Powered By Blogger

sábado, 6 de setembro de 2014

Delírios da Madeira Nova


MEIO CHEFE ARMADO EM BORDA D'ÁGUA

O homem deu-lhe para se indignar com a Câmara do Funchal por esta admitir cortar árvores vetustas (são plátanos) na Estrada Monumental. E indigna-se ainda mais com os ambientalistas que não se atiraram a Cafôfo


Rei da Tabanca nunca foi um fanático
do verde, mas começa a reparar nas
árvores 'vetustas'. 


Ele já mandou atirar lixeiras para o mar.
Ele já sugeriu que fizessem uma canja com a freira do Areeiro, para acabar com as restrições ambientais.   
Ele rebentou com o sopé de calhau que dava enquadramento único e monumental ao anfiteatro do Funchal. 
Numa palavra, ele já rebentou com a paisagem da Madeira, que hoje é um amontoado de 'furados', cimento e alcatrão, de ponta a ponta.

Mas agora, tal como os antigos caçadores da baleia que no fim da carreira se tornam fanáticos defensores dos simpáticos cetáceos e ferozes adversários dos seus sucessores na caçada ao bicho, ei-lo agora preocupado com os plátanos, a que chama vetustas árvores, que a Câmara de Cafôfo se propõe deitar abaixo.
Medida cafofiana realmente antológica, dados os seus fundamentos.
De modo que o homem vem hoje na última do JM, de lança granadas em punho, para aniquilar quem mandou derrubar as vetustas árvores e sobretudo quem não reagiu com ruído a esse crime ambiental.

O mais espantoso não é o maior carrasco da paisagem madeirense de que há memória vir agora em defesa de umas pobres arvorezinhas.
O mais admirável não é ele criticar na câmara actual aquilo que permitiu e incentivou no passado.
O mais interessante não é ele virar-se contra tudo o que mexe, desde vereadores não PPD aos ambientalistas que não lhe aparam o jogo, desde os licenciados aos de café.
O mais curioso nem sequer é ele relevar o silêncio do "sr. Blandy", seu feitor-patrão (aguenta, Zé) e seus sócios socialistas (Tony, David, então?).
O mais extraordinário não é ele chamar "carneirada silenciosa, cúmplice, rafeira" aos que não aceitaram vergar-se a ele integrando-se na "carneirada silenciosa, cúmplice e rafeira" que interesseiramente o segurou no poder durante 40 anos trágicos para o povo madeirense e a História da Região.
O mais assombroso, se calhar preocupante, é ele não ter aproveitado desta vez o artigalho para marrar com Miguel Albuquerque e mais algum outro Delfim tresmalhado, como tem feito invariavelmente sempre que decide expectorar verborreia falada ou escrita.
Podia dizer, por exemplo, que Paulo Cafôfo encontrou a ideia de cortar arvoredo numa gaveta de Albuquerque.

Será que o homem teve alguma branca? 
E não venha dizer que foi opção sua guardar o arsenal anti-Albuquerque para o conselho regional do PPD, a decorrer esta manhã no anexo do MadeiraShopping. Material de guerra é o que não lhe falta, justiça lhe seja feita.
Com essas brancas e falhas de memória mais graves, cuidado com aquela cabecinha. Ficámos a saber no delirante arrazoado deste sábado que as cabeças adversárias do sua excelência foram "paridas" por esta terra, ao passo que a dele foi uma dádiva celeste que a natureza deu à luz. Mas cuidado, não há cabeças de ferro, apesar da reconhecida dureza da dele.

Isto de se tornar verde quando devia amadurecer serve de aviso aos que ficam no activo social-democrata enquanto ele é jogado para novo 'centro de dia', sonhando em adaptar ao Fama os estatutos do PDA. Imaginem pois os sucessores no Laranjal as bojardas que não ouvirão da boca do futuro marreta de camarote, contra tudo o que já foi feito na Madeira... com a complacência dos ditos sucessores.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

DELFINS


BANQUETE DA PALAVRA
- ARTIGO A NÃO PERDER

Sobre as denúncias relativas a pressões em várias áreas do governo - desta vez não contra a oposição mas de cariz fratricida entre Delfins -, sugerimos um interessante artigo do Padre José Luís Rodrigues publicado no seu frequentadíssimo blogue "Banquete da Palavra".
Ler e reflectir.

http://jlrodrigues.blogspot.pt/2014/09/delfins-geram-o-medo-entre.html 

DELFINS


CUNHA E SILVA ADERE ÀS SEDES
E DISTRIBUI CONVITES

Na próxima semana, as sessões de esclarecimento do vice, nas sedes partidárias, são todos os dias, a eito. A começar pelas freguesias funchalenses.
Se comparecerem muitos militantes, haverá 'dança das cadeiras'...


Delfins


HOUVE ESTREIA CLANDESTINA
DAS SEDES DO PPD-M



Que se soubesse às claras, a primeira sessão de esclarecimento oficial de Manuel António, como candidato à liderança do PPD, aconteceu ontem, na sede partidária do Monte. Nem antes poderia ser, já que o regulamento impõe um prazo mínimo para pedido de instalações com 8 dias de antecedência. Ora, o regulamento entrou em vigor em 27 de Agosto. Ontem, 4 de Setembro, com um bocadinho de boa vontade (esquecendo-se o pormenor dos dias úteis) perfaziam-se esses sagrados 8 dias. Isso no caso de a candidatura de Manuel António ter sido tão lesta que recebeu o regulamento no próprio dia 27 e logo disparou um pedido para a Rua dos Netos.
Recordemos o que diz a bíblia de Jaime a esse respeito:


Dizíamos que antes do dia 4 não poderia ser... mas foi. Acabam de nos garantir que já na terça-feira passada Manuel António esteve na sede laranja de Santa Cruz a divulgar o seu programa perante uma casa cheia (não sabemos se ficou gente na rua, já que só pode haver espectadores sentados). Ora, terça-feira completavam-se 6 dias depois da entrada em vigor do regulamento e com dias não úteis pelo meio!
Ou seja: a sessão de esclarecimento deve ter funcionado como uma ante-estreia... ainda assim clandestina, porque ilegal à luz do regulamento. Tudo com a complacência do rigoroso secretário-geral, está bom de ver.
Estas informações vão à condição. Há um monumental esquema de contra-informação montado no Delfinário e também nós estamos sujeitos aos remoinhos do sistema.

JM ainda não acordou?

Lemos em tempos no JM os chefões lá da casa, milionariamente pagos por todos nós, avisarem que o dito papelucho só faria cobertura das eleições internas no PPD quando começasse a campanha, oficialmente.
Perguntamos: o secretariado social-democrata abriu portas às sessões de esclarecimento. Quando é então a campanha oficial? A CNE vai decidir?
Será interessante ver Miguel Albuquerque e outros hoje indesejáveis do aparelho PPD/JM aparecerem com as suas posições no concorrente directo do Madeira Livre. Ou será que só aparecerão os candidatos sucessores do regime, os governamentais? 
Ainda ontem, João Cunha e Silva, pelo passeio de 5 minutos que deu pelo aterro, ganhou mais de meia 1.ª página do pasquim abarbatado aos jornalistas legítimos. Saiu-lhe caro, já que Manuel António aparece hoje no mesmo espaço lado a lado com Meio Chefe, e com direito a um contrapeso de várias fotografias no interior.

Há dois pontos a não perder de vista:
1. Para quê dar espaço às eleições internas se os candidatos que interessam já têm mais do que espaço para aparecer todos os dias?
2. Cá para nós, Meio Chefe proibirá o cumprimento da promessa de publicar a campanha durante o período que eles lá previram: o homem o que pretende é aparecer sozinho, para insistir diariamente no perfil que o líder do PPD deve ter - e só falta ele acrescentar que o líder para o futuro, além de defender o JM e combater a maçonaria, deve ter 'Alberto' e 'Cardoso' no nome, ter vivido no Quebra Costas e apresentar um currículo com mais de 500 viagens a Bruxelas.
Já agora, prepare-se o contribuinte para entrar com mais 'algum', porque as araras das Angústias já tratam do pedido de ajudas de custo (notas de 500 €), viagens e hotel para nova viagem presidencial ainda este mês, daquelas feitas para tratar de assuntos que trarão tantos resultados como os das viagens turísticas anteriores.
As araras andam com muito trabalho, pois. A campanha interna também não lhes dá descanso. Ultimamente, montaram um esquema de bufaria nas secretarias protagonistas ou apoiantes de delfins governantes, a ver quais funcionários estão com quem. Uma Pide de trazer por caso, para fazer a gente rir.


Finalmente, a 'notícia sim' e 'notícia não' de Luís Dantas como mandatário de Miguel de Sousa: o assunto está a servir para comentários daqueles que, logo à segunda palavra, vão para o lixo. Mas vamos esperar a ver se há a dignidade de o comentador malandreco mostrar o seu nome. Se é quem pensamos, há muito que conversar sobre o aliciante tema da 'mentira'. Se calhar, aproxima-se a hora de recordar umas 'juras' antigas.


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Madeira Nova





Entrada da Secretaria do Ambiente, enquanto mesmo à frente decorrem as festas das vindimas. (Fotos 100K)





E com o correr da noite o ambiente piora na entrada da Secretaria do dito (Ambiente)...



DELFINS


MANUEL ANTÓNIO ESTREIA SEDES PPD
PARA CAMPANHA ELEITORAL INTERNA


A 'Sintra Madeirense' é cenário, hoje, da estreia das sessões de esclarecimento controladas ao milímetro por Jaime Ramos.

Enquanto decorre a sessão, rivais de MAC acusam-no de utilizar a Secretaria do Ambiente para fazer campanha

É já ao final desta tarde que Manuel António Correia estará no Monte para a primeira "sessão de esclarecimento" eleitoral numa sede social do Partido Social Democrata. Curiosamente, a convocatória para o encontro está a ser feita pelos serviços oficiais do PSD, com recurso ao sms - porém de acordo com o regulamento imposto aos candidatos pelo secretário-geral Jaime Ramos.


Menos despesa para os concorrentes - é caso para dizer.
A sessão de hoje, com início marcado para as 7 da tarde, é a primeira de muitas que ocorrerão nestes moldes, já que outros Delfins se submeterão aos parâmetros delineados por Jaime. 
Outros ainda, como por exemplo Miguel Albuquerque, dispensam a utilização das sedes.
O estreante do esquema, também secretário regional do Ambiente, não escapa entretanto a críticas dos seus rivais internos. Não por aceitar fazer as sessões de esclarecimento nas condições impostas, mas por uma alegada utilização de meios governamentais na sua campanha diária.



Corria esta manhã que teria sido aprazada para a hora de almoço nas instalações do Golden - onde funciona a Secretaria do Ambiente - uma reunião de elementos apoiantes da candidatura de Manuel António Correia. Tentámos averiguar. A explicação titubeante que nos deram foi que tudo o que estava para acontecer se enquadrava no âmbito particular e não na campanha das eleições internas do PPD.
Mas o Delfim do Ambiente também é vivamente acusado de, no quotidiano normal de trabalho, ter funcionários da Secretaria em insistentes contactos com militantes social-democratas com utilização dos telefones do governo.
É notório o recrudescimento de uma onda anti-Manuel António por parte de mais de uma candidatura concorrente. A última acusação é que o Delfim atacado está a tentar passar uma ideia de demarcação em relação a Alberto João Jardim, como se depreende por exemplo do facto de o visado publicar agora artigos na imprensa que o chefe considera hostil.
"Será que Manuel António já se esqueceu de ter anunciado o Alberto João como presidente do congresso da sua lista, ao apresentar-se como candidato há dois anos?" - lançava-nos hoje um operacional de uma das candidaturas em campo.
Para fundamentar o teor desta acusação, recuperamos a notícia da Lusa publicada naquela altura sobre o assunto em apreço.



O texto da Lusa data de 31 março 2012




O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia, é candidato à presidência do PSD-M nas próximas eleições internas do partido e Alberto João Jardim será o seu candidato à presidência da mesa do Congresso

"Serei candidato a presidente do PSD-M caso e sempre na condição do dr. Alberto João Jardim não se recandidatar", lê-se numa declaração de Manuel António Correia a que a Agência Lusa teve acesso.
"No caso de ser candidato, o dr. Alberto João Jardim será o meu candidato à presidência da mesa do Congresso e do Conselho Regional porque entendo que a sua experiência e saber político são fundamentais para o PSD-M e para a Madeira", conclui.
Manuel António Correia assume-se, assim, como o segundo candidato à presidência do PSD-M e à presidência do Governo Regional nas eleições legislativas regionais de outubro de 2015, depois do presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Albuquerque, já o ter feito.
Manuel António Correia foi já apontado por Marcelo Rebelo de Sousa como sendo o possível sucessor de Alberto João Jardim (no poder desde 18 março de 1978) e tem vindo a ser elogiado pelo próprio presidente do Governo Regional como sendo "a esperança da Madeira".
Manuel António Rodrigues Correia tem 47 anos é natural dos Canhas, uma freguesia do concelho da Ponta do Sol e é licenciado em Direito.
Em termos partidários, foi dirigente da JSD-M, membro da Assembleia Municipal do Funchal, é atualmente vogal da Comissão Politica Regional do PSD/M tendo sido ainda recentemente eleito vogal do Conselho Nacional do PSD no último congresso realizado em Lisboa.



Luís Dantas parece que afinal não será mandatário de Sousa


Informações chegadas a este lado indicam que Luís Dantas, ao contrário do que aqui noticiámos, já não será o mandatário oficial da candidatura de Miguel de Sousa. 

Já da parte da mesma candidatura ouvíramos uma posição de alguma surpresa perante a informação publicada. O que levámos como embaraço da dita eventualmente pelo facto de a 'fuga de informação' ter estragado alguma manchete de jornal promotora do candidato.
Parece, porém, que o nome de Luís Dantas está mesmo fora do baralho. É o que nos dizem.
O que podemos garantir aos Leitores é que não fizemos especulação com o nome do antigo chefe de gabinete de Jardim. A notícia que publicámos partiu de fonte que julgávamos certíssima: o próprio Dr. Luís Dantas. O mesmo que, actualmente, afirma que se manterá como simples apoiante de Miguel de Sousa. 
O primeiro candidato da sucessão cronológica de pretendentes volta a ter, portanto, caminho aberto para um título garrafal sobre a decisiva notícia do mandatário oficial.

DELFINS





Publicamos um post assinado pela candidatura de Miguel Albuquerque. Uma resposta ríspida com destino a Jardim.



"Esta semana, no seu JM exclusivo, num artiguinho delirante, o militante Alberto João Jardim, principal apoiante do candidato Manuel António, acusava a nossa candidatura de "grupelho integracionista". É o que mais faltava!! Foi o governo que Alberto João liderou e que Manuel António integrou que, devido ao excesso de dívida acumulada, colocou a nossa Autonomia temporariamente sob sequestro no Ministério das Finanças, em Lisboa. 
Por ironia do destino, uma das tarefas prioritárias da nossa candidatura será resgatar a Autonomia Política da Madeira das grilhetas do centralismo financeiro do Terreiro do Paço - onde, de facto, o grande 'autonomista' Alberto João Jardim a colocou.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

DELÍRIOS NO LARANJAL


JARDIM METE PAPA FRANCISCO
NA CONFUSÃO ELEITORAL DO PPD












O Pontífice ficou sem pingo de sangue ao ler o JM esta manhã; Jaime prepara código de conduta para os 'pequenos doutores'


O Vaticano já desmentiu ingerências na corrida à liderança laranja na Madeira. "A política da Madeira sempre foi competência dos bispos da diocese local e Roma respeita a autonomia episcopal", diz o lacónico comunicado saído já hoje.
Mas afinal o que se passa?

Todos nós achamos que chefe Jardim 'capotou' de vez ao sentir fugir-lhe o poder partidário e regional rumo a um dos Delfins, com Albuquerque no ponto de mira. E chefe Jardim acha que nós somos uma cambada de papalvos que não enxergamos as diligências da maçonaria para promover Blandy mediante utilização de Albuquerque.
O homem lá vai sonhando, a dormir e acordado, com o seu antigo Delfim.
O ponta-de-lança do Marítimo falha um golo e ele conclui: isto só prova que individualismos como o de Albuquerque e seus abre-caminho serão o suicídio da Madeira.
Entra um navio no porto e ele corre ao gabinete para escrever a última página do JM: e o Albuquerque ainda queria prolongar a Pontinha, para impedir estes lindos paquetes de chegarem aqui à frente das Angústias!
Pois esta manhã deparámo-nos com mais o seguinte exercício transcendental do sua excelência lá no nosso jornal dele: no Vaticano, o Papa Francisco condenou a maledicência e a bisbilhotice em cada comunidade, a que chamou "pecados paroquiais"; pois a observação de Francisco, adaptou Jardim, é uma denúncia das "manobras da comunicação social da família Blandy".
Ou seja: o Papa desanca indirectamente na família Blandy, que contratou Albuquerque como testa-de-ferro para fazer ressuscitar o poder político-económico do passado.
Não é anedota, o Leitor que pegue no JM.
O que já deve ser humor é a mensagem que a esse propósito nos enviaram há pouco, a dizer que saiu esta manhã no "L'Osservatore Romano" on line um curto comunicado assinado pelo próprio Francisco demarcando-se das questiúnculas internas do PPD madeirense. Essa nota papal recorda que na Madeira sempre foram os bispos, sem conselhos de Roma, a dar ordens na política regional. E que assim continuará a ser, porque em equipa que ganha não se mexe.
Além disso, afirma o Papa em nota de pé-de-página (on line): já aturei o que aturei do espalhafatoso Peron e as tropelias sanguinárias do Videla para estar agora a preocupar-me com ditadorzinhos de tabanca.


Jaime já prepara código de conduta para Delfins


Galvanizado com o sucesso do seu regulamento escrito tendo em vista os Delfins não usarem as sedes do partido, diligência que deixou os 5 magníficos calados como ratinhos assustados, o fogoso secretário-geral do PPD escreveu ontem num guardanapo do Visconde as primeiras linhas de um código de conduta para que os candidatos à liderança saibam como se portar daqui até 19 de Dezembro.
Infelizmente, deixámos de ter acesso aos conteúdos engendrados por Jaime, desde que as diferenças de funções, nossas e dele, inviabilizaram a continuidade de serões inesquecíveis, no referido Visconde e não só.
Mas, no lugar de Jaime, seríamos duros nas restrições a Miguéis, Joões, Sérgios e Manéis.
É que os Delfins, a nosso ver, não devem andar por aí a fazer figuras em público. Na lama já rasteja o nome do próprio partido. 
Para começar, os Delfins devem ser proibidos de sair à noite com o intrépido grupo de Zé Pedro, porque aquilo dá sempre m..., dentro da discoteca, à saída da discoteca, seja lá onde for.
Devia ser proibido também a qualquer candidato tocar piano pelos antros da noite - e creiam que isto não é má vontade com Albuquerque. Mas já viram o que seria aparecer futuramente um presidente de governo em plena Assembleia para discutir o Orçamento e deparar-se com José Manuel Coelho na sua bancada disfarçado de teclado? 
Também não é dirigido a ninguém em especial, mas julgamos que não precisamos de lembrar a Jaime que o pior que pode acontecer é um pretendente a líder do PPD promover a venda de bebidas alcoólicas na Região, porque é uma vulnerabilidade que os santarrões da oposição não perdoariam.
Para não monopolizarmos a divagação, deixamos aos Leitores mais algumas restrições que entendam caber no código de conduta que Jaime já tem entre mãos.
Podem atacar à vontade, porque os rapazes não abrem o bico, a avaliar pelo cagaço que ficaram perante o Regulamento de Jaime Ramos para uso das sedes.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

LARANJAL


JARDIM: A LUTA CONTINUA


Chefe recusa-se a deixar o palco. É ele quem fala nos comícios, quem escreve, quem já marcou datas para o Orçamento 2015 e quem põe Jaime no altar


Chefe das Angústias mitifica hoje a festa na Herdade, com nutridos elogios ao secretário-geral, e tenta uma onda mobilizadora de qualquer coisa. (Foto Manuel Nicolau)

Jardim toma conta hoje da 5.ª página do JM, com honras de chamadas à 1.ª, para mitificar a Festa da Herdade em Julho passado, agarrando-se ao facto de lá acima ter acorrido mais gente do que se previa - o que é verdadeiro. E ao mitificar o arraial laranja não pretende mais do que insinuar que o situacionismo no PPD-Madeira, 'ligado à máquina' segundo a opinião de muitos, como os Delfins, afinal tem pés para continuar.
Jardim vai mais longe do que a pancadaria costumeira no lombo da linha albuquerquista e seus 'abre-caminho', atingindo assim Miguel de Sousa. Vai mais longe para consagrar Jaime Ramos como vitorioso na tal jornada serrana. 
Na onda que tenta criar, o ainda líder social-democrata realça intensamente a "grandiosidade da multidão e sobretudo do espírito que se viveu no Chão da Lagoa (aliás, Carreiras)".
É também ele, Jardim, quem anda diariamente a cantar hosanas à obra dos "meus governos".
Recordemos que ele mesmo foi o orador principal na referida festa, num ano em que supostamente deveria ter cedido lugar aos que se insinuam pretendentes ao futuro do partido. Assim como foi o orador principal no primeiro comício da época, dias atrás no Porto Santo.
Foi ele ainda quem já marcou datas para o Orçamento 2015.
E é ele quem anda chamando às Angústias figuras do presente e do passado, para conversas obviamente político-partidárias.
Não é outro senão ele a defender Jaime Ramos, hoje no JM, das "campanhas miseráveis" contra o secretário-geral nestes 40 anos. Para também alimentar o mistério dizendo desconhecer-lhe "as opções futuras" [de Jaime].
É ele quem termina o artigo de hoje com o apelo de que "só com trabalho se poderá continuar a ir em frente". Mais o aviso:
"A luta continua!"

LARANJAL


5 DELFINS AGACHADOS

Com Jaime Ramos, os meninos doutores andam aprumadinhos

São 5 figurões com pretensões a mandar no PPD e a governar a Madeira, todos a levar pancada do velho Jaime e todos bem caladinhos. Qual é a coisa qual é ela...


Há um dia e meio que está na rua uma notícia, devidamente comprovada com documento publicado na íntegra, segundo a qual notícia o secretário-geral do PPD trata os apoiantes dos Delfins em corrida interna como desclassificada chusma de ladrões, bêbedos e desordeiros. Referimo-nos ao regulamento para utilização das sedes engendrado pela cabeça de Jaime Ramos e que divulgámos no 'Fénix'. 
Os candidatos à liderança do partido laranja são aí tratados como anormais e zaragateiros a quem é preciso ensinar a estar com modos nas sacralizadas sedes. Antros onde aliás, com algumas excepções, todos os dias se joga à batota e toma a bebedeira.  
Entre barões desalinhados do actual sistema jardineirista perpassa um sentimento de incredulidade perante o silêncio dos Delfins, políticos que pretendem tomar as rédeas do PPD e um dia disputar a presidência do governo regional da Madeira. O secretário-geral do partido toureia-os com bandarilhas, capa e espada, e eles de cócoras, a ouvir muito reverentes.
Um escândalo dentro do escândalo.
Ou então, o que nada nos surpreende, todos eles, por receio de represálias nas antenas da propaganda onde à condição os deixam aparecer, estão à espera que a "notícia" seja propalada nos canais oficiosos da informação contratualizada, para então aparecerem com um contra-ataque a Jaime Ramos. Que, apostamos, será mais um enxota-moscas do que uma 'porrada'.
Velho Jaime ainda mexe e mete respeitinho. 


JARDINS, JARDINEIROS, GARDEN TOURISM


Jardim Municipal do Funchal – “European Competion for Towns and Villages in Bloom – Golden Award – 2000”



Ontem (01.09.2014) fui entrevistado no programa “Verão Total” da RTP1.
Falei da fitodiversidade nos jardins do Funchal, das potencialidades do “Garden Tourism” na Madeira e da importância da formação dos jardineiros.
O vídeo já está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=fqzwHr7n_9s
Na entrevista,  referi, por lapso, que o Funchal venceu o Galardão de Ouro do Concurso Europeu das Cidades e Vilas Floridas em 2010, quando na verdade esse importante prémio foi ganho em 2000.
Raimundo Quintal

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

DELÍRIO NO LARANJAL




Por proposta de um Leitor - os Leitores constituem a única entidade que nos dá ordens - publicamos na íntegra o Regulamento de Jaime Ramos para uso das sedes laranja pelos candidatos à liderança do PPD-Madeira. Divirtam-se todos.






EX-RUA DO SURDO


CARLOS CÉSAR DÁ MÃOZINHA
NA PERICLITANTE INVESTIDA DE BERNARDO











A campanha intensifica-se





Bernardo Trindade, já o dissemos, persiste no seu estilo muito próprio das meias palavras, vacilante, e é ao ritmo da hesitação que aflora a intenção de se candidatar à liderança do PS-Madeira, aproveitando a embalagem das eleições primárias no partido nacional. Mas o processo mobilizador ganha nitidez com mais uma entrevista afim no DN de hoje, esta com o antigo presidente do governo dos Açores, o socialista Carlos César, nada menos do que o mandatário nacional da candidatura interna de António Costa.
César afixa o rótulo de 'apparatchick' ao actual presidente dos socialistas madeirenses, Victor Freitas. Ou seja, Victor é um homem que percebe das diligências de bastidores no partido mas que, falando-se de política mais abrangente... para candidato a presidente do governo é melhor ir buscar alguém que perceba do mundo empresarial e da gestão de finanças públicas. 
Se Carlos César entende que um 'apparatchick' constitui hoje "um factor de doença dos partidos políticos", já que ficar-se pelos "talentos em aparelhos partidários" não é inteligente - e não é -, também não percebemos se o entrevistado considera mesmo que a candidatura regional que pretende promover nada em conhecimentos de gestão das finanças públicas, e mesmo nos meandros do mundo empresarial. 
O problema existe. Há correntes no PS-Madeira que não acreditam no candidato Victor Freitas à presidência do governo. Não vale a pena negar. E é uma opinião válida. Como é legítima outra opinião, favorável à presente liderança, segundo a qual todos os militantes tiveram a oportunidade na hora certa para se apresentarem à disputa interna e não compareceram.
Carlos César veio em reforço de Bernardo Trindade, interferindo como dirigente nacional com responsabilidades num processo político regional. Mesmo dizendo que não deve "opinar sobre a matéria".
Cabe aqui recordar que uma das terríveis pragas que mais contribuíram para o PS nunca chegar perto de ser alternativa na Madeira foi precisamente a subserviência relativamente aos Pêesses caviares da capital. Uma submissão doentia, uma reverência, uma veneração ajoelhada de fazer enjoar um madeirense normal, com gostos políticos ou não. Sempre umas vénias àquelas sumidades do Rato que, enfim. 
O PPD-Madeira pegava nessa política de genuflexão instalada na (então) Rua do Surdo e, claro, 'partia' os dirigentes socialistas em mil pedaços, como depois se via nas eleições.
Das ajudas de que nos lembramos dos socialistas de Lisboa aos camaradas madeirenses, lembramo-nos do perdão de uma dívida de 150 milhões de contos (contos!) ao governo de Jardim, para o PPD continuar a sua política dominadora à custa do cimento, alcatrão e subsídios para o povo todo. Obrigado, Guterres, disseram na altura os madeirenses que desejavam ver pelas costas os trogloditas do Laranjal.
Vem-nos à ideia outro auxílio de lá para cá: os ministros socialistas que vinham à Madeira elogiar a obra do PPD jardineirista e oferecerem a Pereira de Gouveia e demais secretários regionais a vantagem de serem os arautos de obras a implementar na Região à custa de dinheiros nacionais. 
Hilariante, mas verdadeiro.
Isto, é claro, para não falar na ajuda de Jaime Gama ao PS-Madeira, com os célebres elogios ao ex-Bokassa madeirense. 

Uma última nota para confessar um juízo mal feito da nossa parte, há muitos anos.
Em tempos que já lá vão, Carlos César deu-nos a honra de uma entrevista em Ponta Delgada, mostrando-nos amavelmente a acanhada sede do PS-Açores de então. Na ocasião, duvidámos que o PS de lá fosse diferente do de cá, isto é, que ganhasse eleições mesmo depois de Mota Amaral sair. Dissemos a César que um partido na oposição insular dificilmente conseguia manter quadros na militância. César apontou para umas prateleiras ao alto e disse que ali estavam centenas de fichas de militantes com formação superior. Para concluir que dentro de um par de anos seria ele o presidente dos Açores.
Não acreditámos. Em Carlos César, apesar de bem falante e competente, estávamos a ver apenas o 'aparatchick' que ele era na realidade. Na altura, ele era, efectivamente, o homem do aparelho do PS-Açores. 
Enganámo-nos redondamente. Mas, depois disso, tivemos ocasião de o reconhecer. Foi há anos quando ele veio a Câmara de Lobos ver o seu Santa Clara comemorar a subida à I Divisão. Mas também lhe dissemos na oportunidade que ele chegava ao poder nos Açores porque sempre rejeitou interferências do exterior. E ele concordou. Não sabemos é se se lembra disto tudo. Mas algumas destas passagens estão impressas nos arquivos do DN.

MACHICO





FESTIVAL DE FOLCLORE 
PROMOVE O TABAIBO



No grande palco decorado com frutas regionais pela Secretaria Regional do Ambiente, patrocinadora do grande Encontro de Folclore, teve início este domingo no Largo da Praça, em Machico, este grande espectáculo de folclore com grupos convidados de Machico, Santa Maria da Feira, continente, o folclore da Ilha Terceira Açores e os nossos hermanos da Galiza. 
Centenas de pessoas encheram o grande recinto, com destaque para a presença de muitos turistas. 
Salienta-se a distribuição gratuita que permitiu a muita gente provar as maravilhas do tabaibo. Uma acção promocional a favor daquele fruto.
Cada grupo folclórico recebeu um troféu (miniatura da enxada) pela participação no evento.
Texto e fotos  Manuel Nicolau






Jardim Botânico José do Canto

Tristaniopsis laurina

Tristaniopsis laurina

Nome científico: Tristaniopsis laurina
Nome vulgar: não se conhece em português; inglês: Water Gum
Porte: Árvore
                         Família: Myrtaceae
Origem: Este da Austrália
Observações: Nos registos das plantas introduzidas por José do Canto no seu jardim de Ponta Delgada até à primavera de 1856 constam 3 espécies do género TristaniaT. conferta; T. laurina; T. neriifolia. Em 1982 o género Tristania foi revisto por taxonomistas australianos e foi dividido em 5 géneros. Em resultado dessa divisão, a Tristania laurina  passou a designar-se Tristaniopsis laurina.



Tristaniopsis laurina

Texto: Raimundo Quintal
Fotos: Tibério PachecoRaimundo Quintal

DELÍRIO NO LARANJAL


REGULAMENTO PARA USO DAS SEDES
DESTINA-SE A LADRÕES, BÊBEDOS E DESORDEIROS


Jaime assina sozinho o Regulamento que imaginou sozinho, redigiu sozinho e promulgou sozinho. Qual Meio Chefe, qual nada! (Foto Manuel Nicolau)

Jaime Ramos esgalhou umas normas bizarras para desencorajar os Delfins de utilizarem as sedes do PPD na campanha interna prestes a começar. É mais fácil entrar na Casa Branca do que organizar uma simples sessão de propaganda nos "espaços". Quem manda e desmanda em tudo é o secretários-geral, que encheu mais de 3 folhas A-4 com restrições aos militantes que mais parecem destinadas a uma chusma de bêbedos, gatunos e zaragateiros. E atenção que a entrada está proibida a não militantes. Jornalistas? Nem pensar! Só lendo se faz a ideia certa. É para isso que convidamos o Leitor do 'Fénix'.



O documento chama-se "Regulamento de utilização e cedência das sedes do Partido Social Democrata - Madeira" e desliza por 10 artigos subdivididos por vários parágrafos cada um deles. O primeiro aviso chama as atenções para o "presente regulamento" que "visa estabelecer as condições gerais de utilização e cedência das sedes" do PPD-M, que o documento passa a tratar por "espaços". Para logo fazer constar que as iniciativas dos candidatos serão chumbadas se forem "incompatíveis com a utilização de um bem político-partidário". 
Não percebemos cabalmente o que significa um "bem político-partidário", mas isso não interessa. O facto é que, parecendo que até aqui está tudo razoável, não é bem assim. Repare o Leitor: vamos que dá na veneta de Jaime achar que a vozearia lá dentro da sede, durante a conferência de propaganda, perturba determinado "bem político-partidário". Pois o paleio acaba logo ali, sem apelo nem agravo. Fora!
O Leitor julga que estamos a tirar conclusões exageradas? Continue connosco. Leia o que o secretário-geral escreve logo a seguir no ponto 3 do artigo 1.º e não se esqueça de reparar em quem manda: "A cedência dos espaços está condicionada pelos objectivos determinados pelo Secretariado na observância e aplicação das regras exigidas à boa conservação dos equipamentos e espaços, à imagem pública do partido social-democrata e do respeito pelas normas públicas do civismo." 
Vê? E se o encarregado da sede ou o próprio secretário-geral, se um deles estiver com dores de cabeça e achar os aplausos ruidosos a ponto de desrespeitarem as "normas públicas do civismo" e a "imagem pública do partido"? - imagem do PPD-M que, diga-se de passagem, o próprio Jaime e Meio Chefe tanto têm dignificado nestes 38 anos.



Respeitinho! Saibam os candidatos - se acaso ainda não receberam este Regulamento - que a utilização de uma sede "carece de prévia autorização do secretário-geral". Isto não é anarquia nenhuma e é preciso dirigir-se ao velho Jaime - "por escrito" - em papel entregue no 66 da Rua dos Netos. Na hora de expediente, não vale ir lá pela noite dentro passar o envelope debaixo da porta. E atenção, essa diligência tem de ser executada 8 dias antes da data prevista para o "evento". Um pormenor: 8 dias úteis.

O Leitor pode pensar que estamos a reinar com a delirante situação que se vive no maluco laranjal. Mas não, temos o documento aqui nas mãos. 


Sem assinatura de Jaime, nada feito

Mais uma para os Delfins: na súplica a dirigir a Jaime, toca a inscrever a sua identificação (do candidato), a identificação do responsável pela acção (o coordenador da campanha, presumimos), a "indicação do fim a que se destina a utilização" e a indicação do dia e hora para fazer a conferência ou lá o que for.
Não vale a pena saltar por cima destas obrigações: se no dia do "evento" chegarem à sede sem a autorização com assinatura do Jaime, voltam para trás que é um regalo, e então é seguir o conselho do sua excelência: reunir os militantes na tasca da esquina, com uns copos e uns amendoins.
Tudo isto fica ainda condicionado à cabeça da Comissão Política Regional do Partido, chefiada por Jardim. A qual, como lembra o Regulamento esgalhado por Jaime Ramos, tem direito de prioridade na utilização das sedes. Imagine que em todas as horas a que Miguel Albuquerque pede a sede do Estreito ou de Gaula, por azar o chefe Jardim tinha pensado em dar lá uma saltada para jogar uma milhada com a comissão política local. Lá vai Albuquerque para as Vides comer uma espetada ou conversar com militantes num barzinho na Cerca, Achada de Gaula. Sérgio Marques e Miguel de Sousa que não se riam, porque pode haver coincidência também nos seus 'timings' e os do seu indiscutível chefão.



Poderíamos ficar por aqui, mas não vamos omitir o melhor do latim de Jaime. A começar pelo artigo 4.º sobre "Impedimentos".

Ali fica esclarecido: as sedes não serão cedidas para iniciativas que ponham em perigo a segurança do "espaço", dos seus equipamentos e do público.

O candidato está impedido de partir pedra nas sedes


A ver se percebemos: se um candidato pretender apresentar ideias sobre a recuperação do sector da construção, não pode chegar à sede de malho e desatar a derrubar paredes e tectos, porque faz perigar a "segurança do espaço" e até do público, porque pode atingir para lá algum simpatizante com uma lasca de bloco.

E mais esta! Mais esta, senhores Delfins! Leiam a alínea b) do Artigo 4.º:
As sedes não serão cedidas para "iniciativas que apelem ao desrespeito dos valores constitucionais, do estatuto político-administrativo da Madeira e dos estatutos do PSD, nomeadamente no âmbito dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos."
É verdade que não se podia esperar outra coisa do respeitador de constituições chamado Jaime Ramos, que nisso compete com chefe Jardim. Mas há um senão: quem vai dizer se o Delfim candidato está ou não a apelar a um desrespeito dos enunciados acima? Jaime é que o vai dizer, claro. De modo que é conveniente o candidato não entrar lá dentro com uma pastinha da Blandy ou acompanhado por algum militante da Madeira Velha - porque essas práticas na cabeça do Jaime Ramos podem configurar um desrespeito a qualquer vaca sagrada.


Se algum militante der uma palmada, paga o candidato


Capítulo das "obrigações dos utilizadores". As candidaturas, manda Jaime, não podem ultrapassar a lotação que estiver determinada da sede... em lugares sentados. Se Jaime mandar meter lá 7 cadeiras, assistem 7 militantes e o resto segue o debate por sms, no meio da rua. É uma caricatura para se perceber na mão de quem está a coisa toda. 

É que, explica o documento, não se deve pôr "em risco a segurança de pessoas e bens". E sabe-se o que pode acontecer se houver cadeiras a mais ou umas pessoas de pé, que podem escorregar e estender-se ao comprido lá para dentro. É melhor prevenir, porque o diabo tece-as.
Muito cuidado também no caso dos militantes com acesso à sessão. Se os ladrões que estiverem entre eles furtarem algum material da sede, quem paga é a candidatura. Assim como é a candidatura que paga qualquer gasto adicional.

Copofonia é na rua!

A malta laranja da copofonia também não pense que terá nas reuniões de propaganda interna uma desculpa em casa para tomar uma bebedeira extra. Se quiserem enfrascar-se, é antes ou depois da sessão. Porque Jaime explica muito claramente esse ponto: é proibido levar bebidas ou alimentos para o interior dos "espaços". Nada de andar para dentro e para fora, do bar para a sala da conferência, da sala da conferência para o bar, com bandejas de imperial ou vinho, tremoços e pires com dentinhos de coração e bofe. Essas coisas, pela sua configuração, como escreve Jaime, podem "danificar o equipamento ou as instalações ou ainda pôr em causa a segurança de pessoas e bens". 
Achamos que aqui Jaime esteve bem. A malta, mesmo séria, sem beber, quando teima na questão das candidaturas é de comerem-se vivos uns aos outros, então com uns copos! Vejam os comentários nos blogues. Lembrem-se do pé-de-vento lá em cima na Herdade, o Cândido com o Elmano, pessoas até pacíficas e cordatas.
Mas, para ninguém dizer que não sabia, está lá na alínea b) do Artigo 6.º: é proibido "comer, beber, fumar no interior dos espaços". 

Camaleões e ratazanas não entram

Os cuidados de selecção vão ao ponto de a alínea c) do mesmo artigo proibir... Proibir o quê? Nem mais: "A entrada de animais."
Não temos carta branca para fazer interpretações no ar, mas calculamos que Jaime não esteja a chamar cachorros aos militantes. Ele deve estar a dirigir-se mais às cobras, camaleões, macacos de imitação, ratazanas e bichos similares que enxameiam a troupe de militantes do PPD-Madeira. É ele a dizer.
Há outras castas com entrada proibida: os imbecis, traidores e maçónicos que dão pela designação de "não militantes" e a comunicação social.
A candidatura quer colocar adereços para animar a conferência? Pois não pense em "perfurar, pregar, colar" ou talvez encostar-se às paredes sem autorização prévia de Jaime. Autorização por escrito.
E depois qualquer comportamento que afecte o normal decurso do evento, prejudicando instalações e pessoas, rua! Basta Jaime estar nas redondezas e entender que um olhar mais atravessado do orador pode provocar m... e a coisa fica por ali. Todos para o bar da esquina.


Tudo devidamente controlado por 'bufos'

Só para terminar esta peça disciplinar que em nosso entender deve seri nscritas nos já riquíssimos anais do Laranjal madeirense, diga-se que o presidente da comissão política de cada freguesia mais outros elementos responsáveis locais presenciarão toda a montagem e instalação de materiais para o evento, "supervisionando, orientando e fiscalizando" a operação toda, "desde que não perturbem o normal desenvolvimento das actividades em curso". Nem precisam de perturbar. Só têm de, aqui e ali, fazer uma ligação para Jaime e Jardim, dando conta do que se faz e diz na candidatura em questão.  
Já se falou das bebedeiras que Jaime não permitirá lá dentro. Mas o secretário-geral volta à carga em cima dos militantes. É que há uns que, mesmo sem beber, são umas boas rolhas. Uns zaragateiros. O artigo 7.º é dedicado quase todo a esses cavalheiros. 

Nada de baralho ou esquemas esquisitos lá dentro


Em resumo, o ponto 3 desse artigo avisa que se forem para lá "desrespeitar a tranquilidade pública", é expulsão imediata e mais nada. Isso ou usar a sede para "práticas ilícitas e desonestas". Não vale a pena levarem o baralho para fazer uns dinheiros extras à pala dos patinhos que forem ouvir o candidato. Nem pensem em esquemas furtivos lá para dentro numa arrecadação qualquer, porque, se são apanhados, olho da rua e escândalo divulgado no face.

Porra, Jaime pensou em tudo!
Terminamos em beleza: publicitar as sessões de campanha, com recurso a cartazes e afins dentro da sede, só com autorização do patrão do partido, Jaime Ramos. 
E esta, enfim: os casos omissos ficam todos ao critério... de quem, se não do inevitável Jaime? Em caso de dúvida, Jaime proíbe a campanha e chapéu.
Os militantes, cambada de bêbedos, batoteiros, ladrões, zaragateiros e traidores - a acusação é feita no Regulamento de Jaime - alimentaram este mundo louco no decurso das últimas décadas. Agora aguentem-se.