quinta-feira, 20 de julho de 2017


OS CEDROS DA MADEIRA
JÁ ESTÃO A FRUTIFICAR
 O Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha, localizado entre os 1500 e os 1600 metros de altitude, foi quase totalmente arrasado pelo incêndio provocado por mãos criminosas em Agosto de 2010.
Derrotados numa batalha, mas não vencidos no grande objetivo de ajudar a Natureza a recuperar a biodiversidade primitiva, superámos o pesado desânimo e no final desse mês iniciámos a limpeza dos esqueletos calcinados das árvores e dos arbustos.

Em Janeiro de 2011 recomeçámos a plantação de espécies indígenas e endémicas adequadas às características daquele biótopo, fornecidas pelos viveiros da Direção Regional de Florestas e pelo viveiro da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal.
Passados seis anos, para além dos incontáveis massarocos (Echium candicans), estreleiras (Argyranthemum pinnatifidum subsp. pinnatifidum), piornos (Teline maderensis), aipos-do-gado (Melanoselinum decipiens), gerânios (Geranium palmatum), ranúnculos (Ranunculus cortusifolius var. minor), orquídeas-da-serra (Dactylorhiza foliosa), andríalas (Andryala varia), goivos-da-serra (Erysimum bicolor), tangerões (Cirsium latifolium), hortelãs-de-cabra (Cedronella canariensis), urzes-molares (Erica arborea), urzes-das-vassouras (Erica platycodon subsp. maderincola), urzes-da-Madeira (Erica maderensis), uveiras-da-serra (Vaccinium padifolium), roseiras-bravas (Rosa mandonii), fustetes (Berberis maderensis), seixeiros (Salix canariensis) e faias (Morella faya) que já floriram e frutificaram, este ano os cedros-da-Madeira (Juniperus cedrus subsp. maderensis) começaram a produzir frutos (gálbulos).
Quando estiverem maduros, à semelhança do que temos feito com as outras espécies, vamos ajudá-los na nobre tarefa de difundir a espécie, fazendo crescer o oásis no deserto de montanha.
O sucesso deste árduo trabalho voluntário está dependente da capacidade das autoridades em travar a ação dos terroristas, que estão à espera de altas temperaturas, vento forte e secura para voltarem a calcinar os píncaros da ilha.
20.07.2017 

Raimundo Quintal

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