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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Propaganda cara (2)



UM NÃO-SUPLEMENTO DE CONVENIÊNCIA
QUE OBVIAMENTE NÃO DIZ NADA DE NADA




Muito tem dado que falar o encarte de ineficaz propaganda governamental que Miguel Albuquerque mandou à comunicação social, para efeitos de publicação bem cara para o contribuinte. Iniciativa tomada à semelhança, se não estamos em erro, do que se passou quando este executivo, chamemos-lhe assim, fez cem dias (efeméride a que muitos chamaram 'cem dias sem governo').
Tem dado que falar e o PP ainda ontem entregou no Parlamento umas perguntas dirigidas ao mentor do Blue Stablishment a ver se o homem explica o propósito de semelhante suplemento que, concordamos, não diz nada de nada.
Atenção, senhores do PP! Não se esqueçam daquela 'Alternativa' encartada no tempo das eleições. Quantos suplementos dominados pela cor azul! Devia custar uma nota de barbas. Sim, há uma diferença. O PP-M pagava os custos com uma despesa já feita, o jackpot parlamentar. Ao passo que o governo das Angústias cria uma despesa nova, pública, para distribuir subsídios indirectos por falta de coragem para equilibrar de uma vez o mercado regional da imprensa.
Mas, sim, o suplemento das Angústias é um não-suplemento. Vazio, inócuo, frívolo. Chato. 
Não serve rigorosamente para nada, a não ser para levantar ondas pelo descaramento da diligência pseudo-propagandística. 
Já se viu que Miguel Albuquerque, enquanto presidente votado pela maioria dos madeirenses, não tem pruridos em usar oficialmente a Região para dar estatuto a uma caravana particular às voltas pelas comunidades, subalternizando tristemente o cargo de Presidente de um Governo. Deve pensar por momentos que ainda é autarca. Integra, também, a lista de colunistas de um jornal, como um colaborador qualquer, banalizando obviamente a posição que ocupa. Quando, a nosso ver, devia escrever no mesmo sítio, por que não?, porém em momentos importantes, quando fosse conveniente levar aos governados as posições e as opiniões do Presidente sobre os momentos e acontecimentos. Talvez lêssemos isso.
Mas todos são livres de agir pela sua cabeça, assim como nós somos livres de apresentar pontos de vista.
Tudo isto para chegarmos ao texto com que o desinspirado presidente teve de encher o editorial do 'não-suplemento' - caderno ainda por cima chamado 'Governo em Acção'. Quando a inactividade é a marca daquele elenco da Tabanca! Ainda se fosse 'governo em inacção...'
Raio de editorial! Uma oca 'lapaliçada' de cima abaixo, ainda por cima com ares retóricos, caro Amigo Miguel!
Não é bem assim? É pior! Veja-se o que vem lá escrito e assinado pelo chefe:
- "Governar democraticamente é decidir tendo presente o interesse dos cidadãos num quadro de responsabilidade, transparência e confiança."
- "A Região Autónoma entrou num novo ciclo com a dignificação das instituições políticas e representativas como símbolos qualitativos da Autonomia."
E por aí fora lugares-comuns destes a chover no molhado, como numa aula sobre democracia... leccionada a pequenos do 1.º ano.
Vejamos este pensamento profundo, caro Miguel:
- "Agarrar as oportunidades tirando partido das situações obriga à execução de boas práticas de gestão da coisa pública (...)"
E nós a julgarmos que a execução devia ser com 'más práticas de gestão da coisa pública'! Para cúmulo, o presidente pronuncia-se com um inconsciente à-vontade para chamar a esta prosa um "balanço de final do ano"!
...A menos que Albuquerque se refira ao 'balanço' que os secretários esboçam nas páginas seguintes. Mas se for isso, o deserto de ideias continua.

Eduardo Jesus, por exemplo, fala de turismo para dizer o que já ouvimos desde o tempo em que os animais falavam, tipo taxas de ocupação que subiram tantos por cento, a promoção que era assim e agora será assado, para depois sair esturricada, como de costume. Na economia, aquilo são sistemas de certificação energética, sistemas de incentivos dos tais invisíveis, oficinas do empreendedor, aproximação do GR ao 'tecido empresarial' - enfim, 'medidas' que, como já estamos a ver, dinamizarão a nossa economia até mais não. 
É ainda a entrada da Everjets na rota para Lisboa. 
Do avião cargueiro é que nada se lê ali. Andam à procura do bote e Novembro já se foi. O ferry, sim: as negociações estão quase, quase. Mas quase mesmo. A rebentar. Já se avista o projecto ao fundo, a leste das Desertas.
Medida na cultura: mudança do Museu de Arte Contemporânea de um lado para outro. Fantástico. Não dá para iniciar uma nova época no processo histórico-cultural da Madeira, mas anda perto. 
"Reafectação do espaço Quinta Magnólia, com programa de requalificação do mesmo." Que pensamento filosófico! Nem os tolos como nós a quem se dirige o suplemento, ou não-suplemento, evitam a gargalhada!
Atenção que, nestes meses de governação, salienta a Secretaria, "os festivais de cultura conquistaram mais público". Muito sério. Sem esquecer, atenção, que eles, festivais, "afirmaram a identidade cultural da Região". Embrulhem!
Ah, e o Museu CR7 transfere-se para a Praça do Mar - é outro ponto forte do suplemento governamental nesta área específica, mesmo que esse museu vá mudar para a Praça da Estrada da Pontinha e não para a Casa das Mudas. 
Enfim.

Continuando a folhear o 'suplemento', dá-se de frente, salvo seja, com Rubina Leal. Mas nestes sectores do social e da solidariedade há sempre um trabalho, aqui sim invisível, que interessa estimular, porque é sempre inglório. Por ali não vem mal ao mundo, pelo menos de que tenhamos conhecimento.

E vem Jorge Carvalho com a Educação, falar de desenvolvimento de uma cultura de diálogo com as escolas, intervenções, reorganizações, regulamentações, apoios - coisas que vamos esperar para ver. Como esperamos pelo desenlace das classes para burros e das classes para privilegiados.

Sérgio Marques não escapa: teve de encher também uma página de suplemento e então vá de reiterar que o governo quer dar dinheiro à comunicação social em 2016, e anunciar um novo modelo de relações com as comunidades que seja mais eficaz - e ficamos, como o próprio Sérgio, sem saber que modelo pode ser esse, até porque Albuquerque e Rui Abreu é que andam nessas excursões.

Vem Faria Nunes falar de questões mais velhas do que o Norte, como o novo hospital, as listas de espera, contratos, numa onda tal que este seu texto serve muito bem para o suplemento que vier a seguir. É suficientemente ambíguo e impreciso para não dar barraca.

De Humberto Vasconcelos temos falado, porque o homem tem sido vedeta na comunicação social. O homem da agricultura está como Eduardo Jesus: é um assobio e os microfones perfilam-se na mesa da conferência de imprensa... para ouvir o homem dizer que a Região anda 'satisfeita'. De facto, de tão 'tocados' que andamos com esta desgovernação, achamos todos que 'a festa está rija, está tudo contente'.

No Ambiente, que poderia escrever Susana Prada senão ideias para planos, institutos, contratações, levantamentos, temas que também servirão para os próximos suplementos? É mandar os textos sic para o processador e está resolvido o frete. É que dali não se vê sair nada de palpável. É verdade que as ideias são abstractas, mas seria bom ao menos percebê-las.

Quanto às Finanças Públicas, vamos poupar o nosso Gasparzinho. Não sei se já repararam que os governos escolhem geralmente ministros e secretários para as Finanças com dificuldades em articular um discurso oral que se perceba logo à primeira - mal que também nos afecta a nós, já agora, sem sermos financeiros. Quem faz governos não pode dormir em serviço. É que quanto mais confuso, 'gago' e de conversa atada seja o titular da pasta do dinheiro, menos água mete nos debates a que são obrigados. Pelo cansaço, a oposição desiste de fazer mais perguntas incómodas que invariavelmente são respondidas, ainda por cima às gaguejadelas, com montes de keynesianismo, utilitarismo, mercantilismo, fisiocratismo e neoliberalismo, além dos mercados e paefs - em dose tal que é melhor passar ao secretário seguinte. 

Finalmente, o suplemento não esquece o Porto Santo.
Atenção a isto, que é importante:
- O GR diz que já está em Bruxelas para aprovação um sistema de melhoria nas condições da mobilidade para o passageiro, por mar ou ar.
Já para o ano, haverá suplemento remuneratório de 15%.
O suplemento fala de um acordo entre os agricultores do P. Santo e a maior unidade hoteleira da pequena ilha com um aumento de rendimento anual de 100 mil euros!
Dinheiro - 68 milhões - para compensar custos das empresas resultantes da ultraperiferia.
As empresas do P. Santo, diz-se ainda, têm no programa de governo uma majoração de 10%.
E depois são mais dezena e meia de medidas todas elas a beneficiar grandemente os porto-santenses! Operações aéreas de Inverno com a Escandinávia, mais aviões charter, mais milhões para a escola, recuperação da ligação aérea com Lisboa,mais isto e mais aquilo.
E, em jeito de recado, a lembrança de que o Porto Santo teve o melhor Verão de sempre, ao nível da hotelaria!
É por isto que terminamos falando aos nossos Amigos porto-santense: por que diabo estão sempre a queixar-se? Porquê essa má vontade com os governantes do Funchal? Sim, sabemos que a miséria se instalou na ilha. Que o emprego por aí está abaixo de zero. Que a fome já entrou em vários lares. Que a penúria campeia desde a cidade Vila Baleira ao Dragoeiro, Camacha, Calheta. Que os velhos definham e as depressões alastram. Que a juventude porto-santense definitivamente só tem futuro se fizer as malas. Sabemos isso tudo.
Mas, perante um suplemento destes, as coisas boas superam as más, é só elencar umas e outras. Os nossos amigos deviam andar aí aos pulos de contentes! Entretanto, ocupem o tempo numa onda positiva. Lendo estes suplementos cor-de-rosa do governo, por exemplo.


Política







Protocolo Liceu-Liga











Estilos de desgovernar


HUMBERTO FAZ O PEIXE RENDER


O secretário da Agricultura e Pescas volta hoje à carga na imprensa para dizer que tomou uma medida importantíssima para as nossas pescas. Que medida? Ficar quieto a receber da Europa mais uns milhões a fim de poder aparecer na comunicação social.
Se ontem, para calar os maldizentes, Humberto Vasconcelos apareceu a dizer que cumpriu a promessa de a Europa pagar uns dinheiros na 'fileira' da agricultura, como se fosse o GR a pagar, hoje são mais uns quantos milhões na 'fileira' do mar.
Decididamente, a vaga dos 'milhões' está impregnada naquela fictícia Secretaria. É como nas palhaçadas do circo: anuncia-se que se faz aparecer um extra-terrestre dentro de um armário e, sem o mostrar, anuncia-se magia mais difícil ainda, que é fazer desaparecer o extra-terrestre. Aqui então abre-se o armário, que de facto está vazio. O et apareceu e desapareceu sem ninguém o ver.
Como nos milhões. Já ouvimos falar em milhões que, a serem reais, a Madeira já tinha afundado com tanto saco de dinheiro. O pior é que se fala neles, milhões, e passados meses a opinião pública não se lembra do assunto. Vá lá que agora chegou mesmo 'algum' aos explorados agricultores, o que já não é mau. Uma oração... pelo cubano IFAP.
Humberto sabe da poda e da pesca de ruama, 'fileiras' cujos milhões deverão ser revelados nos próximos dias. Vai ao site do IFAP e põe-se a gerir a folha de pagamentos europeus nas diversas 'fileiras', surgindo depois com aparato nos escaparates a fazer as retumbantes 'revelações'.
E assim, sem nenhuma medida própria, os desgovernantes vão desgovernando a Tabanca à custa da 'fileira' das papas e bolos. É um estilo de desgovernação como qualquer outro, só que demasiado maçador.





JARDIM BOTÂNICO JOSÉ DO CANTO
- reportagem da SMTV

Sector requalificado-sul do palácio-patamar inferior-26.11.15-1t.jpg


Reportagem da SMTV sobre o processo de reabilitação e requalificação do Jardim Botânico José do Canto:

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Governo de Albuquerque faz propaganda cara


POPULARES INCRÉDULOS COM SUPLEMENTOS
DIVULGADOS NOS JORNAIS SEM JUSTIFICAÇÃO




O PP quer saber quanto custa ao erário o suplemento que o governo regional espalhou dia 1 nos jornais diários do Funchal, "eivado de auto-anúncios promocionais" e sem que haja razão para "semelhante divulgação". 

Publicamos aqui o requerimento que o PP-Madeira entregou hoje na Assembleia Legislativa, com perguntas dirigidas a Miguel Albuquerque sobre esse encarte na imprensa, publicado "a cores e de boa qualidade gráfica". Por exemplo, que interesse público está por detrás da "dita publicação"?




Percurso pedestre: Central Hidroeléctrica da Calheta - Cova do Arco - Sitio do Pinheiro - Levada do Poiso (Canhas), 5 de Dezembro de 2015
Imagem intercalada 1

No próximo sábado, 5 de Dezembro, a Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal organizará o último percurso pedestre de 2015, com o seguinte itinerário: Central Hidroeléctrica da Calheta - Cova do Arco - Sitio do Pinheiro - Levada do Poiso (Canhas). Distância de 12 km e grau 2 de dificuldade (escala de 1 a 3).
Os interessados em participar nesta atividade deverão fazer a sua inscrição por e-mail — amigosdoparque@gmail.com — ou através do formulário de inscrição no blogue da associação - http://goo.gl/wGk4rJ - até às 17:00 de 6ª feira. 
Também o poderão fazer pelo telefone 291 783 999, sexta-feira das 16:00 às 17:00, enviando nome, data de nascimento e contacto telefónico.
Estes dados são necessários para ativar o seguro de acidentes pessoais em nome dos participantes. A inscrição só será válida após a nossa confirmação.
A participação nos percursos pedestres custa €10 para sócios e €15 para não-sócios. O não cancelamento prévio da inscrição com um mínimo de 24 horas de antecedência obriga ao seu pagamento.



Já está nas bancas a Revista Jardins
(Dezembro 2015 - Janeiro 2016)

Revista Jardins (dezembro2015-janeiro2016).jpg

A árvore-da-roda-de-fogo é a espécie que apresento na rubrica "Uma planta, uma história".

Comunicado JPP


Privatização da TAP já pesa
no bolso dos consumidores

Texto JPP

O chapéu dos outros


'FÉNIX' REIVINDICA AUTORIA
DA DISTRIBUIÇÃO DE DINHEIROS 
AOS AGRICULTORES

Isto de cavar uns regos
de casaco e lencinho,
para mais numa horta urbana,
foi chão que deu uvas.

Podemos anunciar que, cumprindo uma promessa feita nestas colunas, os agricultores já receberam as suas verbas previstas para o passado mês de Novembro. Já lá cantam, na zona dos regos, poços de rega e alfaias agrícolas, 6,1 milhões de euros.
Cumprimos a promessa.
Não temos nenhum mérito nisso?
Olhem, fomos ao site do IFAP - o cubano Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas e tirámos os números de lá.
Não foi mais ou menos isso que o secretário da Agricultura fez para aparecer hoje a dizer (no DN) que cumpriu uma promessa feita por si?
Repare-se: Humberto Vasconcelos prometeu, disfarçadamente, que o IFAP iria pagar o dinheirinho, já que nem ele nem o seu governo têm posses para pagar um quarto de hora de água.
Está bem visto. O IFAP, instituto do governo nacional, paga a despesa. E o secretário regional, sem passar de intermediário, vem dizer que pagou! Talvez pelo facto de as inscrições dos interessados passarem pelo governo regional... 
É boa!
Assim sendo, dizemos também que fomos nós a pagar. Ou há democracia ou comem todos. 
O que o povo anda à espera é de ver cumprir outras "promessas feitas" na altura dos votos. Porque muitas delas parecem ter caído no vácuo, arrastadas no porão do avião cargueiro, o tal que era para chegar em Novembro e, quando já estamos em cima do Dia da Imaculada, nada de nada. Por causa de um maldito bote! 
Não se lembraram de pedir um ao Sanas...
Terra a terra: onde estão estão as tais duas prometidas linhas de produção - "uma para exportação com definição de produtos estratégicos e outra para minimizar a dependência alimentar do exterior"? Se elas andam aí, não as vemos, pelo menos nas bancas dos hipermercados.
E o apoio ao sector cooperativo com envolvimento dos agricultores?
E a reactivação dos postos agrários?
E a garantia do pagamento imediato das entregas dos agricultores? Veja-se o que aconteceu com os produtores de cana, o tempo que 'amolaram' para receber o 'seu' - que não este agora do IFAP, para a fileira da cana-de-açúcar.
Onde está a propalada - e necessária - "redução da intermediação"?
Onde param aquelas medidas fogueteadas no tempo em que só se falava de renovação?
É certo que os agricultores lhe estão gratos, Sr. Secretário, por ter inviabilizado o aumento do preço da água de rega que a sua colega do Ambiente queria espetar nas finanças dos agricultores. Bom trabalho, sim senhor. Mas desenvolver a agricultura não se pode limitar a execuções avulso, a defender a certificação do bolo do caco e da poncha. Muito menos a pegar nos auxílios do IFAP e fazer deles medalhas do governo regional. Isso também sabemos fazer, consoante documento junto. 
Se quer que lhe diga, caro Humberto, ainda não vimos nada que nos faça pensar que a 'renovação' está a acontecer. Infelizmente, esta espécie de vazio não é só na sua Secretaria.

Ponto da situação 2: O Santo concretiza









quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Reforços para o governo


'ECONOMIA' CONTRA
ECONOMIA DE QUADROS




É dentro do próprio governo regional que andam a olhar uns para os outros. Em causa, a filosofia económica da Secretaria de Eduardo Jesus. Quando a ideia era procurar expandir a economia da Região, para fora, e nos serviços internos economizar meios e quadros, há observadores do próprio GR a considerar que está a ser feito o contrário.
Assim: em termos de política económica, ninguém vê nada de concreto, digno de nota, à parte os lugares comuns que servem para apresentar qualquer programa ou defender em debate. 
E vem a ser internamente que se pratica a expansão... de quadros. 
De facto, a Secretaria de Jesus é a única com duas assessoras de imprensa. Dizem no 'milieu' que nem no Eliseu. 
Depois, a mesma tutela é a única onde uma Direcção Regional, a da Cultura, funcionará com uma directora e uma subdirectora. De facto, acaba de entrar em funções Natércia Xavier, como sub abaixo da directora Carina Bento. 
Claro que as pessoas envolvidas nada têm a ver com a 'expansionista' política adoptada. 
"De onde vem a força para estes privilégios todos do secretário?" - perguntam-nos 'velhas guardas' do governo regional, deixando-nos sem palavras.
Começamos a interrogar também: como foi que João Henrique aguentou uns mandatos na DRAC, sozinho mais Deus, no plano da Direcção propriamente dita?
Sem dúvida que o governo do Blue Stablishment, ao contrário da prometida eliminação de gorduras, entrou num processo de engorda administrativa. O que causa perplexidade, sobretudo por acontecer mais descaradamente no pelouro da... economia.

Governo a funcionar... para já


APESAR DOS BICUDOS CONTRATEMPOS
COSTA JÁ SUBIU AO CADAFALSO





Quem ligar o televisor a esta hora da tarde, verá com os seus próprios olhos que o XXI Governo Constitucional começou mesmo a funcionar. Procede-se em São Bento à discussão de um programa resultante da iniciativa do Partido Socialista em cooperação com o PCP e o BE. Ou seja, há letra de esquerda, e esquerda genuína, num governo de Portugal. E ainda não há terramoto em Lisboa como em 1755. Até este momento não há sangue derramado por uma guerra civil qualquer.
É certo que muitos e embaraçosos foram os escolhos no caminho do governo de António Costa. Não é de ânimo leve que um primeiro-ministro, nomeado e empossado, dá entrada em São Bento e se depara com o adverso e dificílimo subgrupo do PSD-Madeira, liderado por Sara Madruga, que Albuquerque mandou para lá.
Ninguém imagina também o desânimo que é um político estar a formar governo e ouvir de Bernardo Trindade uma recusa para o integrar. É de mandar tudo à fava, bater com a porta e deixar tudo entregue à sinistra coligação de direita. Costa não estava preparado para tal machadada, mas, esperançado no reforço de Carlos Pereira e Luís Vilhena, o homem conseguiu arrebitar e chegar hoje ao hemiciclo com alento para pôr o executivo a funcionar, até ver.
Até ver porque, como se pode ver na TV, e mesmo sem tsunami nem guerra civil, o engenhoso Passos Coelho e o maquiavélico Paulo Portas agora estão em baixo, nas respectivas bancadas, com um risinho que não augura nada de bom ao país.
Ou seja, agora é o socialista António Costa empoleirado no cadafalso, à mercê do linchamento popular e ao golpe de misericórdia do carrasco - que já não será Cavaco, valha-nos isso. 
Enfim, está escrito nas estrelas que em Portugal é assim.
Hoje é o primeiro dia da contagem para que puxem o alçapão a Costa e o mandem pelo cadafalso a baixo. Não esqueçamos que BE e PCP estão a prometer apoio ao governo. O que tem o significado que deve ter, aos olhos de quem conhece verdadeiramente os cantos  a esta casa lusitana.   

PS - António Costa acaba de responder no hemiciclo a uma interpelação da social-democrata Sara Madruga, anunciando que se reunirá em breve com Miguel Albuquerque para tratar de assuntos pendentes Lisboa-Funchal. Um deles, objectivou, é o caso do novo hospital, aspiração do GR e dos madeirenses. Muito bem. Mas o primeiro-ministro que atente na gestão de datas para o encontro. É preciso ter em conta a apertadíssima agenda das excursões do novo chefe da Tabanca às comunidades - ou mais precisamente a objectivos próximos das comunidades.

Opinião


O incrível “programa” do Governo República, no tocante às Regiões Autónomas


Li as duas páginas que, no Programa de Governo do Partido Socialista apoiado pelo PCP, BE e apêndices, referem as Regiões Autónomas (85 e 86, ponto 8).
Nada de concreto, nenhum dos compromissos por todos igualmente tão badalados na campanha eleitoral.
Sobre o futuro da Autonomia, da questão da Dívida Publica da Madeira e do Emprego… NADA!
Vá lá que não segue o Programa das “cartas do leitor” quanto ao “hospital”, subscrito subserviente e pateticamente pela partidocracia cá da paróquia.
Assim, nada havendo de concreto, vou porém chamar a atenção para as muitas HERESIAS em tão poucas duas páginas.
Logo no primeiro parágrafo, fala deste “modelo de descentralização política que denominamos como autonomia política”. Oh meninos, é o contrário! Vocês não têm que “denominar” coisa alguma. Estamos constitucional, à face do Direito Internacional e de facto, ante um modelo UNIVERSAL de AUTONOMIA POLÍTICA, qualificado de ESTADO REGIONAL pelo Conselho da Europa.
Depois, dizem os socialistas, organizações comunistas e apêndices, que é necessário “reconciliar” o País connosco e de nos “mobilizar” para um novo patamar de relacionamento e de partilha de responsabilidades.
Reparem. Não reconhecem os nossos Direitos à Autonomia que, no quadro da Unidade Nacional, o Povo Madeirense pretende. Antes, é essa “história” de “reconciliação”, para verem se nos levam reverentes mais uma vez. Mais a “história” de nos “mobilizar” para as responsabilidades, nós que sempre fomos responsáveis ante as irresponsabilidades de séculos, do Estado central!
E vejam esta outra pérola: “As autonomias (sempre com letra pequena) regionais existem, desde logo, no interesse do próprio Estado”.
Não. A Autonomia resulta, desde logo, do primado da Pessoa Humana ante o Estado, e resulta dos Direitos do Povo Madeirense.
Vejam mais outra: “apesar de já terem decorrido quarenta anos sobre a consagração das autonomias regionais (sempre com letra pequena), o facto é que elas permanecem como algo desconhecido e, diríamos até, incompreendido para a generalidade da sociedade portuguesa”.
É preciso ter “lata”!…
Quem, senão os Partidos de Lisboa, montou um esquema de agressividade, de mentira e de opinião sobre as Regiões Autónomas?!… Quem nos veda acesso a uma correcta informação dos Portugueses?! Quem viola o princípio do contraditório?!…
Depois, esta então é verdadeiramente colonial. O Programa do PS, PCP, BE e apêndices, chama-nos “activos do País”. Claro que o Leitor sabe o que são os activos de uma empresa. Portanto, nós somos um bocado de património material para valorizar o Estado português, não também nós próprios como no caso das enormes áreas marítimas.
Ah! E o douto Programa falando ainda da consistência e dimensão que as Regiões Autónomas dão às pretensões marítimas portuguesas junto das Nações Unidas - ainda não aceites - faz esta discriminação: ”são os arquipélagos portugueses, SOBRETUDO OS AÇORES, que dão consistência e dimensão a esta pretensão portuguesa”.
Reparem. Este “sobretudo os Açores” traz água pela barba. Voltámos à situação política diferente na Madeira, em relação ao restante País, tal como no tempo de Sócrates. O que augura a nossa secundarização e roubo, tal como então, comparativamente à “província dócil” (Açores).
E mais diz o programa do “novo ciclo” - fico a pensar noutra coisa…- a propósito da nossa área marítima: “esta é uma das áreas em que a existência de regiões autónomas (sempre com letra pequena) não deve ser vista como concorrencial ou obstaculizante da acção do Estado, mas sim como meio por excelência para a sua eficaz operacionalização”.
Vêem?!… A Madeira não tem de concorrer em prol dos Direitos no mar que também são nossos. Não senhor!… Somos apenas “um meio por excelência para a eficaz operacionalização” dos interesses do Estado central!…
Só o último parágrafo das meras duas páginas sem qualquer compromisso com o Povo Madeirense, o referente à actividade internacional das Regiões Autónomas, é que merece assentimento.
O resto… ou nada, ou mais do mesmo de há já quase seis séculos!
Vejamos se, seguindo a nova moda da Assembleia Legislativa da Madeira, os Deputados sociais-democratas também vão procurar agradar à confraria vermelhinha…

Funchal, 2 de Dezembro de 2015

Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim

Comunicado JPP


Empresas públicas do GR fazem contratos precários




Liceu do Funchal





terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Promoção


Scuba Diving Madeira é o primeiro projeto 
de promoção do mergulho 
na Madeira e Porto Santo




O projeto Scuba Diving nasce com o objetivo de promover o turismo subaquático da Madeira e de dar a conhecer um destino paradisíaco para o mergulho.

Com um clima ameno durante todo o ano, temperatura média da água do mar a rondar os 22 graus, águas límpidas ao longo de 400 km de costa e mais de 30 spots de mergulho, o arquipélago da Madeira é um destino perfeito tanto para mergulhadores experientes como para os que querem agora dar os primeiros passos na modalidade.

O Scuba Diving é uma parceria entre a Associação de Promoção da Madeira e os hotéis com centro de mergulho nas Ilhas da Madeira e Porto Santo.
O Vila Baleira Resort é um dos hotéis pioneiros da iniciativa. O centro de mergulho do resort, o Rhea Dive, com certificados PADI, SSI e DDI, está preparado para dar todo o apoio necessário a quem quer mergulhar, seja qual for o nível de experiência do mergulhador.
«A nossa missão é dar a conhecer ao mundo todas as potencialidades do mergulho da região, informar sobre os principais spots subaquáticos, com barcos afundados e diferentes espécies de fauna e flora, muitos ainda por explorar. Queremos desta forma promover a região como o destino perfeito para a prática da modalidade, atraindo mergulhadores nacionais e estrangeiros para o arquipélago da Madeira», explica Miguel Matos, responsável pelo Rhea Dive, o centro de mergulho do Vila Baleira Resort.
Através do projeto Scuba Diving Madeira, os mergulhadores terão à disposição todo o acompanhamento necessário, desde cursos de mergulho para qualquer nível, batismos de mergulho, identificação dos diferentes spots e todo o equipamento necessário.
O arranque do projeto será a nível nacional e internacional, com uma forte aposta na estratégia digital. A criação do website:www.scubadivingmadeira.com, a presença ativa nas redes sociais e a promoção em revistas nacionais e estrangeiras serão apenas algumas das ferramentas utilizadas. Esta estratégia de promoção é da responsabilidade da Popular Jump, mais um desafio da agência para inspirar e fomentar o desejo de visitar Porto Santo, seja qual for a altura do ano.
Texto Scuba

Opinião


OBJECTIVO CORRECTO


Li ser objectivo da actual Direcção do PSD/Madeira, “recuperar os Municípios” perdidos nas últimas eleições autárquicas. Eu acrescentaria: não perder nenhuma das Autarquias sociais-democratas e continuar a ser o Partido mais votado no arquipélago, como, apesar de tudo, o foi em 2013.
Se o objectivo é um imperativo político, também é um imperativo de consciência após a “estratégia” (?!) de apoiar a Oposição, para que a anterior Direcção partidária não conseguisse repetir os plenos anteriores. Veja-se!…
Hoje, os que violaram a Ética e traíram, passeiam-se ufanos em cargos públicos ou nas iniciativas partidárias.
Seria delírio imaginar facilidades na reconquista das Autarquias que ajudaram a perder. Os Autarcas aí instalados, apesar de tudo na mesma ou pior, desde o início que se desdobram em beijinhos, paleio, subsídios, promessas e borlas.
Porque já vai sendo tarde, a recuperação legitimamente ambicionada exige:
1.- Reconciliação partidária interna com vista à unidade na acção, em vez de alguns continuarem obcecados com o “jardinismo”, não tendo nível para ultrapassar as “eleições internas” e procurarem tonta e erradamente serem “elogiados” pela Oposição, que se ri.
2.- Reconstruir o PSD/Madeira sobre o terreno, nas Bases que são as mais destruídas pela “estratégia” (?!) fracturante, para rapidamente, em cada Autarquia, se apresentar alternativas pessoais e de programa.
3.- “Sanear” o PSD/Madeira dos oportunistas e dos arrivistas que nada têm a ver com a militância prática e ideológica da Social-Democracia e de construção da Autonomia Política.
4.- Fugir a “políticas” estéreis e descredibilizantes só para a fotografia, à mercê da opinião publicada e meramente assistencialistas.

Entretanto, um candidato à liderança do CDS fala de “estudos” e “projectos” que diriam ser inconveniente o cais frente à Praça do Povo, o qual é prioritariamente para proteger esta e para pequenas embarcações no seu interior, alinhando assim a conversa com o discurso da “formiga branca” tão ávida pela Madeira.
Como se sabe, já lá atracaram barcos e há quem diga que mais não atracaram pelas razões de branquear oposições antigas.
Ora, isto de falar de “estudos” e de “projectos” que contrariam, o paleio não é suficiente.
Primeiro, queremos ver esses “estudos” e “projectos” e, sobretudo, saber se os seus autores têm crédito. Até o Senhor ex-Vice-Presidente do Governo e a sua equipa de então, poderão confirmar de novo a viabilidade e a fiabilidade do projecto e obra.
Segundo, aumentar a Pontinha, que está meio ano às moscas, e tapar mais a vista do mar?!…
Só não acabam, primeiro, as obras que há por acabar, prejudicando as populações, porque vivem na obsessão do “jardinismo”!…


Funchal, 1 de Dezembro de 2015 

Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim

Viagens nas terras deles



SÉRGIO CRIA 'CENTROS INTERPRETATIVOS'
DA DÍASPORA MADEIRENSE
E RUI ABREU É QUE VIAJA COM MIGUEL!












A Tabanca das Angústias anda num rebuliço. O sr. Chefe vai de abalada no sábado para a África do Sul e os preparativos são sempre aos gritinhos e com as dificuldades de mobilidade nas instalações cor-de-rosa, porque a Sissi aparece em todo o lado e ai de quem pisar o rabo da bichinha.
Para mais ajudas, esta manhã passou-se um par de horas à procura do chefe de gabinete lá da Casa, porque é ele quem destina tudo e não se sabia se as Finanças de João Machado já tinham enviado as ajudas de custo para os estóicos viajantes, e se essas importâncias iam em dinheiro vivo e em notas de 500, como na anterior situação presidencial, ou se entravam na conta pessoal dos 'visados', para o caso de ser preciso pagar uma bebida durante a excursão - o que não será o caso. 
Na ausência do chefe de gabinete, também não havia modo de se saber as cores dos fatos que a organização da viagem programou para o presidente usar nas almoçaradas e nos cocktails do itinerário. Até que, segundo o nosso K-Arara 2, o próprio Albuquerque chegou ao emprego e mandou parar aquela histeria toda, informando que Rui Abreu já se encontra lá em baixo, em solo sul-africano, acompanhado pelo chefe da organização do tour - organização que como se sabe é privada - a fim de ultimar, 'in loco', pois claro, os pormenores do programa de visita. 
Missão espinhosa, como se calcula. 
Não é nada, é só que, depois de uma viagem de noite, a começar no próximo sábado, a comitiva 'oficial' - digamos assim - desembarca às 10 e tal de domingo em Joanesburgo no Aeroporto Internacional Oliver Tambo para, uma vez largada a bagagem no módico Michael Angelo Hotel, apanhar logo com um daqueles cansativos almoços na Casa Social da Madeira, mas em Pretória, o que exige uma viagem de carro com alguns km.
Como se esse primeiro embate não bastasse, segue-se uma tarde omissa em matéria de programa. E depois uma noite de incerteza. Ainda bem que os dignitários viajam 'amarrados curto' para não passarem o tempo a olhar para anteontem.
Segunda-feira, dia 7, eis a embaixada 'oficial' - como chamá-la? - numa audiência com um tal sr. David Makhura, que é nada menos do que o 'premier' de Gauteng - qualquer coisa por aí. Mas o dia não está fechado: ao fim da tarde, pregaram a Miguel Albuquerque com uma visita a um lar dinamizado pela Sociedade Portuguesa de Beneficiência, para uns abraços e mais uns trocados de oferta com a bíblica sentença de Miguel: "Mais gestos e menos conversa". Oferta com o nosso dinheiro, está bom de ver. Isso para além das tradicionais promessas aos velhos emigrantes internados, daquelas que incham e depois passam - a que se associa a já compendiosa frase de Miguel: "Os compromissos com os emigrantes são para cumprir". Não se diz é quando.
Missão completa na segunda-feira? Nem por isso. Então e o cocktail com o pessoal da Câmara de Comércio? É aí que Albuquerque pode prestar declarações a dizer que está a demonstrar a "atractividade" da Região Madeira, em busca de investimento oriundo das comunidades.
Terça-feira - da semana que vem, pois - há viagem aérea de Joanesburgo para... a ver como se escreve isto... Bloemfontein. Com acomodação no Hotel Protea. Nessa localidade, há mais um ataque a novo 'premier', o do Free State.
Lá para as 7 da tarde, um merecido jantar com a comunidade da zona, a ocorrer no Bloemfontein Hotel... and Spa. Vem a calhar.
Quarta-feira, nova estirada de avião até ao Cabo e às suites do Hotel Table Bay. 
O nosso K-Arara, que surripiou estas informações num gabinete temporariamente abandonado na Tabanca das Angústias, não soube precisar a hora da audiência prometida pelo ministro das Finanças - assim mesmo - da província do Cabo.
Para quinta-feira, a organização já conseguiu umas entradas no Parlamento daquela Região, pelo que o programa fala pomposamente de uma visita às instalações do dito. Houvesse lá um presidente de parlamento com a simplicidade de Tranquada Gomes e, sabendo que a RTP Espetada estará presente, já que nós, contribuintes, pagamos 6 mil euros pela deslocação de cada um dos dois profissionais da Levada do Cavalo, fosse Tranquada a mandar naquilo e Albuquerque teria direito a recepção parlamentar. Mas, daqui lá... 
Depois de todas estas andanças, a embaixada terá uma sexta-feira livre, que já não será sem tempo. Livre, vamos indo, porque à noitinha toca a levantar rodas do chão e regressar à Europa.
Pedimos aos maçadores cá da Tabanca que não arranjem baboseiras para o nosso presidente visitar ou inaugurar no fim-de-semana. Segunda-feira é dia de trabalho. 

Mal-estar nas Secretarias

O nosso informador infiltrado na Tabanca diz que já chegou aos ouvidos de Albuquerque um certo mal-estar que perpassa pelos mórbidos corredores da Junta Geral. Os colaboradores de Sérgio Marques não entendem como é que, sendo Sérgio o governante das comunidades, não viajou com o presidente à Venezuela nem vai agora ao sul de África.
Quando este 'vice', ou coisa parecida, até anunciou criar um científico 'centro interpretativo da diáspora', que não se percebe o que quer dizer mas cuja importância a complexidade do nome torna indiscutível, e quando o homem promete organizar fóruns e mais 'conselhos da diáspora madeirense', como é que, na hora de pegar na malinha e nos óculos escuros para rumar a destinos de sol, quem vai no avião é o chefe de gabinete do presidente?
Há dias, Albuquerque desautorizou Sérgio por causa da Escola do Porto Santo. Agora, isto!
Miguel também resmungou esta manhã ao saber que até para os lados da Economia circulam umas carrancas agastadas por causa das viagens às comunidades. Essas iniciativas destinam-se, é um dizer, a promover economicamente a Madeira como terra que vive uma "situação estável, credível e dinâmica". A mandar umas dicas sobre as vantagens de investir na Região. Ora, essas são funções que deviam caber ao secretário Eduardo Jesus e não a Albuquerque ou ao seu chefe de gabinete. 
"Se é para ir às comunidades incentivar os emigrantes a mandarem abaixo-assinados a exigir mais viagens aéreas ao governo português, como o patrão foi a Caracas fazer, o nosso secretário também é capaz disso", protestou um quadro do Turismo num e-mail despachado para a Tabanca das Angústias, ao qual mail o nosso K-Arara 2 teve acesso. "Ou vocês aí em cima, seus snobes do c..., acham que o secretário vai ficar até ao fim do mandato a ir à Calheta, ao Porto Moniz e por aí fora falar com uns tesos de uns empresários, que nem o almoço pagam a uma pessoa, na treta de explicar a estratégia de aproximação do governo ao tecido empresarial?"
Foi este ambiente de tensão que se viveu esta manhã nas Angústias, com tendência para um agravamento de tal ordem que já aconselhámos o nosso agente infiltrado a dar parte de doente e fugir para casa. Aquele Blue Stablishment é muito polido e todo falinhas doces, mas, quando as coisas desaparafusam, não queira o Leitor estar por perto.
Para despistar, perguntámos lá para cima o porquê de a antiga dupla da CMF ir sempre junta, agora no governo, como fazia quando havia visita municipal às comunidades. Por que não vão os secretários das áreas supostamente envolvidas? Aquilo é só excursão?
A resposta surgiu com lógica: "Isso é lá com a organização, o presidente do governo regional não manda nada nisso porque não é agente de viagens. Pagamos as nossas passagens e hotéis e embarcamos. A organização é que faz os convites, mais nada. Se não convidam os secretários... E a coisa funciona. Já foi assim quando da constituição do governo, porque praticamente o novo presidente não se meteu em nada dessas chatices - e não estamos arrependidos. O JM também nos contactou agora, com os 6 mil na mão, pronto a integrar a excursão, mas remetemos aquela gente para a organização, não sabemos se sempre vão ou não."
Da parte do Fénix, demos o nosso melhor para perceber como é que um presidente de governo vai 'oficialmente' numa digressão organizada por uma entidade particular. Mas, como se vê, ficámos na mesma. Mistérios da Tabanca e dos seus feiticeiros da tribo. Só esperamos que, nos próximos acontecimentos, a organização torne a convidar o presidente. Mesmo pagando a sua parte, não é líquido. Que Miguel não caia em desgraça, pois.

PS 1 - É escusado lá por cima na Tabanca andarem a investigar quem é o nosso agente infiltrado. No tempo da velha senhora, em vão gastaram anos a tentar o mesmo. Alguns diziam que era uma arara. Como se as araras enviassem mails. Outros, fanáticos leitores de romances policiais, diziam que era o mordomo, o que seria demasiado evidente. Afinal era a Dama, podemos informar hoje. Gritarão: já sei, agora é a Sissi. Mas não. Seria demasiado elementar, meu caro Watson.

PS 2 - Ainda nisto de desconsiderações, acrescentamos a história do sucedido à porta de armas do Palácio de São Lourenço no dia em que Cavaco foi lá almoçar, a convite do Representante, durante a recente visita presidencial. Os carros com os convidados iam entrando no QG. Até que um automóvel foi barrado pela polícia. Alto lá e marcha a trás. Quem era? Pois era o ex-presidente do governo regional com a mulher, no carro da Fundação SD. Dá-se uma troca de palavras entre o ex-chefe e a polícia, com os mirones a assistir. Mas nada: toca a inverter a marcha. Então, saem os ocupantes da viatura e tomam caminho pelo empedrado, entre os sentinelas, até ao interior da fortaleza filipina. Houve quem não gostasse de ver a desfeita. O anfitrião do Palácio sabia quem tinha convidado e portanto devia ter dado as suas ordens de etiqueta. Logo ele, que nalgum tempo se desfazia em vénias quando o político agora desconsiderado lhe aparecia pela frente!
Logo a seguir à desnecessária cena, entraram tranquilamente e sem obstáculos o Mercedes com o presidente do governo e mulher. E depois o carro da Assembleia Legislativa com Tranquada e o seu fato engomadíssimo.
Os tempos mudam. Mas a má educação persiste. 




Comunicado