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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Madeira ao Vivo



RICARDO SILVA DEIXA COORDENAÇÃO DA JUDICIÁRIA


O carismático Carlos Farinha deixou a Ricardo Silva, em 2009, o cargo de coordenador da nossa 'Judite'. (Foto DN)


Agentes e funcionários ficaram atónitos com a novidade: o coordenador da PJ-Funchal, Ricardo Silva, comunicou-lhes pessoalmente que até finais deste mês deixará o cargo.
É uma informação que acaba de chegar à 'Fénix', com origem numa fonte que nunca nos induziu em erro. Mas a confirmação oficial fica sempre muito bem. Aguardemos.
 
A notícia tal como nos relataram surpreende, porque Ricardo Silva não ainda tem idade para ir 'cuidar dos netos'. Mas, como nos garantem, o coordenador convocou toda a gente da nossa 'Judite' para uma reunião e a mensagem não era de boas-festas, mas sim para participar essa despedida.
 
Claro que as más-línguas desataram a comentar. Uns a dizer que Ricardo Silva quer estar em casa já no mês de Janeiro, para escapar à terrível austeridade que vem aí no capítulo das reformas.
Além de um corte nas pensões, vai-se falando numa subida para os 67 anos da idade da reforma.
"É trabalhar até cair e meter baixa quando morrer", como costuma dizer um amigo nosso.
Outro comentário que ouvimos no seio da PJ: "Se é para continuarmos a produzir como até aqui, o Rui da portaria pode tomar conta da Coordenação da Polícia, porque dá conta do recado, não é preciso vir ninguém de Lisboa."
Com efeito, o mandato de Ricardo Silva tem corrido, em algumas fases, sob fogo da opinião pública, desde que em 2009 ascendeu ao lugar deixado vago pelo carismático Carlos Farinha, então de partida para o Laboratório de Investigação Científica.
Sob fogo... no real sentido da palavra.
Para satisfazer as exigências do chefe do desgoverno regional, Ricardo Silva garantiu no Verão passado que na origem dos devastadores incêndios estava mão criminosa, pelo que prometia 'meter dentro' os terroristas incendiários que, segundo Jardim, actuavam organizadamente contra os interesses da Madeira. A mando, quem sabe, da maçonaria.
 
O coordenador da Judiciária ouviu nestes poucos anos de exercício, como se sabe, acusações de ligações e subserviência ao desgoverno regional. Daí mais este comentário depois da reunião com os colaboradores para anúncio da reforma:
"Este já deve ter lugar de assessor na Secretaria do Manuel António."
Daqui pedirmos à má-língua que não especule, pelo menos até que esta informação da eventual reforma de Ricardo Silva seja confirmada ou desmentida.
 
Esta terra! Se o sujeito não largar a cadeira do poder, é craca agarrada à rocha, um ditador. Se quer sair, tem carta na manga.
Decidam-se!
 

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