segunda-feira, 18 de junho de 2018


Regime silvo-pastoril no Arquipélago da Madeira


Ao Dr. Miguel Albuquerque,
Ao Dr. Paulo Cafôfo,

Eu e muitos madeirenses estamos cansados de ser tratados por parvos por Vossas Excelências.
No entanto, porque parvo não sou e tenho por princípio estudar os fundamentos históricos, legislativos e biogeográficos das causas que defendo, tomei a liberdade de partilhar o excelente trabalho da autoria de José Lemos Silva, publicado no blogue “MADEIRA GENTES E LUGARES”, no dia 15 de fevereiro de 2008, intitulado “Regime silvo-pastoril no Arquipélago da Madeira: breves notas para o seu estudo” (https://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2008/04/blog-post_6348.html).
É um texto longo e pouco apropriado para quem está viciado na leitura de resumos elaborados pelas agências de comunicação ou condicionado pelas ameaças das claques chantagistas.
Porque não quero que a Madeira seja gravemente afetada pelo síndrome de “sportinguisação”, apelo a todos os madeirenses que recusam o retorno do gado às terras altas da Ilha, legalmente enquadradas em áreas protegidas do Parque Natural da Madeira e classificadas como Sítios da Rede Natura 2000, a leitura e a divulgação dos conteúdos referentes ao regime silvo-pastoril nas ilhas e ilhéus do Arquipélago da Madeira.
Não podemos permitir que as mentiras dos criadores de gado sufoquem os factos históricos!
Ao Presidente do Governo Regional e ao Presidente da Câmara do Funchal recomendo mais conhecimento da História da Madeira e muito especialmente da História Natural.
Eu e muitos madeirenses não temos medo das ameaças e também somos votantes.

17.06.2018

Raimundo Quintal

7 comentários:

Anónimo disse...

Não sei do que é que estes políticos de meia tigela têm medo dos cabreiros, se eles são meia dúzia e não têm expressão eleitoral.

Anónimo disse...

Belo artigo de analise que foi publicado no Diário de Noticias de domingo ultimo 17/06 da autoria do seu Diretor em que o mesmo é abrangente com o Titulo: E se Governassem?
Este artigo deveria ser lido e postado, mas como o mesmo diz:
ESTA GENTE NÃO ADMITE QUE SE SAIBA MAIS DO QUE AQUILO QUE TENTA IMPINGIR E QUE SE VEJA PARA ALÉM DO ÓBVIO. Palavras semelhantes também tinha Salazar.

Anónimo disse...

Nem mais, ó das 12.54, e eu acrescentaria. Bom conselho para renovadinhos e cafofianos, já que ambos se preocupam só com eleições.

Anónimo disse...

Não estou a perceber este súbito interesse em soltar cabras na NOSSA serra? Está tudo louco? Defendam essas patuscadas e vão ver os votos que vão ter.

Anónimo disse...

Gado no parque ecológico já, Cafofo mete lá as cabras e ovelhas e deixa-te de meteres ar no balão, faz alguma coisa de jeito.

Anónimo disse...

Chamo à atenção do dr. Raimundo os argumentos que poderão ser utilizados contra o que defende.

página 88 da relatório final da 2ª fase do EARAM (que implicitamente descreve quase todo o documento)
"Uma forma teoricamente possível de mitigar a intensidade dos escoamentos com detritos seria a de atuar no coberto vegetal das encostas mais críticas.
No entanto, os resultados dos estudos efetuados na Fase 1 e os resultados conhecidos da literatura, são suficientemente contraditórios ou pouco conclusivos para dificultarem, ou não aconselharem, propostas de ações intensivas concretas para além das medidas em curso de reflorestação a cargo das entidades competentes e de estudos em zonas experimentais."

Então, não existem resultados sobre a influência da vegetação na diminuição do risco de aluviões... mas os trabalhos do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza estão correctos...

Anónimo disse...

Os cabreiros mais as cabras, e também o Prof. Mentiras e o Dr. Sacristão, para as Desertas.
Fica toda a gente servida.