quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017



Falta de segurança nos túneis 
motiva queixa do JPP 
à Comissão Europeia





O Juntos pelo Povo (JPP) esteve esta manhã na Ribeira Brava e na Ponta do Sol a distribuir informação à população, relativamente ao trabalho que a bancada parlamentar do JPP tem procurado desenvolver para garantir mais segurança nos túneis da Região, mas que tem sido alvo de frequentes chumbos do PSD.
“O JPP fez importantes recomendações para que fossem adotadas as diretivas comunitárias, assegurando os requisitos mínimos de segurança para pessoas e veículos nos túneis da Via Expresso. Estes espaços, de acordo com um estudo recente, apresentam concentrações alarmantes de dióxido de azoto - oito vezes acima dos valores permitidos - e monóxido de carbono. Como estas recomendações têm sido frequentemente ignoradas pelo Governo PSD, o JPP avançou com uma queixa ambiental na Comissão Europeia, contra a Região Autónoma da Madeira”, revelou Élvio Sousa.
O líder parlamentar do JPP afirmou, em conferência de imprensa na Ponta do Sol, que o JPP “não vai permitir que o Governo Regional assobie para o lado e que não fiscalize a ação das concessionárias”, no que diz respeito a matéria de segurança e de qualidade do ar.
“É nossa obrigação, enquanto representantes dos cidadãos, informar e alertar a população para esta situação”, garantiu Élvio Sousa.
Texto e foto: JPP

3 comentários:

Anónimo disse...

O perigo nos túneis é a circulação dos contentores de GNL da Gáslink! Isso é que é um perigo mortal à vista de todos! Os poluentes podem ser dispersos com os ventiladores e sensores existentes! Uma explosão, não! Por outro lado, a poluição provocada por muitos veículos que não sei como passam na Inspecção é que são a causa dos fumos nos túneis mas isso implica incomodar muitos eleitores e perder votos preciosos...
Luís Oliveira

Anónimo disse...

qual é a diferença dos camiões que andam com Gás e com Gasolina ?

se tira-se uns tem-se de tirar os outros

Anónimo disse...

Ao anónimo das 18:36

A pergunta que faz é pertinente mas facilmente explicável.
O transporte rodoviário de gás propano comprimido bem como o de combustíveis líquidos à pressão atmosférica normal (gasóleo e gasolinas) está certificado e regulamentado em todo o mundo há décadas. A experiência e a tecnologia na construção dos tanques montados em semi-reboques ou carroçarias dos respectivos camiões de transporte é segura. Em caso de acidente (que podem sempre acontecer) os meios de contenção e combate a eventual incêndio é por demais conhecido de bombeiros e protecção civil.
No caso do GNL, não só é uma substância muito mais instável (devido ás baixas temperaturas a que é transportado e que podem sofrer alterações repentinas), como o comportamento do mesmo, quando libertado é totalmente distinto dos outros combustíveis, como pior que isso é o facto de ter uma maior capacidade de inflamação e explosão.
Imagine um gás que é comprimido 600 vezes (600 atmosferas) e que não o sendo por mera pressão, é-o pela forma de arrefecimento a -180ºC, mais coisa menos coisa... Se a temperatura sobe, o que não é nada difícil...
Além do mais, os tanques adaptados a contentores são um protótipo experimental recente (alvo aliás da curiosidade de empresas chinesas e norte-americanas que a Gáslink orgulhosamente alardeou).
O que os outros não inventaram por alguma razão os intriga, como é que aqui se propaga a maravilha do "pipeline virtual" infalível!
A título de curiosidade e para minha tranquilidade, não tenho visto essas "bombas em potencial" a circular na Via Rápida entre o Caniçal e os Socorridos.
O que se passará? Será que antes de falhar pelo lado técnico, falhou pelo lado económico? Oxalá que assim seja, mesmo significando mais um desvario a pagar por todos nós na factura da electricidade, como sempre...

Luís Oliveira