Powered By Blogger

sábado, 27 de junho de 2015


"HÁ FOME E SOFRIMENTO NO FUNCHAL"
- denuncia a CDU em conferência de imprensa



MEMORANDO EM DEFESA DA CIDADE - comunistas desafiam as outras forças políticas

   Interessa dizer que na actual situação de crise económica e social que afecta o País e a Região, com o desemprego a atingir níveis incomportáveis e com as quedas acentuadas dos rendimentos, há hoje fome e sofrimento na cidade, situações estas a que urge dar respostas.
   Neste sentido iremos propor na próxima reunião da Vereação da Câmara Municipal do Funchal que seja discutidas e aprovadas as grandes linhas mestras e objectivos que deverão presidir nas conversações a haver com o Governo Regional.
    As linhas mestras que defendemos deverão ter os seguintes eixos fundamentais:
            1.º - Os custos de capitalidade;
            2.º - A resposta aos graves problemas sociais;
            3.º - O financiamento da Autarquia.
            À volta destes eixos a Câmara Municipal deverá tentar obter os seguintes objectivos mínimos:
- Garantir o apoio a um programa de reabilitação urbana na cidade do Funchal financiado com fundos comunitários;
                        - Implementar um Plano de Emergência Social que tenho no seu centro a resolução dos graves problemas habitacionais;
                        - Promoção do apoio ao transporte público (a Horários do Funchal é gerida pelo Governo Regional), em articulação com as redes suburbanas;
                        - Apoio a programas financiados pela União Europeia para o desenvolvimento da sustentabilidade energética da cidade;
                        - Garantia da rápida aprovação do PDM – Plano Director Municipal enquanto instrumento de gestão fundamental para o futuro da cidade;
                        - Conclusão da rede de acessibilidades da cidade do Funchal;
                        - Reposição de todos os meios e condições de financiamento a que a Câmara Municipal do Funchal tem direito:
                        a) – Pagamento dos 5% do IRS;
                        b) – Reposição do IMI perdido pelas isenções fiscais;
                        c) – Redução do tarifário da água em alta;
                       d) - Conclusão das intervenções previstas na lei de meios.
           
            O desafio que a CDU coloca a todas as restantes forças políticas que estão representadas na Câmara Municipal do Funchal é a definição de um programa mínimo de valorização da cidade e defesa das suas gentes. A cidade e a sua gestão não pode ser pedra de arremesso, nem objecto de estéreis lutas de protagonismo partidário.
            A proposta fica. O desafio está colocado. A cidade necessita de respostas. A cidade tem que estar em primeiro lugar.


Funchal, 27 de Junho de 2015

A Representação Autárquica da CDU
no Concelho do Funchal

Texto CDU



HOMENAGEM




PAULO MARTINHO MARTINS

O líder histórico da UDP e do Bloco de Esquerda na Madeira Paulo Martins faria hoje 62 anos. A data ficará assinalada pela justíssima homenagem da Câmara do Funchal que é a atribuição do nome do grande democrata madeirense à rotunda na Estrada do Dr. Pita, acima da Quinta Magnólia.
Honra ao homenageado e a quem homenageia. Que não é, com certeza, o Parlamento onde Paulo se entregou uma vida inteira com as muitas qualidades que tinha em defesa de quem elege os deputados.
A cerimónia é esta manhã às 10 e meia, na futura 'Rotunda Paulo Martinho Martins'.




sexta-feira, 26 de junho de 2015


JPP quer ouvir secretária do Ambiente

O mau estado dos canais de rega prejudica o ganha-pão dos agricultores

Numa iniciativa de hoje do Grupo Parlamentar do JPP junto dos regantes do Concelho de Santa Cruz, constatou-se o seguinte:
1.       O significativo mau estado dos canais secundários de água de rega, uma situação que tem como consequência direta a carência irremediável de água de rega de giro quinzenal para os agricultores e perda das colheitas, com reflexo na economia familiar.
 
2.       A situação levanta, inclusive, a questão da infração contratual entre o cidadãos e a ARM que, de acordo com o valor pago pelo cliente deve, efetivamente, facultar  o caudal ajustado e as boas condições do canais  de regadio.
 
3.       Para o efeito, o Grupo Parlamentar do JPP requereu hoje uma audição parlamentar para a presença física, na 3.ª Comissão Especializada da Assembleia Legislativa Regional, da Senhora Secretária Regional do Ambiente e Recurso Naturais.


Texto JPP



Ferry


Assembleia da República aprova Resolução do BE que pretende retomar ligações marítimas entre a Madeira e o Continente



A Assembleia da República acaba de aprovar um Projecto de Resolução do BE que tem por objectivo retomar a ligação marítima por ferryboat entre a Madeira e o Continente, garantindo que este transporte respeita e aplica os princípios do transporte público. aqui fica o texto, na íntegra, da Resolução aprovada:

"A insularidade tem vários custos para as regiões e para as populações, desde a dependência do exterior, os custos de transporte que oneram os produtos importados ou o isolamento que só consegue ser quebrado com uma boa rede de transportes públicos.

A população da Madeira conhece bem estes custos e dificuldades acrescidas, nomeadamente no que toca à sua mobilidade. Atualmente só transporte aéreo faz a ligação ao Continente, o que deixa a região numa situação de dependência extrema.

Até há relativamente pouco tempo, a região tinha também uma ligação marítima com o continente, efetuada através de ferryboat, muito à semelhança do que acontece nas Ilhas Canárias.

O transporte marítimo trazia grandes vantagens para a população. Consistia, de facto, numa alternativa, com horários complementares, capaz de servir cidadãos que, por vários motivos - incluindo médicos - estivessem impedidos de optar pelo avião. Adicionalmente, o ferry permitia o transporte de veículos, algo que não é possível com o transporte aéreo.

Estas são apenas algumas das vantagens do transporte marítimo que já existiu entre Madeira e Continente e que foi interrompido sem nenhuma explicação do Governo Regional da Madeira.

É urgente garantir que esta ligação marítima seja reativada e que tenha um pendor verdadeiramente público, não servindo para justificar novos ajustes diretos ou concessões em benefício dos interesses que dominam a região.

Com o presente projeto de resolução, o Bloco de Esquerda propõe, por isso, que se retome a ligação marítima por ferryboat entre a Madeira e o Continente o mais rapidamente possível e que essa ligação respeite o interesse público e os princípios do transporte público a nível de qualidade, disponibilidade de horários e universalidade.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo:

1.    Retomar a ligação marítima por ferryboat entre a Madeira e o Continente.

2.    Garantir que este transporte respeita e aplica os princípios do transporte público".



Texto BE

K-TAP apanha 'estrelas da política'



POLÍTICAS NA EXECUTIVA 
E POLÍTICAS NA ECONÓMICA 


Susana Prada

Cláudia Monteiro

Liliana Rodrigues


Na sequência do falatório provocado pela viagem a Bruxelas da secretária regional do Ambiente e Recursos Naturais, pusemos o nosso K-TAP no terreno (aéreo) para percebermos como se procedem estas viagens que para muitos são uma maçada e para outros uma parte doce das mordomias políticas e governativas.

O nosso agente pôs-se à coca para 'caçar' políticos nas deslocações de fim-de-semana, parte importante do vaivém entre as ilhotas lusas, Lisboa e a capital da União.

Ontem, o nosso infiltrado (diferente do infilhitrado) apanhou no avião da tarde Bruxelas-Lisboa os seguintes passageiros:
Classe executiva - vários eurodeputados portugueses, incluindo as madeirenses Cláudia Monteiro (PSD) e Liliana Rodrigues (PS); Vasco Cordeiro, presidente do governo regional dos Açores.
Classe Económica: eurodeputado Marinho e Pinto; secretária regional do Ambiente/Madeira, Susana Prada, que em Bruxelas participou na mesma reunião onde esteve o presidente Vasco Cordeiro.

Ainda ontem, avião das 21 h Lisboa-Funchal:
Classe Executiva - Liliana Rodrigues e Cláudia Monteiro.
Classe Económica - Susana Prada.

Chegadas ao aeroporto:
Susana Prada viajou de táxi para o Funchal.
Eurodeputadas - escapuliram-se das vistas do nosso agente a toda a brida, certamente para fazer render o tempo de fim-de-semana, porque na segunda-feira têm avião de volta ao PE.
A propósito, dizemos nós, a secretária regional do Ambiente chegou às 9 desta manhã ao posto de trabalho, segundo o que vasculhámos. À tarde, não há fim-de-semana antecipado, porque será preciso, entre o resto da agenda, entregar galardões para incentivar as boas práticas ambientais na indústria turística. 
Senhores Comentadores, não sabemos se nos fizemos entender.

Lá estaremos todos!


HOMENAGEM A PAULO MARTINS AMANHà





Amanhã, dia 27 de junho, o Paulo Martins faria 62 anos se estivesse entre nós. No sentido de lhe prestar uma homenagem nesse dia, a Câmara Municipal do Funchal decidiu descerrar a Placa com a identificação da Rotunda que passará a ser designada com o seu nome.

A cerimónia terá lugar pelas 10,30 horas, na Rotunda situada ao pé do muro da quinta Magnólia e será presidida pelo Presidente da Câmara Municipal do Funchal onde usará da palavra Guida Vieira, viúva do homenageado.
O Bloco de Esquerda associa-se a este acto e apela às pessoas interessadas que participem, pois assim estão a homenagear um grande lutador pela Liberdade e pela Autonomia ao serviço do Povo.

Texto BE

Nota do Fénix - Associamo-nos obviamente a esta merecida homenagem feita a um grande democrata madeirense que viverá para sempre nas nossas memórias.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Congresso do PS-Madeira



DESAFIO DE CARLOS PEREIRA
É ENCABEÇAR A LISTA NAS NACIONAIS


O problema do PS-M é mobilização,
fixar todos os socialistas do mesmo lado da
 barricada. A moção pode ser bonita,
mas ninguém liga a essas partes chatas.

Mostrar coragem para encabeçar a lista e assumir pessoalmente os resultados que os eleitores decidirem dar-lhe: só dessa forma, e se obtiver números agradáveis, Carlos Pereira terá a força de que precisa para meter o PS-Madeira na ordem de uma vez por todas. Porque é disso que se trata. Se se ficar por palavras sábias, mas longe do arame farpado, não demora nada está liquidado 


Não vale a pena o novo líder do Partido Socialista aparecer no congresso decidido a refugiar-se em generalidades. Se o fizer, verá o seu reinado acabar precocemente, como aconteceu com todos os seus antecessores, à excepção de Emanuel Jardim Fernandes.
A grande missão de Carlos Pereira é mostrar aos eleitores que as coisas mudaram. De facto e com provas à vista. 
É que... 
Dizer que o PS deixou de ser um partido de protesto para se tornar em alternativa de poder é bonito, lógico, mas teoria redonda e batida. Há que avançar. Dar passos. Na verdade, ainda não se viu nada que indicie mudança naquele partido. Nem no discurso nem na acção. 
Que mudou no PS com a substituição de Victor Freitas por Carlos Pereira? No essencial, nada.
Para complicar mais a vida do novo presidente socialista, sobram para ele uns berbicachos que não sabemos como poderá resolver. Paulo Cafôfo irá dar o apoio à nova Direcção do PS que deu nos tempos de Victor, que foi praticamente nenhum? A concelhia do Funchal está de boa fé? Como dar a imagem de dinâmica a um grupo parlamentar que não foi escolhido por ele, Carlos Pereira? Quando se verá a mobilização de militantes à volta do novo PS? Quando se sentirá uma vaga de fundo de independentes? 
É que mostrar um actor respeitado e uma médica conceituada num acontecimento de socialistas convenhamos que é pobrezinho, quando a fasquia colocada foi outra.
Carlos Pereira preencherá muito tempo no congresso deste fim-de-semana repetindo princípios genéricos que todos conhecemos. A tal abertura à sociedade civil de que aliás há escassos sinais. Falará da estratégia do PS enquanto oposição. Da redução dos juros da dívida regional. Das políticas sociais. Da reforma política e das relações externas. E de mais temas constantes da moção de estratégia. Tudo muito importante. Mas isso assim não passa de mais um congresso. Igual a tantos outros do PS. Igual a tantos de outros partidos que advogam os mesmos princípios.
Para quem vê as coisas cá de fora, só será reconhecida uma determinação de mudança se Carlos Pereira deixar o calhamaço dos propósitos e das intenções na sua mesa do congresso e for à tribuna falar cara a cara com os congressistas, bem como com os madeirenses que seguirem os trabalhos pela comunicação social. Se disser às variadas sensibilidades do partido, ainda hoje latentes na área socialista regional, que tomará todas as medidas necessárias para virar o partido do avesso. Porque transformar aquilo tudo de alto a baixo é a única receita com hipóteses de sucesso. 
Carlos Pereira terá de explicar muito bem no congresso que, apesar de ter feito parte dos insucessos dos últimos anos do partido, concorreu à liderança não para enriquecer o currículo e fazer as próximas listas do parlamento, mas para disputar em 2017, de igual para igual, a presidência do governo. 
...E terá de dizer que as suas decisões no partido não serão tomadas 'na retranca', com tacticismo, para manter o lugar de líder à custa de contentar os mais incómodos - mas tendo em vista atirar-se declaradamente à conquista do poder na Região. E quem quiser embarcar no projecto que embarque.
A verdade é que ainda não se percebeu a disposição de Carlos Pereira para assumir as necessárias rupturas internas. Pode estar à espera do congresso para o fazer. Mas cá fora seria importante se aparecessem uns sinais.
Possivelmente, o novo chefe socialista mostrará, na constituição das listas agora durante o congresso, que não hesitou em proceder a uma renovação profunda. Porém, depois disso tem outra etapa: anunciar-se como cabeça-de-lista para as eleições à Assembleia da República.
Por esse caminho, desarmará já os eternos conspiradores. Poderá proceder às mudanças que entender importantes. Porque merece respeito quem se arrisca a um mau resultado pessoal, directo. Se trabalhar bem, tem caminho aberto para 2017. Se em Setembro-Outubro acabar por averbar um desaire à moda PS-Madeira, não há volta a dar: venha outro.
Agora, ficar fora da lista, para não se expor, é pouco. Fatal, para quem conhece a mobília da casa. Pode durar dois anos como líder, até às autárquicas. Inglório.  
É bonito dizer que o que se deve discutir é o projecto, não as pessoas. Mas todos sabemos que as coisas não funcionam assim. Neste caso, se Carlos Pereira não se discutir a si próprio no congresso, impondo a acção em vez de se ficar pela reacção, a sua liderança chega a Outubro 'pelas peles'.

Discussão de Apoios à Cultura


Sara Madruga (PSD) recebeu
actores Élvio Camacho e Paula Erra



Sara Madruga da Costa, deputada do PSD Madeira e presidente da 6ª Comissão Especializada de Educação, Desporto e Cultura, recebeu esta tarde, nas instalações do Grupo Parlamentar do PSD, na Assembleia Legislativa da Madeira os atores madeirenses Élvio Camacho e Paula Erra.
Na audiência, foram abordadas questões relacionadas com os procedimentos para a atribuição de apoios aos projetos culturais, em particular no âmbito das artes performativas, e a possibilidade de poderem ser melhorados alguns aspetos relacionados com o acesso a esses apoios.
Esta ação enquadra-se na política do Grupo Parlamentar do PSD do reforço da proximidade com a sociedade civil e de auscultação de associações e entidades das várias áreas de atividade.
No caso em concreto da Cultura, trata-se de uma área considerada prioritária pelo Governo Regional da Madeira e que merece o acolhimento do Grupo Parlamentar, não só através de visitas e reuniões como também de possíveis iniciativas legislativas.

Élvio Camacho e Paula Erra são os responsáveis da Companhia Teatro Feiticeiro do Norte, que tem em cena a peça 'mai maiores qu'essei serras', a qual já percorreu praticamente todos os concelhos da Região, levando a arte teatral junto da população madeirense.

Texto GP do PSD

Encerramento do Regency Palace



Texto PS

Saúde


CDS/PP DISPONÍVEL PARA TRABALHAR
COM NOVA ADMINISTRAÇÃO DO SESARAM



Reunião de trabalho "extremamente positiva" entre a nova administração do SESARAM, liderada por Maria Lígia Correia, e uma equipa de deputados/dirigentes do CDS/PP Madeira, esta manhã.
O CDS/PP é o partido que tem liderado, há vários anos, as questões da Saúde na ALM, tem um capital de referência e competência reconhecido, é, aliás, o único grupo parlamentar que tem nas suas fileiras um deputado que é médico.
Com a entrada em funções da nova administração, o CSD/PP quis oferecer os seus contributos de forma responsável e enquanto de líder da Oposição, esclarecendo sobre ideias e projetos seus para o setor, colocando-se ainda à disposição da nova gestão da saúde regional para credibilizar o sistema, torná-lo seguro e de qualidade aos olhos dos madeirenses e financeiramente viável.

Texto PP


Madeira é a Região de Portugal 
com mais empreendimentos turísticos 
amigos do ambiente


Galardões serão entregues amanhã por Susana Prada

A Secretária Regional do Ambiente e Recursos Naturais preside à cerimónia regional de entrega do Galardão “Green Key 2015”, que se realiza amanhã, sexta-feira, pelas 15 horas, no auditório do Edifício do Campo da Barca, sito na Rua Dr. Pestana Júnior, nº6.

O Programa “Chave Verde” é um programa de Educação Ambiental, de âmbito internacional, que premeia empreendimentos turísticos, parques de campismo, alojamento local e restaurantes pelas suas boas práticas na área da sustentabilidade e promove formas de gestão e utilização dos empreendimentos turísticos de modo mais amigo do ambiente.

Conhecido internacionalmente como “Green Key”, este programa está implementado em 48 países, sendo já o maior rótulo ecológico para o Turismo, com cerca de 2400 empreendimentos galardoados.

A Região Autónoma da Madeira, com 25 empreendimentos galardoados, em 2015, continua a ser a região do país com maior número de galardoados no âmbito deste programa.

Texto SRSEN

Vida Municipal





OUVIDOS DE MERCADOR





É hora de perguntar se o ruído à volta do Mercado e a necessidade de policiar as reuniões da Câmara por causa de manifes crispadas provocarão a demissão do presidente funchalense - ou de algum vereador, como aconteceu da outra vez. Não se trata de tomar partido, trata-se de uma questão ética, de coerência.



Acontecimentos em voga levam-nos a evocar os turbulentos inícios desta vereação da capital. Mas centremo-nos num único caso: o da substituição de um vereador com a justificação de que havia munícipes contra ele. Com o golpe final numa manifestação de trabalhadores da Quinta do Lorde às portas dos Paços, contra o mesmo vereador.
O então novo presidente da Câmara podia, e era essa que julgávamos a única saída, solidarizar-se incondicionalmente em público com o elemento da sua equipa, deixando o esclarecimento dos factos para um encontro interno. Não o fez. Retirou pelouros ao mesmíssimo vereador e depois aconselhou-o a demitir-se. Desenlace que, como se sabe, arrastou consigo uma procissão de outros vereadores para a rua.
Ou seja, Paulo Cafôfo deu razão aos comerciantes que se queixavam de rigor a mais na instalação de mesas em ruas e nos passeios. E deu importância à referida manifestação que o próprio presidente, dirigindo-se aos manifestantes, deveria desviar para o Largo dos Varadouros, já que totalmente alheia à vida municipal.
À época, receámos que futuramente seria questão de um descontente qualquer organizar umas arruaças nos Paços para mandar um vereador à vida.  
Nos últimos dias, os comerciantes do Mercado andam em pé de guerra. Manifestações mal humoradas a respeito dos produtos que devem ser vendidos nas barracas. 
Embora saibamos que os descontentes foram também estimulados por 'inimigos de estimação' da Câmara, perguntamos: alguém vai perder pelouros? Agora que, segundo o DN de hoje, o presidente Cafôfo se vê na necessidade de solicitar cobertura policial para meras reuniões municipais, como a de logo à tarde, estará já o mesmo presidente a rabiscar o pedido da sua demissão?
Não discutimos a essência do problema em apreço, que abala o Mercado, se bem que nos pareça lidarem os cavalheiros municipais longe da importância daquela unidade para as populações locais e para o turismo, como acontece em todo o lado. Essa é uma questão técnica, discutam-na. Os próprios comerciantes têm mais conhecimentos da poda do que 'mercadores' acidentais como são os vereadores, e podem ajudar muito a superar a ingrata situação que alguém inventou.
Não o discutimos, porque os eleitos são eles.
Mas também há uma questão moral nisto. Então, perguntamos, já que há descontentamento e manifes perigosas, a que horas é a próxima demissão. 
Ou pelo menos venha o presidente cá fora explicar com muita clareza, para o eleitor de 2017 perceber, a mudança de critério entre o caso das esplanadas/Quinta do Lorde e este do Mercado. 
Pode fazer 'ouvidos de mercador'. Mas, presidente, repare que os tempos estão difíceis para os mercadores, mesmo para os sinceros e genuínos. Conforme documento junto.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Barraca em Dia Solene


VAI SER PRECISO ENSAIAR MUITO
AQUELAS CERIMÓNIAS NO PORTO SANTO


Se a Câmara nova faz confusão, caro Presidente, mude a cerimónia para os antigos Paços, porque ali, que nos lembremos, corria tudo segundo o protocolo, mesmo quando havia visitantes graúdos nacionais de cor diferente dos locais. 


Foi um caso sério, aquela cerimónia das bandeiras esta manhã no Porto Santo. O que se chama inventar problemas quando eles não existem.
Aconteceu antes da sessão solene, no hastear das ditas-cujas.
Uma calamidade.
Autoridades locais devidamente penteadas e de fato engomado. Banda da Casa do Povo com os metais a brilhar, pronta para entrar em acção. Entidades militares tudo com farda número um - marítimas, Exército, Polícia, GNR, Guarda Florestal. Secretário das Finanças 'Gasparzinho' em representação do governo regional, todo pimpão. Povo muito solene a apreciar aquilo.
Começa então a subir a Bandeira Nacional. Não se sabe por que artes, a Banda acompanha a ascensão do pavilhão verde-encarnado com o autonómico Hino da Região. Os militares que já estavam em sentido e em continência, toca a voltar hesitantemente à primeira forma. Olham uns para os outros. Fazer continência à Bandeira e ao Hino da Região?
Não podia ser, de facto.
Uma infinidade de tempo, um embaraço que nunca mais acabava.
Toca a subir então a Bandeira da Região. Que deve tocar a Banda? Segunda vez seguida o Hino da Região? Cruzes! Fazer a compensação e acompanhar a bandeira azul-amarela com o Hino Nacional? Porra!
Bom, para não baralhar, silêncio. Instrumentos em baixo. Antes assim. Não vá o maestro pegar na pauta errada e sair o hino da sociedade. 
Mesmo assim, o pior estava para vir. 
Cabia à Bandeira do Porto Santo subir em terceiro lugar, no seu mastro. Mas... fazer outra vez um vazio musical? Já chegava de funeral!
Então, o presidente Filipe Menezes - assim nos contam - decidiu resolver o problema dando as suas ordens ao mestre da música. Se o Porto Santo não tem hino, fica decretado que passa a ter um. E lá os músicos esgalham nada mais nada menos do que o 'Porto Santo' do Max - aquela bela melodia cuja letra diz 'teu nome te fica bem' além de cantar as virtudes da  'uva tão saborosa'. 
Se repararmos bem, essa música já é mais do que um hino, para o Porto Santo. Mas isso é quando a malta quer cantar um bocado, nas noites do 'Henrique' e do 'Inferno'. Agora numa cerimónia solene!...
Os nossos tropas não sabiam onde se meter. O povo queria fingir não perceber as sucessivas broncas, mas era impossível. De maneira que depois, dentro da Câmara, enquanto se desenrolavam os discursos, as pessoas trocavam olhares reflectindo ainda a sua perplexidade.
Para a próxima sessão do género, não custa nada fazer um ensaio de véspera, para coordenar a fanfarra com o raio das bandeiras, salvo seja. 

Vida Municipal




Já rareiam os locais de estacionamento que ainda não foram abocanhados pela empresa municipal Frente Mar, presidida por aquele senhor da Mudança.
Mais dois lugares recentemente retirados aos munícipes na zona do Cais do Carvão, para entregar ao docente da UMA, que é também Presidente da Assembleia de Freguesia de São Martinho, eleito nas listas da Coligação Mudança.

K-Kaminha

terça-feira, 23 de junho de 2015

Eterna Glória do Nacional





HILÁRIO PINTO, FUTEBOLISTA E CAVALHEIRO


Não chegámos a ver jogar aquele cavalheiro de fino trato com quem falámos um dia na sala dos despachantes da Alfândega, mas parece que estamos a 'visionar' lances daquelas tardes de Marítimo-Nacional de 'arrancar castanheiros' no Campo dos Barreiros, quando ainda de terra, tendo por protagonistas o central preto-branco Hilário e o avançado-centro verde-rubro Chino. Imagens transmitidas e impressas nas memórias pela narrativa de ambos os famosos jogadores dos anos 40 e 50, quando contavam histórias que viveram bem por dentro.




Parecia mistério. António Tremura 'Chino', então a desabrochar para uma carreira que faria história, destroçava as defesas que lhe apareciam pela frente. Os centrais adversários dormiam mal nas vésperas quando tinham de o enfrentar, e não apenas os dos clubes madeirenses. Que o contassem as Torres de Belém e os defesas internacionais do Benfica, Porto e Sporting. Todos provaram a poeira dos Barreiros, à roda de Chino. Um fenómeno. 
Mas outro fenómeno interessante ganhou foros de cartaz nas tardes de domingo: quando Chino se deparava com a marcação do médio-centro do Nacional Hilário Pinto, acabou-se o show. Hilário era homem sóbrio, de poucas palavras, era o cavalheiro que tivemos a honra de conhecer naquele dia em que lhe ouvimos histórias coincidentes com as que Chino nos contava. Um médio-centro sóbrio, mas quase cem por cento eficaz com o avançado-centro contrário, mesmo que se chamasse Tremura 'Chino'. 
Os adeptos, quando em dia de Nacional-Marítimo subiam para os Barreiros - rectângulo pelado então no sentido leste-oeste -, detinham como símbolo para cada derby o duelo Hilário-Chino. Que era um espectáculo dentro do espectáculo. Mas todos desciam sem ter conseguido descobrir o porquê do famosíssimo avançado maritimista ficar amarrado ante a autoridade de Hilário na sua zona. 
Hilário Pinto explicou mais tarde. Sabia trabalhar psicologicamente o adversário. Sem violência nem insultos. Antes mostrando um à-vontade para enfrentar o Marítimo que por vezes não correspondia ao estado de espírito do momento. Dava resultado. O grande avançado verde-rubro e mais tarde do Benfica não atinava com defesas convencidos.
Chino marcou golos contra os alvi-negros, obviamente. Mas para o conseguir precisava de mudar de posição, procurar pontos do terreno fora das vistas do eficiente central Hilário, esteio nacionalista de classe que um dia foi chamado pelo Benfica.
Hilário Pinto deixou história nos anos em que vestiu a camisola do Nacional. E há tanto por contar daquela época áurea do futebol madeirense. Depois do abandono, continuou a ser um símbolo do seu clube e do Desporto madeirense, pela sua filosofia de praticante e adversário leal e firme.
Hilário Pinto morreu, deixando-nos uma imagem de homem íntegro e sociável, própria das Pessoas que ficamos a conhecer ao primeiro encontro. 
As nossas condolências à Família enlutada.

Parlamento


PS LAMENTA QUE PSD TENHA REJEITADO
DIPLOMA SOBRE ALIENAÇÃO DO JM


Texto PS-Madeira

Comissão das Ilhas


SUSANA PRADA VAI A BRUXELAS



A secretária regional do Ambiente e Recursos Naturais estará quinta-feira em Bruxelas para tomar parte na 35.ª Assembleia Geral da Comissão das Ilhas.
Susana Prada representa Miguel Albuquerque nesses trabalhos da Comissão das Ilhas, "uma das 6 comissões geográficas, e a mais antiga, que compõem a Conferência das Regiões Periféricas Marítimas da Europa", sendo, como tal, "independente das Instituições Europeias".
Objectivos da Comissão: "Instar as instituições europeias e os Estados-Membros a prestar atenção especial para com as ilhas, reconhecendo as desvantagens permanentes resultantes da sua insularidade, e implementar políticas mais adequadas à sua condição"; "Fomentar a cooperação inter-regional entre as ilhas, especialmente em questões relacionadas directamente com a sua insularidade."

Comunicado do PCP




Pela suspensão da decisão da CMF de abertura de concurso para o Mercado dos Lavradores  


Na sessão da Vereação da Câmara Municipal do Funchal do passado dia 27 de Maio, foi deliberada a abertura de procedimento para atribuição de direito de exploração de diversos espaços destinados à actividade comercial no Mercado dos Lavradores, decisão esta que gerou descontentamento e revolta entre os comerciantes que há décadas exploram espaços no Mercado.
O Mercado dos Lavradores constitui um espaço nobre da Cidade do Funchal, um importante pólo em termos de dinamização turística, promoção de produtos regionais, de dinâmica económica, assim como de espaço de divulgação sócio-cultural que, pela sua importância aos mais diversos níveis, tem que ser valorizado.
Ao proceder à abertura de um procedimento concursal nestes termos e com as condições associadas, a Câmara Municipal do Funchal está a contribuir para avolumar um conjunto de dificuldades e constrangimentos que são visíveis há já muito tempo.
Na próxima sessão da Vereação da Câmara Municipal do Funchal (25 de Junho), a CDU agendou uma Proposta de Resolução intitulada “Suspensão da decisão de abertura de concurso para o Mercado dos Lavradores” com o objectivo de, para efeitos de melhor análise e ponderação de um conjunto de factores relacionados com a situação e actividade actual do Mercado dos Lavradores e dada a importância de serem considerados e auscultados os comerciantes que actualmente desenvolvem a sua actividade neste espaço, seja suspensa a decisão de abertura do procedimento concursal destinado à atribuição de espaços no Mercado dos Lavradores.

Funchal, 23 de Junho de 2015

Uma limpeza! (actualizado)




As fotos foram tiradas hoje (segunda-feira) a meio da tarde a menos de 500 metros da residência do presidente da CMF.

Estas imagens repetem-se um pouco por todo lado no nosso Funchal. Pode-se dizer já, que se tornaram numa marca da "mudança municipal".
A publicidade paga pode ajudar a criar uma imagem. Mas mesmo para quem "fica na Cidade", e anda de olhos abertos, a realidade é bem distinta.

K-@mbiente




Já agora, K-@mbiente, mais duas prendas, registadas esta manhã de terça:


Alto da Pena

Vale Formoso

Hoje é dia de recolha, mas o espectáculo já vem de trás. Das duas, três: ou há lixo a mais ou há contentores a menos. 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Poluição no Mar


Sugestão fácil de objectivar

Um Leitor, reparando na preocupação do PP com a poluição nas nossas águas marinhas, deixa uma sugestão interessante às entidades competentes.
Levado pela curiosidade de perceber a origem de uma mancha castanha bem visível, certamente esgoto, que percorre diariamente o mar da costa sul da ilha, o Leitor já detectou que essa mancha passa junto do Lido pelas 10h30, 11 horas. 
Eis a sugestão: um barquinho, dois funcionários públicos com algum vagar e um pequeno prémio para quem descobrir a proveniência do crime ambiental - e é assim com mera meia dúzia de patacos que o Turismo e a população ficarão muito agradecidos.
Quem arranja o barquinho?