quinta-feira, 14 de junho de 2018



A gestão pública protege 
os trabalhadores portuários


Trabalhadores portuários em risco foi o título de uma notícia recente. Com a proposta de Bloco de Esquerda de recuperar a gestão pública dos portos da Madeira, os trabalhadores nada têm a recear pois serão integrados na entidade pública que assumir a responsabilidade de gerir os portos.


Os trabalhadores terão o seu trabalho assegurado e ficarão a salvo da precariedade laboral e da chantagem da entidade patronal. Esta mais uma vez recorre à instrumentalização dos trabalhadores para proteger o seus próprios interesses, como foi o caso nas manifestações dos trabalhadores da Quinta do Lorde junto à Câmara Municipal do Funchal, no início de 2014.

No entanto os riscos para os trabalhadores existem, no caso de o Governo Regional insistir em concessionar a gestão dos portos, com ou sem a concurso público para o efeito. As concessões e as privatizações são instrumentos para fazer cessar os contratos de trabalhos, cortar regalias e reduzir os salários dos trabalhadores, em benefício exclusivo dos patrões e não da população.

Os exemplos recentes da PT ou dos CTT demonstram que não há vantagens para o Erário Público e muito menos para os utentes em geral, com a concessão de serviços públicos. Estes exemplos mostram que a população só tem a esperar a degradação da qualidade dos serviços prestados e o aumento dos preços.

O Bloco de Esquerda estranha que partidos da oposição regional supostamente situados à esquerda do PSD, venham a público cobrar a promessa eleitoral de Miguel Albuquerque de renovar a concessão dos portos através de concurso público. Ficou demonstrado, no caso do concurso público do Ferry, que essa via não é solução e que a gestão pública é a única forma de garantir a defesa do interesse público.
BE

1 comentário:

Anónimo disse...

E este querido bloquista quando é que vai por os pés no trabalho e fazer alguma coisa??? Só existe para receber o ordenado da CMF e nem aparecer no trabalho? Os outros escravos da Câmara que façam o trabalho. Também, em abono de verdade só atrapalha e dá prejuízo se stiver no gabinete (luz, telefone e papel higiénico...). Por isso o colocaram num sítio discreto, na rua do Bispo, num segundo andar, sem picar o ponto!. Povo enganado!