segunda-feira, 3 de abril de 2017




De barba rija




O empate alcançado pelo Marítimo em Braga poderia passar sem reparo se o resultado não fosse construído em circunstâncias muito especiais. A meio da primeira parte, o Sporting de Braga, a jogar em casa, vencia por 3-0. Sem acusar efeitos do descalabro nem susto perante as perspectivas para o resto do desafio, já que o adversário é equipa-residente do ranking superior do futebol português, os jogadores do Marítimo fizeram jus ao prestígio da camisola que envergam. Até que, para espanto geral, saíram do relvado com um magnífico empate a 3 bolas.
Não foi proeza de favor, foi proeza de quem não abdica do seu saber, personalidade e empenho pelo Clube representado.
Também o Marítimo B, constituído por jovens em busca de um futuro de fama, prestigiou o nome da colectividade verde-rubra com uma vitória fora de portas sobre o também histórico Salgueiros. Um golo chegou para uma ascensão - em que muitos não acreditavam - ao primeiro lugar que, a manter-se, levará a equipa rebelde e combativa dos miúdos verde-rubros a subir à II Liga Nacional.
Um bravo a Ludgero Castro e seus rapazes, bem como a Daniel Ramos e aos bravos da soberba jornada em Braga.
Mas há outra referência que sobressai deste fim-de-semana. A jogar sobre brasas, dado o melindre da classificação na cauda da tabela, o Nacional viu-se em desvantagem perante os seus sócios: 0-2 na Choupana, frente ao Vitória de Guimarães, que declarou perseguição nesta jornada ao 4.º lugar da geral, com êxito. O desafio deixou história. Os alvi-negros conseguiram superar a desmoralização que a situação impunha, subiram no terreno, reduziram a desvantagem para 2-1 e, já nos descontos, alcançou brilhantemente o empate, que lhe daria um precioso ponto caso a arbitragem não inventasse uma falta do homem do 2-2, Cadiz. Erro grosseiramente escandaloso que não permite a menor atenuante. A recuperação dos homens da casa mostrou também personalidade invejável, deixando esperanças para a ponta final da prova.
Este fim-de-semana foi mais um daqueles que levam os clubes continentais, grandes e pequenos, a desejar ver os insulares pelas costas. Na realidade, nenhuma equipa nacional entra à vontade no relvado quando pela frente sai na rifa um 'onze' madeirense. 
Aliás, cheira a esturro em certas casas do futebol português. Os campeonatos têm ainda muito que dar. Os desfechos finais trarão surpresas, com a participação directa e indirecta dos representantes das Ilhas. Não é armar em bruxo, é um palpite... infalível.

1 comentário:

Anónimo disse...

Gil Canha como eleitora nas próximas autárquicas que tem a certeza que não vota PSD nem CDS, e tendo simpatia por si, gostava de saber o seguinte,há real hipótese, pós eleitoral, de se coligar vejamos.. com a Dra. Rubina?
Obrigada.