidatura à liderança do partido. Miguel Albuquerque é o primeiro dos 5 (ou 6) pretendentes à sucessão de Jardim a fazê-lo, fugindo assim ao rótulo de "candidato a candidato" com que o actual líder das Angústias insistentemente vem tentando subestimar os seus próprios Delfins.
Albuquerque vai utilizar os termos do regulamento eleitoral dos social-democratas - art.º 4.º - que permite a qualquer militante apresentar-se como candidato a esta distância das eleições internas (marcadas para Dezembro). Contanto que até 14 de Novembro complete o elenco de membros a candidatar à comissão política regional e ao secretariado.
No entanto, o acto desta quinta-feira - formalização da candidatura de Miguel - deve, segundo o referido regulamento e segundo os estatutos do partido, apoiar-se na apresentação de um mínimo de 100 assinaturas de filiados no PPD-Madeira e obrigatoriamente com as quotas em dia. 
Pelo sim pelo não, e segundo sabemos, Miguel entrará na sede da Rua dos Netos munido de mais de 200 assinaturas de militantes com quotas pagas - portanto o dobro do exigido pelo regulamento eleitoral e pelos estatutos.
Não esqueçamos que Jaime Ramos tem ameaçado que todas as candidaturas serão chumbadas, porque aqueles "doutorzinhos" - diz ele dos pretendentes conhecidos - não percebem nada de regulamentos.
O Delfim que foi o primeiro a enfrentar o chefe, a ponto de lhe disputar eleições internas em 2012, perdendo por 'uma unha negra', é assim quem também primeiro avança com a formalização da candidatura para uma corrida partidária tremendamente inflamada nos últimos dias, com ataques mútuos entre candidatos - ou 'candidatos a candidatos', como diz Jardim. 
Recorde-se que pretendentes assumidos há Miguel Albuquerque, Miguel de Sousa, João Cunha e Silva, Manuel António Correia e Sérgio Marques. Jaime Ramos também não está fora da pista: recolheu assinaturas e anda pela ilha reunindo com velhos barões do Laranjal.
Quanto a Miguel Albuquerque, uma vez concretizada a candidatura, deterá a prerrogativa de poder utilizar as sedes do partido em actos de campanha, como manda o regulamento eleitoral. Mas temos informações que tornam essa hipótese remota, já que o formato das tertúlias tem agradado à equipa da candidatura e aos militantes que comparecem aos debates.
Desconhecemos por enquanto a hora confirmada para Miguel Albuquerque entregar a sua candidatura esta quinta-feira na sede, já que, tendo viajado quarta-feira a Lisboa para vir no mesmo dia, viu o voo de regresso cancelado. A hora fica portanto condicionada à viagem de regresso ao Funchal. 

Conforme as fotografias que publicamos nesta peça, Miguel Albuquerque organizou mais uma tertúlia - terça-feira, no Hostel Santa Maria - desta vez subordinada ao tema Saúde. A participação foi interessante, contando com a presença de médicos e enfermeiros particularmente intervenientes. Antes desta, 5 sessões de debate ocorreram em várias partes da Madeira, com abordagem de assuntos como o Centro Internacional de Negócios, o Turismo, o Vinho Madeira, o Centro Histórico de Santa Cruz e Câmara de Lobos Cidade Turística.






O FUNCHAL MERECE JARDINS MELHORES


Avenida Sá Carneiro - 16.07.14


Quem entra no Funchal pela Avenida Sá Carneiro ou sobe ao Parque de Santa Catarina para observar a Baía, dá de caras com um ervado seco envolvendo arbustos e pequenas árvores em evidente stress hídrico.

Ao passear a pé pela Avenida do Mar, madeirenses e turistas continuam a conviver com canteiros mal cuidados junto às paragens de autocarros e na plataforma sobranceira à degradada Marina do Funchal. 

Os órgãos de comunicação mostraram o Vice Presidente do Governo Regional a mostrar as obras na marginal da capital madeirense ao Presidente da Câmara. Não sei se, para além da observação do futuro jardim dos sargaços e das ribeiras afuniladas, tiveram tempo para conversar sobre o miserável estado de conservação dos espaços verdes da Avenida Sá Carneiro e da Avenida do Mar, de que são os principais responsáveis.

É importante que os cidadãos pagadores de impostos tenham consciência que o estado destes canteiros é apenas e tão só resultado de incompetência. Não há falta de água de rega. A Avenida Sá Carneiro pode ser regada com água da lagoa do Parque de Santa Catarina, que é abastecida pela Levada dos Piornais. A Avenida do Mar pode receber água da mesma lagoa e do reservatório do antigo convento de São Francisco, localizado atrás do Jardim Municipal, que é abastecido com água proveniente do túnel de Santa Clara.
Se a água não chega aos canteiros das duas avenidas é por falta de pequenas obras de manutenção e ligação de tubagens, que custam muitíssimo menos que os milhões de euros já gastos nas obras visitadas no início desta semana pelo Vice Presidente do Governo Regional da Madeira e pelo Presidente da Câmara do Funchal.
Entendam-se. O Funchal merece jardins melhores!



Avenida Sá Carneiro - 16.07.14


Avenida Sá Carneiro - 16.07.14


Avenida do Mar - 16.07.14


Avenida do Mar - 16.07.14


Texto e Fotos: Raimundo Quintal

Delícias da Madeira Nova


Uma pista para complementar
o ataque à Câmara de Santa Cruz



Chamada na 1.ª página
do JM de ontem.



Bem andou o JM na denúncia perpetrada ontem em 1.ª página sobre o estado dos jardins no Caniço, conforme reproduzimos aqui. A Câmara de Santa Cruz apanha pela medida grande, por deixar à sede as plantinhas dos citados jardins canicenses.
Como aplauso ao interveniente jornal, deixamos uma pista para novo brilharete. Dá uma peça igual à da Câmara santacruzense, género: governo regional faz vergonha aos olhos dos visitantes deixando em completa aridez os canteiros todos da Pontinha.
É ali mesmo debaixo dos olhos do JM, bem mais perto do que o Caniço. 





 Os canteiros da Pontinha estão todos assim. Se o JM também quiser dar a devida pancada nos portos e no seu governo, esteja à vontade para usar estas fotos, que não são montagem e dão mais uma imagem da deprimência que está a ser o desmontar da feira jardinista. 

Vida municipal


PAULO CAFÔFO TRATA DA REELEIÇÃO
3 ANOS E MEIO ANTES DO TEMPO

A observação é de deputados municipais que pretendem saber se o presidente é independente ou trabalha directamente para o PS



A presença de Paulo Cafôfo no lançamento da candidatura do seu chefe de gabinete à concelhia do PS-Funchal fez mossa, como se previa na nossa notícia há 8 dias ironicamente intitulada "Iglésias vai meter Câmara nos eixos". 
Sabe-se que, perante o pasmo que a candidatura em causa provocou no meio político local, a imprensa remexeu-se, tentando saber se ela, candidatura, mais a possível eleição de Iglésias, não implicaria com o normal funcionamento da Câmara da capital. Ao que um assessor de Cafôfo terá respondido: a resposta surgirá mais logo na apresentação (da candidatura). 
E qual foi essa resposta? Foi nada menos do que a presença do próprio presidente da edilidade nesse acto puramente partidário, em apoio a Miguel Iglésias, um dos 3 pretendentes à liderança da comissão concelhia socialista do Funchal.
Deputados municipais agitaram-se. Da parte do PND, partido ex-membro da coligação 'Mudança' que levou Cafôfo à vitória em 2013, partiu a iniciativa de convocar uma assembleia municipal para clarificar totalmente a situação lá nos Paços: Paulo Cafôfo gere o município como independente ou como tentáculo do Partido Socialista e de Victor Freitas?
Outros partidos aderiram à iniciativa, como o PTP e o PPD.
É do conhecimento geral que Paulo Cafôfo despontou para a política no Laboratório de Ideias do PS-M e que foi lançado para as autárquicas por Victor Freitas. No entanto, todos os componentes da coligação vitoriosa assentaram que o projecto autárquico era para concretizar à luz de uma inequívoca independência partidária. O próprio presidente eleito, Cafôfo, bateu nessa tecla no dia seguinte às eleições - portanto a 30 de Setembro de 2013 - avisando que os propósitos de equidistância propalados ao eleitorado durante a campanha eram para cumprir, ou seja, partidos a distância regulamentar da vereação.
Para além das convulsões que inesperadamente varreram a vida do município, com a impactante desagregação da 'Mudança', Paulo Cafôfo tem participado em organizações do PS-Madeira, a começar pelo congresso do final do ano passado. Agora foi o apoio presencial ao seu chefe de gabinete enquanto pretendente à liderança da concelhia funchalense. É aqui que renasce o descontentamento nos partidos que apoiaram a coligação - e não apenas nesses, pelos vistos.
Um deputado municipal revelou-nos grande estranheza quanto ao sucedido. A intervenção activa de Cafôfo neste episódio, afirmou esse deputado, só pode ter uma leitura: "Ele quer mandar na concelhia dos socialistas porque, se a mantiver às suas ordens em dois mandatos, tem garantida a sua recandidatura à Câmara em 2017, porque é aquele órgão que indica os candidatos socialistas no Funchal."
A sessão extra da assembleia municipal do Funchal deverá ser marcada. Paulo Cafôfo terá de se definir numa situação em que é livre para apoiar quem quiser e onde quiser, mas aqui condicionado por vários compromissos assumidos no arranque do projecto da 'Mudança'. 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Delfins



MIGUEL DE SOUSA JÁ RECEBEU RESPOSTA





O candidato à liderança do PPD-M Miguel de Sousa já recebeu contra-argumentação para o ataque que desferiu a João Cunha e Silva, na sequência de uma peça publicada esta terça-feira no JM (ver post anterior do 'Fénix').
O conselho de administração das sociedades de desenvolvimento saltou a terreiro, na sequência das declarações de Miguel de Sousa neste blogue, com um esclarecimento a que deu o título "salvaguarda da verdade". 
É uma contestação clara às declarações de Miguel de Sousa sobre as sociedades de desenvolvimento, que o mesmo Miguel considerou de gestão criminosa.
Vamos ao comunicado das sociedades, que tem autor, o seu responsável Ventura Garcês, também secretário regional do Plano.

«1. É completamente falsa a afirmação posta a circular por um dos candidatos às eleições internas do PSD sobre as Sociedades de Desenvolvimento. 
2. As contas das Sociedades de Desenvolvimento sempre foram transparentes e públicas, foram sucessivamente auditadas por auditores externos e foram, ano a ano, remetidas ao Tribunal de Contas. 
3. A afirmação de que não constavam do Orçamento Regional verbas para aquelas obras justifica a existência de dívida, uma vez que, em cada orçamento anual de cada uma das Sociedades de Desenvolvimento, foram inscritas as verbas destinadas a cada uma delas. 
4. Mas constava dos sucessivos Programas de Governo aprovados pela Assembleia Legislativa Regional, também sucessivamente. 
5. As Sociedades de Desenvolvimento não se imiscuem nas eleições internas do PSD, mas é obrigatório este esclarecimento para a salvaguarda da verdade.»

Os esclarecimentos de parte a parte estão aqui, nas últimas peças do 'Fénix'. O Leitor que aprecie a consistência de cada argumento.

DELFINS


MIGUEL DE SOUSA A FERRO E FOGO
CONTRA-ATACA CUNHA E SILVA





Guerra da sucessão em brasa 







Miguel de Sousa recebeu com indignação uma peça não assinada no JM desta terça-feira. Com a qual os autores pretendem mostrar contradição dele, Miguel, na corrente campanha interna laranja. Diz o JM que Miguel de Sousa hoje ataca uma obra da vice-presidência que outrora elogiou. Ora, o acusado entende que a peça em questão foi publicada "a mando de Cunha e Silva". Então, atira-se deliberadamente contra o actual vice do governo, com um igualmente fervente direito de resposta a seguir para o JM. Só lendo.



Obras que para nada servem e com responsabilidade criminal


O antigo vice do governo lembra que nas suas considerações de 2008 que o JM foi desenterrar apenas fazia referência ao Porto Santo, ao passo que no passado domingo, em artigo no DN também recolhido pelo jornal da diocese, atacou o "horror de obras que a vice-presidência realizou e que para nada servem". Porque são "negócios financeiramente inviáveis e deveriam ter responsabilidade criminal e política".
Sem tirar nem pôr, citamos Miguel de Sousa: "O que o actual vice-presidente do governo fez com as sociedades de desenvolvimento é absolutamente condenável, mancha a excelente obra anteriormente realizada por Alberto João Jardim e ofusca a competência dos governos regionais até 2000."
Mais observa o candidato à sucessão: caso haja matéria criminal para ser descoberta, "a operação Cuba Livre irá desvendar".
Voltando ao que escreveu no boletim da vice-presidência em 2008, afirma que nada tem que alterar. Demolidor: "Enquanto o vice-presidente Cunha e Silva tem a corrigir tudo o que fez e, se pudesse, escondia a maior parte das coisas que fez, eu não tenho nada que mudar, nem sequer o que escrevi."
Ponto de ordem de Miguel de Sousa: o Porto Santo precisa do Campo de Golfe, do centro de congressos e dos courts de ténis, mas acontece que o desenvolvimento turístico da ilha foi nivelado por baixo, para uma procura de menor poder de compra, o "all inclusive" - quando afinal as infraestruturas levantadas se destinam a turistas de qualidade e com capacidade para gastos.


Campo de golfe do Porto Santo foi ideia de Miguel, não de Cunha e Silva

Na óptica de Miguel de Sousa, pois, o turismo no Porto Santo deveria ter sido dirigido para uma superior qualidade das infraestruturas e dos serviços, "proporcionando uma alta satisfação das actividades económicas locais e do emprego". Grande qualidade de vida para o turista e para os porto-santenses, acrescenta. 
O antigo vice de Jardim aponta um "erro grosseiro" ao JM, que é o de, "a mando de Cunha e Silva e com o propósito de intervir nas eleições internas do PSD", ignorar que a concepção do Campo de Golfe do Porto Santo foi iniciada por ele próprio, Miguel de Sousa, enquanto presidente do Clube de Golf do Santo da Serra. 
E sustenta o que diz: "Levei ao Porto Santo o renomado projectista de campos de golfe Cabell Robinson, autor do Palheiro Golf, e de seguida levei à ilha Seve Ballesteros, a quem mais tarde o eng.º Francisco Taboada entregou a realização do projecto de três campos, dos quais dois estão construídos."
Acrescenta outras revelações: "Pedi em nome do Santo da Serra um desenho de implantação ao arq.º José Paradela, na actual localização... escolhida por mim."


"...E nem me convidou para a inauguração"

Seguiu-se que o projecto foi apresentado ao presidente do governo como alternativa à "estúpida ideia" da Junta Geral de o construir junto à praia, tendo recebido luz verde e sido incluído no PDM do Porto Santo.
Cunha e Silva ouve das boas: "Só depois é que entra o actual vice-presidente do governo, para fazer a obra idealizada por mim." Com este contrapeso: "Depois, nem me convidou para a inauguração!"
Miguel de Sousa compareceu à cerimónia, mas por convite de Francisco Taboada, e acompanhado por Ballesteros.
O antigo vice e actual candidato no PPD, já agora, deixa umas questões a pedir respostas do actual vice do governo. "Cunha e Silva devia explicar para que fez um campo para depois o abandonar ao desprezo, sendo deploráveis as actuais condições."


"Cunha e Silva que explique o campo da Ponta do Pargo"


Cunha e Silva devia explicar mais - "talvez pedindo desculpa", como sugere o mais antigo Delfim de Jardim - "por que já gastou 50 milhões de euros na construção de um campo de golfe na Ponta do Pargo, faltando ainda mais uns 10 ou 15 milhões, quando empresários madeirenses compraram terrenos, que ainda lá estão, e tinham projecto para fazer campo de golfe privado nos Prazeres." Isto é, no mesmo concelho e a 5 km de distância. "E sem que custasse 1 euro ao governo."
Finalmente, o desabafo direitinho ao jornal que traz a notícia não assinada na página 4 da edição de hoje: "Lamento que o JM afirme não intervir nas eleições do PSD-M para, simultaneamente, proceder desta forma tendenciosa, parcial e deplorável."  
E mais não diz Miguel de Sousa, candidato à liderança do PSD. Que tem um 'direito de resposta', mais ou menos nos termos desta peça, para enviar ao Jornal da Madeira.

Entretanto, para enquadramento, tratamento igual às partes envolvidas e para memória futura, publicamos as peças do referido jornal que mereceram a estrondosa reacção de Miguel de Sousa. O trabalho do JM em causa consiste na tentativa de demonstrar uma contradição entre posições de Miguel em 2008 e agora.






O FUNCHAL MERECE MELHOR AMBIENTE

Prédio junto à rotunda entre a rua Conde Carvalhal e a avenida de São Tiago Menor (15.07.14)


Ecoponto no Campo da Barca (15.07.14)

Raimundo Quintal

SONDAGEM (actualizado)


PSD-M DESTACADO À FRENTE
E PP COLADO AO PS





Uma sondagem encomendada pelo PP-Madeira revela que se houvesse eleições regionais agora o PPD voltaria a ganhar, com resultados não muito diferentes dos registados nas recentes europeias. Mesmo desconhecendo quem ganhará a liderança dos social-democratas no pós-Jardim, ou seja, quem irá a votos futuramente, há uma parte substancial do eleitorado laranja que não volta as costas ao partido.
Moral da história: velho Jardim ainda mexe, porque estes resultados se registam com ele ainda na liderança.
Outra nota saliente é o quase empate técnico entre socialistas e populares. 
O PTP segura-se à volta dos 6%, o MPT melhora ligeiramente - ainda efeitos das europeias - e os restantes partidos mantém os níveis habituais.
Os resultados que publicamos abaixo foram-nos revelados por fonte mais do que autorizada no Partido Popular. 



Resultados da sondagem feita a pedido do Partido Popular



PSD - 35%





PS- 22%






PP - 20%










PTP - 6 por cento



Como dissemos acima, os restantes partidos seguram-se mais ou menos nos níveis habituais.

segunda-feira, 14 de julho de 2014


FAIAL - TERRA DE FAIAS


Fajã do Mar – baía do Faial,  concelho de Santana, norte da Madeira (13.07.14)


As fotografias, que ilustram esta nota, são da Fajã do Mar, no Faial, vendo-se, em primeiro plano, ramos de Faia, a árvore que esteve na origem do nome desta freguesia do norte da Madeira e da ilha homónima nos Açores.
Mas atenção. Esta Faia (Morella faya), pequena árvore de folha persistente,           
da família Myricaceae, indígena da Macaronésia, é muito diferente da Faia (Fagus sylvatica) de folha caduca, da família Fagaceae, originária da Europa.

Texto e Fotos: Raimundo Quintal


       
Fajã do Mar – baía do Faial,  concelho de Santana, norte da Madeira (13.07.14)


Faia-das-ilhas (Morella faya) com frutos maduros. Os populares Fainhos são comestíveis (13.07.14)


domingo, 13 de julho de 2014

LARANJAL



JARDIM ENXOVALHA DELFINS
CARA A CARA E EM PÚBLICO





O ocaso do jardinismo está a ser de uma deprimência que alguns anos atrás ninguém podia prever tão pungente e lastimável


Chefe Jardim subiu ontem ao pregatório de Santa Quitéria disposto a despejar para cima dos Delfins ali presentes, como convidados para o V Congresso da Arasd, as raivas que lhe abrasam as entranhas desde que, em vez de lhe pedirem que continuasse a dirigir o PPD-M até morrer, se perfilaram para disputar a sucessão. As ganinhas para estracinhar os seus antigos benjamins apresentavam-se de tal modo que o homem confessou aos congressistas não poder dizer o que se seguia na qualidade de presidente do partido, mas a título pessoal.
Ora, o chefe estava no Centro de Congressos da Fundação convidado na qualidade de líder laranja, porque pessoalmente não seria convidado para o que quer que fosse de cariz partidário, como provavelmente verá no futuro.
Mas decidiu, está decidido.
Miguel Albuquerque presidira aos trabalhos da manhã, enquanto presidente cessante da Mesa do Congresso da Arasd - autarcas social-democratas da Região -, daí ter-se livrado da sessão da tarde e de ouvir o que ouviram os seus adversários Delfins no tempo de encerramento dos trabalhos. A essa hora, encontravam-se na sala Manuel António Correia, João Cunha e Silva, Sérgio Marques, Miguel de Sousa e Jaime Ramos - este igualmente candidato, pelo menos assume-se como pretendente, recolhendo assinaturas e promovendo jantares pela Região com as múmias do PPD que já lá vai.
Obviamente que Manuel António, Cunha e Silva e Jaime Ramos estavam fora do alvo para onde Jardim disparava, da tribuna, uma saraivada de rótulos ofensivos. As vítimas do ódio eram certamente Sérgio Marques e Miguel de Sousa, em directo, e Albuquerque, em diferido.

E que dizia o homem? Dizia o que tem dito nas páginas do seu/nosso JM. Conceitos que chocaram à primeira e à segunda, mas que se banalizaram. Que eles, Delfins enjeitados, andam a destruir o partido, que só dão tiros para dentro do partido, que atacam o líder porque isso hoje é moda e dá votos, que querem encerrar o Jornal da Madeira. E fez questão de explicar esta última vergastada: esses pretendentes querem fechar o JM para fazerem o jeito à Madeira Velha e ao Blandy, deixando no mercado um jornal apenas, hostil ao PPD.
Chefe Jardim, que costuma, imagine-se, invocar a boa educação e a cortesia quando lhe dá jeito, ei-lo ali a servir-se do convite que lhe fizeram para achincalhar em público outros presentes que foram convidados pelos anfitriões! Ele, que justamente se tinha irritado com a presença na sala, de manhã, de um militante expulso, realmente uma situação ditada por uma falta de ética gritante, atacava descaradamente, cara a cara e com os autarcas social-democratas e convidados a escutar, aqueles que entenderam concorrer à sucessão do dito chefe. Em circunstâncias tais que os atingidos, evidentemente, não tinham direito a defender-se. 
Por falar em Ética...

A artilharia foi por ali abaixo, sem poupar os 3 Delfins referidos - um deles ausente mas igualmente sob fogo. Como aconteceu em Abril no congresso da JSD. Com a particularidade, nessa oportunidade, que foi o anfitrião, Rómulo Coelho, se ter encostado à velhada laranja nos insultos aos candidatos à liderança, ou seja, os antigos dirigentes da JSD que ele mesmo convidara para lá estarem - dizendo que a existência de tantos Delfins decorria do 'umbiguismo' deles. Por alguma razão esse árido líder da Jota, reeleito no mesmo congresso, em vez de sala cheia e empolgada, falava como se estivesse no deserto. 
Desta vez foi diferente. O anfitrião da Arasd, que acabava de chegar à liderança do órgão de autarcas laranja, falara antes de Jardim, mas sem atacar o espírito democrático que deve existir nos partidos quanto à apresentação livre de candidaturas à liderança. Pelo contrário, Pedro Coelho ignorou que o grande chefe estava ali perto e até incentivou à mudança nopartido, insistindo em que ninguém deve ter receio desse processo.
Jaime Ramos é que, como secretário-geral, decidiu enveredar pelos argumentos do patrão: candidatar-se como fizeram os Delfins é procurar tacho e usar o partido como "rampa de lançamento para o poder". 
Mas não se trata disso? As eleições internas num partido não se destinam a um candidato ganhar a liderança para depois tentar vencer as regionais, as autárquicas e o que aparecer? Sim. Mas não para Jaime Ramos. A não ser que a candidatura seja a dele. De contrário, que siga Jardim no meio das araras por muitos e bons anos.

Juntam-se a fome e a vontade de comer. Porque a fornalha raivosa que abrasa as profundezas de Jardim chama-se 'obsessão pelo poder'. 
Ainda ontem, ele voltou a garantir, agora aos autarcas congressistas, que não se candidata para as eleições de Dezembro. Foi o que quis significar com a mensagem de que não voltará àquele congresso como líder do PPD-M. Como em outras ocasiões, ouvia-se aí uma tentativa para que se levantasse ali mesmo a vaga de fundo com a qual o homem sonha vai para 2 anos. Mas nada. Ele diz que vai embora e não se ouve um sussurro a pedir-lhe que fique. Um adeus deprimente. Tanto que ele se oferece para 'endireitar' o partido nacional! Para salvar o próprio País! 
Súplicas sem retorno. Pois se cá já não funciona, por mais que o incentivem à luta os sargentos que ainda gravitam no jardineirismo e os calculistas que viveram das genuflexões em honra do chefe - vendo nele a tábua para se salvarem das areias movediças em que se meteram.

A prédica na última página do JM deste domingo é um apelo lancinante do chefe para os militantes que lhe voltam as costas. Que não tenham medo da "opinião negativa dos outros" e subam à Herdade (que ele insiste em baptizar 'Chão da Lagoa'). Ele resume a Autonomia à festa do 'Chão da Lagoa'. Para que o povo suba em força. Pode ser que, no meio do vinho seco e das especialidades rurais, apareça uma vaga de fundo, a tal.
O apelo é dramático, atendendo à proverbial arrogância de quem o formula: esqueçam-se de quem organiza o 'Chão da Lagoa', deixem esse preconceito e apareçam.
Triste, para quem podia ter saído com a auréola de autonomista - mas se isso fosse há 20 e alguns anos. Entretanto, substituiu a relativa Autonomia da Madeira pela autonomia dele.
Os Delfins dizem mal do chefe porque isso pegou moda e dá votos - diz ele, Jardim. Não deve estar a pensar bem no sentido da afirmação. Ele confessa que o povo não votará em quem estiver próximo dele. Lá saberá.
Ou por outra: se ele se sente com 19 anos, por que diabo não concorre para arrasar o Sérgio, o Miguel de Sousa, o Albuquerque e mesmo Cunha e Silva e Manuel António?
Os Delfins tornaram a levar ontem. Nós tornamos a lembrar: imaginem o que outros não padeceram em 40 anos de afectação e bazófia jardineirista! 


sábado, 12 de julho de 2014

CONGRESSO DA ARASD


PRESENÇA DE SIMPLÍCIO JÁ DÁ BRONCA




Algum nervosismo instalou-se hoje entre os organizadores do V Congresso da ARASD quando souberam que o próprio Jardim, líder do partido, procurava explicações para a presença do militante já expulso Simplício Pestana em pleno Centro de Conferências do PPD, em Santa Quitéria, assistindo aos trabalhos. 


Os dirigentes que acabaram mandato. Roberto Silva passa de presidente da Arasd para a Mesa do Congresso, de onde sai Miguel Albuquerque.

Com razão se terá rebelado chefe laranja. Qualquer leitura que se faça do rocambolesco episódio só pode concluir que foi provocação a Jardim a presença de Simplício, de crachá laranja pendurado do pescoço, em pleno congresso do partido de onde acaba de ser expulso.
Neste caso, não estão em jogo as razões que levaram o antigo presidente do Imaculado a ter de sair da Rua dos Netos. É uma questão de lógica e de ética.
Simplício, acusado de fazer campanha nas autárquicas a favor da 'Mudança', concorrente anti-PPD, acabou expulso. E a expulsão, justa ou injusta, entrou em vigor, para regozijo do líder do partido, que em vão até tentou que o Conselho de Jurisdição determinasse expulsões bem mais estrondosas. De forma que a entrada de Simplício no Centro de Congressos este sábado, onde permaneceu na parte da manhã, é uma daquelas notícias... improváveis.
Chegámos a pensar que ele estaria na sala representando a Anafre - associação nacional de freguesias. Mas garantiram-nos que não. 
Prosseguindo a sapa, ouvimos duas versões.
Simplício estaria ali porque, devido à expulsão, passou a independente na Junta que já presidiu, o Imaculado, sendo possível estatutariamente a Arasd convidar independentes para o seu congresso.
Ora! Convidar alguém que acaba de estar no centro de um processo movido pelo líder do partido, acabando em expulsão, não parece muito curial. Sendo estranho que o próprio Simplício tivesse dito sim a esse alegado convite.
Acresce que os órgãos dirigentes da Arasd, que terminaram mandato hoje, deverão ter estado por dentro do processo convites. E recorde-se que o presidente do conselho directivo da Arasd era Roberto Silva. E o presidente da Mesa do congresso Miguel Albuquerque. Ou seja, uma arenga que só podia provocar falatório e a reacção explosiva de Jardim.
Segunda versão: Simplício ainda não está expulso do PPD, porque recorreu.
Neste caso, ainda assim, mandaria a lógica e a ética, ou mais objectivamente o bom senso e até o bom gosto, que o social-democrata afastado aproveitasse o sábado para dar umas aceleradelas como treino para o Rali Vinho Madeira, mesmo que não entre na prova.
Mas o pior é que, existindo recurso nos circuitos próprios, ele não tem efeito suspensivo da pena aplicada - é o que nos explicam fontes lá do Laranjal. Bem pode o 'condenado' ter recorrido para o Tribunal Constitucional ou para o Administrativo que, sendo esse um direito que lhe assiste, não adia o seu problema, o da expulsão.
Mais: o PPD-M não recebeu qualquer notificação relacionada com esse eventual recurso.
Só para acabar a rábula, diremos como um tal Diácono: não havia necessidade.

Apesar de incomodado com a situação vivida de manhã, com esse episódio, Jardim foi encerrar os trabalhos do V Congresso da Arasd, esclarecendo que ali não voltará no papel de presidente do partido, porque vai mesmo embora. Pelo que agradeceu aos autarcas do seu partido o trabalho destes anos todos.
Jaime Ramos condenou a utilização das eleições internas para alguns alimentarem projectos de poder pessoais.
Albuquerque atacou o trabalho dos partidos adversários do PPD que tomaram conta de câmaras, insinuando: já começaram a mostrar do que são capazes...
Quanto ao futuro da Arasd, Miguel Albuquerque deixa, evidentemente, a presidência da Mesa do Congresso, para onde transita o porto-santense Roberto Silva, que deixa o lugar de chefe do conselho directivo ao novo número um, Pedro Coelho, ex-deputado e actual presidente da Câmara de Câmara de Lobos. A moção 'conquistar a confiança', de Pedro Coelho, foi aprovada por unanimidade.


O camaralobense Pedro Coelho, novo timoneiro dos autarcas social-democratas.



NO FUNCHAL O CÉU ESTÁ COBERTO,
MAS HÁ MUITO MAIS MADEIRA
Nos píncaros da ilha, viajando sobre o mar de nuvens











Texto e fotos: 
Raimundo
Quintal