segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Acusação do JPP


Gestão do Governo atrasa aprovação 
de projetos para o desenvolvimento rural


 O Grupo Parlamentar do Juntos pelo Povo (JPP) manifestou a sua preocupação perante os constantes atrasos do Programa de âmbito da estratégia de desenvolvimento local, globalmente conhecido pelo programa Leader.
“Recentemente, foi noticiada a constante instabilidade interna no grupo de ação local ACAPORAMA, que está a prejudicar a análise de candidaturas apresentadas por entidades públicas e privadas. Devido a problemas de gestão do Governo Regional, esta situação está a inviabilizar a aprovação de projetos estruturais para o mundo rural, na Madeira e no Porto Santo”, afirmou o líder parlamentar, Élvio Sousa.
Em conferência de imprensa, esta manhã, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira (ALRAM), o deputado revelou que “o JPP vai apresentar um requerimento de audição parlamentar para ouvir Sónia Pereira, presidente da Associação das Casas do Povo da Região Autónoma da Madeira (ACAPORAMA)”.
Élvio Sousa lembrou que “o grupo parlamentar do JPP já havia requerido reuniões com o secretário regional da Agricultura e com a senhora presidente da ACAPORAMA, sem resposta até à data”.  Por isso, traz agora o assunto para a Assembleia, “no sentido de perceber o que está a originar estes constantes atrasos, que podem por em causa o desenvolvimento dos projetos de âmbito rural, nomeadamente as candidaturas ao apoio aos serviços básicos para as populações rurais, recuperação e valorização do património rural e apoio à cooperação para o desenvolvimento local”.
O JPP quer também esclarecer as situações vindas a público, que davam conta de falta de transparência no seio da ACAPORAMA. “E se esta situação não se resolver o quanto antes, vamos apresentar uma queixa às entidades competentes, ao nível da comunidade europeia, no sentido de responsabilizar os grupos de ação local e fazer cumprir prazos e compromissos, fundamentais para estes projetos”, assegurou Élvio Sousa.
O JPP espera agora que o processo da audição parlamentar decorra o mais rápido possível, como acontece, aliás, na Assembleia da República, “para bem da transparência”.
Texto e foto: JPP 

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