sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Opinião




O ALEMÃO EMBUSTEIRO


GAUDÊNCIO FIGUEIRA

Transcrevo, do JM, edição de 13 de Fev. 2012 - Coluna do Cidadão – o texto abaixo:

“Indignação pelas declarações da Chanceler Merkel
Como cidadão alemão, vivendo na Madeira há 43 anos (hoje, mais português do que alemão), não posso deixar de expressar a minha indignação e repugnância pelas declarações proferidas pela Chanceler Ângela Merkel acerca da majestosa obra que foi feita nesta ilha maravilhosa.
São declarações absurdas, abusivas e sem sentido, feitas levianamente, pois não conhece, nem nada sabe o que era esta ilha quando aqui vim pela primeira vez e naquilo em que ela se tornou, graças a um homem que teve a coragem de, contra tudo e contra todos, transformar a vida dos madeirenses os quais defende intransigentemente e que pela Madeira é capaz de dar a sua vida.
Merkel e Sarkozy pretendem dominar e fazer prevalecer a sua supremacia sobe os restantes países europeus, pelo que fico estupefacto como é possível que os restantes 25 países admitam ser comandados e manipulados com as suas ideias e as opções do referido duo, que tanto têm prejudicado o caminho europeu.
Hoje, já há muito descontentamento no meu país com as políticas merkelianas e esperam, e desejam, a sua derrota nas próximas eleições que terão lugar a curto prazo.
Para terminar, convido a Sr.ª Merkel a visitar a Madeira e ver in loco a obra grandiosa que aqui se fez. Klauss Friedrich”

O JM, nascido como jornal da Igreja a meio do séc. XX, trazendo, no Séc. XXI, diariamente no seu cabeçalho: JM SÓ DEFENDE O POVO MADEIRENSE implica que não possamos ler, como inócuo, o seu conteúdo.

O nosso “meio-alemão-meio-madeirense” revelou-se-nos desastrado em previsões. Ele foi catastrofista em relação à Srª Merkel. Esperava a derrota dela em breve. Merkel, contra as suas expectativas, ganhou as eleições e não só conseguiu isso, como, cinco anos depois, já neste tresloucado “Mundo Trumpiano”, recebeu de Obama a esperança de que ela venha a ser capaz de defender os valores Ocidentais. Um falhanço total as afirmações da criatura, relativas à Chanceler da sua Alemanha natal.

Tratada a vertente Alemã, vamos à Madeirense. Dia 1 de Fevereiro de 2012 o Governo, presidido pelo Sr. Dr. Alberto João, contraiu uma dívida de 1.500 milhões de euros. A 13, o “meio-alemão-meio-madeirense” brindou-nos com a sua carta-reflexão. Quanto aos elogios à gestão do Governo Regional que estava em funções, mostrei publicamente a minha discordância, logo em 2012. Entre Março e Setembro, pedi encarecidamente que nos fosse revelada a identidade daquela pessoa que trazia a Madeira no Coração e, convictamente, convidara Merkel a visitar-nos.

Desfeita, já há algum tempo, a sociedade por quotas que durante anos geriu, sem pudor, os créditos informativos do ex-jornal Católico, e o novo JM – a Fénix saída das cinzas que, há dias, nos levou mais 300 mil dos impostos – se prepara para mudar de dono, nós ainda não conhecemos o Klauss Friedrich. Já passaram cinco anos, quem diria! Ele deve viver angustiado perante o seu rotundo falhanço, quanto à previsão do futuro da Chanceler. E, infelizmente, para ele e para os Madeirenses, a realidade que, insensatamente, não previra no caso da gestão do Dr. Alberto João não foi melhor. A angústia deste Sr. é, forçosamente, grande!

O elogiado – Dr. Alberto João – e o elogiador – Klauss Friedrich – merecem uma atenção conjunta. Este “meio-alemão-meio-madeirense” sai de cena, sem que o conheçamos. Alguém irresponsável, incapaz de assumir os seus actos – Alberto João – e um ser desconhecido – Klauss Friedrich – parecem viver em “comunhão de adquiridos”, desde 2012. É estranho não acham?

Ai propaganda, propaganda… os teus pezinhos de barro!

11 comentários:

Anónimo disse...

O Klauss Freidrich parece que agora dá à escrita num blogue que por aí anda..., mas agora num registo que não é de elogios.
Agora é mais de "porrada" nos atuais renovadinhos !

Anónimo disse...

O Klaus Friedrich é como o Bin Laden: produtos criados e mortos por mentes doentias que precisam de elogios no primeiro caso e de um rosto inimigo, no segundo.
Depois de cumpridos os seus papeis, descartam-se!
No caso da Madeira, serviram-se do Klaus e de todo o Povo e depois deitaram fora...
Correcção: não podendo "deitar fora" todo o povo, deitaram-lhe as dívidas ocultas e assumidas em cima, no que vai dar ao mesmo!
Saudações, Luís Oliveira

Anónimo disse...

OH Homem...deixa o Jardim...Ele gosta quando lhe dás importância.
Abandona-o...Dá-lhe o desprezo...
Não sejas ressabiado que ele fica contente

Anónimo disse...

Ele faz bem em desmascarar o Jardim. Esta gente é tonta e mesmo quando vê a marina do lugar de baixo e o porto do Funchal a não servirem para nada insulta o Raimundo e ainda vai na cantiga da "obra feita".
Vê lá se aquele Católico convicto pede desculpa pelo que nos fez.
Tu é que fazes o jogo do Jardim e não queres que lhe ponham a careca ao léu

Anónimo disse...

O Andre ainda teve tempo de um comentário antes do almoço.
O Klauss já lhe devia ter ditado o escrito de amanhã.

Anónimo disse...

É por ressabiados incuráveis destes que as coisas chegaram onde chegaram a um pântano sem rumo sem norte de um bando de saltimbancos criados nos lodaçais do poder autárquico e que assaltaram o poder regional e o que vieram fazer? Propaganda tachos para os amigos pagamento de dívidas negócios e negociatas e resultados para a população? ZERO são perigosos estes escribas que querem branquear o presente envenenando o passado

Miss Take disse...

Merkel vai indo e Sr.Jorge Ferreira,(não é o do Carro Preto) já foi. Desculpe, Gaudêncio Figueira.

Fernando Vouga disse...

Afinal o tal JM ainda está vivo. Será que se vende? Caso contrário quem o paga?

Anónimo disse...

Fazes bem em ser ressabiado O Jardim também é...
Estão bem Um para o Outro

Anónimo disse...

A senhorita Miss Take trouxe para o filme um personagem novo. Jorge Ferreira será o seu companheiro de cama. Creio, pela hora a que escreveu, que deve ter havido insucesso e em vez de um duche frio o teclado é que sofreu.
Oh menina, tente escrever coisas com senso.

Jorge Figueira disse...

Meu Caro Fernando Vouga, as coisas, como diz, estão neste pé: vender ou não vender eis a questão.
Demonstrei, no texto, por A mais B, que aquela pouca vergonha avalizada pela diocese e pelo PPD enganou os "patas rapadas", levando-os a votar contra os seus próprios interesses.
Mas a maioria, como se diz por cá, é "meia sobre si". Resultado um corajoso de "antiguinho" anonimato rosna quando me vê pela frente.