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sábado, 19 de dezembro de 2015

Imagens pré-Natal 2015


O POVO GANHA POUCO
...E NÃO SE DIVERTE

Sábado de manhã. Os turistas dão um jeitinho






















Nem bailadores nem músicos estão com disposição para grandes festanças. Tal como Zé Povo.

Sampaio da Nóvoa 'levado' ao Mercado dos Lavradores




CANDIDATURA COERENTE
CONTRA O 'CATAVENTO'




Uma dinâmica brigada de apoiantes de Sampaio da Nóvoa percorreram a baixa funchalense esta manhã de sábado, com incidência no exterior e no interior do Mercado dos Lavradores. É ali que os madeirenses sentem o que é a verdade crua e nua da vida real - muito diferente da que há muitos anos é apresentada nas televisões por comentários propalados consoante o vento. Trata-se, pois, de acordar os eleitores perante as canções de embalar do sr. Catavento, para usarmos a linguagem do próprio Passos Coelho.


Congresso do PP


A HORAS DOS TRABALHOS
NÃO SE ADIVINHA QUEM VAI MANDAR





Dá a ideia de que os quadros do PP andam mais preocupados com as missas do parto do que com a suavização do 'parto' que dará o novo líder à luz. Eles andam mesmo nas missas, a provar o licor e a comer uns nacos de bolo de mel.
Entretanto, sem entendimentos com Rui Barreto, a linha encabeçada por João Catanho e Ricardo Vieira, este o autor da moção, avança com a candidatura aos órgãos do partido, a discutir no congresso deste fim-de-semana, no Casino. Catanho, por decisão dos apoiantes, será o pretendente ao lugar de n.º 1 do partido.
Do outro lado, diz-se haver um pacto entre Lopes da Fonseca e Rui Barreto. Mas já ninguém aposta tudo no avanço de Barreto para a liderança, ele que há meses era dado como o sucessor indiscutível de José Manuel Rodrigues.
Do lado Fonseca-Barreto, critica-se o propósito contido na moção de Ricardo Vieira no sentido de uma revisão de estatutos que pretende mudar o partido "de alto a baixo". Ricardo Vieira pretende inclusivamente que o líder seja eleito à parte da lista da comissão política. E que a mexida seja para entrar em vigor já, de modo a reger as eleições do congresso.
Adversários da sensibilidade Catanho-Vieira entendem que, para alterações dos estatutos, há congressos estatutários. E desconfiam.
Neste momento, faltando poucas horas para os trabalhos, a situação é esta: João Catanho decidido a comparecer a votos com as suas listas, apoiado por elementos de todas as concelhias e ainda por Ricardo Vieira; Lopes da Fonseca e Rui Barreto aparentemente unidos para garantir a vitória da sua linha, que os adversários consideram de "continuidade".
Se não houver sessão de pazes de madrugada, depois da missa do parto, é neste ambiente de indefinição e desconfiança que os populares arrancam para o congresso seguramente mais louco da história do partido.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Porto Santo



ALBUQUERQUIE DESVIOU OS OLHOS
DA FÁBRICA DE ALGAS DA EEM


A propósito da visita que Albuquerque fez ontem ao Porto Santo, para inaugurar uns cubículos de apoio à APRAM e dizer umas coisas sobre a melhoria a olhos vistos registada no turismo e afins da pequena ilha, embora os locais não consigam ver essas melhorias, o nosso K'Euros aproveita para falar de um projecto muito badalado na comunicação social para onde, ontem, o presidente do governo olhou de passagem e de esguelha: a fábrica de 'algas transparentes'.





Bio Combustível do Porto Santo agora produz-se com algas transparentes

Na inauguração das novas instalações da APRAM na ilha de Porto Santo o Presidente do Governo Regional, o Secretário Regional da Economia, Transportes e Cultura e a Diretora da APRAM fizeram uma visita a ambas instalações começando na rotunda do porto de abrigo onde está instalada a fábrica das algas da EEM. 
O Presidente do Governo Regional de tão incomodado por tal cenário desolador até desviou a cara e prosseguiu visita, dando costas à enorme construção da fábrica do Bio Combustível que aumenta a sua ocupação de dia para dia, não compreendendo como será possível ter um investimento daqueles dentro de uma área nobre e um ponto de chegada dos turistas e madeirenses àquela ilha, que devia de ser dourada.
À boca pequena comentava-se que estavam a cultivar uma nova espécie de algas, estas agora são transparentes e invisíveis.
Após vários milhões aplicados em tão inovador projeto e com tal importância na economia Regional ninguém entende como é que ainda não apareceram quaisquer resultados.
Certo é que o apostado mentor e com a então tutela da pasta, Cunha e Silva, ausentou-se das lides da EEM, mas aparentemente as doenças e vícios ainda continuam a manter-se na maior empresa energética regional. Ficam os alertas de corrupção e suspeições de muitos milhões a escorrerem pelo mar, tal como as algas que vão parar à marina poluindo a baía.


K'Euros

Nota - Com esta tão visível e cabal demonstração de que algo de muito errado acontece com este projeto, que tem tido vários revezes, fazendo jus às palavras dos seus responsáveis, o Senhor Secretário Regional da tutela e o Senhor Presidente do Governo não podem continuar a desviar o olhar deste Elefante Branco, que agora está transparente e ver somente a beleza da baía da ilha do Porto Santo.

Mesmo que estejamos todos imbuídos do espírito natalício, os grandinhos, já não acreditamos no Pai Natal!

Faria Nunes sob fogo



K-SAÚDE ANALISA DEBATE PARLAMENTAR


(Foto JM)

Depois de muitas insistências para que analisássemos no 'Fénix' a prestação do secretário da Saúde ontem no debate parlamentar sobre o Orçamento-2016, sem que a tal pudéssemos corresponder porque, do pouco que ouvimos, não percebemos uma ideia que fosse do que o nosso Amigo João dizia - ou tentava dizer -, eis que a sorte nos bate à porta. K-Saúde seguiu as incidências parlamentares com atenção. E faz o relato para o nosso distinto auditório. Não esquecer que deve ter sido a primeira vez em que a oposição cedeu tempo seu para um membro do governo falar. Também tem graça. Mais democracia do que isto?!... Vamos à reportagem viperina do nosso K. Esperemos que João Faria Nunes esteja vacinado contra estes vírus desmancha-prazeres.



K-Saúde

Orçamentando



BLUE ALBUQUERQUISMO:
UM PÉ EM ABRIL, OUTRO EM NOVEMBRO


Miguel não está contra Jaime Neves nem contra Cunhal. Político intuitivo que é, contenta tanto os abrileiros como os novembristas, sempre com certa discrição.


Sua Majestade agradou à esquerda ao escorraçar do Parlamento, este ano, o mito 25 de Novembro. Mas à noite, pela calada, celebrou a raccionária data num quartel do Funchal, lado a lado com ex-Meio Chefe laranja e outros políticos de direita, além de vários militarões saudosistas. É o Establishment Azul a funcionar 


O Orçamento da Região para 2016 está a ser abençoado na Assembleia Legislativa, à espera da votação de hoje.
Depois dos debates pachorrentos nas águas estagnadas em que jaz a política partidária madeirense, os deputados vão todos para férias de Natal com a noção do dever cumprido, desejando boas-festas uns aos outros.
Os da maioria, satisfeitos por terem viabilizado um papel burocraticamente necessário para que as coisas vão engonhando sem ondas na cá na Tabanca.
Os da oposição também se vão mandar à carne de vinho-e-alhos sem pesos na consciência: deixaram durante estes dias uns bitaites no ar para justificar o seu papel de 'anti-poder', mas de maneira a evitar cabos soltos que os venham prejudicar mais tarde. O tachinho custou a ganhar.
O Blue Establishment estabeleceu-se mesmo. de pedra e cal.
O comportamento dos secretários regionais nestes debates equiparou-se ao dos deputados - nem sim nem não, pelo contrário. Salvo as excepções do estilo. 
Haja alegria, muita animação.
...Tudo em obediência, aliás, ao exemplo que vem de cima, das Angústias. Miguel Albuquerque continua a mostrar na prática como é um anestesista de eleição. Pode passar o tempo lá fora, em viagens oficiais organizadas por entidades privadas no seio das quais diz querer estar de corpo e alma.  
Veja-se o que aconteceu com a história das comemorações e não-comemorações do 25 de Novembro. Sua Majestade aplacou as iras da esquerda 'vetando' também a sessão especial no Parlamento. Mas não deixou de, com prudente discrição, aceder ao convite das desoladas hostes castrenses para tomar parte no jantar comemorativo do 25 de Novembro, no RG3.
O general chefe da tropa na Madeira não deixou de mandar uns recados àqueles que se haviam mostrado contra as homenagens devidas aos militares tombados no 25 de Novembro, tanto do lado dos comunas como do lado dos saudosistas do fascismo - foi isso que disse, na prática.
O chefe tropeiro espetou essa farpa? Pois Miguel Albuquerque não sentiu nada. O seu papel estava feito. Nesse jantar de fervor anti-comuna, até se deixou ficar na mesa bem perto de quantos lhe roeram na casaca por publicamente se mostrar contra as comemorações do 25 de Novembro, como os ex-militarões Morna do Nascimento e Nuno Homem Costa - dois superiores noutros tempos de tropa e eternos Amigos deste escriba.
Elefante maior ainda teve o novo Chefe da Tabanca de engolir nessa noite novembrista, no quartel: apanhou com o seu antecessor, Meio Chefe, durante o jantar inteiro. Calculamos que Albuquerque teve de chupar uma dúzia de Kompensans no resto da noite, porque Jardim fez de propósito e 'pegou com ele', usando o seu verrinoso humor, durante todo o serviço de rancho.
Enfim, ossos do ofício. Agradar a gregos e a troianos tem os seus custos. Porém, com o estômago que tem para ouvir e concordar simultaneamente com Abel e Caim de modo a governar 4 anos sem chatices, o nosso Presidente da Tribo já deve estar pronto para uma consoada com os mesmos comensais.

ARTE TV - Documentário sobre a Madeira

No passado dia 18 de Novembro o canal ARTE TV emitiu um documentário muito interessante sobre a ilha da Madeira – LE COMBAT POUR L’EAU ET POUR L’ÉNERGIE.
No vídeo de 44 minutos é dado um relevo muito especial às LEVADAS, que a Madeira está a candidatar a Património Cultural da Humanidade.
      
O documentário pode ser apreciado em:


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

A horas do Congresso PP


RICARDO VIEIRA E RUI BARRETO
VÃO ENTENDER-SE A TEMPO?













O congresso começa já este sábado e no Partido Popular a luz é muito baça. Desde que o nome de Rui Barreto deixou de ser indiscutível como sucessor de José Manuel Rodrigues, o que aconteceu quando João Catanho se assumiu publicamente como candidato à liderança, nunca mais se perceberam linhas de rumo nessas duas principais correntes internas. Porque a de Lopes da Fonseca parece ter preferido o banho-maria.
Rui Barreto, depois de um bom trabalho em São Bento, surgiu numa vanguarda destacada assim que Rodrigues, na noite da derrota em 4 de Outubro, anunciou que se demitiria. Mas, conforme se foram acantonando certas 'companhias' à volta do deputado, a desconfiança também alastrou. Não relativamente à pessoa de Barreto, mas tendo a ver com os seus apoiantes.
Apareceu a sensibilidade liderada pelo experiente militante João Catanho, estribada na moção entretanto anunciada pelo antigo líder Ricardo Vieira, cunhado do próprio Catanho. E a confusão disparou para todos os lados.
Em cima do congresso, há hoje figuras de proa que apoiavam Rui Barreto e agora recuam porque o deputado, além das 'companhias' referidas, encabeçaria o movimento de continuidade composto pelos actuais elementos da bancada do PP na ALM. Estamos a falar de Lino Abreu e Isabel Torres, por exemplo.
O que conseguimos apurar é que decorrem neste momento tentativas de entendimento entre as duas principais correntes, representadas pelo próprio Barreto e por Ricardo Vieira.
Chegarão a bom termo? Se não, é capaz de o partido sair dos trabalhos no Casino com uma solução do mais frágil que imaginar se possa.

Cavaco de La Palice


Depois de armar as desgraças
o homem vem recomendar prudência...





Ao início da tarde, as televisões meteram na emissão uma peça inopinada, anunciada como "importante". Quando disseram que se tratava de uma declaração do Presidente da República, quase ligámos à terra. Porque dali nunca sai nada de interessante, a não ser posições pseudo-arrogantes que já não causam impressão a ninguém.
Mas sempre ouvimos, não fosse o homem vir dizer que no início do ano evitará comer bolo-rei ou que está a pensar mandar o governo esquerdóide abaixo antes de partir para Boliqueime.
Tínhamos razão. Não era nada. O homem veio muito solene... dizer que "é preciso medir bem as palavras quando se fala do sistema bancário".
Ou seja, nada que os miúdos do 2.º ano de escolaridade não saibam. Que o funcionamento do sistema bancário é "decisivo para o funcionamento da economia e para o crescimento do emprego e da produção". Grande pensamento filosófico!
Novidade era se o antigo profe de Economia do ISCEF aprendesse essa elementaridade comezinha mais cedo, a tempo de ele próprio ter 'medido bem as palavras' quando falou em público nos seus tempos de primeiro-ministro sobre as maravilhas da Bolsa e nos mais recentes tempos de PR em que jurou pela segurança do BES. Aí é que devia ter metido a desafinada viola no saco, poupando muitos portugueses da bancarrota a que ele os conduziu com a sua conversa irresponsável.
Nunca mais vêm as presidenciais!

Em 21 do corrente


PRESIDENTE DA REPÚBLICA 
CONDECORA JARDIM


Alberto João Jardim será condecorado no próximo dia 21, por Cavaco Silva, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo. A cerimónia decorrerá pelas 11h30 no Palácio de Belém.
A mesma condecoração será atribuída ao ex-presidente da ALM, Miguel Mendonça.
Os social-democratas Guilherme Silva e Correia de Jesus e o socialista Bernardo Trindade serão igualmente distinguidos com condecorações pelo Presidente da República.

Orçamento na Assembleia






ORQUESTRA DE CÂMARA DA MADEIRA
DEVIA ACOMPANHAR OS DEBATES... AO VIVO






A melodia do Blue Establishment que, depois de ter seduzido canetas, micros e câmaras, alastra vertiginosamente à oposição, tinha muito a ganhar com uns violinos e umas trompas em fundo



Fica para a História o debate do Orçamento da Região-2016, a chegar ao fim na Assembleia Legislativa.
"Quero enaltecer, quero elogiar, quero destacar..." são expressões emergentes a toda a hora de quase todas as bancadas, em homenagem e bajulação aos secretários regionais que se têm apresentado nos assentos reservados ao governo para trocar impressões ligeiras ao som imaginário do Danúbio Azul. 
Fazemos parte do grupo que, embora satisfeito pelas mudanças na Madeira depois de 40 anos, rebentasse lá a Tabanca para que lado rebentasse, não acreditámos na Renovação prometida por Miguel Albuquerque.
Errámos. Rotundamente. O novo chefe da Tabanca, ao estender o tapete do Blue Establishment, excedeu as suas próprias promessas. 
Na área social-democrata, a Renovação é um facto, basicamente ao nível do estilo. Os deputados e o líder do PSD já não vão para as discussões parlamentares chamar 'cabrão' a este, 'louco' àquele, 'gatuno' a fulano, 'bastardo' a sicrano. Vai tudo com falinhas mansas, sem stress, com frases suficientemente ambíguas para que não suscitem críticas.
Os secretários falam das medidas orçamentadas a executar em 2016, sem nada de concreto. Fogo fátuo - literalmente. Os deputados, da maioria e da oposição, vão fazendo as suas perguntas, para cumprir o seu papel, também sem dizerem nada de nada, e os secretários, gastando até à exaustão a resposta "tem razão, sr. deputado, concordo consigo, vamos ver..." - lá vão passando incólumes como nunca se viu nesta terra.
Ricardo Vieira desfez-se ontem em elogios a Susana Prada, fazendo corar e deixando sem jeito a elegante secretária do Ambiente. Humberto Vasconcelos, que retomou a teoria dos milhões gizada pelo antecessor, está a passar hoje entre os pingos da chuva, no debate da manhã.
A oposição, salvo raríssimas excepções, intervém com pinças, para deixar claro que as suas críticas vão para o governo anterior - embora o actual já esteja em funções há meia-dúzia de meses. 
Claro que Humberto não desperdiça os passes a pingar para o coração da área, e ainda há minutos rematou forte uma assistência antipática para o 'secretário antecessor': "Pois, eu tenho pago os pecados anteriores, mas não posso pagar todos."
Até o avião cargueiro... o secretário, depois de a clique de Albuquerque ter apresentado o tubérculo-voador como uma bandeira de campanha, vem agora dizer que o problema é do empresário que falou nesse projecto, o governo, que ideia!, nada tem a ver com o assunto.
E a oposição acha que fica tudo explicado!
Se a Renovação albuquerquista já conquistara a comunicação social, a oposição também está pelo beicinho. 
Ontem, Eduardo Jesus deixou-se escorregar polichinelo abaixo, numa altura em que Rui Barreto tentava ajudar o homem a governar. Jesus chegou mesmo a utilizar a expressão "não tem água com que se lave", que, se era do mais vulgar no calão jardineirista, hoje em dia equivale a um rosário de palavrões capazes de fazer corar um carroceiro. Lino Abreu fez uma observação e-propósito e o secretário, em lugar de pedir desculpas ao visado, insistiu na sua razão, alegando ter também o direito à indignação, ou coisa que o valha.
Mas foi um arrufo isolado. Tirando os momentos desta manhã em que José Manuel Coelho falou como sabe, o ambiente tem sido de concórdia. 
Neste momento - 11.35 - Faria Nunes diz de sua justiça sobre a honra de ser secretário da Saúde. Mas tivemos de desligar o aparelho, porque começávamos a pescar bodiões e precisamos de acabar esta peça rapidamente, porque há vida natalícia para além do circo da hipocrisia. 
Há um inconveniente nesta marmelada toda em que todos estão acomodados, porque ninguém lhes tira o lugarzinho: a gente vê um bocado daquilo e, como referimos, pega no sono. Talvez mal habituados pelo ambiente de lota de outrora, estranhamos este parlamentarismo envernizado. Mas nem 8 nem 88. Sugerimos que, para o tempo que falta a este parlamento até ao Natal, e já que as missas do parto estão no terreno, Tranquada que meta a Orquestra Clássica da Madeira a actuar para servir de acompanhamento à melopeia dos senhores deputados, desde a maioria até à oposição. Uns temas de Natal vinham a calhar nesta altura.

José Manuel Coelho foi a excepção nas últimas horas, denunciando sensível desafinação com a música dos
'Albu... queques'.



quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Programa



Farisaísmo do piorio



REGEDORES DE LISBOA ACHAM 
QUE OS DOENTES SÃO TURISTAS


Se um dia alguém decide estabelecer uma taxa de imbecilidade aos crânios que andam ali dentro, Lisboa ganha verba para umas obrazinhas.

O assunto passou. Deixá-lo. Perdoai-lhes que não sabem o que fazem. Assim pensámos. Julgámos que os papagaios da Câmara de Lisboa tal como os modernos engraxadores da comunicação social - que não do jornalismo - pudessem estar a papaguear sem dar atenção ao conteúdo da 'notícia'. Maquinalmente. Por hábito de adular e negociar. Mas a insistência na tecla gastou-a durante 3 ou 4 dias e temos de vir aqui em breves linhas manifestar os engulhos advindos da escabrosa situação. 
O ponto a que chegou o farisaísmo dos pára-quedistas da política e seus 'assessores'!

A Câmara de Lisboa decidiu fazer o 'grande favor' aos doentes obrigados a ir àquele bairro mal-amanhado da Europa - decidiu fazer o favor de isentar os doentes da taxa municipal turística de dormida quando lá pernoitam para efeitos de tratamento. O doente não paga esse imposto. E o acompanhante, se houver, também não. É o que está a ser discutido hoje por lá.
Mas que dádiva dos regedores alfacinhas! 
E eles apregoam este grito de solidariedade com uma cara tão séria que quase apetece protestar: ei, ei, mas então essa gentinha vai de passeio a Lisboa, fazer um tratamentozeco do foro oncológico ou outro, de aviãozinho, pensão, e depois não paga taxa?
O assunto é demasiado sério - e politicamente sujo - para conseguirmos tornear o negrume e o desumanismo daquelas cabeças. 
Só deixamos um desejo: que haja cada vez menos pessoas a ter de fazer essas visitas a Lisboa. Visitas que, para os regedores lá do sítio, não passam de deslocações 'turísticas'. 
Se eles isentam alguém da taxa de turismo, é que o isentado é considerado turista, não é?
Esse 'altruísmo' dos regedores da capital está, pois, a ser votado hoje na Câmara de Lisboa. Às tantas, ainda entendem que podem tirar uns eurozinhos aos 'turistas' frequentadores de institutos de saúde onde ninguém quer pôr o pé. 
Eles dirão: então, estamos a corrigir uma situação errada!
E nós: mas os doentes pagavam mesmo taxa de turismo?
Ao que chegámos!

Académicos e pais cumprem tradição








MISSA DO PARTO NO LICEU

Vigário Geral apela a uma cultura de proximidade 








Texto e fotos: Liceu do Funchal

terça-feira, 15 de dezembro de 2015


CÁSSIA



Nome científico: Senna pendula var. glabrata
Nome vulgar: Cássia
Porte: Arbusto
Família: Caesalpinaceae (Leguminosae)
Origem: América do Sul (Brasil e Paraguai)
Morada: Jardim Botânico José do Canto – Ponta Delgada – Ilha de São Miguel


Cássia (Senna pendula var. glabrata)


Jardim Botânico José do Canto
 Um jardim romântico no coração de Ponta Delgada

Texto e fotos: Raimundo Quintal

Aí estão as fotos do PPD




FOI MUITA GENTE AO JANTAR, MAS AS BANDEIRAS E AS GARGANTAS FICARAM EM CASA





Temos sido impiedosamente metralhados por causa do tradicional jantar de Natal do PSD realizado sábado passado no Tecnopólo. Quase que insinuam andarmos a esconder o 'fiasco' que muitos garantem ter sido aquele convívio santificado, 'insucesso' invulgar numa família tão unida como o Laranjal.
O problema é definir o que é que se entende por fiasco. Se formos pelo número de pessoas presentes na paparoca - 10 euros por cabeça -, então é injusto falar-se em fracasso. Podem cochichar p'raí que estamos a fazer o jogo do PPD, mas, que se lixe a bicicleta, a verdade é que havia no Tecnopólo perto de 1.200 comensais. Dito e garantido por um elemento confiável, um laranja que não é muito de 'dar água a pintos'. Portanto, se ex-Meio-Chefe levava 2 mil almas à festa de Natal, estas 1.200 de agora não envergonham.
Agora se o critério de aferição do sucesso-insucesso for a animação, a velha alma laranja, o ruído onde ninguém se entendia e os copos escorriam a bar aberto, com bebedeiras de meia-noite - e era assim que o PPD lá ia ganhando tudo -, então aquilo de sábado à noite foi um velório. 
Uma tristeza.
Mas estavam lá deputados, os do Continente e tudo, como Sara Madruga, havia os secretários, não se sabendo já quais são os militantes e os independentes como o do Turismo, que esteve ausente, enfim, gente conhecida. 
Mas tudo muito comedido, comparando este '8' com o '88' da velha senhora. Desta vez, as pessoas até podiam conversar à mesa, que se faziam ouvir bem. De meio jantar para a frente, com o vinho da região a esgotar-se, as vozes sempre se elevaram um pouco. Mas nada comparável com o arraial à moda troglodita.
Quem viveu o antigamente estranhou. É que nem bandeiras do Laranjal havia no iconoclasta serão partidário. Tirando o cenário do palco, só os guardanapos eram laranja. A ponto de companheiro Vasco, salvo seja, ao tentar puxar pela audiência ao som do Galáxia, ter metido água ao gritar, como na Herdade: "Levantem as bandeiras! Quero ver essas bandeiras no ar!"
Quais bandeiras. Não havia uma que fosse! Uma bronca embaraçosa para todos. Mas companheiro Vasco não se desarmou: "Levantem os guardanapos! Quero ver esses guardanapos no ar!"
Os laranjas largaram os talheres e então fizeram a vontade ao animador. Mostramos aqui abaixo uma foto com esse pormenor.
Já se sabe que os discursos do novo líder Albuquerque também não são de levar os militantes aos píncaros da euforia. Mesmo com cheiro a Festa natalícia, ele discursa e quem não estiver atento julga que ele está a proferir uma conferência sobra o contributo da fotossíntese para o amanho da terra aos regos horizontais.
Foi assim no sábado. Ninguém nos consegue recordar uma frase, uma ideia do discurso presidencial, para colorirmos isto.
Pronto. Cá estão as cartas na mesa. Cada um que diga agora, em consciência, se a festa foi um sucesso ou se foi esse fiasco que muitos apregoam. 



Miguel discursou e ninguém nos
consegue reproduzir uma frase ou uma ideia dele.

Vasco pediu 'bandeiras no ar'. Só
havia guardanapos laranja para agitar.

O PTP e a água de rega




Projecto na ALM



O mercado a funcionar


Despacho de última hora: o nosso agente K-Especial, após esgotantes investigações, descobriu a situação originalíssima descrita na peça abaixo. Uma nossa colega jornalista que faz concorrência ao próprio namorado, criando uma empresa de navegação, e um empresário que daqui a dias poderá ter carteira de jornalista! Falamos do nosso amigo par muito 'in' Bruna-Luís. Sem dúvida que temos o mercado a funcionar, com as suas surpresas e a sua criatividade. Mas é curioso, indiscutivelmente. O nosso K enviou-nos cópia das escrituras que fundamentam a sua desconcertante história. 


A AGENTE DE NAVEGAÇÃO BRUNA MELIM
E O JORNALISTA LUÍS MIGUEL DE SOUSA



Não houve nenhum lapso no título deste post. Também não é mais um dos trocadilhos da Fénix. Tampouco é efeito secundário dos festejos natalícios. É a mais pura das verdades. Também não acreditávamos quando nos contaram pela primeira vez, mas é a mais pura das verdades. A jornalista Bruna Melim, que tem funções de coordenadora na RTP-Sousa, perdão, RTP-Madeira, abriu uma empresa há duas semanas que faz concorrência às empresas do seu namorado. Chama-se «Nauline» e vai prestar «serviços de agenciamento de navios, corretagem de navios e cargas, bem como à actividade de transitários de transportes marítimos, aéreos ou terrestres, fretamento de navios e actividades relacionadas com os transportes marítimos, bem como à prestação de serviços de natureza logística e operacional que inclui, nomeadamente, operações de recepção, armazenamento e expedição de mercadorias». Gerente única: Bruna Manuela Sousa Melim.
Não sabemos se de rebendita, apenas meia dúzia de dias depois, Luís Miguel Sousa, namorado da jornalista da RTP-Sousa, perdão, da RTP-Madeira, assumiu o controlo de uma empresa do sector profissional a que está desde sempre ligada a sua namorada. Especificando, comprou a empresa de edição de jornais «Rua dos Netos Notícias 27», sociedade que geriu o extinto Notícias da Madeira e que até aqui estava na mão de Jaime Ramos e de uma mão cheia de empresários da Madeira Nova (Avelino Farinha, Carlos Pereira, Luís Camacho, António Henriques e Sílvio Santos). O gerente único desta empresa é Luís Miguel da Silva Sousa, que, presume-se, para editar jornais, vai pedir carteira de equiparado a jornalista. Aos 55 anos de idade, é toda uma nova carreira profissional que se abre ao «Dono da Madeira». Bem-vindo ao ofício, Luís Miguel, ou, se preferir, colega Luís Miguel.
Só nos sobra uma dúvida: qual dos dois jornais diários da Madeira é que o homem dos barcos vai comprar? Quem souber que responda, que eu já estou baralhado. É o mundo todo ao contrário.

K-Especial

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O Santo e a Saga



Especulação como em 1929


Vamos ter calma com o Banif 




Como acontece sempre que um banco é pólo de notícias que atentem contra a sua credibilidade, os depositantes e os accionistas tendem, compreensivelmente, a correr atrás dos seus haveres.
A Madeira passou por uma terrível experiência dessas em 1929-30, na sequência de uma onda de boatos cirurgicamente postos a correr para levar o banqueiro Henrique Figueira da Silva à falência. O que acabou por acontecer efectivamente, com a conivência de um conhecido inimigo das ilhas, o conhecido Oliveira Salazar, que facilmente poderia ter evitado a bancarrota que se generalizou a toda a Madeira e cujas consequências perversas levaram décadas a ultrapassar - e mal.
Esta tarde, agências do Banif como a da Ribeira Brava estão a ser invadidas por depositantes exigindo o seu dinheiro. Tal como aconteceu em Novembro de 1929. Para vencer os boatos de falta de liquidez, o banco funchalense pôs carrinhas a transportar dinheiro para acorrer aos compromissos.
Perante notícias especulativas e irresponsáveis que têm saído à rua, é imperioso e urgente que as entidades governativas, o Banco de Portugal e o próprio Banif apresentem explicações para o que está a acontecer - e explicações muito claras. 
Como dizemos acima, há experiências passadas que devem ser tomadas em conta.
É que, por este andar, a tragédia não tardará mesmo a chegar. Quando se sabe que a situação pode ser controlada.

Bateu e fugiu


ATENÇÃO, OFICINAS!
ALÔ, SANTA LUZIA




Eram 4 da manhã de domingo quando o artista, como várias vezes foi ouvido, subiu a Rua do Pina a alta velocidade, fazendo travagem e arrastada de pneus ao virar para a Travessa do Pina. Só que, desat vez, não seguiu o 'troço cronometrado' assustando a vizinhança como ameaça à segurança pública que é. Desta vez, o estado do acelera àquela hora da madrugada não deu para mais senão ir embater numa viatura que estava parada e que teve mais azar do que as outras que se encontravam à frente e atrás, na fila. Muitos vizinhos ouviram a pancada, mas ninguém teve tempo de identificar o automobilista, porque afinal não passa de um selvagem convicto de que não precisa de respeitar deveres para viver integrado numa sociedade.
Sim, o selvagem fugiu. Ao longo do domingo, não teve um rebate de consciência que o levasse a acusar-se, mesmo fora de perigo de soprar o balão. Já vamos na manhã de segunda-feira e nada.
Do irresponsável acelera, aparecem apenas os 'estilhaços' da tinta 'cinza claro' do seu ameaçador veículo, certamente posto a recato que dificulte a identificação do artista. 
O caso deste 'presente de Natal' que o marginal deixou a quem tinha a sua viatura quieta obviamente está nas mãos da Polícia de Segurança Pública, que acorreu ao local para seguir os trâmites da ordem.
É por isso que se pede às oficinas eventualmente contactadas ou a algum mestre a quem entreguem o caruncho de dar um retoque no carro 'cinza' - pede-se que não protejam esta forma criminosa de lidar na estrada e contactem a PSP.
Quanto aos vizinhos de Santa Luzia que tenham cuidado com os seus automóveis que deixam estacionados à mercê de um indivíduo que, para voltar a casa de madrugada, sobe a Rua do Pina e guina para a Travessa do Pina, para aí deixar o carro ou fazer apear alguém que precise de boleia a essa hora. Havendo também a possibilidade de descer Santa Luzia para ali recolher a quartéis... e ao estacionamento.
É que ninguém está livre destes bárbaros anti-sociais. E, como se vê, neste momento anda criminoso à solta!