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sexta-feira, 24 de maio de 2013



MANHÃ DE SEXTA NA CIDADE-ESTALEIRO


Não passou do susto. Susto natural, quando o sujeito com os impostos em dia se depara com surpresas no chão público. No caso, ninguém sabe o que se passará a seguir naquele enfeitiçado aterro do calhau funchalense - se o iate é escaqueirado ou não, se é levado dali hoje ou para o ano, se os navios atracarão a sul do novo molhe ou nem isso, se há mais outdoors para entreter a populaça. Como ninguém sabe nada de nada, pagam a tensão e o colesterol.

Mas... a manhã desta sexta-feira surpreendeu quem andou na baixa da baixa.


Desde o Mercado e desde o Campo D. Carlos até à Avenida, montanhas de lata. É assim quando há um dinheirinho para combustível. E com as obras daquele feitio encrencado.

Mais carros em cima de carros.

Em panorâmica talvez se perceba como estava o lado sul da Avenida.

Carraria desde a Casa da Luz até à Sá Carneiro... a progredir 5 metros cada 10 minutos.


À entrada do cais, um susto: passagem bloqueada, homens de capacete, maquinaria gigante lá dentro. Golpe de estado? Ataque final ao 'Vagrant'?

Que vem a ser esta agitação?






Bom, não se pode entrar pela porta grande, vamos pela do cavalo.
A investigação começa bem. Há sinais de que está tudo sob controlo. A não ser que seja mesmo golpada de tecnocratas e construtores contra os que foram eleitos...

O facto é que a maquinaria mete respeito.

O antigo comissário Félix posiciona-se discretamente junto a um poste.

Misteriosamente, outra máquina labuta a oeste do cais, já na marina.


O 'Lobo Marinho' está retido entre: o Ilhéu do polémico 'Molhe', pela direita; o polémico Ilhéu do Príncipe e a tabanca do polémico régulo, pela esquerda.

Levanta suspeitas a discreta saída do navio de guerra lusitano, numa hora de incerteza.

O povo que acorreu ao cais evidentemente não consegue esquecer a morte da bezerra.

Como a coisa não ata nem desata, os nervos do chefe Félix dão-lhe para puxar valente passa.


Os mergulhadores também se impacientam.

Até que... está desfeito o mistério. A operação destina-se a deitar ao mar um caixão - salvo seja. Caixão de cimento, que é o primeiro ali nas tão ansiadas obras do aterro junto do cais (o Iate dos Beatles é que não sai de lá e arrisca-se a passar a chamar-se Iate de Santa Engrácia).

Os rapazes e o próprio amigo Félix aproveitam para captar umas imagens na digital, para mostrarem aos amigos.

E o caixão a descer...



O caixão, pois, desce para as águas, aguardado pelo mergulhador, que naturalmente precisa de saber lidar com zonas lodosas.



E assim está dado o arranque para que os caixões de cimento acompanhem o ritmo dos tetrápodes, que já vão em milhões de toneladas. A situação está controlada no cais , mesmo com lodo no dito.

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