terça-feira, 9 de maio de 2017




TOLERÂNCIAS


João Barreto


Nada obriga qualquer órgão ou instituição do Estado republicano e laico a mandar fechar repartições para que os funcionários públicos possam acompanhar, “in loco” ou por via dos media disponíveis (TV, rádio ou internet ou o que mais for inventado até o momento) o papa Francisco a assinalar o centenário das aparições de Fátima e a ascensão dos pastorinhos aos altares da igreja católica. 


A pulsão populista e demagógica que fervilha sob o assento dos nossos eleitos impele alguns a declarar tolerância de ponto, outros a negá-la e, outros ainda, a reafirmá-la para que fique bem clara a sua diferença relativamente aos antecedentes. Quero crer que nenhum dos decisores envolvidos será um estrénuo crente da Virgem de Fátima ou dos Pastorinhos da Cova da Iria como também não será ateu declarado e frontal inimigo de crendices religiosas.
Na verdade, penso que, intimamente, se estão nas tintas sobre o uso que os eventuais beneficiários farão ou fariam da “tolerância de ponto” em causa; julgo que nenhum funcionário terá de apresentar, no dia 15 de maio quando regressar ao serviço, relatório circunstanciado sobre o modo como ocupou as horas que lhe foram agraciadas, nem apresentar ao respetivo chefe uma “selfie” demonstrativa da sua participação nas festividades.
Tudo para dizer que, se nada tivesse sido dito sobre o assunto, estaríamos todos muito bem. Os funcionários mais habilidosos arranjariam forma de se escapulir até ao café mais próximo para visionar a chegada do Santo Padre a solo pátrio; os verdadeiramente crentes e com posses já tiraram, há muito tempo, férias para testemunharem “in loco” e aos demais tanto se lhes dá, como se lhes deu!

13 comentários:

Anónimo disse...

O Estado não tem de dar tolerância de ponto a ninguém. Quando vier a Portugal os lideres do reino de deus, os jeovás, os mamadus, os não sei quantos vai haver tolerância novamente?
Atenção sou católico, pouco praticante, um padre é homem comum que exerce a sua profissão.

Anónimo disse...

Fátima foi uma invenção em 1917 para combater a revolução comunista que desabrochava na Rússia! Basta ler o livro "Fátima nunca mais" do padre Oliveira.

Anónimo disse...

Não sendo eu a favor de conceder tolerância de ponto por estas ou outras eventuais razões, critico as razões que nos foram dadas pelo sr. presidente do Governo Regional.
Oh sr. presidente, então depois de tanta apregoada mobilidade, da possibilidade de ir ao continente ao preço de uma camisa, das conversas de estarmos bem servidos ao nível das companhias aéreas e do número de voos serem mais que suficientes, do ferry não ser necessário porque num instante chegamos a Lisboa...
Querer vingar-se do governo de Lisboa usando a tolerância como arma de arremesso em ano de eleições, não sei se será boa jogada. Continuar "ligado" ao Passos Coelho também me parece um erro grave. O funcionalismo público vive destas coisas, são incapazes de tirar férias para uma coisa destas, mas exigem que lhes seja concedida a benesse da tolerância. E eles votam!!!
Cuidado com os tiros nos pés. Sei que usam sapatos grandes, mas os tiros têm sido cada vez mais perto das unhas...

Anónimo disse...

Estes renovadinhos acham que estão ainda na jota a preocupação e só tentar ganhar a câmara nada mais governar?? Isso o que é?? Por isso o cafofo vai ganhar e bem e estes gajos vão para a rua em congresso de dezembro já chega de alucinação interesseira

Anónimo disse...

O cafofo fez o que qualquer político de bom senso teria feito ante a fé católica do povo o problema são os alucinados que lhes falta bom senso elementar caro Watson cafofo 1 renovação 0

Anónimo disse...

Acaso este senhor manterá a mesma opinião quando chegar ao rally e o fervor da população pelos carrinhos? Bom bom era tolerância de ponto para ver os carros antigos que nunca andaram tão fora da garagem loll cafofo a marcar pontos e os imbecis renovadinhos alucinados a ver navios volta AJJ

Anónimo disse...

Boa cafofiano.
A governação mede-se pela quantidade do folgas dadas. Muito bem.

Anónimo disse...

E agora foi a vez de Santana.
Albuquerque Promessas até a Viloada estais a perder, com está já fostes, nem este burgo se já aguentas.

Anónimo disse...

Abaixo o Cafofo que só dá meia folga.
O povo quer é folga inteira.

Anónimo disse...

Não se preocupe que quando for o RALLY terá folga inteira, total e de fim de semana.

Anónimo disse...

Boa. Para o rali o governo dá um dia, e o Cafofo vai dar dois ou três.

Anónimo disse...

Ainda não percebi quando é que uma tolerância (que implica o funcionamento do serviço, ainda que condicionado) passou a ser considerado um dia feriado, em que tudo encerra.
Os decisores deviam garantir, obrigatoriamente, aquando da decisão de conceder tolerância de ponto, que os serviços se mantinham abertos ao público.
Isto quer para o Governo quer para as câmaras, quer pelo Papa ou pelo rali.

Anónimo disse...

Trata-se de um chefe de Estado do Vaticano!