domingo, 18 de dezembro de 2016

Domingo gordo e magro



A entrevista



 


A não-entrevista





Coincidência: a imprensa apareceu hoje com duas entrevistas (uma delas só no formato) dando voz ao actual Presidente do Governo Regional e líder do PSD-M, num caso, e ao antecessor em ambos os cargos, noutro caso.
Costuma-se dizer, acertadamente: não há estilos iguais e as cópias são sempre piores do que os originais. Mas isto é tão flagrante... Bem, uma coisa é a diferença no estar e no falar; outra coisa é o abismo de conteúdos entre duas cabeças, como é o caso.
Lida uma e outra, ocorreu-me um livro que adquiri há muitos anos, 'O Zero e o Infinito', do húngaro Arthur Koestler, mais pela imagem que o título sugere do que propriamente pela história do livro, que retrata perseguições e purgas na velhíssima União Soviética, enfim, o totalitarismo do carniceiro Estaline.
A entrevista concedida por Miguel Albuquerque, desculpe lá, é um zero. Sem ofensa ao desvalioso e pobre algarismo. Um 'déjá vu' anestesiante. Politicamente correcto. Chover no molhado. Um tédio! Com teorias partidárias vazias e repetitivas. Com alusão à remodelação governamental batida e rebatida. Sem tocar em assuntos que pudessem atear ao menos uma débil chama de interesse. A léguas dos temas de que o povo fala por aí e que o chefe esconde quando vai à Assembleia. Assuntos que, valha a verdade, nem foram colocados em cima da mesa. Aquilo é um parceiro a levantar a bola com cuidado para o outro chutar à vontade, com a força que quer, com a direcção que quer, com o efeito que quer imprimir ao lance. Um 'valium' capaz de pôr a sonhar o mais acelerado ou deprimido. Fica-se com a ideia de que a estratégia da pseudo-entrevista foi não dizer a ponta de um chavelho com interesse para que o Leitor a lesse até ao fim, à procura pelo menos de uma ideia que desse título. Só que a gente lê até ao fim e nada! Um xarope! 
Salva-se a boa estampa gráfica. 
Só que, no Público, aparece o politicamente incorrecto ex-Presidente, despreocupado com a imagem e a deixar fluir as ideias próprias, que repetem o ódio de estimação a Passos Coelho, é verdade, mas sempre vistos de prismas novos. Adequado, no caso, à situação presente do PSD nacional. Com leitura garantida mesmo num mercado hostil.
Por outras palavras, a entrevista no Público, em ideias e discurso provocantes, é o contrário da outra. E, note-se, com o anterior chefe a dar de partida: não diz uma palavra sobre a situação regional. Porque, se dissesse...
Para quantos não concordarem com esta leitura do interesse relativo das duas entrevistas: é favor ligarem o televisor e descoibrir os canais que lhes deram importância. Para poupar tempo, adianto que as televisões deram importância 'zero' a uma delas
E hoje em dia os canais de TV têm acesso aos jornais tanto nacionais como regionais, logo souberam das duas. 
Uma tristeza! Que aliás não espanta, depois das intervenções no vácuo a que temos assistido no Blue Establishment que não há maneira de expodir (no bom sentido) e mostrar do que é capaz.



A garra                                                             A impaciência




Tocar a ferida                                               Os rodeios


Fotos: GREGÓRIO CUNHA

18 comentários:

Anónimo disse...

A entrevista ao MA começa logo pelo artista entrevistador , olha quem ficando.se pelo estilo ...ainda ben que me prgunta isso... Enfim apesar das cumpçicidades o conteúdo e de facto ZERO e um mar de banalidades. Aquilo que poderia ser um reganhar de elan. Ahhh e ja agora faltou pedir desculpa aos engomadinhos do desgoverno por ter a ousadia de os incomodar com anteriores picadelas sobre mudanças, sim porque agora ficou.se com a certeza pelo lugar comuns usados de que isto é. Mais um BLUF ao estilo do cargueiro, etc. Bahhhh

Anónimo disse...

Estamos a querer comparar coisas incomparáveis um conquistou o poder com carisma ideias ideologia inteligência governou fez obra deixou história e saudades o outro sem comentários.,.cada um que tire as suas conclusões do que vai vendo e sobretudo do que não vai vendo ideias governação estratégia um flop completo

Anónimo disse...

O grande dilema e que para conquistar o poder usou se a estratégia da antecipação e cavalgar a argumentação da oposição de si muito fraquinha e lá c o apoio do PPC deu para ganhar o poder. Executar o programa apresentado? Isso já é outra história tá quieto está entrevista e realmente de um vazio arrepiante de perguntas e respostas combinadas para fazer crer que o partido está unido e não está nem de longe. Incapazes de comprir o prometido e não havendo mais ideias fora as idiotias de candidatar tudo a património imaterial loll a estratégia e a fuga para a frente usando vergonhosamente o DN e o entrevistador para procurar ganhar votos sem qualquer trabalho ou conteúdo pode ser que a viloada engula volta AJJ

Anónimo disse...

No rectângulo esgotou o gaviscon com a azia provocada com a entrevista do Alberto João.
Ainda ontem uma pessoa de Lisboa me perguntava o que os madeirenses achavam do Dr. Albuquerque, respondi de sopetão: um zero à esquerda.
Então o meu interlocutor muito admirado dizia-me: mas o Dr Albuquerque é um gentleman. Pois, retorqui, por isso é um zero à esquerda.

Anónimo disse...

Anonimo das 00.25. Pois é e os de lisboa nem votam aqui. Penso ser desta que i PSD vai pelas canas. A menos que se faça como no Psd nacional, apos autárquicas venha o senhor que se segue.

Anónimo disse...

«Então o meu interlocutor muito admirado dizia-me: mas o Dr Albuquerque é um gentleman. Pois, retorqui, por isso é um zero à esquerda.»
Para este leitor do Fénix, madeirense com valor é brutamontes, inculto, ditador, mal educado, um gajo algures entre o Trump e o Putin. Enfim, quer os 4Litro na Quinta Vigia.

Anónimo disse...

O Miguel, nao me digas que esta da anunciada remodelação é mais um bluff. Epa isto começa a ser complicado é que a malta ja vai achabndo k te faltam os ditos. Isto nas areas sociais ta muito mau, saúde e educação nada de cumprir o programa social democrata. Sao so clientes para o privado e turminhas dos bons, na economia nao falamos porque so existe finanças e arrecadar dinheiro, o resto e aulinhas sobre flirestas e plantinhas e anunciar verbas para os agrucultorss que as nao veem. Obras e aquilo que se criticava ao Alverto que pelo menos nao escondia ser isso o "motor". Isto precisa abanao grande para reganhar confiança.

Anónimo disse...

um valium com cheirinho...a rosas!!

HRomeu Pinto disse...

Bom dia!

Nota inicial: Antes de mais peço desculpa pelo jargão, sabendo de antemão que o meu comentário poderá não ser publicado... Mas vou tentar a minha sorte porque a paciência para os sacristães que por aqui deambulam começa a ser pouca!!!

Ao caro "Anónimo" de 19 de dezembro de 2016 às 09:30 e a outros que pensem da mesma forma (sim parece um traço dos novos políticos e apoiantes dominantes).

Você porventura vive na Madeira?!

Ninguém falou em brutamontes... O que mais aborrece (para usar um termo simpático que outros seriam mais indicados) à malta aqui do "pardieiro flutuante" é que começa a faltar "colhões", neurónios e inteligência para resolver as coisas que têm de ser resolvidas...

Você por acaso já viu solução à vista para os problemas que abaixo indicarei:
- Ferry;
- Avião cargueiro;
- Subsídio de mobilidade;
- Mobilidade citadina (falo daquela que está um caos por obras do Governo, quando não se entende com as Câmaras);
- Carências sociais e de saúde (que não sejam as dos políticos, que esses podem ir ao privado...);
- Soluções reais para problemas mais do que reais e que não estejam apenas no papel dos galos residentes?;
- etc.

Podia enumerar mais, mas já que você parece bem com o que temos neste momento, aguardo a sua maravilhosa visão deste "pardieiro"... Por favro não me vomimte mais estratégias de papel...!

Para terminar e caraterizando a entrevista do atual Presidente... Recordo-me de uma vez ter lido a melhor definição do termo Politicamente Correto: "É um termo vendido pela Comunicação Social, que nos tenta fazer acreditar que existe um lado mais limpo para pegar num cagalhão!". Ora, agora eu pergunto: Existe?
Confesso que foi essa sensação que a entrevista do DN nos tentou vender!!!!

Por Amor a todos nós, deixem de embelezar a "merda" quando sabemos que as mãos podem ficar sujas e o cheiro será insuportável!

Se falta a garra do passado?
Não tenham menor dúvida...
Se é bom sermos cortês?
Claro que sim... Mas sem sermos "enrrabados" diariamente pelos de cá...

Peço desculpa, mas isto foi só para mostrar que é possível ser brutamontes, ser ser menorizado em inteligência e passar bem a ideia... Venham lá essas revoltas côr-de-rosa, que já estou à espera...!

Até lá, Boas Festas a todos e ao Sr. Calisto!

Luís Calisto disse...


Bom dia
Julguei que era desnecessário, mas parece que ainda preciso de esclarecer isto: os textos do Fénix sem outra assinatura ou referência observando o contrário, são da minha autoria.
Já agora, uma adenda: o texto deste post pretende transmitir uma opinião sobre as características de dois políticos no papel de entrevistados, o que obviamente reflecte muita coisa também, mas isso fica para interpretação de cada um.
O texto é isso apenas. Não é lícito retirar dele conclusões precipitadas sobre as Guerras Peninsulares ou fazer malévolas insinuações sobre as movimentações em redor de Alepo.
Obrigado

Anónimo disse...

NO ENTENDER DO COMENTADOR DAS 10H27, HÁ UM CONJUNTO DE PROBLEMAS QUE O GOVERNO 'EDUCADO' DO DR. MIGUEL ALBUQUERQUE NÃO CONSEGUE RESOLVER. A SABER:
- Ferry;
- Avião cargueiro;
- Subsídio de mobilidade;
- Mobilidade citadina (falo daquela que está um caos por obras do Governo, quando não se entende com as Câmaras);
- Carências sociais e de saúde (que não sejam as dos políticos, que esses podem ir ao privado...);
- Soluções reais para problemas mais do que reais e que não estejam apenas no papel dos galos residentes?;

AGORA EU PERGUNTO AO DITO COMENTADOR SE NA ALTURA DO GOVERNO 'BRUTAMONTES' DO ALBERTO JOÃO JARDIM ESTES PROBLEMAS JÁ NÃO EXISTIAM? ENTÃO SE JÁ EXISTIAM, PORQUE É QUE A RECEITA 'BRUTAMONTES' NÃO RESULTOU?

Agora o meu comentário: já que estamos condenados a sermos pobres (porque o Governo brutamontes gastou tudo o que havia para gastar), então eu prefiro ser pobre e livre e ter um 'governo polido' mesmo que pouco ou nada faça.

Anónimo disse...

Infelizmente há muitos a pensar como você. O futuro rege-se pelo passado e parafraseando o sr das 10h27m aparece sempre alguém como você para embelezar a "merda".

Anónimo disse...

Ao homem das 10.27:

A melhor definição do politicamente correcto. De sempre! A melhor definição deste governo, também.

Ao das 11.15:

Esses problemas de facto existiam, mas o polidinho do governo dos estudos e dos planos prometeu resolvê-los. Se na altura apenas tivesse prometido que "ia chutar pa canto", ou "culpar o Governo de Lisboa", não tinha chegado onde chegou.
A política do Albuquerque resumida numa acção: Acabou com o Jornal da Madeira. Mudou de nome. Agora já não há encargos com o Jornal da Madeira. Mas ainda há o problema do JM por resolver. Se mudarem o nome da Porto Santo Line para "ferry prometido nas eleições", a meia dúzia de cegos como o senhor, ficará super feliz. Assim como mudar o nome de Marmeleiros para Hospital da Renovação.
Podem dourar a pílula como quiserem, na prática são um ZERO. Uma grande nulidade!

Quem lê os diários pensa que a Madeira está melhor. Recordes do turismo em apenas 10 meses, números do desemprego tirados do contexto, etc. No tempo do Miguel Ferreira no SESARAM era notícia de capa a falta de maçãs para os doentes (que era substituída por outra fruta). Agora vem em nota de rodapé algumas faltas bem mais graves...

Anónimo disse...

Mas alguém ainda tem dúvidas? Andam aqui a discutir polidinhos e educados? Mas que raio é isso ainda não perceberam qye a truculência de AJJ era intencional e dava resultados?? Agora e uma delicadeza de quem é incapaz de ter ideias e estratégias. Puseram o único que ainda pensava por si o Brito da saúde porque não se deixava manietar pela Malta alapada na QV no tempo do MF as coisas apareciam até a falta das maçãs mas aparecia obra resultado agora e um nada vezes nada com toda a porcaria escondida pelo Diário vão longe vão que os utentes e os profissionais são cegos...

A espada afiada disse...

Sr. Calito a diferença entre a dignidade e a submissão, entre a coerencia e a bajulice ao Passos. Entre um AJJ retirado mas que deixa história e obra e um MAA oportunista e ambicioso que nada fez até este momento senão comprar espaço mediático nos jornais, a escolha é mais do óbvia. Espero que a derrota em 2017 nas autárquicas provoque a sua imediata demissão e que o0 PSD indique alguém com dignidade e perfil. E que queira trabalhar, não caçar e viajar

Anónimo disse...

Anónimo Anónimo das 19 de dezembro de 2016 às 09:30

os 4litro não iriam trazer nada de novo, porque o Poder Regional e Local da RAM já está há muito dominado pelos Joões Lanchas de cá.

Anónimo disse...

Aproveitando as figuras de estilo utilizadas às 10:27, tenho a dizer o seguinte:
1.º Não quero de ser sodomizado pelo Governo Regional.
2.º Se tiver mesmo de ser sodomizado, prefiro sê-lo por um Governo Regional que antes de passar das palavras aos actos pede por favor, nos entretantos pergunta se precisamos de alguma coisa (um lubrificante, por exemplo) e que no final me agradece e até dá um beijinho.
3.º Ser sodomizado à bruta, não, obrigado. Mas também não tenho nada contra quem gosta de sê-lo.

Anónimo disse...

A entrevista do Dr Miguel Albuquerque ao DN foi muito fraca. O entrevistado deve ter dado as perguntas ao entrevistador pois foi tudo muito estudado. Até faz lembrar os pedidos de esclarecimento que os deputados do PSD Madeira na Assembleia Regional fazem aos Secretários Regionais. Tudo combinado! Muito fraco