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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Politicando



TORMENTA DE VERÃO ARRASA LARANJAL MADEIRENSE 




Prosseguem os jantares de apoio a Miguel Albuquerque e então o grande chefe das Angústias recua no desafio que fez à 'contagem de espingardas'. Para consumo exterior, o governo PPD, fora de norte, tanto roga pragas a Passos Coelho e desvaloriza a troika como se põe de joelhos diante de ambos 




Pelos vistos, o povo treme de medo com as ameaças do rei das Angústias...



O jantar desta quarta-feira em S. Vicente, que reuniu 8 dezenas de apoiantes de Miguel Albuquerque sediados naquele concelho nortenho, resultou, depois dos dois anteriores, na terceira prova de que não eram apenas "meia dúzia de ressabiados" os social-democratas dispostos a enfrentar o grande chefe Jardim.
Ignorando as ameaças proferidas à descarada pelo líder, de há meses para cá, os militantes encheram a sala do restaurante 'Frente Mar' e acompanharam a intervenção do candidato à liderança, manifestando apoio à ideia de Albuquerque favorável à realização do congresso regional em 2013, conforme os estatutos.
Os militantes ouviram e apoiaram igualmente o presidente da Câmara do Funchal na leitura que fez da situação interna do PPD-Madeira, analisada já nos jantares anteriores. Designadamente, o conceito de que o partido laranja não pertence a uma pessoa, mas a todos os militantes, que, tratando-se de congressos, são todos iguais.


Miguel Albuquerque vencerá mais facilmente o seu decadente líder do que a Oposição que, finalmente, parece organizar-se com inteligência.


Os nortenhos quiseram desmentir a versão da cúpula partidária segundo a qual "ninguém conhece Miguel Albuquerque fora do Funchal". Ignoraram também a "chantagem" que Jardim faz ao acusar Albuquerque de lhe "espetar facas nas costas" e ao avisar quem porventura pense em ser "amigo dos inimigos" dele, Jardim.


Rubina Leal faltou, mas não por receio de Jardim

Acompanharam Miguel Albuquerque a São Vicente o vereador Pedro Calado e o chefe de gabinete da presidência da Câmara do Funchal, Rui Abreu.
Rubina Leal não se deslocou ao norte. Mas uma fonte do 'núcleo duro' da pré-candidatura de Miguel Albuquerque garantiu-nos há poucos minutos que a vereador não foi influenciada pela situação de confronto directo com o líder Jardim, na penúltima reunião da Comissão Política do PPD. Na circunstância, Jardim queria saber se Rubina estava com a Comissão Política e o seu líder, dadas as dúvidas que no entender dele, chefe do partido, haviam emergido da presença da comissária laranja precisamente num jantar - o primeiro, no Almirante - de apoio a Miguel Albuquerque. 
Segundo a mesma fonte, Rubina Leal prontificou-se a viajar até São Vicente. Simplesmente, foi resolvido que fosse pouca gente do Funchal, para evitar equívocos em termos de apoios.
Foram lá Miguel Albuquerque, Rui Abreu e Pedro Calado, ficaram Rubina Leal e outros funchalenses apoiantes da candidatura.


Discursando na Herdade... com o "inimigo"

O jantar de quarta-feira decorreu em ambiente bem disposto, a sala ilustrada com um mural a exibir o apoio a Miguel por parte dos militantes das três freguesias do concelho - São Vicente, Ponta Delgada e Boaventura.

Depois de explicar os seus pontos de vista político-partidários, a figurar formalmente no projecto de candidatura que será levado aos militantes laranja da Região, Miguel Albuquerque exortou os presentes a subirem à Herdade Chão da Lagoa, a 22 de Julho, a fim de tomarem parte na festa anual do partido.
É uma resposta do pré-candidato aos reptos do chefe das Angústias para uma corrida a dois. Disse Jardim que no Chão da Lagoa é que se efectuará a "verdadeira contagem de espingardas". Mas recuou.
Com a popularidade a resvalar a toda a brida, chefe do governo sentiu-se sem força para riscar Albuquerque da lista de intervenções lá no alto da serra. Certamente argumentará que não iria mudar a tradição de o presidente da Câmara do Funchal usar da palavra nesse dia. Mas então como é que vai "contar espingardas" numa festa onde o seu adversário também falará? O ambiente festivo será para apenas uns?
Pior: como consegue Jardim participar num comício lado a lado com aquele que, conforme acusação sua, "anda a espetar-lhe facas nas costas"?
A que propósito se permitirá pisar um palco de campanha política muito perto de um seu "inimigo"?
E por que permitirá que discurse diante do arraial de bandeiras laranja um "traidor" que na campanha eleitoral de Setembro passado participou numa iniciativa partidária do PP?


Jantarada no 'Lagar' e sopa de pedra no Norte

Jardim poderá gabar-se de muitas espingardas é na noite de 30 de Junho, conforme o maior ou menor fulgor da "festa de anos do João", no "Lagar". Se bem que ninguém ainda tenha percebido que é que se vai celebrar nesse dia. Ou seja, as espingardas que lá se deslocarem serão surpreendidas com o tema do comício ajantarado. Não sabem ao que vão.
Trata-se de uma manifestação de força separatista, para fazer a Região e o País rirem mais uma vez? Será um jantar de apoio ao próprio líder PPD, em resposta aos repastos de Miguel Albuquerque? Será uma evocação dos tempos do fascismo, quando, apesar de Madeira Velha, havia "respeitinho pela autoridade", contra o abuso e o gozo que fazem actualmente na cara de sua excelência?

Certo, certo é que a 'entourage' das Angústias trabalha afincadamente para que aquilo no 'Lagar' dê brado.
Da Secretaria do Ambiente, onde fulgura o Delfim mais recente de Jardim, Manuel António Correia, saem com insistência SMS e telefonemas a exortar gente à participação na festa da F(l)ama organizada por Gabriel Drumond.
Não estará tudo a correr conforme o desejado. Se andam à procura de freguesia...


Paira, entretanto, certa expectativa perante a 'sopa de trigo' que andam a organizar também para São Vicente - irra! - em honra do candidato assumido ao PPD Manuel António. Irá muita gente? Não seria melhor uma 'sopa de pedra'? Se fosse uma patuscada de apoio a Ventura Garcês, poderia ser uma 'sopa de letras'...

Enfim, pode o tempo ser de ansiedade nos meandros do laranjal, mas por falta de jantaradas ninguém morrerá.

Preparem-se os festeiros dos 'anos do João' porque, nisso de festas de arromba, também lhes estão reservadas algumas surpresas.
Esperai.


De joelhos diante de Gaspar e da estrangeira troika

O problema é o desnorte que se apossou do chefe e dos poucos dirigentes, muito poucos, ainda chegados à cúpula. A última reunião da Comissão Política, segunda-feira, foi disso um exemplo miserável.
Depois de ameaçar que levaria o governo 'cubano' aos tribunais europeus; depois de, ostracizado pelo seu próprio partido nacional; depois de andar a perguntar o que é que Portugal faz na Madeira; depois de condenar a "entrega" de Portugal ao estrangeiro, dizendo-se fora da jurisdição da troika - depois de tantas atoardas inflamadas e pretensamente corajosas, eis o chefe do laranjal a pôr-se de joelhos perante Vítor Gaspar e a troika, agradecendo as migalhas de 155 milhões de euros atiradas à Madeira!

O pânico apossou-se do laranjal, fustigado por violenta tormenta de Verão. E ainda não acabou a Primavera!

3 comentários:

jorge figueira disse...

Esta reprise, digna das sessões da tarde do Cine - Parque nos Verões do fim anos 50/60,apresenta os pistoleiros a organizarem-se com o tiroteio prestes a iniciar-se. O Sheriff deveria afixar um cartaz com algo semelhante a: PROCURA-SE JR VIVO OU MORTO. Pode ter a solução...

Luís Calisto disse...

Como dizia Django, "Deus perdoa, eu não"...

Nuno Drummond disse...

Acho que todos os partidos deviam organizar um jantar no dia 30. E Albuquerque também. Na outra ponta da ilha.