Powered By Blogger

quarta-feira, 5 de abril de 2017




A Ratoeira do Munícipe





Nos tempos do Estado Novo, a propaganda era requintada e seguia um certo ritual protocolar. Fazia-se uma cerimónia solene com o lançamento da primeira-pedra, e após a obra pública concluída, fazia-se nova cerimónia festiva, e assim se fazia render o peixe.
Na semana passada, o sr. Prof. Paulo Cafofo, na companhia do sr. Primeiro-ministro, repetiram os gestos e os modos do Doutor Oliveira Salazar, lançando uma lasca de pedra no meio dum poio de hortaliças, nos Viveiros, mas com um pequeno senão: a obra ainda não tem o visto do Tribunal de Contas, uma minudência institucional que no tempo do senhor de Santa Comba seria considerada uma heresia.
Seguidamente, a mesma comitiva salazarenta foi, em passo-de-corrida, inaugurar com pompa e circunstância a nova Loja do Munícipe (não sabemos se houve brindes com espumante Terras do Avô, do que tivemos conhecimento é que a autarquia gastou uma pipa-de-massa numa capa propagandística no Jornal do Blandy), uma instalação de atendimento luxuosamente decorada e equipada com computadores topo-de-gama – equipamentos e softwares instalados pela inocente MCComputadores, conhecida ex-empresa do administrador do Diário de Notícias, José Câmara. (Atenção ao prefixo ex)
O mais caricato é que esta orgia de despesismo público foi para inaugurar um belo “Ferrari” equipado com uma caríssima centralina, mas sem motor, caixa de velocidades e transmissão, no fundo, um embrulho ricamente empapelado sem nada dentro. E explico porquê:
Em Outubro de 2013, antes de tomar posse como vereador da famigerada Coligação Mudança, fui a expensas minhas ao Continente, mais propriamente à Câmara Municipal de Cascais, para me inteirar tecnicamente dos passos que tinham sido dados por esta autarquia para a total desmaterialização processual. Isto é: depois da autarquia de Oeiras, a Câmara de Cascais era a segunda autarquia do país (Setembro 2010), a iniciar todo este complexo processo de simplificação e desburocratização administrativas, criando uma plataforma informática que permitia não só maior transparência, mas também agilização e tramitação interna e externa de todo o procedimento administrativo municipal. Resumindo, não entrava papel na autarquia, acabava-se de vez com os pesados e volumosos processos, que exigem força humana para movimentá-los, como também grande espaço físico para arquivá-los, e assim todo o ciclo de vida de produção documental do município (papelada) passou para suporte electrónico, muito mais fácil de manusear, anotar e despachar.
Mas este recurso a novas tecnologias tem de começar obrigatoriamente na área do urbanismo, porque é aquela que intrinsecamente contém maior complexidade. Deste modo, em finais de 2013, na Câmara Municipal do Funchal, começámos a dar os primeiros passos para esta modernização administrativa, com a adjunta da presidência, dra. Filipa Teixeira, a preparar os “alicerces informáticos” onde assentaria toda esta complexa estrutura electrónica. Aliás, a própria Legislação, como o DL n.º 555/99, de 16 de Dezembro, adaptado à região pelo DLR nº 37/2006, de 18 Agosto, já o exigia.
Infelizmente, com a nossa “defenestração” todo o trabalho foi para o lixo, não só os estudos para a desmaterialização das reuniões camarárias (ainda são feitas anacronicamente a papel e a caneta, sem um sistema integrado on-line, no qual os vereadores com os seus PCs poderiam consultar, submeter e votar/deferir electronicamente os processos), como também todos os esforços que estavam a ser feitos, para se criar uma Loja do Munícipe genuína, onde por exemplo, os munícipes entregariam obrigatoriamente os seus projectos ou operações urbanísticas em CD/DVD ou PenDrive, (obras de edificação; obras de demolição; loteamentos; requerimentos e certidões), que depois sofreriam posterior tramitação electrónica, desde a sua análise até o deferimento técnico, com as diferentes fases a serem autenticadas e validadas por assinatura digital. Os processos seriam rápidos e transparentes, e qualquer munícipe na sua casa, sentado confortavelmente no seu sofá, poderia acompanhar com o telemóvel todo o seu processo, sem se sujeitar ao actual labirinto burocrático cafofiano.
Infelizmente, esta Câmara de incompetentes gastou 2 milhões de euros num cenário pomposo, numa obra de fachada, quando poderia ter dado passos significativos na reforma e modernização do sistema, e, mais confrangedor ainda, é saber-se que a nossa autarquia tem o seu arquivo quase todo ele digitalizado e um Sistema de Informação Geográfica (SIG) super-carregado de informação electrónica, dois vectores essências para o arranque e suporte da desmaterialização. 
Para finalizar, a Câmara de Cascais, na criação do seu balcão de atendimento exclusivamente electrónico, gastou em 2010, no projecto “Cascais Mais Perto”, a quantia de € 501.712,48 tendo recebido co-financiamento comunitário no âmbito do QRN/Por Lisboa, no valor de € 114.000,00 mas como não tinham o seu arquivo digitalizado e necessitavam de aperfeiçoar e ampliar a sua plataforma electrónica, gastaram mais € 701.269,65 onde voltaram a usufruir de uma comparticipação comunitária de 40%. Isto é, criaram uma verdadeira Loja do Munícipe onde não entra um papel, por menos de metade do valor que o sr. Cafofo derreteu na sua Loja do Faz de Conta.
Esta brincadeira eleitoralista do sr. Cafofo com o apoio tácito do sr. António Costa merecia uma profunda investigação do MP e uma auditoria do Tribunal de Contas. E modelos para comparação de custos não faltam, basta ver os exemplos das câmaras municipais de Sintra, Seixal, Loulé, Ílhavo, Vizela… que modernizaram os seus balcões electrónicos, racionalizaram os seus recursos, promoveram a desmaterialização efectiva e reduziram o tempo de resposta aos seus munícipes, sem este postiço e caríssimo forrobodó cafofiano.
Gil Canha
   

terça-feira, 4 de abril de 2017



Luís Vilhena acusa Governo Regional de querer um saco de dinheiro à custa de apoios às famílias

O deputado socialista eleito pela Madeira Luís Vilhena acusou esta tarde o Governo Regional da Madeira de aproveitamento dos incêndios que assolaram a Região em Agosto. “O Governo Regional gostaria de ter mais um saco de dinheiro para fazer o que quiser”, disse a propósito da proposta de lei da Assembleia Legislativa da Madeira que visa apoios extraordinários no âmbito do programa Prohabita.

“Querem uma lei à semelhança da Lei de Meios aquando do 20 de Fevereiro de 2010 para realizar uma série de obras desnecessárias como um cais de acostagem ou cobrir com betão muros de pedras seculares”, afirmou na Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação na Assembleia da República.

O socialista garantiu ainda que o Prohabita destina este ano 5,5 milhões de euros para a Madeira quando para o resto do país são 3,5 milhões.  “Penso que não há dúvidas em matéria de solidariedade nacional”.

Luís Vilhena revelou ainda que a proposta da Assembleia Legislativa da Madeira está “perdida no tempo”, lembrando que o ministro das Infraestruturas e Planeamento, Pedro Marques, já tinha dito que o Governo da República ia considerar apoios às famílias que não tinham sido contempladas no âmbito do Prohabita, mediante um caderno encargos definido pelo Governo Regional e que não foi feito. “Não se pode meter no mesmo saco pessoas com seguros e pessoas carenciadas”, terminou, anunciando o voto contra a proposta.
Texto: PS-M

A Câmara, ocupada com o fitness, esqueceu-se do 4 de Abril de 1931




Calisto,

Tenho acompanhado o seu blogue e acho muito bem que exponha as verdades!

Sou bombeiro e hoje estive na cerimónia da Revolta da Madeira, ficando muito desiludido por ver que ninguém da presidência da Câmara Municipal do Funchal se dignou a comparecer. 




K-Bombeiro Atento


O desespero da Seita!


Onde já vai o desespero! Hoje abri o Diário e como não podia deixar de ser, é só propaganda em favor do sr. Paulo Cafofo, até chegam ao cúmulo de glorificar a gestão financeira de Cafofo em detrimento das contas de Albuquerque - Goebbels não faria melhor!..
Mas no meio da papelada propagandística paga a peso de ouro pelos munícipes, achei bem escondidinho na folha do Blandy, um artiguinho que prova bem o desaire da nova coligação cafofiana. Diz a peça, que a concelhia do PS/Funchal aprovou a nova coligação de partidos que irá servir de suporte à lista de Cafofo, e vejam a listinha: Bloco de Esquerda; JPP; PDR; Nós Cidadãos. Para um bom observador isto explica bem as capacidades geniais do líder Cafofo, que em três anos!.. TRÊS ANOS!.. – perdeu/desbaratou 90% dos partidos que compuseram a coligação Mudança de 2013, (PTP, PAN, PND e MPT, e sem contar com os Vereadores que foram despejados) Se não fosse o Bloco, que se vendeu  a esta seita do PS, Cafofo ia sozinho com as tais “testemunhas de Jeová Xocialistas”.
Está explicada a aflição que levou Cafofo a pedir de joelhos ao Costa que fosse almoçar com os verdinhos, para lhe salvarem o coiro. E o engraçado, é que no tal artiguinho escondido, o anafado Presidente da Concelhia (funcionário da Frente Mar) chega ao desplante de pressionar/ameaçar a cúpula regional rosa a aceitar a lista, porque senão vai ser o Costa a decidir tudo na Capital do “Reino de Deus xocialista”.
   
Dionísio Andrade
  

Percurso Pedestre: Pico do Areeiro - Pico Ruivo - Achada do Teixeira (8 km - Grau 2) - 8 de Abril de 2017

Pico do Areeiro - Pico Ruivo -
Achada do Teixeira 


distância: 8 km
grau de dificuldade: 2 (numa escala de 1 a 3)

Este Sábado a Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal realiza mais um percurso pedestre de observação da natureza da ilha da Madeira, tendo como objectivo atingir o ponto mais alto da ilha, a 1862 metros acima do nível do mar.

Se deseja participar nesta actividade deverá inscrever-se por e-mail — info@amigosdoparque.com — ou através do formulário de inscrição no blogue da associação, até às 17:00 de 6ª feira.

Também o poderá fazer pelo telefone 291 783 999, quarta-feira das 16:00 às 18:00, e sexta-feira das 16:00 às 17:00, enviando nome, data de nascimento e contacto telefónico.

Estes dados são necessários para activar o seguro de acidentes pessoais em nome dos participantes. A inscrição só será válida após a nossa confirmação.

A participação nos percursos pedestres custa €10 para sócios e €15 para não-sócios. O não cancelamento prévio da inscrição com um mínimo de 24 horas de antecedência obriga ao seu pagamento.

4 de Abril de 1931



Não vos esquecemos, Bravos Portugueses, Bravos Madeirenses







Nem esquecemos os traidores que se venderam ao salazarismo fascista então florescente e que viveram 48 anos a espezinhar o povo.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Opinião



O INSÓLITO ACONTECEU


GAUDÊNCIO FIGUEIRA


Outro dia pela manhã, tocou-nos o telefone. A minha mulher atendeu e, do outro lado, uma voz feminina bastante perturbada, que marcara mal o número da sua médica, expôs as suas maleitas. Tentava a interlocutora explicar-lhe o equívoco mas a Srª. não atinava. Fomos capazes de avaliar o sofrimento daquele Ser Humano desesperado que falava para a “médica” na busca de uma solução para tanto sofrimento.

Há múnus particularmente expostos a que o sofrimento dos nossos iguais nos pese na consciência. Não podemos chegar ao extremo de exigir que um médico viva estes dramas pessoais tão intensamente que o afecte para o exercício da profissão, mas leva-nos a compreender a emoção com que, há tempos, falou para a RTP-M o Sr. Dr. Ricardo Alves, director dos serviços de psiquiatria.

O Poder Político, em todo o Planeta, controla a opinião pública. Há Países onde a Liberdade de imprensa há muito está instalada, mas até nesses – os EUA nesta fase Trumpiana, são um bom exemplo – os tempos não vão de feição. A mentira, a deturpação e invenção de factos alternativos, são a regra hoje. Num Portugal, nascido para a Liberdade de Imprensa em 1974, os cidadãos, para além dos fracos hábitos de leitura, tinham sérias dificuldades em distinguir entre “verdades ficcionadas” e a realidade. A situação na Madeira foi bem pior que no resto País. A sociedade por quotas, entre o GR e a diocese, que, durante anos, geriu o Jornal da Madeira em obediência aos ditames da política, revelou-se um péssimo contributo para formação cívica dos madeirenses.

Vivemos tempos novos. Um jornal usado anos a fio como órgão de propaganda do partido e seu governo, extinguiu-se. Andam novos “cheiros” no ar. Urge que os madeirenses se apercebam nas novas realidades e não se deixem envolver em manobras de propaganda em que apenas lhes vendem factos alternativos.

Aquele telefonema, manhã cedo, fez-me ler com mais atenção um direito de resposta do GR, saído dia 31 de Março no DN, bem como recordar a morte por paludismo, em Junho de 2012, de um nosso concidadão regressado de África. A opinião pública, em 2012, não teve direito a qualquer explicação para tão insólito acontecimento. Em 2017, a SRS honrou-nos com o tal comunicado onde se lê: ”…tranquiliza a população, reafirmando que o Serviço de Saúde da RAM presta serviços de saúde com segurança, qualidade e elevada responsabilidade…” A morte, há cinco anos, não teve direito a um “comunicado-soporífero” do GR. Hoje, avaliando os factos na base do tal comunicado, o GR alerta-nos para o mau jornalismo que através de falsas notícias nos leva a desconfiar de quem manda. Há uma diferença neste comunicado e aquele que, eventualmente, poderia ter surgido em 2012. O actual GR, timidamente, ameaça com o Tribunal, antes tê-lo-iam vigorosamente afirmado, ainda que, na prática, ficassem quietos.

Vai chegando a hora de relacionarmos factos, para que assim não nos resignemos a receber tudo aquilo que a propaganda nos impinge. Temos um morto por explicar e, agora surge um caso grave com a falta de medicamentos, pondo em risco vidas humanas.

A notícia, lida e relida atentamente, não contém o grau de alarmismo que transparece do comunicado. Esta ideia reforça-se conhecendo a opinião do Conselho Médico que vê: “ com alguma preocupação… múltiplas notícias que têm vindo a público… e respectiva reacção dos organismos responsáveis pela saúde”. Acrescentando: “cumprem todas as normas de boa prática clínica… e não tem conhecimento de nenhum caso em que a segurança do utente tenha estado em risco” termina dizendo: “repudiar qualquer tentativa de pressionar ou condicionar os Médicos quanto à sua liberdade e obrigação de contactar a Ordem sempre que as condições de trabalho não sejam as ideais” 


A Liberdade, se a prezamos, temos de a exercitar. Não fazê-lo é arriscarmos à sua “expropriação”. Os Homens são todos iguais nos seus defeitos e qualidades. Porém, a História alerta-nos para que, se queremos a Liberdade, não nos podemos resignar perante as verdades absolutas da propaganda emanada do Poder. É assim que surgem os Trumps e os Chávez, pescadores de águas turvas, para quem as pessoas apenas existem para os servirem independentemente de sofrerem com os seus desmandos.
P.S. Havendo curiosidade, sobre o texto de 2012, pode satisfazê-la lendo abaixo:  http://www.dnoticias.pt/opiniao/artigos/329498-a-pena-de-pavao-MLDN329498



De barba rija




O empate alcançado pelo Marítimo em Braga poderia passar sem reparo se o resultado não fosse construído em circunstâncias muito especiais. A meio da primeira parte, o Sporting de Braga, a jogar em casa, vencia por 3-0. Sem acusar efeitos do descalabro nem susto perante as perspectivas para o resto do desafio, já que o adversário é equipa-residente do ranking superior do futebol português, os jogadores do Marítimo fizeram jus ao prestígio da camisola que envergam. Até que, para espanto geral, saíram do relvado com um magnífico empate a 3 bolas.
Não foi proeza de favor, foi proeza de quem não abdica do seu saber, personalidade e empenho pelo Clube representado.
Também o Marítimo B, constituído por jovens em busca de um futuro de fama, prestigiou o nome da colectividade verde-rubra com uma vitória fora de portas sobre o também histórico Salgueiros. Um golo chegou para uma ascensão - em que muitos não acreditavam - ao primeiro lugar que, a manter-se, levará a equipa rebelde e combativa dos miúdos verde-rubros a subir à II Liga Nacional.
Um bravo a Ludgero Castro e seus rapazes, bem como a Daniel Ramos e aos bravos da soberba jornada em Braga.
Mas há outra referência que sobressai deste fim-de-semana. A jogar sobre brasas, dado o melindre da classificação na cauda da tabela, o Nacional viu-se em desvantagem perante os seus sócios: 0-2 na Choupana, frente ao Vitória de Guimarães, que declarou perseguição nesta jornada ao 4.º lugar da geral, com êxito. O desafio deixou história. Os alvi-negros conseguiram superar a desmoralização que a situação impunha, subiram no terreno, reduziram a desvantagem para 2-1 e, já nos descontos, alcançou brilhantemente o empate, que lhe daria um precioso ponto caso a arbitragem não inventasse uma falta do homem do 2-2, Cadiz. Erro grosseiramente escandaloso que não permite a menor atenuante. A recuperação dos homens da casa mostrou também personalidade invejável, deixando esperanças para a ponta final da prova.
Este fim-de-semana foi mais um daqueles que levam os clubes continentais, grandes e pequenos, a desejar ver os insulares pelas costas. Na realidade, nenhuma equipa nacional entra à vontade no relvado quando pela frente sai na rifa um 'onze' madeirense. 
Aliás, cheira a esturro em certas casas do futebol português. Os campeonatos têm ainda muito que dar. Os desfechos finais trarão surpresas, com a participação directa e indirecta dos representantes das Ilhas. Não é armar em bruxo, é um palpite... infalível.

Reflexão


O silêncio dos culpados
  
Vitorino Seixas


A notícia “Governo Regional retira concessão da Escola Hoteleira ao CELFF” ¹ não me apanhou de surpresa. Na verdade, foi a notícia de uma morte há muito anunciada.
Para começar, convém lembrar a “história” da concessão. Em outubro de 2009, com a justificação de que a “concessão é a saída para uma escola que custa 4,5 milhões/ano ao orçamento” ², surgem as primeiras notícias que abrem a porta à concessão a privados, mediante concurso público.
No ano seguinte, em abril de 2010, na sequência de um concurso limitado por prévia qualificação, o governo regional atribui, a partir de julho, a gestão da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira ao Centro de Línguas e de Formação do Funchal (CELFF), tendo em consideração três “pressupostos: reduzir a dívida pública, dinamizar as receitas e garantir a qualidade” ³.
No mesmo ano, em outubro de 2010, um grupo de deputados sociais democratas efetuou uma visita à Escola Hoteleira, gerida pelo CELFF, tendo manifestado o seu apoio ao “novo modelo de gestão e a concessão por 15 anos da escola a privados implicará uma poupança pública de cerca de 31 milhões de euros” ⁴.
Entretanto, em maio de 2012, o Tribunal de Contas (TC) recusou o visto ao contrato-programa entre o Governo Regional e o CELFF, no montante de 1,14 milhões de euros. No acórdão do TC pode ler-se uma crítica muito corrosiva “em linguagem comum, dir-se-ia que depois de jogado o jogo da atribuição da concessão, se alteram as regras do jogo na sua execução. Poderão outros interessados na concessão afirmar agora: com subsídios assim, também nós poderíamos ser concessionários!” ⁵.
Mais tarde, em outubro de 2012, em sede de um recurso para o Tribunal de Contas, este responde de forma contundente ao dizer que as afirmações do governo regional "estão no limiar de uma inaceitável violação do dever de correção e de boa-fé que devem imperar na relação com os Tribunais e na litigação que perante eles decorre" ⁶.
No ano seguinte, em novembro de 2013, na sessão comemorativa dos 46 anos da Escola de Hotelaria, “João Pedro Entrudo, foi distinguido pela Região com a Insígnia Autonómica de Bons Serviços” ⁷. No seu discurso, o Presidente do CELFF assegurou que “40% é quanto o Governo Regional poupa com a instituição, pelo facto de a ter concessionado ao CELFF. (…) A aposta está ganha e agora há que apoiá-la inequivocamente”. Em total sintonia, Alberto João Jardim afirmou, convictamente, “A discussão público ou privado, está hoje ultrapassada (...). O que é preciso é encontrar, em cada situação, a melhor solução”.

No final do ano passado, em dezembro de 2016, o Tribunal de Contas publica o relatório da “Auditoria de fiscalização concomitante ao contrato de concessão de exploração da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira” ⁸, no qual critica a atuação de três secretarias regionais: Educação, Turismo e Finanças, recomendando que tomem medidas. A auditoria apura diversas irregularidades que implicam a ilegalidade da adjudicação do contrato de concessão ao CELFF, pelo prazo de 15 anos.

As irregularidades apuradas no âmbito do procedimento de formação do contrato são de tal gravidade que convém identificá-las: “incompetência do Secretário Regional da Educação, inexistência do código de exploração, não nomeação do júri do procedimento, irregularidades na fixação dos requisitos de capacidade financeira e técnica dos candidatos, insuficiente fundamentação do relatório preliminar da fase de qualificação, incorreta formulação do modelo de avaliação das propostas e admissão indevida da proposta do CELFF” ⁸.

Pelo exposto, fica evidente que a concessão da exploração da Escola Hoteleira ao CELFF tinha a sua morte anunciada desde o seu início, em abril de 2010. No entanto, durante 7 anos, recebeu cerca de 14 milhões de euros dos fundos comunitários, sem que nenhuma das três secretarias envolvidas tivesse tomado qualquer iniciativa para pôr termo às irregularidades. Nesta altura, a questão que se deve colocar é: quem se demitiu das suas responsabilidades e permitiu tantas irregularidades?

Provavelmente, se não fosse o relatório da auditoria do Tribunal de Contas, o contrato de concessão chegaria ao seu termo em 2025, sem quaisquer consequências para as partes envolvidas.  Curiosamente, a notícia que antecipa o fim do contrato para 1 de agosto de 2017, refere também que “a 13 de dezembro de 2016, ficou concluída uma fiscalização ordenada pela Secretaria da Economia, Turismo e Cultura da qual resultaram sete relatórios” ¹, mas não há qualquer referência a auditorias determinadas pela secretaria das Finanças que tutela o Instituto de Desenvolvimento Regional, o organismo que gere a atribuição dos fundos comunitários. Perante o cenário descrito no relatório do Tribunal de Contas, será que os 14 milhões de fundos atribuídos ao CELFF foram devidamente aplicados?

Para mim, em reconhecimento dos relevantes serviços de “silêncio” à Madeira, é da mais elementar justiça que se distingam todos os “responsáveis”, que foram identificados no relatório do Tribunal de Contas, com a “Insígnia Autonómica de Bons Serviços”.

¹ “Governo Regional retira concessão da Escola Hoteleira ao CELFF”
² “Governo estuda privatização da Escola de Hotelaria”
³ “Governo atribui ao CELFF gestão da Escola Hoteleira”

⁴ “PSD na Escola Hoteleira”

⁵ “TC nega visto a subsídio de um milhão à Escola Hoteleira”

http://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/325298-tc-nega-visto-a-subsidio-de-um-milhao-a-escola-hoteleira-GLDN325298

⁶ “Tribunal de Contas 'puxa orelhas' ao Governo”

 http://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/351715-tribunal-de-contas-puxa-orelhas-ao-governo-CMDN351715

⁷ “Governo poupa 40% com Escola de Hotelaria”

http://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/416565-governo-poupa-40-com-escola-de-hotelaria-APDN416565

 “Auditoria de fiscalização concomitante ao contrato de concessão de exploração da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira”


CUIDADOS INTENSIVOS EM ESTADO CRÍTICO

Os médicos e enfermeiros dos Cuidados Intensivos têm evidenciado preocupação com as condições em constante degradação do seu serviço.
Já é do conhecimento público a falta de medicamentos com compromisso para a sobre vida dos doentes. É um problema recidivante e com agravamento progressivo.

Menos notório mas não menos grave, é a falta de outras condições adequadas tais como vagas no ambiente próprio para acudir a este tipo de doenças, que constituem por si só um risco de vida imediato.  Qualquer vão de escada no hospital tem de servir para acolher doentes ligados a máquinas, ventiladores, monitores, perfusores.

A este descalabro acresce a  falta de perspectiva de resolução, mau ambiente de trabalho, desacreditação e desmotivação global (excepto dos doentes, que não estão em condições de perceber o que se passa e muito menos de protestar e de se defenderem).

O Director do Serviço pediu a demissão do cargo. 

Na sexta feira foi "chamado " ao senhor Secretário que "apertou " com o colega fazendo-o recuar na sua intenção.
O escândalo assustou o Dr.Pedro Ramos.
Desta vez conseguiu segurar o director dos Cuidados Intensivos.
Não segurou a saúde dos doentes.
Também não será isso que o faz correr.

PS: Valiosa a última prescrição do Dr. Pedro Ramos - Subir e descer escadas, faz bem à saúde!! Valha-nos isso.

K-Saúde



SEGUNDA FASE DA APELarte ABRE COM A PRESENÇA DE JORGE CARVALHO, CONFERÊNCIA SOBRE ‘ARTES VISUAIS’ E INAUGURAÇÃO DE EXPOSIÇÃO

A Associação dos Antigos Alunos da Escola da APEL (AAAEA) irá dar continuidade à APELarte, uma iniciativa teve início em Janeiro, com a realização da Exposição ‘Déjà-Vu (1)’, no Museu Henrique e Francisco Franco, que juntou trabalhos de Henrique Franco às interpretações de alunos do 10º ano do Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais da Escola da APEL (Ângela Caires, Gabriela Sousa e Pedro António Almada) e a obras dos artistas plásticos Luís Paixão e Diogo Goes.

Nesta segunda fase da APELarte, que terá lugar de 2 a 5 de Maio, a AAAEA assume um programa ambicioso que inclui, entre outras actividades, que serão gradualmente divulgadas, um Ciclo de Conferências que abordará uma diversidade de temas culturais, como as Artes Visuais, a Dança, o Teatro e a Escrita.

No primeiro dia da iniciativa, será realizada a Sessão da Abertura, com a presença de Jorge Carvalho, Secretário Regional da Educação, a qual será seguida por uma actuação musical das alunas Ana Rita Nunes, Emma Barradas e Micaela Abreu, assim como do aluno Francisco Olim. Aberta a iniciativa, terá lugar uma conferência, dedicada às Artes Visuais, que contará com a presença de Esmeralda Lourenço, Gonçalo Ferreira de Gouveia e moderação de Diogo Goes.

Esmeralda Lourenço, é Mestre em Gestão Cultural pela Universidade da Madeira e responsável pelo Museu Henrique e Francisco Franco. Foi oradora e moderadora de várias conferências nos domínios da museologia e gestão cultural, assim como júri de concursos de artes plásticas. Na conferência prevista no âmbito da APELarte, Esmeralda Lourenço irá abordar a importância do lugar que o(s) museu(s) ocupa(m) na sociedade contemporânea e a sua relação com a(s) escola(s), relacionando este tema com a vida e obra dos irmãos Franco.

Gonçalo Ferreira de Gouveia é professor na Universidade da Madeira e Doutorado em Ciências da Arte – Educação Estética, tendo desenvolvido inúmeros projetos artísticos e exposições individuais no domínio das artes plásticas, nomeadamente obras interpretativas dos irmãos Franco. Foi ainda orador convidado de várias conferências e seminários.

Já Diogo Goes, antigo aluno da Escola da APEL, é Licenciado em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Realizou cerca de cinquenta exposições individuais e participou em mais de cento e vinte exposições coletivas em todo o país e também no estrangeiro. Presentemente, é também Vice-Presidente para as Atividades e Eventos da AAAEA, assim como curador do Ciclo de Conferências da APELarte, uma iniciativa que pretende potenciar a educação de excelência que a Escola da APEL já promove ao longo de quase quarenta anos de existência e integrar os Antigos Alunos na edificação do futuro da instituição.

A concluir os eventos do primeiro dia, será inaugurada a exposição colectiva ‘Déjà-Vu (2)’, que reúne trabalhos dos alunos de Arte da Escola da APEL, com a curadoria de Diogo Goes.
Texto: AAAEA

Eleições autárquicas


Candidatos do BE à Câmara 
e Assembleia Municipal de Machico


Os aderentes do BE do Concelho de Machico decidiram, em reunião realizada neste sábado, propor à Comissão Coordenadora Regional do BE Madeira os nomes de Ricardo Giestas e Paulino Ascenção como cabeças-de-lista do Bloco à Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Machico, respetivamente. Ricardo Giestas tem 29 anos, é operador de call-center, membro da Comissão Coordenadora Regional do BE Madeira e membro da Comissão Coordenadora de Jovens do BE Madeira. Paulino Ascenção é Economista, Deputado à AR e membro da Comissão Coordenadora Regional do BE Madeira e do seu Secretariado Regional. Esta escolha recaiu nestes dois dirigentes regionais do BE Madeira, ambos naturais e eleitores do Concelho de Machico, numa perspetiva de disputar o espaço político que leve, de novo, a área política em que o BE se insere a ter representação nos vários órgãos de poder autárquico deste Concelho da zona leste. Para isso, Ricardo Giestas e Paulino Ascenção, que protagonizarão a candidatura bloquista, continuarão a contar com militantes históricos e lutadores como Josefina Melim, ex-Vereadora na CMM e ativista do Bloco, bem como Daniel Catanho, ex-Deputado na Assembleia Municipal de Machico, pessoas que participaram em inúmeras lutas neste Concelho, algumas delas ao lado de Martins Júnior. Compatibilizar o rejuvenescimento das listas com a tradição de luta será um dos pontos fortes desta candidatura que se propõe lutar por um lugar na vereação da CMM e nos outros órgãos de poder autárquico.
Texto e foto: BE

Reivindica o JPP



Santa Cruz executa obra prometida 

pelo PSD há 30 anos



O Juntos pelo Povo (JPP) foi ontem à Vereda do Camões exemplificar a política feita pelo executivo camarário em Santa Cruz.
“Este é um exemplo claro da união de esforços, através da colaboração de várias pessoas com mão-de-obra, do apoio incansável da Junta de Freguesia e da contribuição da Câmara com os materiais, na execução do alargamento desta vereda”, explicou Filipe Sousa, informando tratar-se de “uma obra prometida há mais de 30 anos, por quem governou o município de Santa Cruz, e agora executada pelo JPP”.
Na Vereda do Camões está a ser construído um acesso com uma extensão superior a 300 metros, que irá servir 15 famílias e irá criar um novo polo de desenvolvimento urbanístico, atendendo à localização do sítio do Massapez, um miradouro natural por excelência.
“Sinto orgulho, quando vejo a expressão de felicidade das pessoas que aqui vivem. É desta forma que nós sabemos estar na política, juntos pelo povo, olhando pelas suas necessidades e resolvendo os problemas”, garantiu o líder do JPP.
Texto e fotos: JPP

domingo, 2 de abril de 2017

Barafunda no Oeste




PS repete caras e corações 
na Ponta do Sol

Socialistas ponta-solenses querem que Célia Pessegueiro dê oportunidade a novos protagonistas.


Caro amigo Calisto, 
Sopram vozes de oeste dando conta de um desconforto e desilusão generalizados em relação às escolhas que se vêm falando para representar o PS na Ponta do Sol nas próximas eleições autárquicas. 

Como se compreende que a Dra. Célia Pessegueiro (candidata nos últimos anos com resultados medíocres) não dê espaço a novas caras? 
Dar espaço não é recolher apoios e manipulá-los a seu favor e prazer! Dar espaço é perceber que está a prejudicar todos os que acreditam que é possível ter um projeto de oposição NOVO e que este é o momento certo para pendurar a bandeira e abandonar. 

Pelo bem da Ponta do Sol. 

É necessário abanar a estrutura socialista, mudar caras e corações, saber ouvir as pessoas, os seus problemas e trabalhar com o único intuito de ajudar o Concelho, não alimentar currículos pessoais. 

Recordo que o Concelho está em vias de cair nas mãos de 1 malandro profissional indicado pelos experts laranjas do Funchal, que ao que tudo indica não conheciam algumas das suas facetas. 

Recordo ainda que na Ponta do Sol há uma grande fação de simpatizantes socialistas adormecida, ou não tivessem ficado em 2005 a 141 votos do PSD, nos tempos do amigo José Manuel Coelho. Sem esquecer que nesses tempos, o PSD era dono e senhor de toda a RAM, com uma máquina muito mais afinada. 

Que esta Páscoa nos dê luz e ajude a deixar os nossos egoísmos de lado.

Kapa-Afaquistão


sábado, 1 de abril de 2017

Opinião



MUDAM-SE OS TEMPOS, 
INVERTEM-SE AS VONTADES

Élvio Sousa

Carlos Pereira, presidente do PS, afirmou, hoje, que confiava no Movimento JPP, enquanto grupo de cidadãos, mas já não confia enquanto partido. Leia-se, o que disse: “Consideramos que esse grupo de cidadãos não cumpre com conceitos básicos e mínimos para aquilo que é uma gestão camarária adequada”.
Compreendo, algum nervosismo do PS. Mas, considerar que havia confiança enquanto grupo de cidadãos, e em pouco tempo dizer que já não “cumpre com conceitos básicos e mínimos” é um colossal desaire emocional. Primeiro, porque são conhecidas as opiniões de Carlos Pereira, quando o JPP, por direito constitucional, constitui-se como 21.º partido político português. Na altura, recorde-se chamou a isso uma subversão.
Seja como grupo de cidadãos eleitores ou como partido, o JPP não deixa de ser um coletivos de cidadãos. Homens e mulheres com vontade de mudar.
Agarrados à partidocracia tradicional muitos de acham no direito – legítimo é óbvio – de inferiorizar os demais, pelo merecido direito que têm, à pluralidade e à dinâmica democráticas.
Teorias ou teorizações à parte, o certo é que o trajeto está a deixar o status quo crescentemente incomodado. Perguntem lá, ao PS, como reagiu à retirada da imunidade extra-parlamentar proposta pelo JPP?