sexta-feira, 21 de abril de 2017


Habermas: TÉCNICA E CIÊNCIA ENQUANTO "IDEOLOGIA"



Estimado leitor, os assuntos tratados nesta publicação são muito mais interessantes do que o título faz pressupor.
O conteúdo discorrido baseia-se no artigo de Habermas: “Técnica e Ciência enquanto “ideologia”” publicado em 1968.


De acordo com Habermas, num Estado que privilegia o aperfeiçoamento técnico e a pesquisa científica como um dos seus valores fundamentais (como a República Portuguesa):
Essa ideologia “conjuga o momento da ideologia burguesa do rendimento (que desloca, entretanto, do mercado para o sistema escolar, a atribuição de status conforme a medida do rendimento individual) com a garantia do mínimo de bem-estar social, a perspectiva de segurança do lugar de trabalho, bem como a estabilidade dos vencimentos. Esse programa de substitutivos obriga o sistema de dominação a preservar as condições de estabilidade de um sistema global que garanta a segurança social e as chances de ascensão pessoal, e a prevenir os riscos do crescimento. Isso exige um espaço de manipulação para as intervenções do Estado que, ao preço de uma restrição das instituições de direito privado, asseguram a forma privada da valorização do capital e vinculam a fidelidade das massas a essa forma.”
Isto significa que o Estado é cada vez mais abrangente e interventivo, pelo que a liberdade dos cidadãos e organizações é cada vez menor.

“Na medida em que a atividade do Estado é dirigida para a estabilidade e o crescimento do sistema econômico, a política assume um caráter negativo peculiar: ela visa a eliminar as disfunções e evitar os riscos que ameacem o sistema, portanto, não para a realização de objetivos práticos mas para a solução de questões técnicas.”
Isto significa que o Estado, através de indemnizações e compensações, resolve problemas (incêndios, cheias, falência de bancos, pobreza, exclusão social…) ao invés de tentar criar um modelo de Sociedade e de Individuo. Alguém sabe que tipo de sociedade o Estado português está a tentar criar e com que valores? O que é “viver bem” (substituto do termo “felicidade” que é impossível garantir a todos os cidadãos) para o Estado Português?
Qual a medida de poluição admissível? Quem a determinou? Foram os cidadãos? Foram os técnicos… pelo que num Estado com Ideologia de Técnica e Ciência: “A nova política de intervencionismo do Estado exige, por isso, uma despolitização da massa da população.”
Resumo até este momento, o Estado cria esperança em boas renumerações, garante alguma segurança social, resolve os problemas das populações, e “despolitiza” a população, pelo que, numa Democracia, os cidadãos têm pouco interesse em fiscalizar diligentemente o Estado e muito menos fazer qualquer revolução, mesmo em situações em que vejam os direitos mais elementares de outros cidadãos serem espoliados e a própria população ser pilhada para benefício de uns quantos[i].
A consequência disto, numa “Democracia”, é que o Estado deixa de ser fiscalizado pelo que a Corrupção tem o campo perfeito para grassar, e o povo deixa de eleger “representantes”; elege seus “donos”: “A dominação manifesta do Estado autoritário cede às coações manipulativas da administração técnico-operativa[ii].”

Outras consequências
Outras consequências da implementação da ideologia da Técnica e da Ciência são:
·         não é discutida politicamente: “a forma privada da valorização do capital e a existência de uma chave de distribuição das compensações sociais, que sirva como garantia da fidelidade (…)” da população (i.e., a distribuição da riqueza).
·         “o apelo feito pela propaganda ao papel da técnica e da ciência pode legitimar e explicar por que, nas sociedades modernas, um processo democrático de formação da vontade "deve" perder sua função nas questões práticas e ser substituído por decisões plebiscitárias sobre as alternativas equipes de direção do pessoal administrativo.” (i.e., as decisões deixam de ser votadas pelos cidadãos e passam a ser tomadas por equipes de técnicos estatais, através, por exemplo, de Planos e Estudos[iii]).
·         o cidadão deixa de compreender a Sociedade;
·         o homem encara seu semelhante como uma mera “coisa” manipulável, ao passar a agir racionalmente (i.e., só agir-com-respeito-a-fins[iv]), pelo que a interação entre os cidadãos diminui[v], o que por sua vez provoca o isolamento dos indivíduos. O agir-com-respeito-a-fins significa que as normas morais ou éticas são ignoradas;
·         o homem passa a se subjugar à técnica e á ciência, como por exemplo aos computadores e ao software da moda;
·         “As sociedades industrialmente desenvolvidas parecem aproximar-se do modelo de um controle de comportamento que, em vez de ser guiado por normas[vi], é antes dirigido por excitantes externos”, como por exemplo, publicidade, filmes, exemplo de um herói,…
·         Deixa de ser possível “culpar” alguma classe pelo que o sistema produz de negativo, pelo que deixa de ser possível a Oposição entre classes. Exemplo. Quem culpar pelo dinheiro dos contribuintes estar a alimentar bancos privados?
·         os “subpriveligiados” são submetidos a um  processo de privação dos seus direitos e sua pauperização pois não fazem parte do sistema produtivo.

Conclusão[vii]
Um Democracia com ideologia na Técnica e na Ciência é muito estável e produz um Estado muito poderoso que em tudo intervém. Isto significa que é pouco propensa a Revoluções.
Também desincentiva a fiscalização do Estado e é pouco fiscalizada, pelo que facilmente é dominada pelos “funcionários públicos” de carácter técnico, pelo que a Corrupção grassará.
Como anteriormente foi publicado, os funcionários públicos têm poder discricionário quanto aos pareceres pois se emitirem pareceres que contrariem a lei, não serão punidos disciplinarmente e/ou criminalmente.
O único controlo sobre os funcionários públicos são os detentores de cargos políticos. Sobre a imunidade destes à ratificação de decisões ilegais, será apresentada uma publicação.
Neste “caldinho” que se está formando, em que: 1) a lei é claramente desrespeitada, 2) a corrupção[viii] não é punida, 3) o dinheiro dos contribuintes é desbaratado na ordem de mais mil milhões anuais sem responsabilização dos culpados, 4) Estado está muito endividado e continua a se endividar, é claro para mim que, dentro de 10 a 20 anos, as pensões e reformas providenciadas pelo Estado Português serão uma miséria… mas nessa altura já nem vale a pena protestar nem lutar… pois a cultura do agir-com-respeito-a-fins se entranhará na Sociedade o que terá como consequência: 1) as normas morais serão completamente desrespeitadas; 2) quase de certeza não existirão indivíduos de capacidade com padrões éticos; 3) o isolacionismo dos indivíduos não permitirá uma coligação de forças para alterar qualquer situação. Demonstro esta tendência pela falta de apoio político da Oposição Regional às situações que tenho exposto[ix].
Conclusão final: A Sociedade que está a ser criada é uma em que os indivíduos cumprem ordens ao invés de cumprir leis e normas morais ou éticas. Numa Sociedade destas o cidadão por um lado é prisoneiro ao ter que se subjugar aos ditames dos chefes e à ausência de direitos, e por outro lado é carcereiro pois ao cumprir as suas ordens e ao pactuar com as ordens dos chefes impede (e talvez até puna) a tentativa de outros de exigir os direitos consagrados na lei (que ele até beneficiaria).

Eu, O Santo



[i] Neste momento só acredito em Revoluções em “Democracias” deste género se ocorrerem duas situações: queda abrupta do poder económico de grande parte da população incluído uma fatia dos cidadãos mais evoluídos culturalmente e tecnicamente, e existir um grupo social que seja comumente aceite como “culpado” por essa queda.
[ii] Isto mostra importância dos pareceres.
[iii] Exemplo, as obras nas Ribeiras.
[iv] O contrário de agir-com-respeito-a-fins é agir porque simplesmente apetece ou fazer por fazer ou agir com base numa intuição
[v] Pois os cidadãos só vão interagir quando têm um interesse determinado
[vi] como por exemplo, regras morais, espirituais, etc…
[vii] Pode-se constatar a veracidade das alegações de Habermas, no tema atual de obrigatoriedade ou não de vacinação.
[viii] entendida como a perpetração de ilegalidades com vista a um benefício injusto de um individuo ou grupo de indivíduos em particular.
[ix] Há quantos anos estou a fazer denúncias públicas? Quantas vezes me apoiaram? Na minha opinião, em termos políticos, já mostrei mais conhecimentos de Administração Pública, cultura, qualidade e capacidade que qualquer outro cidadão regional.
Habermas: TÉCNICA E CIÊNCIA ENQUANTO "IDEOLOGIA"

Estimado leitor, os assuntos tratados nesta publicação são muito mais interessantes do que o título faz pressupor.
O conteúdo discorrido baseia-se no artigo de Habermas: “Técnica e Ciência enquanto “ideologia”” publicado em 1968.

De acordo com Habermas, num Estado que privilegia o aperfeiçoamento técnico e a pesquisa científica como um dos seus valores fundamentais (como a República Portuguesa):
Essa ideologia “conjuga o momento da ideologia burguesa do rendimento (que desloca, entretanto, do mercado para o sistema escolar, a atribuição de status conforme a medida do rendimento individual) com a garantia do mínimo de bem-estar social, a perspectiva de segurança do lugar de trabalho, bem como a estabilidade dos vencimentos. Esse programa de substitutivos obriga o sistema de dominação a preservar as condições de estabilidade de um sistema global que garanta a segurança social e as chances de ascensão pessoal, e a prevenir os riscos do crescimento. Isso exige um espaço de manipulação para as intervenções do Estado que, ao preço de uma restrição das instituições de direito privado, asseguram a forma privada da valorização do capital e vinculam a fidelidade das massas a essa forma.”
Isto significa que o Estado é cada vez mais abrangente e interventivo, pelo que a liberdade dos cidadãos e organizações é cada vez menor.

“Na medida em que a atividade do Estado é dirigida para a estabilidade e o crescimento do sistema econômico, a política assume um caráter negativo peculiar: ela visa a eliminar as disfunções e evitar os riscos que ameacem o sistema, portanto, não para a realização de objetivos práticos mas para a solução de questões técnicas.”
Isto significa que o Estado, através de indemnizações e compensações, resolve problemas (incêndios, cheias, falência de bancos, pobreza, exclusão social…) ao invés de tentar criar um modelo de Sociedade e de Individuo. Alguém sabe que tipo de sociedade o Estado português está a tentar criar e com que valores? O que é “viver bem” (substituto do termo “felicidade” que é impossível garantir a todos os cidadãos) para o Estado Português?
Qual a medida de poluição admissível? Quem a determinou? Foram os cidadãos? Foram os técnicos… pelo que num Estado com Ideologia de Técnica e Ciência: “A nova política de intervencionismo do Estado exige, por isso, uma despolitização da massa da população.”
Resumo até este momento, o Estado cria esperança em boas renumerações, garante alguma segurança social, resolve os problemas das populações, e “despolitiza” a população, pelo que, numa Democracia, os cidadãos têm pouco interesse em fiscalizar diligentemente o Estado e muito menos fazer qualquer revolução, mesmo em situações em que vejam os direitos mais elementares de outros cidadãos serem espoliados e a própria população ser pilhada para benefício de uns quantos[i].
A consequência disto, numa “Democracia”, é que o Estado deixa de ser fiscalizado pelo que a Corrupção tem o campo perfeito para grassar, e o povo deixa de eleger “representantes”; elege seus “donos”: “A dominação manifesta do Estado autoritário cede às coações manipulativas da administração técnico-operativa[ii].”

Outras consequências
Outras consequências da implementação da ideologia da Técnica e da Ciência são:
·         não é discutida politicamente: “a forma privada da valorização do capital e a existência de uma chave de distribuição das compensações sociais, que sirva como garantia da fidelidade (…)” da população (i.e., a distribuição da riqueza).
·         “o apelo feito pela propaganda ao papel da técnica e da ciência pode legitimar e explicar por que, nas sociedades modernas, um processo democrático de formação da vontade "deve" perder sua função nas questões práticas e ser substituído por decisões plebiscitárias sobre as alternativas equipes de direção do pessoal administrativo.” (i.e., as decisões deixam de ser votadas pelos cidadãos e passam a ser tomadas por equipes de técnicos estatais, através, por exemplo, de Planos e Estudos[iii]).
·         o cidadão deixa de compreender a Sociedade;
·         o homem encara seu semelhante como uma mera “coisa” manipulável, ao passar a agir racionalmente (i.e., só agir-com-respeito-a-fins[iv]), pelo que a interação entre os cidadãos diminui[v], o que por sua vez provoca o isolamento dos indivíduos. O agir-com-respeito-a-fins significa que as normas morais ou éticas são ignoradas;
·         o homem passa a se subjugar à técnica e á ciência, como por exemplo aos computadores e ao software da moda;
·         “As sociedades industrialmente desenvolvidas parecem aproximar-se do modelo de um controle de comportamento que, em vez de ser guiado por normas[vi], é antes dirigido por excitantes externos”, como por exemplo, publicidade, filmes, exemplo de um herói,…
·         Deixa de ser possível “culpar” alguma classe pelo que o sistema produz de negativo, pelo que deixa de ser possível a Oposição entre classes. Exemplo. Quem culpar pelo dinheiro dos contribuintes estar a alimentar bancos privados?
·         os “subpriveligiados” são submetidos a um  processo de privação dos seus direitos e sua pauperização pois não fazem parte do sistema produtivo.

Conclusão[vii]
Um Democracia com ideologia na Técnica e na Ciência é muito estável e produz um Estado muito poderoso que em tudo intervém. Isto significa que é pouco propensa a Revoluções.
Também desincentiva a fiscalização do Estado e é pouco fiscalizada, pelo que facilmente é dominada pelos “funcionários públicos” de carácter técnico, pelo que a Corrupção grassará.
Como anteriormente foi publicado, os funcionários públicos têm poder discricionário quanto aos pareceres pois se emitirem pareceres que contrariem a lei, não serão punidos disciplinarmente e/ou criminalmente.
O único controlo sobre os funcionários públicos são os detentores de cargos políticos. Sobre a imunidade destes à ratificação de decisões ilegais, será apresentada uma publicação.
Neste “caldinho” que se está formando, em que: 1) a lei é claramente desrespeitada, 2) a corrupção[viii] não é punida, 3) o dinheiro dos contribuintes é desbaratado na ordem de mais mil milhões anuais sem responsabilização dos culpados, 4) Estado está muito endividado e continua a se endividar, é claro para mim que, dentro de 10 a 20 anos, as pensões e reformas providenciadas pelo Estado Português serão uma miséria… mas nessa altura já nem vale a pena protestar nem lutar… pois a cultura do agir-com-respeito-a-fins se entranhará na Sociedade o que terá como consequência: 1) as normas morais serão completamente desrespeitadas; 2) quase de certeza não existirão indivíduos de capacidade com padrões éticos; 3) o isolacionismo dos indivíduos não permitirá uma coligação de forças para alterar qualquer situação. Demonstro esta tendência pela falta de apoio político da Oposição Regional às situações que tenho exposto[ix].
Conclusão final: A Sociedade que está a ser criada é uma em que os indivíduos cumprem ordens ao invés de cumprir leis e normas morais ou éticas. Numa Sociedade destas o cidadão por um lado é prisoneiro ao ter que se subjugar aos ditames dos chefes e à ausência de direitos, e por outro lado é carcereiro pois ao cumprir as suas ordens e ao pactuar com as ordens dos chefes impede (e talvez até puna) a tentativa de outros de exigir os direitos consagrados na lei (que ele até beneficiaria).

Eu, O Santo



[i] Neste momento só acredito em Revoluções em “Democracias” deste género se ocorrerem duas situações: queda abrupta do poder económico de grande parte da população incluído uma fatia dos cidadãos mais evoluídos culturalmente e tecnicamente, e existir um grupo social que seja comumente aceite como “culpado” por essa queda.
[ii] Isto mostra importância dos pareceres.
[iii] Exemplo, as obras nas Ribeiras.
[iv] O contrário de agir-com-respeito-a-fins é agir porque simplesmente apetece ou fazer por fazer ou agir com base numa intuição
[v] Pois os cidadãos só vão interagir quando têm um interesse determinado
[vi] como por exemplo, regras morais, espirituais, etc…
[vii] Pode-se constatar a veracidade das alegações de Habermas, no tema atual de obrigatoriedade ou não de vacinação.
[viii] entendida como a perpetração de ilegalidades com vista a um benefício injusto de um individuo ou grupo de indivíduos em particular.
[ix] Há quantos anos estou a fazer denúncias públicas? Quantas vezes me apoiaram? Na minha opinião, em termos políticos, já mostrei mais conhecimentos de Administração Pública, cultura, qualidade e capacidade que qualquer outro cidadão regional.

3 comentários:

Raghnar disse...

Excelente reflexão, bem fundamentada e muito pertinente. A "oposição" regional é na quase totalidade, na minha opinião, um fenómeno de oposição controlada ao establishment, cuja função principal, mais que fazer oposição, é a de legitimar o poder vigente.

Também sobre a forma como estamos a construir a sociedade, uma reflexão pertinente, mesmo daqui do lado:

http://www.zendalibros.com/intolerancia-otras-idioteces/

"Hace tiempo que los libros de texto escolares en España se han convertido en interesante territorio donde espigar lo que nos espera. O lo que vamos teniendo ya. Un observador superficial deduciría que todo responde al plan maquiavélico de un profesor Moriarty que se proponga convertirnos, de aquí a una generación, en un país de imbéciles analfabetos; aunque, eso sí, rigurosa y políticamente correctos. Pero no creo que haya plan. Ojalá tuviéramos uno. Se trata, en realidad, de simple contagio colectivo e inexorable, propio de un país como el nuestro, donde cuando se celebre el Día del Orgullo Gilipollas no vamos a caber todos en la calle."

Cidadãos sem grande capacidade crítica, mas politicamente irrepreensíveis e cumpridores de burocracias, normas e procedimentos parece ser o objectivo principal das nossas fábricas formativas...

amsf disse...

"[...]ao invés de tentar criar um modelo de Sociedade e de Individuo."

Felizmente que já ultrapassei essa etapa pois devia ser claro que não há um modelo de sociedade e de indivíduo que justifique tanta mortandade como historicamente aconteceu sempre que se quis "criar um modelo de Sociedade e de Individuo". A realidade é complexa bem como o indivíduo pelo que quem procura construir o paraíso acaba construindo o inferno por mais bem intencionado que seja. Não há uma solução, existem milhões de soluções que são o reflexo da mentalidade, sensibilidade, capacidade e interesse de cada ser humano em cada etapa da sua vida.
O paraíso que o Santo hoje "desenhasse" seria o inferno do mesmo Santo daqui a menos de uma década.

Eu, O Santo disse...

Obrigado Raghnar pelo seu comentário.

Amsf, parafraseou bem o prefácio de Aldous Huxley "Admirável Mundo Novo". Não decidir o tipo de individuo e Sociedade que se cria, não significa que não se esteja a criar um tipo de Individuo e de Sociedade, significa que não se tenta controlar o que se cria. Há uma grande tendência que ao deixar as coisas ao acaso, as coisas corram pessimamente.