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sábado, 12 de dezembro de 2015

Batem leve, levemente...


AFA NO 'BLUE ESTABLISHMENT'
COMO PEIXE NA ÁGUA





Avelino andou bem na Madeira Nova e agora tende a melhorar

Enfim, depois de alguns anos de pesadelo no latifúndio baldio entre a Imperatriz D. Amélia e a Estrada Monumental, onde durante décadas brilhara o Savoy, está tudo apontado para que um empresário madeirense vá acabar com o cenário mórbido e erguer ali a unidade hoteleira que se impõe.
Os dois jornais funchalenses de hoje dizem que a obra é para arrancar já - referindo-se a uma notícia avançada antes pelo DN sobre a iniciativa empresarial de Avelino Farinha.
Berardo andou uns anos a engonhar, alegando dificuldades daqui e dacolá para ir adiando a necessária empreitada. Vai lá, Avelino Farinha puxa notas do bolso decidido a chamar a si o capital social inteiro da Siet Savoy. Agora, vai é que vai mesmo. 
É assim que o barão da Calheta resolve problemas seus e resolve também um grande berbicacho da capital madeirense, daí a euforia de Paulo Cafôfo ao antever o desfecho da salgalhada.
Avelino pulula actualmente no alto das notícias - e com merecimento. Beneficiando de alguma sorte, também, mas os grandes precisam sempre daquela 'estrelinha de campeão' que, parecendo que não, ajuda em momentos inopinadamente complicados.
De facto, Avelino bem podia estar agora a ser alvo de falatório e de parangonas por andar a fazer estes grandes negócios numa altura em que há processos a correr em tribunal dando-o como utilizador de empresas-fantasma para fugir aos impostos. Em montantes assustadores. A tinta que isto poderia fazer correr, cá dentro e lá fora. Mas, como dizia Augusto, "ainda há pouco, há poucochinho, nem uma agulha bulia"...
Como um sol, o Blue Establishment quando vem é para quase todos, e está visto que Avelino é um dos bafejados pela Renovação todo-o-terreno. Ganhou dinheiro no velho desenvolvimentismo a números que não sabemos contar. Mas agora continuará a facturar e, o que é mais, sem ruídos incomodativos.
Do mal o menos, tapem lá aquela cratera da Imperatriz com um edifício moderno. E que não apareçam outra vez os empatas de calculadora na mão, a somar andares no ar com pisos subterrâneos.

Liceu à frente





Texto: Liceu

Fisco




sexta-feira, 11 de dezembro de 2015


AGAVE PESCOÇO DE CISNE

Nome científico: Agave attenuata
Nome vulgar: Agave-pescoço-de-cisne
Porte: Arbusto suculento
Família: Asparagaceae (Agavaceae)
Origem: MéxicoMorada: Hotel Cliff Bay – Funchal – Ilha da Madeira
Agave-pescoço-de-cisne (Agave attenuata) – 11.12.2015

Texto e fotos: Raimundo Quintal

Europa





Cláudia Monteiro apresenta no Liceu
Concurso '30 anos de integração de Portugal na UE'



Vem aí mais aperto do cinto


ORÇAMENTO QUE “DESILUDE” 
NÃO TEM VOTO FAVORÁVEL DO CDS/PP


Três terços dos contribuintes madeirenses que têm contribuído para a receita fiscal “recorde”, de que o Governo Regional se tem ufanado, vão ter que suportar mais um ano de aperto. Apenas os contribuintes do 1.º escalão do IRS (rendimentos até 7.000 euros/ano) e que corresponde a um terço da receita fiscal arrecadada, vão ter em 2016 uma a redução fiscal entre 5% a 7,5%, anunciada pelo secretário das Finanças. Contas do Grupo Parlamentar do CDS/PP Madeira: o Governo Regional irá devolver a essas pessoas apenas 20 cêntimos/dia.
“Este governo regional não cumpre a promessa que fez na apresentação do Programa de Governo”, denuncia o líder parlamentar do CDS/PP, António Lopes da Fonseca. “Não há recuperação do diferencial fiscal de 30%, não há incentivos à economia para que se possa combater o desemprego. Este Orçamento é uma desilusão.”
O CDS/PP irá apresentar propostas de alteração, mas é praticamente seguro que não votará a favor da proposta do GR.
Texto PP

Fio a arder ameaçou residências e vidas


TESTE DE INCÊNDIOS PODERIA
TER APROVEITADO CENA REAL

Depois de apagado o fogo pelos bombeiros, os homens da EEM tiveram tarefa árdua para controlar a 'engrenagem' de electricidade. Mas ficou tudo provisório até segunda-feira. 

Os operacionais da paróquia andam hoje a testar o Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil. O presidente da CMF está envolvido nas manobras, em vários cenários criados para o efeito, assim como presidentes, directores e comandantes de polícias, bombeiros, institutos, departamentos e o diabo a quatro.
Com um pouco de sorte, tinham combinado um desses exercícios aí para as 11 da manhã, ao alto da Rua do Pina, porque teriam matéria para treinar, e muito.
De facto, parecia a pirotécnica noite de São Silvestre aquele fogachal de lume, raios, coriscos e 'petardos' disparados de um dos muitos postes carregados de fios mil, que nem se percebe como é que eles, os postes, se aguentam de pé com tanto emaranhado.
O primeiro 'disparo' foi do alto do poste para o chão, caindo a um metro de um vizinho que tratava das flores no jardim de sua casa - e que só teve tempo de fugir para o outro lado do quintal, perseguido por mais faíscas eléctricas e rebentamentos como na girândola da apoteose final do fogo em 31 de Dezembro, para não invocarmos um daqueles malucos combates que vemos pela TV no Médio Oriente.
Ao mesmo tempo, os mais idosos que se encontravam nas casas vizinhas apanhavam um susto que dá para o resto da vida.
Num ápice, os bombeiros chegaram ao local e dominaram as chamas que de um fio ameaçavam pegar a outros fios a caminho das casas de outros quarteirões. Olha lá se andavam todos a treinar com o Cafôfo e demais manda-chuva das seguranças e protecções!
Acabado esse trabalho, os homens da EEM chamaram a si a resolução do caso, e acabaram por isolar os cabos incendiários ao mesmo tempo que devolviam a electricidade à zona. Mas foi tudo remontado provisoriamente. Segunda-feira, os técnicos da Electricidade voltam ao local para dar segurança definitiva às maroscas que se enrolam embaraçadas à volta de postes e cabos. E também têm entre mãos por resolver, em algumas casas, avarias provocadas pelo 'exercício'.
Olho nisso, Rui Rebelo, que não queremos um fim-de-ano mais cedo por estes lados.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Aviso aos emigrantes


José Manuel Coelho escalpeliza viagem do presidente do governo às Áfricas, que decorre enquanto os Madeirenses imergem em impostos, na pobreza e no desemprego. O PTP alerta os emigrantes: se vierem investir cá nesta fase, o director das Finanças e do Fisco toma conta deles.

Comunicado


O critério do governo para gastar o dinheiro

Texto PP

LAGOA DO SANTO DA SERRA
ANTES E DEPOIS DAS MILIONÁRIAS IMPERMEABILIZAÇÕES

Por RAIMUNDO QUINTAL

01 - Lagoa do Santo da Serra antes das duas híper caras e ineficazes impermeabilizações 
10.07.1983 (Foto - Manuel Nicolau)

A Lagoa do Santo da Serra é a cratera dum pequeno vulcão (extinto ou adormecido?), que na década de sessenta do século XX começou a ser usada no armazenamento das águas sobrantes da Levada da Serra do Faial durante o Inverno.
Como é possível comprovar na fotografia 1,  que ilustrou o artigo “Santo da Serra: que futuro?”, que escrevi no suplemento “Cidade.Campo” do Diário de Notícias, de 10 de Julho de 1983, antes das híper caras e ineficazes impermeabilizações, a lagoa ainda conservava água no mês de Julho. A análise da vegetação permite verificar a altura que a água costumava atingir no interior da caldeira vulcânica, que durante mais de duas décadas foi responsável pela recarga de nascentes preciosas na irrigação de terras agrícolas no Santo da Serra e em Santa Cruz.
Com os fartos dinheiros da Europa o governo regional resolveu impermeabilizar a cratera, com o objetivo de irrigar os relvados do ampliado campo de golfe do Santo da Serra e reforçar o regadio da agricultura. Um embuste!
A primeira impermeabilização foi feita na década de oitenta, se a memória não me atraiçoa, quando era secretário regional da agricultura o Dr. Rui Fontes e diretor dos serviços hidroagrícolas o eng. Ricardo Ramos, o grande mentor e defensor da obra, que custou mais de um milhão de contos (5 milhões de euros).
Após vários anos a esconder o fiasco e a intoxicar a opinião pública com histórias mal contadas, o governo regional avançou para uma segunda obra de impermeabilização da depressão criada pela natureza. Mais uma vez com muito dinheiro da Europa, as obras arrancaram a toda a força. A 28 de Agosto de 2011 a situação era a que se pode ver nas fotografias 02, 03, 04 e 05.
A 07 de Outubro de 2011, durante a campanha para as eleições regionais, o grande timoneiro inaugurou a obra da responsabilidade da Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, através da IGA (Investimentos e Gestão da Água, S.A.), que representou “um investimento público da ordem dos 5,5 milhões de euros co-financiado pela União Europeia ao abrigo do PRODERAM – Programa de Desenvolvimento Rural para a Região Autónoma da Madeira”.
Ainda, segundo o site oficial da SRA, “os trabalhos realizados na Lagoa do Santo da Serra, permitiram, na prática, que no local fosse construída uma nova lagoa, destinada ao armazenamento e disponibilização de água de rega, totalizando um volume de cerca de 640 mil metros cúbicos, que beneficiará, directamente, cerca de 2.195 hectares de área regada, nos concelhos de Santa Cruz e Machico, mas com benefícios indirectos nos concelhos limítrofes”.
A natureza espreguiçou-se, rasgou as telas e escangalhou mais um monumento da Madeira Nova. Quatro anos após a pomposa inauguração da segunda obra de impermeabilização a Lagoa do Santo da Serra tem menos água (foto 06) do que em Julho de 1983, antes do primeiro simulacro de impermeabilização.
Uma cratera vulcânica que armazenava água, transformou-se num sumidouro de mais de dez milhões de euros.
         Quem foram os responsáveis?
O Governo Regional da Madeira tem o dever de contar toda a verdade.

 02  – Obras da segunda impermeabilização da Lagoa do Santo da Serra 
28.08.2011 (Foto - Raimundo Quintal)

 03 – Obras da segunda impermeabilização da Lagoa do Santo da Serra 
28.08.2011 (Foto - Raimundo Quintal)

04 – Obras da segunda impermeabilização da Lagoa do Santo da Serra 
28.08.2011 (Foto - Raimundo Quintal)

 05 – Obras da segunda impermeabilização da Lagoa do Santo da Serra 
28.08.2011 (Foto - Raimundo Quintal)


06 - Lagoa do Santo da Serra quase vazia   (Diário de Notícias – 09.12.2015)



                Funchal, 10 de Dezembro de 2015

Projecto de Resolução



Texto e foto: JPP

Na mó de cima






Excursão africana perto do fim


ALBUQUERQUE SAI DE ÁFRICA DO SUL
COM O AVIÃO CHEIO DE CARGA


Não vale a pena pensarmos em ir ao aeroporto tentar a sorte, porque os investimentos que saem das comunidades perdem-se pelo caminho, como os anteriores - de que já ninguém se lembra

O presidente da Madeira está a dar as últimas, salvo seja, em terras sul-africanas. Hoje não tem muito que fazer. À conta de umas entradas que arranjaram à comitiva, os excursionistas terão oportunidade de bater umas selfies no Parlamento lá do sítio. Serve para mostrar serviço. Às tantas, cruzam-se com algum deputado e dá logo 'notícia' para enganar Zé Pagode. Tirando essa parte do 'programa', é dar umas voltas a matar tempo até ao jantar, cravado pela organização a uma associação do Cabo. Se calhar, a dolorosa ainda nos chega para pagarmos aqui, porque as comunidades acham, e bem, que já deram demais para este peditório.
Amanhã, sexta-feira, é dia livre e cada um terá de se desenrascar com uma bucha e uma cerveja para enganar o estômago até à hora do avião que trará a feira de volta.
Segundo o programa que o nosso K-Arara 2 surripiou nas Angústias, sua Majestade Albuquerque também vem na viagem, o que significa que passará por cá antes de prosseguir as suas excursões.
Como temos percebido pelas 'notícias' despachadas de lá para cá, a excursão redundou num sucesso. O chefe do Blue Stablishment conquistou literalmente Bloemf... qualquer coisa assim. Quanto aos investimentos a fazer na Tabanca, aguilhoados pelos discursos nas patuscadas do programa daquela visita 'particularmente-oficial', são investimentos tão retumbantes que as nossas ilhas não têm espaço para tanto!
É por isso que se calcula que o embarque seja uma demora, só para emalar a bagagem prenhe de projectos e promessas de milhões.
Não pense o Leitor, porém, aparecer sábado no aeroporto a ver se lhe chega alguma coisa. Aquele tipo de mercadoria fátua será largada pelo caminho, da altitude de 11 mil metros sobre a floresta africana. Quando muito, será recordada nas declarações à chegada, mas depois irá juntar-se àquelas conquistas importantes que o Outro foi buscar a Bora-Bora, Bruxelas e comunidades - e àquelas que o Novo disse ter feito na Venezuela, o que aconteceu mesmo há dias e de que já ninguém se lembra.
Bom regresso.
Até outra.

PS - Chefe Albuquerque diz hoje na sua coluna do DN: "Sempre que a Madeira se virou para o exterior, criou riqueza." E dá o exemplo do Vinho Madeira. Mas isso, contrapomos nós, foi no tempo de nossos bisavós. Agora, quando se vira para o exterior, a Madeira cria riqueza mas é dos agentes de viagem que organizam as passeatas, da TAP, dos hotéis, restaurantes e boites no estrangeiro. A 'riqueza' que nos chega dessa abertura ao exterior é a conta das loucuras de viagem para nós pagarmos, disfarçada, se calhar, na rubrica orçamental 'promoção turística'.

Mundo da Ficção



EX-MEIO CHEFE VAI NO 6.º VOLUME
DAS SUAS MEMÓRIAS FICTÍCIAS




No eremitério do Alto Quebra-Costas desfilam memórias de 40 anos do antigo Rei da Tabanca derrubado recentemente pelo Príncipe do Blue Stablishment. O relato de tantos episódios rocambolescos da mítica Madeira Nova está sendo passado ao papel, ou ao Word, certamente moldado à enviesada maneira de ver do seu autor, como sempre aconteceu durante esse mesmo período, em que o povo via encarnado mas tinha de considerar que era verde, para não contrariar o daltonismo das Angústias de então.
De facto, contar as loucuras do 'período desenvolvimentista' tal como aconteceram seria chover no molhado, porque delas todos nos lembramos com precisão. A reinvenção de factos concretos, passando-os ao campo do absurdo, como percebemos pela amostra do que já vimos, é que terá mesmo piada. Embora - mais do que certo - a narrativa, além dos baixios de pontapés na Gramática, vá produzir um Atlântico de desmentidos. É que mesmo os que lhe serviram de tapete não têm hoje em dia medo da língua dele.
Segundo o K-Quebra-Costas, o homem nem sequer está a meter nas imaginativas memórias os discursos que fez no negro período jardinista. Isso dá uma enciclopédia à parte. Todos se lembram que aquilo era à média de 4 e 5 sermões por dia! Sem limites de tempo nem de espaço! Era nas inaugurações, nos colóquios, nas visitas às veredas e por aí adiante - tudo com direito a comunicação social, para não haver críticas sobre 'censura à obra do governo'.
Há um problemazinho, julgamos, sem querer meter foice em romances de ficção alheios: é que o ex-Meio Chefe vai no 6.º volume de memórias. Ora, com essa lentidão, nunca mais chega ao fim da obra. Que é a parte mais deliciosa.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Presidenciais



ASSINATURAS PARA MARISA




A candidatura de Marisa Matias à presidência da República tem estado, nas últimas semanas, nas ruas da Madeira (bem como do restante território nacional) a recolher as proposituras necessárias para a formalização desta candidatura junto do Tribunal Constitucional. Hoje, alguns apoiantes desta candidatura estiveram junto ao Mercado dos Lavradores, no Funchal, onde concluíram este trabalho com sucesso, ultrapassando inclusive o mínimo de proposituras atribuídas à Região. Nos próximos dias será anunciada a data de apresentação junto do Tribunal Constitucional do referido processo, bem como os nomes do mandatário regional e do mandatário para a juventude na Madeira desta candidatura.

A Comissão Regional de apoio à Candidatura Presidencial de Marisa Matias 

AAPEF - Plantação de Espécies Indígenas da Madeira
- 12 de Dezembro de 2015


No próximo sábado, 12 de Dezembro, teremos aquela que será a última atividade de 2015 organizada pela Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, uma plantação de espécies indígenas da Madeira no Pico do Areeiro e no Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha.
      Os interessados em participar nesta atividade podem fazer a inscrição por e-mail — amigosdoparque@gmail.com — ou através do formulário de inscrição no blogue da associação - http://goo.gl/wGk4rJ - até às 18:00 de 6ª feira.
       Também o poderão fazer pelo telefone 291 783 999, quarta e sexta-feira, entre as 16:00 e as 18:00.

O Santo (II)



segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Austeridade


CDS/PP CRITICA GOVERNO REGIONAL  
POR CARREGAR CLASSE MÉDIA
COM MAIS UM ANO DE AUSTERIDADE
O deputado do CDS/PP Madeira Rui Barreto abordou esta manhã a questão fiscal para o próximo ano, no âmbito do Orçamento da Região, lamentando que o Governo Regional insista em prolongar a austeridade por mais um ano, contrariando as suas próprias promessas eleitorais (já havia estendido o Plano de Ajustamento por mais um ano), mantenha os madeirenses a pagar a mais elevada carga fiscal em todo o país, anuncie um alívio fiscal para o primeiro escalão do IRS de apenas 20 cêntimos por dia e nada faça pelos 2.º e 3º escalões do IRA (classe média), que foram aqueles que mais sacrifícios fizeram, representando mais de 70% da receita fiscal arrecadada.
Texto e fotos: PP

Projecto de resolução




Sensatez


EM DEFESA DE ALBUQUERQUE











O gesto do chefe da Tabanca de levar uma encomenda do nosso Cristiano Ronaldo para entregar à comunidade madeirense em Pretória funcionou como um galão de gasolina despejado sobre o incêndio em que se transformara já a excursão particularmente-oficial que percorre nestes dias a República Sul-Africana. Essa boa vontade mostrada por Miguel Albuquerque está a ser tratada como uma grandessíssima saloiada. Desta vez, porém, e enfrentando as críticas de que os nossos estimados Leitores não nos pouparão, desta vez estamos ao lado de Miguel.
Sim, é evidente que essas coisas de levar ofertas de cariz popular, como t-shirts autografadas, brinquinhos miniaturais, casais de vilões bordados, uns tapetinhos em caseado, um ramo de sapatinhos, um garrafão de americano ou um irresistível jaqué do Duarte Caldeira, se puder ser, bom, são coisas que cabem às mil maravilhas quando é uma casa do povo ou um rancho folclórico a fazer a excursão e a obsequiar a Casa da Madeira em Sidney, Londres, Cabo ou Maracay. 
Não é usual ver-se levar a cabo esses expedientes um político ostentando o cargo de presidente, mesmo de uma aldeia com 250 mil que poderia ser governada por um regedor dos antigos.
Mas lá está. Acusam Albuquerque de snob, elitista, político de piano-bar, de ter montado um insondável Blue Stablishment em contraponto com o cavernoso regime que nos governou 40 anos. Pois quando o homem, sensível a essas críticas, desce humildemente à terra e veste uma camisola de futebol para ter impacto junto de 600 pessoas emigradas, as quais evidentemente deliraram com a surpresa e a evocação do nosso melhor do mundo, aí caem o Carmo e a Trindade. 
Se há situação em que um sujeito sente o que é ser preso por ter cão e ser preso por não ter cão, essa situação é esta. 
Não vamos mais longe. Miguel, uma vez eleito chefe da Tabanca, começou a ser criticado antes de ter a Sissi. E agora que tem a Sissi, eis que continua a ser criticado!
Não se faz, desculpem.
Outra: dizem que ele anda a passear pelo mundo em viagens que não servem para nada. Agora que lhes dá alguma utilidade, sujeitando-se a fazer de bagageiro, é isto. 
Não dá.
No meu caso pessoal, assumo a defesa de Miguel. Mais: se soubesse que o homem estava tão afim de levar umas encomendas, era desta que lhe pedíamos para ser portador de umas garrafitas de maracujá genuinamente madeirense e meia dúzia de espadas para os familiares que tenho naquele país. Em cada Natal que passa, tenho essa ideia. Mas, com os preços dos correios, é impensável. Agora que tinha portador, com custos incluídos nos nossos impostos, fico para aí com as encomendas emprateleiradas!
Para outra, avisa, Amigo Miguel.

PS 1 - Se soubesse, Amigo Miguel, tinha mandado nem que fosse uns livros do antigo presidente da Câmara do Funchal para entregares hoje aí, aos nossos idosos do Lar de Santa Isabel.

PS 2 - Caro Miguel, tenho cansado os olhos a navegar nos sites da ingrata imprensa sul-africana, à procura de uma referência a essa excursão. Porém, se não é traição da vista, nem uma linha vejo no Daily Mail & Guardian, nem no Independent nem no The Star nem no The Times. Já não digo que cobrissem essas reuniões bilaterais com políticos de bairro que nem eles conhecem, mas pelo menos o caso da camisola autografada, quanto mais não fosse pelo choque de alegria na comunidade, merecia uma referência. Enfim, se é assim que tratam os turistas que os visitam, vão longe, vão. 

PS 3 - Não tragas estatuetas de marfim para ninguém, porque esta maltose de cá não merece atenções nenhumas.

Barbas a arder


PELA DIREITA, PERFILAR!

Franceses e Venezuelanos não foram ontem às urnas meramente para cumprir calendário. Nada disso. Utilizando os seus poderes constitucionais, os dois povos mostraram-se decididos a mudar situações havia muito enraizadas. Quem tem estado no poder, tanto em Paris como em Caracas, deverá ter percebido o porquê da viragem à direita, em ambos os casos.




CHAVISMO CAI DE 'MADURO'




Nicolás Maduro ainda está 'verdinho' no cadeirão de Miraflores, apesar de o chavismo, com Hugo, ter chegado ao poder em 1999, após tentativas tanto pela via democrática como pelo golpismo militar. Tentou, Maduro, conservar o apoio do povo conquistado pelo carisma de Chávez numa fase em que foi metida em sentido a burguesia mercantilista venezuelana e travados os capitalistas que levavam as notas para Miami. Mas o novo regime fanaticamente bolivariano assentava nos pilares inseguros da sobrevivência subsidiada, sem aprofundamento de projectos teóricos assentes no ilusionismo da intriga política. Uma crise do petróleo mais arisca, com a inevitável baixa do preço/barril, vem deitar por terra o lirismo da Revolução. Que, mesmo assim, durou 16 anos.
Os Venezuelanos, que foram às urnas em peso - mais de 70% - saberão o que estão a fazer, ao conferirem claríssima maioria parlamentar ao oposicionista MUD (Mesa da Unidade Democrática), desautorizando assim o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) do Presidente Maduro. O regime chavista dava ares de cansado, certamente. Caiu de 'maduro', para não dizer de 'podre'. Mas a mudança não será propriamente uma taluda para outra maioria clara, a dos pobres que predominam nos 30 milhões de venezuelanos. 


Contra o extremismo islâmico, o extremismo de Marine




Já se previa há muitos anos. Aconteceu ontem. A extrema-direita alcançou uma vitória, sem dúvida histórica, nas regionais francesas. Não há grande surpresa. O que pode ser surpreendente. 
Os vários poderes em França não têm sabido lidar com as temáticas mais preocupantes para o povo: segurança, terrorismo e imigração. Ou então é porque preferem fazer de avestruz perante esses barris de pólvora. Mas os estrondos do Daesh matam e aterrorizam no coração de Paris. 
A Frente Nacional vai recebendo de bandeja as incompetências e as parvas arrogâncias dos sucessivos presidentes e governantes, desde que Le Pen, pai de Marine, meteu ombros à 'cruzada' dentro de portas. 
Aos executivos sobreviventes desta hecatombe eleitoral, atordoados e estropiados, resta rezar até à segunda volta.


Barbas de molho

Os resultados lá fora, onde o povo, quando decide, decide mesmo, nem que seja para levar aos píncaros partidos habitualmente outsiders - recordar também Espanha - deviam servir para que os acomodados e oportunistas do arco da governação lusitana e também os da laranja fora-de-prazo que ainda se impinge à Madeira, devia servir para que esses pusessem as barbas de molho. Ou talvez não. Deixá-los continuar assim. Já cá não está quem falou.   

domingo, 6 de dezembro de 2015

Injecção na Saúde


PTP contra o encerramento da ortopedia pediátrica no Hospital do Funchal



                          


José Manuel Coelho abana as consciências anestesiadas: se houve de facto mudanças na Saúde, no inferno do Hospital não se nota nada.

Saga do Santo



sábado, 5 de dezembro de 2015

Boa Viagem


 Que Deus o acompanhe


Vai a ares em terra sul-africana sua excelência o sr. presidente do governo regional, com partida esta noite de Lisboa e chegada ao Aeroporto de Oliver Tambo, Joanesburgo, amanhã de manhã. Contrariando a informação que nos passaram há dias, afinal o secretário da Economia integra a excursão 'oficialmente particular', a fim de participar num importante debate naquelas paragens. Vá lá. Se o resto da informação não engana, o governante das comunidades, Sérgio Marques, é que, em vez de ir lá abaixo cumprir as funções da sua tutela, fica na Região a tomar conta dos nativos.
Que D. Miguel tenha boa viagem e entretida estada no seio da calorosa comunidade portuguesa, eis os votos que Fénix endereça com sinceridade a sua excelência.
Talvez nos encontremos em breve, se por acaso passar por cá antes de voltar à Venezuela para, depois de Caracas há dias, visitar uma outra cidade, talvez Valência. Barquisimeto, Punto Fijo, Maracaibo, Puerto de la Cruz e as outras metrópoles onde haja um madeirense que seja que tenham calma e aguardem a sua vez nas visitas seguintes.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

As Ideias de Albuquerque


'PARA ACABAR DE VEZ COM A CULTURA'





O presidente do governo prometeu há pouco dedicar a Quinta Magnólia à Cultura. A primeira medida 'cultural' já está no terreno: Biblioteca de Culturas Estrangeiras, rua dali para fora!


'Para acabar de vez com a Cultura' foi um livro com que o consagrado cineasta Woody Allen nos fez rir até às lágrimas. Mas se derramarmos agora algumas, não serão de prazer. A Cultura na Madeira não é caso para uma pessoa andar aos saltos de alegria. Pelo contrário, há certas mentalidades que nos deixam deprimidos.
Se a Cultura madeirense foi durante décadas umas rodadas de 'seco', espetada e bolo do caco, agora vagueia nos píncaros inacessíveis do Blue Stablishment.
Vem isto a propósito de uma decisão governativa que nos deixa perplexos.
Há tempos, o novo chefe da Tabanca Miguel apareceu em público apregoando a plenos pulmões que a paradisíaca Quinta Magnólia seria dedicada à Cultura.
Muita gente aplaudiu - e com razão, pelo acerto da decisão.
Não se perdeu muito tempo à espera: ainda era Verão e a primeira medida "cultural" deste desgoverno para a Quinta Magnólia foi o encerramento da Biblioteca de Culturas Estrangeiras que ali sempre funcionou, transferindo-se todo o seu espólio bibliográfico, com os funcionários atrás, lá para cima para a Biblioteca Regional, nos Álamos.
Great! - terão dito os estrangeiros, e são muitos, que frequentavam a Biblioteca, ali à mão. Além da beleza da Quinta, esta fica no coração da zona turístico-hoteleira da capital, como se sabe.
Aquela Biblioteca na Magnólia foi um projecto da Dra. Maria do Carmo Santos e tinha indesmentíveis méritos, enquanto centro cultural vocacionado para a Literatura de diversas nações, em especial França, Inglaterra, Estados Unidos da América e Alemanha. A Biblioteca manteve sempre uma ligação importante com os consulados e embaixadas desses países nela representados.
Pois nada disso interessa. Há uma Biblioteca Regional nos Álamos, tudo lá para cima a toque de caixa, 'bora! 
Às cegas. 
Nem interessa ao chefe se disse que ia fazer ao contrário.
Se é com este estilo de política cultural que Miguel Albuquerque pretende arrasar o que ainda temos de pé nessa maltratada área, então vai no caminho certo, porque daqui a nada foi tudo ao ar. 
Allen escreveu sobre como acabar de vez com a Cultura. Mas era só para fazer humor. Aqui não, aqui brinca-se com as palavras mas sempre no pior sentido.

PP visita levada fatal para turistas



LEVADA DO BOM SUCESSO 
- abandonada e sem conservação

A Levada do Bom Sucesso - que conduz a uma vereda de ligação ao Curral dos Romeiros/Monte - pela sua proximidade ao Funchal atrai um significativo número de turistas. Nos últimos dois anos, quatro turistas de nacionalidade alemã morreram devido a quedas fatais no percurso
O Grupo Parlamentar do CDS/PP quais saber "in loco" as razões desta imagem negativa para o turismo da Madeira. Esta sexta-feira, o líder parlamentar do partido fez 45 minutos do percurso e ficou chocado com o que viu: abandono absoluto, ausência completa de manutenção e conservação, nenhuma sinalética. Partes do trilho cobertas de infestantes, o que o torna perigoso, por não se saber onde estamos a por os   pés. 
Depois de conhecer o percurso, António Lopes da Fonseca contestou as declarações públicas do diretor regional das Florestas e Conservação da Natureza, a um jornal local, onde declara que "não há nada a fazer", que o percurso "não está recomendado" e, portanto, cruzam-se os braços. Se o percurso não é recomendado, o facto é que também não tem nenhuma sinalética a proibir. O líder parlamentar entende que a Madeira não se pode apresentar ao mundo como terra de turismo de natureza, atrair turistas e depois quase que os culpar da sua própria morte quando o que se encontra no terreno é uma profunda ausência de conservação e manutenção, a que se juntam "declarações fatalistas do director regional quando afirma que não há nada a fazer", disse. "Já tínhamos um governo que não governou nos últimos anos, agora temos outro, do mesmo partido, que diz que não há nada a fazer", sublinhou Lopes da Fonseca.




Texto PP

Vida Académica


BÊNÇÃO DAS CAPAS DOS FINALISTAS DA APEL E DO INETESE


É já neste dia 7 de dezembro, repetindo uma tradição que já leva trinta anos, que os Finalistas da Escola da APEL sobem em romagem até ao Santuário de Nossa Senhora do Monte, onde, sob o olhar materno de Maria Imaculada, imploram e recebem a Bênção das suas Capas. Este ano, acompanham-nos na celebração sete Finalistas do INETESE (Instituto de Educação Técnica de Seguros), que realiza os seus cursos em instalações cedidas pela APEL. Escolheram para Padrinhos, a Dra Filomena Crisóstomo, Docente da APEL, e o antigo Aluno, Dr Pedro Calado, Administrador do Grupo AFA.
Do programa das festas consta quanto segue: concentração na Escola, pelas 12,00 hs, para a entrega das fitas, assinatura no livro de honra e fotos de circunstância; cortejo pelas ruas da cidade em direção ao teleférico que os levará até ao Monte; Eucaristia, às 16,00 hs, presidida pelo Sr. Bispo do Funchal e animada pelo Coro “Chama Jovem”, da Calheta ; ao sair da igreja. haverá uma foto de grupo, após a qual, haverá Jantar de Gala, no Alto Lido, pelas 19,30. O Baile terá início às 23 h, no Copacabana/Garden animado por vários artistas, tendo como cabeça de cartaz o DJ Riot.    
Texto Apel