sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

FARINHA NEWS




O que será que anda a forjar o maroto do bem sucedido empresário calhetense?

O agora Blandy Madeirense
está na ribalta.

À primeira vista, as previsões falharam todas e o futuro JM não terá 'sabor venezolano'. À primeira vista. Porque, afinal, a única proposta entrada no dia 22 anunciou a investida do faroeste ilhéu sobre o Funchal. Aí vêm Avelino Farinha e Luís Sousa numa carga cerrada sobre a capital da Tabanca, apanhando todos de surpresa. Já vemos nos céus do Funchal aviões e drones da esquadra combinada Calheta-Ribeira Brava, nos modelos Saccharum e Valley, a dominar a situação oficialista. 
"Neste primeiro editorial do novo JM, queremos..." 
"Aqui na Rádio JM mudam-se os tempos e as vontades... Depois da publicidade institucional voltamos ao tema."
Mas tenho de fazer uma perguntazinha ao Amigo Avelino, com aquele à-vontade que vem dos nossos tempos das coboiadas de rapazes novos no irresistível Oeste. É simples: o que é que leva um empresário de sucesso, que só joga para ganhar, a tomar conta de um projecto que sorve mais dinheiro do que gastam os nosso políticos nas viagens de aproximação à diáspora?
Então: o caderno de encargos exige isto e mais aquilo, 70% de informação regional, edição em papel, manutenção dos postos de trabalho e por aí acima. Como vai ser para fazer receita?
Bem, há 300 mil do MediaRam que continuaremos a desembolsar para jornais. Mas reconheça o meu Amigo: o negócio só deve ter avançado com a certeza de publicidade institucional à fartazana. Mais suplementos e encartes à moda corrente. Além de uma convivência bem acertada e rendível com a 'concorrência'.
Avelino Farinha não dorme na forma. Já entrara no métier, com a Rádio Calheta. Tentou chegar à RJM. Em tempos, sentiu-se muito bem quando convidado (cirurgicamente escolhido) para o jantar mensal de jornalistas - tão bem que se propôs pagar a conta de todos.
Ultimamente, andávamos intrigados com umas aproximações de sargentos de certos exércitos que pareciam vir do nada. Ora bem que não vinham!
Pois, caro Avelino - um autêntico Blandy Madeirense na hotelaria e na comunicação social - está tudo muito bem feito. Mas nestas andanças continuo com um certo 'sabor venezolano', não sei porquê.
Finalmente: boa sorte no empreendimento. Um sucesso igual ao do vitorioso Grupo Blandy, onde trabalhei com gosto durante muitos anos. Que são precisos dois jornais, sem dúvida. Parabéns, Avelino, pelo arrojo e parabéns pela absolvição judicial naquilo dos lucros fictícios. Grandes dias! Merece um trago algures na Europa. O aviãozinho está disponível?

14 comentários:

Anónimo disse...

Ao menos não fica na mão dos mesmos...

amsf disse...

Os órgãos de comunicação social não são um negócio por si mesmos mas servem de proteção para os outros negócios. A comunicação social atual, mais do que no passado, não tem como função descrever a realidade mas formatá-la.
Diariamente há centenas de milhares de "noticias" com potencial para serem dadas a conhecer à opinião pública e há centenas de "narrativas" de possíveis abordagens para cada notícia mas como é evidente só é possível dar relevo a algumas dezenas de acontecimentos/realidades/fatos pelo que quem decide o que é o notícia e como as abordar é que formata a opinião pública.

A comunicação social, tal como a máfia,vende proteção/imunidade e só faz sentido quando temos a quem vende-la ou quando temos negócios ou modelos de negócios que necessitam de serem protegidos.

Anónimo disse...

Parece que a região vai-se ver livre de vez do Jornal da Madeira. Já não era sem tempo. Agora só falta a Câmara do Funchal deixar de pagar fortunas ao Diário.

Anónimo disse...

E quem é que diz que no fim...não fica para o Blandy ?

Anónimo disse...

Comunicação Social é visibilidade para o bem e para o mal...

Anónimo disse...

bom seria transferir a nova sede para a Ribeira Brava

Anónimo disse...

Pura simulação de negócio para salvar a face do Governo e ficar novamente dentro de casa o jornal.

O Grupo Sousa serão depois compensados por mais uns ajustes directos para manter o JM.

A direcção do JM será a partir de agora na verdade a do Diário, e assim acabam-se os problemas para os dois ao mesmos tempo.

A madeira no seu melhor. A oposição essa está a ver passar os aviões...

Eu, O Santo disse...

Concordo com amsf.

Anónimo disse...

Precisávamos era de um grupo sério que pudesse tornar o JM naquilo que o Diário de Noticias da Madeira já não é, um jornal isento e com informação credível. Mas não foi isso que aconteceu, o JM está em vias de ficar nas mãos do empresário que mais cresceu nos últimos anos à custa das obras públicas, com fortes interesses económicos no turismo e nas mãos do grupo que continua a ter o monopólio dos transportes na Madeira com o aval do governo. Assim estamos cada vez piores.

Anónimo disse...

Agora o Cafôfo vai ter que pagar ao JM também, senão lá se vai a imunidade.
Não vai haver dinheiro para tanto e não falta muito para o DN voltar a atacar o edil do Funchal.
hahahahahahahahaha

Anónimo disse...

Comunicação social? São todos uns vendidos. Gosto de democracia directa, tipo as mensagens de twitter do GRANDE PRESIDENTE TRUMP.

Anónimo disse...

Há aqui um que anda a confundir Sousas. Está baralhado entre transportes e informática.

Anónimo disse...

O JM perante contas de mercearia (“Para Tótós”)

Estrutura de Funcionamento do JM (gastos operacionais):

1. Depois da sangria, o JM ficou apenas com 24 colaboradores (tinha 56). Cada trabalhador custa em média ao JM: 1.500euros/mês (recordo que apenas 9 colaboradores são jornalistas mas os restantes são administrativos com salários inferiores, supõe-se).

2. Assim, 1.500euros x 24colaboradores = 36.000euros/mês X 14 meses = 504,000euros/ano.

3. Ora, se o MEDIARAM garante por parte do Governo 300.00euros/ano a cada um dos 2 matutinos, o JM “só” tem de facturar: 204.000euros/ano, o que dá à volta de: 17.000euros/mês.

4. Ora, se o JM conseguir por exemplo um contrato como aquele que o Cafofo celebrou com o Diário de Notícias para a realização do Madeira Trial no valor de 165,000euros - aqui bem denunciado há uns dias no FÉNIX - a coisa fica imediatamente equilibrada e quase atinge o “break-even”, isto sem vender um único jornal que seja! E já nem falo da Rádio Jornal da Madeira (que sempre deve facturar algum).

5. Sem passivo, sem amortizações de capital às financeiras, com apenas os custos de contexto como: aluguer de sede; electricidade; impressão dos exemplares; etc...

É caso para dizer, Grande Negócio!!!


É claro, o negócio ganha outra sustentabilidade se o JM tornar-se verdadeiramente independente, vai com toda a certeza retirar espaço ao seu único concorrente, o Diário de Notícias (cuja redação está depauperada) e, vai garantir a venda de muitos exemplares, fidelizar ainda mais clientes e com isso estabelecer mais assinaturas. E ainda... apesar do mercado publicitário estar em dificuldades, vai conseguir dinamizar o seu departamento de marketing, atraindo publicidade do mercado livre, a um empresariado sem complexos que não liga a interesses e que publicita no produto que considera e lhe garanta mais retorno.

Anónimo disse...

se é tão bom negocio como dizes porque o Bloco , o Coelho ou a JPP não entraram