quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Iniciativa parlamentar do PTP



Projeto de Resolução


“Construção do edifício micro-ondas para o tratamento de resíduos hospitalares”

Os resíduos produzidos em unidades de prestação de cuidados de saúde, podem constituir um importante problema ambiental e de saúde pública, se não houver adoção de procedimentos adequados no manuseio dos diferentes tipos de resíduos.
São quatro os grupos que formam o universo dos resíduos hospitalares: os Grupos I e II (resíduos hospitalares não perigosos), o Grupo III (resíduos hospitalares de risco biológico) e o Grupo IV (resíduos hospitalares específicos com maior perigosidade).
A recolha, transporte, armazenamento e tratamento dos lixos hospitalares, sobretudo os perigosos é um serviço imprescindível e dispendioso  ao erário público.


            Para o efeito na RAM, na anterior legislatura, foi decidido construção de uma unidade micro-ondas para o tratamento dos resíduos de grupo III (contaminação biológica), através da utilização de ondas eletromagnéticas, com uma frequência entre as ondas rádio e as ondas infravermelhas para aquecer os resíduos hospitalares a uma temperatura de 100.ºc, promovendo a descontaminação dos resíduos através da destruição dos micro organismos.
            A construção desta infraestrutura, anexa ao Hospital Nélio Mendonça, envolvia um investimento de aproximadamente 2 milhões de euros e se comparticipada em 85% por fundos comunitários, como era intenção da administração do SESARAM em ano e meio ano ficaria paga. Pois, permitiria poupar nos custos de transporte, contentores para incineração e taxas da Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos na Meia Serra.
            No entanto, o atual Governo, liderado por Miguel Albuquerque decidiu parar o investimento, para estudar outras possibilidades. Mas até à data não foi encontrada outra alternativa consistente, embora o SESARAM esteja a despender uma quantia avultada para o efeito, quando podia ser feito através de processo bem mais económico e amigo do ambiente.
            Foi anunciado na imprensa através da Secretaria do Ambiente que a solução para o tratamento dos resíduos hospitalares passaria pela ARM - Águas e Resíduos da Madeira através da Estação da Meia Serra mas até à data ainda nada foi anunciado em concreto.
            Feitas as contas se não tivesse havido a decisão de parar o micro-ondas, o dinheiro empregue na incineração de resíduos hospitalares, podia neste momento estar a financiar outra parte da saúde.
Assim, em conformidade com a Constituição da República Portuguesa e com o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma da Madeira e de acordo com o Regimento, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira delibera que em nome de uma eficiente gestão dos dinheiros públicos e da saúde regional se proceda à imediata construção do edifício micro-ondas para o tratamento de resíduos hospitalares.

Funchal, 25 de Janeiro 2017

 O deputado do PTP na ALRAM

11 comentários:

Anónimo disse...

Muito bem, veremos o que o Secretário tem a dizer disto. Vai meter mais um croquete na boca e calar-se?

Anónimo disse...

O sem malícia resolve com um concurso público por prévia qualificação (o mesmo que um ajuste direto para a empresa amiga, para os desentendidos).

Anónimo disse...

Tecnicamente não percebem rigorosamente nada do que estão a falar.
Esse dito PTP remeta-se à sua "insignificância técnica" sobre a matéria !!!

Anónimo disse...

Calma aí o edifício está pronto e esta lá oh senhores do ptp resta saber o que vão fazer com ele tenho uma ideia o melhor como aquilo e fechadinho seria fazer uma discoteca já falta pouco para o hospital ser um centro de diversão ahahah

Anónimo disse...

Estando a obra praticamente concluida, realmente nāo é compreensível que nāo seja terminada e posta a funcionar. Pouparia muito dinheiro ao SESARAM em vez de encher os bolsos dos corruptos albuquerquistas.

Anónimo disse...

O micro ondas não seria o local indicado para processamento da tomásia e respectivos acólitos? Uma medida amiga do ambiente! Só isso já rentabilizava o investimento.

Anónimo disse...

O PTP é realmente insignificante porque não beneficia dos lucros que os lixos dão ao PSD.

Anónimo disse...

Bom trabalho Sr. Coelho. Isto vai chatear os mamoes das tertulias.

Anónimo disse...

O comentário do anónimo das 22.18 está fabuloso loll realmente depois que tiraram os médicos do CÁ na era renovadinho isto tem sido um desastre e qye e um pior que o outro até chegar a psicóloga da escola lol resta saber daqui a seis meses quem será? Um agrónomo um engenheiro espacial ? com o devido respeito a estas profissões loll

Anónimo disse...

Então o Sr. deputado não sabe que há contratos de fornecimento do serviço de resíduos que dão lucro a certas pessoas e não podem terminar? Primeiro estão os interesses dos amigos, o intersse público que pague a conta!

Anónimo disse...

Coelho, cuidado com esta máfia madeirense que já está em ponto rebuçado e pronta a dar workshops à máfia napolitana.