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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

DELFINS


MANUEL ANTÓNIO NO CANIÇO




O secretário regional do Ambiente, na qualidade de candidato à liderança do PSD-Madeira, reuniu-se ontem no Caniço com a concorrida presença de cerca de 100 militantes do partido, segundo dados da organização.
Mais uma oportunidade para Manuel António Correia explicar o projecto que idealizou para reorganizar o PSD na Região e depois disputar as eleições regionais, caso vença nas internas do dia 19.







...E MAIS 200 PESSOAS EM SÃO MARTINHO!

Manuel António também esteve em São Martinho, no âmbito da campanha interna. Ambiente de festa não faltou no convívio.









domingo, 7 de dezembro de 2014

Delírios da Madeira Nova


TRÊS CURIOSIDADES




1. Meio chefe tem dito nas últimas horas que o desafio dos social-democratas madeirenses é ajudar à unidade do partido ganhe quem ganhar no dia 19. Ao mesmo tempo, avisa claramente que os militantes não devem votar em Albuquerque... mas segundo o que lhes ditar a consciência. A consciência dele, Meio Chefe.



2. José Manuel Rodrigues ameaçou hoje, no fecho do congresso popular, apresentar uma moção de censura contra o governo regional se Jardim não se demitir em 12 de Janeiro. Porquê essa ideia de ser a oposição a querer fazer sair Meio Chefe? Zé Manel já não quer ganhar eleições?  



3. Victor Freitas desafia o PP a coligar-se com o PSD antes das eleições regionais. Mais um que, como Zé Manel, perdeu a ambição de governar a nossa terra?

Por estas e por outras é que a classe política regional nos obriga a fazer uma análise nas próximas horas, a ver se entendemos alguma coisa da Tabanca insular.

É NATAL


ILUMINAÇÕES DO FUNCHAL
MELHORAM DA ICTERÍCIA



É com alívio que noticiamos as ligeiras melhoras da capital madeirense em matéria de iluminações de Natal. O surto de icterícia que amarelou ruas e avenidas, de leste a oeste e de norte a sul do Funchal, começa a desaparecer um pouco, já que se notam uns tímidos arzinhos de cor.
O tratamento para disfarçar a palidez citadina corre com parcimónia, pelo que não há o perigo de o doente morrer da cura. Nem por sombras: os turistas que nos visitarem perguntarão na mesma onde e quando é o funeral, o que é bom para o negócio de flores.
Quem pode estar em perigo de um resfriado são os trabalhadores chamados à pressa para reparar a barracada destas inteligentes iluminações: ontem à noite, esses homens procediam à substituição de lâmpadas descoradas por outras de cor debaixo de uma chuva imparável, alagados e sob um frio de rachar. Foi isso que os poucos cidadãos em trânsito na cidade viram no Largo do Colégio, na Rua das Fontes e na Avenida do Infante. Umas arvorezinhas com cores para disfarçar a borrada e a burrada deste Natal que faz história a esse nível - o das calinadas.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

DELFINS


ALBUQUERQUE MOTIVA S. VICENTE




Uma surpresa na noite fria de ontem: mais de 100 pessoas em S. Vicente para tomar parte em mais uma tertúlia de Miguel Albuquerque. Sobretudo porque as pessoas tiveram de fazer uma deslocação para ouvir os debates. É que, na vila nortenha, não moram sequer 20 munícipes.






* João Cunha e Silva e Sérgio Marques andam hoje pelo Porto Santo, cada qual a fazer pela sua vidinha.

* A JSD tem reunido na Rua dos Netos com os candidatos à sucessão no Laranjal. Ontem foi a vez de Miguel Albuquerque.

Delfins


SÉRGIO MARQUES EM ACÇÃO



A conferência sobre o tema a "Responsabilidade Orçamental e Competitividade Fiscal" que teve como oradores o reputado economista João Duque e o Eduardo Jesus Presidente da Ordem dos Economistas da Madeira, foi um verdadeiro sucesso e teve casa cheia.


A petição sobre a obrigação de serviço público de transporte marítimo de passageiros entre a Madeira e o Continente foi entregue em mãos, à Sra Presidente da Assembleia da República esta quarta-feira. Agora resta esperar pela discussão no plenário. 
O candidato Sérgio Marques foi, junto com a Plataforma "Cruise Ferry para a Madeira", o primeiro político madeirense a promover uma petição sobre este tema. É de realçar que a recolha de assinaturas e respectiva entrega à personalidade mais indicada para as encaminhar deu-se de uma forma rápida e transparente. Geralmente ouve-se falar do começo das petições, mas ninguém se lembra se alguma vez resultaram em algo tangível. Aqui está a prestação de contas de que tanto fala o candidato e o seu esforço em ver o assunto resolvido em beneficio de todos os madeirenses.

(Texto candidatura de Sérgio Marques)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Delfins


JOÃO CUNHA E SILVA 
REBENTA A ESCALA




A organização que montou este encontro político-partidário fala-nos de 600 militantes laranja. E a imagem apensa não admite dúvidas. João Cunha e Silva discursou há pouquíssimas horas para uma multidão de filiados no PSD-Madeira. Daqueles que irão votar dia 19. Duas salas da 'Parreira' (na Penteada) à cunha para ouvir o vice-presidente falar da sua candidatura à liderança do partido maioritário.
É obra.

Delfins


MANUEL ANTÓNIO SOMA E SEGUE



Ontem foi foi um encontro na Tabua, com militantes do concelho da Ribeira Brava. Um simpático número de 100 social-democratas a dar ânimo à candidatura do secretário regional do Ambiente, claramente em crescendo de apoios.






quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Vida Municipal


Muito bem, Câmara



Funcionários municipais procedem neste momento (4 e meia da tarde) ao conserto da célebre adufa no alto da Rua do Pina. Poderiam ter-se poupado centenas de litros de água e muitas reclamações na câmara e na junta, mas passemos adiante. Esperemos que fique tudo resolvido. 
Os moradores agradecemos.




Voz do Leitor


Com pedido de publicação, recebemos a nota seguinte, alusiva a uma situação interna da vice-presidência do governo:





É NATAL


LUXO MUNICIPAL DE BOAS-FESTAS 
MAS PAGO PELA PLEBE

Despacho do K-Municipal - Já foi enviado aos funcionários da CMF, por via do gabinete de apoio à presidência, o convite para o jantar de Natal.
Convite, vamos indo. Quem quiser participar, paga o seu jantar. E até aqui nada de especial.
Uma observação apenas para o facto de este tradicional jantar se desenvolver dentro de uma história que começou há cerca de um ano.
A 'Mudança', chamemos-lhe assim, resolveu, quando tomou posse há pouco mais de um ano, quebrar com tudo o que era, até então, uma prática supostamente faustosa, dando um cunho franciscano à governação dos novos 'almeidas' (é no que se estão tornar os campeões de 2013).
Foram-se os carros pretos, foram-se os luxos e mordomias, e por aí abaixo. Muito bem, todos aplaudiram.
Nessa sequência, o jantar de Natal foi marcado par o restaurante 'Só Espeto' (no edifício da antiga Aripan). Ora, a escolha do local originou, em surdina, uma onda de protestos entre diretores de departamento, chefes de divisão e outros funcionários com cargo de chefia, pela escolha de um restaurante, conforme o que se ouviu na altura, "de 2ª categoria". 
Foi possível saber depois que os próprios assessores foram muito críticos da escolha.
Este ano, para colmatar a "falha" de 2013, escolheram algo de 1ª. 
O hotel escolhido chegou a ser o 'Porto Mare', mas, segundo informações fidedignas, a família Trindade não apreciou muito a ideia por causa de eventuais conotações.
Surgiu então esta hipótese do 'Vida Mar'.
Curioso é o fato de que, uma semana antes, o PS irá realizar no Hotel Vida Mar o Fórum "Construindo o Futuro"...
Coincidências...
Antes de terminar este despacho, fica uma ressalva: os participantes no fórum socialista, se por acaso também jantarem lá, dispensam mais facilmente os 24 euros do que os funcionários da Câmara que não forem directores nem assessores. Mas também não é todos os dias, porra!, que se manda abaixo uma mescla de alfaces, agrião e rúcula, um creme de abóbora menina com crôutons de bacon e um peito de peru glaceado com castanhas em molho agridoce.



DELFINS


200 MILITANTES COM MANUEL ANTÓNIO



Foi no sábado passado. Cerca de 200 filiados do PSD, segundo a organização, estiveram num convívio em Santo António com o secretário regional do Ambiente, candidato à liderança do partido laranja.
Marcaram presença figuras conhecidas da família social-democrata madeirense.





terça-feira, 2 de dezembro de 2014

CARTA AOS DELFINS


JARDIM INFORMA QUE APRESENTARÁ 
DEMISSÃO EM 12 DE JANEIRO



Em maré de enviar cartas, e depois do o ter feito com os militantes do PSD-M, Jardim dirige-se agora por escrito aos candidatos à sua sucessão. A mensagem vai datada do gabinete da presidência do governo regional e é destinada tanto aos seus homens, João Cunha e Silva, Manuel António e Jaime Ramos, como aos que lhe fugiram da alçada, Miguel Albuquerque, Miguel de Sousa e Sérgio Marques.
Com conhecimento, também, ao representante Ireneu, ao presidente da ALM Miguel Mendonça, ao presidente da Mesa do congresso do PSD-M (Cunha e Silva), ao secretário-geral (Jaime Ramos) e ao presidente do conselho de jurisdição José Prada.

Na carta, Jardim anuncia que vai pedir uma reunião com Ireneu Barreto para dia 12 de Janeiro, a segunda-feira a seguir ao congresso em que a nova comissão política e demais órgãos tomarão posse. Será então que apresentará a sua demissão de presidente do governo regional.
Mais abaixo na carta, "por colaboração", recorda aos candidatos as "etapas legais em caso de eleições antecipadas". Afinal, aquele processo moroso que considerou uma desgraça para a Madeira, pelo arrastar das diligências, quando falou sábado passado ao conselho regional - como relatámos.
E agora a carta dirigida pelo chefe aos Delfins:





DELFINS




MIGUEL ALBUQUERQUE NO CAMPANÁRIO









Decorre neste momento (7 da noite) no 'Vista Alegre', Campanário, uma tertúlia subordinada ao tema genérico cultura e artesanato, no âmbito da campanha da candidatura de Miguel Albuquerque. A discussão, com a afluência de militantes social-democratas que as imagens mostram, é valorizada com a presença dos criativos Hugo Santos e Nini Andrade. A moderação está a cargo do próprio candidato à liderança do PSD-Madeira.
Ontem, houve acções da mesma candidatura em duas sedes do concelho da Calheta.





Congresso PP: moção




José Manuel Rodrigues apresentou a moção que leva para o congresso do final de semana. Como se sabia, os populares, uma vez concluídas sem sucesso as conversações com Victor Freitas do Partido Socialista, vão sozinhos a eleições. Depois será decidido que fazer em matéria de alianças. 
Como também já é conhecido, Rodrigues está disponível para coligações com os socialistas ou os social-democratas.
Na encruzilhada das hesitações políticas onde a Madeira estacou, o PP dá conta dos seus projectos, nesta moção que 'Fénix' disponibiliza na íntegra aos seus Leitores.





Um Novo Tempo 
Uma Nova Esperança



Moção de Estratégia Global
ao XIV Congresso do CDS-PP Madeira

Subscritor: José Manuel de Sousa Rodrigues 


“Todas as grandes coisas são simples. E muitas podem ser expressas numa só palavra: liberdade; justiça; honra; dever; piedade; esperança.” 

Winston Churchill
ÍNDICE

Introdução

1. 10 Compromissos
                1.1 - Regeneração do Sistema Político
                1.2 - Credibilização e Afirmação da Madeira
                1.3 - Renegociar a Dívida – Sanear as Finanças para Vivermos Melhor
                1.4 - Renegociar as Parcerias Público Privadas
                1.5 - Autonomia Fiscal – Redução de Impostos
                1.6 - Modelo de Transportes Aéreos e Marítimos
                1.7 - Novo Quadro Comunitário – Prioridade aos Sectores Produtivos

2. Turismo
                2.1 - Elaboração de um Plano Estratégico para o Turismo na Região                                            Autónoma da Madeira
                2.2 - Potenciar o Produto Levadas da Madeira
                2.3 - Requalificação das Estradas Regionais
                2.4 - Promoção Turística do Destino Madeira

3. Qualificação e Recursos Humanos
                3.1 - Educação
                3.2 - Juventude
                3.3 - Desporto
                3.4 - Nova Política Cultural e do Conhecimento

4. Saúde
                4.1 - Combater Desigualdades – Criar Oportunidades
               
5. Construção da Alternativa

6. Estratégia Partidária


INTRODUÇÃO

A Madeira vive a pior situação financeira, económica e social desde a implantação da Autonomia em 1976.
A situação é de estrangulamento financeiro, profunda recessão económica e acentuada regressão social.
Depois de um período de desenvolvimento e crescimento económico iniciado com a Autonomia e possibilitado por fundos nacionais e europeus, o excessivo recurso ao endividamento provocou um desequilíbrio das finanças públicas que conduziu a Região a um estado de necessidade e à assinatura com o Estado de um Plano de Ajustamento Financeiro (PAEF).
As medidas aplicadas, como a redução drástica do investimento público, as reduções nas despesas com as áreas sociais, a saúde e a educação, o brutal aumento de todos os impostos, a criação de novas taxas e a actualização de outras, a eliminação ou redução de subsídios de insularidade, conduziram a comunidade regional a uma recessão económica sem precedentes e a uma crise social de gravíssimas repercussões.
Se somarmos a esta austeridade, as medidas impostas pela Troika à República Portuguesa, sentidas e pagas também pelos madeirenses, temos a noção clara da dura realidade que se vive na Região.
Felizmente, Portugal libertou-se do resgate, mas a Madeira terá mais um ano de ajustamento doloroso.
O Plano de Ajustamento da Madeira até poderá conduzir a um falacioso equilíbrio orçamental, mas está a deixar em agonia a economia regional e a sociedade madeirense, uma vez que não contém qualquer estratégia económica e está assente, apenas, em medidas de carácter financeiro.
O decréscimo do Produto Interno Bruto (PIB), o número de falências, a elevadíssima taxa de desemprego, uma nova vaga de emigração, e a crescente pobreza, demonstram a gravidade da realidade que se vive na Madeira.
Esta situação é insustentável.
O Plano de Ajustamento da Madeira conclui-se em 2015 e, se nada mudar, a Região permanecerá sem sustentabilidade nas finanças públicas, sem crescimento económico e sem coesão social e, mais do que isso, sem uma solução para a dívida que manifestamente não tem capacidade para pagar.
É por isso que esta Moção de Estratégia, sem deixar de delinear a orientação política futura do partido, apresenta uma Nova Visão Estratégica para a Governação da Madeira assente em propostas e soluções objectivas e concretas.


1. 10 COMPROMISSOS

10 Compromissos para uma Nova Política,
uma Nova Maioria, um Novo Governo

1 - Regenerar o sistema político dignificando os órgãos de governo próprio da Região com reforço da fiscalização do Parlamento em relação ao Governo; respeito pelos direitos das oposições; redução substancial da subvenção aos Partidos; criação de uma lei de incompatibilidades que separe a política dos negócios; despartidarização da administração pública e desgovernamentalização da sociedade.
2 - Estratégia de credibilização e afirmação da Madeira no seio da Nação Portuguesa e também na União Europeia, potenciando a nossa posição geoestratégica, em termos de defesa das nossa Zona Económica Exclusiva e valorização da mais valia das nossas comunidades emigrantes espalhadas pelo mundo. Credibilidade.

Carta que "não é uma despedida" (2)


A pedido, e também para memória futura, deixamos na íntegra a carta que Jardim enviou aos militantes do PSD aliciando-os para novos caminhos fora do partido, seguindo os passos dele, caso Miguel Albuquerque vença as eleições internas.






De um Leitor, publicamos a seguinte nota sobre obras na zona do Cliff Bay alegadamente da responsabilidade da administração do hotel: 



"Venho pela presente denunciar umas obras que a administração do Cliff Bay anda a realizar sem qualquer licença. Começo do início para
melhor se compreender:
Em 2012, mais concretamente no mês de Dezembro, a CMF licenciou a demolição do antigo armazém de vinhos e a remoção dos escombros. Na altura, ficaria a chaminé.
Em 2013, igualmente em Dezembro (as obras são sempre no mês de Dezembro aproveitando o encerramento do Hotel para manutenção) procede à demolição da chaminé e dá início a uma grande escavação numa zona de encosta, frente de mar, sem qualquer licença, em que inclusive caíram
terras e pedras ao mar, ainda visível se alguém lá passar. Este corte deve ter mais ou menos 8 a 10 metros de altura.
Agora em 2014, reiniciam as escavações, parecendo que vão alargar o local.
Sem querer empatar os trabalhos, só queria perceber como é que estes barões do PS conseguem proceder a escavações numa zona tão nobre como aquela, sem licença, em zona marítima. É que verdade,verdade, a antiga
vereação emitiu licença para a demolição e esta actual nada faz, nem aparece no local!
Embora aparentemente ninguém ligue, muitos sabem o que se passa por ali. A actual vereação tem que actuar seja para "brancos ou pretos". Assim parece mais do mesmo."


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Carta que "não é uma despedida"


JARDIM INCITA MILITANTES
A SAÍREM DO PSD-MADEIRA

Meio Chefe ainda não está saciado com o destroço que já fez num partido outrora forte e que hoje mete pena.

Chefe das Angústias pegou no lápis e escrevinhou duas páginas para os filiados do Laranjal. O que o sujeito lá diz, na prática, é que, se Albuquerque ganhar as internas, os militantes devem desertar do partido atrás dele, Jardim, à procura dos "caminhos necessários". Esquecendo que o vencedor das internas, seja ele quem for, terá ganho porque os militantes lhe deram o voto.  



Agora não é com indirectas. É formalmente, na qualidade de presidente do governo regional e da comissão política do seu partido. Em carta que está prestes a chegar à caixa de correio de todos os militantes social-democratas. "Se o PSD-Madeira deixar de estar à altura das suas responsabilidades (...) sei que, mais uma vez juntos, saberemos encontrar os caminhos necessários", escreve o homem. 
O PSD não estar "à altura das suas responsabilidades" consiste, percebe-se claramente na carta, em Miguel Albuquerque ganhar a liderança nas próximas internas. Mas custa a perceber como pode Jardim contar com os militantes para "encontrar os caminhos necessários" se, no caso de Albuquerque ganhar, terão sido precisamente os militantes a dar-lhe a vitória.
O 'Vaitreze' das Angústias recusa-se a estar num partido onde não seja o único mandão. Ponto.

Não podemos garantir que se trata de um caso inédito. Mas, além da gravidade subjacente, espanta ser o próprio líder histórico de um partido a pedir a debandada dos filiados. Não é a primeira vez que o faz. Inclusivamente, é o líder cessante a estoirar o partido com o todo o mal que causou a um processo - o da sucessão - que ele se vangloriava de um dia orientar de forma superior. Já não é com as tais indirectas e insinuações. No caso presente, os destinatários da incrível carta ficarão com um documento para relembrar um dia nas suas memórias.

Ameaça clara: "Não é uma despedida!" 

Na dita missiva, chefe das Angústias agradece aos companheiros "toda a ajuda" que lhe deram ao longo dos anos.
Mas atenção: "Esta carta é um agradecimento a si, por tudo isto". Mas... "Mas não é uma despedida."
"Contarei consigo, militante do Partido Social Democrata da Madeira. Ao seu lado para tudo o que o povo da nossa terra precise."
Trocando 'por miúdos' e em notório tom de ameaça: "Relembro que um partido não é um fim em si próprio. É um instrumento ao serviço do bem comum. Se o PSD-Madeira deixar de estar à altura das suas responsabilidades e deveres para com o povo madeirense, quer nos princípios e valores, quer na prática, sei que, mais uma vez juntos, saberemos encontrar os caminhos necessários."
"Se o PSD-Madeira deixar de estar à altura das suas responsabilidades"! Ou seja: se nas internas vencer Miguel Albuquerque ou mesmo outro desalinhado que não deixe o futuro Chefe Zero perdigotar ordens para dentro do partido. Nem mais. 
"Saberemos encontrar os caminhos necessários"! Isto é: vamos arranjar um partido, alicerçado no Fama ou noutra chaga qualquer, para derrotar o PSD e quem mais aparecer.
Visto ao contrário, o aliciamento daria processo de expulsão. E nunca se sabe se esse não será o triste fim do Único Importante.
Segue-se na carta o agitar do fantasma dos "poderes ocultos, financeiramente poderosos, que, sem transparência democrática, ameaçam as liberdades e a justiça social na Região". A estes poderes ocultos, nós colamos automaticamente a trilateral, a maçonaria, Bush, os Blandys e talvez o Amadeu das sortes no Pico dos Barcelos. 
"Estamos numa hora decisiva para a Madeira", diz ele no papelucho a enviar a casa dos militantes. Hora decisiva porquê? Porque o inimigo, "cá e lá", gizou "um plano para destruir o PSD-Madeira por dentro". 
Ora quem, se não o sua excelência, levou o PSD à falência à custa de um feitio pessoal intragável, e decidiu destruir o próprio partido assim que se percebeu incapaz de tentar uma recandidatura?

Apelo anti-Albuquerque

Segue-se a preparação para o apelo ao "não voto" nos inimigos internos. Esses "maus companheiros de ambições pessoais e materiais incontroladas, os quais não têm pudor, ao lado dos nossos inimigos, em (sic) tentar denegrir o património histórico, político e social que juntos construímos ao longo de 4 décadas". 
"...Indo ao ponto de negar aquilo em que eles próprios participaram! Indo ao ponto de terem apoiado os partidos adversários nas eleições autárquicas! Indo ao ponto de ter inscrito no nosso partido gente que não subscreve a doutrina e a prática do PSD-Madeira e votam noutros!"
E o apelo propriamente dito: "Ao lhe transmitir (sic), do coração, um grande muito obrigado (sic), faço-lhe também um pedido muito sério. Não deixe que o nosso PPD/PSD caia nas mãos de gente que não hesitará em destruir tudo o que é o nosso trabalho juntos."

O Homem destrói dizendo que os outros estão a destruir. Assim como já quis fazer crer que o 'bigode' que o eleitorado lhe passou nas autárquicas se deveu ao facto de o mesmo eleitorado não separar o PSD-M do PSD-governo em Lisboa.
Será muito bom para um fim de carreira do inconsolável líder 'fora de prazo' se ele aparecer na luta representando uma força qualquer ou mesmo outra vez na chefia do PPD. Sem dinheiro para distribuir 'bacalhau a pataco', ele perceberá nas urnas que o problema não é o que está dentro da cabeça dele. O problema é ele. Como toda a gente sabe menos o delirante chefe.

É Natal


Velório do cais 
(para não ofuscar a praça do enterro, ao lado)


(Enviado por um Leitor)

Vida Municipal


Câmara à porta... mas só em 2017


Há sanções para os munícipes
que desperdiçarem água. Mas a
Câmara não é um munícipe. 


Esta manhã de segunda-feira, uma moradora do Pina - mais uma - palmilhou caminho para uma conversinha com a tal "Câmara à porta".
Na repartição que lhe indicaram, pediu que fizessem o favor de arranjar a adufa no alto da referida Rua do Pina, já que os seus oitentas esbarram no lodo à frente da porta quando precisa de sair. Um perigo altamente agravado pela inclinação da artéria. E, como essa moradora, há vizinhos sob igual ameaça.
Recebida com frieza, a octogenária aventou, na ingenuidade do povo, a hipótese de se deslocar à junta de freguesia de Santa Luzia para colocar o problema ao presidente. Como o José António é tio do Cafôfo - dizia a moradora -, talvez ele consiga dar uma palavrinha mais para cima. 
Acrescentou: penso que a Câmara não é assim tão rica para desperdiçar água daquela adufa há tantos dias.
Resposta de um funcionário: "Se quer que lhe diga, o que a senhora devia fazer era ir mesmo falar com a junta de freguesia."
Duvidamos de que o próprio tio consiga alguma coisa. Quem é que vai falar com o sr. presidente da Câmara por causa da porcaria de uma adufa só porque ela verte água vai para duas semanas colocando em perigo a integridade física dos munícipes? Ora, esses plebeus de munícipes existem para pagar o chorudo ordenado daqueles figurões municipais e não bufam, percebido?
Realmente... que importância tem um pedido popular, formulado tão distante das eleições, comparado com o projecto de abrir meia dúzia de tascas à volta de uma praça emblemática da capital madeirense como é a Praça do Município? 
Em 2017, cá estaremos à espera que a Câmara chegue à porta.
Entretanto, oxalá ninguém se aleije por causa do vosso desleixo arrogante.
Sim, é uma ameaça.