segunda-feira, 31 de julho de 2017

Curso prático e rápido de Savoy Aplicado - 1.ª Lição



Subsídios para a desconstrução analítica da construção no sub-sistema engalgue


ou


Tentando perceber umas coisas do novo Savoy



...E a obra nasce!


Há muita gente por aí a falar de cátedra sobre o Savoy. Mas muitos não sabem o que dizem. Como são os exemplos de Miguel Albuquerque e de Paulo Cafôfo, porque se estivessem por dentro do assunto tinham feito o seu papel como deve ser.
O que lá vai lá vai. Com a obra no ar, o povo, dolorosamente engalgado desde os primórdios da Autonomia, desde que nestas coisas da construção de abortos os engravatados de charuto começaram com as suas negociatas e/ou a cometer terríveis enormidades - o povo ao menos tem o direito de saber como vai a trepa do engalgue savoyano. 
Afinal, de onde vem o o macaco e para onde vamos com esta brincadeira?

Para não dizerem que estamos a inventar projectos, plantas e pés-direitos, a fonte de consulta é infalível: a Memória Descritiva do Projecto presente na Câmara. Já que eles lá dentro da edilidade olham para descrições e mapas do projecto como Cafôfo e Sérgio Marques olham para uma qualquer Ponte Nova, compete-nos levar aos Leitores do Fénix as sabedorias de quem percebe do assunto, no caso os Arquitectos 'Saraiva + Associados', conhecedores da matéria como ninguém.
As novidades do Savoy têm sido publicadas aqui e ali, mas não é demais mostrar metodicamente o aspecto e as entranhas do nosso monstrozinho funchalense de estimação. 

Na lição de abertura, vamos ver como é que começou a obra - esse arranque devagarinho e meigo para Zé Vilão não sentir muito. E daremos uma vista de olhos às manobras de reviravolta 'velho projecto-novo projecto', implementada para, salvo seja, o AFA introduzir de vez o monstro nos negócios municipais e na ingenuidade do povo.


1.ª lição

Os antecedentes (segundo a Memória Descritiva)

O Novo Projecto Savoy foi licenciado em 2008 (ai Miguel, Miguel!). 
Acto contínuo, demolição do velho edifício. 
Arranque da construção para o novo Savoy.

A 1.ª fase de escavação e a construção periférica avançam para serem concluídas logo em 2009.
Iniciam-se então as tarefas para as primeiras caves na parte nascente do edifício a construir.

Primeiro azar: devido à crise no sector turístico/imobiliária entretanto instalada nas nossas vidas, dá-se a suspensão dos trabalhos.

Muitos anos depois, já em 2015, o 'Grupo Siet Savoy, SA' vai bater às mãos de Avelino Farinha, patrão da AFA.
A Câmara de Paulo Cafôfo imita a de Miguel Albuquerque e procede à renovação da Licença prestes a caducar (caducaria em finais desse 2015).

Logo em Janeiro de 2016, são retomados os trabalhos de construção, agora segundo a implantação do novo projecto aprovado, mais liberal em volume de construção.
De facto (como diz a Memória Descritiva), o Programa sofreu alterações "justificadas pelo tempo em que esteve o projecto parado", quase 7 anos, e "pela evolução do próprio mercado turístico". Além, claro, das "próprias ideias do novo grupo que adquiriu o empreendimento, pretendendo-se ajustar o projecto à nova conjuntura económica". Bem como adaptar o projecto às diversas preocupações do seu impacto na zona envolvente - conforme referido na licença.



O que mudou 


Das "alterações essenciais" ao primitivo programa - regista a Memória -, consta a substituição do bloco destinado aos apartamentos com fim residencial para ocupação hoteleira. 
Caía, pois, a componente turístico/imobiliária. O projecto seguia declaradamente a via da ocupação hoteleira, acabando-se com as condicionantes legais ao estacionamento, impostas ao primeiro projecto.
Foi ampliada agora a zona comercial de rua, residual no projecto primitivo, para revitalizar a Rua da Imperatriz - linha de rumo convergente com as pretensões da CMF. 
O novo projecto também vem criar uma rua, "tipo bouleverd", para acesso à Praça do Turista - o que melhora a circulação nas zonas envolventes.
Outra alteração visível: melhoria paisagística da frente da Avenida e retirada dos quiosques, passando a zona comercial para zonas mais reservadas, sob o edifício. O espaço liberto beneficiará os transeuntes e as zonas ajardinadas.

As mexidas atenderam às novas tendências de mercado: ampliado e melhorado o Spa, as zonas de restauração, lounges, novo layout para o solário e ainda o que a Memória descreve como "uma grande e profunda alteração em todas as zonas verdes".

E para cima, que mudanças? Pois nos pisos superiores foram criadas duas áreas diferenciadas para clientes com maiores exigências de privacidade e de qualidade de serviço (vip lounge) e sky bar/restaurante  gourmet, tirando partido da "magnífica vista sobre a baía do Funchal".  
Não vemos na Mem
oria, mas apostamos como há um andar perto das nuvens reservado para Avelino passar uns bocados, quando vem à Madeira.
Vistas as coisas assim linearmente, a obra promete. Falar na volumetria exagerada, a estas horas? Não vale chorar sobre cimento amontoado. 

26 comentários:

Anónimo disse...

Mamarracho, mastodonte, brutamontes, elefante, mono, aberração...
Não há volta a dar

Anónimo disse...

Muito bem Calisto.
Esperemos pelas próximas lições para perceber a parte má da história recente: aumento de volumetria, aumento de área de construção, aumento da área de implantação, aumento de número de quartos.
Agradeçam ao Cafofo.
São factos de 2017, será que Cafofo ainda tem lata de mandar as responsabilidades para 2008? É pessoa para isso

Anónimo disse...

AFA consegue tudo de Cafofo, que para si, como todos já sabemos, é o segundo AJJ. Diz isso para quem quer ouvir. Para ele é um elogio, para nós é um pesadelo e faz-nos lembrar o pior.
Sãs estes aumentos de construção no Savoy de 2017, é o Lazareto, há-de ser o prédio da Insular que comprou a Sá, etc. Novo DDT.
E porque esconde a CMF o que se passa em ambos os casos?
Investigue-se.

Engraçado que as "tetas" de AFA na Madeira ainda se chamam Via Litoral e Via Expresso, que dependem do governo regional, que sei que já não está a achar muita piada a esta proximidade com Cafofo.
Que AFA aposte em vários tabuleiros como sempre fez, é uma coisa, mas ao menos seja mais discreto.
Não vai acabar bem

Anónimo disse...

E Vai nascer mais um monstro no Toco e o mentiroso do Cafofo primeiro disse que era mentira , como apareceram os documentos neste blog , os funcionários é que são desleais , também neste caso do Savoy em que andou com os documentos na mão a correr porque a licença não podia caducar , a culpa é do Albuquerque e os funcionários são desleais porque são testemunhas de que foi Cafofo que pressionou e ameaçou todos para que a licença não caducasse

Anónimo disse...

E A RTP que transmitiu a mentira do Cafofo no Telejornal ainda nao desmentiu?
Sera que, alem do grupo do Mar tambem depende do Cafofo?
Os jornais ja sabemos. Quem faz publicidade tem notícia. Agora a tv qual a contrpartida?

Anónimo disse...

Se não fosse o Fenix a desmascarar Cafofo, a provar que existia projecto de alterações na CMF desde Março, que aumentava volumetria, Cafofo não tinha vindo no seu órgão oficial, que uma vez mais dourou a pílula, no começo de Julho, reconhecer que tinha entrado esse projecto.
Ia continuar a mentir, como fez, com o seu melhor sorriso, relativamente ao Lazareto, por coincidência, do mesmo promotor.

Anónimo disse...

Oh anónimo das 8.57,

Então??? férias na Calheta, como no Porto Santo, é muito bom

Anónimo disse...

E você é um pilantra que procura branquear tudo que ao Miguel Albuquerque diz respeito.

Anónimo disse...


"E para cima, que mudanças? Pois nos pisos superiores foram criadas duas áreas diferenciadas"

uma pergunta, ...

isso implicou a construção de mais andares ou alteração dos pisos inicialmente projetados ??

Anónimo disse...

Os caçadores de votos teimam em interpretar os textos do Sr. Luís Calisto como apoiante de A ou B.
Não sou seu defensor mas acho que devem ler com mais atenção aquilo que ele escreve. Ele bate a eito, para mal dos vossos pecados.

Anónimo disse...

Eu gostava de saber o que pensa o Bloco de Esquerda da D. Guida Vieira, que tem estado calado como um rato, desde que esta polémica saltou para a praça pública, mas só através do Fénix, porque os outros órgãos estão a abafar tudo! Eu também gostaria de saber a opinião das pessoas de bem do PS e não da camarilha cafofiana, que essa eu já sei, é mentir com todos os dentes até ao dia 1 de Outubro! Eu também gostaria de saber o que pensa o ambientalista Hélder Spínola, marido da ambientalista e vereadora Idalina Perestrelo, e irmão do "golpista" Victor Freitas, e candidato à Junta de Santo António desta pouca vergonha que se passa na CMF?

Anónimo disse...

O grande erro, se é que podemos falar em erros, foi do Miguel Albuquerque. Foi na Presidência de Miguel Albuquerque que se aceitou o projecto do Savoy, impossibilitando que houvesse no futuro qualquer negociação por um projecto distinto, com outra volumetria e outro conceito.

Está claro que o Presidente Paulo Cafôfo podia ter recusado a licença de construção, mas aqui tomou-se uma decisão política, onde o espaço de manobra era muitíssimo curto. Havia que pesar: ficar com um buraco em cimento, abandonado, a meio de uma Avenida ou autorizar a construção de um hotel, que já tinha sido previamente autorizado, criando assim nova dinâmica naquela Avenida. Tomou-se a segunda decisão, a meu ver.. bem.

Será preferível ter um empreendimento hoteleiro que possa chocar numa primeira-fase, ao invés de ficarmos com um buraco, sem qualquer solução, contribuindo negativamente para a nossa cidade. Vão criar emprego, vão dar nova dinâmica àquela zona, um empreendimento moderno, vanguardista, que dará um ar mais futurista à nossa cidade.

Tomaram uma decisão difícil, mas em minha opinião, foi acertada. As soluções eram quase nulas e mediante um cenário de extremos, optaram pela viabilidade da unidade hoteleira, que assim vai criar novas dinâmicas económicas. Foi a decisão acertada.

Mas os que defendem outras decisões, deviam falar sobre as mesmas. São sempre mensagens com o mesmo conteúdo, por outras palavras. Debatam soluções, há quem defenda que era preferível ter ficado o buraco em cimento, ali abandonado e isto, para mim, roça o doentio.

Anónimo disse...

Ao comentário das 11.31
Tanta prosápia para safar o couro a Paulo Cafofo e empurrar a responsabilidade para a vereação anterior?

Não leu o que aqui se escreveu, por diversas pessoas, sobre as possibilidades que tinha Cafofo de em finais de 2015, não ter prorrogado a licença e ter obrigado o promotor a reduzir a volumetria.

Havia 3 ou 4 solução, não é verdade que eram quase nulas.

Tomou Cafofo então a a decisão politica de prorrogar e tem de assumir essas consequências. Não pode sider como disse que não tinha outra solução.

Tinha várias.

Até tinha de ficar as CMF com aquele terreno para fazer lá um jardim ou o que quer que fosse, o Berado e o Roque que se amanhassem com aquilo e o Avelino já não compraria. Mas, quis agradar ao Avelino, como está a fazer em 2017,m como fez em relação ao Lazareto.

E o que está no artigo do Calisto em causa é apenas 2017. São os aumentos que o promotor está a pedi (para além do que lhe foi concedido na prorrogação de 2015 por Cafofo), desde a prorrogação de 2015 para agora.

Porque foi buscar temas de 2015 e de 2008 ou 2009?
Que tem que ver este projecto de alterações de 2017 com a vereação do PSD.
Cafôfo que assuma os seus pecados.





Anónimo disse...

Caros amigos comentadores,
O tema do artigo do Calisto é o projecto de alterações de Março 2017.
Que a CMF num primeiro momento quis esconder e que depois teve que admitir perante um par de denuncias do José Prada, que eu me lembre.
Esse projecto aumenta área de implantação, área de construção e número de quartos em reação ao projecto que foi prorrogado já por Cafofo em 2015. Ou seja, se antes já tinha um monstro, agora terá um mostro ainda maior.
Que tem este projecto de alterações de 2017 a ver com a vereação anterior, que cessou funções em Outubro de 2013.
Se Cafofo decidiu aprovar o projecto de alterações de 2017, só ele pode responder porque deixou engordar o monstro.
Não devem ser para aqui chamado quem nada tem a ver com isso.
Cumprimentos.

Anónimo disse...

Toda a gente reclama do novo Savoy...

Mas quanto estiver prontinho vai ser uma corrida aos bilhetes das festas de fim-de-ano e a outros eventos feitos feira de vaidade promovidos pelo hotel e aos quais todo o madeirense corre para participar como formiga para o açucar.

Quando esse dia chegar, quero ver os futuros hipócritas a dizerem mal do dito hotel aqui no blog...

Anónimo disse...

Helder Spinola vai ser candidato pela Coligação Confiança por indicação do Nós Cidadãos, embora houvessem filiados no partido que se tinham disponibilizado para fazerem parte das listas.

Anónimo disse...

Bom, está visto que o Pai da Criança foi o MIGUEL ALBUQUERQUE e
que a Barriga de Aluguer foi o Cafofo e neste caso o CR7 FOI O AFA

Também aqui nestes comentários parece existir a Epedemia do Dedo:
Os primeiros 6 (seis) comentários não conseguem disfarçar de ser sempre a mesma pessoa que acordou de mal consigo próprio e toca a massacrar mas infelizmente não deve ter espelhos lá por casa.

Anónimo disse...

Tal como andaram por cá a criticar recentemente a Esplanada do Golden, gostaria que agora fizessem um comentário sobre a mesma.
Não atrapalha nada na circulação, até os obessos,os de rabo grande, aqueles com uma ramada motivados pelo carrascalão que circulam com uma rajada de vento e vão tanto para a direita como para a esquerda conseguem lá passar. Sempre existiu uma esplanada por lá.
Mas os Madeirenses são uns invejosos, teem esse ADN na nascença, não fazem nem deixam fazer e preferem viver nas tabancas enquanto todo o Mundo gira.
Aquele empreendimento muito vai alavancar a economia e criar MUITOS postos de trabalho a famílias que hoje estão desempregadas, ao contrário de muitas crónicas e comentários de pessoas que nunca criaram um só emprego.
Falem com essas famílias e verão os seus comentários

Anónimo disse...

Entreguem essas cópias do Lazareto ao Correio da Manhã TV que o Cafofo vai cilindrar de hora a hora.

Anónimo disse...

Vejo muitos comentários no sentido de criar uma onda do género: a obra até pode estar ilegal, pode não haver licenças, etc., mas como é boa para a economia (nem se dão a trabalho de detalhar um pouco o que isso é), como vai criar empregos (tenho muitas dúvidas aumente o número de empregados, pois se cria no Savoy, outros hotéis vão perder trabalhadores ou julgam que o turismo vai continuar sempre a subir, que o céu é o infinito).
Isto não é uma bandalheira, não é a república das bananas, mesmo que por vezes pareça. As leis têm de ser cumpridas. As entidades responsáveis tem de licenciar. Se se está a fazer o que não está legal, que pare, que venha abaixo, que se corrija.
Estejam despertos que vem aí um "facto consumado"! Mais um. Este gigante.

Anónimo disse...

A obra é legal, está autorizada e é uma realidade.

Há quem goste, há quem deteste, há quem só queira dizer mal e seja dos primeiros a colocar lá os pés. O normal na nossa terra, é difícil agradar a gregos e a troianos.

Entre lá ficar um buraco de cimento ou ficar um belíssimo hotel, moderno e vanguardista, prefiro a segunda opção. Primeiro estranha-se e depois entranha-se.

Cada um terá a sua opinião. Esta procura incessante de "culpados" só porque gostam muito pouco da obra, é quase doentio. Foi uma decisão política e está tomada, se discordam, têm a chance de optar por outros políticos, que tenham outras ideias, outros projectos e que vão de encontro às vossas ideias.

Anónimo disse...

Ao comentário das 16.38
Quem lhe disse que a obra está legal e autorizada? Realidade, sim, em curso, muito longe de estar concluída.
Não basta o DDT e Paulo Cafofo quererem para a obra estar legal e autorizada. Há que respeitar as leis.
Aguardemos pelas cenas dos próximos capítulos...

Anónimo disse...

Hélder Spínola traiu o Gil Canha e mudou-se para lado inimigo

Anónimo disse...

A m... Do Cangalho do Savoy nasceu por culpa do Albuquerque e do Cafofo. E era melhor ter lá o buraco que esse caixote vergonhoso. Ouviu anónimo com ideias de matarruano?!

Anónimo disse...

Acho que na zona leste do Funchal deveriam ser construídos 2 Edifícios daqueles embora não tão volumosos e acabar com aquela zona degradada de aldeia rural e parente pobre do Funchal.

Anónimo disse...

Comentário das 21,23h
Pois é, transferia-se o Cemitério de S Martinho para lá e ficava o assunto resolvido.
Há muita gente que ainda por cá anda, mas com os neuroneos já fora de prazo.