quinta-feira, 6 de abril de 2017

Turbulência no centro-direita



João Catanho expulso do CDS-PP


Depois de muito tempo de desalinhamento assumido com as lideranças do partido, João Catanho foi alvo de um processo disciplinar cujo desfecho vem a ser a expulsão directa da organização dos populares. O antigo militante afirma que o processo lhe foi instaurado por delito de opinião. E reage à grave decisão do partido actualmente presidido por Lopes da Fonseca.


A palavra ao militante expulso:
"Ao fim de mais de 30 anos de militância no CDS/PP-M, feito de uma militância com muita paixão e amor à camisola, feita de altos e baixos, fui notificado da aplicação da pena máxima, prevista nos Estatutos do Partido – expulsão.

Foi o culminar de uma luta determinada em prol de um partido completamente diferente, diferente do atual, mais aberto, feito com e para as bases, descentralizado e inovador.

Lamentavelmente, esta organização política tornou-se numa espécie de clube/associação recreativa, em que mais de 10% dos militantes que compõem os órgãos eleitos no último congresso de Dezembro de 2015 são funcionários e familiares diretos dos dirigentes. Este partido, perdeu a sua identidade, matriz doutrinária, garra, implantação nas concelhias, e arrasta uma união de facto, entre Rui Barreto e Fonseca, em que o “enxoval” eram as presidências (partido e bancada parlamentar).

O CDS-M é constituído por líderes que vivem da política e de dirigentes que, além dos vencimentos, possuem avenças douradas.

O Partido encontra-se a saque, de projetos e ambições pessoais, do parentesco, numa cega luta por chegar ao Governo como “bengalinha”.


Neste momento deixei de ser militante do CDS, e não gostaria sequer de abordar este processo, referindo apenas, para que fique bem claro e que não haja dúvidas – este resulta do delito de opinião."

12 comentários:

Anónimo disse...

São todos uns grandes democratas!
Luis

Anónimo disse...

Há c'anos que o CDS é uma bengalinha do PSD e mais grave, uma bengalinha do poder económico. Veja-se o caso do hotel Savoy, quando o sr. Ricardo Vieira era vereador na CMF e representante do Berardo, e alinça tácita com os sousas que exploram os madeirenses e portossantenses, com preços pornográficos, quando o sr. José Manuel Rodrigues era líder do partido do táxi. E tem a sua querida amada a trabalhar para os sousas!

Anónimo disse...

Ricardo Vieira , em solidariedade, devia sair também.

Anónimo disse...

Naturalmente que o PP está escudado em pareces jurídicos daquele assessor que depende exclusivamente de trabalhar para associações e clubes, promovendo discórdia e a divisão e depois o resultado é esta trapalhada completamente ilegal.

Fernando Vouga disse...

Quando alguém se inscreve num partido político assina um contrato com o diabo. O primeiro direito que perde é o de ter opinião própria. Todos sabem disso, a menos que não estejam na posse das suas faculdades mentais. Depois, queixam-se de quê?

Anónimo disse...

Todos esperamos que o alto comissário para o desperdício alimentar faça uma dieta e deixe qualquer coisa para o resto do pessoal comer.

Anónimo disse...

Notificar-lhe? Que bem escrito que está!

Edgar Silva disse...

Como eu o compreendo...um grande abraço solidário...Joao Catanho

Anónimo disse...

Mais um que deu a cara pelo cunhado, e depois ele tirou-lhe o tapete, deixando-o sozinho às feras...

Anónimo disse...

Deve ter sido engraçada a instrução do processo. Nem português o presidente da comissão sabe escrever.

Anónimo disse...

E vêm aí autênticos casos de polícia e de Ministério Público. Nem as cadeiras da sede desse partido ficarão.

Anónimo disse...

Cuidado com o J.M. Rodrigues e com o Cantor de Igreja, venderam a alma ao Cafofo e aos Sousas.