Powered By Blogger

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Política


JPP insiste em que o governo
anda a esconder documentos

Comunicado:

Em resposta tranquila ao Governo Regional PSD, e à Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus, relativamente à situação dos documentos solicitados pela bancada JPP, há mais de um mês e duas semanas, ao Jornal da Madeira (com objetivo daquela bancada avançar com uma comissão eventual para auditoria à divida da EJM), temos a considerar:

1. O Governo Regional PSD está a infringir a lei, mais grave - a impedir o acesso à informação aos deputados, e aos cidadãos em democracia. Documentos, solicitados ao conselho de gerência do JM (nomeado pelo Governo) a 28 de Julho de 2015, que não se revelam nominativos, e de acesso público, em qualquer país civilizado, ou de governo que se diz "renovado" ou "democratizado". São eles: atas do Conselho de Gerência, remunerações detalhadas de todos os membros da Direção/Conselho de Administração, colaboradores com coluna de opinião, contratos e pagamentos vários, entre eles, com a empresa Paulo Almeida & Associados – PA & A; empresa PA & A; INFORMAR, LDA; e faturas respeitantes aos 500 mil euros em dívidas a fornecedores, entre outros.

2. Daqui se compreende que o Governo PSD esteja a querer branquear o passado, pois tais documentos, como é óbvio, inserem-se na gestão de empresas com capitais públicos, a que o governo continua injetar milhões em suprimentos, e a nomear gestores de confiança política, em parceria com lobistas da banca local.

3. O JPP está, entre outras frentes, a cumprir aquilo que prometeu ao eleitorado. Uma situação, todavia, que ao governo PSD parece ser de contra-democracia, a contar com o exemplo próprio de apregoar não meter nem mais um euro do JM (antes das eleições), e no presente defraudar a promessa.

4. Por último, uma confirmação. O JPP não diz que vai fazer. O JPP já fez. O processo de intimação de documentos deu entrada no Tribunal a 31 de Agosto de 2015. Já decorrem os prazos. No presente, é o Governo PSD que se diz mais aberto, transparente e democrático, a esconder deliberadamente informação pública de eleitos e eleitores."
JPP

Hipocrisia


PLANETA TERRA, ANO CIVILIZACIONAL DE 2015


Lembrança dedicada ao meio mundo que se incomoda e insurge contra a publicação desta imagem, mas nada faz para evitar os acontecimentos que a tornaram possível.


VERÃO TOTAL - RTP 1 - 03.09.2015

LEVADAS DA MADEIRA - candidatura a Património Cultural da Humanidade

O vídeo da minha entrevista já está disponível em 

Raimundo Quintal

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Migrações: haja Deus!




GOVERNO REGIONAL DESTA VEZ
ORGULHA OS MADEIRENSES 

O governo esteve bem no plenário de hoje. A Madeira não pode fazer muito contra um problema internacional e gigantesco, mas os migrantes agradecem. E nós também, francamente e sem copmplexos.


Confesso o espanto desconfiado que foi ouvir o nosso primeiro-ministro, tão avesso a solidariedades seja com quem for, como se viu no caso da Grécia, mostrar abertura do governo lisboeta para colaborar activamente numa solução dedicada ao dramático problema dos imigrantes clandestinos ultimamente em demanda da Europa. De orelha arrebitada, escutámos a sugestão de Passos Coelho no sentido de que as ajudas contra o doloroso problema das migrações sejam entregues na origem da crise. Isto é, nas próprias terras de origem dos refugiados, para evitar que eles venham morrer nos mares de acesso à Europa ou depois em solo europeu - trancados, asfixiados e gelados em contentores de camiões onde julgavam encontrar a salvação. 
Boa sugestão, achamos nós.
Mas... de início, a desconfiança. Hipocrisia do nosso primeiro, à procura de qualquer coisa no sapatinho em 4 de Outubro?
Acreditemos nas boas vontades. As vítimas exigem-no. Boas vontades como a que foi manifestada pelo Executivo de Miguel Albuquerque. Hoje mesmo, sai a decisão do governo regional de participar num plano integrado que ajude, à medida das nossas possibilidades, a resolver a questão das migrações do sul. 
Nota máxima para o presidente e seus secretários. 
Parecendo que não, a Madeira, terra conhecida em muitas paragens do Planeta, pode ajudar no terreno, recebendo refugiados, como Sérgio Marques acaba de explicar à comunicação social, e também como exemplo para outros.
Sabe bem sabermos que a Região assume uma posição oficial que em si mesma é uma crítica a quantos por esse mundo se limitam a ver de sofá uma tragédia humana que devia envergonhar qualquer Sociedade minimamente civilizada.
Hoje estamos de alma, coração e cabeça com a resolução do governo regional. Depois de tantos anos, já tínhamos desistido de esperar um momento em que nos orgulhássemos das altas patentes da ilhota. Pois esse momento chegou. A propósito de um problema externo, é certo, mas que nos toca muitíssimo mais do que certos dramas de campanário.

Campanha na estrada



“HÁ CANDIDATURAS A ANUNCIAR
O QUE JÁ ESTÁ A SER FEITO”

Denúncia do PP hoje, depois de um encontro com o Sintap


Vielas


Disseram-nos que o Jorge Gabriel andava a fazer anúncios do Cálcio Mais à porta da Sé


   Foto Gregório Cunha

Campanha na estrada


Canditatos e mandatária do Bloco de Esquerda, fotografados hoje. O dia 4 está perto


Vielas


* O JM anuncia hoje: o avião cargueiro vai voar nos próximos 20 dias. Mais 20 dias, depois de meses de adiamento. Onde é que esse aparelho foi tomar balanço para levantar? À China? 


* Atenção a uns serviços, institutos e direcções que há praí. Vestidos e carteiras não fazem parte das despesas de representação. O pessoal da contabilidade em certos departamentos anda com a cabeça em água, sem saber onde arrumar certos recibos.


* Ainda o JM: o novo jornal faz figura do dia hoje com o Dr. Eugénio Mendonça, especialista em anestesiologia, sem nenhum motivo especial - assim como Cristiano Ronaldo foi figura do dia na edição de estreia porque sim. Aliás, como é que, sendo a peça feita de véspera e saindo o jornal de madrugada, alguém pode adivinhar quem será a figura do dia seguinte? Mas não é isso que nos traz aqui. Apenas queremos pedir à figura do dia, nosso prezado consócio maritimista, que trate do Sesaram deixando à porta a sua especialidade. A dormir tem andado aquilo tudo lá dentro estes anos todos.  


* Mais outra: José Manuel Rodrigues prepara-se para ser professor de quadros do PP nacional. Se Zé tem competências docentes na área de política-partidária, por que não tem ensinado pelo menos o mínimo dos mínimos aos seus próprio quadros, aqui da Madeira?


Comunicado n.º 2 com aviso sério

JPP AMEAÇA COM ACÇÃO
DO POVO ORGANIZADO

Se a empresa Águas e Resíduos da Madeira for em frente com o insinuado aumento de preços, haverá movimentação popular.


Presidenciais


HOJE AINDA NÃO APARECEU
NENHUM 'NÃO CANDIDATO'

A comunicação social, pelo menos nos noticiários e jornais consultados de manhã cedo, não anuncia hoje nenhum cidadão que não se candidate a Belém por gostar muito do que faz actualmente





Agora por falar nisso, reparamos que 9 milhões 999 mil 990 cidadãos portugueses - crianças, idosos fora de prazo, cadastrados e tudo - ainda não vieram a público dizer que não são candidatos à Presidência da República.
Aparentemente, esta situação não tem muito de estranho, porque só um sucederá a Cavaco. Mas, pelo andar da carruagem, não há dúvida de que a onda é anunciar a 'não candidatura'.
Rui Rio acaba de escrever um lençol de opinião para dizer que depois das eleições legislativas, de 4 de Outubro, sai a público para anunciar finalmente se é ou não é candidato.
Ora, num país normal, se não é candidato, mantém a viola no saco, toma o seu cimbalino calmamente e deixa-se fora de pista. Fica de gesso, como se costuma dizer. Então ele quer dar uma conferência de imprensa para propalar: olhem, eu não sou candidato.
Não é mesmo? Chatice!
Marcelo Rebelo de Sousa, que desde há muito não consegue disfarçar os seus apetites por Belém, vai comentando a si próprio na televisão, negando estar assim tão interessado numa candidatura, e depois vai dando umas voltas pelo país a dizer que não é candidato, esperando que o povo lhe faça uma vaga de fundo.
Desde aquele mergulho no Tejo numas autárquicas, o homem nunca mais ficou bom.
O candidato a candidato do Quebra Costas também se fez a umas entrevistas para dizer que nem pensar, não queria ser candidato, mas que pensaria duas vezes se o país lhe dissesse: bem, tu és contra o sistema, então se prometeres que mudas isto, rompendo a Constituição com o apoio das outrora efeminadas Forças Armadas, pois então tens de te candidatar e a gente...
Houve uns que se puseram logo de fora: Guterres, que não está para aturar este país de tanga e cheio de malcriados; Durão Barroso, que se apercebeu do banho que o esperava. Outros lançaram-se para a frente sem perguntar a idade a ninguém, como Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém. Estão lá, bem ou mal, mas estão no seu direito.
E há aqueles, portanto, que querem ser notícia dizendo que não vão ser candidatos - porque conscientes de que não teriam a menor hipótese.
O caso de Santana Lopes foi de loucos. O país, pressionado por um sistema media cada vez mais provinciano, parou literalmente porque, ao fim do dia, o ex-primeiro-ministro de aviário iria anunciar... que não era candidato! 
Assim mesmo: o anúncio era esse. Logo à noite, tudo com atenção porque o Santana vai dizer que não avança!
E aquilo, de facto, foram directos, entrevistas de rua, aberturas de telejornal com campainhas e fogo-de-artifício, com rodas de comentadores simultaneamente em todos os canais, generalistas e informativos, porque o homem dizia que não seria candidato, alegando que as uvas estão verdes. Perdão, alegando que estava demasiado apaixonado pelo seu alto cargo nas Misericórdias.
Obviamente, não é Santana Lopes que, pelo costume de andar por aí quando cheira a eleições, tem culpa destas rábulas ridículas à lusitana. 
O mal é nacional: desculpem, mas isto está tudo louco.
De modo que, já agora, estou em pulgas por saber quando é que o homem que tira o café no Redondo anuncia que não é candidato. Ele faz mais falta no seu posto de trabalho do que os não-candidatos fazem na opinião e no comentário publicados.  

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Campanha na estrada


RIGOR NOS DINHEIROS PÚBLICOS:
CDS/PP DISPONÍVEL PARA COLABORAR COM TC

Os populares continuam a visitar os serviços da República na Região. 

Vielas


Que faziam estes dois vultos logo de manhã debaixo das arcadas da Rua Bettencourt? À espera que os chineses abrissem o Bazar do Povo? Não. Falavam de algo importante. Pelo ar preocupado de ambos que a nossa K-Dura topou, parece que as coisas não andam muito bem lá para os lados da saúde. Isto de fazer nomeações tomando como critério entreter os que costumam chatear não resulta.


Comunicado n.º 1


JPP diz que governo esconde
documentos fundamentais

Regime de mobilidade


PSD-M CONGRATULA-SE
COM DÚVIDAS DO SECRETÁRIO


A ver se esta cabeça chega lá.
Os chefes da 'Nova Madeira Velha' debitaram ontem um comunicado pretensamente musculado para mostrar convicção na mal-amanhada política de mobilidade que puseram em vigor no mesmo dia, ontem.
Um discurso ostensivamente firme para camuflar o desfecho periclitante de uma sombria saga com meses de ziguezagues.
Já não vamos sequer comentar o 'gaba-te, cesto' deste novo Stablishment Azul, igualzinho, sem tirar nem pôr, ao do umbiguista ex-líder que eles, aliás justamente, tanto criticavam. Aquilo era 'eu fiz isto', 'eu fiz aquilo', 'eu fiz um raio'! Já não se pode com isso de ouvir elogiar a própria obra (ainda por cima péssima obra). Chateia solenemente esse estarmos todos de parabéns pelo nosso trabalho. Mas não seja por isso. Se os 'Albu-queques' se congratulam com o que fazem de bem feito e com o que fazem de mal feito, não se acanhem, que tapamos os ouvidos.
Agora, vejam se se entendem na comunicação. O Laranjal vem a terreiro congratular-se com a entrada em vigor do novo regime de mobilidade para os residentes e estudantes implementado por Eduardo Jesus. Mas foi o próprio secretário que, perante o ruído que se ergueu contra os modos da nova medida no tocante a tectos e a prazos de reembolso, veio recomendar calma a todos, alegando que, como está lá na deliberação, se a coisa não estiver a carburar bem daqui a 6 meses, é só mudar.

Ou seja, Eduardo Jesus tem dúvidas sobre a eficácia da sua medida e admite mudá-la. E é um partido que apoia o governo a vir congratular-se com a entrada em vigor de um regime de mobilidade que nem o secretário tem a certeza vá dar certo.
O que nos leva a reflectir: se, por azar, daqui a 6 meses o secretário tiver de rever a matéria e elaborar outro regime, o Laranjal sairá com outro comunicado a congratular-se com o derrube de um regime pelo qual se congratulou espaventosamente.  
Quantos 100 dias mais são precisos para os senhores reflectirem antes de deixarem entrar moscas pela goela abaixo? 
Isto já está a ficar caricato. A sério.

Campanha na estrada


“O DINHEIRO DOS MADEIRENSES É DA MADEIRA”

- defende o candidato do PP José Manuel Rodrigues


UMA BROMÉLIA DO CHILE


Nome científico: Fascicularia bicolor
Nome vulgar: Bromélia
Família: Bromeliaceae
Porte: Herbácea
Origem: Chile

Local das fotografias: Quinta do Palheiro Ferreiro – Funchal – Ilha da Madeira


Bromélia (Fascicularia bicolor) – 21.08.2015

        
Texto e fotografias: Raimundo Quintal

Trabalhar sim, mas devagar


POSTAL AO PRESIDENTE

Caro Miguel Albuquerque. Estava a tentar ser engraçado quando na peça que assinala o regresso do 'Fénix' pedia candidamente ao seu governo que trabalhasse um bocadinho. Sei muito bem que, se todos os governantes e para-governantes trabalharem, a cada um caberá 5 minutos de ocupação por dia. 
No tempo da outra senhora, o Coronel Fernando Homem Costa e o Eng.º Rui Vieira, cada qual no seu mandato, reuniam-se uma vez por mês na Junta Geral com o reitor do Liceu, o director do porto, um vogal e dois procuradores e governavam isto na maior das calmas, sem conferências de imprensa todos os dias, sem inaugurações de becos ou viagens pela Europa. O máximo aonde o presidente da Junta Geral ia era até Machico ou à Tabua. E olhe, caro Presidente, que a Madeira tinha nessa época mais umas dezenas de milhares de pessoas do que tem hoje.
Portanto, quando é para descansar é para descansar; quando é para trabalhar o corpo não é de ferro.
Desfrutem, que isto são dois dias.
                                                                             

100 DIAS DEPOIS


ACÇÃO DE DESPEJO NA JUNTA GERAL




Depois de cento e tal dias sobre a tomada de posse, a nossa Junta Geral continua 'de pantanas', sem saber como começar a trabalhar. Foram eleições, foram as férias, vêm mais eleições. Depois, serão as merecidas férias das eleições. E logo a seguir as férias de Natal. De modo que os homens e as mulheres do Blue Stablishment só têm vagar para governar às pinguinhas. Uns acertos na orgânica hoje, uma discussão sobre competências entre secretarias amanhã, e temos o mobiliário dos gabinetes e salas de descanso que é um quebra-cabeças para quem precisa de condições de trabalho.
Por exemplo, a sede da Junta Geral na Avenida Zarco (apesar de o presidente Miguel insistir em continuar refastelado na sua sede de campo, ao sítio das Angústias) ainda ontem era um vaivém de meios carros a levar dali para fora mobília do tempo do Rei 15, que já não permite rendimento aos quadros da casa. Nas imagens aqui juntas, seguiam catervas de cadeiras não se sabe para onde.
Ouvimos um transeunte comentar: os cidadãos que forem ali, agora vão esperar de pé.
E outro: é melhor assim, vão deixar de brigar pelas cadeiras acolá dentro.
As pessoas achavam piada: a semana começava com uma acção de despejo na JG - no sentido de acção de despejar.


terça-feira, 1 de setembro de 2015

CAMPANHA NA ESTRADA





POLÍTICA


‘FISCO’ CRIA GABINETE PARA MELHORAR
IMAGEM JUNTO DOS CONTRIBUINTES

- Anúncio do director dos Assuntos Fiscais, no decurso do encontro com o candidato do CDS/PP Madeira à Assembleia da República





CAMPANHA COM PICANTE




Em resposta ao nosso Leitor - ou autor desconhecido' - que, duas peças abaixo, comparou os cartazes de José Manuel Rodrigues e Albuquerque, o PP, achando que existe ali uma insinuação de plágio por parte de Amigo Zé, envia-nos a seguinte imagem das eleições de 2009, na qual se vê que, lá bem no fundo, já figurava a bandeira da Região.
Conclusão: se há plágio, ele vem das Angústias...

O AVIÃO CARGUEIRO JÁ COMEÇOU A VOAR PARA A MADEIRA?

Logo após as eleições de Março passado um distinto piloto-empresário anunciou, o governo regional apoiou e a comunicação social divulgou com grande destaque, que a partir de Junho um avião cargueiro iria transportar diariamente mercadorias na rota Lisboa - Funchal.
Como não voou em Junho, o mesmo piloto-empresário, com a bênção do governo, prometeu avião para Julho.
Como em Julho não chegou o avião e Agosto era mês de férias, o empresário-piloto, sempre apadrinhado pelo poder político, prometeu um avião topo de gama para Setembro.
Hoje, dia 1 de Setembro, nem os órgãos de comunicação, que tanta publicidade deram ao piloto empreendedor, nem o novo jornal, que hoje começou a circular com as cores e a imagem do PÚBLICO, noticiaram a cerimónia do voo inaugural do avião fretado (?) a uma companhia dinamarquesa.
Como não acredito que o avião cargueiro tenha aterrado clandestinamente em Santa Catarina, fico a aguardar por mais uma conferência de imprensa para anunciar a nova data do início das operações.

Raimundo Quintal

Funchal, 01 de Setembro de 2015

CAMPANHA COM PICANTE



Se a Bandeira da Região, no fundo, funcionou no cartaz dele, ainda mais no fundo resultará no meu. (de autor desconhecido)

IMPRENSA















Um Leitor do 'Fénix' diz que, ao pegar hoje no novo JM, pensou ter-se enganado e entrado no PÚBLICO, tamanho é o plágio. 
Será? 
Reparemos, para começar, na ficha de ambos os jornais, abaixo da tranca de rodapé.







IMPRENSA


O NOVO JM: ISSO AGORA É ASSIM?




Está nas bancas o JM, sucedâneo do Jornal da Madeira. Também é produzido pela EJM, agora expurgada dos beatos 'zero e tal por cento' das 4 Fontes. A política de conteúdos do novo jornal é truque para embalar ou continuará sempre assim? E os desperdícios, são para a gente continuar a pagar?


O JM terá de trabalhar. Infelizmente, no primeiro dia não registou as bichas que caracterizavam as manhãs do velho Jornal da Madeira. E não venham falar na miséria dos 70 cêntimos de capa, numa terra onde em 100 dias se resolveram  todos os problemas financeiros do povo ex-pelintra.


Não sabemos se os chefes do jornal que veio hoje a lume querem morrer da cura. Pega-se no primeiro número, sem a cara de um único governante na capa vermelhusca, onde até se trata com irreverência um tema delicado para o Blue Stablishment de Miguel e Jesus, como é o do tecto das tarifas aéreas, e fica-se com uma sensação estranha. Qual seja a de que os jornalistas que durante uma eternidade viveram no Jornal da Madeira sem poder passar uma notícia normal, porque os comissários de ex-Meio Chefe lhe passavam um traço em cima, explodiram agora com o destapar da tampa e pretendem exercer a profissão.

É uma sensação estranha. Porque, conhecendo certos meninos colocados agora na governação, este lançamento a vermelho do produto da Fernão de Ornelas é apenas um estratégico alargar de rédeas. Quando for preciso acabar com a festança... a empresa necessitará de fazer mais uma lista de despedimentos, para reduzir despesas.  E lá se vão os espertinhos.
Estamos pràqui com este juízo de valor não para ofender gratuitamente os barõezinhos a quem nos dirigimos, mas porque vem aí a Festa e há muito deixámos de acreditar no Pai Natal.
Mas veja-se: a primeira manchete da história do JM é uma 'navalhada' numa 'vaca sagrada' do governo, ungida desde os loucos tempos das internas no PPD: "Subsídio de mobilidade recebido com desilusão e frustração". Na peça correspondente, página 5, outro murro nos dentes da Economia e Turismo: "Subsídio de mobilidade é um presente envenenado".
E aquela "questão" na página 2, a perguntar, logo nesta 1.ª edição, "Quem aprovou a construção da Marina"? 
Ai ai ai ai ai que a gatinha quer água!
A rapaziada quer espantar a caça? Olhem, caros colegas, que o governo agora já não precisa do Jornal da Madeira, aliás JM.
O novel director, Marsílio Aguiar, abre o primeiro editorial afirmando que "este primeiro número do JM constitui, sem sombra de dúvida, um desafio marcante para todos aqueles que abraçam este projecto." Lamentamos, mas Marsílio está duplamente enganado. Não é "este primeiro número" que constitui um desafio. O primeiro é para os pardais, está sempre certo. O verdadeiro desafio será depois o editar a publicação num dia a dia difícil - financeira e politicamente falando. Marsílio também se engana quando saca da expressão "sem sombra de dúvida". O JM é um montão de dúvidas. Não esqueçamos que esta operação de cosmética - se é mesmo isso - teve por objectivo ganhar tempo. Mais um anito. Quando se chegar a 2016, logo se vê a volta a dar. Mas se continuarem assim, a denunciar que o tecto das tarifas tem um "arranque num mês inoportuno" e outros atrevimentos do género, não demora muito para a 'conjuntura' levar o projecto à guilhotina.
E mesmo aquelas opiniões, com Raquel Gonçalves, colaboradora do desalinhado JPP, e de outros colunistas a que ainda não tirámos o retrato a modo, é preciso cuidado com isso.
Tecnicamente falando: aborrece ver um jornalista escrever uma secção de opinião assinando-a de "Director", como faz Marsílio na última página. Transmite a ideia de que é o sermão do dia, e não há pachorra para gramar opiniões que pretendem mostrar estatuto à custa dos cargos. Ainda por cima, sai director na última página, com opinião, num dia de editorial - página 4 - assinado evidentemente pelo mesmíssimo director. É dose, caro Marsílio.
Criticava-se o vómito 'boca pequena' dos antigos psicopatas das Angústias. Pois agora aparecem outros bonecos na mesma página 2, tendo por cima escrito 'cartoon', não vá alguém pensar que aquilo é uma crónica médica. E com um nome de secção difícil de perceber. 
Mas o mais espantoso não está nisso. O que faz arrepiar é gastar-se dois terços de uma página nobre para mostrar uns bonequinhos e uma pergunta que cabem em meio rodapé de página.

O vermelhão domina o projecto, afugentando os fiéis das 4 Fontes que faziam aquelas filas tetra-diárias ali à porta. Havia de ser com Meio Chefe!
Pior: ao preço que o espaço de jornal está, são quatro quintos de uma página ainda mais nobre - a pág. 3 - desperdiçados com quatro frases de figurões que se encaixavam bem numa trama minúscula com 300 caracteres. Daquele tamanho, nem uma frase do Papa Francisco!
Em contrapartida, a necrologia só é legível com uma lupa bem potente. Má rai nos parta se aquilo é mais do que corpo 6. Ora, como as participações devem ser pagas agora - presumimos - os forçados fregueses vão fugir dali como o diabo da cruz, salvo seja.
Para terminar esta lavagem na ribeira, umas continhas de mercearia.
Ao tempo que andam para preparar a saída deste novo JM e a publicidade que trazem cabe nos bonecos da página 2, no tal Agapanthus? Qualquer leigo na matéria sabe que para o 1.º número de qualquer 'folha de couve' o mais fácil que há é arranjar anúncios substanciais. É da praxe. Pois este JM, além de deitar espaço nobre para o caixote do lixo, faz-se de rico e não averga o serrote à procura de receita! Publicidade, zero!
Mais uma: o produto está disponível on line, na íntegra. Que luxo! Os 70 cts são outra falácia.
Se a filosofia continua como dantes - "pagam os papalvos" -, estamos conversados. Teremos música, daqui em diante.
Despedimo-nos por agora, caro Leitor. Vamos ler o JM. 


O JM já está nas bancas. As vendas são desconhecidas, para já.

A FESTA CONTINUA


Vêm aí as vindimas! É disto que o meu povo gosta!


Foi-se o João das Festas, mas o show goes on.

COMUNIDADES


AGÊNCIA DE CONGRESSOS E VIAGENS

Os madeirenses velhos jogados nos ranchitos de Petare já pulam de contentes.


Sérgio Marques pôs o acento tónico das suas últimas andanças governativas no propalado reencontro da Madeira com as suas comunidades. Uma boa medida na perspectiva dos mais novos. Mas duvidosa para quem, permita-se a vulgaridade, passou 3 décadas a virar frangos.
Nos seus inícios eleitorais, o mentor do jardinismo percebeu que uma forma de triunfar na Tabanca era dilatar a fé e o Laranjal 'in loco', no mundo da emigração. O petróleo e os abastos da Venezuela permitiam, nos tempos de Andrés Pérez, Campins e Lusinchi, mandar sacas de bolívares para a Madeira. Assim como os rands dos Bothas, por influência do directório português pró-apartheid, tinham luz verde para voar sobre o Atlântico até às Achadas e aos Lombos. As famílias que na ilhota recebiam as remessas tinham de ouvir os 'conselhos eleitorais' dos familiares benfeitores emigrados - e tinha-se nas comunidades, devido aos congressos e encontros do então chefe integral, que tudo o que não fosse PPD era comunismo.
Para tomar parte nos simpósios e congressos realizados no Funchal, vinham elementos das comunidades aos montes, obviamente escolhidos a dedo pelo regime então em fase de consolidação no Funchal, com estadas em '5' estrelas muito diferentes das 'vivendas' onde eles ficaram instalados pelo menos nos seus primeiros tempos lá fora. 
Ouvimos agora mesmo a um desses dinossauros congressistas: os delegados devem continuar a ser nomeados, pela competência.
Pudera! A serem eleitos, acabava-se o turismo para quase todos os 'nomeados'.
Na realidade, a "aproximação" às comunidades nunca fugiu aos propósitos eleitorais. Os congressos nunca ligaram a menor importância aos sentimentos das exploradas comunidades. O sua excelência fazia as suas vias-sacras por Joanesburgo, Cabo, Caracas e Barquisimeto, tratava do que interessava com os engravatados bem colocados no regime de lá e usava as influências deles para fazer comícios eleitorais aos "emigrantes do garrafão e da espetada", como ele dizia na altura - metendo-lhes medo com o comunismo que ameaçava Portugal e o dinheiro deles. Então, cuidado com as infiltrações 'comunas' nas famílias a viver na Madeira.
Como sempre, o antigo presidente não dava um assobio que não fosse no sentido de ganhar eleições, para se perpetuar nas Angústias.
Aliás, depois de consolidado no poder, o homem marimbou-se para os emigrantes. Madeirenses morriam aos montes nas enxurradas de Vargas e ele comia camarão com água tépida pela cintura no paraíso de Bora-Bora - dizendo na ocasião, aliás, que se estava bora-borando para quem criticasse a sua insensibilidade.  
Assistimos ao vivo, em serviço, a digressões do género. Falámos - e já tem uns anos - com as novas gerações lusas radicadas nos países de acolhimento. Que nos pediam: parem com aqueles programas de televisão com espetada e baile pesado. Temos vergonha. Os nossos colegas e amigos julgam que só há disso na terra dos nossos pais. Não há museus, escritores, tradições da vida rural, não há outra coisa para a RTP mandar para cá? 
Vinte anos depois, voltámos ao mesmo. É só ligar a televisão e 'gramar' a interminável churrascada dos arraiais. Para vergonha dos descendentes da Madeira lá fora. 
E agora é ver-se a retoma das comunidades nas agendas do governo. Os intuitos não mudaram da 'Velha Madeira Nova' para a 'Nova Madeira Velha'. Além da sedução aos emigrantes e famílias cá residentes, ficam agora legitimadas as viagens que Albuquerque e Sérgio irão fazer e para as quais não tinham justificação.
Aguardemos.
Depois das intermináveis cruzadas do antigo Rei da Tabanca por esse mundo e da realização faustosa de tantos congressos das comunidades, digam-nos, passados que são 30 e 20 anos: o que ficou daquilo? Apontem-nos uma medida que tenha beneficiado a Madeira ou as comunidades, porque não encontramos uma que seja.
Pena já não estarmos aqui para daqui a 30 anos fazermos as mesmas perguntas ao Sérgio e ao Miguel.
Enfim, está aberta a II Feira dos congressos e interesses.

O FÉNIX VOLTOU


ADEUS A UMAS FÉRIAS DE PESADELO

A primeira parte do plano foi executada nos prazos. Mas agora, passados cento e tal dias, que tal começar a governar?


* Andámos por aí a querer inventar umas férias diferentes quando aqui na vida pública regional é que está bom 



* Alguém se está a aproveitar do dia de hoje para, à sombra do regresso do Fénix, fazer umas patifariazinhas nas costas do povo




Um ponto de ordem antes de falar do regresso: muitos parabéns aos inúmeros Leitores que premiaram o nosso ano de trabalho 2014-2015 com veementes desejos das piores férias do mundo aqui para o chefe, para os Kapas e até para a irresistível K-Gira. Podem estar descansados e satisfeitos, porque a praga funcionou. Foi um mês de pesadelo. 

Com efeito, ao concedermos 33 dias de higiene mental aos frequentadores do 'Fénix', mal adivinhávamos o que as nossas consequentes férias nos preparavam.
Um inferno sem momentos de alívio.
Para fazermos diferente dos hábitos em voga na 'Nova Madeira Velha', em que qualquer ente superior, seja doutor seja trolha, faz duas ou três semaninhas de férias em Bora-Bora ou na Tailândia, ficámos por aqui. Singelamente. 
Fomos passando o tempo. Iludindo na medida do possível as saudades das calinadas da nova governação e das hilariantes polémicas no parlamento. As saudades das camisolas verdes dos nossos conterrâneos de Gaula. O megafone de Zé Manuel Coelho. A autoridade natural do presidente Tranquada. A Sissi do Miguel, que agora ladra com braveza sempre que Sérgio vai às Angústias e se põe a debitar as suas lengalengas aos microfones da TV. Saudades da voz grave e cubanizada de outro Zé, o Zé Manel do PP. Das viagens às Selvagens do nosso particular Amigo Carlos Pereira, sobretudo no fossilizado Shultz. E o resto de que os Leitores calculam termos sentido a falta.
Como o outro, andámos por aí. Andámos pelas pouquíssimas praias de calhau ainda existentes na carcomida costa, enquanto as há. Enfrentando o perigo dos tubarões-martelo que tiraram o mês de Agosto para 'pegar' com quem está quieto. 
Internámo-nos nos bidonvilles em que se tornaram definitivamente os bairros sociais da 'Velha Madeira Nova', com apartamentos mais perto do cortelho do que de moradia de gente.
Andámos pelas sórdidas vielas do Mercado, zona do Carmo e Anadia, evitando cuidadosamente os cadáveres mal-mortos e espurcos jogados pelos passeios e vãos de porta, transpirando inclusão social às bicas.
Topámos com a sucessão de insolvências a mandar gente para o desemprego, até em bares-restaurantes de grandes superfícies. As folhas de jornal a forrar cada vez mais montras desactivadas, nas ruas do Funchal e subúrbios. 
Lojas comerciais com os empregados a fazer hora, sem clientes, na baixa das cidades e mesmo nos hipers. 
Sentimos esse cancro do desemprego a tomar proporções absurdas e explosivas. 
Por todo o lado, conversas de desistentes da Pátria: vou para o estrangeiro, ainda não sei para onde, mas aqui é que não. 
Uma dor de alma. 
Só pode ter sido pesadelo. Incluindo os bocados em que procurámos saber das últimas pela televisão. Porra! O canal do nosso Amigo Miguel... liga-se o comando daquilo e do écran começa a sair fumo das espetadas, nos directos todos seguidos dos arraiais de estio... Espetadas impregnadas de batom dos beijinhos para nuestros hijos que deixámos esta mañana em La Guaira. E quando se apanha o TJ, é cada abertura de alinhamento que faz o telespectador cair das nuvens, quando não se trata mesmo de um caso do dia corriqueiro, de preferência um despiste de automóvel.
Atalhando caminho, eis-nos de regresso à realidade. Acordámos do pesadelo, enfim! Viemos juntar-nos aos felizardos regressados de Bora-Bora e aos que ficaram neste paraíso onde, má raio nos parta, já não há desemprego, estatísticas de preços escaldantes, emigração forçada e desesperada, calotes, guerras institucionais, buracos no piso do beco, falências, azelhices do sr. governo! 
Paraíso na Terra é isto! 
Só depois da visita ao inferno damos o valor.
Como se recuperou da catástrofe de 20 anos em 100 dias!
Ou será dos óculos viciados do pessoal? Ou da mudança de vontades cantada por Camões? Ou dos passes de mágica de Albuquerque?
Saltámos de contentamento ao vermos que o governo finalmente decidiu certificar o bolo do caco. Mesmo a intervenção do Filipe Menezes a fazer notar que a receita desse castiço pão é endémica do Porto Santo, foi tudo pela positiva, não chegou a arrufo. Foi polémica salutar numa Região que trata bem a democracia - aliás, quanto mais barulho, mais importância se dá ao bendito bolo do caco. Mais propaganda do produto. Mais voos com bifes cheios de dinheiro para os all-inclusive dos hoteleiros. Se não houver aviões disponíveis, metam o cargueiro do Humberto no ar. Na volta para lá, os turistas que apanhem o ferry que o Sérgio e o Miguel têm na manga desde as internas.
Fomos agora aos arquivos - porque neste Agosto ligámos à terra, tirando a TV - e vimos que o governo também não quer poncha com vodka. Deve ser uma preferência qualquer do Humberto Vasconcelos, porque o Miguel praticamente não bebe, e quando tem de ser, nalgum serão de pianada, é um uisquezito com muito gelo e água até lá acima. Com guardanapo. Ou não estivéssemos na era do Blue Stablishment. 
Nessa parte do bolo do caco e da poncha, a nova governação não deixa Zé Povo desprotegido.
Também temos a garantia de que os caminhos reais serão mondados. Esses troços, em breve bem limpos, cintilarão na paisagem que não tarda a verdejar, agora que até mais água de rega haverá.
Soubemos que um secretário prometeu ajudar a promover doravante mais arraiais nestes meses do ano. Mas, sabendo o que passámos nestes 33 dias em que não descobrimos um lugarejo sossegado para passar um fim-de-semana, sem foguetes nem ruído musical da família Carreira, sugerimos: para o ano, algum departamento do Turismo que faça um roteiro de terreolas onde não haja romaria durante 2 ou 3 dias. Mais ou menos isto: Sábado e domingo, não haverá bebedeiras na Achada do Gamanço. Contamos com a sua visita. Aproveite, é só este fim-de-semana.
Não é sempre, mas às vezes cai bem. 



Cá estamos de regresso, pois, com uma enorme vontade de trabalhar o menos possível. O Leitor não está a perguntar nada, mas a verdade é que temos na memória do pc uns projectos que têm mesmo de avançar agora, que se faz tarde. Então, o Fénix vai acompanhar os que fazem mais ruído do que produzem algo de útil. Uma viragem em termos quantitativos, que não editoriais. Teremos mais tempo até para aquele cafezinho matinal na Rua dos Murças com Presidente Miguel, Humberto e Lino. 

Já agora, para não estragar o ambiente no primeiro café depois das férias, deixamos já uma mensagem para o secretário da Agricultura. O caro Humberto andou nestas semanas estivais a visitar os vinhedos do Estreito e do Jardim da Serra, anunciando acreditar num bom ano de vindimas. Foi a São Vicente matar saudades e fazer saber que o governo a que pertence sabe escutar o povo e sabe dialogar. Portanto: o governo sabe acreditar, sabe escutar, sabe dialogar. Mas agora é preciso aprender a governar. Para começar a executar quanto antes. 
Chiça, Amigos do governo! Foram perto de dois anos sem trabalhar a não ser para a campanha interna de cada um, a ver quem ficava com o PPD do outro. Veio a campanha das regionais. O período para premiar os que fizeram parte do lobby vencedor e para se engalfinharem secretários com secretários por causa dos pelouros. Depois, 100 dias a discutir instalações e orgânicas. Ainda mal conhecíamos os secretários e lá ia toda a gente de férias, tendo Albuquerque imitado o ex-sua excelência no papel de caixeiro-viajante. Agora, chegam de férias e começam na campanha eleitoral a dizer que o Passos é o maior autonomista da Madeira e Portugal adjacente. Dias depois do 4 de Outubro, chega o perfume da carne-de-vinho-alhos e alegra-campo, vêm as bombas e as missas do parto - ninguém diz coisa com coisa. 
Pergunta-se: então quando é que se trabalha?
Escutar e dialogar também sabemos fazer.
Já estamos descansados com o bolo do caco e a poncha. Toca a fazer política governativa a sério. Tanto o secretário da Agricultura como aquele que quer dividir as turmas em espertos e atados, por considerar, salvo erro, que a educação inclusiva está ultrapassada. E como a secretária que ainda não explicou nada sobre a nova política ambiental - pelo menos que se perceba.         
Um ponto de ordem para terminar: somos absolutamente alheios à estratégia de certas entidades cá do lugarejo que, aproveitando o povo distraído no dia de hoje por causa do regresso do Fénix, acharam de lançar subrepticiamente jornais no mercado e fazer entrar em vigor um tecto para tarifas aéreas que ninguém percebeu o que seja. 
Não venham esconder-se à sombra de um blogue. Anunciámos esta data para o regresso há muito tempo.