AFA NO 'BLUE ESTABLISHMENT'
COMO PEIXE NA ÁGUA
Avelino andou bem na Madeira Nova e agora tende a melhorar
Enfim, depois de alguns anos de pesadelo no latifúndio baldio entre a Imperatriz D. Amélia e a Estrada Monumental, onde durante décadas brilhara o Savoy, está tudo apontado para que um empresário madeirense vá acabar com o cenário mórbido e erguer ali a unidade hoteleira que se impõe.
Os dois jornais funchalenses de hoje dizem que a obra é para arrancar já - referindo-se a uma notícia avançada antes pelo DN sobre a iniciativa empresarial de Avelino Farinha.
Berardo andou uns anos a engonhar, alegando dificuldades daqui e dacolá para ir adiando a necessária empreitada. Vai lá, Avelino Farinha puxa notas do bolso decidido a chamar a si o capital social inteiro da Siet Savoy. Agora, vai é que vai mesmo.
É assim que o barão da Calheta resolve problemas seus e resolve também um grande berbicacho da capital madeirense, daí a euforia de Paulo Cafôfo ao antever o desfecho da salgalhada.
Avelino pulula actualmente no alto das notícias - e com merecimento. Beneficiando de alguma sorte, também, mas os grandes precisam sempre daquela 'estrelinha de campeão' que, parecendo que não, ajuda em momentos inopinadamente complicados.
De facto, Avelino bem podia estar agora a ser alvo de falatório e de parangonas por andar a fazer estes grandes negócios numa altura em que há processos a correr em tribunal dando-o como utilizador de empresas-fantasma para fugir aos impostos. Em montantes assustadores. A tinta que isto poderia fazer correr, cá dentro e lá fora. Mas, como dizia Augusto, "ainda há pouco, há poucochinho, nem uma agulha bulia"...
Como um sol, o Blue Establishment quando vem é para quase todos, e está visto que Avelino é um dos bafejados pela Renovação todo-o-terreno. Ganhou dinheiro no velho desenvolvimentismo a números que não sabemos contar. Mas agora continuará a facturar e, o que é mais, sem ruídos incomodativos.
Do mal o menos, tapem lá aquela cratera da Imperatriz com um edifício moderno. E que não apareçam outra vez os empatas de calculadora na mão, a somar andares no ar com pisos subterrâneos.



































