sábado, 16 de junho de 2018

Questões da cereja


Albuquerque este domingo no Jardim da Serra

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, visita domingo, 17 de junho de 2018, a Festa da Cereja, que decorre no Jardim da Serra.
A avaliar pelas observações em campo e consultas junto de produtores, feitas pelos serviços de assistência técnica agronómica que a Direção Regional de Agricultura presta aos agricultores, a campanha de produção de cereja em 2018 será superior, quer em quantidade quer em qualidade, à campanha de 2017.

Segundo as perspetivas, a produção de 2018 deverá ser superior em cerca de 20%, tanto no Jardim da Serra )sobretudo) como no Curral das Freiras, as freguesias onde há maior produção do fruto (cerca de 95% da produção total). Em 2017 foram produzidas 180 toneladas, sendo expetável para este ano uma produção na ordem das 216 toneladas.
A juntar a este cenário mais positivo, devido ao atraso da maturação da cereja importada, cuja origem é Portugal Continental e Espanha, há a registar um aumento da cotação do produto regional em 2018, que se vem situando à volta de 2,5 a 3 €/kg, preço ao produtor, quando a cotação média em 2017 foi de 1,90 €/kg.
Recorde-se que a produção de cereja está extremamente dependente das condições climáticas do ano e ou de alguma ocorrência fitossanitária mais importante (seja em termos de praga ou de doença criptogâmica), pelo que esta pode ser maior ou menor, especialmente quando o seu impacto, mais ou menos favorável, incide nas épocas da floração e da colheita.
Relativamente ao aumento da qualidade, tal prende-se com a redução do ataque da Drosophila Suzukii, conhecida por “mosca-de-asas-manchadas”, que é a praga que mais prejuízos provoca à cereja, pois faz as posturas no interior dos frutos, tendo como consequência a podridão dos mesmos. 
Este ano, a referida praga está em níveis muito inferiores comparativamente aos do ano anterior, devido às temperaturas mais baixas e, também, a um melhor controlo por parte dos agricultores, através da colocação de armadilhas – garrafas mosqueiras - e da atempada aplicação dos tratamentos fitossanitários homologados para o combate à praga.
Aliás, a Secretaria Regional de Agricultura e Pescas, através da Direção Regional de Agricultura (DRA), e a Junta de Freguesia do Jardim da Serra, através do Centro Desenvolvimento e Inovação Sociocultural e Agroflorestal (CDISA) Quinta Leonor, vêm, desde há alguns anos, a envidar todos os esforços para minimizar os impactos das principais doença e praga da cultura da cerejeira (nomeadamente o fungo radicular Armillaria sp., e a já referida “mosca-de-asa-manchada”), desenvolvendo um programa integral para atenuar e resolver os problemas emergentes.
Entre essas iniciativas, destacam-se ações de formação teórica e práticas junto dos agricultores: nos últimos, vária smedidas de índole técnica e a criação de um banco de germoplasma de todas as variedades regionais de cerejeira, no Centro de Fruticultura Temperada de Santana.
Por outro lado, anualmente, a Junta de Freguesia do Jardim da Serra através do CDISA Quinta Leonor, em colaboração com a DRA desenvolve um evento denominado “Tempos de Hortifruticultura”, que decorre em geral nos meses de fevereiro a março e integra várias atividades, entre as quais iniciativas pedagógicas com os alunos da escola EB1/PE do Jardim da Serra,
Releve-se ainda a disponibilização, por parte da DRA, de enxertadores e podadores para a referida freguesia, o que contribui para o rejuvenescimento dos pomares de cerejeiras (em 2018, entre 29 de janeiro e 6 de março, as brigadas DRA procederam a 975 enxertias de cerejeiras).
Lembre-se ainda que a cultura da cerejeira envolve 415 agricultores, ocupando uma área de cerca 64 hectares.
As variedades mais comuns são as precoces "Regional" (cereja miúda mas de sabor delicioso, com grande tradição na Região) e "Norberto" (de frutos grados), e as tardias "Van", “Serôdia” ou “Lustrosa” e "Grada de Lisboa".
Presidência

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