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sábado, 27 de agosto de 2016

COELHO ACUSA CAFÔFO

                   


                     





Bombeiros Municipais do Funchal não recebem horas extraordinárias

José Manuel Coelho, diz que não basta dar palmadinhas nas costas e tecer elogios aos homens e mulheres que arriscaram a sua vida no combate aos incêndios, há que compensá-los monetariamente, com o devido pagamento das horas extraordinários. 
Os Bombeiros Municipais trabalharam 24 horas sob 24 horas para defender as populações e seu respectivo património nos últimos incêndios e agora não têm direito a receber horas extraordinárias, consideramos isso uma ingratidão. O Presidente da Câmara arranja dinheiro para contratar bandas de músicas com cachês milionários e não arranja verbas para compensar estes nobres homens e mulheres?! Há aqui uma clara má vontade política de Paulo Cafôfo.
Texto PTP

Com jeito vai... de catamaran



SERÁ VERDADE?





Leitor repórter



Praça do Povo, uma vergonha de jardim à beira mar plantado







Anexo estas belas fotos, da nossa grande sala de visitas, localizada na cidade do Funchal e denominada Praça do Povo.

O que me leva a tomar esta posição, é devido a muitos comentários negativos, feitos por estrangeiros na esplanada "O Verdinho" que não abona em nada a nossa cidade. 

Como: "miserable garden.... ", "it's garbage", etc.etc. etc.

Perante esta vergonha de jardim, resta-me solicitar a quem de direito na manutenção do mesmo que tenho o brio de o pôr como deve ser.

Neste momento, não sei se ainda é "A Túlipa" a fazer manutenção naquele jardim e se o é, já é tempo de "A Túlipa" ter brio naquilo que faz. Se não tem profissionais à altura que trate de os arranjar e não se esqueça que é o erário público que está injetado naquele espaço.

Sei que muitos condomínios já colocaram aquela empresa fora, devido aos senhores jardineiros nada fazerem.

Ao Governo Regional da Madeira e Frente Mar que tenham também brio na sua "sala de visitas" , porque é aquela "sala" que recebe todos os que chegam à ilha, através de mar e todos nós que desembarcamos ao chegar à cidade por transportes terrestres.

O que me choca mais é não haver nenhum dos cérebros que governam esta Ilha ter OLHOS para ver toda aquela vergonha.

Não se esqueçam que vem a Festa do Vinho a caminho.

Afonso Taboeira 




sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Apupos em fase de ensaio




MIGUEL ALBUQUERQUE RODEADO DE INCÊNDIOS
POR TODOS OS LADOS




Fogos

Autárquicas

Banif



A semana louca dos incêndios não acabou. Pelo contrário, foi só um começo dos fogos a que Albuquerque terá de acorrer doravante, queira ou não queira






Quase diríamos que também um fogo nunca vem só. Desta vez, os incêndios que há duas semanas chamuscaram visivelmente a imagem de Miguel Albuquerque deixaram no ar faúlhas que estão a pegar mais lume ao caso dos lesados do Banif e aos primeiros 'ameaços' de eleições autárquicas. Isso a par de alguns reacendimentos preocupantes. E sempre com as chamas a queimar os pés ao líder do PSD e presidente do executivo.
Quando tentou, com sucesso, subir ao topo da carreira política, Miguel não deve ter pensado que um dia lá teria de ser, um dia seria preciso governar. Convenceu-se de que poderia ficar todo o mandato a imitar aquele futebolista que apresenta o melhor estilo no equipar e no correr, porém revela falta de jeito quando chamado a intervir na jogada. O chamado jogador sem bola. Não. Miguel Albuquerque está finalmente convocado para governar com bola. Uma bola escaldante.
Nas últimas horas, o chefe do GR e do PSD passou por duras provações. É questão de lermos a excelente e concludente reportagem do DN sobre a manif dos lesados do Banif, ontem. À saída do Palácio de São Lourenço, onde se 'refugiara', o chefe do governo passou as passas do Algarve. Era dia de vaia. E Albuquerque foi apupado à mistura com os chefões do Santander. Perante o cerco montado, Albuquerque tentou fugir à inflamada questão Banif com a pueril desculpa de que já fizera o que lhe era possível: enviar cartas a Marcelo e a Costa. Coisa que qualquer cidadão podia fazer, já que o presidente do governo da Madeira tem hoje tanto peso em Lisboa como tenho eu ou o Amigo Leitor. Depois, lá foi arengando que não quer enganar ninguém prometendo soluções... 
Cuidado! O incêndio Banif avança em várias frentes no Funchal e a Quinta das Angústias será uma delas, quando os espoliados resolverem chamar a contas os que andaram pelas comunidades de braço dado com o Banif aconselhando quem guardara dinheiro de trabalho árduo a comprar produtos tóxicos que acabariam na lixeira da banca falida.

O PSD-M debate-se com várias frentes de incêndio. Por mais que Albuquerque e Rui Abreu queiram adiar, fingindo não perceber a coisa, o problema é que por todo o lado há gente a soprar as brasas das autárquicas. Isto agora em São Vicente foi apenas um lamiré. Apertado à margem da sessão solene concelhia, chefe Albuquerque teve de pronunciar uns elogios ao presidente da Câmara, José António Garcês, que nas eleições anteriores correu com o PSD-M do poder lá no concelho. Parece que Albuquerque afirmou mesmo que Garcês é autarca exemplar. Pelo pouco que percebemos da conversa gaga do presidente Miguel, nada está decidido ainda quanto às próximas eleições em São Vicente. Não? Seria o chefe laranja capaz de mandar os militantes nortenhos apoiarem agora quem, cavalgando um processo de dissidência interna, derrotou o seu ex-partido nas últimas eleições, aliás num ambiente de cortar à faca? O PSD cometerá a inédita gaffe de não ir a jogo? E o desastre que se adivinha outra vez em Machico? E em Santana? Como será Santa Cruz? E o Porto Santo, onde a oposição ao presidente socialista só é feita dentro do próprio PS, já que o laranjal desapareceu? 
Dou aqui um jeitinho ao meu Amigo Albuquerque: não falo do Funchal. Não falo do Funchal que é melhor. Ou será que, à semelhança de São Vicente, os crânios do PSD estarão a pensar em apoiar Paulo Cafôfo? Já dizia o livrinho maoista de instruções: se não podes com ele, junta-te a ele. 
Mas tenho de perguntar: as cúpulas do PSD têm a consciência de que o partido está dividido em dois? Admitem que em certos concelhos muitos social-democratas votarão ao contrário? Já pensaram que, fatalmente, qualquer candidato em qualquer concelho será bom para metade dos eleitores PSD e mau para a outra metade? Não se questionam ao verem que, nos concelhos ganhos por forças adversárias, praticamente não há oposição social-democrata?
Então? Que fazer para superar estes berbicachos? As eleições são já depois da Festa. Vem o Carnaval, a Páscoa, e eis uma briga sem quartel.


Ora! Albuquerque estará certamente fiado na vantagem que julga ser a inexistência da oposição. Acha que lhe serve às mil maravilhas a bagunça em que se tornou a política regional - e não apenas regional. O próprio Albuquerque vai ao parlamento e, sem dizer nada nem nada ouvir de incómodo, salvo em raríssimas ocasiões para variar, volta para os jardins do Blue Establishment convicto de que tem a situação na mão. 
Como diz o brasileiro, anda tudo 'numa boa'.
Cafôfo põe o braço por cima do Presidente da República, para 'roubar' Marcelo a Miguel Albuquerque, e vão ambos, Paulo e Marcelo, por aí pr'a lá como quem vai de uma tasca a caminho da próxima. 
Qualquer bicho careta do governo lisboeta que visita a Madeira leva logo, ninguém percebe a que propósito, com Carlos Pereira do PS ao lado, na hora das fotografias; e este esquisito protocolo repete-se ante a passividade do governo regional, que tem o papel de interlocutor do visitante. 
Cafôfo e Miguel, seja onde for, correm atrás dos media - o contrário do que acontecia outrora. Viva o boneco na TV e no jornal.
Tudo 'numa boa'. 
O PSD tem ao serviço um alto quadro que, à uma, é secretário-geral do partido e braço direito de Albuquerque nas Angústias! 
Os pequenos partidos, com cada vez menos espaço na TV e nos jornais porque não interessa dar voz a quem diz mal do governo e da Câmara do Funchal, desapareceram da actualidade oficial. 
Carlos Pereira, ao menor espirro no Funchal, anuncia que vai pedir uma reunião em Lisboa com um secretário de Estado qualquer... e depois marca conferência de imprensa para anunciar uma linha de crédito de alguns milhões, sem o menor efeito, claro está. A propósito, ando 'à rasca' com um torcicolo de tanto olhar o céu na esperança de ver os testes de avião no combate aos incêndios, que Pereira anunciou em 'antecipação' ao governo, merecendo a correspondente manchete no DN.

Albuquerque perscruta o panorama e diz: está no papo, vão ser mais uns anos a caçar e a passear. Pelo que toca à oposição, é capaz de ter razão. O PS é Carlos Pereira. Logo, há pouco PS. O PP tem líder que não é bem líder, por não ser líder definitivo, e tem um que devia ser líder e deitou tudo a perder. Um partido oposicionista que não é carne nem peixe. No tocante aos meus conterrâneos e Amigos do JPP, o 'assunto' era para estar mais risonho nesta altura do campeonato. Em todo o caso, um desgaste que se veja virá muito longe ainda e não é inevitável. Os restantes partidos, mais pequenos, estão com vida difícil.
Albuquerque diverte-se com esta oposição. O diabo é que são cada vez mais os movimentos populares bem sucedidos, que põem paulatinamente os políticos carreiristas na rua. Em todo o lado, em todas as latitudes. E a Madeira não tem sido excepção, conforme documentos juntos. 

Albuquerque não deixou passar a cena dos apupos, ontem, sem acusar o toque e vociferar: esses que andam nas redes sociais não sabem do que estão a falar. Possivelmente tenha razão. Mas precisa de se convencer de que também já ninguém acredita nas lamentáveis dissertações do 'cronista' Miguel semanalmente (ou quinzenalmente?) num jornal diário. Gastar aquele espaço com agradecimentos de cima a baixo a quem trabalhou nos incêndios e a descrever o que o governo fez, como se não fosse obrigação do governo trabalhar - isso seria artigo aceitával se assinado por um presidente de junta de freguesia. De um presidente de governo esperava-se que dissesse coisas novas e grandiosas, que deixassem o povo confiante. 
Se V. Ex.ª reparar, o governo tem visitado bombeiros, tropas, polícias, GNR, voluntários, desalojados - a todos agradecendo a postura nos incêndios. E dessa gente toda não vimos uma alma tomar a iniciativa de agradecer o que quer que fosse ao governo.
Voltando à vaca fria, seria útil a Miguel Albuquerque se ele, mesmo durante o jazz ou o chá no palácio, desse um pouco de atenção às redes sociais. Usando o iPhone, por exemplo. É que as coisas estão a mudar. Velozmente. Esconder fragilidades partidárias e governativas na 'comunicação' oficial, ainda por cima com a gente a pagar, já não é suficiente, nem pouco mais ou menos.

Acordem os oposicionistas tradicionais ou avancem independentes à luta, o PSD-M não tem grande futuro. Este PSD-M. Na verdade, não foi o PSD de Albuquerque a ganhar o partido, foi o PSD de Jardim a perdê-lo.
O próprio partido laranja arde em lume brando. Dali sairá incêndio de proporções consideráveis. Depois dos próximos pequenos fogos de percurso, tipo Hospital, ferry, reflorestação, banana, gado na serra, prevenção perante as possíveis derrocadas do Outono, desemprego, pobreza - a grande fogueira, alimentada por esses lumes, vai manifestar-se nas autárquias do ano que vem, podendo atingir proporções descomunais no congresso laranja que se seguir. 
Fica já lavrado aqui: se Miguel Albuquerque conseguir apagar os incêndios que lhe cercam o mandato e, saindo 'vivo' desta calamidade governativa-partidária, levar o seu partido à vitória, então ele é um grande político e a gente é que não percebe nada disto. Não teremos pejo em o reconhecer na altura. Serei o primeiro a reconhecer publicamente que Albuquerque não é só estilo, também sabe jogar com a bola nos pés. 
Mas, se querem que antecipe uma opinião empírica, arrisco sim senhor: não acredito nada na recuperação do PSD-M.

JARDIM BOTÂNICO JOSÉ DO CANTO


REFÚGIO DE ÁRVORES NOTÁVEIS
Dos quatro cantos do Mundo
Figueira-folha-de-nespereira (Ficus saussureana)
da família das Moráceas, originária de África desde a Guiné até o noroeste da Tanzânia
Figueira-do-mar (Ficus superba) da família das Moráceas,
originária do sudeste e do leste da Ásia



UM JARDIM ROMÂNTICO NO CORAÇÃO DE PONTA DELGADA, Aguardando sua visita




Texto e fotografias: Raimundo Quintal

"CONTRATOS INTERESSANTES"




Recebemos de um Leitor o texto que publicamos aqui:


Seria interessante perguntar à APCA, na pessoa do Sr. Maurício Marques, questões como as seguintes:

Relativamente aos processos de contratação de serviços abaixo indicados realizados pela APCA agradecíamos indicação das entidades que foram convidadas a apresentar propostas em cada um desses processos de aquisição de serviços, e dessas empresas convidadas, as que apresentaram propostas indicando os respectivos valores propostos.

Serviços de Gestão Global do Projecto Aprender a Madeira – adjudicado a  7 de Janeiro de 2014 à BrainCounts Lda.

Serviços de Comunicação e Divulgação do projecto Aprender a Madeira – adjudicado à FepDesign Lda, em Janeiro de 2014

Assessoria de Coordenação Científica do Projecto "APRENDER A MADEIRA", adjudicado a 7 de Janeiro de 2014 a José Eduardo Franco

Contrato de Prestação de Serviços de Inventariação, Recolha, Classificação e Digitalização do Conteúdos do Património Imaterial para o Projecto PATRISIG – adjudicado a Joint Culture, Lda em Fevereiro de 2011

Contrato de Prestação de Serviços de Aquisição de Conteúdos Audiovisuais, Musicais e Banco de Imagens PATRISIG adjudicado a Almasud Records em Fevereiro de 2011

Das respostas, que aliás são passíveis de verificação no portal da contratação pública, ver-se-ia que o senhor em causa na prática não cumpre a lei e recebe dinheiros que depois redistribui entre as várias empresas de que é sócio ou da mulher ou de amigos sempre num circuito bem fechado. recebe dinheiros comunitários e depois faz subcontratos e adjudicações sem cumprir a lei. Mas investigando ainda mais e juntando as muitas empresas novas que entretanto foi criando já na era da Mudança então a história fica mesmo em grande. Basta ver um dos contratos que a Associação de Municípios fez com uma empresa que recebe milhares de euros por mês só para ver se há fundos para se concorrer.

PS - Fénix terá todo o gosto em divulgar qualquer esclarecimento que o nosso Amigo Maurício deseje divulgar.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

SEM PALAVRAS


PROGRAMA SOBRE A CALHETA
...GRAVADO ANTES DOS INCÊNDIOS



O incrível volta a atacar na Levada do Cavalo.


A RTP-Madeira tem no ar, agora mesmo, um programa daqueles que vem anunciando para dedicar a todos os concelhos. Mas... nem sei como abordar o assunto sem passar a ideia errada de perseguição. Não é que...
...Não é que o programa de hoje começa mostrando uma legenda com um ponto de ordem abstruso, avisando que o mesmo programa, sobre o concelho dos mais fustigados pelos recentes incêndios, foi gravado... antes da ocorrência dos recentes incêndios?!
Mas pode-se ficar a ouvir falar da martirizada Calheta sem que a tónica do programa seja precisamente o ponto da situação e as formas diversas de os participantes apontarem as soluções - e os tipos de prevenção - no domínio do doloroso caso dos incêndios?
Imagine-se a audiência à frente de um televisor quando se lê semelhante aviso: foi gravado antes dos incêndios! 
Como é que se pode relevar os méritos - justíssimos - desta série de programas descentralizados quando eles enfermam da ausência de uma das pedras basilares da informação, a ACTUALIDADE? 
Era só. 
Satura insistir nos mesmos temas, é verdade. Mas ficar calado num flagrante deste jaez soaria mal. 
Sério! Por que diabo não se limpa simplesmente a gravação e se convida outra vez as pessoas, de preferência num directo em estúdio, para vermos um debate actual, urgente? A RTP iria à falência? A Calheta tem os problemas do seu quotidiano, extra-incêndios, que é preciso debater. Sem discussão. Mas fazer um debate nesta altura do campeonato sem colocar os incêndios à frente de tudo o resto, faz favor, não, obrigado. Fiquem com o desperdício, que a gente paga. E quando puderam deixem-se de brincar com coisas sérias.
Finalmente, se o programa teve o cuidado de plasmar a legenda sobre a "gravação antes dos incêndios", a gente aqui diz apenas: "sem palavras". Ou, quando muito: "o incrível volta a atacar na RTP-M".
PS - Quanto a temas sobre a RTP-M, vou de férias uns tempos largos. A não ser que apareça algum flagrante muito, muito ACTUAL.

Pós-incêndios



CARLOS PEREIRA REUNIU-SE

COM SECRETÁRIO DE ESTADO



Linha de crédito de 12 milhões euros para apoiar economia regional após os incêndios




O presidente do PS-M esteve, esta tarde, reunido com o secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, onde ficou estabelecida uma linha de crédito de 12 milhões de euros para apoiar a economia regional, que foi afetada pelos incêndios, nomeadamente hotéis, restaurantes e  outros espaços comerciais.
Carlos Pereira reiterou que esta  "é uma ferramenta importante, uma vez que 70% da linha de crédito é sem juros, ou seja, só 30% é que representa risco para o banco, o que facilita o acesso por parte de quem precisa".
O líder do PS-M afirmou que é necessário apresentar, urgentemente, uma candidatura para o fundo solidário da União Europeia, mas para isso é necessário que os dados dos prejuízos sejam consistentes, lembrando ainda que a Câmara Municipal do Funchal já revelou que os custos irão rondar os 65 milhões de euros.
Por outro lado, lamentou o facto do Governo Regional ainda não ter apresentado o levantamento dos prejuízos, uma vez que urge entregar os respetivos dados ao Governo da República, para que a Região possa receber, rapidamente, os apoios de Bruxelas.
Refira-se também que o presidente do PS-M esteve reunido, esta tarde, com o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.
Texto PS

PTP: exigências absurdas na pecuária e na agricultura destroem economia rural

                       



José Manuel Coelho foi defender os agricultores às portas da Secretaria que tutela o sector. 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

PETIÇÃO


Normalmente, há um certo preconceito ao analisar acontecimentos envolvendo as forças da ordem. Mas, nos casos de litígio, a razão não está sempre do lado dos civis. É importante que a Justiça seja imparcial, porque todos, agentes e civis, somos cidadãos deste País. E um erro perigoso seria retirar o moral e a dignidade dessas forças organizadas para nos defender. É de todo o interesse ler o texto constante deste link e depois cada qual agir conforme entender.


http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT81548

São barões socialistas a garantir



CAFÔFO PREPARA
ENTRADA TRIUNFAL NO PS




Notáveis do PS garantem saber que o Mayor do Funchal se prepara para seduzir influentes internos do partido com cargos municipais. A ideia seria ter do seu lado, na hora certa da disputa, os colaboradores mais próximos de Carlos Pereira



Entre socialistas experientes na vida política regional corre a notícia de que o actual presidente da Câmara do Funchal decidiu acelerar a criação de condições para entrar como militante no PS-Madeira e a partir daí lutar pela liderança do partido. Segundo nos confidenciam, Paulo Cafôfo arrancou já com o plano para ganhar a presidência do partido que o indicou para candidato à CMF. Objectivo: disputar em 2019 as eleições regionais no papel de challenger de Miguel Albuquerque.
Esta investida de Cafôfo consiste - dizem as nossas fontes - em seduzir elementos da máquina partidária de Carlos Pereira para o lado autárquico. Foi-nos dada como certa a indicação do nome de Bruno Pereira, que é presidente socialista da Junta de Freguesia de São Gonçalo e responsável pelo Gabinete Autárquico do partido, para integrar os quadros da Frente Mar do Funchal. Mas há ainda uma outra figura muito bem relacionada com as bases do partido na calha para o mesmo lugar: Amândio Silva, conhecido socialista de Câmara de Lobos e há vários anos funcionário na Praça Amarela, pelo PS.
Bruno Pereira e Amândio Silva são dados como certos na Frente Mar, pois. Mas há outro socialista que a equipa Cafôfo-Iglésias também pretenderia colocar sob a sua alçada e na mesma estrutura: Olavo Câmara, líder actual da Juventude Socialista. É um rumor que corre entre os mesmos barões, sem certezas.
Não conseguimos confirmar as informações. Mas temos a certeza de que existe entre alguns notáveis do PS esta convicção sobre o 'assalto' de Cafôfo, em curso. Segundo esses notáveis, a estratégia visa atrair figuras influentes na máquina do partido - incluindo a JS, pois - para fundamentar melhor o movimento de apoio a Cafôfo. O isco é a Frente Mar. 
Depois, com a actual direcção de Carlos Pereira fragilizada pela fuga de colaboradores directos, estaria na hora de o actual edil funchalense filiar-se a tempo de entrar num congresso com a missão de 'salvar o partido'.
A ser tudo isto verdade, Paulo Cafôfo e os seus mais directos colaboradores estão a ver melhor a 'cena' do que julgávamos.
Uma coisa é certa: o actual líder Carlos Pereira nunca pareceu dar importância aos avisos sobre o 'perigo' Cafôfo. E certamente não será agora que o fará.

Mundo às avessas



ZARAGATA DIPLOMÁTICA

Em Ponte de Sôr houve pé-de-vento de criar bicho com a terrível consequência de deixar um rapaz de 15 anos, com uma vida inteira pela frente, entre a vida e a morte. Já lá vai uma semana de coma induzido.
Então, toca a interpretar o caso como assunto diplomático, já que os agressores do Ruben são filhos do embaixador do Iraque em Lisboa. Os jovens não invocaram imunidade diplomática? Pois a Polícia diz que os libertou nessa base, por disporem desse estatuto.
Os dois rapazes deveriam estar detidos à espera do andamento do processo, como a justiça faz com toda a gente que caia em semelhante pecado. Há países onde fazem pior: acusam o malandro estrangeiro de, além do mau comportamento, terem uns gramas de pó no bolso e toca a andar para o cadafalso, de nada valendo os apelos do país de origem do arguido, dos outros países e ONGs ocidentais e até do Papa: é mandá-lo desta para melhor e não há mais conversa.
Claro que esta conduta não é exemplo e não devemos sequer pensar nela. Agora não podemos deixar passar em claro uma agressão do tamanho da que se registou em Ponte de Sôr. O pai dos rapazes e o próprio Iraque dizem que os jovens actuaram em legítima defesa. Com toda a certeza os dois passaram um mau bocado no bar onde todos se encontraram, já que o grupo onde supostamente se encontrava o Ruben entendeu 'pegar' com os filhos do embaixador. Deve ter sido bastante dessgradável e se calhar perigoso. Agora dizer que atropelar um jovem de 15 anos que está sozinho na rua, de propósito, e depois agredi-lo com pontapés na cabeça claramente para o matar, dizer que isso é legítima defesa, faz favor. Estão a defender-se de um corpo inerte batendo mais no corpo inerte? Isso não é diplomacia nem legítima defesa. É a brutalidade de uma zaragata pós-arraial, infelizmente banalizada.
Oficialmente, diz-se que o princípio da imunidade diplomática foi determinado pela Convenção de Viena (1961) para proteger os diplomatas de "abusos, coacção ou pressões nos países onde estão a trabalhar". Ora, onde é que, neste caso, o embaixador, que é o diplomata - mas mesmo os filhos - sofreu abuso, coacção ou pressão?
Sem ser entendido em Direito ou em Diplomacia, é isto que o cidadão pensa. Os rapazes devem ser julgados como quaisquer outros e ser condenados ou absolvidos. Mais nada.
Isto de imunidades!... Já a parlamentar sempre me fez espécie. A imunidade devia servir para proteger os políticos vítimas de perseguição ou repressão no âmbito do seu desempenho parlamentar ou outro. Mas é aproveitada para imunizar os ditos-cujos que fazem as leis nas suas safadezas contra os outros. Enquanto o comum dos mortais vai para os bancos dos réus, os gajos fazem-nos patifarias e ficam a rir.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Hospital novo



GRUPO DE TRABALHO A MEXER
MAS ALBUQUERQUE ATRAPALHA




Correia de Campos, Faria Nunes e Dírio Ramos andam pr'aí em reuniões no Funchal relacionadas com a construção do futuro hospital. O antigo ministro da Saúde (em dois governos nacionais) foi visto com os dois madeirenses e outros quadros do sector, tendo um deles confirmado ao Fénix que o motivo das andanças é mesmo o hospital, que "está a andar, está a andar".
O que o nosso homem de serviço não pôde deixar de ouvir foi um desabafo lá do meio do grupo de trabalho sobre Miguel Albuquerque estar a empatar o processo. O presidente do governo "está com umas coisas que só servem para dificultar as coisas", ouviu o nosso repórter.
E mais não apurou a reportagem de rua - e já não foi pouco.

Participação feita na Polícia


Mais uma vez o Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha foi assaltado

Sábado, quando os voluntários da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal chegaram ao Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha para mais uma jornada de rega das pequenas plantas endémicas, encontraram a área da nascente vandalizada.
Os terroristas, porque desta vez não conseguiram arder este Campo, roubaram a motobomba de elevar a água e assim ficámos impedidos de refrescar as plantas.
À semelhança dos anteriores assaltos, participámos à polícia na esperança que sejam encontrados os terroristas, que tudo têm feito para impedir a recuperação da biodiversidade no maciço montanhoso do Pico do Areeiro, com trabalho voluntário e sem subsídios da Europa (
https://youtu.be/8Zy7UtWBiAA).

Funchal, 22-08-2016

Raimundo Quintal

Opinião



EM DEFESA DE SÃO PEDRO





Sempre a abrir


Haja Gabinetes de Ordenamento do Território


É desta vez que a Câmara Municipal do Funchal vai mudar de vez a cidade, impossível não o fazer, isto porque numa breve consulta da sua orgânica em vigor, criada pelo projecto politico "Mudança", há cerca de dois anos, reparamos que já existe nos serviços da autarquia um grande "Departamento de Ordenamento do Território", que supostamente ja esta a ordenar o Concelho,  ressalve-se ainda, que dentro do mesmo Departamento, ja existe uma denominada "Divisão de Planeamento e Regeneração urbana", que supostamente ja esta a planear a cidade e a operar na reabilitação urbana, da mesma forma, e ao que apuramos, também existe uma outra divisão muito importante nesta área técnica,  já ha muito criada por Cafofo, que se chama " Divisão de Estudos e Estratégia" , mas que não está sobre a alçada do tal Departamento de Ordenamento do Território, mas sim directamente afeta ao presidente da Câmara, esta divisão supostamente está a elaborar o "PDM da Mudança", pois o que parece, o PSD, em 2013, ano das autárquicas, deixou para Cafofo um Plano Diretor Municipal (PDM) revisto e pronto a sair do forno, que o mesmo recusou e deitou no lixo, acusando de ter sido um documento elaborado em gabinete fechado, não envolvendo a população na sua génese, e resolveu assim começar um PDM de novo, mas elaborado de forma participativa envolvendo toda a sociedade,  facto esse que alias estamos todos à espera, isto enquanto membros da sociedade, de participarmos na elaboração do PDM da Câmara Municipal do Funchal, para quando?!
Por fim, e agora, após o grande incêndio que deflagrou a cidade do Funchal, Cafofo anuncia a criação de mais um Gabinete, neste caso de reconstrução da cidade, que será liderado pelo conceituado arquiteto Paulo David. Ou seja, a autarquia, passa assim, a dispor de quatro serviços internos, especificamente direccionados para o ordenamento do território, caso único no pais, o que torna impossível que a cidade não renasça das cinzas e fique assim uma das cidades mais bem planeada de sempre. 

Cordialmente, 
O Empena Cega

Nota - Não me perguntem quem é este Empena. Nunca o vi mais empenado.

domingo, 21 de agosto de 2016

Erro de paralaxe: o incrível acontece na RTP-Madeira







JORNALISTAS VIRAM NOTÍCIA...
E HERÓIS DOS INCÊNDIOS!







Há sobremesas que só servem para estragar o jantar. E não há exemplo mais flagrante do que a pratada servida minutos atrás na pantalha da RTP-Madeira. Acabava eu de mandar abaixo um peixinho grelhado. Em vez de uma digestão santificada, a indigestão. A náusea a escorrer ecran abaixo.
De uma pessoa beliscar-se a ver se está bem acordada.
A que ponto chega o umbiguismo de uma estação de televisão doentiamente inconsciente, desfasada da realidade. Inconsciente porque não se dá conta do quanto é desprezada pelos cidadãos para quem devia trabalhar - e muito bem paga para isso.
Atalhando caminho, decidiram lá em cima parir um programa que, como se percebeu, visava gerar uma apoteose ao vivo: os profissionais da casa aplaudidos por aqueles que supostamente deviam ser os homenageados. Sim, o público do programa era constituído por forças que andaram no terreno a combater os fogos. E o tema do programa era 'tributo à coragem', se não estou em erro.
Tributo à televisão do cavalo, isso sim, está bom de ver.
Uma vergonha que um telespectador, de ver o bonito espectáculo e sem culpas naquela m... se sente tentado a meter-se num buraco.
Nunca vi momentos tão vergonhosos na RTP-Madeira - e vejo a estação, por onde passei duas vezes, desde o primeiro dia de emissão, já lá vão 4 décadas!
Tão ridículo, nem sequer os 'alertas CM' a gabar os comentadores que acompanham os atentados em Paris...
Vejamos. Chama-se à Levada do Cavalo a artista Vânia Fernandes para trocar de lugar com os entrevistadores e fazer de jornalista, entrevistando... jornalistas lá da casa! E convidam-se operacionais do combate aos fogos para aplaudirem os mesmos profissionais da Levada do Cavalo!
Ou seja, um aplauso aos crânios da RTP que montaram o esquema, do mais incompetente que já se viu, de cobertura aos fogos.
Pois bem: aquilo em que todos os jornalistas temem cair aconteceu descaradamente há bocado. Mas pior: os jornalistas, mais do que se tornarem notícia, foram catapultados à condição de jornalistas-heróis e campeões da coragem! 
Não sonhei isto. Televi claramente.
...E com os jornalistas sentados, a ser entrevistados pela cantora, lá no meio da bancada, para dar estilo à coisa.
Resta-me uma esperança: os jornalistas da RTP devem ter acedido a tal papel depois de ameaçados de despedimento. Não acredito que aprovassem aquela ideia estapafúrdia e profissionalmente aberrante da direcção desequilibrada instalada pelos Sousas lá em cima.
Além da agressão aos princípios elementares do jornalismo, cuidado: aquilo acolá não é comportamento normal. O caso exige muitos cuidados. 
Por outras palavras: está tudo louco!

Moral da história: quem me manda consumir as loucuras da Levada do Cavalo à sobremesa?

sábado, 20 de agosto de 2016

Extremista ataca chefe LUÍS NERO



Neri, Nero e o fogachal








Com as anomalias tornadas normais que vemos no dia-a-dia da Broquilhândia, agora dá para tudo. Até para o humor negro, mais propriamente humor rubro-lume, de alguns leitores. Impublicáveis, na maior parte dos casos. Este a seguir é um dos que escaparam ao lápis da decência. Eis a prosa de um Leitor historiador extremista.


Na verdade, Nero, no momento do incêndio, estava noutra cidade e, ao saber do incêndio, retornou a Roma, esforçando-se para socorrer os desabrigados, inclusive mandando abrir os jardins do seu palácio para acolhê-los. Todavia, o facto de, posteriormente, ter usado agentes seus para adquirir terrenos, a preço vil, nas imediações do palácio, com a provável intenção de ampliá-lo, tornou-o suspeito, aos olhos do povo, de ter responsabilidades no sinistro.

Será que a história de 64 dC se repete em 2016? Desta vez com Neri no lugar de Nero, em termos de maldizer popular? É que depois de tudo chamuscado, “cheira a esturro” o incêndio na rua das Pretas… Tal como no tempo de Nero, parece que a DRAC estava a dificultar os empresários das imobiliárias com interesses nesta rua.

Temos de meter um pouco de descontracção nisto, para... descomprimir.

Pós-incêndios



Grupo Parlamentar do BE requereu a convocação da Comissão permanente da Assembleia Legislativa para obter explicações do Governo Regional



Os incêndios que deflagraram nas serras do Funchal e estenderam-se ao centro da cidade, bem como os que assolaram os Concelhos da Ponta do Sol e da Calheta, deixaram um rasto de destruição, ceifaram vidas humanas e destruíram habitações e património natural de valor incalculável. Esta tragédia trouxe novamente à discussão vários assuntos de vital importância, entre eles as questões da prevenção a desastres deste tipo, a necessária articulação entre entidades regionais e municipais no combate aos fogos e o socorro necessário em situação de catástrofe como a que se verificou. A par destas questões verifica-se a necessidade de apurar o que correu mal no combate a estes incêndios para actuar numa perspectiva de, em futuras situações semelhantes, melhor proteger vidas, bens e recursos florestais.

Neste momento, importa, em primeiro lugar, prestar toda a ajuda, com apoios específicos à recuperação das habitações e à 'reconstrução de vidas' devastadas pelas chamas. A par disto, é necessário desenvolver todos os esforços, em conjunto com as autarquias e outras entidades, para prevenir acidentes decorrentes do escorregamento de terras e outros materiais inertes, pelas encostas abaixo, aquando das primeiras chuvas.

Entrevista com Neri revela



OS INCENDIÁRIO 'DE FATO'
ANDAM À SOLTA
E SÃO CADA VEZ MAIS PERIGOSOS



O homem da Protecção Civil bota entrevista hoje. Surpreendentemente, não é para dar em primeira mão ao DN a notícia da sua demissão. Pelo contrário, denota uma descarada falta de arrependimento pelo que ele e os mandantes ajudaram a destruir a Madeira durante os recentes incêndios. E deixa uma preocupante ameaça: sente-se capaz de repetir numa próxima oportunidade a mesmíssima estratégia suicida.  



Como se previa, deixaram-se assentar mais as cinzas, a populaça habituar-se aos escombros, esquecer as vítimas mortais e aí está o 'Consórcio Establishment' em força com a inevitável 'operação branqueamento'.
Luís Neri, presidente da Protecção Civil, passou vários dias e noites bem caladinho, a recato do calor infernal, enquanto as populações corriam desordenadamente atrás e à frente do lume e do fumo, no meio de ambulâncias, sirenes e assustadores estrondos de botijas de gás, o desespero nos engarrafamentos, e as buzinadelas de ruas aflitas, e o povo de olhos vermelhos e máscaras de respirar, labaredas a consumir casas, memórias, automóveis e vidas. Aquele que devia dar instruções ao povo desorientado andou feito surdo-mudo, aparecendo apenas, com expressão... inexpressiva e deslocada, perfeitamente ausente, sentado à conferência de imprensa, limitado a ouvir o que o presidente do governo dizia nos 'pontos de situação' à comunicação social, e de que se ficava a saber menos. 
Pois hoje o sujeito aparece a debitar palpites e suposições surreais ao longo de 4 páginas de um jornal regional. De cara a descoberto e sem pinga da sensatez de que o delicado cargo obviamente carece. 
Num processo isento, credível e sério, uma entrevista com o referido titular surgiria com natural oportunidade. Só que a vida regional decorre, como antigamente mas de forma mais sofisticada, inquinada por um jogo de conveniências sectárias onde o interesse público é o menos importante. Mas muito menos. O estado de coisas criado em tão pouco tempo, acreditem ou não, chega a pôr em risco o quotidiano e a própria vida do cidadão. 
Exemplo da secundarização do interesse social por parte dos eleitos está na caricata situação em que, para debater o mesmo assunto, o governo central reúne com o governo regional e a câmara do Funchal simultaneamente, em salas separadas. 
E porquê? 
Só porque os festeiros municipais e os broquilheses do Blue Establishment não abdicam de aparecer no arraial de aldeia a rebentar o fogo mais rijo.
Na própria entrevista de hoje, podemos ver - pelas gordas, porque não há pachorra de ler o estendal de asneiras - o chefe da Protecção Civil, que devia inspirar confiança pelo seu distanciamento das politiquices, tomar partido por uma das facções políticas a quem a Madeira está entregue: a de Miguel Albuquerque, em constante despique com a de Paulo Cafôfo, e vice-versa.
Quando a Protecção Civil, que devia pensar apenas em proteger pessoas, território, património e bens particulares, anda envolvida na reles intriga de campanário que nos aborrece diariamente, estamos conversados.
Mas pior do que isso é o perigo que espreita por cima das nossas cabeças: eles não estão arrependidos das suas suicidas opções durante a crise dos incêndios. Não acusam o toque no campo dos equívocos fatais daquela terça-feira à tarde. Ou para não dar o braço a torcer, já que primeiro estão os interesses de facção, ou por manifesta inconsciência, o que é pior.
Eles insistem - como se vê pelas palavras gordas de Neri - no acerto da sua actuação ao pedirem reforços ao Continente já depois de as chamas lavrarem terça-feira pelo anfiteatro abaixo, direitas à cidade. Mantêm que a culpa foi do vento, que mudou repentinamente para sul, como se o vento não tivesse passado o dia em sucessivas mudanças de direcção, e as previsões não explicassem o que viria depois. Isso quando os reforços deviam estar já no terreno, a tentar impedir que os primeiros fogos alastrassem. Não. Para eles, estava tudo "controlado". 
E nós a vermos nuvens de fogo e fumo em grande velocidade pelo céu da capital, a largar faúlhas! 
De tal envergadura foi a irresponsabilidade que só o desaparecimento do vento evitou a tragédia final, quando, ao início da noite de terça-feira, as labaredas faziam pontaria de São Pedro para a Rua da Carreira, João Tavira e por aí abaixo. Se o vento não parasse milagrosamente, os bombeiros que estavam então a chegar do Continente só conseguiriam ajudar a deitar água nas cinzas fumegantes.  
Mas para o Leitor não julgar que estou gratuitamente a levantar ondas, veja com os seus próprios olhos a alucinação do homem:




Estamos entregues a estes inconscientes, que, em lugar de se retractarem, elogiam uma coordenação que não existiu - e se existiu foi para nos pôr a vida e os haveres em risco. Vamos ler este destaque:



Coordenação? Está a chamar imbecis a tantas vítimas? Como é que os cidadãos podem dormir descansados sabendo-se entregues a profissionais deste calibre, e a desgovernantes que além de incompetentes se preocupam mais com a sua imagem pública, como é o caso dos patrões de Neri? Ninguém tem um quotidiano tranquilo quando a segurança da Ilha continua entregue aos mesmos que criminosamente deixaram propagar os incêndios, e que só não são agora chamados a contas porque a democracia degenerou nisto. 
A realidade é que continuamos à mercê das fragilidades estratégicas, operacionais e políticas deles, de um estado de espírito que nem sequer lhes permite um rebate de consciência para corrigir os erros. Erros? Quais erros? Perguntar isso a Nery é ouvir a seguinte resposta tremendamente preocupante:



O Leitor já acredita na inconsciência daqueles senhores? Inconsciência e materialismo vilão. Tão incendiário é o vagabundo de 24 anos que está na Cancela, como incendiários são os que deixaram a Madeira arder, deprimindo o Funchal e os funchalenses, deprimindo calhetenses e deixando as labaredas devorar metade do maior concelho da Região. Aparentemente, não há muita disparidade entre os incendiários 'de facto' e os incendiários 'de fato'. Mas, bem lá no fundo, há uma diferença decisiva: o incendiário de São Roque está 'dentro', vigiado; os incendiários de gravata continuam perigosamente à solta.